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c) uma oração indicativa de conseqüência.

d) a oração antecedente.

e) o sujeito da oração antecedente.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Faap 97) Os gatos


Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, e fez o crítico à semelhança do gato. Ao crítico deu ele, como ao gato, a graça ondulosa e o assopro, o ronrom e a garra, a língua espinhosa. Fê-lo nervoso e ágil, refletido e preguiçoso; artista até ao requinte, sarcasta até a tortura, e para os amigos bom rapaz, desconfiado para os indiferentes, e terrível com agressores e adversários... .

Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, o burro, o cão e o gato - isto é, o animal de trabalho, o animal de ataque, e o animal de humor e fantasia - por que não escolheremos nós o travesti do último? É o que se quadra mais ao nosso tipo, e aquele que melhor nos livrará da escravidão do asno, e das dentadas famintas do cachorro.

Razão por que nos acharás aqui, leitor, miando um pouco, arranhando sempre e não temendo nunca.
Fialho de Almeida
50. "Deus fez o homem à sua imagem e semelhança". A Língua conhece o objeto direto pleonástico e preposicionado:

a) Ao homem fê-lo Deus à sua imagem e semelhança

b) O homem foi feito por Deus à sua imagem e semelhança

c) O homem fez Deus à sua imagem e semelhança

d) O homem Deus fez à sua imagem e semelhança

e) À sua imagem e semelhança fez Deus o homem


51. Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, porque não escolheremos nós o travesti do último?. A análise que se faz está correta, exceto:

a) tempo (sujeito)

b) os homens (objeto direto)

c) nós (sujeito)

d) travesti (objeto indireto)

e) o (travesti) adnominal


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufba 96) O SINO DE OURO


1 Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da serra Azul - mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa Três (minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos, esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) -, mas me contaram que em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes e indolentes, e mesmo a igreja é pequena, me contaram que ali tem - coisa bela e espantosa - um grande sino de ouro.

2 Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grã-senhor - nem Chartres, nem Colônia, nem S. Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.

3 É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus - gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões - eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria, ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.

4 Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrupção - dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.

5 E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: " eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro ".

6 O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrupção, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.


BRAGA, Rubem. A BORBOLETA AMARELA: CRÔNICAS. 3 ed. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1963. p.64-7.
Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.
52. Há uma estrutura frasal constituída de sujeito, predicado, complemento verbal, adjunto adverbial, independentemente da ordem, em:
(01) "... eu esqueço o nome das vilas e a fisionomia dos irmãos..." (p.1)

(02) "... ali tem - coisa bela e espantosa - um grande sino de ouro." (p.1)

(04) "É apenas um sino, mas é de ouro." (p.3)

(08) "... ele dá cada dia sua ração de alegria." (p.3)

(16) "... esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento..." (p.4)

(32) "... e a povoação continua pequena, humilde e mansa..." (p.4)

(64) "0 homem velho me contou isso com espanto e desprezo." (p.6)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 2002) UM BOI VÊ OS HOMENS


Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para outro lado, sempre esquecidos

de alguma coisa. Certamente, falta-lhes

não sei que atributo essencial, posto se apresentem nobres

e graves, por vezes. Ah, espantosamente graves,

até sinistros. Coitados, dir-se-ia que não escutam

nem o canto do ar nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar o que é visível

e comum a cada um de nós, no espaço. E ficam tristes

e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos - e perde-se

a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pêlos, nos extremos de inconcebível fragilidades,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que

impossibilidade de se organizarem em formas calmas,

permanentes e necessárias. Têm, talvez,

certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem

perdoar a agitação incômoda e o translúcido

vazio interior que os torna tão pobres e carecidos

de emitir sons absurdos e agônicos: desejo, amor, ciúme

(que sabemos nós?), sons que se despedaçam e tombam

[no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto, é ruminarmos nossa verdade.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. "Reunião.10 livros de poesia". Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.)


53. É comum encontrar nos livros escolares a definição de predicado como aquilo que se declara sobre o sujeito de uma oração.

Essa definição de predicado, entretanto, não é suficiente para identificá-lo em todas as suas ocorrências.

O exemplo em que NÃO se poderia identificar o predicado pela definição dada é:

a) "falta-lhes / não sei que atributo essencial," (v. 3-4)

b) "Toda a expressão deles mora nos olhos" (v.11)

c) "neles há pouca montanha," (v. 14)

d) "sons que se despedaçam" (v. 22)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrrj 99) FAVELÁRIO NACIONAL

...........................................................................................
12. Desfavelado
Me tiraram do meu morro

me tiraram do meu cômodo

me tiraram do meu ar

me botaram neste quarto

multiplicado por mil

quartos de casas iguais.

Me fizeram tudo isso

para meu bem. E meu bem

ficou lá no chão queimado

onde eu tinha o sentimento

de viver como queria

no lugar onde queria

não onde querem que eu viva

aporrinhado devendo

prestação mais prestação

da casa que não comprei

mas compraram para mim.

Me firmo, triste e chateado

Desfavelado.

..........................................................................................


15. Indagação
Antes que me urbanizem a régua, compasso,

computador, cogito, pergunto, reclamo:

Por que não urbanizam antes

a cidade?

Era tão bom que houvesse uma cidade

na cidade lá embaixo.

...........................................................................................

(ANDRADE, Carlos Drummond de. "Corpo". Rio de Janeiro, Record, 1985. p.118-119; 120-121.)


54. "Me tiraram do meu morro" (v. 1),

"me botaram neste quarto" (v. 4),

"mas compraram para mim" (v. 17).
Nos três versos destacados, o poeta empregou sujeito indeterminado. O uso dessa estrutura

demonstra, em relação ao eu lírico,

a) sua impotência.

b) sua alienação.

c) sua inquietação.

d) sua insatisfação.

e) seu conformismo.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufmg 2001) Errar é divino


1 Pode um escritor, em nome de sua arte, contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa em "A Língua Portuguesa."

2 A língua existe para servir o indivíduo, e não para escravizá-lo, pensa o poeta. Sendo uma aventura intelectual, o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado, assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Esse tipo de postura gerou um impasse. De um lado, ficam os gramáticos, impondo normas. De outro, os artistas, clamando por liberdade.

3 A resposta à questão inicial é simples. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma, mas porque sabem tirar proveito da ruptura. A transgressão, para ser bem-sucedida, deve possuir função estrutural. Tanto no texto como no comportamento. Ela pode dar impressão de firmeza, de precisão, de ambigüidade, de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Na maioria dos casos, indica novas propostas para o futuro.

4 Pela perspectiva dos artistas, os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. Para eles, dominar a norma culta do idioma não excede, em valor, o conhecimento do código de trânsito, por natureza convencional e efêmero: num dia, certa rua dá mão; no outro, não dá; e, na próxima semana, pode ser que a mesma rua não exista. Observa-se o mesmo nas normas da gramática, que variam conforme as convenções gerais de cada época. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras.

TEIXEIRA, Ivan. VEJA, São Paulo, p.148-149, 21 abr. 1999 (texto adaptado)
55. Em todas as alternativas, o emprego do termo, ou expressão, destacado está corretamente explicado pela frase entre parênteses, EXCETO em

a) ... ASSIM COMO como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. (par.2) (INTRODUZ UMA COMPARAÇÃO).

b) ELA pode dar impressão de firmeza, [...] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. (par.3) (REFERE-SE À TRANSGRESSÃO DE FUNÇÃO ESTRUTURAL).

c) PARA ELES, dominar a norma culta do idioma não excede, em valor, o conhecimento do código de trânsito... (par.4) (REFERE-SE AOS GRAMÁTICOS, GUARDIÃES DA LÍNGUA).

d) Observa-se O MESMO nas normas da gramática, que variam conforme as convenções gerais de cada época. (par.4) (REMETE À EFEMERIDADE DO CONHECIMENTO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO).
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unb 97) Leia o texto seguinte, que conta a história do início da criação do mundo, conforme a BÍBLIA SAGRADA, e responda às questões:


1 No começo Deus criou o céu e a terra.

2 Não havia nem vida na terra, que era toda coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água.

3 Então Deus disse:

4 - Que haja luz!

5 E a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa e a separou da escuridão. Deus pôs na luz o nome de "dia" e na escuridão pôs o nome de "noite". A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o primeiro dia.

6 Então Deus disse:

7 - Que haja no meio da água uma divisão para separá-la em duas partes.

8 E assim aconteceu. Deus fez uma divisão que separou a água em duas partes: uma parte ficou do lado de baixo da divisão, e a outra parte ficou do lado de cima. Nessa divisão Deus pôs o nome de "céu". A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o segundo dia.

9 Aí Deus disse:

10 - Que a água que está debaixo do céu se ajunte num só lugar a fim de que apareça a terra seca.

11 E assim aconteceu. Deus pôs na parte seca o nome de "terra" e nas águas que se haviam ajuntado ele pôs o nome de "mares". E Deus viu que o que havia feito era bom. Em seguida ele disse:

12 - Que a terra produza todo tipo de vegetais, isto é, plantas que dêem sementes e árvores que dêem frutas.

13 E assim aconteceu. A terra produziu todo tipo de vegetais: plantas que dão sementes e árvores que dão frutas. E Deus viu que o que havia acontecido era bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o terceiro dia.

(Gênesis. 1, 1-13)


(...)

14 Quando o Deus Eterno fez o céu e a terra, não haviam brotado nem capim nem plantas, pois o Eterno ainda não tinha mandado chuvas, e não havia ninguém para cultivar a terra. Mas da terra saía uma corrente de água que regava o chão. Então, do pó da terra, o Deus Eterno formou o ser humano. Ele soprou no seu nariz uma respiração de vida, e assim esse ser se tornou um ser vivo.

15 Depois o Deus Eterno plantou um jardim na região do Éden, no Leste, e ali pôs o homem que ele havia formado. O Deus Eterno fez que ali crescessem árvores lindas de todos os tipos, que davam frutas boas de se comer. No meio do jardim ficava a árvore que dá vida e também a árvore que dá o conhecimento do bem e do mal.

(Gênesis. 2, 5-9)


Na(s) questão(ões) a seguir assinale os itens corretos e os itens errados.
56. Considerando a estrutura sintática do texto, julgue os itens a seguir.
(1) As frases iniciadas por travessões podem ser analisadas como introduzidas por uma conjunção subordinativa integrante.

(2) Nos trechos "Deus viu que a luz era boa e A separou da escuridão" e "Que haja no meio da água uma divisão para separá-LA em duas partes", os pronomes em maiúsculo têm referentes idênticos e exercem a mesma função sintática de objeto direto.

(3) O sinal de DOIS-PONTOS, no parágrafo 13, indica que os termos seguintes são apostos coordenados da expressão "todo tipo de vegetais".

(4) O verbo auxiliar, no primeiro período do 14Ž parágrafo, está corretamente empregado no plural, para concordar com o sujeito posposto.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp 99) O operário moderno carece de individualidade. A classe é mais forte do que o indivíduo e a pessoa se dissolve no genérico. Porque essa é a primeira e a mais grave mutilação que o homem sofre ao converter-se em assalariado industrial. O capitalismo despoja-o de sua natureza humana - coisa que não ocorreu com o escravo - já que reduz todo o seu ser à força de trabalho, transformando-o só por este fato em objeto. E como todos os objetos, em mercadorias, em coisa susceptível de compra e venda. O operário perde, bruscamente, e em razão mesmo de seu estado social, toda relação humana e concreta com o mundo: nem são seus os instrumentos que manipula, nem é seu o fruto de seu trabalho. Sequer chega a vê-lo. Na realidade, não é um operário, já que não produz obras ou não tem consciência de que as produz, perdido em aspecto determinado da produção. É um trabalhador, nome abstrato, que não designa uma tarefa determinada, mas uma função. Assim a sua obra não o distingue dos outros homens, tal como acontece com o médico, o engenheiro ou o carpinteiro. A abstração que o qualifica - o trabalho medido pelo tempo - não separa, mas liga-o a outras abstrações. Daí sua ausência de mistério, de problematicidade, daí a sua transparência, que não é diversa da de qualquer instrumento.

(Paz, O. SIGNOS EM ROTAÇÃO. São Paulo: Perspectiva, 2 ed., 1976, pág.245.)
57. Observe: "não tem consciência DE QUE AS PRODUZ".

Assinale a alternativa em que a seqüência em destaque tem a mesma função sintática da oração subordinada anterior.

a) transformando-o EM OBJETO

b) converter-se EM ASSALARIADO

c) despoja-se DE SUA NATUREZA HUMANA

d) susceptível DE COMPRA E VENDA

e) liga-o A OUTRAS ABSTRAÇÕES
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 97) Texto I


"Minha terra tem palmeiras

Onde canta o sabiá;

As aves que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Gonçalves Dias
Texto II
Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!


Murilo Mendes
58. "As aves QUE aqui gorjeiam...". O pronome em maiúsculo é relativo; vem no lugar de aves e exerce a função sintática de:

a) sujeito

b) objeto direto

c) objeto indireto

d) complemento nominal

e) agente da passiva


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 2000) ANTES DO NOME


Não me importa a palavra, esta corriqueira.

Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,

os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás",

o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível

muleta que me apóia.

Quem entender a linguagem entende Deus

cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.

A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,

foi inventada para ser calada.

Em momentos de graça, infreqüentíssimos,

se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.

Puro susto e terror.

(Adélia Prado - "Bagagem")
59. Em "... esta incompreensível/muleta que me apóia." (v.4-5) o pronome ESTA refere-se, no texto, ao vocábulo:

a) "palavra" (v.1).

b) "corriqueira" (v.1).

c) "sintaxe" (v.2).

d) "que" (v.4).

e) "linguagem" (v.6).


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fei 99) "Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de FINADO. Escrevi-a com a pena da GALHOFA e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse CONÚBIO. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente FRÍVOLA não achará nele seu romance usual; ei-lo aí fica PRIVADO da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião".


60. Observe o fragmento: "Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, BRÁS CUBAS, se adotei a forma livre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre...". Assinale a alternativa que analise corretamente a função sintática do elemento em destaque no contexto em que se insere:

a) complemento nominal

b) objeto direto

c) sujeito

d) aposto

e) locução adjetiva


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 96) O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha [aldeia]

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.


O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.


O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E donde ele vem.

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


(Fernando Pessoa)
61. "O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia".
Rigorosamente o sujeito do verbo correr:

a) Tejo


b) rio

c) que (no lugar de rio)

d) aldeia

e) indeterminado


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uel 99) CONSUMIDOR E CIDADÃO


O consumidor brasileiro encontra melhores meios de exercer seus direitos do que o cidadão.

Os amplos recursos do recente Código de Defesa do Consumidor e a relativa agilidade dos Procons, em contraste com a morosidade da Justiça, impulsionaram um significativo aumento das atividades nessa área durante a década de 90.

A atuação dos Procons e de outras entidades privadas qualificadas para defender interesses coletivos parece ser também uma forma de responder à inoperância do Estado no que se refere aos direitos do cidadão.

A multiplicação de órgãos como os Procons e, de outra parte, dos centros de atendimento a clientes é um sinal de evolução do mercado brasileiro e mesmo de parte da sociedade. Mas esse fato mesmo é um indicador do atraso do país, pois faz pensar no que em geral ocorre quando, em lugar de uma empresa, quem está do outro lado do balcão é o Estado.

Donas-de-casa reunidas para zelar pela qualidade de produtos ou associações de "vítimas de atrasos aéreos", por exemplo, batem-se por questões que deveriam estar salvaguardadas pelo poder público.

O cidadão que utiliza o serviço público de saúde e é mal atendido não encontra um recurso comparável ao serviço que os Procons prestam a clientes insatisfeitos de seguros de saúde privados. O brasileiro está muito mais bem atendido quando se trata de reclamar contra produtos defeituosos, propaganda enganosa ou serviços privados mal prestados do que quando o problema está na escola pública ou na polícia.

O rápido crescimento das atividades ligadas a direitos do consumidor, entretanto, também exige algumas cautelas, seja contra uma atuação abusiva desses organismos, seja quanto a sua politização. Mas o que sobressai desse contraste entre consumidor e cidadão é que o atraso do Brasil em relação aos países mais desenvolvidos não está apenas na economia. A distância é enorme quando se trata de respeito ao cidadão.
62. Donas-de-casa reunidas para zelar pela qualidade de produtos ou associações de "vítimas de atrasos aéreos", por exemplo, batem-se por questões QUE deveriam estar salvaguardadas pelo poder público.
O pronome em destaque refere-se a

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