Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde



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Texto de apoio ao curso de Especialização

Atividade Física Adaptada e Saúde


Prof. Dr. Luzimar Teixeira
Instituto Vivo produz materiais em braile e áudio para deficientes visuais

Saiba onde mais encontrar livros falados e impressos em braile


Desde o começo de 2005, cerca de 19 instituições que atendem


deficientes visuais podem contar com um centro de produção de
materiais em braile criado pelo Instituto Vivo.

(http://www.institutovivo.org.br/). Já na inauguração do chamado "Espaço Vivo Voluntário" (que faz parte do programa Vivo


Voluntário) foi lançada a obra "O Fantástico Redutor de moléculas",
do médico Ronaldo Gomes de Almeida e do publicitário Humberto de
Faria Junqueira. Este primeiro livro foi entregue à Laramara-
Associação Brasileira de Assistência do Deficiente Visual
(http://www.laramara.org.br/), uma das instituições cadastradas no
programa: "este livro foi patrocinado pelo Instituto Vivo e o
conteúdo que trata de saúde e prevenção de doenças estava alinhado
com a idéia do projeto Espaço Vivo Voluntário, por isso foi o
escolhido para inaugurar a impressora", explica o coordenador
executivo do Programa VIVO Voluntário, Eduardo Valente, lembrando
ainda que a Instituição pretende enviar cópias do livro em braile
para os 19 estados mais o Distrito Federal onde a empresa atua.

Mas o objetivo real do Espaço Vivo Voluntário, segundo o coordenador


geral do Programa VIVO Voluntário e Diretor de Saúde e Qualidade de
Vida, Dr. Michel Daud, é atender os pedidos específicos das
Instituições que atendem deficientes visuais: "Não vamos
imprimir 'Camões' se não é isso que eles vão ler. Precisamos atender
às reais necessidades das instituições cadastradas no projeto",
completa Valente lembrando que as instituições que não fazem parte do
projeto podem entrar em contato com uma Vivo regional: "mas é
importante que a instituição esteja com seus objetivos alinhados ao
do programa", alerta o coordenador.

O próximo passo do projeto, segundo Valente, será a criação de 20


mini audiotecas que serão doadas às instituições parceiras: "serão
kits com 200 CDs com historinhas infantis que arrecadamos na
inauguração do Espaço que coincidiu com o mês do Dia das Crianças. Só
em São Paulo, arrecadamos mais de 4 mil CDs", empolga-se Valente
lembrando que cada kit Audioteca Vivo, como será chamado, terá um CD
de introdução que contará com gravações feitas pelos próprios
voluntários. No momento, o espaço Vivo já está atendendo à demanda
das Instituições, como por exemplo, a produção de apostilas para
concurso público.

O espaço Vivo Voluntário, que contou com o investimento de R mil do


Instituto Vivo e apoio técnico do Instituto Laramara, tem disponíveis
duas impressoras importadas com capacidade para produzir 10 mil
páginas de texto em Braille por mês, além de dois computadores com os
softwares Open Book (ampliador de textos para pessoas com deficiência
parcial) e Jaws (leitor de textos para pessoas com deficiência total).

O trabalho é realizado pela estagiária Jucilene Braga, que é


deficiente visual: "a contratação da Ju foi interessante porque
precisávamos de alguém que operasse a impressora braile e não
necessariamente fosse deficiente, mas ela se destacou. Eu aprendo
muito mais com ela do que o contrário", lembra Valente. "Hoje sou
estagiária, mas ainda quero crescer muito na empresa", anima-se
Jucilene Braga que tem muitas idéias de projetos e sugestões para a
empresa de telefonia móvel: "seria ótimo se recebêssemos as contas em
braile ou ainda que tivéssemos acesso a celulares com menus em
áudio", sonha. "É importante lembrar que esses recursos de áudio para
menu já existem na Europa, mas depende muito mais dos fabricantes de
aparelhos que das operadoras", esclarece Valente destacando que a
empresa está aberta a parcerias para projetos nesse sentido.

Funcionários e voluntários!


A assessora de imprensa do Instituto Vivo, Roberta da Purificação,
lembra que um dos objetivos do projeto é realmente estimular também
outras áreas da empresa, para que todos alinhem seus projetos às
ações de responsabilidade social do Instituto: "a idéia é contaminar
a todos. O papel do Instituto Vivo é disseminar a prática e conceito
de responsabilidade social em todas as áreas da empresa".

O Espaço Vivo Voluntário, que nasceu oficialmente em outubro de 2004,


conta hoje com cerca de 50 líderes voluntários e quase 600
voluntários entre funcionários e familiares dos
funcionários: "fizemos uma espécie de workshop com os líderes
voluntários em abril de 2004, onde definimos, depois de uma longa
conversa e uma consultoria, que o foco do nosso trabalho seria o
deficiente visual", explica Daud. O segundo encontro, deve acontecer
nos próximos dias 18, 19 e 20 de fevereiro: "No sábado (19) vamos
passar pelo menos 4 horas no estúdio gravando o CD de abertura da
Audioteca Vivo", conta Valente.

No lançamento, como lembra Eduardo Valente, foram feitas ações


paralelas nas regionais da Vivo em que distribuíram folders
explicativos já com o termo de adesão para ser um voluntário, além de
manterem informações na intranet da empresa: "há realmente um
interesse das pessoas", explica Valente. "A idéia é fazermos uma
grande família Vivo Voluntário, em que a ação do voluntariado seja um
complemento do dia-a-dia desses funcionários", completa Dr.Michel
lembrando que os líderes voluntários são capacitados e têm função de
multiplicadores.

O Espaço Vivo Voluntário fica na Av. Brigadeiro Luis Antonio, número


1373. Mais informações pelo telefone (11) 3145 6096.

Opções de acervo em braile e áudio


Outra instituição que tem trabalhado produção de material em Braille


e livros falados, além de oferecer atendimento especializado ao
deficiente, é a Fundação Dorina Nowill para Cegos
http://www.fundacaodorina.org.br/selecao.asp), antiga Fundação Para o
Livro do Cego no Brasil, que completa 59 anos no próximo dia 11 de
março. Só em 2003, a Fundação produziu 14 milhões de páginas em
Braille, totalizando 106.350 exemplares, além de 10,5 mil livros
falados: "Esses dois programas deram a oportunidade a 40 mil
deficientes visuais de terem acesso aos livros por meio de 670
organizações como associações, bibliotecas, escolas, universidades,
prefeitura e secretarias", explica a assessoria de imprensa da
Fundação que participa ainda de um projeto do MEC, desde 2002, para a
produção de livros didáticos em braile para a Rede Pública.

Hoje, a biblioteca da fundação conta com uma audioteca em que os


cadastrados, a partir de pagamento de uma taxa, recebem os CDs em
casa com um prazo de devolução de 3 meses: "o livro mais pedido
ultimamente tem sido as edições do Harry Portter, além dos clássicos
como Jorge Amado", destaca a consultora em Braille da Fundação,Regina
Fátima. O acervo em Braille da biblioteca da fundação, segundo lembra
a consultora, foi todo doado ao Centro Cultural Vergueiro e mantido
pela prefeitura da cidade de São Paulo.

A Biblioteca braile do Centro Cultural Vergueiro


(http://www.centrocultural.sp.gov.br/) conta hoje com mais de 5.600
títulos de livros em braile e quase 700 títulos de fitas de áudio,
totalizando 23.550 volumes, entre obras didáticas, infanto-juvenis,
ficção e periódicos que podem ser consultados no local ou
emprestados. A biblioteca conta ainda com equipamento de informática
para impressão em Braille e com o serviço de voluntários para
digitação e transcrição de obras.
Outra biblioteca de São Paulo que oferece impressora em braile aos
seus usuários fica no Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro
http://www.sp.senac.br/). Além de títulos clássicos de literatura
brasileira, gramática e dicionários, a biblioteca, inaugurada em
2004, conta com sistemas de leitura e impressão especiais para
deficientes visuais. Para aqueles com uma pequena porcentagem de
visão, há uma lupa eletrônica, que em contato com os textos em papel,
projeta as letras em tamanhos grandes em uma TV. Os deficientes com
ausência total de visão terão disponível um outro sistema, também
composto por uma lupa eletrônica que, em contato com o texto, pode
ser lido por meio de um recurso de voz. "A biblioteca oferece um
elevador e os espaços entre móveis e estandes foram projetados para
dar total liberdade de acesso e movimentação aos deficientes físico e
visual", destaca a assessoria de imprensa do Senac.

Livros para ouvir...


O mercado de livros falados, ou audiobooks, já é bastante comum nos


EUA - alguns livros, como a autobiografia do ex-presidente americano
Bill Clinton e o best-seller Harry Potter, foram inclusive indicados
ao Grammy, o Oscar da Música do país. No Brasil, no entanto, a
produção e a venda desses produtos ainda é escassa, embora seja
possível comprar exemplares até em livrarias virtuais como Submarino
http://www.submarino.com.br/) , Fnac (http://www.fnac.com.br/) e
Livraria Cultura. (Outra opção oferecida pela livraria virtual
especializada Audiolivro.com http://www.audiolivro.com/  e
http://www.livrariacultura.com.br/)

Outra opção oferecida pela livraria virtual especializada


Audiolivro.com «url= http://www.audiolivro.com/) são os downloads de
arquivos de livros falados. Os preços variam entre R,00 e R,00 e
contam com autores desconhecidos até o mais recente best-seller "O
Código da Vinci", de Dan Brown.

Já a Itália Nova Editora



(http://www.italianuova.com/livros_falados.htm) vende em seu site
softwares para conversão de textos em áudio que auxiliam o deficiente
visual.


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