Terraplenagens



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PARTE 16

TERRAPLENAGENS


16.01 - TERRAPLENAGEM

DICIONÁRIO DE RÚBRICAS E CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO

Este capítulo refere-se à listagem e definição das rúbricas dos trabalhos de terraplenagem e aos respectivos critérios de medição.


Definem-se quais as tarefas incluídas em cada uma das rúbricas, fixam-se os respectivos critérios de medição e estabelecem-se os códigos de referenciação associados.
Entende-se por terraplenagem o conjunto das operações de escavação, transporte, espalhamento ou depósito, e compactação do terreno, necessárias para a realização de uma obra.
Neste capítulo incluem-se todos os trabalhos de movimentação de terras necessários para a construção do traçado, das ligações, dos restabelecimentos da rede viária intersectada, dos equipamentos de apoio e de todos os trabalhos complementares que se considerem indispensáveis para garantir as necessárias condições de funcionamento e de estabilidade, designadamente as obras de drenagem (provisória) indispensáveis à estabilidade da construção e dos terrenos adjacentes.
Inclui portanto, não só os trabalhos a executar na zona da estrada, mas também todos os trabalhos exteriores necessários para a sua concretização, como seja a obtenção de materiais em empréstimos.
Cada rúbrica inclui ainda todos os ensaios para a caracterização de materiais e para avaliação das condições de colocação em obra, conforme previsto no C.E., designadamente trechos experimentais, assim como todos os trabalhos de topografia necessários à sua implantação e ao controlo de execução. Consideram-se portanto incluídos nestes trabalhos a colocação e manutenção do sistema de referência, normalmente constituído por estacas colocadas nos perfis/pontos quilométricos ou submúltiplos destes. Por serem imprescindíveis para o controlo da execução dos trabalhos só podem ser removidas após a Fiscalização os considerar terminados.
Também se incluem todos os trabalhos preparatórios não previstos em 16.01.1 e imprescindíveis para a execução da obra, como sejam, entre outros, os caminhos de acesso.
16.01.1 - Trabalhos preparatórios:
Descrição:
Neste grupo incluem-se todos os trabalhos preliminares necessários à preparação da zona que será ocupada pela obra e discriminados nas rúbricas 16.01.1.1 a 16.01.1.6, e que serão executados antes de se iniciar a "terraplenagem" propriamente dita.

16.01.1.1 - Desmatação, incluindo derrube de árvores, desenraizamento, limpeza do terreno, carga, transporte e colocação dos produtos em vazadouro e eventual indemnização por depósito - (m2)
Descrição:
Refere-se aos trabalhos de limpeza do revestimento vegetal - dos tipos arbóreo, arbustivo e sub-arbustivo - existente na área interessada pela terraplenagem, designadamente, na linha, nos restabelecimentos, nos caminhos paralelos, nas áreas de serviço e de repouso, nos parques e ainda nos terrenos que serão ocupados pelas obras de drenagem longitudinal e transversal, fora da faixa ocupada pela estrada e pelos taludes. Estes trabalhos serão ainda executados nas faixas laterais suplementares de expropriação, nos locais onde se preveja a instalação de vedações ou outros equipamentos de apoio, designadamente condutas para qualquer tipo de serviço, nomeadamente águas, esgotos, energia, gás, telecomunicações, etc.
Compreende o corte de árvores e arbustos, o desenraizamento dos terrenos, o transporte dos materiais retirados e sua colocação em vazadouro. Inclui as eventuais indemnizações por depósito e/ou todas as operações de destruição daqueles materiais.
Critério de Medição:
A determinação da área (m2) a desmatar é feita a partir dos perfis transversais com a sobrelargura definida no projecto, que, excepcionalmente, incluirá toda a zona expropriada, mas, normalmente, só a zona ocupada pelos trabalhos (zona ocupada pela plataforma da via, pelos restabelecimentos, pelos caminhos paralelos e pelos orgãos de drenagem longitudinal exteriores aos taludes e pelas vedações, ou qualquer dos serviços acima referidos,etc.).

16.01.1.2 - Demolição de construções (excluindo muros), incluindo carga, transporte e colocação dos produtos em vazadouro, e eventual indemnização por depósito - (m3)
Descrição:
Esta rúbrica refere-se a todo o tipo de construções que utilizam materiais correntes de construção civil e obras públicas. Inclui todas as tarefas necessárias à demolição de construções.
Os trabalhos de demolição de construções existentes serão executados nas devidas condições de segurança, englobando a operação de demolição da construção e dos eventuais bens adjacentes. Poderá incluir a realização de escoramentos ou obras de suporte e outros trabalhos considerados necessários. Quando se utilizarem técnicas não tradicionais, estas terão que ser previamente submetidas à apreciação da Fiscalização.
Inclui ainda a carga, o transporte e a colocação em depósito dos produtos da demolição, e eventuais indemnizações a pagar por depósito.
Quando definido no projecto, inclui ainda a remoção e colocação em local de depósito a indicar pela Fiscalização, de materiais considerados de interesse arquitectónico ou arqueológico.
Critério de Medição:
A avaliação deste trabalho é feita ao m3 e o respectivo volume é determinado a partir de um volume teórico de construção, definido pela área de implantação e pela altura (excluindo os telhados).

16.01.1.3 - Demolição de muros, incluindo carga, transporte e colocação dos produtos em vazadouro, e eventual indemnização por depósito - (m2)
Descrição:
Inclui todas as operações necessárias para a execução da demolição de muros (suporte, espera, revestimento ou vedação), recorrendo para o efeito às técnicas consideradas mais apropriadas, por forma a satisfazer as normas de segurança correntes, englobando a operação de demolição dos muros e dos eventuais bens adjacentes. Quando se utilizarem técnicas não tradicionais, estas terão que ser previamente submetidas à apreciação da Fiscalização.
Inclui ainda a carga, o transporte e a colocação em depósito dos produtos da demolição, e eventuais indemnizações a pagar por depósito.

Critério de Medição:
Face à geometria essencialmente plana destas estruturas e à dificuldade que muitas vezes existe na determinação exacta da espessura das peças, a medição deste trabalho é feita ao m2, correspondendo a uma área teórica igual à área da face visível.

16.01.1.4 - Desactivação de poços, nascentes ou outras captações existentes:
Descrição:
Este trabalho visa desactivar poços, nascentes ou outras captações existentes ao longo do traçado, de modo a garantir que as possíveis variações do nível freático não afectem as obras a construir. Engloba normalmente a realização de dois tipos de tarefas, individualizadas nas rúbricas 16.01.1.4.1 e 16.01.1.4.2. Não inclui a demolição das alvenarias ou muros existentes acima do terreno natural, trabalho que será medido em 16.01.1.2. e/ou 16.01.1.3.
16.01.1.4.1- Enchimento de poços com enrocamento, ou outro material com características drenantes equivalentes - (m3)
Descrição:
Refere-se ao enchimento, com enrocamento ou com outro material com características drenantes equivalentes, dos poços ou outras construções similares existentes. Inclui o fornecimento e a correcta colocação do material de enchimento.
Critério de Medição:
A medição é feita ao m3 e corresponde ao volume interior do poço, ou construção similar a encher.
16.01.1.4.2 - Captação e condução de águas - (m)
Descrição:
Refere-se à drenagem da captação e/ou nascente conforme preconizado no projecto de execução. Este trabalho inclui a abertura de valas, recorrendo às técnicas e aos equipamentos maisadequados e a execução do sistema de drenagem prevista (drenos, valas revestidas, condutas, etc.).

Critério de Medição:
A medição é feita ao metro linear (m) e o respectivo comprimento corresponde ao comprimento efectivamente executado.

16.01.1.5 - Decapagem na linha de terra vegetal com a(s) espessura(s) média(s) definida(s) no projecto e sua colocação em vazadouro, ou depósito provisório para posterior utilização, incluindo escavação, carga, transporte, protecção e eventual indemnização por depósito
Descrição:
Este trabalho refere-se à remoção da terra vegetal de toda a área definida no projecto, que corresponde à área interessada na terraplenagem e nas sobrelarguras de protecção consideradas convenientes, ou em empréstimos quando os volumes disponíveis na linha se mostrarem insuficientes.
O trabalho é executado com o duplo objectivo de garantir a necessária preparação das fundações dos aterros e de salvaguardar, sempre que possível - quando não se mostre economicamente inviável - toda a terra vegetal para posterior reutilização no revestimento de taludes, ou em outras aplicações, conforme estudo paisagístico. Prevê-se pois a colocação em depósito definitivo dos volumes não utilizáveis e o tratamento paisagístico da zona de depósito.
Inclui os trabalhos de escavação, carga, transporte, colocação em depósito provisório ou definitivo, e eventuais tratamentos e indemnizações, conforme previsto no projecto e no C.E..
Critério de Medição:
A avaliação do volume a decapar é feita por um critério geométrico, a partir das áreas definidas nos perfis transversais, resultantes do produto da espessura da decapagem definida no projecto, pela soma de duas parcelas: i) extensão da linha do terreno natural abrangida pelo perfil transversal; ii) eventuais sobrelarguras definidas no projecto a serem abrangidas pela decapagem.
16.01.1.5.1 - Com colocação em vazadouro - (m3)

16.01.1.5.2 - Com colocação em depósito provisório - (m3)
16.01.1.6 - Preparação da fundação de aterros em condições especiais:
Descrição:
Refere-se aos trabalhos preparatórios definidos no projecto de terraplenagem, a executar em zonas compressíveis - aluvionares, coluvionares, etc. - depósitos de vertente e outros que ponham em causa a estabilidade da fundação/estrutura, de modo a garantirem uma adequada capacidade de suporte e/ou acelerar a consolidação ou ainda garantirem uma adequada ligação entre o aterro e o terreno natural.
16.01.1.6.1 - Limpeza, regularização e compactação da fundação de aterros:
Descrição:
Esta rúbrica refere-se aos trabalhos de preparação da plataforma a executar previamente à execução dos aterros, tendo em vista garantir uma fundação regular e estável, assegurar condições de suporte adequadas para a compactação da primeira camada do corpo do aterro, e garantir a adequada ligação desta primeira camada ao terreno natural.
Este trabalho assume particular importância no caso dos aterros pequenos (alturas até 3 m) e no caso dos aterros cujas fundações assentam sobre zonas com afloramentos rochosos.
Critério de medição:
Este trabalho mede-se ao m2 e a respectiva área é uma área teórica determinada a partir dos perfis transversais, incluindo as sobrelarguras definidas em 16.01.1.5.
16.01.1.6.1.1 - Em zonas de solos para execução de aterros de pequena altura - (m2)
Descrição:
Em zonas de solos, este trabalho inclui a regularização e compactação da zona a ocupar pela fundação do aterro, que deve ser particularmente cuidada de modo a permitir uma execução adequada das camadas inferiores.
16.01.1.6.1.2 - Em zonas de afloramentos rochosos - (m2)
Descrição:
Em zonas de afloramentos rochosos e particularmente quando ocorrem à superfície blocos de dimensões consideráveis, que condicionem o espalhamento e a compactação, inclui também a remoção de blocos, e em caso de eventual reutilização na execução de aterros, a sua demolição, de modo a respeitar os limites impostos à granulometria do material. Nas zonas onde predominem afloramentos do "tipo laje", inclui a demolição ou a fracturação de lajes, de modo a garantir adequadas condições de fundação às primeiras camadas dos aterros e assim evitar eventuais zonas de instabilidade.
A necessidade de execução deste trabalho é independente da altura do aterro a construir, embora as razões que o justificam sejam diferentes, quando se trate de aterros de pequena ou grande altura. Assume particular importância, no caso de aterros altos, quando os planos de fundação apresentam inclinações significativas, designadamente superiores a 1/5.
16.01.1.6.2 - Saneamento em fundação de aterros, incluindo carga, transporte e espalhamento em vazadouro ou depósito provisório, e eventual indemnização por depósito - (m3)
Descrição:
Por saneamento entende-se a remoção de solos de má qualidade existentes em zonas localizadas e identificadas no projecto.
Este trabalho não inclui o fornecimento e a colocação de materiais para preenchimento dos volumes saneados, trabalho previsto na rúbrica 16.01.1.6.3, e exige a utilização de equipamentos específicos, face às condições particulares de execução.
Quando a ocorrência de materiais de má qualidade se verifique de forma generalizada em toda a fundação do aterro e as condições de acessibilidade não forem muito difíceis, a remoção destes materiais corresponderá a uma escavação e condução a vazadouro, e deverá ser prevista na rúbrica 16.01.2.5. Como exemplo de saneamento refere-se o caso da remoção de depósitos de vertente ou outros materiais soltos ou de má qualidade, junto a linhas de água cavadas, ou em encostas ingremes (condições de fundação difíceis).
Para além de todos os trabalhos de remoção dos referidos materiais, inclui o seu transporte a vazadouro provisório ou definitivo, o espalhamento de acordo com as boas normas de execução de modo a evitar futuros escorregamentos e alterações do sistema de drenagem natural, e as eventuais indemnizações a pagar por depósito.
Incluiem-se também nesta rúbrica todos os trabalhos de saneamentos em fundações de aterros não previstos no projecto, mas que durante a execução da obra se venham a mostrar necessários.

A localização e o eventual tratamento das zonas de depósito, quando visíveis da estrada, têm sempre que ser submetidos à aprovação da Fiscalização.


Critério de Medição:
Este trabalho é medido ao m3, sendo este volume determinado geometricamente a partir dos perfis transversais e da profundidade do saneamento prevista no projecto, e eventualmente rectificada por medição "in situ" sempre que aquela se mostre incorrecta, e correspondendo, neste caso, à profundidade média do saneamento efectivamente executado.
16.01.1.6.3 - Preenchimento dos volumes saneados com materiais adequados, incluindo o seu fornecimento, transporte, espalhamento e compactação - (m3)
Descrição:
Este trabalho refere-se à colocação, nas zonas saneadas, de materiais satisfazendo às exigências do projecto, incluindo o seu fornecimento, transporte, espalhamento e compactação.
Critério de Medição:
Este trabalho é medido ao m3, sendo este volume determinado geometricamente a partir dos perfis transversais e da profundidade do saneamento, sendo esta medida "in situ" e correspondendo à profundidade média do saneamento efectivamente executado. Este volume coincide com o volume determinado em 16.01.1.6.2.
16.01.1.6.4 - Fornecimento e colocação de geossintéticos em fundação de aterros:
Descrição:
A colocação de geossintéticos na fundação dos aterros visa possibilitar a sua construção quando as características geotécnicas dos solos de fundação não oferecem condições de traficabilidade para os equipamentos de construção, e/ou de capacidade de suporte para o corpo do aterro.
São geralmente aplicados com as funções de separação, de filtro ou de reforço, e por vezes utilizados conjuntamente com outros dispositivos de drenagem, designadamente, geodrenos, estacas de areia ou de brita.
Inclui o transporte e o fornecimento dos geossintéticos satisfazendo às especificações definidas no projecto e/ou C.E., e a sua colocação em obra. Inclui ainda o eventual armazenamento em estaleiro e todos os ensaios de caracterização dos geotêxteis utilizados, conforme especificado no C.E..
A colocação em obra deve respeitar todas as normas definidas pelo fabricante, designadamente no que se refere à ligação ou sobreposição das mantas ou rolos, à espessura da camada sobrejacente e às características do material a utilizar, a não ser em situações previamente autorizadas pela Fiscalização ou expressamente referidas no projecto.
A execução da camada sobrejacente, assim como as eventuais indemnizações por empréstimo, serão consideradas na rúbrica 16.01.1.7.
As rúbricas 16.01.1.6.4.1 a 16.01.1.6.4.3, individualizam os tipos de situações que normalmente ocorrem.
Critério de Medição:
Em todos os casos, a área considerada é avaliada a partir da largura dos perfis transversais e da sobrelargura definida no projecto ou aprovada pela Fiscalização. As ligações (sobreposições, cozeduras, grampagens, encastramentos, ou outros) não são pagas por medição, mas incluídas no preço por m2 do material aplicado.
16.01.1.6.4.1 - Sobre baixas aluvionares compressíveis ou outros solos moles, com o objectivo essencial de desempenhar as funções de separação e/ou filtro - (m2)
Descrição:
Refere-se à aplicação de geossintéticos em fundação de aterros sobre baixas aluvionares ou outros solos compressíveis. Neste caso a sua utilização destina-se fundamentalmente a desempenhar as funções de separação e filtro, normalmente associada à execução conjunta de elementos verticais de drenagem interna (geodrenos, estacas de areia ou brita, etc.), quando o objectivo essencial seja obter uma maior e mais rápida consolidação dos terrenos de fundação e consequentemente uma maior capacidade de suporte dos terrenos.
16.01.1.6.4.2 - Em zonas de deficiente traficabilidade, designadamente com espessuras elevadas de terras vegetais, de modo a permitir a circulação dos equipamentos de construção - (m2)
Descrição:
Refere-se à aplicação de geossintéticos na fundação de aterros em zonas onde os materiais de fundação, ou pelas suas características ou pelas condições de estado que apresentam "in situ", não permitem - em tempo útil - condições de circulação aos equipamentos de construção. Estes problemas surgem normalmente em zonas com elevadas espessuras de solos com baixa compacidade, nomeadamente terras vegetais, lixeiras e outros depósitos, por via de regra associados a condições hidrogeológicas desfavoráveis.

Também nestes casos a sua utilização se destina fundamentalmente a desempenhar as funções de separação e filtro, embora, face ao carácter da sua utilização se possam exigir materiais de qualidade inferior aos materiais exigidos na rúbrica anterior.


16.01.1.6.4.3 - Com a função de reforço, incluindo todos os dispositivos e acessórios necessários à sua aplicação - (m2)
Descrição:
Refere-se à aplicação de geossintéticos com a função de reforço, o que exige materiais especialmente vocacionados para esta função.
Inclui por isso todos os trabalhos inerentes à sua correcta colocação, nomeadamente pormenores construtivos, e dispositivos/acessórios que se considerem necessários para o adequado desempenho do material, definidos no projecto ou recomendados pelo fabricante.
16.01.1.6.5 - Técnicas de consolidação, incluíndo o fornecimento de todos os materiais necessários e a sua colocação ou execução
Descrição:
Refere-se à utilização de técnicas não incluídas nas rúbricas anteriores e destinadas a acelerar a consolidação dos terrenos ou outros solos moles, por forma a garantir adequadas condições de fundação para os aterros.
Nestes trabalhos inclui-se o fornecimento e a colocação dos materiais necessários, ou a sua execução, recorrendo para o efeito às técnicas mais adequadas. No caso dos aterros de pré-carga inclui a sua posterior remoção e a colocação em depósito dos materiais utilizados e eventuais indemnizações a pagar por vazadouro. Em relação às valas drenantes, normalmente com secção rectangular, inclui a execução da escavação de acordo com as técnicas mais adequadas às características do terreno, a condução a vazadouro ou depósito dos materiais escavados e a eventual indemnização por depósito. Inclui ainda o fornecimento e a colocação do geotêxtil de acordo com as técnicas adequadas, referidas em 16.01.1.6.4. e o preenchimento com material drenante conforme especificado no projecto.
Nas rúbricas 16.01.1.6.5.1 a 16.01.1.6.5.7 individualizam-se os processos normalmente utilizados neste processo de consolidação, nomeadamente:
16.01.1.6.5.1 - Drenos verticais do tipo Geodreno - (m)

16.01.1.6.5.2 - Estacas de areia - D = 0,40 m - (m)

16.01.1.6.5.3 - Estacas de areia - D = 0,50 m - (m)

16.01.1.6.5.4 - Estacas de brita com diâmetro inferior ou igual a 0,70 m - (m)

16.01.1.6.5.5 - Estacas de brita com diâmetro superior a 0,70 m - (m)

16.01.1.6.5.6 - Pré-carga, incluindo o fornecimento e posterior remoção do material aplicado - (m3)

16.01.1.6.5.7 - Valas drenantes, incluindo colocação de geotêxteis e preenchimento da vala com material drenante - (m3)
Critério de medição:
Estes trabalhos medem-se ao metro linear, correspondendo a respectiva medição ao comprimento efectivamente executado, excepção feita à pré-carga e às valas drenantes que são medidas ao m3.
No caso dos aterros de pré-carga o respectivo volume corresponde ao volume determinado a partir dos perfis transversais do projecto, ou de perfis levantados no terreno que respeitem a filosofia daqueles, para a altura prevista da pré-carga.
As valas drenantes são medidas ao m3 e o respectivo volume corresponde ao volume teórico determinado a partir dos desenhos de pormenor e da extensão efectivamente executada.

16.01.1.7 - Camada drenante sobrejacente ao geotêxtil:
Descrição:
Refere-se à construção de camadas permeáveis sobrejacentes aos geotêxteis com funções drenantes. São normalmente utilizadas no melhoramento das condições de fundação oferecidas por solos compressíveis, designadamente na travessia de baixas aluvionares ou de solos com elevados teores em água.
Inclui o fornecimento e a colocação dos materiais utilizados satisfazendo às prescrições do C.E. ou previamente aprovados como adequados.
As rúbricas 16.01.1.7.1 a 16.01.1.7.4 referem-se aos materiais normalmente utilizados, nomeadamente:
16.01.1.7.1 - Em areia natural - (m3)

16.01.1.7.2 - Em solos permeáveis - (m3)

16.01.1.7.3 - Em material aluvionar ou de terraço - (m3)

16.01.1.7.4 - Em materiais britados ou obtidos por crivagem, mistura ou composição de materiais naturais - (m3)

As camadas drenantes com areia, são utilizadas quando se prevê a utilização de geodrenos, por forma a permitir a sua cravação. Nestes casos podem ainda ser utilizados outros solos granulares que se mostrem adequados para o efeito.


A utilização de materiais não naturais, do tipo dos referidos na rúbrica 16.01.1.7.4, só será feita quando não existam materiais naturais disponíveis.
Critério de medição:
Estes trabalhos medem-se ao m3 e o respectivo volume corresponde a um volume teórico determinado a partir dos perfis transversais e admitindo a espessura da camada prevista no projecto. A definição da referida espessura em projecto, será feita tendo em atenção os assentamentos previstos.
Caso o valor dos assentamentos medidos em obra seja diferente dos previstos no projecto, o volume de material da camada drenante deve ser corrigido considerando-se para o efeito o valor médio do assentamento realmente verificado, obtido a partir do valor dos assentamentos medidos em cada perfil transversal.

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