Texto e contexto: a critica oratoriana e a proposta filosófica de Verney e o seu Verdadeiro Método de Estudar



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Texto e contexto: a critica oratoriana e a proposta filosófica de Verney e o seu Verdadeiro Método de Estudar
Iverson Geraldo da Silva

Doutorando em História/UFJF/Bolsita Capes


O terceiro volume do Verdadeiro Método de Estudar de Verney é todo dedicado aos estudos filosóficos, englobando quatro conjuntos de cartas que versam sobre: Filosofia e Lógica (carta oitava), Metafísica (carta nona), Física (carta décima) e Ética (carta undécima). Neste artigo me centrarei na análise da carta oitava e nas indicações verneynianas para o estudo e ensino da Filosofia e da Lógica1.

Nesta, logo de início, Verney apresenta o estudo das escolas de filosofia do Reino Lusitano como uma variante do que se ensinava nas escolas baixas. O estudo da Filosofia em Portugal, segundo o oratoriano, era dividido em quatro anos: no primeiro centrava-se nos tratados de “universais” e “sinais”; no segundo ano continuava-se com os “sinais”, depois tratados de “matéria primeira” e de “causas”; no terceiro ano passava-se para as “intelecções”, “notícias”, “tópicos” e “metafísicas”; no último ano o aluno dedicava-se ao estudo dos tratados “geração e corrupção” e “anima in communi”. No final do quarto ano o indivíduo gradua-se filósofo. Inútil, resume Verney:

Se isto pode ser bom método, se tais matérias podem formar um bom filósofo, eu o deixo considerar aos pios leitores. Pergunte-lhe V. P. aqueles Universais e Sinais de que coisa servem quando se acaba a Filosofia. Diga-lhe que lhe apontem em que parte da Teologia são necessários; que dogma se explica com tal doutrina; faça-lhe outras perguntas destas; e verá que limpamente lhe confessam que tudo aquilo morre com a escola. Se repetir a pergunta em outras matérias, concluirá o mesmo. E eis aqui tem V. P. o que significa Filosofia nestes paises2.
Continua afirmando que o pior está na satisfação que sentem por terem estudado tudo. A proposição de algo diferente ou de esclarecimento das idéias de Aristóteles e de seus erros gera incertezas e desespero nos seguidores daquele método. Cheiram a heresia proposições, que se tornam contrárias à Bíblia e as determinações dos concílios e costumes da Igreja. “Galilei, Descartes, Gasendo, Newton, e outros destes que a não seguiram, cheiram ateístas, ou, pelo menos, estão um palmo distantes do erro (...) os estrangeiros que defendem isto são quatro bêbados, que impugnam o que não entendem, e não entendem o que proferem”3.

A não incorporação da filosofia dos modernos no reino, e a adesão a uma filosofia atrasada, ocorrem por completa ignorância e desconhecimento da filosofia dos modernos, afirma Verney. Não buscam se informar da filosofia dos modernos, não os lêem e, em conseqüência, cometem erros baseados em afirmações desprovidas de embasamento. Tal desconhecimento é exemplificado pela relação que os estudiosos da filosofia do reino estabeleceram com a obra de Descartes. Mesmo não sendo cartesiano, em suas palavras, Verney afirma que a ignorância demonstrada pelos escolásticos deriva da falta de estudo da história das ciências e pela inércia que os mesmos demonstraram em não buscarem abandonar velhos preceitos e reconhecerem os avanços promovidos por Descartes na Matemática e na Filosofia. O valor dos avanços cartesianos encontra-se, segundo Verney, em sua capacidade de inventar um sistema, sendo o primeiro a alçar hipóteses que explicassem todos os fenômenos naturais, permitindo a reforma das ciências. Figura central para que a ciência atingisse maiores avanços, “... é também certo que, se ele não fosse o primeiro, os outros não teriam cuidado de emendar os seus erros e de adiantar os estudos como estão hoje”4.

Outra variante que impede o abandono da Filosofia praticada é o preconceito dos ibéricos com a cultura estrangeira, tida como inferior. Franceses, ingleses e holandeses tentaram aproveitar os conhecimentos técnicos e os avanços intelectuais atingidos por outras nações, enquanto que em Portugal “... vejo desprezar todos os estudos estrangeiros, e com tal empenho, como se fossem maus costumes ou coisas muito nocivas”5. Verney propõem-se, então, a apresentar uma sucinta História da Filosofia para demonstrar as perdas e os equívocos cometidos pelos portugueses estudiosos da filosofia. Neste caso, Verney coloca em prática uma de suas proposições para a sistematização dos estudos. Como demonstrado em estudo recente, na carta terceira (Estudo da Latinidade), dos estudos lingüísticos (primeiro volume do Verdadeiro Método de Estudar) Verney ressalta a necessidade da utilização da História como instrumento auxiliar no estudo das disciplinas – buscando destacar a importância que é se ter conhecimento de como surgira a disciplina a ser estudada (Retórica, Filosofia, Física...), os principais expoentes e obras6. Esboçando tal prática, Verney inicia sua História da Filosofia com os antigos gregos e romanos, passa para a intercessão entre a antiguidade e a Filosofia moderna e termina com a Filosofia moderna. Esta se inicia com o sistema físico-celeste de Copérnico, passando pelos avanços físicos de Francis Bacon, Galilei Galileu e sua contribuição para Mecânica, Descartes, o papel das academias e os avanços dos estudos no século XVIII que colocaram em xeque os conhecimentos defendidos pelos peripatéticos, ou aristotélicos. Enfim, no raiar do setecentos muitos já admitiam a Filosofia dos modernos independente da “crítica” dos concílios. Até mesmo os jesuítas franceses e italianos admitiam a Filosofia moderna, mesmo que, como sugere Verney, fosse somente para não perderem seu espaço de ação:

Os doutissimos dominicanos e jesuítas, que pareciam os mais empenhados pelo antigo método, começaram a admitir a nova filosofia, não só na França, mas ainda em Itália. E eu sei de certo que, em algumas partes de Itália, os Jesuítas, vendo que nas suas escolas e colégios faltavam consideravelmente os estudantes, que concorriam a outros estudos públicos, se viram obrigados a reformar o antigo método e introduzir os estudos novos. Tão persuadidos estão todos hoje que o antigo método não serve para coisa alguma7.


Verney sugere que, embora as inovações da Filosofia moderna estivessem sendo incorporadas por jesuítas fora do reino, contudo os inacianos lusitanos continuavam insistindo na filosofia guiada pelos princípios aristotélicos e tomistas. O problema, dá a entender Verney, não estava nos jesuítas, mas sim nos jesuítas portugueses. Para o oratoriano, os peripátéticos, os que se dizem seguidores da Filosofia no reino lusitano, são reféns de interpretações falhas sobre as idéias de Aristóteles. Na realidade demonstram total desconhecimento do pensamento aristotélico, do qual passaram a ser difusores das interpretações falhas. Deste modo, os mestres de filosofia em Portugal erravam duplamente: por condenarem a Filosofia moderna e por pautarem seus conhecimentos filosóficos em interpretações errôneas de Aristóteles. Na visão de Verney, a Filosofia aristotélica não é errada, mas foi vítima de má interpretação. Em suas letras:

E também se conhece com quão pouca razão queiram persuardir-nos que os SS. PP. aprovaram a doutrina de Aristóteles; pois, não sendo ela (ou pelo menos esta que passa com o nome de Aristóteles) conhecida antes do século XIII, é bem claro que os PP. não podiam aprovar uma coisa que não conheciam, nem entendiam que nasceria no mundo. Segundo V. P. que, se estes Mestres que hoje exaltam tanto Aristóteles conhecessem os PP., não pelo sobrescrito, mas por dentro, e tivessem bem examinado as suas obras, ficariam envergonhados da sua grande ignorância e talvez temeridade; pois veriam nos escritos dos Padres que nada mais encomendam que deitar fora das escolas Aristóteles, evitar todos os sofismas da Dialéctica; mas despida totalmente de arengas. E nesta paz se continuou até o undécimo século, no qual, como acima digo, introduziram nas escolas estas embrulhadas. De sorte que, a examinar bem o negócio, Aristóteles é mui moderno nas escolas católicas; e ainda nessas não durou senão até o Concilio de Trento; pois, de então para cá, pouco a pouco se abriram os olhos ao mundo, e hoje todos os tem mui bem abertos8.


Para Verney Filosofia nada mais é do que “... conhecer as coisas pelas suas causas; ou conhecer a verdadeira causa das coisas”9, tal definição se aproxima da concepção aristotélica. Mas, ao mesmo tempo, o saber e o discurso filosófico, a busca pelo conhecimento das causas das coisas pode vir cercado de engano. Para distinguir os conhecimentos, segundo Verney, entra em cena a Lógica, que, como faz questão de afirmar, é anterior a Aristóteles. A Lógica tem a função de ser o princípio de discernir as verdades sobre o conhecimento das “causas” e das “coisas”. “De sorte que esta chamada Lógica nenhuma outra coisa é mais que um método e regra que nos ensina a julgar bem e discorrer acertadamente”10. Logo, se a Lógica possui tão importante função, o não entendimento de seu papel e o mau uso tornaram-se determinantes para o apego a uma Filosofia contrária à dos modernos.

Verney argumenta que a Filosofia e o ensino da filosofia pelos escolásticos é refém de uma Lógica guiada por conjuntos de regras e tratados que só fazem aumentar a confusão e o não entendimento das discussões por parte dos estudantes. A Lógica escolástica torna-se confusa e de difícil entendimento em razão da persistência em se abordar a Filosofia com regras, tratados e vocabulário redundante.

Este é o grande defeito que eu acho nestas lógicas: não buscarem aquelas coisas em que todos convêm, para as explicar aos estudantes; não acharem um método de ensinar Lógica, começando por documentos claros, que todos entendam, fugindo todo o gênero de disputas, que não servem para principiantes. Pois este devia ser todo o seu cuidado, e quem não pratica este método, não quer ensinar Lógica11.
De todo este processo confuso e imbricado, Verney conclui que

Os ignorantes das regras se têm engenho e alguma lição, oram e provam melhor o que dizem do que os Lógicos e Oradores da Escola. O homem ignorante das regras não perde tempo com palavrinhas, mas vai direto a razão, e busca aquelas que conduzem ao seu intento. Ora é sem duvida que as razões, e não as palavras, são as que persuadem e provam o que se quer. Poderão as palavras e modo com que se diz dar mais luz as razões; mas palavras sem razões nada provam. E esta é a razão por que os Lógicos finos discorrem pior que os que não são Lógicos. E esta mesma razão me dá fundamento para dizer que é melhor que não se fale em tais regras12.


A utilização do método silogístico como meio de dar fundamento à Lógica é , segundo Verney, outro problema em que incorrem os escolásticos. O silogismo torna o discurso e a Retórica enfadonhos, além de ser limitador e simplificador de interpretações. Quando da utilização de um silogismo composto de várias proposições, a interpretação e o emprego de tal silogismo torna-se deficitário. Logo, o silogismo é, para Verney, sem proveito. Pois, na argumentação, no discurso, o importante é a utilização da razão e de provas que substanciem a argumentação:

Acho ainda outra razão, e cuido ser mais forte, para não seguir este método do silogismo. Vem ser que o silogismo não serve em modo algum de ajudar a razão para que aumente os seus conhecimentos e neles discorra bem. Quando se há-de persuadir e discorrer bem, o primeiro e principal ponto está em descobrir as provas, o segundo, em dispô-las com tal ordem, que se conheça clara e facilmente a conexão e força delas; o terceiro, em conhecer claramente a conexão de cada parte da dedução; o quarto, em tirar uma boa conclusão do todo. Estes diferentes graus se conhecem muito bem em qualquer demonstração matemática. Uma coisa é perceber a conexão de cada parte, ao mesmo tempo que um mestre vai explicando a demonstração; outra coisa diferente conhecer a dependência que a conclusão tem de todas as partes da demonstração; terceira coisa, muito diferente, conhecer por si mesmo, clara e distintamente, uma demonstração; e, finalmente, uma quarta coisa, totalmente diferente das três, ter achado as provas de que se compõe a demonstração. O que suposto, o silogismo não faz mais que mostrar a conexão das partes, sem ensinar a buscar as provas; onde fica claro que não é de grande socorro a razão13.


A Lógica deve estar pautada, acima de tudo, na razão, no empirismo e na experiência, o que evidencia a explicita influência dos escritos lockeanos e newtonianos no pensamento do oratoriano14. Pois, “a verdade e a razão é uma só. Todos podemos discorrer e entender o que nos dizem; e quem fala em que melhor o entendam, e prova melhor o que diz, esse é que se deve seguir, com preferência aos outros”15. Em contra partida, em substituição desta “Lógica peripatética”, Verney traz a proposta de uma Lógica Moderna. Segundo Antonio Salgado Junior, organizador da edição portuguesa, Verney utiliza-se nesta seção dos escritos filosóficos de Locke16, chegando até mesmo a reproduzi-los. Para Pereira, a adesão, por parte de Verney, aos princípios lockeanos é sintoma da incorporação de uma segunda linha da nova estruturação do discurso filosófico e científico em Portugal no século XVIII17. Cláudia Heynemann aponta que
Verney filia-se decisivamente a Locke, ou ao menos, a uma determinada leitura de Locke, contra o racionalismo e a especulação, tal como predominará na tendência empirista que domina a cena científica portuguesa no período, exigindo a observação, a clareza e o método, distantes do peripatetismo, mas não estranhos a Aristóteles18.
A Congregação do Oratório foi uma das responsáveis pela introdução desta linha, aproveitando e conjugando o experimentalismo de Newton com o empirismo de Locke19. A seção em questão começa com a afirmação categórica de que Deus criou o Homem, e a este atribuiu uma alma capaz de lhe conferir a capacidade de adquirir conhecimentos. Ao mesmo tempo, pertence a Deus o maior domínio sobre os conhecimentos. O homem, portanto, nunca atingirá tal patamar. Por ter sido criado por Deus, a queda do homem do paraíso, devido ao pecado original, legou-lhe a tendência ao engano e, de certo modo, a Lógica, que foi criada por Deus, veio permitir o discernimento, diminuindo a probabilidade de engano.

O indivíduo, segundo Verney, inicia sua aquisição de conhecimentos através daquilo que vê, sente, enfim, através dos sentidos. Estas idéias adquiridas pelos sentidos a mente humana combinam e daí resultam as idéias compostas. As idéias compostas, por sua vez, dividem-se em idéias de modos – dos modos simples (como noção de imensidade e quantidade) e dos modos mistos (como a noção de beleza e amizade) – ou seja, idéias abstratas; idéias das substâncias, é a junção de idéias simples que são utilizadas para dar sustentação às idéias abstratas (como a idéia de diamante = cristalino + duríssimo, ou a própria idéia das substâncias do corpo); e idéias das relações, que são relações possíveis oriundas das coisas (Pedro é um homem casado, logo ele é homem e marido). Finalmente vêm as idéias chamadas universais, aquelas que são capazes de dar um sentido único para objetos ou idéias. Por exemplo, existem três tipos de triângulos (eqüilátero, isósceles e escaleno), cada um com suas características, “mas, considerando os ditos triângulos somente como uma figura de três ângulos, sem determinar as propriedades de cada um, formamos uma idéia universal que se pode aplicar a cada triângulo de per si”20.

O homem comunica suas idéias por sinais, por vozes, por palavras que “não significam os pensamentos por virtude natural, mas porque assim o determinaram os homens. A maior parte das palavras são gerais, quero dizer, significam idéias gerais; porque seria impossível e inútil que cada coisa particular tivesse um nome distinto”21. A mente humana é detentora da noção de Percepção e de Juízo, o que permite ao homem formar as idéias e a escolher a que melhor lhe convir, respectivamente. O juízo ainda assume várias formas: ele é enunciado; possui proposições, resultando em sujeito e predicado; pode ser afirmativo ou negativo; possui a função explicativa (juízo explicativo nominal, ideal e real); pode ser duvidoso, verossímil e inverossímil e pode ser um juízo falso ou verdadeiro. Para não incorrer no engano ao formular um juízo, tornando-o falso, é de fundamental importância atentar para as Evidências:

Sobre isto da evidência, há diversos graus: se a proposição é evidente sem prova, chama-se axioma; se em vigor das provas se faz evidente, chama-se ilação ou conclusão evidente. Também estas conclusões evidentes segundo as matérias, recebem diversos nomes: umas vezes dizemos que tem evidência metafísica, outras física, e outras moral, as quais sem muito trabalho se entendem22.


Verney continua destacando que o raciocínio ou o discurso é a principal operação da mente humana. Seguindo o mesmo argumento, este discurso pode ser contaminado por erros ou enganos de origem mais diversa – enganos oriundos das idéias, das explicações geridas pelas idéias, das palavras e seus significados e do afeto ou paixão por uma causa. O método, segundo Verney, é mais um elemento que vem suprir ou impedir que o filósofo permaneça no engano. O método pode adotar duas formas: método analítico, para aquisição do conhecimento, e método composto, para difundir o conhecimento. Para Verney:

O método [é] aquela operação do entendimento tão necessária em todo o gênero de ciências, e sem a qual não se pode discorrer bem. O discurso é aquele progresso que o entendimento faz de um conhecimento para outro; o método é o que prepara a matéria ao discurso. De sorte que a mente, com o método, dispõe as idéias em boa ordem, e, com o discurso, reconhece a conveniência delas23.


A Lógica Moderna, portanto, explora elementos integrantes da racionalidade do indivíduo. Ao contrário da Lógica peripatética, prepara o indivíduo para qualquer discussão em todos os campos do conhecimento e não só no teológico ou no filosófico. A palavra é parte integrante do discurso, mas a evidência tem mais peso na Lógica discursiva, que foca o entendimento em detrimento dos discursos vazios e redundantes do silogismo escolástico. Para Verney o erro da Lógica predominante no reino é o fato de se perder em vários tratados sem utilidade, abrindo mão de princípios que percebem a formação do discurso e a exposição prática da mesma. Este problema, em sua concepção, a Lógica moderna resolve.

A Filosofia e a Lógica moderna superam aquelas defendidas pelos peripátéticos por não insistirem nos erros ali contidos. Prevalece o raciocínio lógico pautado em um discurso comprobatório, inspirado na experiência e na prova. A Filosofia que daí nasce sempre busca mecanismos e soluções que não permitam que ela se entregue a erros ou enganos. Esta prática equivocada, segundo Verney, refletia-se no ensino. Tornava a aprendizagem confusa e de pouca eficiência. Tratados, silogismos e sofismo retiravam a essência da Filosofia e da Lógica. Essência recuperada, ou introduzida, pela perspectiva moderna. De modo geral, percebemos que Verney reproduzia a imagem que muitos pensadores, principalmente os de origem francesa, possuíam de Portugal. O atraso ocorria não pela religiosidade, afinal foi Deus quem criou o homem com uma alma capaz de adquirir conhecimento, mas devido à perspectiva filosófica e epistemológica adotada e seguida.




1 VERNEY, Luís Antonio. Verdadeiro Método de Estudar. [1746] Ed. Org. por Salgado Júnior. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1949. vol. III

2 VERNEY, Idem, p.7

3 VERNEY, Idem, p.9

4 VERNEY, Idem, p.15

5 VERNEY, Idem, p.18

6 SILVA, Iverson Geraldo da. A Retórica de Verney e a Ilustração Católica Portuguesa. In: Anais do III Simpósio Nacional de História Cultural – Mundos da Imagem: do texto ao visual. Florianópolis: CD-Room, 2006. ISBN 8598958034, p.2105-2114

7 VERNEY, Verdadeiro Método de Estudar, Op. Cit, p.35-36

8 VERNEY, Idem, p.37-38

9 VERNEY, Idem, p.39

10 VERNEY, Idem, p.40

11 VERNEY, Idem, p.48-49

12 VERNEY, Idem, p.54

13 VERNEY, Idem, p.54-56

14 NEVES, Guilherme P. Luís Antônio Verney. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.) Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 351; PEREIRA, José E. Percursos de História das Idéias. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004, p. 52; SILVA, A Retórica de Verney e a Ilustração Católica Portuguesa, Op. Cit.

15 VERNEY, Verdadeiro Método de Estudar, Op. Cit., p.78

16 Ver nota 3, In: VERNEY, Idem, p.79

17 A primeira linha é composta pelos cartesianos, PEREIRA, Op. Cit., p.41

18 HEYNEMANN, Cláudia Beatriz. As Culturas do Brasil. São Paulo: Hucitec, 2008. (No prelo), p. 226; a autora ressalta ainda a forte influência do pensamento de Cícero nas idéias de Verney presentes na carta oitava.

19 PEREIRA, Op. Cit., p.44

20 VERNEY, Verdadeiro Método de Estudar, p.93-94

21 VERNEY, Idem, p.94-95

22 VERNEY, Ibidem, p.100

23 VERNEY, Idem, p.105


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