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Dois grupos mantêm acalorada discussão. O primeiro acredita que somente penalizando traficantes e usuários pode-se controlar o problema, atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos.

Essa corrente atingiu o seu maior momento logo após o movimento militar de 1964. Seus representantes acreditam, por exemplo, que "no fim da linha" usuários fazem sempre um pequeno comércio, o que, no fundo, os igualaria aos traficantes, dificultando o papel da Justiça. Como solução, apontam, com freqüência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos a serem desenvolvidos em fazendas de recuperação, transformando o tratamento em um programa agrário.

Na outra ponta, um grupo "neoliberal" busca uma solução nas regras do mercado. Seus integrantes acreditam que, liberando e taxando essas drogas através de impostos, poderiam neutralizar seu comércio, seu uso e seu abuso. As experiências dessa natureza em curso em outros países não apresentam resultados animadores.

Como uma terceira opção, pode-se olhar a questão considerando diversos ângulos. O usuário eventual não necessita de tratamento, deve ser apenas alertado para os riscos. O dependente deve ser tratado, e, para isso, a descriminalização do usuário é fundamental, pois facilitaria muito seu pedido de ajuda. O traficante e o produtor devem ser penalizados. Quanto ao argumento de que usuários vendem parte do produto: é fruto de desconhecimento de como se dão as relações e as trocas entre eles.

Duplamente penalizados, pela doença (dependência) e pela lei, os usuários aguardam melhores projetos, que cuidem não só dos aspectos legais, mas também dos aspectos de saúde que são inerentes ao problema.

(Adaptado de Marcos P. T. Ferraz, Folha de São Paulo)
115. Como solução, apontam, com freqüência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos.
Sobre a frase anterior é INCORRETO afirmar-se que:

a) o sujeito é inexistente.

b) "com freqüência" é um adjunto adverbial.

c) "os reconhecidamente muito dependentes" é o objeto indireto.

d) "programas extensos" é o objeto direto.

e) "extensos" é adjunto adnominal.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufc 2000) TEXTO 1: LUZIA-HOMEM

...Sentia ainda zumbir o vento nos ouvidos, quando, em desapoderada carreira, o castanho perseguia, através dos campos em flor, as novilhas lisas ou os fuscos barbatões, que espirravam dos magotes; o ecoar da voz gutural do pai, cavalgando, à ilharga, o melado caxito, e bradando-lhe, quente de entusiasmo: "Atalha, rapariga!... Não deixes ganharem a caatinga!..." E quando ela, triunfante das façanhas do campeio, o castanho a passarinhar nas pontas dos cascos, garboso, vibrátil de árdego, as ventas resfolegantes, os grandes e meigos olhos rutilantes, todo ele reluzente de suor, como um bronze iluminado, o enlevo do pai a contemplá-la, orgulhoso, e indicando-a aos outros vaqueiros: "Vejam, rapaziada!... Isto não é rapariga, é um homem como trinta, o meu braço direito, uma prenda que Deus me deu... "E as moças, suas companheiras, murmuravam espantadas: "Virgem Maria! Credo!... Como é que a Luzia não tem vergonha de montar escanchada!..."

(Olímpio, Domingos. "Luzia-Homem". São Paulo: Três, 1973. p.78/79)

TEXTO 2: DÔRA, DORALINA

1 No Rio eu não tinha vestido luto, ia lá me lembrar de comprar roupa. Mas no sertão achei o preto obrigatório. Era o meu documento de viuvez, ou mais que isso; aquela roupa preta era a carta de marido que eu assinava para o Comandante.

2 O luto, ali, ainda era o passaporte da viúva; me garantia o direito de viver sozinha sem ninguém me perturbar em nada, de mandar e desmandar no meu pequeno condado - tão feio e tão decadente. O condado de Senhora! - sendo que agora a Senhora era eu.

(QUEIROZ, Rachel de. "Dôra, Doralina". São Paulo: Siciliano, 1992. p.236/7)

TEXTO 3: A ESCRAVA ISAURA

... A fisionomia, cuja expressão habitual era toda modéstia, ingenuidade e candura, animou-se de luz insólita; o busto admiravelmente cinzelado ergueu-se altaneiro e majestoso; os olhos extáticos alçavam-se cheios de esplendor e serenidade; os seios, que até ali apenas arfavam como as ondas de um lago em tranqüila noite de luar, começaram de ofegar, túrgidos e agitados, como oceano encapelado; seu colo distendeu-se alvo e esbelto como o do cisne, que se apresta a desprender os divinais gorjeios.

(GUIMARÃES, Bernardo. "A Escrava Isaura". São Paulo: Ática, 1994. p.69)

TEXTO 4: HELENA

1 Helena tinha os predicados próprios a captar a confiança e a afeição da família. Era dócil, afável, inteligente. Não eram estes, contudo, nem ainda a beleza, os seus dotes por excelência eficazes. O que a tornava superior e lhe dava probabilidade de triunfo, era a arte de acomodar-se às circunstâncias do momento e a toda casta de espíritos, arte preciosa, que faz hábeis os homens e estimáveis as mulheres. Helena praticava de livros ou de alfinetes, de bailes ou de arranjos de casa, com igual interesse e gosto, frívola com os frívolos, grave com os que o eram, atenciosa e ouvida, sem entono nem vulgaridade. Havia nela a jovialidade da menina e a compostura da mulher feita, um acordo de virtudes domésticas e maneiras elegantes.

2 Além das qualidades naturais, possuía Helena algumas prendas de sociedade, que a tornavam aceita a todos, e mudaram em parte o teor da vida da família. Não falo da magnífica voz de contralto, nem da correção com que sabia usar dela, porque ainda então, estando fresca a memória do conselheiro, não tivera ocasião de fazer-se ouvir. Era pianista distinta, sabia desenho, falava corretamente a língua francesa, um pouco a inglesa e a italiana. Entendia de costura e bordados, e toda a sorte de trabalhos feminis. Conversava com graça e lia admiravelmente. Mediante os seus recursos, e muita paciência, arte e resignação, - não humilde, mas digna, - conseguia polir os ásperos, atrair os indiferentes e domar os hostis.

(ASSIS, Machado de. "Helena". Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p.286)
116. Marque a opção que preenche corretamente todas as lacunas numeradas, tomando como base o trecho a seguir.
"os olhos extáticos alçavam-se cheios de esplendor e serenidade; os seios, que até ali apenas arfavam como as ondas de um lago em tranqüila noite de luar, começaram de ofegar, túrgidos e agitados, como oceano encapelado" (texto 3)

a) (1) predicativo; (2) alçar; (3) verbo transitivo; (4) os; (5) adjunto.

b) (1) adjunto; (2) arfar; (3) verbo intransitivo; (4) se; (5) objeto direto.

c) (1) predicativo; (2) arfar; (3) verbo intransitivo; (4) que; (5) sujeito.

d) (1) predicativo; (2) começar; (3) verbo transitivo; (4) que; (5) objeto direto.

e) (1) adjunto; (2) começar; (3) verbo transitivo; (4) se; (5) objeto indireto.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrrj 2000) MUDANÇAS EM VELOCIDADE MÁXIMA


1 Velocidade. Esta é a meu ver, a palavra-chave para definir o século XX. Porque mais do que o avanço tecnológico, o que marcou fundamentalmente este nosso século foi a velocidade, sem precedentes, com que as mudanças ocorreram. Afinal, a tecnologia sempre revolucionou a vida da Humanidade, mais acentuadamente desde a Revolução Industrial, em meados do século XVIII. Nos últimos cem anos, porém, as mudanças tecnológicas ganharam tal velocidade que se tornaram a chave para o entendimento - ou ao menos para a aceitação - de um tempo em que o homem chegou a caminhar na Lua mas não foi capaz, por exemplo, de deixar para trás questões tão antigas quanto a convivência entre raças e religiões. Um século que praticamente começou com uma Guerra Mundial deflagrada nos Bálcãs e está acabando com uma guerra na mesma região, conflito que envolve as principais potências do planeta e que pode ser o estopim de outro maior - e é desejo de todos que o ano 2000 nos livre dessa tragédia.

2 A veloz tecnologia do século, perfeitamente simbolizada pela Internet, a grande rede mundial de computadores que transforma em realidade os sonhos mais fantásticos, resolveu muitos problemas e criou outros - mas, ao mesmo tempo, pode estar a ponto de resolvê-los. A voracidade da devastação ecológica, por exemplo, uma das facetas mais perversas do avanço tecnológico, provavelmente cutucou o vírus da Aids na selva africana, alastrando-o pelo mundo. Contudo, o progresso da medicina, uma das facetas mais humanas do avanço tecnológico, já permite antever a cura da doença. Como se vê, trata-se de um século muito mais complexo que os anteriores. Até porque, muito antes que o termo "globalização" entrasse em voga, a História já havia deixado de ser a história da Europa Ocidental e de suas colônias para se tornar a história de todo o planeta, com a simultaneidade e a multiplicidade daí decorrentes.

(Adap.: Merval Pereira - Globo 2000 - O GLOBO, 1999.)
117. A opção cujo termo destacado exerce a mesma função sintática da oração destacada em "... e é desejo de todos QUE O ANO 2000 NOS LIVRE DESSA TRAGÉDIA..." (par.1) é

a) "NOS ÚLTIMOS CEM ANOS, porém, as mudanças tecnológicas ganharam tal velocidade..." (par.1)

b) "... resolveu MUITOS PROBLEMAS e criou outros..." (par.2)

c) "A TECNOLOGIA sempre revolucionou a vida da humanidade (...)" (par.1)

d) "... A voracidade da devastação ecológica, POR EXEMPLO, uma das facetas..." (par.2)

e) "...tão antigas quanto a convivência ENTRE RAÇAS E RELIGIÕES" (par.1)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 91) A S. PAULO


1 Terra da liberdade!

2 Pátria de heróis e berço de guerreiros,

3 Tu és o louro mais brilhante e puro,

4 O mais belo florão dos Brasileiros!


5 Foi no teu solo, em borbotões de sangue

6 Que a fronte ergueram destemidos bravos,

7 Gritando altivos ao quebrar dos ferros:

8 Antes a morte que um viver de escravos!


9 Foi nos teus campos de mimosas flores,

10 À voz das aves, ao soprar do norte,

11 Que um rei potente às multidões curvadas

12 Bradou soberbo - Independência ou morte!


13 Foi de teu seio que surgiu, sublime,

14 Trindade eterna de heroísmo e glória,

15 Cujas estátuas, - cada vez mais belas,

16 Dormem nos templos da Brasília história!


17 Eu te saúdo, ó majestosa plaga,

18 Filha dileta, - estrela da nação,

19 Que em brios santos carregaste os cílios

20 À voz cruenta de feroz Bretão!


21 Pejaste os ares de sagrados cantos,

22 Ergueste os braços e sorriste à guerra,

23 Mostrando ousada ao murmurar das turbas

24 Bandeira imensa da Cabrália terra!


25 Eia! - Caminha o Partenon da glória

26 Te guarda o louro que premia os bravos!

27 Voa ao combate repetindo a lenda:

28 - Morrer mil vezes que viver escravos!


(Fagundes Varela, O ESTANDARTE AURIVERDE. ln:___. POESIAS COMPLETAS. São Paulo, Edição Saraiva, 1956, p. 85-86.)
118. Assinale a opção em que o vocábulo TE exerce a mesma função sintática que nos versos a seguir:
"... o Partenon da glória

TE guarda o louro que premia os bravos!" (versos 25-26)


a) Ele TE encontrou na recepção ao presidente.

b) Ele TE viu quando chegou ao escritório.

c) Ele TE trouxe os livros que encomendamos.

d) Ele TE avisou do perigo que corríamos.

e) Ele TE aconselhou a esperar que a chuva parasse.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 97) BAILADO RUSSO

Guilherme de Almeida
A mão firme e ligeira

puxou com força a fieira:

e o pião

fez uma elipse tonta

no ar e fincou a ponta

no chão.
É o pião com sete listas

de cores imprevistas.

Porém,


nas suas voltas doudas,

não mostra as cores todas

que tem:
- fica todo cinzento,

no ardente movimento...

E até

parece estar parado,



teso, paralisado,

de pé.
Mas gira. Até que, aos poucos,

em torvelins tão loucos

assim,


já tonto, bamboleia,

e bambo, cambaleia...


Enfim,

tomba. E, como uma cobra,

corre mole e desdobra

então,


em hipérboles lentas,

sete cores violentas

no chão.
119. "O pião fez uma elipse tonta". A Língua conhece o objeto direto pleonástico:

a) O pião - ele mesmo - fez uma elipse tonta

b) Uma elipse tonta foi feita pelo pião

c) Uma elipse tonta fez o pião

d) Uma elipse tonta fê-la o pião

e) Fez o pião uma elipse tonta


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufmg 98) Já que não basta ficarem mexendo toda hora no valor e no nome do dinheiro? Nos juros, no crédito, nas alíquotas de importação, no câmbio, na Ufir e nas regras do imposto de renda? Já não basta mudarem as formas da Lua, as marés, a direção dos ventos e o mapa da Europa? E as regras das campanhas eleitorais, o ministério, o comprimento das saias, a largura das gravatas? Não basta os deputados mudarem de partido, homens virarem mulher, mulheres virarem homem e os economistas virarem lobisomem, quando saem do Banco Central e ingressam na banca privada?

Já não basta os prefeitos, como imperadores romanos, tentarem mudar o nome de avenidas cruciais, como a Vieira Souto, no Rio de Janeiro, ou se lançarem à aventura maluca de destruir largos pedaços da cidade para rasgar avenidas, como em São Paulo? Já não basta mudarem toda hora as teorias sobre o que engorda e o que emagrece? Não basta mudarem a capital federal, o número de estados, o número de municípios e até o nome do país, que já foi Estados Unidos do Brasil e depois virou República Federativa do Brasil?

Não, não basta. Lá vêm eles de novo, querendo mudar as regras de escrever o idioma. "Minha pátria é a língua portuguesa", escreveu Fernando Pessoa pela pena de um de seus heterônimos, Bernardo Soares, autor do "Livro do Desassossego". Desassossegados estamos. Querem mexer na pátria. Quando mexem no modo de escrever o idioma, põem a mão num espaço íntimo e sagrado como a terra de onde se vem, o clima a que se acostumou, o pão que se come.

Aprovou-se recentemente no Senado mais uma reforma ortográfica da Língua Portuguesa. É a terceira nos últimos 52 anos, depois das de 1943 e 1971 - muita reforma, para pouco tempo. Uma pessoa hoje com 60 anos aprendeu a escrever "idéa", depois, em 1943, mudou para "idéia", ficou feliz em 1971 porque "idéia" passou incólume, mas agora vai escrever "ideia", sem acento.

Reformas ortográficas são quase sempre um exercício vão, por dois motivos. Primeiro, porque tentam banhar de lógica o que, por natureza, possui extensas zonas infensas à lógica, como é o caso de um idioma. Escreve-se "Egito", e não "Egipto", mas "egípcio", e não "egício", e daí? Escreve-se "muito", mas em geral se fala "muinto". Segundo, porque, quando as reformas se regem pela obsessão de fazer coincidir a fala com a escrita, como é o caso das reformas da Língua Portuguesa, estão correndo atrás do inalcançável. A pronúncia muda no tempo e no espaço. A flor que já foi "azálea" está virando "azaléa" e não se pode dizer que esteja errado o que todo o povo vem consagrando. "Poder" se pronuncia "poder" no Sul do Brasil e "puder" no Brasil do Nordeste. Querer que a grafia coincida sempre com a pronúncia é como correr atrás do arco-íris, e a comparação não é fortuita, pois uma língua é uma coisa bela, mutável e misteriosa como um arco-íris.

Acresce que a atual reforma, além de vã, é frívola. Sua justificativa é unificar as grafias do Português do Brasil e de Portugal. Ora, no meio do caminho percebeu-se que seria uma violência fazer um português escrever "fato" quando fala "facto", ou "recepção" quando fala "receção", da mesma forma como seria cruel fazer um brasileiro escrever "facto" ou "receção" (que ele só conhece, e bem, com dois ss, no sentido de inferno astral da economia). Deixou-se, então, que cada um continuasse a escrever como está acostumado, no que se fez bem, mas, se a reforma era para unificar e não unifica, para que então fazê-la? Unifica um pouco, responderão os defensores da reforma. Mas, se é só um pouco, o que adianta? Aliás, para que unificar? O último argumento dos propugnadores da reforma é que, afinal, ela é pequena - mexe com a grafia de 600, entre as cerca de 110.000 palavras da Língua Portuguesa, ou apenas 0,54% do total. Se é tão pequena, volta a pergunta: para que fazê-la?

Fala-se que a reforma simplifica o idioma e, assim, torna mais fácil seu ensino. Engano. A representação escrita da língua é um bem que percorre as gerações, passando de uma à outra, e será tão mais bem transmitida quanto mais estável for, ou, pelo menos, quanto menos interferências arbitrárias sofrer. Não se mexa assim na língua. O preço disso é banalizá-la como já fizeram com a moeda, no Brasil.

(Roberto Pompeu de Toledo - VEJA, 24.05.95. Texto adaptado pela equipe de Língua Portuguesa da COPEVE/UFMG.)
120. Todas as alternativas contêm trechos que, no texto, apresentam imprecisão do agente da ação verbal, EXCETO

a) Já não basta os prefeitos, como imperadores, tentarem mudar o nome de avenidas cruciais(...)?

b) Já não basta mudarem toda hora as teorias sobre o que engorda e o que emagrece?

c) Lá vêm eles de novo, querendo mudar as regras de escrever o idioma.

d) Já não basta ficarem mexendo toda hora no valor e no nome do dinheiro?
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrrj 2000) O texto a seguir foi retirado do último capítulo do romance LUCÍOLA, de José de Alencar. Nele o romancista narra os momentos finais vividos pela heroína, ao lado de Paulo, o seu amado.


1 De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.

(...)


O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que ajoelhados à borda de um leito viram finar-se gradualmente uma vida querida.

2 Quebrado de fadiga e vencido por uma vigília de tantas noites, tinha insensivelmente adormecido, sentado como estava à beira da cama, com os lábios sobre a mão gelada de Lúcia e a testa apoiada no encosto do leito. O sono foi curto, povoado de sonhos horríveis; acordei sobressaltado e achei-me reclinado sobre o peito de Lúcia, que se sentara de encontro às almofadas para suster minha cabeça ao colo, como faria uma terna mãe com seu filho.

3 Mesmo adormecido ela me sorria, me falava, e cobria-me de beijos:

4 - Se soubesses que gozo supremo é para mim beijar-te neste momento! Agora que o corpo está morto e a carne álgida, não sente nem a dor nem o prazer, é a minha alma só que te beija, que se une à tua e se desprende parcela por parcela para embeber em teu seio.

5 E seus lábios ávidos devoravam-me o rosto de carícias, bebendo o pranto que corria abundante de meus olhos:

6 Se alguma coisa me pudesse salvar ainda, seria esse bálsamo celeste, meu amigo!

7 Eu soluçava como uma criança.

8 - Beija-me também, Paulo. Beija-me como beijarás um dia tua noiva! Oh! agora posso te confessar sem receio. Nesta hora não se mente. Eu te amei desde o momento em que te vi! Eu te amei por séculos nestes poucos dias que passamos juntos na terra. Agora que a minha vida se conta por instantes, amo-te em cada momento por uma existência inteira. Amo-te ao mesmo tempo com todas as afeições que se pode ter neste mundo. Vou te amar enfim por toda a eternidade.

9 A voz desfaleceu completamente, de extenuada que ela ficara por esse enérgico esforço. Eu chorava de bruços sobre o travesseiro, e as suas palavras suspiravam docemente em minha alma, como as dulias dos anjos devem ressoar aos espíritos celestes.

(ALENCAR, José de. "Lucíola". Rio, Ática, 1992. p. 124-126.)


121. O pronome oblíquo assume o valor semântico de posse em

a) "(...) achei-me reclinado sobre o peito de Lúcia (...)" (par.2)

b) " Mesmo adormecido ela me sorria (...)" (par.3)

c) "E seus lábios ávidos devoraram-me o rosto de carícias (...)" (par.5)

d) "Se alguma coisa me pudesse salvar ainda (...)" (par.6)

e) "Beija-me como beijarás um dia tua noiva!" (par.8)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 97) O LIVRO E A AMÉRICA


Talhado para as grandezas,

P'ra crescer, criar, subir,

O Novo Mundo nos músculos

Sente a seiva do porvir

- Estatuário de colossos -

Cansado doutros esboços

Disse um dia Jeová:

"Vai, Colombo, abre a cortina

Da minha eterna oficina

Tira a América de lá"

...............................................
Filhos do sec'lo das luzes!

Filhos da Grande nação!

Quando ante Deus vos mostrardes,

Tereis um livro na mão:

O livro - esse audaz guerreiro

Que conquista o mundo inteiro

Sem nunca ter Waterloo ...

Eólo de pensamentos

Que abrira a gruta dos ventos

Donde a Igualdade voou! ...


...............................................
Por isso na impaciência

Desta sede de saber,

Como as aves do deserto -

As almas buscam beber ...

Oh! Bendito o que semeia

Livros ... livros à mão cheia ...

E manda o povo pensar!

O livro caindo n'alma

É germe - que faz a palma,

É chuva - que faz o mar.

(ALVES, Castro. "Obra Completa". Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1986. p. 76-78.)
VOCABULÁRIO:

Estatuário (verso 5) = escultor, aquele que faz estátuas.

Eólo (verso 18) = vento forte
122. "Quando ante Deus vos mostrardes,

Tereis um livro na mão:

O livro - esse audaz guerreiro

QUE CONQUISTA O MUNDO INTEIRO

Sem nunca ter Waterloo ..." (versos 13/17)
No trecho anterior, o termo que apresenta o mesmo valor sintático da oração em maiúsculo é:

a) na mão

b) guerreiro

c) Waterloo

d) ante Deus
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufmt 96) Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.


123. A partir do texto a seguir, julgue os itens.
Meu professor de análise sintática era do tipo do sujeito inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1 conjugação.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência.

Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.

Um dia matei-o com um objeto direto na cabeça.

(Paulo Leminski)
( ) Há no texto, predominância de emprego de linguagem conotativa.

( ) Em "era possessivo como um pronome" (linha 11) há presença de metáfora.

( ) Em "ela era bitransitiva" o poeta usa um jogo duplo de sentido.

( ) Na linha 7 o uso do pronome "nos" é uma forma de envolver o leitor no texto.

( ) O pronome 'o' de matei-o refere-se ao termo anterior "artigo indefinido" (linha 19)

( ) O uso de dois-pontos (linha 6) se justifica por introduzir uma explicação do que foi dito anteriormente.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 98) Texto: "As Sem -Razões do Amor"


Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.


Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.


Carlos Drummond de Andrade
124. Em "... e nem sempre sabes sê-LO" (v.3), a palavra em destaque representa o significado textual de:

a) semeado no vento.

b) estado de graça.

c) primo da morte.

d) instante de amor.

e) ser amante.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 2003) Os cinco sentidos


Os sentidos são dispositivos para a interação com o mundo externo que têm por função receber informação necessária à sobrevivência. É necessário ver o que há em volta para poder evitar perigos. O tato ajuda a obter conhecimentos sobre como são os objetos. O olfato e o paladar ajudam a catalogar elementos que podem servir ou não como alimento. O movimento dos objetos gera ondas na atmosfera que são sentidas como sons.

As informações, baseadas em diferentes fenômenos físicos e químicos, apresentam-se na natureza de formas muito diversas. Os sentidos são sensores cujo desígnio é perceber, de modo preciso, cada tipo distinto de informação. A luz é parte da radiação magnética de que estamos rodeados. Essa radiação é percebida através dos olhos. O tato e o ouvido baseiam-se em fenômenos que dependem de deformações mecânicas. O ouvido registra ondas sonoras que se formam por variações na densidade do ar, variações que podem ser captadas pelas deformações que produzem em certas membranas. Ouvido e tato são sentidos mecânicos. Outro tipo de informação nos chega por meio de moléculas químicas distintas que se desprendem das substâncias. Elas são captadas por meio dos sentidos químicos, o paladar e o olfato. Esses se constituem nos tradicionais cinco sentidos que foram estabelecidos já por Aristóteles.

(SANTAELLA, Lucia. "Matrizes da Linguagem e Pensamento". São Paulo: Iluminuras, 2001).
125. A palavra relacional QUE aparece quatro vezes no 1Ž parágrafo exercendo, pela ordem, as seguintes funções:

a) sujeito, objeto direto, sujeito, sujeito.

b) sujeito, sujeito, sujeito, sujeito.

c) sujeito, sujeito, sujeito, objeto direto.

d) objeto direto, objeto direto, sujeito, sujeito.

e) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 2002) O Brasil ainda não é propriamente uma nação. Pode ser um Estado nacional, no sentido de um aparelho estatal organizado, abrangente e forte, que acomoda, controla ou dinamiza tanto estados e regiões como grupos raciais e classes sociais. Mas as desigualdades entre as unidades administrativas e os segmentos sociais, que compõem a sociedade, são de tal monta que seria difícil dizer que o todo é uma expressão razoável das partes - se admitimos que o todo pode ser uma expressão na qual as partes também se realizam e desenvolvem.

Os estados e as regiões, por um lado, e os grupos e as classes, por outro, vistos em conjunto e em suas relações mútuas reais, apresentam-se como um conglomerado heterogêneo, contraditório, disparatado. O que tem sido um dilema brasileiro fundamental, ao longo do Império e da República, continua a ser um dilema do presente: o Brasil se revela uma vasta desarticulação. O todo parece uma expressão diversa, estranha, alheia às partes. E estas permanecem fragmentadas, dissociadas, reiterando-se aqui ou lá, ontem ou hoje, como que extraviadas, em busca de seu lugar.

É verdade que o Brasil está simbolizado na língua, hino, bandeira, moeda, mercado, Constituição, história, santos, heróis, monumentos, ruínas. Há momentos em que o país parece uma nação compreendida como um todo em movimento e transformação. Mas são freqüentes as conjunturas em que se revelam as disparidades inerentes às diversidades dos estados e regiões, dos grupos raciais e classes sociais. Acontece que as forças da dispersão

freqüentemente se impõem àquelas que atuam no sentido da integração. As mesmas forças que predominam no âmbito do Estado, conferindo-lhe a capacidade de controlar, acomodar e dinamizar, reiteram continuamente as desigualdades e os desencontros que promovem a desarticulação.

(IANNI, Octávio. "A idéia de Brasil moderno". São Paulo: Brasiliense, 1992.)


126. "o Brasil se revela uma vasta desarticulação"
A organização do trecho acima disfarça a condição sintaticamente passiva do termo sujeito.

Para remover o disfarce e manter o sentido, deve-se reescrever a sentença da seguinte forma:

a) O Brasil é percebido de maneira desarticulada.

b) O Brasil indica sua desarticulação aos brasileiros.

c) O Brasil é desarticulado em fragmentos dissociados.

d) O Brasil é mostrado como uma vasta desarticulação.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unitau 95) "Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. Acreditemos ou não nos dogmas, é preciso reconhecer que seus dirigentes são obedecidos porque um Deus fala através de sua boca. Suas qualidades pessoais importam pouco. Quando prevaricam, eles são punidos no inferno, como aconteceu, na opinião de muita gente boa, com o Papa Bonifácio VIII, simoníaco reconhecido. Mas o carisma é da própria Igreja, não de seus ministros. A prova de que ela é divina, dizia um erudito, é que os homens ainda não a destruíram.

Outras associações humanas, como a universidade, retiram do saber o respeito pelos seus atos e palavras. Sem a ciência rigorosa e objetiva, ela pode atingir situações privilegiadas de mando, como ocorreu com a Sorbonne. Nesse caso, ela é mais temida do que estimada pelos cientistas, filósofos, pesquisadores. Jaques Le Goff mostra o quanto a universidade se degradou quando se tornou uma polícia do intelecto a serviço do Estado e da Igreja.

As instituições políticas não possuem nem Deus nem a ciência como fonte de autoridade. Sua justificativa é impedir que os homens se destruam mutuamente e vivam em segurança anímica e corporal. Se um Estado não garante esses itens, ele não pode aspirar à legítima obediência civil ou armada. Sem a confiança pública, desmorona a soberania justa. Só resta a força bruta ou a propaganda mentirosa para amparar uma potência política falida.

O Estado deve ser visto com respeito pelos cidadãos. Há um espécie de aura a ser mantida, através do essencial decoro. Em todas as suas falas e atos, os poderosos precisam apresentar-se ao povo como pessoas confiáveis e sérias. No Executivo, no Parlamento e, sobretudo, no Judiciário, esta é a raiz do poder legítimo.

Com a fé pública, os dirigentes podem governar em sentido estrito, administrando as atividades sociais, econômicas, religiosas, etc. Sem ela, os governantes são reféns das oligarquias instaladas no próprio âmbito do Estado. Essas últimas, sugando para si o excedente econômico, enfraquecem o Estado, tornando-o uma instituição inane."


(Roberto Romano, excerto do texto "Salários de Senadores e legitimidade do Estado", publicado na Folha de São Paulo, 17/10/1994, 1Ž caderno, página 3)
127. Em:

"A prova de que ela é 'divina', dizia um 'erudito', é que os homens ainda não 'a' destruíram ", as palavras, entre aspas, são, no plano morfológico e sintático, respectivamente,

a) substantivo e complemento nominal, advérbio e objeto direto, artigo e locução adverbial.

b) adjetivo e predicativo, substantivo e sujeito, pronome e objeto direto.

c) substantivo e predicativo, adjetivo e objeto direto, pronome e objeto indireto.

d) adjetivo e complemento nominal, advérbio e aposto, artigo e objeto direto.

e) substantivo e predicativo, adjetivo e sujeito, artigo e objeto direto.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uff 2000) Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha


1 Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha; outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos. Aí andavam outros, quartejados de cores, a saber, metade deles da sua própria cor , e metade de tintura preta, a modos de azulada; e outros quartejados de escaques. Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.

2 Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas brancas; e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é toda praia parma, muito chã e muito formosa.

3 Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.

4 Águas são muitas: infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.


(Carta de Pero Vaz de Caminha in: PEREIRA, Paulo Roberto (org.) "Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil". Rio de Janeiro: Lacerda, 1999, p.39-40.)

Vocabulário:

1- "espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha": associação de imagem, com a tampa de um vasilhame de couro, para transportar água ou vinho, que recebia o nome de "espelho" por ser feita de madeira polida.

2- "tintura preta, a modos de azulada": é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo.

3- "escaques": quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez.

4- "parma": lisa como a palma da mão.

5- "chã": terreno plano, planície.
128. "Adjunto adnominal é o termo de valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um substantivo, qualquer que seja a função deste."

(CUNHA, Celso & Cintra, Lindley. "Nova gramática do português contemporâneo". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p.145)


Assinale a alternativa que o tempo destacado NÃO exerce a função de adjunto adnominal
a) "Muitos deles ou quase a maior parte dos QUE ANDAVAM POR ALI trazem aqueles bicos de osso nos beiços." (par.1)

b) "E alguns, QUE ANDAVAM SEM ELES, tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha;" (par.1)

c) "Pelo sertão nos pareceu, vista de mar, muito grande, porque, a estender olhos não podíamos ver senão terra com arvoredo, QUE NOS PARECIA MUITO LONGA." (par.3)

d) "Nela até agora, não pudemos saber QUE HAJA OURO, NEM PRATA, NEM COISA ALGUMA DE METAL OU FERRO; nem lho vimos." (par.3)

e) "E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas QUE TEM." (par.4)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufpe 96) "Três semanas atrás, escrevendo aqui sobre a arrogância no jornalismo, eu dizia que muita gente hoje tem mais medo de ser condenada pela imprensa do que pela justiça, já que esta tem regras fixas e instâncias de apelação. O poder da imprensa é arbitrário e seus danos irreparáveis. "O desmentido nunca tem a força do mentido". Na justiça, há pelo menos um código para dizer o que é crime; na imprensa 'não há um código' - não há norma nem para estabelecer o que é notícia, quanto mais ética. 'Mas' a grande diferença é que, no julgamento da imprensa, as pessoas são culpadas até prova ao contrário."

(Zuenir Ventura / JB - 26/05/95)
Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parêntesses (V) se a afirmação for verdadeira ou (F) se for falsa.
129. Quanto ao aspecto sintático do texto:

( ) A oração em maiúsculo no texto é independente e completa.

( ) TRÊS SEMANAS ATRÁS é adjunto adverbial de tempo, deslocado para dar ênfase.

( ) NA JUSTIÇA é sujeito de HÁ.

( ) No último período, SÃO CULPADAS é predicado nominal e o sujeito é PESSOAS.

( ) A expressão "REGRAS FIXAS E INSTÂNCIAS DE APELAÇÃO" atua como objeto direto do verbo ter, enquanto o demonstrativo ESTA atua como sujeito, referindo-se ao termo JUSTIÇA, expresso anteriormente.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 96) Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada,

entra, e sob este teto encontrarás carinho:

Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho.

Vives sozinha sempre e nunca foste amada.
A neve anda a branquear lividamente a estrada,

e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.

Entra, ao menos até que as curvas do caminho

se banhem no esplendor nascente da alvorada.


E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa

essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua,

podes partir de novo, ó nômade formosa!
Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:

Há de ficar comigo uma saudade tua...

Hás de levar contigo uma saudade minha...

(Alceu Wamosy)


130. "podes partir de novo, Ó NÔMADE FORMOSA".
A expressão em destaque exerce a função sintática de:

a) vocativo

b) aposto

c) sujeito

d) predicativo

e) objeto direto


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Ufsc 2000) A CARTA DE PÊRO VAZ DE CAMINHA


Num dos trechos de sua carta a D. Manuel, Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins, que aconteceu em 24 de abril de 1500: "O Capitão quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés de uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, muito grande, ao pescoço (...) Acenderam-se tochas. E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar ao Capitão; nem a ninguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro da terra. E também olhou para um castiçal de prata, e assim mesmo acenava para a terra, e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata! (...) Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço, e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se davam ouro por aquilo. Isto tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto não queríamos nós entender, por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. E então estiraram-se de costas na alcatifa, a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas, as quais não eram fanadas; e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. O Capitão mandou pôr por de baixo de cada um seu coxim; e o da cabeleira esforçava-se por não a estragar. E deitaram um manto por cima deles; e, consentindo, aconchegaram-se e adormeceram".

(COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS, Fasc. I, Abril, SP, 1999.)


VOCABULÁRIO:
Alcatifa - tapete, carpete

Fanadas - murchas.

Coxim - almofada que serve de assento.
131. Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S).
01. Na oração "... isto não queríamos nós entender...", o pronome demonstrativo exerce a função sintática de objeto direto e o pronome pessoal reto, a de sujeito simples.

02. Em "Para realizar o que queria, havia um entrave", a palavra ENTRAVE pode ser substituída por obstáculo sem perder o sentido; logo, ENTRAVE é sinônimo de OBSTÁCULO.

04. Na oração "Num dos trechos de sua carta a D. Manuel, Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato...", a vírgula foi empregada corretamente, porque o adjunto adverbial está deslocado.

08. Em "E depois TORNOU as contas a quem lhas dera", a palavra destacada pode ser substituída por DEVOLVEU.

16. Em "E eles entraram", o verbo ENTRAR está conjugado no pretérito imperfeito do Modo Indicativo.

32. Nos exemplos a seguir, as expressões eqüivalem aos adjetivos:


EXPRESSÃO

Notícia NÃO VERDADEIRA

ADJETIVO

inverídica


EXPRESSÃO

Água DO MAR

ADJETIVO

marinha
EXPRESSÃO

Azul DO CÉU

ADJETIVO


celeste
EXPRESSÃO

Escrita EM FORMA DE CUNHA

ADJETIVO

cuneiforme


132. Com relação ao fragmento "Num dos trechos de sua carta a D. Manuel, Pêro de Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e tupiniquins, que aconteceu em 24 de abril de 1500", é CORRETO afirmar que:
01. O sujeito da oração principal classifica-se como simples: Pêro Vaz de Caminha.

02. A expressão "em 24 de abril de 1500" tem a função sintática de adjunto adverbial de lugar.

04. Em "... o contato ENTRE os portugueses e os tupiniquins", a palavra em destaque é uma conjunção.

08. O pronome relativo QUE exerce a função sintática de sujeito.

16. Em "O contato entre os portugueses e os tupiniquins foi descrito por Pêro Vaz de Caminha", a oração está na voz passiva.
133. (Ufpe 2001) Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais destacados no texto.

a) Na expressão 'OUTRO esporte', a palavra destacada constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a 'futebol', referido anteriormente.

b) Nesse trecho, o pronome de 1 pessoa do plural, 'nós', tem como referente os brasileiros em geral.

c) Em "Seria um caso incurável de carência de colonizador", o verbo ser, no futuro do pretérito, indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação.

d) O verbo 'chamar' encontra-se no modo subjuntivo, indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se.

e) Na última oração do texto, 'mesmo' foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor.


134. (Fuvest 95) Para a gramática normativa, a única frase correta é:

a) Para quem gosta de cinema, é necessário presença de filmes nacionais.

b) As homenagens se sucediam não: parava de chegar ramalhetes e ramalhetes.

c) Ele acredita que os laudos assinados em branco tratam-se de recurso para trocar de turno.

d) São neles que você se mede, se reflete, se encontra.

e) Em teoria, alguns dos livros a ser traduzidos já têm suas edições críticas.


135. (Fuvest 92) Nos enunciados a seguir, há adjuntos adnominais e apenas um complemento nominal. Assinale a alternativa que contém o complemento nominal:

a) faturamento das empresas;

b) ciclo de graves crises;

c) energia desta nação;

d) história do mundo;

e) distribuição de poderes e renda.


136. (Fuvest 93) Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo:

a) Com certeza havia um erro no papel do branco.

b) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.

c) Na porta, (...) enganchou as rosetas das esporas...

d) Não deviam tratá-lo assim.

e) O que havia era safadeza.


137. (Cesgranrio 95) Assinale a opção que traz corretas classificações do sujeito e da predicação verbal.

a) "Houve... uma considerável quantidade" - sujeito inexistente; verbo transitivo direto.

b) "que jamais hão-de ver país como este" - sujeito indeterminado; verbo transitivo indireto.

c) "mas reflete a pulsação da inenarrável história de cada um" - sujeito simples; verbo transitivo direto e indireto.

d) "que se recebe em herança" - sujeito indeterminado; verbo transitivo indireto.

e) "a quem tutela" - sujeito simples; verbo intransitivo.


138. (Cesgranrio 94) Entre as frases a seguir somente UMA apresenta sujeito indeterminado. Assinale-a.

a) Há a marca da vida nas pessoas.

b) Não se necessita de lavadeira.

c) Vai um sujeito pela rua.

d) Não se engomou seu paletó.

e) Pede-se um pouco de paciência.


139. (Fatec 95) Assinale a alternativa que completa corretamente as três frases que se seguem.
O século ___________ vivemos tem trazido grandes transformações ao planeta.

O ministro reafirma a informação ________ o presidente se referiu em seu último pronunciamento.

Todos lamentavam a morte do editor________ publicou obras importantes do Modernismo.
a) onde - a que - que

b) onde - a que - cujo

c) em que - que - o cujo

d) em que - a que - que

e) em que - de que - o qual
140. (Fei 95) Assinalar a alternativa que indica a função sintática exercida pelas orações entre aspas, nos seguintes períodos:
I. Insistiu "em que permanecesse no clube".

II. Não há dúvida "de que disse a verdade".

III. É preciso "que aprendas a ser independente".

IV. A verdade é "que não saberia viver sem ela".


a) sujeito - objeto direto - complemento nominal - predicativo do sujeito

b) predicativo do sujeito - complemento nominal - objeto direto - sujeito

c) sujeito - predicativo do sujeito - objeto indireto - complemento nominal

d) objeto indireto - complemento nominal - sujeito - predicativo do sujeito

e) complemento nominal - sujeito - predicativo do sujeito - objeto indireto
141. (Uel 94) Relativamente A ESSE ASSUNTO, tenho muito que dizer.

A expressão em destaque na frase anterior classifica-se, sintaticamente, como

a) objeto indireto.

b) adjunto adverbial.

c) adjunto adnominal.

d) objeto direto preposicionado.

e) complemento nominal.
142. (Mackenzie 96) "Sete anos de pastor Jacó servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela."


Assinale a alternativa em que aparece uma função sintática que se repete no texto.

a) objeto direto

b) complemento nominal

c) sujeito

d) aposto

e) predicativo do sujeito


143. (Mackenzie 96) "Há uma gota de sangue em cada poema."
Assinale a alternativa que contém uma observação correta sobre a sintaxe dessa frase.

a) sujeito: uma gota de sangue

b) verbo intransitivo

c) adjuntos adverbiais: uma e de sangue

d) complemento nominal: em cada poema

e) predicado verbal: toda a oração


144. (Mackenzie 96) "Não NOS eram favoráveis tantas dúvidas, que NOS jogavam para campos opostos e causavam-nos angústia."
O termos em destaque apresentam, respectivamente, a função sintática de:

a) objeto indireto, objeto direto e objeto indireto.

b) complemento nominal, objeto direto e objeto indireto.

c) objeto direto, objeto indireto e objeto direto.

d) complemento nominal, objeto indireto e objeto direto.

e) objeto indireto, complemento nominal e objeto direto.


145. (Mackenzie 96) "Não morrerá sem poetas nem soldados

A língua em que cantaste rudemente

As armas e os barões assinalados."
Assinale a alternativa correta.

a) O sujeito da oração principal está no primeiro verso.

b) O primeiro verso apresenta três adjuntos adnominais.

c) O segundo verso introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.

d) A estrofe apresenta um período composto por três orações.

e) O terceiro verso funciona como objeto direto de cantaste.


146. (Udesc 96) Indique a alternativa INCORRETA quanto à função sintática da palavra QUE ou SE em frases do texto, escritas em maiúsculas,

a) "Ser rico - quer dizer ter em mãos as possibilidades de poder e os privilégios QUE o dinheiro dá..." - objeto direto;

b) "Pois QUE ele só nos vale até certo ponto..." - conjunção subordinativa condicional;

c) "E entretanto é bom notar QUE isso tem um limite bastante rígido." - conjunção subordinativa integrante;

d) "...porque a natureza não SE vende." - pronome apassivador;

e) "...inveje o simples abastado QUE pode satisfazer as suas necessidades..." - sujeito.


147. (Ufv 96) Dizem algumas gramáticas que o sujeito não pode ser regido de preposição. Assinale a alternativa em que aparece exemplo ilustrativo de obediência a essa proscrição:

a) "A proteção dele não precisa ser parruda..."

b) "... quem não se chateia com o fato de o seu bem ser paquerado."

c) "... quando se chega ao lado dele a gente treme..."

d) "... quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado..."

e) "... quem não fala sozinho, não ri de si mesmo..."


148. (Ufv 96) Dependendo do contexto, um verbo normalmente intransitivo pode tornar-se transitivo. Assinale a alternativa em que ocorre um exemplo:

a) "Ponha intenções de quermesse em seus olhos..."

b) "...sorria lírios para quem passe debaixo da janela."

c) " beba licor de contos de fadas..."

d) "Ande como se o chão estivesse repleto de sons..."

e) "... e do céu descesse uma névoa de borboletas..."


149. (Ufv 96) Dependendo da frase, um verbo normalmente empregado como transitivo direto pode tornar-se verbo de ligação. Assinale a alternativa em que aparece um exemplo:

a) "Não tem namorado..."

b) "... quem transa sem carinho...'

c) "... quem acaricia sem vontade..."

d) "... de virar sorvete ou lagartixa..."

e) "... e quem ama sem alegria."


150. (Uel 95) Na frase "Nomeá-los nossos REPRESENTANTES é revesti-los do direito AO MANDATO por três anos", as palavras em destaque são, respectivamente,

a) predicativo do sujeito - adjunto adnominal.

b) objeto direto - objeto indireto.

c) predicativo do objeto - complemento nominal.

d) objeto direto - adjunto adnominal.

e) predicativo do objeto - objeto indireto.


151. (Pucsp 97) Observe os fragmentos:
I. "... custou - lhe a história uma forte sarabanda..."

II. "... o amor e o ciúme lhe ocupavam a alma..."


O "lhe", pronome pessoal do caso oblíquo átono, pode exercer diferentes funções sintáticas.

Depois de analisar os trechos acima, assinale a alternativa que indica a função exercida por esse pronome em cada um dos fragmentos, respectivamente:

a) objeto indireto - objeto indireto

b) complemento nominal - adjunto adnominal

c) adjunto adnominal - adjunto adnominal

d) objeto indireto - adjunto adnominal

e) objeto indireto - complemento nominal
152. (Mackenzie 96) Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência a vossa!

Todo o sentido da vida

principia à vossa porta;

o mel do amor cristaliza

seu perfume em vossa rosa;

sois o sonho e sois a audácia,

calúnia, fúria, derrota...

(Cecília Meireles)
Aponte a alternativa correta sobre as relações de significado que esse trecho apresenta.

a) A reiteração do vocativo do verso 1 enfatiza o tom de reflexão, isenta de emoção.

b) O adjunto adverbial de lugar do verso 4, expresso por uma metáfora, aponta para a intangibilidade das palavras.

c) Os versos 7 e 8 apresentam predicativos do sujeito, que se organizam num paradoxo.

d) Há um objeto direto no verso 3 que define, numa verdade atemporal, o alcance ilimitado do poder das palavras.

e) Os adjetivos possessivos do verso 6 referem-se "ao sentido da vida" e às "palavras", recuperando tais termos, para enfatizá-los.


153. (Mackenzie 96) "Em todos, nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços, liam-se as provações sofridas."

(Euclides da Cunha)

Aponte a alternativa correta sobre a frase acima

a) O sujeito 'provações sofridas' confirma a idéia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais.

b) O objeto direto 'provações sofridas' ratifica a idéia de sofrimento dos adjuntos adverbiais.

c) A indeterminação do sujeito em 'liam-se', aponta para um observador que não assume a própria palavra

d) O sujeito 'nos corpos emagrecidos' completa-se, no horror da descrição, por meio de outro sujeito, 'nas vestes em pedaços'.

e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo, sem meandros de expressão.


154. (Mackenzie 97) I - Na oração

Eu considerava aquele homem meu amigo,

o predicado é verbo-nominal com predicativo do objeto.
II - No período

O jovem anseia que os mais velhos confiem nele, a oração subordinada é substantiva objetiva indireta, mas está faltando a preposição regida pelo verbo ansiar.


III - No período

A ser muito sincero, não sei como isto aconteceu, a oração subordinada é adverbial final reduzida de infinitivo.


Quanto às afirmações anteriores, assinale:

a) se apenas I está correta.

b) se apenas II está correta.

c) se apenas III está correta.

d) se todas estão corretas.

e) se todas estão incorretas.


155. (Fei 97) Observe com atenção as seguintes frases e depois assinale a alternativa correta:
I. Meu irmão pediu para mim ficar em silêncio.

II. Meu irmão pediu para eu ficar em silêncio.


a) Somente a frase 2 está correta, pois o sujeito de FICAR deve ser um pronome do caso reto.

b) Somente a frase 2 está correta, pois a preposição PARA exige o pronome do caso reto.

c) Somente a frase 1 está correta, pois a preposição PARA exige o pronome do caso oblíquo.

d) Uma vez que a preposição PARA aceita tanto o pronome do caso oblíquo quanto o pronome do caso reto, as duas frases estão corretas.

e) Somente a frase 1 está correta, pois o pronome oblíquo faz parte do complemento nominal.
156. (Fuvest 98) "É preciso agir, e RÁPIDO", disse ontem o ex-presidente nacional do partido.
A frase em que a palavra em maiúsculo NÃO exerce função idêntica à de RÁPIDO é:

a) Como estava exaltado, o homem gesticulava e falava ALTO.

b) Mademoiselle ergueu SÚBITO a cabeça, voltou-a pro lado, esperando, olhos baixos.

c) Estavam acostumados a falar BAIXO.

d) Conversamos por alguns minutos, mas tão ABAFADO que nem as paredes ouviram.

e) Sim, havíamos de ter um oratório bonito; ALTO, de jacarandá.


157. (Pucmg 97) Leia a definição de sujeito apresentada por Cegalla, em sua NOVÍSSIMA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA, 22. Ed.:
"Sujeito é o ser de quem se diz alguma coisa."
I. 'Dor de cabeça' eu curo com uma boa noite de sono.

II. Cabe 'pouca roupa' no meu armário.

III. Não se constroem 'edifícios de qualidade neste' país.

IV. Sempre falta 'água' no prédio ao lado.

V. Não há 'mulheres' como antigamente.
Os itens cujos termos destacados acima estão de acordo com a definição proposta para sujeito, embora não exerçam tal função na sentença, são:

a) I e II.

b) I e V.

c) II e IV.

d) III e IV.

e) IV e V.


158. (Uel 97) Assinale a alternativa em que a função sintática do termo em maiúsculo está INCORRETA.
Faltariam ALGUMAS RESPOSTAS (a) para que o trabalho ficasse COMPLETO (b) e os meninos se dispuseram A OUTRAS TAREFAS (c) MAIS ADAPTADAS (d) A SEU NÍVEL (e).

a) objeto direto

b) predicativo do sujeito

c) objeto indireto

d) adjunto adnominal

e) complemento nominal


159. (Mackenzie 97) No vôo do instante, ele sentiu uma coisinha caindo em seu coração, e advinhou que era tarde, que nada mais adiantava.

(Guimarães Rosa)

Assinale a alternativa correta quanto ao texto anterior.

a) O adjunto adverbial anteposto apresenta uma metáfora que expressa a fugacidade do tempo.

b) A oração subordinada adjetiva reduzida de gerúndio reforça, pela escolha lexical do verbo, a idéia de leveza, trazida pelo nome vôo.

c) As duas orações subordinadas à oração /e adivinhou/ apontam para a reversibilidade dos fatos.

d) Na primeira oração, o sujeito COISINHA mostra o agente da ação de voar.

e) A quinta oração justapõe-se à quarta, na idéia decrescente da perda.


160. (Mackenzie 97) Na frase de Otto Lara Resende, "Mineiro só é SOLIDÁRIO NO CÂNCER", a expressão em destaque é:

a) predicativo do sujeito.

b) aposto.

c) objeto direto.

d) adjunto adverbial de modo.

e) adjunto adnominal de MINEIRO.


161. (Mackenzie 98) Hoje se reconhece cada vez mais a importância do tato durante toda a vida do homem. Os animais de estimação permitem às pessoas que precisam desse estímulo sensorial exercitarem-no. O simples fato de tocar um animal reduz a ansiedade e a tensão. Acariciá-los é não só um modo de expressar afeto, como também exerce um efeito benéfico sobre o sistema cardiovascular do dono.

(Erika Friedmann)


Observe as afirmações seguintes.
I - O sujeito da primeira oração é indeterminado, uma vez que qualquer pessoa pode fazer o reconhecimento citado.

II - Na terceira oração, a palavra QUE é, morfologicamente, um pronome relativo, cujo antecedente é PESSOAS e, sintaticamente, exerce a função de sujeito do verbo PRECISAR.

III - A última oração classifica-se como coordenada sindética aditiva.
Assinale:

a) se II e III estão corretas.

b) se todas estão corretas,

c) se apenas I está correta.

d) se todas estão incorretas.

e) se apenas II está correta.


162. (Uel 98) Ela sempre fez tudo POR MIM.
Na oração anterior, POR MIM exerce a mesma função sintática que o termo em destaque na frase:

a) Não concordo COM VOCÊ.

b) Chegou A MINHA VEZ.

c) Não fiquei nada SATISFEITO.

d) Eram ONZE HORAS quando ela chegou.

e) Ela irá à festa COMIGO.


163. (Uel 99) O período em que há uma oração sem sujeito é:

a) Embarcaríamos, ainda que a ventania aumentasse.

b) Caso ocorram ventos fortes, suspenderemos o embarque.

c) Se ventar, não teremos como embarcar.

d) Chegam do sul, com a chuva, os ventos que impedem o embarque.

e) A ventania ameaçava o nosso embarque, mas, enfim, moderou.


164. (Ufes 99) A mudança de posição dos termos em destaque, proposta na versão à direita, PREJUDICA o sentido pretendido no texto original APENAS em
a) TEXTO ORIGINAL:

"Itamar disse que espera mudanças nas regras dos debates a serem promovidos em Minas. 'É impossível falar sobre a desorganização administrativa que se instalou no Estado EM APENAS UM MINUTO', justificou,..."

(ESTADO DE MINAS - 1/8/98)
ALTERAÇÃO PROPOSTA:

Itamar disse que espera mudanças nas regras dos debates a serem promovidos em Minas. "É impossível, EM APENAS UM MINUTO, falar sobre a desorganização administrativa que se instalou no Estado", justificou,...


b) TEXTO ORIGINAL:

"A informação da polícia é de que alguns dos aparelhos teriam chegado até os presos ESCONDIDOS DENTRO DE GALINHAS ASSADAS."

(A GAZETA - 12/8/98)
ALTERAÇÃO PROPOSTA:

A informação da polícia é de que alguns dos aparelhos teriam chegado, ESCONDIDOS DENTRO DE GALINHAS ASSADAS, até os presos.


c) TEXTO ORIGINAL:

"Apesar de os atiradores estarem sem capacete, ninguém conseguiu ver seus rostos, QUE ESTAVAM EM UMA MOTO HONDA XL250."

(A GAZETA - 12/8/98)
ALTERAÇÃO PROPOSTA:

Apesar de os atiradores, QUE ESTAVAM EM UMA MOTO HONDA XL250, estarem sem capacete, ninguém conseguiu ver seus rostos.


d) TEXTO ORIGINAL:

"Victor dá posse amanhã a Rômulo Penina, PARA A CASA CIVIL, que acumulará os dois cargos."

(A GAZETA - 1/4/98)
ALTERAÇÃO PROPOSTA:

Victor dá posse amanhã, PARA A CASA CIVIL, a Rômulo Penina, que acumulará os dois cargos.


e) TEXTO ORIGINAL:

"Com essa aquisição, a Saraiva, QUE OCUPAVA O QUARTO LUGAR NO RANKING DAS EDITORAS DE LIVROS DIDÁTICOS, deu um passo largo para dominar o mercado."

(A GAZETA - 27/8/98)
ALTERAÇÃO PROPOSTA:

Com essa aquisição, a Saraiva deu um passo largo para dominar o mercado, QUE OCUPAVA O QUARTO LUGAR NO RANKING DAS EDITORAS DE LIVROS DIDÁTICOS.


165. (Ufsc 99) Assinale, nas proposições a seguir, apenas a(s) VERDADEIRA(S) na correspondência entre o(s) termo(s) destacado(s) e aquele(s) que está(ão) entre parênteses:
01. A nova Lei de Trânsito impõe AOS MOTORISTAS novas regras. (objeto indireto)

02. O processo foi-LHE favorável. (complemento nominal)

04. A prova terminou MUITO cedo. (adjunto adverbial de intensidade)

08. Estou certo DE QUE ELA PASSARÁ NOS EXAMES. (oração subordinada substantiva completiva nominal)

16. Loja com nome estrangeiro paga mais IMPOSTO. (objeto direto)

32. Dorme, CIDADE MALDITA, teu sono de escravidão. (aposto)


166. (Ufu 99) Assinale a ÚNICA alternativa em que o pronome em destaque NÃO exerce a função de complemento verbal.

a) "Jamais tivera outro ofício conhecido, as mulheres e os tolos, davam-LHE o suficiente para viver." (J. Amado)

b) "Perguntou-LHE pelas prometidas ervas, ele sorria sem responder." (J. Amado)

c) "Mandaram o santeiro entrar, ofereceram-LHE uma cadeira na sala." (J. Amado)

d) "Também ela, Vanda, esquecera de recomendar-LHES, de pedir uma fisionomia mais a caráter..." (J. Amado)

e) "Aquele sogro amargurara-LHE a vida,..." (J. Amado)


167. (Fuvest 2000) O caso triste, e digno da memória

Que do sepulcro os homens desenterra,

Aconteceu da mísera e mesquinha

Que depois de ser morta foi rainha.


Para o correto entendimento destes versos de Camões, é necessário saber que o sujeito do verbo DESENTERRA é

a) OS HOMENS (por licença poética).

b) ele (oculto).

c) o primeiro QUE.

d) o CASO TRISTE.

e) SEPULCRO.


168. (Fuvest 2001) A frase em que os vocábulos em destaque pertencem à mesma classe gramatical, exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é:

a) CURTA o CURTA: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.

b) O NOVO NOVO: será que tudo já não foi feito antes?

c) O carro POPULAR a 12.000 reais está longe de ser POPULAR.

d) É TRÁGICO verificar que, na televisão brasileira só o TRÁGICO é que faz sucesso.

e) O Brasil será um GRANDE parceiro e não apenas um parceiro GRANDE.


169. (Fgv 2002) Assinale a alternativa em que ESTRELAS tem a mesma função sintática que em:
"Brilham no alto as estrelas."
a) Querem erguer-se às estrelas.

b) Gostavam de contemplar as estrelas.

c) Seus olhos tinham o brilho das estrelas.

d) Fui passear com as estrelas do tênis.

e) As estrelas começavam a surgir.
170. (Fgv 2002) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase:
"Eu ____ encontrei ontem, mas não ____ reconheci porque ____ anos que não ____ via."
a) lhe, lhe, há, lhe.

b) o, o, haviam, o.

c) lhe, o, havia, lhe.

d) o, lhe, haviam, o.

e) o, o, havia, o.
171. (Ufsc 2002) Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S), referentes às duas charges que seguem:
Charge 1

(AS COBRAS/Luis Fernando Veríssimo)

"O Estado de S. Paulo", 16/4/94.
Charge 2

(Hagar)


BROWNER, Dik. "O melhor de Hagar. O horrível". Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 40.

01. Na charge 1, encontram-se, respectivamente, dois vocativos: Flecha e Shirlei.
02. No primeiro quadrinho da charge 1, "As cobras", o exemplo "Flecha, você me ama?" representa uma frase declarativa.
04. Em todos os quadrinhos da charge 2 existem sinais de pontuação ao término das falas, evidenciando, respectivamente, idéia de admiração, idéia interrompida, idéia de admiração e idéia de indagação.
08. No primeiro, terceiro e quarto quadrinhos da charge 2, as expressões "na idade das trevas", "nas suas próprias casas" e "daqui a mil anos" são exemplos de objetos indiretos.
16. As palavras "trevas", "falam" e "anos", retiradas da charge 2, têm, respectivamente, desinência nominal de gênero e número (-as), desinência verbal de pessoa e número (-m) e desinência verbal de gênero e número (-os).
32. O exemplo "As pessoas não estão seguras nem nas suas próprias casas!" significa que "Os seres humanos têm falta de segurança até nos próprios lares".
64. O exemplo da charge 2, "As pessoas só falam de guerra, assassinato, crime...", quando estruturado na voz passiva, aparece escrito desta forma: "Crime, assassinato e guerra são falados pelas pessoas."
172. (Pucpr 2001) Observe a frase que segue:
"Não posso lhe garantir QUE TODOS ESTARÃO PRESENTES À SUA FESTA DE FORMATURA".
Do enunciado acima, pode-se afirmar que a parte destacada desempenha a função de:

a) sujeito de POSSO,

b) objeto direto de POSSO,

c) objeto indireto de POSSO,

d) objeto direto de GARANTIR,

e) objeto indireto de GARANTIR.


173. (Ufal 99) Muitos se preocuparam COM A DIFÍCIL SITUAÇÃO, embora ninguém se mostrasse DISPOSTO A NOVO EMPREENDIMENTO.
Os termos destacados no período anterior exercem, respectivamente, a função de

a) complemento nominal - predicativo do sujeito - objeto indireto

b) objeto indireto - objeto direto - complemento nominal

c) complemento nominal - predicativo do objeto - objeto indireto

d) objeto indireto - adjunto adverbial de modo - complemento nominal

e) objeto indireto - predicativo do objeto - complemento nominal


174. (Ufal 99) As pesquisas QUE FORAM REALIZADAS POR NOSSOS CIENTISTAS tiveram repercussão internacional.
Assinale a alternativa em que a oração destacada exerce a mesma função da destacada no período anterior.

a) Conhecemos o autor CUJAS OBRAS VÊM FAZENDO SUCESSO.

b) Tudo depende DE QUE OS DEVIDOS ACERTOS SEJAM FEITOS.

c) Solicitamos QUE ELE NOS ENVIE OS COMPROVANTES EXIGIDOS.

d) Espera-se QUE NINGUÉM SEJA ACUSADO INJUSTAMENTE.

e) POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, ninguém compareceu à festa.


175. (Ufc 99) Leia a frase a seguir.
O que vive no sertão conta o‚ que‚ lhe permite a imaginação caipira.
Marque a opção cujos termos apontam para o mesmo referente.

a) O - lhe;

b) O - O‚;

c) O‚ - lhe;

d) Que - Que‚;

e) Que - O‚.


176. (Ufal 2000) Assinale como VERDADEIRAS as frases em que os termos em destaque estão CLASSIFICADOS corretamente e como FALSAS aquelas em que isso não ocorre.
( ) Estivemos com o diretor que consideramos O MAIS SENSATO dentre todos os demais - predicativo do objeto.
( ) Haverá de ser necessário que todos se empenhem no cumprimento DAS ORDENS - objeto indireto.
( ) Encontramos os documentos, OS QUAIS usaremos para as informações solicitadas - objeto direto.
( ) Seriam NECESSÁRIAS condições diferentes dessa que nos foi oferecida - adjunto adnominal.
( ) Todos se admiraram DA MÁ VONTADE demonstrada pelo aluno - complemento nominal.
177. (Fgv 2003) Observe a seguinte frase:
"Recorrendo a elas, arrisco-me a usar expressões técnicas, desconhecidas do público, e a ser tido por pedante".
Das alternativas abaixo, assinale aquela em que a palavra destacada exerça a mesma função sintática de PEDANTE, dessa frase.

a) As estações tinham passado RÁPIDO, sem que tivesse sido possível vê-las direito.

b) Fui julgado CULPADO, embora não houvesse provas decisivas a respeito do crime.

c) Ele era difícil de convencer, mas concordou quando a quantia foi OFERECIDA.

d) Caminhou DEPRESSA por entre os coqueiros.

e) Ele passeou DEMASIADO ontem; hoje, doem-lhe as pernas. Vai ser obrigado a deitar-se mais cedo.


178. (Pucpr 2003) Assinale a alternativa que contém uma oração sem sujeito.

a) No momento, doem-me muito os dentes.

b) Para alguns, ainda havia esperança.

c) Lentamente chegava a noite.

d) Na repartição, existiam muitos documentos secretos.

e) Nada se fazia de proveitoso.


179. (Pucpr 2003) Observe as frases que seguem:
1. ENCOLHIDO na poltrona, o MENINO assistiu silencioso ao filme.

2. A notícia CIRCULOU RÁPIDO pelo bairro.

3. ASSISTIMOS aos festejos ENTUSIASMADOS.

4. Chegando em casa, ENCONTROU o filho dormindo SOSSEGADO.


Não há correspondência entre os dois termos destacados:

a) na 1 e na 3 frases

b) apenas na 2 frase

c) apenas na 4 frase

d) na 2 e 3 frases

e) na 1 e na 4 frases


180. (Mackenzie 98) A porta do barraco era sem trinco

E a lua furando nosso zinco

Salpicava de estrelas nosso chão

E tu, tu pisavas nos astros distraída

Sem saber que a ventura dessa vida

É a cabrocha, o luar e o violão.

(Sílvio Caldas / Orestes Barbosa)
Assinale a alternativa correta.

a) No verso 2, a prosopopéia encontra-se com a metonímia para construir a ação poética de um sujeito sobre um barraco.

b) No verso 4, o predicativo do objeto, DISTRAÍDA, aponta para o modo despojado de ser da mulher.

c) A oração subordinada substantiva objetiva indireta, que está nos versos 5 e 6, designa o objeto desejável do saber, segundo o poeta.

d) O complemento nominal, DE ESTRELAS, junto com o verbo SALPICAR, constrói uma metáfora para o espaço astral.

e) O complemento nominal, NOS ASTROS, poetiza, pela conotação, a ação cotidiana de PISAR.


181. (Uerj 2002) Leia atentamente o fragmento a seguir:
"Por exemplo, a frase:

Em casual encontro com Júlia, Pedro fez comentários sobre SEUS exames.

tem um enunciado equívoco; os comentários de Pedro podem ter sido feitos sobre os exames de Júlia, ou sobre os exames dele, Pedro; ou, ainda, sobre os exames de ambos."

(CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. "Nova gramática do português contemporâneo". Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.)


O fragmento acima aponta o problema da ambigüidade resultante do emprego do termo "seus".

A ocorrência da ambigüidade, no caso, pode ser explicada por uma característica relativa à significação geral da palavra em questão.

Essa característica do vocábulo "seus" é a de:

a) indicar a pessoa gramatical, sem flexionar-se ou remeter a termos antecedentes

b) referir-se à pessoa gramatical, sem nomeá-la ou indicar-lhe característica própria

c) substituir o nome próprio, sem individualizá-lo ou permitir a devida concordância

d) qualificar os nomes presentes, sem hierarquizá-los ou revelar sua verdadeira significação
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Fei 97) CONSIDERAÇÃO DO POEMA

(Fragmento)
Não rimarei a palavra sono

com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

ou qualquer outra, que TODAS ME convêm.

As palavras não nascem amarradas,

ELAS saltam, se beijam, se dissolvem,

no céu livre por vezes um desenho,

são PURAS, largas, autênticas, indevassáveis.


182. Observe as palavras indicadas no texto: "todas" (verso 4); "me" (verso 4); "elas" (verso 6) e "puras" (verso 8). Assinale a alternativa em que a função sintática destes termos esteja corretamente analisada:

a) sujeito - predicativo do sujeito - objeto - sujeito

b) predicativo do sujeito - objeto - sujeito - objeto

c) objeto - sujeito - objeto - predicativo do sujeito

d) objeto - predicativo do sujeito - sujeito - objeto

e) sujeito - objeto - sujeito - predicativo do sujeito


183. Observe o verso:
"As palavras não nascem amarradas"
Assinale a alternativa em que o sujeito e o predicado da oração estejam corretamente analisados:

a) sujeito composto e predicado nominal

b) sujeito simples e predicado verbo-nominal

c) sujeito composto e predicado verbal

d) sujeito simples e predicado nominal

e) sujeito simples e predicado verbal.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrn 2000) Uma visão do futuro


1 Estamos ÀS PORTAS de um milênio £miraculoso. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica, e os médicos conseguirão fazer crescer uma ¤nova no mesmo lugar. Casas e carros serão feitos de ¥materiais que podem consertar-se a si próprios. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. As previsões acima podem parecer ¢ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70, e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. No campo dos materiais, já existe um metal, o nitinol, que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Basta aplicar um pouco de calor. A comida milagrosa? Já existe. É um ¦derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80.

2 Pouca coisa se pode dizer sobre o futuro. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou, um dia, viver em Marte. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. Não sabemos quando teremos robôs, escravos, máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Sabemos apenas que, sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer, eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador.

3 Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Ou seja, eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Assustador? Talvez. Será uma época em que, pela primeira vez na história da humanidade, não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Para alguns cientistas, estaremos entrando no paraíso. Para outros, no inferno. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo.

4 Alguns §cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que ¨os impeça de fazer mal à humanidade. Assumem, assim, que não nos será possível sequer desligá-los©. Talvez estejam apenas sonhando. Talvez, não.

[Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da "Veja", ano 31, n.51, 23 dez. 1998, p.126.)
184. Na estrutura
Também não sabemos SE será possível reanimar alguém que já morreu.
o vocábulo destacado corresponde, morfológica e sintaticamente, ao que se encontra em destaque na opção:

a) Pouca coisa SE pode dizer com certeza sobre o futuro.

b) Será uma época em QUE (...) não seremos os seres mais inteligentes (...)

c) Alguns cientistas já SE preocupam em garantir (...)

d) Assumem, assim, QUE não nos será possível sequer desligá-los.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2002) TEXTO I:

Perante a Morte empalidece e treme,

Treme perante a Morte, empalidece.

Coroa-te de lágrimas, esquece

O Mal cruel que nos abismos geme.

(Cruz e Souza, "Perante a morte".)
TEXTO II:

Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

(Gonçalves Dias, "I Juca Pirama".)


TEXTO III:

Corrente, que do peito destilada,

Sois por dous belos olhos despedida;

E por carmim correndo dividida,

Deixais o ser, levais a cor mudada.

(Gregório de Matos, "Aos mesmos sentimentos".)


TEXTO IV:

Chora, irmão pequeno, chora,

Porque chegou o momento da dor.

A própria dor é uma felicidade...

(Mário de Andrade, "Rito do irmão pequeno".)
TEXTO V:

Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira

é esta,

Que impudente na gávea tripudia?!...



Silêncio! ... Musa! Chora, chora tanto

Que o pavilhão se lave no teu pranto...

(Castro Alves, "O navio negreiro".)
185. No texto V, o sintagma "no teu pranto" desempenha a função sintática de adjunto adverbial. Esta mesma função vem desempenhada por

a) perante a Morte (em I) e nos abismos (em I).

b) de lágrimas (em I) e do forte (em II).

c) momento da dor (em IV) e uma felicidade (em IV).

d) em presença da morte (em II) e correndo dividida (em III).

e) Mal cruel (em I) e Na presença de estranhos (em II).



GABARITO
1. [E]
2. [A]
3. [E]
4. [A]
5. V F V V
6. [D]
7. [C]
8. [C]
9. [D]
10. [C]
11. [D]
12. Itens corretos: 1 e 2

Itens errados: 0 e 3


13. [A]
14. [D]
15. [B]
16. [D]
17. [B]
18. [B]
19. [E]
20. [A]
21. [B]
22. [B]
23. 23
24. 25
25. 31
26. [E]
27. [E]
28. [D]
29. [C]
30. [B]
31. [C]
32. [C]
33. [E]
34. [B]
35. [C]
36. [A]
37. [A]
38. [A]
39. [D]
40. [B]
41. [D]
42. [C]
43. [E]
44. [A]
45. [D]
46. [A]
47. [B]
48. [D]
49. [A]
50. [A]
51. [D]
52. 08 + 16 + 64 = 88
53. [C]
54. [A]
55. [C]
56. Itens corretos: 1, 3 e 4

Item errado: 2


57. [D]
58. [A]
59. [D]
60. [D]
61. [C]
62. [E]
63. [C]
64. [E]
65. 01 + 02 + 04 + 16 + 32 = 55
66. [B]
67. [C]
68. [C]
69. [D]
70. [A]
71. [A]
72. [A]
73. [E]
74. [A]
75. [B]
76. [C]
77. [D]
78. [B]
79. [B]
80. [D]
81. [D]
82. [B]
83. [C]
84. [A]
85. [B]
86. [E]
87. [D]
88. [D]
89. [B]
90. [C]
91. 04 + 08 = 12
92. 02 + 16 = 18
93. [D]
94. [E]
95. [B]
96. [C]
97. [E]
98. [B]
99. V F V V
100. [C]
101. [E]
102. [D]
103. [E]
104. [C]
105. [E]
106. [D]
107. [D]
108. [D]
109. [B]
110. [E]
111. [C]
112. [B]
113. [C]
114. [B]
115. [A]
116. [C]
117. [C]
118. [C]
119. [D]
120. [A]
121. [C]
122. [B]
123. V F V F F F
124. [E]
125. [A]
126. [D]
127. [B]
128. [D]
129. V V F V V
130. [A]
131. V V V V F V
132. V F F V V
133. [D]
134. [A]
135. [E]
136. [B]
137. [A]
138. [B]
139. [D]
140. [D]
141. [E]
142. [D]
143. [E]
144. [B]
145. [E]
146. [B]
147. [E]
148. [B]
149. [D]
150. [C]
151. [D]
152. [C]
153. [A]
154. [D]
155. [A]
156. [E]
157. [B]
158. [A]
159. [A]
160. [A]
161. [A]
162. [A]
163. [C]
164. [E]
165. V V V V V F
166. [E]
167. [C]
168. [E]
169. [E]
170. [E]
171. V F V F F V F
172. [D]
173. [E]
174. [A]
175. [A]
176. V F V F F
177. [B]
178. [B]
179. [C]
180. [A]
181. [B]
182. [E]
183. [B]
184. [D]
185. [A]
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