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a) o isolamento da expressão "sobre logo" por vírgulas

b) a designação da menina por meio do composto "Fita-Verde"

c) a equivalência entre "ela" e "a linda" na referência à menina

d) o emprego da expressão "era uma vez" com o sujeito "tudo"


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Cesgranrio 93) O IMPÉRIO DA LEI

1 O desfecho da crise política deu uma satisfação a um anseio fundamental dos brasileiros: o de que a lei seja respeitada por todos. Estamos, agora, diante da imperiosa necessidade de dar prosseguimento ao processo de regeneração dos costumes políticos e da restauração dos princípios éticos na vida pública, que nada mais é do que se conseguir em novas bases um consenso em torno da obediência civil.

2 Existem reformas pendentes nas áreas política e econômica, lacunas constitucionais a serem preenchidas, regulamentações não realizadas, aprimoramentos da Carta que deverão ocorrer em datas já definidas. Mas estas tarefas não esgotam a pauta de urgências da cidadania. É indispensável inculcar no cidadão comum o respeito à lei.

3 Esta aspiração é antiga no Brasil. Capistrano de Abreu já sonhava com uma Constituição com dois únicos artigos: 1- A partir, desta data, todo brasileiro passa a ter vergonha na cara; 2- Revogam-se as disposições em contrário. Num país que combina o furor legiferante à tradição de impunidade, o historiador compreendeu que o problema era menos a ausência de leis do que a generalizada e permanente tendência em desobedecê-las. Simplificar e cumprir foram suas palavras de ordem.

4 O sociólogo americano Phillip Schmitter se confessou abismado pela naturalidade com que os brasileiros transgridem as leis em vigor. É de se duvidar se uma Constituição como a de Capistrano "pegaria" no Brasil. Uma vez adotado o "cumpra-se a lei", as normas vigentes não seriam suficientes? Caso não fossem que mecanismos garantiriam o imediato cumprimento da nova lei? Mais: a desobediência à nova lei não aprofundaria ainda mais a desconfiança nas instituições? São questões que surgem espontaneamente num país cuja cidadania ainda não internalizou a lei.

Jornal do Brasil, 01/10/92, p.10
88. Aponte a ÚNICA opção em que o termo em maiúsculo NÃO é complemento nominal:

a) restauração DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS (1Ž parágrafo)

b) aprimoramentos DA CARTA (2Ž parágrafo)

c) respeito À LEI (2Ž parágrafo)

d) palavras DE ORDEM (3Ž parágrafo)

e) cumprimento DA NOVA LEI (4Ž parágrafo)


89. Aponte a opção que apresenta uma oração com sujeito indeterminado:
a) "(...) do que se conseguir em novas bases um consenso (...)" (1Ž parágrafo)
b) "... inculcar no cidadão comum o respeito à lei." (2Ž parágrafo)
c) "Revogam-se as disposições em contrário."

(3Ž parágrafo)


d) "(...) que surgem espontaneamente num país (...)" (4Ž parágrafo)
e) "(...) caso não fossem, (...)" (4Ž parágrafo)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uff 2001) 1 Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. De um lado, o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala, o homem miscigenado, potente e tendendo a ser feliz. De outro, o Macunaíma, herói sem nenhuma definição, ou sem nenhum caráter - como queria o próprio Mário de Andrade.

2 Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Retomando a imagem literária, citemos a Capitu menina - e teremos como sempre a intervenção soberana de Machado de Assis.

3 Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa - outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal, mas o homem é causa e efeito do verbo. Por isso mesmo, o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala, o opositor de uma e de outra, criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar.

4 É também macunaímico, pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. Ou seja, um herói - ou heroína - sem nenhum caráter.

5 Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto, teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. A imagem geométrica pode ser forçada, mas foi a que me veio na hora - e acho que fui entendido.


CONY, Carlos Heitor. "Folha Ilustrada", 5Ž Caderno, São Paulo, 21/04/2000, p.12.
90. Os diversos tipos de relação sintática entre orações podem ser estabelecidos sem conectivo explícito, através das formas de infinitivo, gerúndio ou particípio, como vemos no seguinte exemplo:
"TOMANDO Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto, teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo." (par.5)
Reconheça o tipo de relação sintática expressa pelo gerúndio destacado no período acima.

a) conclusão

b) temporalidade

c) condicionalidade

d) mediação

e) conformidade


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Ufba 96) RESTOS DO CARNAVAL


1 NÃO, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

2 No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ¢ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com ¤avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de ¥coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

3 E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

4 Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

5 Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

6 Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser ¦outra que não eu mesma.

7 Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos ¨pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

8 Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.

9 Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a ©máscara de moça que cobriria minha tão ªexposta vida infantil - , fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

10 Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma ¢¡simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha £fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.

11 Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, ¢£esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, §mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

(LISPECTOR, Clarice. FELICIDADE CLANDESTINA: CONTOS. 7 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991. p.31-5.)


Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.
91. A expressão em maiúsculo está indicando circunstância, em:
(01) "NO ENTANTO, na realidade, eu dele pouco participava." (parágrafo 2)

(02) " ... olhando ÁVIDA os outros se divertirem." (parágrafo 2)

(04) "... eu DE SÚBITO entrava no contato indispensável com o meu mundo interior ..." (parágrafo 3)

(08) "... ou talvez por pura bondade, JÁ QUE SOBRARA PAPEL ..." (parágrafo 6)

(16) "Enfim, enfim! chegaram TRÊS HORAS DA TARDE..." (parágrafo 8)

(32) "... fui correndo, correndo, PERPLEXA, ATÔNITA ..." (parágrafo 9)

(64) "Um menino DE UNS 12 ANOS... parou diante de mim..." (parágrafo 11)
Soma ( )
92. O núcleo do sujeito está corretamente destacado em:
(01) "... ruas mortas onde esvoaçavam despojos de SERPENTINA E CONFETE." (parágrafo 1)

(02) "Até que viesse o outro ANO." (parágrafo 1)

(04) "Mas houve um CARNAVAL diferente dos outros." (parágrafo 5)

(08) "... a mãe de uma AMIGA minha resolvera fantasiar a filha..." (parágrafo 5)

(16) "Embora de pétalas o PAPEL crepom nem de longe lembrasse..." (parágrafo 5)

(32) "Quando horas depois a atmosfera em CASA acalmou-se..." (parágrafo 10)

(64) "Só horas depois é QUE veio a salvação." (parágrafo 11)
Soma ( )
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Faap 97) "Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro, - questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dous recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, ri-te! É a mesma cousa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens."


Machado de Assis
93. "... é provável que me perguntes...". Sujeito do verbo ser:

a) ele


b) provável

c) que


d) que me perguntes

e) indeterminado


94. "Se tens riso, ri-TE.". A Língua chama o pronome em maiúsculo de:

a) sujeito

b) objeto direto

c) objeto indireto

d) complemento nominal

e) partícula expletiva ou de realce


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uff 2001) 1 Working women in Japan are more likely to be married than not these days, a sharp reversal of the traditional pattern. But for most of them, continuing to work after the wedding is an easier choice than having children.

2 Despite some tentative attempts by government and business to make the working world and parenthood compatible, mothers say Japan's business culture remains unfriendly to them. Business meetings often begin at 6 p.m. or later, long hours of unpaid overtime are expected, and companies routinely transfer employees to different cities for years.

3 As a result, many women are choosing work over babies, causing the Japanese birthrate to fall to a record low in 1999 - an average 1.34 babies per woman - an added woe for this aging nation.

"THE WASHINGTON POST NATIONAL WEEKLY EDITION", August 21, 2000
95. "Duas ou três fariam crer NELA aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal freqüência é cansativa." (par.1 e 2)

O termo destacado (contração da preposição EM com o pronome reto ELA) retoma um outro de mesma função sintática. Identifique-o:

a) certidão (par.1)

b) mocidade (par.1)

c) mim (par.1)

d) lacuna (par.1)

e) pintura (par.1)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2002) TEXTO I:

"O Vale de Santarém é um destes lugares privilegiados pela natureza, sítios amenos e deleitosos em que as plantas, o ar, a situação, tudo está numa harmonia suavíssima e perfeita; não há ali nada grandioso nem sublime, mas há uma como simetria de cores, de sons, de disposição em tudo quanto se vê e se sente, que não parece senão que a paz, a saúde, o sossego do espírito e o repouso do coração devem viver ali, reinar ali um reinado de amor e benevolência. (...) Imagina-se por aqui o Éden que o primeiro homem habitou com a sua inocência e com a virgindade do seu coração.

À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade. (...)

Para mais realçar a beleza do quadro, vê-se por entre um claro das árvores a janela meio aberta de uma habitação antiga, mas não dilapidada - (...) A janela é larga e baixa; parece mais ornada e também mais antiga que o resto do edifício, que todavia mal se vê..."

(Almeida Garrett, "Viagens na minha terra".)

TEXTO II:

"Depois, fatigado do esforço supremo, [o rio] se estende sobre a terra, e adormece numa linda bacia que a natureza formou, e onde o recebe como um leito de noiva, sob as cortinas de trepadeiras e flores agrestes.

A vegetação nessas paragens ostentava outrora todo o seu luxo e vigor; florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio, que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.

Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza, sublime artista, tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos, em que o homem é apenas um simples comparsa. (...)

Entretanto, via-se à margem direita do rio uma casa larga e espaçosa, construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique."

(José de Alencar, "O guarani".)

TEXTO III:

"Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

De estar a ela um dia reclinado:

Ali em vale um monte está mudado:

Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,

Que faziam perpétua a primavera:

Nem troncos vejo agora decadentes."

(Cláudio Manuel da Costa, "Sonetos-VII".)


96. Com referência ao texto III, a correlação entre o advérbio de lugar, o objeto que nele se situa e o tempo de existência (ou vida) deste objeto está correta em

a) "Aqui" = "fonte" no presente e "árvores florescentes" no passado.

b) "Ali" = "vale" no presente e "monte" no presente.

c) "Aqui" = "fonte", "árvores florescentes", "troncos decadentes" no passado.

d) "Aqui" = "fonte", "árvores florescentes", "troncos decadentes" no presente.

e) "Ali" = "vale" no passado e "monte" no passado.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 94) MEU POVO, MEU POEMA


Meu povo e meu poema crescem juntos

como cresce no fruto

a árvore nova
No povo meu poema vai nascendo

como no canavial

nasce verde o açúcar
No povo meu poema está maduro

como o sol

na garganta do futuro
Meu povo em meu poema

se reflete

como a espiga se funde em terra fértil
Ao povo seu poema aqui devolvo

menos como quem canta

do que planta

(Ferreira Gullar)


97. Os termos "No povo" (v.7) e "Ao povo" (v.1 3), exercem, respectivamente, as funções sintáticas de:

a) objeto indireto - adjunto adverbial

b) objeto indireto - complemento nominal

c) complemento nominal - objeto indireto

d) adjunto adverbial - adjunto adverbial

e) adjunto adverbial - objeto indireto


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrn 99) O picadeiro do povão


"Márcia", "Você Decide" e "Ratinho Livre". O zap noturno não deixa dúvida: o esculacho popularesco toma conta da TV. O horário nobre £vira horário pobre, e a classe média desalojada reclama. ¢Seus melhores intérpretes são os críticos que despejam indignação iluminista sobre a grossura do povão na TV, o reino da anormalidade, o picadeiro da comunicação do grotesco.

A cultura de massas brasileira parece ingressar numa nova fase, embora sempre seja possível dizer que isso nunca deixou de existir: antes era o Flávio Cavalcanti, a Dercy, o Chacrinha, o homem do sapato branco.

Mas o fato é que, se o sensacionalismo não mudou, mudou sua escala - e mudaram as circunstâncias.

Num regime de quase monopólio, quando ainda pairava sobre a TV o peso de uma política autoritária, com fortes ligações com o conservadorismo católico e o moralismo das senhoras de xale e laquê, foi possível manter uma certa compostura, dourar a tela com um digerível "padrão de qualidade".

Hoje, a situação competitiva é outra. Não apenas pela presença crescente da TV paga, mas também pela emergência, no mercado, de alternativas à hegemônica Rede Globo. Alternativas construídas com o ardil de apostar fortemente no popularesco, mas com a salvaguarda de nichos de "credibilidade". Ratinho e Boris Casoy, Márcia e Jô Soares.

Como na TV impera a lógica da maior audiência, a fortaleza ameaçada vê-se diante do dilema: §reagir com a mesma moeda ou perder a liderança em alguns horários.

Um outro fator parece contribuir para o êxito do circo do povão na TV: o real e suas conseqüências no consumo popular. A venda de televisores no Brasil explodiu nos últimos anos e é provável que não tenha sido unicamente para reposição.

É o mesmo fenômeno que ocorre na música popular, com o estouro da "bunda music" da Bahia, do sertanejo Brasil-Texas e dos pagodeiros do Rio e São Paulo. O mercado de discos cresce por baixo e vai remodelando o perfil da produção. Se a imagem do país na TV está cada vez mais popularesca, seu fundo musical não fica muito atrás.

Está em curso, portanto, uma reorganização dos mercados da indústria cultural, que não deixa de atingir a própria imprensa. Basta ver o sucesso do jornal ¥"O Dia" Rio de Janeiro¨ - que ganhará em breve a concorrência de um produto similar do grupo Globo.

[adaptação] GONÇALVES, Marcos Augusto. O picadeiro do povão. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 mar. 1998. Caderno Brasil, p.20.


Vocabulário
zap - Mudança de um canal de TV para outro através do controle remoto.

laquê - Produto com que se vaporizam os cabelos para fixar o penteado.

hegemônica - Superior; suprema.

ardil - Ação em que há astúcia.

nichos - Porções restritas; pequenas partes.
98. Observe o fragmento que segue.
Seus melhores intérpretes são os críticos QUE DESPEJAM INDIGNAÇÃO ILUMINISTA SOBRE A GROSSURA DO POVÃO NA TV
Assinale a opção em que a oração destacada desempenha função sintática igual à da oração sublinhada no fragmento.

a) A venda de televisores no Brasil explodiu nos últimos anos e é provável QUE NÃO TENHA SIDO UNICAMENTE PARA REPOSIÇÃO.

b) O "Ratinho Livre" virou assunto do grupo social QUE NÃO DEIXA DE COMPARECER AO AUDITÓRIO DO PROGRAMA.

c) A cultura de massas brasileira parece ingressar numa nova fase, embora sempre seja possível dizer QUE ISSO NUNCA DEIXOU DE EXISTIR.

d) O consumo de discos de música popular aumentou em tal proporção QUE PROVOCOU SIGNIFICATIVAS MUDANÇAS NO PERFIL DA PRODUÇÃO.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unb 99) O poder dos alimentos


1 Como foi o seu último jantar? Muita verdura e fruta ou carne carregada de molhos gordurosos? Se foi mais parecido com a segunda opção, é bom ficar atento. A importância dos alimentos na saúde é conhecida, mas agora o que se coloca no prato começa a ganhar de fato "status" de remédio. O responsável por essa revolução é uma nova ciência -batizada de NUTRACÊUTICA -, que finalmente se propõe a esquadrinhar o que se come e quais são os efeitos desses alimentos no organismo. E os resultados que estão sendo obtidos não poderiam ser mais animadores. A fantástica oferta de verduras, legumes e frutas, principalmente, à disposição do ser humano pode realmente ajudá-lo a tratar doenças que vão de uma simples gripe ao câncer.

2 Os mais céticos podem torcer o nariz para tanto entusiasmo. Será possível que um simples brócolis interfira no metabolismo do corpo a tal ponto que consiga beneficiá-lo de alguma forma? Como um prato de salada pode contribuir para dar um final feliz a uma história de câncer que caminhava para um desfecho trágico? E é aí que as respostas da NUTRACÊUTICA estão sendo fundamentais. Essa ciência descobriu que os alimentos funcionam porque contêm, entre outros elementos, o que está sendo chamado de composto bioativo. São substâncias de nomes esquisitos, como licopeno e flavonóides, que são excelentes auxiliares na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, entre outros males.

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