Texto para a próxima questãO (Cesgranrio 91) cinzas da inquisiçÃO



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27. Quanto à correção gramatical do texto, julgue os itens a seguir.
(1) O vocábulo "meio" (ref.1) é um dos raros advérbios que admitem forma feminina (MEIA), usada indiferentemente em qualquer situação e tipo de texto.

(2) O emprego do pronome "você" (ref.2) é a marca lingüística de que o autor está-se dirigindo ao leitor, nessa passagem.

(3) A passagem "mas preferiu outra coisa" (par.7) pode ser reescrita, desfazendo-se a elipse e preservando-se o sentido original, da seguinte forma: MAS ELA PREFERIU OUTRA COISA ÀQUELA MASSA.

(4) Para a constituição dos vocábulos que dão nomes aos produtos, o autor do texto empregou, reiteradamente, prefixos gregos e latinos.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unirio 98) TERRA


1 Tudo tão pobre. Tudo tão longe do conforto e da civilização, da boa cidade com as suas pompas e as suas obras. Aqui, a gente tem apenas o mínimo e até esse mínimo é chorado.

2 Nem paisagem tem, no sentido tradicional de paisagem. Agora, por exemplo, fins d'águas e começos de agosto, o mato já está todo zarolho. E o que não é zarolho é porque já secou. Folha que resta é vermelha, caíram as últimas flores das catingueiras e dos paus-d'arco, e não haveria mais flor nenhuma não fossem as campânulas das salsas, roxas e rasteiras.

3 No horizonte largo tudo vai ficando entre sépia e cinza, salvo as manchas verdes, aqui e além, dos velhos juazeiros ou das novatas algarobas. E os serrotes de pedra do Quixadá também trazem a sua nota colorida; até mesmo quando o sol bate neles de chapa, tira faísca de arco-íris.

4 E a água, a própria água, não dá impressão de fresca: nos pratos-d'água espelhantes ela tem reflexos de aço, que dói nos olhos.

5 A casa fica num alto lavado de ventos. Casa tão rústica, austera como um convento pobre, as paredes caiadas, os ladrilhos vermelhos, o soalho areado. As instalações rudimentares, a lenha a queimar no fogão, a água de beber a refrescar nos potes. O encanamento novo é um anacronismo, a geladeira entre os móveis primitivos de camaru parece sentir-se mal.

6 Não tem jardim: as zínias e os manjericões que levantavam um muro colorido ao pé dos estacotes, estão ressequidos como ramos bentos guardados num baú. Também não tem pomar, fora os coqueiros e as bananeiras do baixio.

7 Não tem nada dos encantos tradicionais do campo, como os conhecemos pelo mundo além. Nem sebes floridas, nem regatos arrulhantes, nem sombrios frescos de bosque - só se a gente der para chamar a caatinga de bosque.

8 Não, aqui não há por onde tentar a velha comparação, a clássica comparação dos encantos do campo aos encantos da cidade. Aqui não há encantos. Pode-se afirmar com segurança que isto por aqui não chega sequer a ser campo. É apenas sertão e caatinga as lombadas, o horizonte redondo e desnudo, o vento nordeste varrendo os ariscos.

9 Comparo este mistério do Nordeste ao mistério de Israel. Aquela terra árida, aquelas águas mornas, aqueles pedregulhos, aqueles cardos, aquelas oliveiras de parca folhagem empoeirada - por que tanta luta por ela, milênios de amor, de guerra e saudade?

10 Por que tanto suor e carinho no cultivo daquele chão que aparentemente só dá pedra, espinho e garrancho?

11 Não sei. Mistério é assim: está aí e ninguém sabe. Talvez a gente se sinta mais puros, mais nus, mais lavados. E depois a gente sonha. Naquele cabeço limpo vou plantar uma árvore enorme. Naquelas duas ombreiras a cavaleiro da grota dá para fazer um açudinho. No pé da parede caberão uns coqueiros e no choro da revência, quem sabe, há de dar umas leiras de melancia. Terei melancia em novembro.

...........................................................................................

12 Aqui tudo é diferente. Você vê falar em ovelhas - e evoca prados relvosos, os brancos carneirinhos redondos de lã. Mas as nossas ovelhas se confundem com as cabras e têm pêlo vermelho e curto de cachorro-do-mato; verdade que os cordeirinhos são lindos.

13 Sim, só comparo o Nordeste à Terra Santa. Homens magros, tostados, ascéticos. A carne de bode, o queijo duro, a fruta de lavra seca, o grão cozido n'água e sal. Um poço uma lagoa é como um sol líquido, em torno do qual gravitam as plantas, os homens e os bichos. Pequenas ilhas d'água cercadas de terra por todos os lados e em redor dessas ilhas a vida se concentra.

14 O mais é paz, o sol, o mormaço.

(Raquel de Queirós)


28. Assinale a opção em que as palavras em maiúsculo têm as mesma categoria gramatical.

a) "...caíram as ÚLTIMAS flores das catingueiras e dos paus-d'arco," (par.2) / "Naquelas DUAS ombreiras a cavaleiro da grota..." (par.11)

b) "Pode-se afirmar com segurança QUE isto por aqui..." (par.8) / "...daquele chão QUE aparentemente só dá pedra, espinho e garrancho?" (par.10)

c) "O MAIS é paz, o sol, o mormaço." (par14) / "Casa TÃO rústica, austera como um convento pobre," (par.5)

d) "E O que não é zarolho..." (par.2) / "E a água, a PRÓPRIA água," (par.4)

e) "Aqui, a gente tem APENAS o mínimo..." (par.1) / "...SALVO as manchas verdes, aqui e além," (par.3)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufscar 2000) Tu amarás outras mulheres

E tu me esquecerás!

É tão cruel, mas é a vida. E no entretanto

Alguma coisa em ti pertence-me!

Em mim alguma coisa és tu.

O lado espiritual do nosso amor

Nos marcou para sempre.

Oh, vem em pensamento nos meus braços!

Que eu te afeiçoe e acaricie...

(Manuel Bandeira: A Vigília de Hero. In: O RITMO DISSOLUTO. POESIA COMPLETA E PROSA. 2 ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967, p.224.)
29. Manuel Bandeira usa, no poema, os pronomes pessoais com muitas variações. O pronome pessoal de primeira pessoa do singular, por exemplo, está empregado na sua forma reta e nas formas oblíquas (eu, me, mim). O mesmo acontece com o pronome pessoal de

a) segunda pessoa do singular.

b) terceira pessoa do singular.

c) primeira pessoa do plural.

d) segunda pessoa do plural.

e) terceira pessoa do plural.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 98) Leia os trechos a seguir da obra de Guimarães Rosa, A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, e responda às questões:


"E o camarada Quim sabia disso, tanto que foi se encostando de medo que ele entrou. Tinha poeira até na boca. Tossiu.

- Levanta e veste a roupa, meu patrão Nhô Augusto, que eu tenho uma novidade meia ruim, p'ra lhe contar.

E tremeu mais, porque Nhô Augusto se erguia de um pulo e num átimo se vestia. Só depois de meter na cintura o revólver, foi que interpelou. dente em dente.

- Fala tudo!

Quim Recadeiro gaguejou suas palavras poucas, e ainda pôde acrescentar:

- ...Eu podia ter arresistido, mas era negócio de honra, com sangue só p'ra o dono, e pensei que o senhor podia não gostar...

- Fez na regra, e feito! Chama os meus homens!

Dali a pouco, porém, tornava o Quim, com nova desolação: os bate-pés não vinham... Não queriam ficar mais com Nhô Augusto... O Major Consilva tinha ajustado, um e mais um, os quatro, para seus capangas, pagando bem.

(...)

O cavalo de Nhô Augusto obedeceu para diante; as ferraduras tiniram e deram fogo no lajedo; e o cavaleiro, em pé nos estribos, trouxe a taca no ar, querendo a figura do velho. Mas o Major piscou, apenas, e encolheu a cabeça, porque mais não era preciso, e os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços.



- Frecha, povo! Desmancha!"
30. Além do coloquialismo, comum ao diálogo, a linguagem de Quim e de Nhô Augusto caracteriza também os habitantes da região onde transcorre a história, conferindo-lhe veracidade.

Suponha que a situação do Recadeiro seja outra: ele vive na cidade e é um homem letrado.

Aponte a alternativa caracterizadora da modalidade de língua que seria utilizada pela personagem nas condições acima propostas.

a) Levanta e veste a roupa, meu patrão senhor Augusto, que eu tenho uma novidade meia ruim, para lhe contar.

b) Levante e veste a roupa, meu patrão senhor Augusto, que eu tenho uma novidade meia ruim, para lhe contar.

c) Levante e vista a roupa, meu patrão senhor Augusto, que eu tenho uma novidade meia ruim, para lhe contar.

d) Levante e vista a roupa, meu patrão senhor Augusto, que eu tenho uma novidade meio ruim, para lhe contar.

e) Levanta e veste a roupa, meu patrão senhor Augusto, que eu tenho uma novidade meio ruim, para lhe contar.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Ufsm 2000) TEXTO I


APRENDENDO COM O PRIMATA

Atual e instigante a reportagem "A outra face do macaco" (número 10, ano 12). O comportamento animal contribui para a compreensão do problema da violência premeditada entre os humanos. E pode também indicar possíveis soluções.

(Édison Miguel - Goiânia, GO)
TEXTO II
O MACACO NÃO ESTÁ CERTO

Fiquei muito impressionada com a violência e a rivalidade que existe entre as tribos de macacos. Sempre tive outra imagem dos primatas. Para mim eles eram animais pacíficos e inteligentes, mas agora percebo que se parecem mesmo com os humanos.

(Elaine Gomes - Santa Maria, RS)

TEXTO III


O HOMEM É BEM PIOR

Comparar o instinto violento do chimpanzé com o do homem é algo cômico. Os humanos já nascem com a mente voltada para as guerras e são infinitamente mais ferozes.

(José Reinaldo Coniutti - Cuiabá, MT)

DEZEMBRO, 1998 - SUPER


31. Em "O comportamento animal contribui PARA a compreensão do problema da violência premeditada entre os humanos", a preposição destacada estabelece um relação de sentido semelhante à apresentada na seguinte frase:;

a) A reportagem serviu PARA analisar a violência.

b) Já nascem com a mente voltada PARA a guerra.

c) Estava muito impressionada PARA preocupar-se com banalidades.

d) Estamos agora indo PARA o mundo real.

e) PARA mim eles eram animais pacíficos e inteligentes.


32. No período a seguir, encontram-se cinco palavras destacadas. Uma delas, se usada em outro contexto, poderá assumir a forma de um verbo, tornando-se homônima perfeita com outro significado.

Identifique-a, assinalando a letra correspondente.


" Os HUMANOS(a) já nascem com a MENTE(b) voltada para as GUERRAS(c) e são INFINITAMENTE(d) mais FEROZES(e)."
33. (Ufrs 2001) No texto, o advérbio "mais" (ref.8) deixa pressuposta a idéia de que

a) os testes de QI serviram, no passado, para medir a inteligência.

b) hoje os testes de Ql são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.

c) os testes de Ql nunca serviram para medir a inteligência.

d) no passado, além dos testes de Ql, outros parâmetros serviram para medir a inteligência.

e) hoje os testes de Ql não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Ufrs 2001) ¢Até algum tempo atrás, imaginava-se que um cérebro jovem, em sua plena vitalidade biológica, £fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. A matemática fornecia o maior dos ¤argumentos para os defensores dessa teoria: quase todas as grandes equações matemáticas foram propostas ou decifradas por gente com menos de 30 anos. Albert Einstein tinha apenas 26 anos "quando apresentou sua Teoria Geral da Relatividade - a mais revolucionária de todas as elaborações matemáticas, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Física, quinze anos ¦depois. O argumento é forte, porém ele se baseia numa idéia ultrapassada __1__ respeito da mente humana. As novas §descobedas estão mostrando que a inteligência não se limita__2__ capacidade de raciocínio lógico, necessária para propor ou resolver uma ¨complicada equação matemática. Os testes de Ql, um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência, já não servem ©mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.

A inteligência é muito mais que ªisso. ¢¡É uma soma inacreditável de fatores, que inclui ¢¢até os emocionais. Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego, __3__ na profissão ou ter bom relacionamento familiar, por maior que seja seu Ql. O que os novos estudos estão mostrando ¢£no momeno é que ¢£um cérebro jovem ¢¤tende, sim, a ser mais ¢¥inovador e ¢¦revolucionário. Mas, como um bom vinho ou uma boa idéia, ¢§ele também ¢¨pode ¢©amadurecer e melhorar com o tempo. Basta ¢ªser estimulado.

(Adaptado de: GUARACY, Thales; RAMALHO, Cristina. "Veja",19 de agosto de 1998.)


34. É freqüente, na organização de um texto, a utilização de palavras ou expressões que estabelecem relações de tempo. Esse é o caso das alternativas abaixo, à exceção de

a) Até (ref. 1)

b) quando (ref. 4)

c) depois (ref. 5)

d) até (ref. 11)

e) no momento ( ref. 12)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fatec 96) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levavam apenas trinta ou cinqüenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco.


35. "Raimundo gastava duas horas em reter 'aquilo' que a outros levavam apenas trinta ou cinqüenta minutos".
Observe o trecho anterior transcrito e assinale a alternativa que apresenta um pronome com classificação e função sintática iguais às do pronome entre aspas.

a) "Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes."

b) "Vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro."

c) "O mestre era mais severo com ele do que conosco."

d) "Reunia a isso um grande medo ao pai."

e) "Chamava-se Raimundo este pequeno."


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Ufv 2001) Violência e drogas


1 É sempre bacana ver milhares juntando as forças, as vontades, as desesperanças, para encher ruas com o alvo vestuário da paz. Não é muito a minha, esse negócio de acender vela e clamar ao firmamento, mas em respeito aos sincretismos biodiversos, topo fingir não crer que do céu só vem relâmpago, chuva e bala perdida.

2 O que não dá mais, sinceramente, pra encarar com graça, educação e simpatia é o lugar-comum "não se pode dissociar a questão da violência da questão das drogas". Hoje em dia, 10 entre 10 autoridades públicas, ao se pronunciarem a respeito do tema, repetem em uníssono: "Não se pode dissociar a questão da violência da questão das drogas". E daí? O que devemos concluir dessa brilhante assertiva? É óbvio que as duas coisas estão intrinsecamente ligadas, qualquer idiota lobotomizado sabe. Mas o que vem depois disso? É "não se pode dissociar a questão da violência da questão das drogas" e ponto final? Quer dizer então que é só ninguém mais se drogar que a violência acaba? Quer dizer então que se os ricos (como acusou o governador do Rio de Janeiro) pararem de consumir substâncias ilegais tudo estará resolvido?

3 Bacana. Muito bom. E que dia vai ser isso? Uma bela manhã todos acordaremos para viver num mundo melhor, onde todos os que consomem drogas terão uma crise de consciência e, junto com seus fornecedores, chegarão à conclusão de que já perturbaram demais a ordem pública, de que a vida de todos já está suficientemente aterrorizada e, portanto, todos vão se dedicar a atividades mais lúdicas.

4 Vamos ou não vamos, de uma vez por todas, encarar a dura realidade de que sempre existirá uma parcela qualquer da população que vai querer se drogar? Isso não é minha opinião, muito menos meu desejo. É assim, simplesmente, porque sempre foi assim e continuará sempre sendo assim. Em qualquer sociedade, em qualquer época. Qualquer um que se dê ao trabalho de pesquisar as origens históricas do ato de se drogar, vai ficar chocado com a antigüidade da prática.

5 Enquanto a sociedade não oferecer uma alternativa legal ao adulto que quer consumir, arcará com o custo (de vida, de grana, de desagregação das estruturas sociais) boçal desse combate. Uma guerra que nunca será ganha e que faz muito mais vítimas fatais do que as drogas que tenta combater. Alguém ainda consegue achar irônico o fato do combate às drogas matar muito mais que o uso das mesmas?

6 Ninguém propõe o "bundalelê" nessa questão. A idéia de dar opção a quem não consegue ou não quer largar seu vício viria com a contrapartida de usar o ato de consumir drogas como agravante em qualquer delito que venha a ser cometido pelo usuário. Oferecer uma opção legal de consumo não é legalizar o crime. É retirar consumidores das mãos da marginalidade, é reduzir a importância econômica do narcotráfico. Certamente alguns morrerão de overdose, o que é triste, o que é lamentável. Mas, e a situação de hoje não é?

7 Reduzir o número de cadáveres deveria ser o único objetivo. Do jeito que as coisas estão organizadas parece que morrer de cocaína é pior do que morrer de tiro. Por quê? Querer discutir violência sem propor uma nova política de drogas é mais que perda de tempo, é perda de vidas.

Claudio Manoel - Humorista, integrante do grupo Casseta & Planeta. "Jornal do Brasil", 13 jul. 2000 - caderno Opinião.


36. Assinale a alternativa em que a mudança de posição entre o substantivo e o adjetivo NÃO pode acarretar alteração semântica:

a) O grande traficante assusta a polícia. / O traficante grande assusta a polícia.

b) O pobre viciado sofre muito! / O viciado pobre sofre muito!

c) O bom filho à casa torna. / O filho bom à casa torna.

d) O alto traficante assusta a polícia. / O traficante alto assusta a polícia.

e) O velho amigo é que socorreu o viciado. / O amigo velho é que socorreu o viciado.


37. Assinale a alternativa em que a presença/ausência da preposição acarreta alteração semântica:
a) Meu filho sempre aspirou ao ar puro aqui do "campus". / Meu filho sempre aspirou o ar puro aqui do "campus."
b) Meu filho sempre assistiu a futebol pela tv. / Meu filho sempre assistiu futebol pela tv.
c) Meu filho sempre obedeceu a seus superiores. / Meu filho sempre obedeceu seus superiores.
d) Meu filho sempre precisou de que o amparassem. / Meu filho sempre precisou que o amparassem.
e) Meu filho sempre necessitou de que o amparassem. / Meu filho sempre necessitou que o amparassem.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufc 2001) MEIO-DIA (2)


O sol tomba,

vertical,

dos edifícios.

Ardem os muros perfilados.


Os objetos vomitam cores,

embriagados.


O vermelho dos sinais ri,

em chamas,

para os carros.
Na calçada,

a luz lambe

as coxas da garota,

penetra no blue-jeans

os manequins,

irriga de calor

a angústia dos homens.
(Tudo se queima,

tudo se consome,

tudo arde infinito.)
Ó súbita revelação:

o sol me aponta

o carvão íntimo

das coisas,

negro

coração


batendo na claridade.
(ESPÍNOLA, Adriano. "Beira-Sol". Rio de Janeiro: Topbooks, 1999. p.72-73)
38. A disposição espacial das palavras "negro" e "coração", em versos distintos:
I. atribui autonomia sintática aos termos "negro" e "coração".

II. permite dar destaque semântico a cada uma das palavras.

III. confere autonomia prosódica ao adjetivo e ao substantivo.
A análise das assertivas permite afirmar corretamente que:

a) apenas I é verdadeira.

b) apenas II é verdadeira.

c) I e II é verdadeiras.

d) II e III são verdadeiras.

e) I e III são verdadeiras


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unirio 99) Combate no escuro


1 É sempre surpreendente a capacidade de alguns enxadristas para visualizar, com várias jogadas de antecedência, aquilo que o comum dos mortais não enxerga nem mesmo quando a peça já foi movida no tabuleiro. Esse talento, comum a todos os profissionais de vários jogos e também compartilhado por alguns amadores brilhantes, é ainda mais surpreendente quando exercido sem ter sequer o apoio visual do tabuleiro, ou seja, inteiramente às cegas.

2 Nesse tipo de disputa, é comum um dos parceiros atuar normalmente, olhando e movendo suas peças, enquanto o adversário faz seus lances mentalmente. Este não pode nem observar as posições resultantes das jogadas. Trabalha o tempo todo no escuro.

3 Há, entretanto, uma modalidade que é quase um ultraje à capacidade de processamento de um cérebro comum. Trata-se da simultânea às cegas, isto é, um só jogador disputando, sem olhar, várias partidas diferentes ao mesmo tempo, contra oponentes que jogam individualmente, todos acompanhando os respectivos tabuleiros.

4 Confrontos de xadrez bizarros assim já foram várias vezes organizados, sobretudo para remunerar profissionais talentosos e necessitados, e a quantidade de partidas concomitantes começou a inflacionar. O americano Harry Nelson Pillsbury (1872 - 1906) jogou 21 partidas contra adversários dos bons, durante um torneio em Hannover, Alemanha, em 1902. Pillsbury deixava até que os outros jogadores se consultassem mutuamente sobre os melhores lances e os tentassem previamente, mexendo as peças sobre os tabuleiros. (...)

5 Isso, claro, é para poucos. Mas existe um curioso meio-termo entre a partida às cegas e a normal, bem mais palatável para gente como a gente. É uma variedade excêntrica do xadrez, chamada "Kriegspiel", que você pode adaptar para outros jogos de tabuleiro, desde que conheça a idéia fundamental, muito simples.

6 Além de dois jogadores, é preciso uma terceira pessoa para atuar como juiz. Os dois primeiros sentam-se de costas um para o outro, cada qual com um tabuleiro e somente as suas próprias peças. Entre eles, posiciona-se o juiz, que terá um terceiro tabuleiro e as peças de ambos os contendores.

7 A cada lance, o juiz move a respectiva peça no seu tabuleiro e avisa ao adversário que o deslocamento foi feito. Se a jogada não estiver dentro das regras, limita-se a dizer "não pode" - e solicita outra opção. (...)

(Luis Dal Monte Neto - REVISTA SUPERINTERESSANTE)


39. Em "...deixava até QUE os outros jogadores se consultassem mutuamente..." (par.4), a palavra em maiúsculo pertence à mesma classe daquela em destaque numa das opções abaixo. Assinale-a.

a) "aquilo QUE o comum dos mortais não enxerga..." (par.1)

b) "uma modalidade QUE é quase um ultraje à capacidade de processamento de um cérebro comum." (par.3)

c) "contra oponentes QUE jogam individualmente, todos acompanhando os respectivos tabuleiros." (par.3)

d) "É uma variante excêntrica do xadrez, chamada Kriegspiel, QUE você pode adaptar para outros jogos de tabuleiro," (par.5)

e) "... avisa ao adversário QUE o deslocamento foi feito." (par.7)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ita 2003) (...)

As angústias dos brasileiros em relação ao português são de duas ordens. Para uma parte da população, a que não teve acesso a uma boa escola e, mesmo assim, conseguiu galgar posições, o problema é sobretudo com a gramática. É esse o público que consome avidamente os fascículos e livros do professor Pasquale, em que as regras básicas do idioma são apresentadas de forma clara e bem-humorada. Para o segmento que teve oportunidade de estudar em bons colégios, a ¢principal dificuldade é com clareza. É para satisfazer a essa demanda que um novo tipo de profissional surgiu: o professor de português especializado em adestrar funcionários de empresas. Antigamente, os cursos dados no escritório eram de gramática básica e se destinavam principalmente a secretárias. De uns tempos para cá, eles passaram a atender primordialmente gente de nível superior. Em geral, os professores que atuam em firmas são acadêmicos que fazem esse tipo de trabalho esporadicamente para ganhar um dinheiro extra. "É fascinante, porque deixamos de viver a teoria para enfrentar a língua do mundo real", diz Antônio Suárez Abreu, livre-docente pela Universidade de São Paulo (...)

(JOÃO GABRIEL DE LIMA. "Falar e escrever, eis a questão". VEJA, 7/11/2001, n. 1725)




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