Terra Santa Israel, Jerusalém, seus templos, suas histórias



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Terra Santa

Israel, Jerusalém, seus templos, suas histórias.



Pesquisa:
Eros Victor da Silva

Outubro de 2007


Terra Santa

Israel, Jerusalém, seus templos, suas histórias.




A história bíblica de Israel:

Gênesis 32.28 relata que Jacó ouviu Deus dizer “De ora em diante já não te chamarás Jacó, mas Israel, pois lutaste com Deus e com homens e venceste”.

À medida que a narrativa bíblica prossegue, lemos que Jacó (Israel) emigrou com sua família para o Egito onde, durante uma longa permanência, seus doze filhos tornaram-se pais de doze tribos. Posteriormente essas tribos “israelitas” foram conduzidas para fora do Egito por Moisés, vagaram por 40 anos no deserto e por fim, chegaram às planícies de Moab, a leste do rio Jordão. Nesse ponto, na narrativa bíblica, Josué sucedeu a Moisés e conduziu as tribos através do Jordão até Canaã, onde elas tomaram posse das terras e as dividiram entre si. Após a morte de Josué, sem liderança estável e frequentemente oprimidas por povos vizinhos, cada uma das tribos de Israel fazia o que lhe parecia melhor.

No tempo do profeta Samuel, quando os filisteus estavam oprimindo Israel, o povo implorou a Samuel que lhes desse um rei. E assim, Saul foi ungido como o primeiro rei de Israel, seguido por Davi e depois por Salomão...


A morte de Salomão, em 920 a.C. marca o fim da idade de ouro de Israel. As grandes obras públicas de Salomão sobrecarregaram seu povo com pesadas taxas e com trabalhos forçados.
A monarquia israelita se dividiu em dois reinos rivais – A região setentrional rejeitou o reinado de seu filho Reoboão e a Monarquia Unificada se dividiu em dois reinos hostis: Israel ao norte, com Capital Samaria, composto de dez tribos, e um reino no sul, composto das duas tribos restantes, Judá e Benjamim, que tomou o nome de Judá com Capital Jerusalém. Estes reinos existiram lado a lado por dois séculos, por vezes em paz, por vezes em guerra um com o outro, até que o reino do norte foi conquistado pela Assíria e seu território anexado por aquele grande império, em 722 a.C.. O reino de Judá também caiu sob o domínio assírio, mas manteve sua identidade política por quase um século e meio, até ser subjugado pelos babilônios em 587/586 a.C.
Incertezas históricas e fontes extra bíblicas:

A história bíblica de Israel, quando examinada em detalhe, apresenta inúmeras incoerências internas – por exemplo, as várias enumerações das tribos israelitas nem sempre identificaram as mesmas doze, nem levam em conta outros grupos tribais importantes como os calebitas e os quenizitas. O livro de Gênesis registra os nascimentos dos doze filhos de Jacó e depois fornece uma lista deles arranjados sob os nomes de suas mães: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zabolon foram filhos de Lia; José e Benjamim, os filhos de Raquel, Dã e Neftali, os filhos da concubina de Jacó, de nome Bala; Gad e Aser, os filhos de sua concubina Zelfa. Nas numerosas listas tribais encontradas nos vários livros o número varia de doze a treze. Essas variações devem, sobretudo, às de dois filhos de José, Efraim e Manassés, como tribos separadas, e à omissão de Simeão ou Levi e outras.



Além disso, a história pressupõe conceitos que eram geralmente aceitos nos tempos antigos, mas não hoje, como o de que as nações descenderam de um só indivíduo.
Uma inscrição egípcia do reinado do faraó Mernepta (1.200 a.C.) fornece a mais antiga referência não bíblica a Israel, e é a única dessas referências anterior ao século IX a.C. A inscrição é um texto monumental real inscrito numa estela descoberta no sítio da antiga Tebas. Tudo o que ele informa acerca de Israel é que um povo conhecido por esse nome estava em cena na Palestina no final do século XIII a.C. Textos posteriores do século IX são inscrições reais, uma feita pelo rei Mesa de Moab e várias outras de um rei assírio, Salmanasar II (858-824 a.C.). Israel e Judá eram reinos separados no século IX e é Israel que figura nesses textos.
Escavações arqueológicas em sítios palestinos fornecem informações sobre a cultura material dos tempos bíblicos e permitem também algumas correlações. Por exemplo, o tempo dos Juízes em Israel parece corresponder aproximadamente aos séculos iniciais da Idade do Ferro (1.200-1.000 a.C.). Observe-se que a maior parte das histórias do livro dos Juízes tem por cenário as aldeias da região montanhosa norte-central (Efraimita).
Dadas às incertezas que surgem na história bíblica, a escassez de referências a Israel ou aos israelitas em documentos extra bíblicos e a natureza muito genérica dos indícios por artefatos, não surpreende que os estudiosos da atualidade sustentem idéias amplamente divergentes com relação à história de Israel. Porém, a maioria dos estudiosos adota uma posição moderada entre as fontes bíblicas e científicas.
Nada pode ser dito, com certeza, acerca da origem das doze tribos e clãs que compuseram Israel e Judá em seus primórdios. É possível que, em sua maior parte, esses agrupamentos tribais tenham surgido gradualmente a partir da população difusa da Palestina do Bronze Tardio e do início da Idade do Ferro, do que entrado na terra vindos de outro lugar. Tudo indica que o nome Israel se referia em tempos pré-monárquicos principalmente à tribo de Efraim, estabelecida na região montanhosa central, mas teria sido compreendido como incluindo certas tribos das vizinhanças, como Benjamim, Manasés e Galaad que Efraim dominava.
Esse grupo tribal Efraim/Israel teria sido a Israel que o faraó Mernepta se refere; a maior parte das histórias no livro dos Juízes tem a ver com esse grupo tribal; ele foi o cerne do reino de Saul, que ele chamou apropriadamente de Israel.

Jerusalém – Nome e descrição:


O verbete Jerusalém, Ierousalem que reflete no Grego a pronúncia hebraica, consiste em dois artigos, o primeiro sobre a História da cidade e o segundo sobre o simbolismo de Sião, um outro nome de Jerusalém, antes de ser renomeada por David, após conquistar a cidadela. Sião é frequentemente usado como sinônimo de Jerusalém, especialmente na poesia bíblica.
A cidade bíblica espalha-se por dois morros, tendo altitude média de 750 m. na cadeia central de montanhas. É limitada a oeste e sul pelo vale de Enon e a leste pelo vale do Cedron, que a separa do Monte das Oliveiras. Flávio Josefo, historiador do século I, registra que o vale central era chamado Tiropeon (queijeiro). O morro do oeste é ligeiramente mais alto que o do leste. Há duas fontes, Gion (poço jorrante) e Ein Rogel (a fonte do pisoeiro), no vale do Cedron. O clima é temperado, chove de dezembro a março e ocasionalmente, neva.

Templo de Salomão
A cidade original erguia-se na extensão sul do morro leste, conhecido como Ofel. Cerâmicas dispersas atestam ocupação desde o 3º milênio a.C.. Depois da conquista israelita, o território de Jerusalém foi incorporado pela tribo de Benjamim. Tendo David a necessidade de uma Capital independente das 12 tribos, ele a tomou em 1.000 a.C. e fez dela um elo e fetivo levando para lá a Arca da Aliança, a que todas as tribos prestavam vassalagem. Para abrigar a Arca apropriadamente, David comprou uma eira ao norte da cidade, de um homem chamado Areuna. Ali, no topo do monte Moriá, seu filho, Salomão ergueu o primeiro templo em 986 a.C. Durante sete anos a atenção do rei se concentrou na construção do magnífico santuário.


No entanto, os arqueólogos não encontraram uma só pedra de toda aquela grandiosidade arquitetônica.


Surgiu apenas um ínfimo elo associado ao Templo de Salomão, quando em 1979, o especialista francês em estudos bíblicos André Lemaire, perambulando por uma loja de antiguidades de Jerusalém, teve sua atenção despertada por uma pequena romã de marfim, do tamanho de um polegar, na qual estavam gravados fragmentos da inscrição “Pertence ao Templo de Yahwet, sagrado aos sacerdotes”. Após ser submetida a testes paleográficos, que atestaram sua autenticidade, a pequena fruta foi encaminhada para o museu de Israel, onde se encontra em exposição. Nada mais foi encontrado.

A Jerusalém davídica que não tinha mais que alguns milhares de habitantes no fim do século VII a.C. se expandira a ponto de ocupar a colina oeste.


A saga de um povo:

Ezequias reinava, quando em 722 a.C. o rei Assírio, Sargão, conquistou as dez tribos do norte de Israel, que anteriormente haviam se separado do reino de Salomão, na Judéia, para formar seu próprio Estado. Os refugiados que escaparam da morte se refugiaram em Jerusalém.


Q
Piscina de Siloé
uando Senaqueribe ameaçou Jerusalém, o rei Ezequias mandou construir muralhas para proteger refugiados vindos do reino norte de Israel que haviam se estabelecido fora da cidade apinhada. Assim foram criados os bairros de Misnech no morro oeste e Makites no vale do Tiropeon. Para garantir o fornecimento de água o rei Ezequias cavou um túnel ligando a Fonte de Gion à piscina de Siloé, no vale do Tiropeon. Também foi construída uma muralha para proteger o lado norte da cidade.
Tanto esta muralha quanto casas construídas naquela época, ainda nos dias de hoje, exibem vestígios do ataque furioso (587/586 a.C.) que pôs Jerusalém sob o domínio babilônico. Nabucodonosor II, rei da Babilônia, após sitiar Jerusalém por quase dois anos, conquistou a cidade em 585 a.C., escravizando o povo judeu. Logo que as defesas da cidade foram penetradas, os invasores não perderam tempo, invadiram, saquearam e incendiaram o palácio real e o Templo. Os vitoriosos levaram os sobreviventes acorrentados como escravos, deixando para trás apenas alguns camponeses, que serviram como lavradores e vinhadeiros. O reino de David e Salomão mergulhou em profundas trevas.
No ano de 538 a.C. Ciro, o rei da Pérsia, após conquistar a Babilônia, permitiu a Zorobabel que guiasse seus compatriotas de regresso ao seu país e ali iniciassem a construção do segundo Templo. Além dos vasos de ouro e prata roubados do Templo, por ordem de Nabucodonosor, e devolvidos por Ciro. Apesar de ainda orarem em hebraico, também traziam consigo o aramaico, uma nova língua que utilizavam normalmente no cotidiano. Coube a Zorobabel, filho do governador de Judá, sob domínio Persa, a construção do segundo Templo. Suas dimensões eram o dobro das do primeiro e sua edificação durou vinte e um anos. A reconstrução das muralhas somente foram autorizadas, quando os Persas nomearam Nehemias o primeiro governador judeu, por volta de 445 a.C.

Em 333 a.C. Alexandre, o Grande, ocupou o Oriente próximo e anexou aos seus domínios, a Pérsia, a Síria, o Egito e Judá (também conhecida por Judéia). Depois da sua morte, ocorrida dez anos mais tarde, instaurou-se uma grande discórdia entre os seus herdeiros, seus quatro Generais dividiram o império, a Judéia foi entregue a Ptolomeu, que fez dela uma província Egípcia.


Jerusalém sofreu três cercos durante as Guerras entre os Ptolomeus do Egito e os Seleucidadas, uma facção henelística entre os judeus da Síria (201, 199 e 198 a.C). Em 198 a.C. Jerusalém passou a ser dominada pelos Seleucidas, a Síria, derrotou Ptolomeu, conquistando a Judéia.
Em 167 a.C. Antioco IV, rei Sírio, atacou Jerusalém e proibiu todas as práticas religiosas judaicas. Baniu o culto a Yahweh, substituindo-o pela adoração a Zeus, o deus olímpico grego, erguendo um altar sacrificial a essa divindade dentro do próprio Templo. Derrubou as muralhas de Jerusalém e ergueu uma fortaleza, a Ankra, para abrigar uma guarnição Síria.
Sob o domínio de Roma:

Em 164 a.C. liderados por Judas Macabeu, os judeus se revoltaram e recuperaram o Templo. Em 142 a.C. ganharam sua independência da Síria e, com ela, o direito à autodeterminação religiosa. Porém, em meados do século 1º a.C. disputas familiares entre os reis hasmoneus, provocaram o fim da dinastia reinante e permitiram que Roma se infiltrasse na região.


Em 63 a.C. João Hircano II buscou auxílio esterno para ajudá-lo a enfrentar a luta contra os irmãos. O General Pompeu, dedicado a estender o Império Romano para o Oriente Próximo, atendeu com satisfação o pedido. Suas tropas, que chegaram como mediadoras, permaneceram como força de ocupação. No verão de 37 a.C. a Judéia se tornara Estado vassalo da Roma Imperial, governado por um monarca fantoche. O escolhido pelo Senado Romano, foi o endomita, que ficou na história como Herodes o Grande ou Herodes Magno, que reinou sobre o território com mão de ferro até a sua morte no ano de 4 a.C. Herodes tinha como ancestrais, os endomitas, um povo árabe que se converteu ao judaísmo. Os judeus ortodoxos viam-no como estrangeiro.
Em 19 a.C. Herodes iniciou a construção do terceiro Templo, em substituição ao de Zorobabel, que foi destruído por ordem de Roma. A reconstrução, por cerca de 18 mil operários, levou onze anos. Era um templo suntuoso, Herodes construiu muros de quase 30 metros de altura, uma ampla esplanada com imponentes portões, blocos de mármore multicolorido e uma fachada com placas de ouro. No recinto sagrado havia ornamentos trabalhados em metais preciosos e pedras coloridas. Os escritores da época, como Tácitus e Florus, confirmam a descrição de Josefus, que fala de uma maciça videira carregada de uvas de ouro, cada cacho do tamanho de um homem, sobre a porta do santuário.


A morte de Herodes deixou a Judéia empobrecida e tomada por rebeliões sendo entregue ao governo de procuradores romanos por volta do ano 6 d.C. . De 26 a 36 o administrador foi Pôncio Pilatos, época do início do cristianismo. A nova religião que cresceu em torno de

Moeda de Herodes Jesus a princípio era centrada em Jerusalém, onde os fiéis viviam em comunidades e continuavam a freqüentar o templo. Mais tarde, as viagens de Paulo e outros missionários disseminavam o cristianismo entre os povos não judeus.
Enquanto isso, a corrupção, e a crueldade de uma sucessão de procuradores provocaram um crescente descontentamento na Judéia, dando origem à primeira revolta, em 66 d.C.. Em 70 da era cristã, após quatro anos de luta, Roma debelou uma das mais decididas revoltas dos judeus, que foram vencidos após longos e sangrentos combates. Mais uma vez Jerusalém foi arrasada. Os soldados romanos saquearam a cidade, incendiaram e destruíram o Templo. Flavius Josefus, conta o que aconteceu: “Atirando-se pelas ruas de espada em punho, eles massacraram sem piedade qualquer um que atravessasse seu caminho; incendiaram as casas com todos os que refugiavam em seu interior. Correndo por toda parte, atulhavam as ruas com cadáveres passados a fio de espada, inundando a cidade em dilúvio de sangue. O derramamento de sangue foi tão grande que, em alguns lugares, extinguiu as chamas.”.
Embora o Templo houvesse sido destruído, o mesmo não ocorrera com as esperanças dos judeus em vê-lo reconstruído novamente. E a rebelião continuou se manifestando em forma esporádica nos anos subseqüentes.
Após perder uma legião inteira nos combates de guerrilha com os judeus, o imperador Adriano, determinou ao General Sexto Júlio Severo que seus soldados reagissem com métodos similares aos do inimigo.
As ruínas da fortaleza de Masada, construída por Herodes a mais de 400 metros acima da margem oeste do mar Morto, representam a resistência heróica dos sicários, um grupo de judeus, que sitiados por mais de cinco meses, pelos soldados de Pirro, não tendo mais como resistirem cometeram suicídio em massa.
Debelada a rebelião, tantos foram os judeus vendidos como escravos, a ponto de valer um homem o preço de meio cavalo.

É possível que tal atitude de desafio, tenha desencadeado uma série de atitudes de Adriano contra os Judeus. Durante suas viagens ao Oriente, em 130-131, ele decidiu mandar construir sobre as próprias ruínas do Templo, um santuário destinado a suplantá-lo e a proclamar em alto e bom som, que Jerusalém era romana. O novo templo seria consagrado a Júpiter e a cidade que ainda apresentava sinais da última guerra, seria reconstruída e ocupada por colonos gregos.


Os projetos do imperador Adriano não visavam apenas apagar para sempre a cidade sagrada e seu sagrado santuário. Proibiu vários costumes hebraicos, dentre eles o da circuncisão, marca da aliança dos judeus com Deus. Mudou também o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, em homenagem ao seu próprio nome, Publius Aelius Hadrianus e ao deus romano Capitólio. Determinou, ainda, o Imperador, que a desobediência às novas ordens romanas, seria punida com a morte. Com o falecimento de Adriano, ocorrida três anos depois, o seu sucessor revogou a proibição da circuncisão, reconstruiu a cidade, mas não devolveu aos judeus a pátria; a comunidade Judaico-cristã se dispersou.


Arco Ecce Homo

A Jerusalém de hoje reflete o projeto de Adriano;

uma avenida principal leva o visitante ao longo da cidade e o Arco Ecce Homo, que atravessa a via dolorosa é remanescente do Arco de Adriano.

Sob domínio Muçulmano:
Foi permitido aos judeus residirem em Jerusalém durante os séculos em que a cidade esteve sob domínio muçulmano. Período que teve início com a conquista pelo Califa Omar, em 638.
N

Arcos circulam o Domo da Rocha


o mesmo local do monte Moriah, na parte oriental da Jerusalém moderna, encontra-se no lugar dos Templos a reluzente cúpula do santuário muçulmano, o Domo da Rocha, a Mesquita de Omar, o principal local sagrado islâmico fora de Meca. Construída pelo Califa Omíada Abd al Malik, e concluída em 692, sobre a rocha da qual, de acordo com a tradição mulçumana, Maomé teria se elevado à presença de Deus. Essa rocha também marca o local onde Abraão teria ido sacrificar seu filho, Isaac.
O domínio Muçulmano foi interrompido pelo breve e em muitos aspectos violento, domínio do Reino /Cruzado de Jerusalém no século XII. Durante os anos de controle otomano (1517-1917) apesar da reconstrução das muralhas de Jerusalém por Solimão I (1537-1531), a cidade continuou pequena e empobrecida. Somente no século XIX os judeus, cristãos latinos, cristãos armênios e muçulmanos deixaram seus bairros tradicionais na cidade murada para estabelecer novos distritos contíguos, os judeus fixaram-se em geral a oeste da cidade velha.
Tempos contemporâneos:

A expansão de Jerusalém fora da cidade murada desenvolveu-se mais ou menos no mesmo tempo que o sionismo europeu.

Até 1947, a liderança sionista ainda estava disposta a aceitar a resolução das Nações Unidas de dividir a Palestina em Estado Judaico e em um Estado Árabe e fazer Jerusalém uma entidade política independente sob administração internacional. Em vez disto, após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, e a sangrenta batalha por Jerusalém, a terra caiu sob domínio israelita e jordaniano, com o oeste de Jerusalém sob governo israelita e o leste, inclusive a cidade velha e seus lugares santos, sob domínio jordaniano. Jerusalém foi declarada Capital oficial de Israel em dezembro de 1949.
Em conseqüência da Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel passou a governar a parte leste de Jerusalém, antes sob controle jordaniano, que foi, mais tarde, oficialmente anexada e incorporada ao Estado de Israel pelo governo israelense.
Em seus primórdios, a literatura rabínica não se centrou apenas na Jerusalém da era messiânica. A Mishná, os Talmudes e as coletâneas dos Midrach celebram também a memória da Jerusalém histórica. Alguns textos descreveram Jerusalém como o centro ou o umbigo do mundo; outros pintam a linguagem resplandecente, a magnificência e a singularidade da cidade.
Na região, existe um grande conflito bélico entre palestinos e judeus, o exército de Israel ocupou quase toda a área e aprisionou milhares de palestinos sob a acusação de terrorismo; um grande muro divisório foi construído. Vidas continuam sendo ceifadas, residências construídas há mais de 4 mil anos foram destruídas pelo fogo da artilharia israelita e pelos atentados palestinos. Existe, ainda, a possibilidade de uma nova destruição de Jerusalém. Há propostas para que a cidade se torne uma área desmilitarizada e autônoma, aberta aos cultos cristão, muçulmano e judaico.
A Jerusalém de hoje se assemelha a uma bacia de ouro cheia de escorpiões. Com mais de 650.000 habitantes é uma cidade que celebra a história e é perseguida por ela. Uma cidade que as tensões entre a Jerusalém ideal e a real são vividas e testemunhadas a cada dia, e em rancores as paixões da religião e da política que trazem à mente as palavras do salmista: “Orem pela paz de Jerusalém”.
Na acepção maçônica, o Templo de Salomão é mítico. É a imagem e a representação do Universo e de todas as maravilhas e perfeições da criação. A Maçonaria o tomou como modelo para ministrar seus ensinamentos e aplicação simbólica de suas doutrinas, tendo adotado seus dados arquitetônicos para a formulação e perpetuação do seu simbolismo.
Eros Victor da Silva- MI

CIM: 108.992

ARLS Moral e Justiça, n° 1902

Belo Horizonte - MG

Grau 33 – REAA.

Outubro de 2007


Bibliografia:

Dale M. Brawn – Civilizações Perdidas – Terra Santa – Editora Abril

Dale M. Brawn – Civilizações Perdidas – Roma – Editora Abril

Werner Keller – ...E A Bíblia Tinha Razão – Editora Círculo do Livro S/A.



Bárbara Geller Nathanson – Dicionário da Bíblia – Jorge Zahar Editor


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