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8. Todos os verbos aparecem com o respectivo sujeito em maiúsculo, exceto um deles em que a palavra em maiúsculo é objeto direto. Identifique:

a) Vai-se A PRIMEIRA POMBA DESPERTADA

b) Apenas raia SANGÜÍNEA E FRESCA A MADRUGADA

c) Ruflando AS ASAS

d) Como voam AS POMBAS dos pombais

e) E ELES aos corações não voltam mais


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 96) OLHOS DE RESSACA


Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momentos houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

(Machado de Assis)
9. Só um destes verbos é transitivo direto, ao lado do qual aparece o objeto direto:

a) chegou a hora da encomendação

b) a confusão era geral

c) lhe saltassem algumas lágrimas

d) Capitu enxugou-as

e) as minhas cessaram logo


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 93) O POETA COME AMENDOIM - TEXTO I


Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...

Foi o sol que por todo o sítio imenso do Brasil

Andou marcando de moreno os brasileiros.
Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer...
A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos...

Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.

Os Caramurus conspiram à sombra das mangueiras ovais.

Só o murmurejo dos cre'm-deus-padre irmanava os

[ homens de meu país...

Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha

[mais escravos,

Por causa disso muita virgem-do-rosáriõ se perdeu...


Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta República temporã.

A gente inda não sabia se governar...

Progredir, progredimos um tiquinho

Que o progresso também é uma fatalidade...

Será o que Nosso Senhor quiser!...
Estou com desejos de desastres...

Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas

Se encostando na canjerana dos batentes...

Tenho desejos de violas e solidões sem sentido...

Tenho desejos de gemer e de morrer...
Brasil...

Mastigado na gostosura quente do amendoim...

Falado numa língua curumim

De palavras incertas num remeleixo melado melancólico...

Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons...

Molham meus beiços que dão beijos alastrados

E depois semitoam sem malícia as rezas bem nascidas...
Brasil amado não porque seja minha pátria,

Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...

Brasil que eu amo porque é o ritmo no meu braço aventuroso,

O gosto dos meus descansos,

O balanço das minhas cantigas amores e danças.

Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,

Porque é o meu sentimento pachorrento,

Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.

(Mário de Andrade. POESIAS COMPLETAS. S.P.: Martins, 1996. p. 109-110)

TEXTO II
A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

(Rui Barbosa. Texto reproduzido em ROSSIGNOLI, Walter. "Português: teoria e prática". 2. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 19)
10. "Saem LENTAS frescas trituradas pelos meus DENTES bons... / Molham meus beiços QUE dão beijos alastrados" (Texto I, v. 25-26).
As funções sintáticas dos termos em destaque são, respectivamente:

a) adjunto adverbial de modo - agente da passiva - sujeito.

b) predicativo do sujeito - objeto indireto - objeto direto.

c) predicativo do sujeito - agente da passiva - sujeito.

d) adjunto adnominal - agente da passiva - sujeito.

e) adjunto adnominal - complemento nominal - objeto direto.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2003) INSTRUÇÃO: As questões seguintes são relacionadas a uma passagem bíblica e a um trecho da canção "Cálice", realizada em 1973, por Chico Buarque (1944 -) e Gilberto Gil (1942 -).


TEXTO BÍBLICO

Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita! (Lucas, 22)

(in: Bíblia de Jerusalém. 7 impressão. São Paulo: Paulus, 1995)
TRECHO DE CANÇÃO

Pai, afasta de mim esse cálice!

Pai, afasta de mim esse cálice!

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue.
Como beber dessa bebida amarga,

Tragar a dor, engolir a labuta,

Mesmo calada a boca, resta o peito,

Silêncio na cidade não se escuta.

De que me vale ser filho da santa,

Melhor seria ser filho da outra,

Outra realidade menos morta,

Tanta mentira, tanta força bruta.

......................................................

(in: www.uol.com.br/chicobuarque/)


11. Os três primeiros versos de "Cálice" apresentam a mesma estrutura sintática, cujos elementos constitutivos são, na seqüência,

a) um sujeito, PAI; um verbo no presente do indicativo, na segunda pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.

b) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do indicativo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.

c) uma interjeição de chamamento, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do indicativo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.

d) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no imperativo afirmativo, na segunda pessoa do singular, AFASTA; objeto indireto, DE MIM; objeto direto, ESSE CÁLICE.

e) um vocativo, PAI; um sujeito oculto, TU; um verbo no presente do subjuntivo, na terceira pessoa do singular, AFASTA; adjunto adnominal de posse, DE MIM; sujeito, ESSE CÁLICE.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unb 97) Você não sente, não vê

Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo,

Que uma nova mudança em breve vai acontecer:

O que há algum tempo era jovem, novo, hoje é antigo

E precisamos todos rejuvenescer.

Belchior
Na(s) questão(ões) a seguir assinale os itens corretos e os itens errados.
12. Enfocando a estrutura sintática desse fragmento de letra poética, julgue os itens seguintes.
(0) A construção "eu não posso deixar de dizer" (v.2) engloba três orações porque apresenta três verbos relacionados a um único sujeito.

(1) A expressão "meu amigo" (v.2), que está entre vírgulas, é um vocativo, ou seja, refere-se à pessoa a quem o poeta se dirige.

(2) A oração "Que uma nova mudança em breve vai acontecer" (v.3) classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta, por exercer a função de objeto direto do verbo "dizer" (v.2).

(3) Aparecem quatro adjuntos adverbiais de tempo no quarto verso: "algum tempo", "jovem", "novo" e "hoje".


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fei 99) 1 "Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. ELE, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos - e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera(...).

2 - Fabiano, VOCÊ é um homem, exclamou em voz alta.

3 Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era um homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. (...) Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, ALGUÉM tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:

4 - Você é um bicho, Fabiano.

5 Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho capaz de vencer dificuldades".


13. Observe a oração: "Fabiano ia SATISFEITO". O termo em destaque assume a função de:

a) predicativo do sujeito

b) objeto direto

c) adjunto adverbial

d) adjunto adnominal

e) agente da passiva


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 99) TEXTO I


1 Escreverei minhas "Memórias", fato mais freqüentemente do que se pensa observado no mundo industrial, artístico, científico e sobretudo no mundo político, onde muita gente boa se faz elogiar e aplaudir em brilhantes artigos biográficos tão espontâneos, ¢como os ramalhetes e as coroas de flores que as atrizes compram para que lhos atirem na cena os comparsas comissionados.

2 Eu reputo esta prática muito justa e muito natural; porque não compreendo amor e ainda amor apaixonado mais justificável do que aquele que sentimos pela nossa própria pessoa.

3 O amor do eu é e sempre será a pedra angular da sociedade humana, o regulador dos sentimentos, o móvel das ações, e o farol do futuro: do amor do eu nasce o amor do lar doméstico, deste o amor do município, deste o amor da província, deste o amor da nação, anéis de uma cadeia de amores que os tolos julgam que sentem e tomam ao sério, e que certos maganões envernizam, mistificando a humanidade para simular abnegação e virtudes que não têm no coração e que eu com a minha exemplar franqueza simplifico, reduzindo todos à sua expressão original e verdadeira, e dizendo, lar, município, província, nação, têm a flama dos amores que lhes dispenso nos reflexos do amor em que me abraso por mim mesmo: todos eles são o amor do eu e nada mais. A diferença está em simples nuanças determinadas pela maior ou menor proporção dos interesses e das conveniências materiais do apaixonado adorador de si mesmo.

(MACEDO, Joaquim Manuel de. "Memórias do sobrinho de meu tio". São Paulo: Companhia das Letras, 1995.)


TEXTO II
Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos! Diria dois séculos. E durante este tempo tenho contado os dias e as horas pelas bagas do pranto que tenho chorado. Tenha embora Lisboa os seus mil e um atrativos, ó eu quero a minha terra; quero respirar o ar natal (...). Nada há que valha a terra natal. ¢Tirai o índio do seu ninho e apresentai-o d'improviso em Paris: será por um momento fascinado diante dessas ruas, desses templos, desses mármores; mas depois falam-lhe ao coração as lembranças da pátria, e trocará de bom grado ruas, praças, templos, mármores, pelos campos de sua terra, pela sua choupana na encosta do monte, pelos murmúrios das florestas, pelo correr dos seus rios. Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Europa: ela tentará reverdecer, mas cedo pende e murcha, porque lhe falta o ar natal, o ar que lhe dá vida e vigor. Como o índio, prefiro a Portugal e ao mundo inteiro, o meu Brasil, rico, majestoso, poético, sublime. Como a planta dos trópicos, os climas da Europa enfezam-me a existência, que sinto fugir no meio dos tormentos da saudade.

(ABREU, Casimiro de."Obras de Casimiro de Abreu". Rio de Janeiro: MEC, 1955.)


TEXTO III
LADAINHA I
Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome

de ilha de Vera Cruz.

Ilha cheia de graça.

Ilha cheia de pássaros.

Ilha cheia de luz.
Ilha verde onde havia

mulheres morenas e nuas

anhangás a sonhar com histórias de luas

e cantos bárbaros de pajés em poracés

[batendo os pés.
Depois mudaram-lhe o nome

pra terra de Santa Cruz.

Terra cheia de graça

Terra cheia de pássaros

Terra cheia de luz.
A grande Terra girassol onde havia

[guerreiros de tanga e onças ruivas

[deitadas à sombra das árvores

[mosqueadas de sol.


Mas como houvesse, em abundância,

certa madeira cor de sangue cor de brasa

e como o fogo da manhã selvagem

fosse um brasido no carvão noturno da

[paisagem,
e como a Terra fosse de árvores vermelhas

e se houvesse mostrado assaz gentil,

deram-lhe o nome de Brasil.
Brasil cheio de graça

Brasil cheio de pássaros

Brasil cheio de luz.

(RICARDO, Cassiano. "Seleta em prosa e verso". Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.)


14. "... e como a Terra fosse de árvores vermelhas

e SE houvesse mostrado assaz gentil,

deram-lhe o nome de Brasil."

(texto III - versos 20 a 22)


O valor morfossintático da palavra "SE" na penúltima estrofe está repetido em:

a) "Rosas te brotarão da boca, SE cantares!" (Olavo Bilac)

b) "Vou expor-te um plano; quero saber SE o aprovas." (Artur Azevedo)

c) "Todas as palavras são inúteis, desde que SE olha para o céu." (Cecília Meireles)

d) "Cada um deles SE incumbia de fazer porção de requerimentos." (Mário Palmério)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufc 2001) 1 Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.

2 Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.

3 Ao mesmo tempo que imaginário - era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega - era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.

4 As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.

5 Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.

(LISPECTOR, Clarice. "Laços de Família". Rio de Janeiro: Sabiá, 1973, p.24-25)
15. No trecho "Mas TODAS AS PESADAS COISAS, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos (...)" (par.4), o segmento destacado constitui:

a) adjunto anteposto ao sujeito, para reforçar a presença da metáfora.

b) complemento deslocado da forma verbal VIA para chamar a atenção sobre ele.

c) aposto, para explicar o estado psicológico em que se encontrava a personagem.

d) objeto direto fora de sua posição normal, para enfatizar a noção adversativa de "Mas".

e) termo sem relação sintática com o resto do período para indicar pensamentos desordenados.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fuvest 95) - Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas coisas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos, e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis, O segredo do bonzo)
16. Nos segmentos do texto "o ouvem ou contemplam", "se eles não existissem" e "se ninguém os vir", os pronomes o, eles e os referem-se, respectivamente, a:

a) espírito, outros homens, frutos de uma laranjeira.

b) sujeito, profundos conhecimentos, outros homens.

c) saber, frutos de uma laranjeira, virtudes e conhecimentos.

d) sujeito, virtudes e conhecimentos, frutos de uma laranjeira.

e) espírito, virtudes e conhecimentos, outros homens.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.

(Ita 95) As questões a seguir referem-se ao texto adiante. Analise-as e assinale, para cada uma, a alternativa incorreta.


Litania dos Pobres
Cruz e Souza

01 Os miseráveis, os rotos

São as flores dos esgotos
São espectros implacáveis

Os rotos, os miseráveis.


05 São prantos negros de furnas

Caladas, mudas, soturnas.


São os grandes visionários

Dos abismos tumultuários.


As sombras das sombras mortas,

10 Cegos, a tatear nas portas.


Procurando os céus, aflitos

E varando os céus de gritos.


Inúteis, cansados braços

Mãos inquietas, estendidas.


17. a) 'espectros' (v.3) tem o sentido de 'fantasma', de irrealidade: caberia aqui como sinônimo de 'esquálidos, esqueléticos'.

b) 'flores' (v.2) - o Autor encontra certo encantamento na vida dos pobres.

c) Na estrofe 1 a ordem é direta: primeiro o sujeito, depois o predicado.

d) Na estrofe 2 os adjetivos substantivos, 'rotos' e 'miseráveis', são o sujeito.

e) 'Procurando o céu' (v.11) é uma oração subordinada adverbial, em referência a 'aflitos' (v.11).
18. a) 'de gritos' (v.12) se liga sintaticamente a varando (v.12) e não a céu (v.12).

b) 'de gritos' (v.12) é adjunto adnominal.

c) Os adjetivos do verso 6 concordam com 'furnas' (v.5) mas são qualificativos indiretos de os 'miseráveis' (v.1).

d) 'varando' (v.12) tem a mesma classificação sintática que 'procurando' (v.11)

e) 'As sombras das sombras' (v.9) é um exagero poético, uma hipérbole.
19. a) Na terceira estrofe há elipse do sujeito.

b) A quinta estrofe só se estende como havendo elipse do sujeito e do verbo.

c) 'A tatear' (v.10) tem valor de 'que tateiam', é oração adjetiva.

d) A vírgula após 'cegos' (v.10) é dispensável.

e) 'de' (v.12) indica posse.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uff 2000) PERO VAZ DE CAMINHA


a descoberta
Seguimos nosso caminho por este mar de longo

Até a oitava da Páscoa

Topamos aves

E houvemos vista de terra


os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha

Quase haviam medo dela

E não queriam pôr a mão

E depois a tomaram como espantados


primeiro chá
Depois de dançarem

Diogo Dias

Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis

Com cabelos mui pretos pelas espáduas

E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas

Que de nós as muito olharmos

Não tínhamos nenhuma vergonha
(ANDRADE, Oswald. "Poesias reunidas". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p.80.)
20. Assinale a opção em que o segmento em destaque exerce uma função sintática, que permite a especificação de uma ação.

a) Seguimos nosso caminho POR ESTE MAR DE LONGO (v.2)

b) E houvemos vista DE TERRA (v.5)

c) Mostraram-LHES uma galinha (v.7)

d) Quase haviam medo DELA (v.8)

e) Que DE NÓS AS MUITO OLHARMOS

Não tínhamos nenhuma vergonha (v. 19-20)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unirio 2000) Sabadoyles


1 Guimarães Rosa deu o título de "Terceiras estórias" a um de seus livros. Não era segredo que havia escrito outro chamado "Primeiras estórias". Onde estavam as segundas estórias, que nunca saíram? "Afinal, explique a confusão," pediram num almoço na editora José Olympio. Rosa, com o garfo na mão, apontou para o advogado da editora, Plínio Doyle: "Todos sabem que o Doyle não sossega sem um texto nas mãos. Pois ele me pediu os originais das "Segundas estórias" e até hoje não me devolveu." Pura invenção. Outra vez, Doyle mostrou um original de Castro Alves, documento que ele julgava da maior importância, aos amigos reunidos em sua casa. Carlos Drummond de Andrade, sentado na "bancada mineira", o sofá que compartilhava com Alphonsus de Guimaraens e Pedro Nava, falou baixinho, mas suficientemente alto para que ele ouvisse: "Coitado do Doyle! Castro Alves assinava sem cortar letra 't'. Olha esse papel: o 't' está cortado. É cópia!" Tudo mentira. Era brincadeira do poeta maior.

2 Houve um tempo em que as relações humanas eram mais afáveis. Uma das expressões mais belas dessa cordilidade eram as reuniões semanais, aos sábados à tarde, na casa de Doyle, hoje com 92 anos, na pacata Barão de Jaguaribe, em Ipanema. Era ponto de encontro de alguns dos intelectuais de maior envergadura do país neste século. E era apenas uma reunião entre amigos. Quem batizou foi Raul Bopp. "Sábado do Doyle. Eram três 'do', um desperdício. Ficou o neologismo sabadoyle. Pegou," conta o anfitrião. Os sabadoyles duraram 34 anos. Foram 1.708 reuniões, até 1998. "Qual é a explicação para tal façanha, poeta?", alguém perguntou a Drumond. "É milagre do Doyle." O advogado nunca escreveu uma linha sequer, exceto petições e memorandos. Mas foi parceiro de uma geração inigualável de escritores e poetas brasileiros, um aglutinador, companhia amistosa e confiável. Uma lição de fraternidade e civilidade. "Esse privilégio eu tive", diz ele. "Todos já morreram. Fiquei eu. Não sei por quê."

("Isto É" - O BRASILEIRO DO SÉCULO - Especial 4, 1999.)
21. A opção em que se tem um pronome relativo em função de sujeito é:

a) "Não era segredo que havia escrito ..."

b) "Onde estavam as segundas estórias, que nunca saíram?"

c) "Todos sabem que Doyle não sossega ..."

d) "... documento que ele julgava da maior importância,"

e) " o sofá que compartilhava com Alphonsus de Guimaraens..."


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 2002) ACALANTO DO SERINGUEIRO


Seringueiro brasileiro,

Na escureza da floresta

Seringueiro, dorme.

Ponteando o amor eu forcejo

Pra cantar uma cantiga

Que faça você dormir.

Que dificuldade enorme!

Quero cantar e não posso,

Quero sentir e não sinto

A palavra brasileira

Que faça você dormir...

Seringueiro, dorme...


Como será a escureza

Desse mato-virgem do Acre?

Como serão os aromas

A macieza ou a aspereza

Desse chão que é também meu?

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