Texto para a próxima questãO



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a) donas-de-casa.

b) qualidade de produtos.

c) associações de vítimas de atrasos aéreos.

d) por exemplo.

e) questões.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Fatec 2000) Texto I


(...) Ia chover. Bem. A catinga ressuscitaria, a semente do gado voltaria ao curral, ele, Fabiano, seria o vaqueiro daquela fazenda morta. Chocalhos de badalos de ossos animariam a solidão. Os meninos, gordos, vermelhos, brincariam no chiqueiro das cabras, Sinhá Vitória vestiria saias de ramagens vistosas. As vacas povoariam o curral. E a catinga ficaria toda verde.

Lembrou-se dos filhos, da mulher, e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra (...) Chegou. Pôs a cuia no chão, escorou-a com pedras, matou a sede da família. Em seguida acocorou-se, remexeu o aió, tirou o fuzil, acendeu as raízes de macambira, soprou-as, inchando as bochechas cavadas. Uma labareda tremeu, elevou-se, tingiu-lhe o rosto queimado, a barba ruiva, os olhos azuis. Minutos depois o preá torcia-se e chiava no espeto de alecrim.

Eram todos felizes, Sinhá Vitória vestiria uma saia larga de ramagens. (...) A fazenda renasceria - e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.

Os troços minguados ajuntavam-se no chão; a espingarda de pederneira, o aió, a cuia de água e o baú de folha pintada. A fogueira estalava. O preá chiava em cima das brasas.

Uma ressurreição. As cores da saúde voltariam à cara triste de Sinhá Vitória.. (...) A catinga ficaria verde.

(Graciliano Ramos , "Vidas Secas")

Texto II Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada

sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

- Lá sou amigo do rei -

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

(Manuel Bandeira "Libertinagem")
63. "... acendeu as raízes de macambira, soprou-AS, inchando as bochechas cavadas. Uma labareda tremeu, elevou-se, tingiu-LHE o rosto queimado."
Os pronomes destacados nos trechos anteriores referem-se a palavras do texto I; tais pronomes significam,

a) as bochechas cavadas; de Fabiano.

b) as bochechas cavadas; o rosto queimado.

c) as raízes de macambira; de Fabiano.

d) as raízes de macambira; uma labareda.

e) as raízes; tremeu.


64. Indique a alternativa em que a substituição dos termos destacados nas frases a seguir está gramaticalmente correta.
I. Sinhá Vitória vestiria SAIAS DE RAMAGENS VISTOSAS.

II. ... para não derramar A ÁGUA SALOBRA.

III. Encheu A CUIA.
a) I. Sinha Vitória vesti-las-ia; II. ...para a não derramar; III. A encheu.

b) I. Sinha Vitória lhes vestiria; II. ... para não a derramar. III. Encheu-lhe.

c) I. Sinhá Vitória vestir-lhes-ia; II. ...para não derramá-la; III. Encheu-a.

d) I. Sinhá Vitória vestiria-a; II. ... para a não derramar; III. Encheu-lhe.

e) I. Sinhá Vitória as vestiria. II. ... para não derramá-la; III. Encheu-a.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufsc 96) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.


65. Com relação à estrutura sintática das frases extraídas da obra VERDE VALE, de Urda Alice Klueger, marque as proposições CORRETAS e some os valores correspondentes.
01. O período 'Vi-os sentados na balaustrada da varanda balançando os pés' apresenta dois objetos diretos.

02. O período 'Eileen era uma aristocrata que dirigia seu pequeno reino' tem um predicado nominal e um predicado verbal, sendo composto de duas orações.

04. Na oração 'Por todos os lados a vida regurgitava', o verbo é intransitivo.

08. No período 'Se um estranho chegasse de repente àquelas bandas acreditara ser ela a mais bela das filhas', temos um sujeito indeterminado e uma oração sem sujeito.

16. Na oração '... ao se referir àquela união', temos um objeto indireto.

32. O adjunto adverbial é uma função sintática normalmente representada por advérbios e locuções adverbiais, como no seguinte exemplo: '... vou andar pelos sítios aí de baixo.'


Soma ( )
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucpr 2001) Samba triste


A bossa nova ficou mais triste com a partida de mais um dos seus mestres. Depois de Antônio Carlos Jobim e Vinícius Moraes, Baden Powell deixou o mundo em saudade. Faleceu, no passado dia 26, vítima de uma septicémia, após dois meses de internamento, numa clínica no Rio de Janeiro. A sua música ficou.

Portugal tem Carlos Paredes, o Brasil tem Baden Powell. Comparáveis pelo virtuosismo, pela criatividade, pelo sentimento. Powell tinha a arte na ponta dos dedos. Revolucionou a forma de tocar violão, acrescentando-lhe saudade, beleza e ritmo. Deu de beber jazz ao samba e, na senda de Vinícius, Tom Jobim, João Gilberto, Stan Getz, entre outros, ajudou a criar a bossa nova. Está assim na gênese do movimento mais importante da música brasileira deste século. É, de certa forma, pai de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gal Costa, entre tantos outros.

(HALPERN, Manuel. "Jornal de Letras, Artes e Idéias". Lisboa, 4 a 17 out. 2000, p. 5)
(Nota: O texto SAMBA TRISTE, que presta homenagem ao sambista brasileiro Baden Powell, foi publicado em Portugal e por isso traz algumas novidades em relação ao português que se fala e se escreve no Brasil. No texto apresentado, as principais diferenças se encontram na acentuação gráfica: ANTÔNIO, SEPTICÉMIA, GÉNESE. Essas e outras discordâncias entre o português de Portugal e o do Brasil não serão, porém, objeto de questionamento nesta prova.)
66. Observe:
"Revolucionou a forma de tocar violão, acrescentando-lhe saudade, beleza e ritmo."
O pronome LHE do exemplo refere-se:

a) a Powell, sujeito oculto da oração.

b) à forma de tocar violão.

c) a saudade, beleza e ritmo.

d) somente à palavra mais próxima: saudade.

e) à forma verbal acrescentando, à qual está ligado por hífen.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 98) 1 Os processos da história mítica são francamente irracionais. Como se explica que, apesar do seu lúgubre estalinismo, Che Guevara tenha adquirido uma aura romântica que £ofusca a de qualquer outro herói do século 20, culminando hoje na sua santificação entre camponeses bolivianos?

2 Essa aura romântica ¤começou a se formar quando, abandonando uma prestigiosa posição no regime cubano, ¥se internou no Congo para lutar contra uma corrupta e sanguinária ditadura neocolonialista. E ¦tornou-se legendária em decorrência de sua trágica aventura na Bolívia.

3 Che Guevara morreu antes das duas idéias e, graças a isso, não só §escapou do eclipse histórico, como se transformou num dos símbolos e ícones da nossa época. Seus métodos eram autoritários, sua base teórica, extremamente superficial, e seu projeto econômico-social ¨fracassou miseravelmente. Imortalizou-o uma das qualidades mais raras e admiradas entre os homens - uma nobre e indômita coragem, exatamente o fascinante traço essencial do herói. O Che foi um herói do nosso tempo - um tempo feito de mesquinho egoísmo e opaca mediocridade. É natural que seja ¢especialmente venerado por jovens de classe média, da qual também ele provinha: encarna o herói que a maioria desses jovens gostaria de encarnar, mas não consegue.

(Adaptado de: FREITAS, Décio. O PROFETA DA GUERRILHA. ZERO HORA, 13 de julho, 1997, p.19.)
67. Considere as seguintes formas verbais do texto:

1. ofusca (ref.2)

2. começou (ref.3)

3. se internou (ref.4)

4. tornou-se (ref.5)

5. escapou (ref.6)

6. fracassou (ref.7)

Quais dentre elas têm como sujeito - expresso ou subentendido - "Che Guevara"?

a) Apenas 1 e 3

b) Apenas 2 e 4

c) Apenas 3 e 5

d) Apenas 4 e 6

e) Apenas 5 e 6
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.

(Puccamp 97) Tribalização


O continente africano, que tantas vezes e por tanto tempo já foi o espelho sombrio e espoliado dos progressos da civilização ocidental, infelizmente continua sujeito a um processo que, no limite, resume-se a uma implosão civilizatória.

Se os tempos são de globalização, o espelho de horrores africano coloca-nos diante da antítese mais extrema, a da tribalização. Chegam-se ao fim do século 20 com o mais velho continente mergulhado em conflitos étnicos, miséria, endemias e estagnação econômica.

A situação tornou-se agora extremamente grave, e entre Zaire e Ruanda parece inevitável uma guerra aberta. Tudo sob o olhar distante e pouco interessado das grandes potências ocidentais. A própria ONU admite não ter acesso a 600 mil refugiados hutus no leste do Zaire e pediu fotos de satélite para identificar onde eles estariam. Segundo a comissária da União Européia, 1 milhão de pessoas podem morrer. Seria patético, se não fosse absolutamente trágico.

A responsabilidade do Ocidente é inegável. Basta lembrar o antigo nome do Zaire, Congo Belga, para tomar consciência do passado colonialista que em muitos casos criou divisões geopolíticas e unidades de governo pouco ou nada coerentes com tradições tribais, étnicas ou mesmo territoriais.

Infelizmente, uma parte relativamente grande da mídia e dos governantes dos países "civilizados" retrata os conflitos como puramente tribais, como se o genocídio africano não tivesse começado faz alguns séculos, sob o comando de potências colonialistas.

Mais, parece evidente que a "tribalização", ou seja, a predominância de fatores locais, étnicos e de disputa territorial, nada mais é que o resultado de uma situação de estagnação e fome epidêmica em que boa parte do continente continua mergulhada em decorrência de seus sistemas econômicos, totalmente marginalizados da globalização.

Lamentavelmente, a dívida em vidas, riqueza e cultura do Ocidente com a África tende apenas a crescer.

(Adaptado da Folha de São Paulo, 31/10/96, 1-2.)


68. A frase em que estão em maiúsculo, respectivamente, um predicativo do sujeito e um sujeito é:

a) Seria PATÉTICO, se não fosse absolutamente TRÁGICO.

b) O continente africano (...) infelizmente continua sujeito a UM PROCESSO que, no limite, resume-se a UMA IMPLOSÃO CIVILIZATÓRIA.

c) A situação tornou-se agora extremamente GRAVE, e entre Zaire e Ruanda parece inevitável UMA GUERRA ABERTA.

d) Basta lembrar O ANTIGO NOME DO ZAIRE, CONGO BELGA, para tomar consciência do passado colonialista.

e) Segundo a comissária DA UNIÃO EUROPÉIA, 1 MILHÃO DE PESSOAS podem morrer.


69. O continente africano, que tantas vezes e por tanto tempo JÁ foi o espelho sombrio e espoliado dos progressos da civilização ocidental, infelizmente continua sujeito a um processo que, no limite, resume-se a uma implosão civilizatória.

O advérbio em maiúsculo exprime idéia de

a) modo.

b) dúvida.

c) intensidade.

d) tempo.

e) afirmação.
70. A própria ONU admite não ter acesso a 600 mil refugiados hutus no leste do Zaire.

Deslocando-se o sujeito, a frase anterior está corretamente pontuada em:

a) Admite, a própria ONU, não ter acesso a 600 mil refugiados hutus, no leste do Zaire.

b) Admite a própria ONU, não ter acesso, a 600 mil refugiados hutus no leste do Zaire.

c) Admite, a própria ONU não ter acesso a 600 mil refugiados hutus, no leste do Zaire.

d) Admite a própria ONU: não ter acesso a 600 mil refugiados, hutus no leste do Zaire.

e) Admite, a própria ONU: não ter acesso a 600 mil refugiados hutus, no leste do Zaire.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrn 2001) 1 Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.

Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.

2 Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.

3 E aqui está a nossa dificuldade. Nós, brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.

4 Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma "sessão nostalgia" e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: "Hoje é dia de redação." Você se lembra da "alegria" que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar "inspirado"? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos "tema livre". E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era "democraticamente imposto". E aí vinha aquela tradicional pergunta: "Quantas linhas?" A resposta era ¢original: "No mínimo 25 linhas." Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. £A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: "Meu reino pela 25 linha." Valia tudo para se ¤chegar lá. Desde as ridículas letras que "engordavam" repentinamente até a famosa "encheção de lingüiça".

5 E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a "encher lingüiça". Pelo visto, há políticos que fizeram "pós-graduação" no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam "enrolar".

6 O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.

7 Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:

1. "A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida."

Cá entre nós, bastava ter escrito: "A largada e a chegada serão no Leme."

2. "O procurador encaminhou ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado..."

Sendo direto: "O procurador mandou investigar."

3. "A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica."

Enxugando a frase: "O Brasil é a favor de uma solução pacífica."

Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.


(DUARTE, Sérgio Nogueira. "O Caso". Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 jan.2000. cad. BRASIL, p.14. [coluna LÍNGUA VIVA])
71. A palavra QUE exerce função sintática de sujeito em:

a) Você se lembra da "alegria" QUE contagiava a turma?

b) Eu costumo dizer QUE 25 é um número traumático na vida do aluno.

c) É só (...) voltarmos (...) às (...) aulas em QUE o professor anunciava: "Hoje é dia de redação.

d) O problema maior, entretanto, é QUE a doença atinge também outras categorias profissionais.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2003) INSTRUÇÃO: As questões seguintes baseiam-se

em duas tirinhas de quadrinhos, de Maurício de Sousa (1935 -), e na "Canção do exílio", de Gonçalves Dias (1823-1864).
Canção do Exílio

(...)


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar - sozinho, à noite -

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

(Antônio Gonçalves Dias, "Primeiros Cantos")
72.

Nas falas "Minha terra tem Corinthians, onde canta o sabiá!" e "cada um tem o time que quiser!...", da segunda tirinha, os vocábulos em destaques estabelecem, respectivamente, as relações sintático-semânticas de

a) conector de oração adjetiva em relação a "minha terra" e conector de oração adjetiva em relação a "time".

b) conector de oração adverbial em relação a "terra" e conector de oração adjetiva em relação a "time".

c) conector de oração adjetiva em relação a "Corinthians" e conector de oração adjetiva em relação a "cada um".

d) conector de oração adverbial em relação a "Corinthians" e conector de oração adverbial em relação a "um".

e) conector de oração adverbial de lugar em relação a "minha terra" e conector de oração adjetiva em relação a "cada um".
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Faap 97) Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta esturvinhado à crise de uma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se, de novo.

Pelo 13 de maio, mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo.

A 15 de novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa.

Vem Floriano: estouram as granadas de Custódio; Gumercindo bate às portas de Roma; Incitatus derranca o país. O caboclo continua de cócoras, a modorrar...

Nada o desperta. Nenhuma ferretoada o põe de pé. Social, como individualmente, em todos os atos da vida, Jeca antes de agir, acocora-se.


Monteiro Lobato
73. Na oração adiante, o sujeito do verbo VIR (venha) é:
" ...o caboclo deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo."
a) ele (caboclo)

b) caboclo

c) que

d) velho mundo



e) quem nele pegue de novo
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 2001) PALAVRAS


"Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem. Eu desestruturo a linguagem? Vejamos: eu estou bem sentado num lugar. Vem uma palavra e tira o lugar de debaixo de mim. Tira o lugar em que eu estava sentado. Eu não fazia nada para que a palavra me desalojasse daquele lugar. E eu nem atrapalhava a passagem de ninguém. Ao retirar de debaixo de mim o lugar, eu desaprumei. Ali só havia um grilo com a sua flauta de couro. O grilo feridava o silêncio. Os moradores do lugar se queixavam do grilo. Veio uma palavra e retirou o grilo da flauta. Agora eu pergunto: quem desestruturou a linguagem? Fui eu ou foram as palavras? E o lugar que retiraram de debaixo de mim? Não era para terem retirado a mim do lugar? Foram as palavras pois que desestruturaram a linguagem. E não eu."

(BARROS, Manoel de. "Ensaios fotográficos". Rio de Janeiro: Record, 2000.)


74. As gramáticas em geral registram duas ocorrências que deixam o sujeito indeterminado: frases como "Falaram mal de você", em que o verbo aparece na terceira pessoa do plural e não há sujeito reconhecível, e frases como "Precisa-se de servente", em que o pronome "se" na terceira pessoa do singular, indetermina o sujeito.

O poema de Manoel de Barros, no entanto, cria uma outra ocorrência de sujeito indeterminado, que aparece no seguinte trecho:

a) "Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem"

b) "Vejamos: eu estou bem sentado num lugar"

c) "Ali só havia um grilo com sua flauta de couro"

d) "E o lugar que retiraram de debaixo de mim?"


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufc 2003) Os moradores do casarão

(...)

1 Consultando o relógio de parede, que bate as horas num gemer de ferros, ela chama uma das pretas, para que lhe traga a chaleira com água quente. Toma banho dentro da bacia no quarto, cujos tacos já estão podres. Demora-se sentada no banco de madeira com medo da corrente de ar, os cabelos soltos e os ombros protegidos pela toalha.



2 A única amiga que a visita diz que a vida dela dá um romance. O casarão. A posição social de outrora. A educação dela: o piano, a aula particular de francês, o curso de pintura com irmã Honorine. Tudo se foi acabando. Os mortos são retratos no alto das paredes. Galeria de retratos, o do pai, imponente, o cabelo partido ao meio, certa ironia nos olhos, ao tempo em que foi secretário de estado e diretor do grande hospital. Foi por esse tempo que ela se casou com o bacharel recente. As tias fizeram oposição forte. Aquelas tias magras, de nervuras nos pescoços, as blusas de colarinho de renda, os bandós. A mais renitente delas era tia Matilda. A sobrinha merecia coisa melhor, homem já projetado na vida, com carreira feita, que a família era nobre, quisessem ou não: vinha de boa cepa portuguesa, com barão na origem. O moço era filho de comerciante, com pequena loja de tecidos:

3 - E um menino! Em começo de vida.

4 Mas casaram. Foi decidido que ficassem no casarão, que dava para todos, e ninguém queria separar-se de Violeta, que tinha muitas mães, todas mandando nela. Violeta, governada, sem vontade própria, como se ainda fosse menina, ouvindo uma e outra:

5 - Estou bem com este vestido?

6 A nervura das tias:

7 - Horrível! Ponha o de organdi.

8 Ela voltava ao grande quarto, de forro alto, e mudava a roupa na frente do marido, marginalizado e em silêncio. Concessão maior só do pai, que era meio boêmio, apreciava uma roda de cerveja e de pôquer. O pai soltava gargalhada na cadeira de balanço e garantia ao genro que aquelas velhas, e a própria mulher dele, eram doidas.

9 A pressão. O ¢reparo para qualquer deslize tolo ou gafe:

10 - Filho de comerciante.

11 E Violeta, que nunca teve filhos, engordava, lambia os dedos e os beiços untados de manteiga. Muita banha, preguiça de sair de casa, uma ou outra nota no piano de cauda, com o jarro de flores, onde as moscas dormiam e cagavam.

12 Veio o desquite. O marido mudou-se para São Paulo. Fez carreira brilhante, é advogado de prestígio e, faz muito tempo, vive com a outra. Mas fixou pensão para a mulher e escrevia-lhe, talvez por pena dela: a gordura disforme. Foram cartas que raramente recebeu, e uma ou outra que ela própria tivesse escrito, tia Matilda, a renitente, tomava do jardineiro, lia e rasgava.

13 Quando essa tia morreu, porque afinal todos morreram, Violeta encontrou no quarto dela dentro da gaveta da cômoda, lá no fundo, algumas dessas cartas do marido, amarradas com o fitilho. Trancou-se, leu-as à luz do abajur e chorou.

14 O casarão, com a torre, é ninho de morcegos, que voejam na tarde. Tudo é silêncio. O gradil do muro, enferrujado. Secou a fonte, onde o vento rodopia folhas mortas. De resistente apenas a hera, que sobe pelas velhas paredes, uma ou outra vez aguada por Seu Vicente, jardineiro, ou pela preta mais nova, também cria da família.

15 A única amiga que a visita volta a assegurar que a vida dela dá um romance.

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