Teste formativo



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Escola Secundária de Bocage FILOSOFIA - 11.º ano

TESTE FORMATIVO



GRUPO I

Para cada um dos itens, seleccione a alternativa correcta.

  1. Qual das seguintes opções apresenta uma visão racionalista?

  1. Todo o conhecimento provém dos sentidos.

  2. Não é possível atingir um conhecimento universal e absoluto.

  3. O conhecimento válido depende da relação entre experiência e razão.

  4. Só a razão dispõe de condições para garantir um conhecimento evidente.

  1. Os conceitos fundamentais do empirismo de David Hume são:

  1. Experiência; impressões-ideias; causalidade.

  2. Causalidade; a posteriori; inatismo.

  3. Razão; impressões-ideias; inatismo.

  4. Experiência; a priori; impressões-ideias.

  1. O senso comum caracteriza-se por ser um conhecimento:

  1. Universal e Absoluto.

  2. Prático e logicamente necessário.

  3. Superficial e prático.

  4. Teorético e superficial.



  1. As fases do método científico segundo a concepção indutivista são:

  1. Teoria prévia, observação, experimentação.

  2. Observação, hipótese, experimentação, lei.

  3. Problema, hipótese, consequências, verificação.

  4. Observação, hipótese, consequências, verificação, lei.

  1. O falsificacionismo de Popper consiste em:

  1. Testar a validade das hipóteses apresentadas.

  2. Rejeitar as teorias que apresentam erros e incongruências.

  3. Só aceitar como válidas as teorias que puderem ser verificadas.

  4. Tentar provar que uma determinada hipótese apresenta erros e falhas incompatíveis para ser considerada verdadeira.

  1. Qual das seguintes fases constitui o período da ciência normal?

  1. Quando dois paradigmas dividem a comunidade científica.

  2. Quando o paradigma apresenta incongruências face aos problemas levantados.

  3. Quando um novo paradigma emerge em substituição do anterior.

  4. Quando o paradigma é aceite por toda a comunidade científica.




GRUPO II

  1. Que circunstâncias levam à mudança de paradigma?

RESPOSTA: As circunstâncias que levam à mudança de paradigma são o aparecimento de diversas anomalias em grande número e elevado grau. Somente quando as anomalias sõ ultrapassadas se vão acumulando em tal número que os próprios fundamentos do pradigma são postos em causa, é que se desenvolve um estado de crise. A qualidade dessas anomalias também contribui para a crise do paradigma, quanto mais tempo resistem à eliminação mais se agrava a crise.


  1. Kuhn considera que os paradigmas são incomensuráveis. O que é que isso significa?

RESPOSTA: Significa que os paradigmas não são comparáveis entre si. Isto porque a mudança de paradigma não é regida só por factores racionais (exactidão, consistência, alcance, simplicidade e fecundidade) mas nela intervêm factores subjectivos que não é possível eliminar, porque a forma como se acolhe um novo paradigma pode estar dependente da história pessoal do cientista, o ambiente social, entre outros.



  1. Refira se as afirmações seguintes são verdadeiras ou falsas e justifique as falsas.




  1. Assim que surge qualquer anomalia, há uma quebra de confiança no paradigma.

RESPOSTA: Falsa, a crise resulta da constatação das sucessivas limitações do paradigma para resolver anomalias.


  1. Kuhn defende uma interpretação cumulativa do desenvolvimento da ciência, pois cada novo paradigma constitui um aperfeiçoamento do paradigma anterior.

RESPOSTA: Falsa, porque o conhecimento científico progride não por acumulação, mas por meio de revoluções científicas.


  1. A afirmação “se tiveres confiança em ti próprio, terás sucesso no exame de condução” não é falsificável.

RESPOSTA: Verdadeira.


  1. O princípio da uniformidade da natureza não pode ser justificado a priori nem a posteriori.

RESPOSTA: Verdadeira. (este princípio não tem justificação)


  1. Mostre em que sentido Popper defende uma concepção do método científico divergente da concepção indutivista da ciência.

RESPOSTA: Popper começa por afirmar que na origem da investigação científica se encontra sempre uma situação problemática, que suscita dúvidas e motiva para a reflexão; logo, o cientista não parte da observação, parte de um problema e é este que determina o próprio ângulo da observação. Qualquer observação implica teoria, não existe observação pura. Popper considera-se anti-indutivista, pois não aceita a legitimidade da indução, já que este tipo de inferência (raciocínio) supõe que, de um certo número de casos observados, se conclua algo que não o foi. Com estas críticas Popper rejeito o indutivismo e refere que o método da ciência é o dedutivo, mas com diferenças do entendimento que temos do método hipotético-dedutivo, apresenta-se um problema que levará à formulação de uma hipótese, da qual se deduzem consequências, se estas hipóteses forem corroboradas então aceitamo-la, contudo esta não vem trazer progresso científico, se não for corroborada significa que foi falsificada.

Para Popper o falsificacionismo é o método da ciência por excelência, feito de conjecturas e refutações. As conjecturas não podem ser verificadas, mas apenas falsificadas, as que não são falsificáveis (distingue-se de falsas) não são teorias científicas (problema da demarcação) e se uma teoria científica não for falsificada, presume-se que está corroborada.





  1. A ciência não é mais do que o sentido comum treinado e organizado, deferindo apenas do senso comum como o veterano é diferente de um novo recruta e os seus métodos diferem do senso comum apenas tanto como os lances do esgrimista diferem da forma como o selvagem usa o seu cajado”(Thomas Huxley)

Qual o assunto de que trata o texto, explicite-o.

RESPOSTA: O texto trata da relação/distinção entre o conhecimento científico e o senso comum. Diferentemente do senso comum, que procede das observações e experiências quotidianas recolhidas ao longo do tempo e das gerações, utiliza uma linguagem vulgar e corrente, limita-se a constatar o que observa, sem se preocupar com as explicações, tem valor prático, o conhecimento científico é obtido através de processos rigorosos de análise/observação, reflexão e demonstração ou experimentação; a linguagem utilizada para formular esse conhecimento é precisa, com recurso a termos específicos e, por vezes, a expressões matemáticas, de modo a eliminar as ambiguidades e imprecisões da linguagem corrente; preocupação com a descrição, mas também com a explicação dos fenómenos; por isso reveste não só de valor prático, mas igualmente de valor teórico.

6. Considere a tese do texto seguinte, segundo a qual «é falso que a observação seja a origem de

todos os resultados do conhecimento físico».

Não há dúvida de que a observação deve proporcionar algum conhecimento rudimentar. Mas mesmo o conhecimento comum vai muito além da observação quando postula a existência de entidades inobserváveis, tais como o interior de um corpo sólido e as ondas de rádio. E a física chega a ir mais longe, ao inventar ideias que não seria possível extrair da experiência comum, como o conceito de mesão e a lei da inércia. Em suma, é falso que a observação seja a origem de todos os resultados do conhecimento físico. M. Bunge, Filosofia da Física, trad. port., Lisboa, Ed. 70, s.d., p.13 (adaptado)

    1. Reconstitua o argumento do autor em defesa dessa tese.

RESPOSTA:

(1a) Se a observação é a origem de todo o conhecimento, então nenhum conhecimento excede

a observação.

(2a) Ora, há conhecimentos que excedem a observação (postulamos a existência de entidades

inobserváveis e admitimos a existência de partículas atómicas, por exemplo).

OU

(1b) O conhecimento vulgar excede as conclusões derivadas da observação, postulando a



existência de entidades inobserváveis.

(2b) As ciências físicas também excedem a observação, propondo ideias que não são derivadas

dela.

Logo, «é falso que a observação seja a origem de todos os resultados do conhecimento físico».




    1. Concorda com essa tese? Justifique, relacionando a sua resposta com uma teoria estudada.

RESPOSTA:

– Se concordar com a tese, pode defender uma perspectiva anti-indutivista da ciência, discutindo a racionalidade da indução e mostrando, na linha do pensamento de Popper, que o papel da observação na ciência consiste em providenciar os testes de refutação para as nossas conjecturas.

– Se não concordar com a tese, pode defender uma perspectiva indutivista da ciência, de acordo com a qual a observação e o registo de factos são o primeiro passo do método científico, seguindo-se a formulação, por indução, de princípios explicativos gerais.

OBJECTIVOS PARA O TESTE SUMATIVO:

Comparar duas teorias do conhecimento: Racionalismo de Descartes e Empirismo de David Hume.

Definir Racionalismo e Empirismo.

Identificar estas duas correntes filosóficas em afirmações.

Conhecer e aplicar os principais conceitos das duas correntes filosóficas em Descartes e David Hume.

Definir cepticismo e dogmatismo.

Distinguir e explicitar o conhecimento científico e o conhecimento do senso comum.

Compreender o problema da verificabilidade das hipóteses.

Compreender e definir os diversos métodos da ciência (indutivo, hipotético-dedutivo, falsificacionismo)

Explicitar as críticas aos métodos indicados Crítica de David Hume e Popper ao indutivismo, etc.)

Compreender o problema da demarcação em Popper ( o que é coneciemnto científico e o que não é)

Compreender o problema da continuidade/descontinuidade da ciência focando as perspectivas de Popper e Kuhn.



Conhecer e aplicar os principais conceitos das duas perspectivas filosóficas de Popper e Kuhn.



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