Texto para a próxima questãO (Cesgranrio 91) cinzas da inquisiçÃO



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53. Assinale a opção INCORRETA quanto ao que está indicado nos parênteses.

a) "Os pontos QUE vou fazendo..." (QUE ë conj. subordinativa integrante)

b) "... adestramento que JÁ não tenho." (JÁ ë advérbio de tempo".

c) "... que SE foi desenrolando..." (SE ë pron. pessoal oblíquo átono)

d) "... a certeza que, DESTA VEZ, estou..." (DESTA VEZ ë loc. adverbial)

e) "Mulheres de MEIA-IDADE..." (MEIAS-IDADES ë forma do plural)


54. A preposição DE contida nas opções abaixo NÃO estabelece relação de posse em:

a) "... a tessitura dos pontos... " (1Ž período).

b) "... ao fim do bordado... " (7Ž período).

c) "... o destino dos seres... " (7Ž período).

d) "... pessoas (...) de cuja existência..." (8Ž período)

e) "... tamanho do bastidor." (9Ž período).


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 2000) Ethos - ética em grego - designa a morada humana. O ser humano separa uma parte do mundo para, moldando-A ao seu jeito, construir um abrigo protetor e permanente. A ética, como morada humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. O ser humano está sempre tornando habitável a casa que construiu para SI.

Ético significa, portanto, tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o ambiente para que seja uma morada saudável: materialmente sustentável, psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda.

Na ética há o permanente e o mutável. O permanente é a necessidade do ser humano de ter uma moradia: uma maloca indígena, uma casa no campo e um apartamento na cidade. TODOS estão envolvidos com a ética, porque todos buscam uma morada permanente.

O mutável é o estilo com que cada grupo constrói sua morada. É sempre diferente: rústico, colonial, moderno, de palha, de pedra... Embora diferente e mutável, o estilo está a serviço do permanente: a necessidade de ter casa. A casa, nos seus mais diferentes estilos, deverá ser habitável.

(BOFF, Leonardo. In A ÁGUIA E A GALINHA. Petrópolis: Vozes, 1997, pp.90-91.)


55. Os pronomes têm a função de substituir os nomes ou referir-se a eles, evitando repetição de termos. No texto em questão, observe o papel dos pronomes "a", "si", "todos".
I. O pronome "a" substitui UMA PARTE DO MUNDO que, significativamente, remete a "a morada humana".

II. O pronome "si" substitui, de forma reflexiva, a expressão O SER HUMANO.

III. O pronome "TODOS" substitui, formalmente, UMA MALOCA INDÍGENA, UMA CASA NO CAMPO e UM APARTAMENTO NA CIDADE, ao repor significativamente "a ética".

IV. O pronome "a" substitui, formalmente, o termo ETHOS.


Assinale a alternativa que contém apenas afirmações corretas:

a) I e III

b) I, III e IV

c) I, II, III e IV

d) I e II

e) II e III


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fuvest 2002) Talvez pareça excessivo o escrúpulo do Cotrim, a quem não souber que ele possuía um caráter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inventário de meu pai. Reconheço que era um modelo. Argüiam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o "deficit". Como era muito seco de maneiras tinha inimigos, que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com freqüência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais.

(Machado de Assis, "Memórias póstumas de Brás Cubas")
56. O efeito expressivo obtido em "ferozmente honrado" resulta de uma inesperada associação de advérbio com adjetivo, que também se verifica em:

a) sorriso maliciosamente inocente.

b) formas graciosamente curvas.

c) sistema singularmente espantoso.

d) opinião simplesmente abusada.

e) expressão profundamente abatida.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 97) Os gatos


Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, e fez o crítico à semelhança do gato. Ao crítico deu ele, como ao gato, a graça ondulosa e o assopro, o ronrom e a garra, a língua espinhosa. Fê-lo nervoso e ágil, refletido e preguiçoso; artista até ao requinte, sarcasta até a tortura, e para os amigos bom rapaz, desconfiado para os indiferentes, e terrível com agressores e adversários... .

Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, o burro, o cão e o gato - isto é, o animal de trabalho, o animal de ataque, e o animal de humor e fantasia - por que não escolheremos nós o travesti do último? É o que se quadra mais ao nosso tipo, e aquele que melhor nos livrará da escravidão do asno, e das dentadas famintas do cachorro.

Razão por que nos acharás aqui, leitor, miando um pouco, arranhando sempre e não temendo nunca.
Fialho de Almeida
57. Razão por que nos acharás... . Observe que POR QUE foi escrito separadamente, tal qual nesta oração:

a) A fumaça eleva-se, ............ é mais leve que o ar

b) O médico não veio, ............ tinha consulta

c) Sei ............ sofres: não te amo

d) O professor ensina ............ aluno vença

e) Creio em Deus, ............ não há criaturas sem criador


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ita 97) SOBRE ARTES E ARTISTAS


"Uma coisa que realmente não existe é aquilo a que se dá o nome de Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam terra colorida e modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para os tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém chamar a todas essas atividades arte, desde que conservemos em mente que tal palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo de um bicho-papão e de um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele acaba de fazer pode ser muito bom no seu gênero, só que não é "Arte". E podemos desconcertar qualquer pessoa que esteja contemplando com prazer um quadro, declarando que aquilo de que ela gosta não é Arte, mas algo muito diferente. Na realidade, não penso que existam quaisquer razões erradas para se gostar de um quadro ou de uma escultura. Alguém pode gostar de uma paisagem porque ela lhe recorda seu berço natal, ou de um retrato porque lhe lembra um amigo. Nada há de errado nisso. (...) Somente quando alguma recordação irrelevante nos torna parciais e preconceituosos, quando instintivamente voltamos as costas a um quadro magnífico de uma cena alpina porque não gostamos de praticar alpinismo, é que devemos perscrutar o nosso íntimo para desvendar as razões da aversão que estraga um prazer que de outro modo poderíamos ter. Há razões erradas para não se gostar de uma obra de arte."

E. H. Gombrich


58. Nas orações "e QUE Arte com A maiúsculo não existe" e "o QUE ele acaba de fazer...", as palavras em maiúsculo funcionam respectivamente como:

a) conjunção integrante e pronome relativo

b) pronome relativo e pronome relativo

c) conjunção integrante e conjunção integrante

d) pronome relativo e conjunção integrante

e) conjunção aditiva e pronome demonstrativo


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufscar 2002) As questões baseiam-se nos textos a seguir:


Soneto de fidelidade

(Vinicius de Moraes)


De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Por enquanto

(Renato Russo)
Mudaram as estações

Nada mudou

Mas eu sei que alguma coisa aconteceu

Tá tudo assim, tão diferente

Se lembra quando a gente

Chegou um dia a acreditar

Que tudo era pra sempre

Sem saber

Que o pra sempre

Sempre acaba.


59. No segundo verso do poema, no qual o poeta mostra como tratará o seu amor, as expressões "com tal zelo", "sempre" e "tanto" dão, respectivamente, idéia de

a) modo - intensidade - modo.

b) modo - tempo - intensidade.

c) tempo - tempo - modo.

d) finalidade - tempo - modo.

e) finalidade - modo - intensidade.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fuvest 94) GOLS DE COCURUTO


O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos, era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.

(L. F. Veríssimo, O Estado de São Paulo, 23/08/93)


60. Em "... cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados", o autor usa o plural em "lhes" e "parados" porque

a) ambas as palavras referem-se a "lugar", que está aí por "lugares" (um para cada um).

b) associou "lhes" a "mãos" e "parados" a "times".

c) antecipou a concordância com "os jogadores se movimentam".

d) estabeleceu relação de concordância entre "lhes" e "mãos" e entre "parados" e "jogadores".

e) fez "lhes" concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e "parados", com "os times".


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 95) "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, á porta do Ateneu. Coragem para a luta."

Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das illusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura á impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.
Raul Pompéia
61. Há, em Língua Portuguesa, algumas palavras que admitem ou não flexão de número (singular/plural), dependendo de seu valor morfológico.
No texto em questão, aparece uma dessas palavras:
"(...) BASTANTE experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança..."
Considerando a possibilidade de flexão ou não da palavra, em função de seus diferentes empregos, assinale a alternativa incorreta:

a) Bastantes verdades experimentei anos depois do aviso que meu pai me deu.

b) Meu pai me falou bastante sobre verdades que eu encontraria anos depois.

c) Bastante tempo depois, eu encontraria muitas das verdades anunciadas no aviso de meu pai.

d) Bastantes anos depois, eu experimentaria as verdades do aviso de meu pai

e) Anos depois, bastantes verdadeiros se tornaram também outros avisos de meu pai.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fei 97) "Não é o homem um mundo pequeno que está dentro do mundo grande, mas é um mundo grande que está dentro do pequeno. Baste ¢por prova o coração humano, que sendo uma pequena parte do homem, excede na capacidade a toda a grandeza do mundo. (...) O mar, com ser um monstro £indômito, chegando às areias, pára; as árvores, onde ¤as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar, as aves com o ar, os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar ¥pára, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição ou apetite o falta: tudo confunde e como é maior que o mundo, não cabe nele".


62. Observe as palavras indicadas no texto: "por" (ref. 1); "indômito" (ref. 2); "as" (ref. 3); "pára" (ref. 4). Assinale a alternativa que analise corretamente a classe gramatical destas palavras:

a) verbo - substantivo - pronome - preposição

b) preposição - substantivo - artigo - verbo

c) verbo - adjetivo - artigo - verbo

d) preposição - adjetivo - artigo - preposição

e) preposição - adjetivo - pronome - verbo


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 99) O operário moderno carece de individualidade. A classe é mais forte do que o indivíduo e a pessoa se dissolve no genérico. Porque essa é a primeira e a mais grave mutilação que o homem sofre ao converter-se em assalariado industrial. O capitalismo despoja-o de sua natureza humana - coisa que não ocorreu com o escravo - já que reduz todo o seu ser à força de trabalho, transformando-o só por este fato em objeto. E como todos os objetos, em mercadorias, em coisa susceptível de compra e venda. O operário perde, bruscamente, e em razão mesmo de seu estado social, toda relação humana e concreta com o mundo: nem são seus os instrumentos que manipula, nem é seu o fruto de seu trabalho. Sequer chega a vê-lo. Na realidade, não é um operário, já que não produz obras ou não tem consciência de que as produz, perdido em aspecto determinado da produção. É um trabalhador, nome abstrato, que não designa uma tarefa determinada, mas uma função. Assim a sua obra não o distingue dos outros homens, tal como acontece com o médico, o engenheiro ou o carpinteiro. A abstração que o qualifica - o trabalho medido pelo tempo - não separa, mas liga-o a outras abstrações. Daí sua ausência de mistério, de problematicidade, daí a sua transparência, que não é diversa da de qualquer instrumento.

(Paz, O. SIGNOS EM ROTAÇÃO. São Paulo: Perspectiva, 2 ed., 1976, pág.245.)
63. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque NÃO pertencem à mesma classe.

a) transformando-o SÓ por este fato/ o operário perde, BRUSCAMENTE

b) a abstração QUE o mutila/ é preciso QUE ele substitua

c) não tem consciência de QUE as produz/ julgamos QUE o uso de "printar" não é amplo

d) NEM é seu o fruto de seu trabalho/ não designa uma tarefa determinada, MAS uma função

e) em aspecto determinado DA produção/ todo seu ser À força de trabalho


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Fuvest-gv 91) "...um mal que mata e não se vê".

"que mal me tirará o que eu não tenho".

"0 homem, mal vem ao mundo, já começa a padecer."


64. Nas três citações, a palavra mal é, pela ordem: substantivo, advérbio e conjunção. Assinalar a alternativa em que esta palavra venha convenientemente substituída por equivalentes destas três categorias gramaticais, na mesma ordem:
a) Por castigo dos meus pecados.

Fala e escreve erradamente.

Logo que você saiu, ele chegou.
b) A custo conseguiu pronunciar umas poucas palavras.

Agiu irregularmente em relação a este processo. Falou de sua doença.


c) Calculou erradamente o resultado da experiência.

Assim que se retiraram, desabou o temporal.

Riu-se do sofrimento que te causou.
d) Pediu-lhe escusas pelo aborrecimento que lhe trouxe.

Tão logo ganhou a rua, foi vítima de atropelamento. Julgou injustamente a atitude que tomamos.


e) Para surpresa nossa, apenas recebeu o pacote, saiu.

Está muito doente.

Não imaginava que lhe causaria tanto prejuízo.
65. No poema o vocábulo que vem empregado em diversas categorias gramaticais. Assinalar a alternativa em que ele é conjunção nas três menções:
a) o que eu não tenho;

que não pode tirar-me;

que mata e não se vê.
b) que dias há;

que na alma me tem posto;

que mal me tirará;
c) um não sei quê;

que nasce não sei onde;

que não temo.
d) que não pode tirar-me;

que mal me tirará;

que não temo.
e) o que não tenho;

que na alma tem posto;

que perigosas seguranças.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 2000) ANTES DO NOME


Não me importa a palavra, esta corriqueira.

Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,

os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás",

o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível

muleta que me apóia.

Quem entender a linguagem entende Deus

cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.

A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,

foi inventada para ser calada.

Em momentos de graça, infreqüentíssimos,

se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.

Puro susto e terror.

(Adélia Prado - "Bagagem")
66. As palavras INCOMPREENSÍVEL e INFREQÜENTÍSSIMOS possuem o mesmo prefixo com valor semântico idêntico. Porém, seus sufixos apresentam funções distintas, uma vez que - (í)vel forma adjetivo a partir de:

a) verbo e -íssimo atribui um valor de grau ao adjetivo.

b) verbo e -íssimo atribui um valor de grau ao substantivo.

c) substantivo e -íssimo atribui um valor de grau ao adjetivo.

d) substantivo e -íssimo forma adjetivo a partir de adjetivo.

e) adjetivo e -íssimo forma adjetivo a partir de verbo.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Cesgranrio 95) Por amor à Pátria


1 O que é mesmo a Pátria?

2 Houve, com certeza, uma considerável quantidade de brasileiros(as) que, na linha da própria formação, evocaram a Pátria com critérios puramente geográficos: uma vastíssima porção de terra, delimitada, porém, por tratados e convenções. Ainda bem quando acrescentaram: a Pátria é também o Povo, milhões de homens e mulheres que nasceram, moram, vivem, dentro desse território.

3 Outros, numerosos, aprimoraram essa noção de Pátria e pensaram nas riquezas e belezas naturais encerradas na vastidão da terra. Então, a partir das cores da bandeira, decantaram o verde das florestas, o azul do firmamento espelhado no oceano, o amarelo dos metais escondidos no subsolo. Ufanaram-se legitimamente do seu país ou declararam, convictos, aos filhos jovens, que jamais hão-de ver país como este.

4 Foi o que fizeram todos quantos procuraram a Pátria no quase meio milênio da História do Brasil, complexa e fascinante História de conquistas e reveses, de "sangue, suor e lágrimas", mas também de esperanças e de realizações. Evocaram gestos heróicos, comovedoras lendas e sugestivas tradições.

5 Tudo isso e o formidável universo humano e sacrossanto que se oculta debaixo de tudo isso constituem a Pátria. Ela é história, é política e é religião. Por isso é mais do que o mero território. É algo de telúrico. É mais do que a justaposição de indivíduos, mas reflete a pulsação da inenarrável história de cada um.

6 A Pátria é mais do que a Nação e o Estado e vem antes deles. A Nação mais elaborada e o Estado mais forte e poderoso, se não partem da noção de Pátria e não servem para dar à Pátria sua fisionomia e sua substância interior, não têm todo o seu valor.

7 Por último, quero exprimir, com os olhos fixos na Pátria, o seu paradoxo mais estimulante. De um lado, ela é algo de acabado, que se recebe em herança.

8 Por outro lado, ela nunca está definitivamente pronta. Está em construção e só é digno dela quem colabora, em mutirão, para ir aperfeiçoando o seu ser. Independente, ela precisa de quem complete a sua independência. Democrática, ela pertence a quem tutela e aprimora a democracia. Livre, ela conta com quem salvaguarda a sua liberdade. E sobretudo, hospitaleira, fraterna, aconchegante, cordial, ela reclama cidadãos e filhos que a façam crescer mais e mais nestes atributos essenciais de concórdia, equilíbrio, harmonia, que a fazem inacreditavelmente Pátria - e me dá vontade de dizer, se me permitem criar um neologismo, inacreditavelmente Mátria.

9 Pensando bem, cada brasileiro, quem quer que seja, tem o direito de esperar que os outros 140 milhões de brasileiros sejam, para ele, Pátria.

Dom Lucas Moreira Neves

(adaptação) JORNAL DO BRASIL - 08/09/93
67. Os elementos "mas também" (parágrafo 4) e "para dar" (parágrafo 6) conferem aos períodos, respectivamente, idéias de:

a) oposição - causa.

b) consecução - finalidade.

c) acréscimo - finalidade.

d) concessão - causa.

e) oposição - explicação.


68. Observe o 6Ž parágrafo do texto e assinale a opção que contém informação FALSA:

a) "do que a nação...": o conectivo introduz idéia de comparação.

b) as vírgulas do 2Ž período estão separando orações intercaladas.

c) "se não partem": "se" é uma conjunção subordinativa condicional.

d) a última oração do parágrafo classifica-se como oração principal.

e) "todo" é um pronome adjetivo indefinido.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fatec 99) "Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. (...) O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha de se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruibarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. (...) Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente pela vida afora. (...) Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designaram para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra 'for' tanto podia ser do verbo 'ser' quanto do verbo 'ir'. Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser. '-Esse for aí, que verbo é esse?' Ele considerou a frase longamente, como se estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras, e me encarou sorridente. '-Verbo for' '-Verbo o quê?' '-Verbo for' '-Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo'. 'Eu fonho, tu fões, ele fõe' - recitou ele, impávido - 'Nós fomos, vós fondes, eles fõem'. (...) Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar."




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