Texto para a próxima questãO



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Thiago Lotufo. ISTOÉ, nŽ1540, 7/4/99, p.98 (com adaptações)
99. Com base na organização sintática do texto, julgue os itens abaixo.
(1) A oração "Se foi mais parecido com a segunda opção" (par.1) reporta-se sintaticamente à expressão interrogativa que inicia o texto.

(2) O sujeito do verbo SER (ref.2) está subentendido; por isso, pode ser recuperado na frase anterior.

(3) O verbo "esquadrinhar" (ref.3) tem dois objetos diretos desenvolvidos em forma de orações.

(4) A oração adjetiva "que caminhava para um desfecho trágico" (par.2) tem caráter restritivo, isto é, não pode ser separada por vírgula e, portanto, ser tratada como aposto, sob pena de a frase sofrer alteração de sentido.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uerj 2000) (...) publicou-se há dias o recenseamento do Império, do qual se colige que 70% da nossa população não sabem ler.

1 Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica.

2 Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar do nosso país, dirá:

3 - Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força é que este povo caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras; as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr. Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito a todos superior a todos os direitos.

4 A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:

5 - A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber porque nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, - por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado.

6 Replico eu:

7 - Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições...

8 -As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: "consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação"; mas - "consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%". A opinião pública é uma metáfora sem base; há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: "Sr. Presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem..." dirá uma coisa extremamente sensata.

9 E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se ele falar desse modo, porque nós não temos base segura para os nossos discursos, e ele tem o recenseamento.

(ASSIS, Machado de. "Obra Completa". Rio de Janeiro: Nova Aquilar, vol. 111, 1969.)


100. "As letras fizeram-SE para frases" (par. 1)
A única alternativa em que a palavra "se" tem o mesmo valor morfossintático que no trecho acima é:

a) "Seja como for, sempre SE morre, muitas vezes um minuto depois de dizer: Vou ali e volto já." (Millôr Fernandes)

b) "Enquanto houver escrita e memória as coisas que SE foram voltarão sempre." (Affonso Romano de Sant'Anna)

c) "Certamente os leitores conhecem o texto da Constituição Federal em que SE permite a livre manifestação do pensamento pela imprensa." (Graça Aranha)

d) "Uma das pragas nas relações humanas é a cobrança que todos se sentem no direito de fazer sobre aqueles que preferem pensar com a própria cabeça.' (Carlos Heitor Cony)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 97) ¢Quando tratavam de maneiras ........ mesa, os manuais de civilidade medievais - ou talvez devamos dizer "manuais de cortesia", tendo em vista a época - condenavam as manifestações de gula, a agitação, a sujeira, a falta de consideração pelos outros convivas. £Tudo isso persiste nos séculos XVII e XVIII, porém novas prescrições se acrescentam ........ antigas. ¤Em geral, elas desenvolvem ........ idéia de limpeza - já presente na Idade Média -, ordenando que se usem os novos utensílios de mesa: pratos, copos, facas, colheres e garfos individuais. ¥O emprego dos dedos é cada vez mais proscrito, bem como a transferência dos alimentos diretamente da travessa comum para a boca.

¦Isso evidencia não só uma obsessão pela limpeza, como ainda um progresso do individualismo: o prato, o copo, a faca, a colher e o garfo individuais na verdade erguem paredes invisíveis entre os comensais. §Na Idade Média, levava-se a mão ao prato comum, duas ou três pessoas tomavam a sopa numa só escudela, todos comiam a carne na mesma travessa e bebiam de uma única taça que circulava pela mesa; facas e colheres, ainda inadequadas, passavam de um conviva a outro; e cada qual mergulhava seu pedaço de pão ou de carne em saleiros e molheiras comuns. ¨Nos séculos XVII e XVIII, ao contrário, cada comensal é dono de um prato, um copo, uma faca, uma colher, um garfo, um guardanapo e um pedaço de pão. ©Tudo que é retirado das travessas, molheiras e saleiros comuns deve ser pego com os utensílios adequados e depositado no prato antes de ser tocado com os próprios talheres e levado ........ boca. ªCada conviva é encerrado numa espécie de gaiola imaterial. ¢¡Por que tais precauções, dois séculos antes de Pasteur descobrir a existência dos micróbios? ¢¢O que vem a ser essa sujeira que tanto se teme? ¢£Não será principalmente o medo do contato com o outro?

(Adaptado de FLANDRIN, Jean-Louis. A DISTINÇÃO PELO GOSTO. In: CHARTIER, Roger (Org.) HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA 3: Da Renascença ao Século das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 267-8)


101. Assinale a alternativa que identifica corretamente os núcleos dos sujeitos de, respectivamente, CONDENAVAM (1Ž período), SE ACRESCENTAM (2Ž período), SE USEM (3Ž período)

a) maneiras (1Ž período) - isso (1Ž período) - utensílios (3Ž período)

b) maneiras (1Ž período) - prescrições (2Ž período) - novos (3Ž período)

c) manuais (1Ž período) - antigas (2Ž período) - utensílios (3Ž período)

d) manuais (1Ž período) - isso (1Ž período) - novos (3Ž período)

e) manuais (1Ž período) - prescrições (2Ž período) - utensílios (3Ž período)


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.

(Faap 96) SONETO DE SEPARAÇÃO


De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

(Vinícius de Morais)


102. "E das bocas unidas fez-se a espuma". Sujeito do verbo fazer:

a) bocas


b) bocas unidas

c) se


d) espuma

e) indeterminado


103. "E das bocas unidas fez-se a espuma". A partícula "se" é o:

a) sujeito

b) índice da indeterminação do sujeito

c) objeto direto

d) objeto indireto

e) pronome apassivador


104. "De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama"


Sujeito do verbo desfazer (desfez):

a) calma


b) vento

c) que (no lugar de vento)

d) olhos

e) chama
105. (Unirio 98) Marque a opção INCORRETA quanto à função sintática do termo em maiúsculo.

a) "...QUE a lua não recolheu na sua pressa noturna..." (texto I - I.2) - objeto direto

b) "...o brilho DE UM OLHAR..." (texto I - I.7) - adjunto adnominal

c) "...o corpo núbil dela deu-LHE estátuas..." (texto I - I.9) - objeto indireto

d) "...que de repente NOS olhasse do fundo de um espelho?" (texto II - par.4) - objeto direto

e) "...LÁ deve ter suas razões o misterioso cenarista dos sonhos..." (texto II - par.5) - adjunto adverbial de lugar
106. (Unirio 98) Marque, dentre as orações a seguir, a que apresenta a classificação sintática diferente das demais.

a) "... - que a lua não recolheu na sua pressa noturna..." (texto I - I.2)

b) "... que reflete. " (texto I - I.4)

c) "... que perdeu a sombra." (texto II - par.2)

d) "... - que seríamos incapazes..." (texto II - par.7)

e) "... que de repente nos olhasse do fundo de um espelho?" (texto II - par.4)


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.

(Unirio 98) TEXTO I

O Espelho
É um retângulo de luar aquecido no quarto

- que a lua não recolheu na sua pressa noturna

Imitador como um plagiário

decalva servilmente a imagem que reflete.

Não tem memórias. Não guarda

na sua glacial retina indiferente

o brilho de um olhar e a flor de um gesto.

Entretanto

o corpo núbil dela deu-lhe estátuas

miraculosamente lindas !

(Menotti del Picchia)
TEXTO II
INTERROGAÇÕES

1 "Certa vez estranhei a ausência de espelhos nos sonhos.

2 Talvez porque neles não nos podemos ver, como no velho conto do homem que perdeu a sombra.

3 Pelo contrário, seremos tão nós mesmos a ponto de dispensar o testemunho dos reflexos?

4 Ou será tão outra a nossa verdadeira imagem - e aqui começa um arrepio de medo - que seríamos incapazes de a reconhecer naquilo que de repente nos olhasse do fundo de um espelho?

5 Em todo caso, lá deve ter suas razões o misterioso cenarista dos sonhos..."

(Mario Quintana)
107. Assinale a opção em que NÃO há correspondência entre o trecho destacado e o recurso estilístico indicado.

a) "É um retângulo de luar..." (texto I - I.1) - metáfora

b) "Imitador como um plagiário..." (texto I - I.3) - símile

c) "Não tem memórias." (texto I - I.5) - elipse

d) "Ou será tão outra a nossa verdadeira imagem..." (texto II - par.4) - objeto direto

e) "... deve ter suas razões o misterioso cenarista dos sonhos..." (texto II - par.5) - adjunto adverbial de lugar


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2003) INSTRUÇÃO: As questões seguintes tomam por base a primeira estrofe de "O menino da porteira", de Teddy Vieira (1922-1965) e Luís Raimundo (1916 -), o Luisinho, e a letra de "Meu bem-querer", de Djavan (1949 -).


O Menino da Porteira
Toda a vez que eu viajava

Pela estrada de Ouro Fino,

De longe eu avistava

A figura de um menino,

Que corria abri[r] a porteira

Depois vinha me pedindo:

- Toque o berrante, seu moço,

Que é p'ra mim ficá[ar] ouvindo.

...............................................

(Luisinho, Limeira e Zezinha, 1955)


Meu bem querer
Meu bem-querer

É segredo, é sagrado,

Está sacramentado

Em meu coração.

Meu bem-querer

Tem um quê de pecado

Acariciado pela emoção.

Meu bem-querer, meu encanto,

Tô sofrendo tanto, amor.
E o que é o sofrer

Para mim, que estou

Jurado p'ra morrer de amor?

( Djavan. "Alumbramento". Emi-Odeon. 1980)


108. "O menino da porteira", cururu gravado em 1955, mostra-se como um significativo exemplo de projeção da linguagem oral cotidiana na poesia-canção popular brasileira. Observe o verso "Que é p'ra mim ficá[ar] ouvindo", e compare-o com o verso "Pra mim, que estou", de Djavan. Num deles ocorre um fato lingüístico que a gramática normativa considera "erro de português". A indicação do "erro" e a "correção" correspondente estão em

a) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para P'RA EU, pois o pronome pessoal EU é objeto direto da locução verbal FICÁ OUVINDO.

b) PARA MIM, de "Meu bem-querer", que deveria ser corrigida para PARA EU, porque o pronome pessoal EU é sujeito do verbo ESTOU.

c) PARA MIM, de "Meu bem-querer", que deveria ser corrigida para P'RA EU, por analogia a P'RA MORRER, do verso seguinte.

d) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para P'RA EU, uma vez que o pronome pessoal EU é sujeito da locução verbal FICÁ OUVINDO.

e) P'RA MIM, de "O menino da porteira", que deveria ser corrigida para PARA EU, por se tratar de uma locução adverbial.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uflavras 2000) "A ORDEM É SE ASSUMIR"


Artur da Távola
As expressões ou palavras que entram na moda erudita das cidades são muito significativas. Mas se massificam tanto pelo uso abusivo, que se acaba ficando com o ouvido raivoso de tanto as escutar.

Observo nas minhas próprias crônicas a insistência com algumas palavrinhas da moda que se tornaram chatas. Uma que uso muito é "mobilizar". Outra é "empatia". Uma terceira, "feedback". Tenho um amigo que, depois de descobrir o que quer dizer "feedback", a utiliza até para comprar um cachorro-quente naquelas carrocinhas da praia. Já está chamando o troco de "feedback"...

O mais engraçado dessas palavras é que todo mundo sabe mais ou menos o que significam, mas ninguém lhes conhece o sentido exato. Por isso ganham tanta notoriedade. A partir do momento em que uma palavra pode significar várias coisas, estamos salvos. É só usá-la e dar a explicação que se quiser.

Outra em grande evidência é "gratificar". Vinda da psicanálise e atingindo as normas cultas do falar urbano-zona-sul-carioca, portanto ganhando jornais, artistas e televisão e, por aí, o grande público, "gratificar" serve para tudo.

"Fiquei muito gratificada com o que você disse", diz a menininha, saborosa de doer, frente a qualquer coisa. "Ah - diz o intelectual - isso é altamente gratificante." E tome gratificação a torto e a direito. E a gente escutando. Gratificação pra cá, gratificação prá lá, mas gratificação no duro, aquele tutu que sempre achamos merecer, essa que é a boa, nunca vem.

"Eu fui, sabe, até a praia. Lá naquela duna, sabe, eu vi aquele cara, sabe, aí, sabe, ele estava escutando o rádio de pilha, sabe, naquela música, sabe, na qual, sabe, eu me amarro, sabe."

Este "sabe" é dito mole e escorregadamente como muleta respiratória ou pausa, sabe, para encontrar a palavra adequada que não vem nunca ...

Também em grande destaque, neste outono, o "assumir". Está todo mundo "se assumindo" ou "assumindo" algo. É um tal de "se assumir" que parece que antes a pessoa não existia, ou era um "cargo" vago até que resolveu "assumi-lo", assumindo-se. O que há de pessoas vagas por aí tentando assumir-se, assume assombrosas proporções. O pior é quando malandro assume o que sempre temeu e aí requebra de vez ...

"Assume-se" tudo: a carreira, a culpa, a confusão, a neurose. Já vi mães jovens que um belo dia descobrem a pólvora:

- "Sabe, resolvi assumir os meus filhos." Espantado, pergunto: - "Por quê? Você se separou e agora tem a seu cargo a manutenção dos meninos?" - "Não - responde a princesa - separei nada. É que descobri que ainda não tinha assumido a maternidade e resolvi assumir os meus filhos. Sabe, criança é um barato."

De tanto ouvir essas coisas (e até escrevê-las em meu sugante trabalho de colunista diário), sinto vontade de compor o samba-modelo da Zona Sul:
"Gratifiquei meu feedback

assumindo minha empatia.

Mobilizei minha neurose

para não entrar em entropia.


Inserido no contexto, sabe,

devolvi a gratificação

mas vi ser problema estrutural

e angustiado repudiei a frustração."


Não haverá um compositor bondoso e baiano (também é moda) para botar música de samba ou rock nesta letra-modelo da atual temporada? O estribilho seria assim:
"gratificação, gratificação,

com você eu derroto a inflação." (bis)


109. Marque a alternativa cujo período apresenta oração sem sujeito:

a) Come-se bem naquelas carrocinhas de praia.

b) Há palavras que se massificam pelo uso diário.

c) Fiquei muito gratificada com o que você disse.

d) As expressões e palavras estrangeiras estão na moda.

e) Todo mundo sabe mais ou menos o significado dessas palavras.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Faap 97) Durante este período de depressão contemplativa uma coisa apenas magoava-me: não tinha o ar angélico do Ribas, não cantava tão bem como ele. Que faria se morresse, entre os anjos, sem saber cantar?

Ribas, quinze anos, era feio, magro, linfático. Boca sem lábios, de velha carpideira, desenhada em angústia - a súplica feita boca, a prece perene rasgada em beiços sobre dentes; o queixo fugia-lhe pelo rosto, infinitamente, como uma gota de cera pelo fuste de um círio...

Mas, quando, na capela, mãos postas ao peito, de joelhos, voltava os olhos para o medalhão azul do teto, que sentimento! que doloroso encanto! que piedade! um olhar penetrante, adorador, de enlevo, que subia, que furava o céu como a extrema agulha de um templo gótico!

E depois cantava as orações com a doçura feminina de uma virgem aos pés de Maria, alto, trêmulo, aéreo, como aquele prodígio celeste de garganteio da freira Virgínia em um romance do conselheiro Bastos.

Oh! não ser eu angélico como o Ribas! Lembro-me bem de o ver ao banho: tinha as omoplatas magras para fora, como duas asas!


O ATENEU. Raul Pompéia
110. "Durante este período de depressão contemplativa uma coisa apenas magoava-me: NÃO TINHA O AR ANGÉLICO DE RIBAS, não cantava tão bem como ele.". A oração destacada, em relação ao substantivo coisa, funciona como:

a) sujeito

b) objeto direto

c) objeto indireto

d) complemento nominal

e) aposto


111. "Eu não tinha o ar angélico de Ribas". A Língua conhece o objeto direto pleonástico:

a) Eu o ar angélico de Ribas não tinha

b) Eu, só eu, não tinha o ar angélico de Ribas

c) O ar angélico de Ribas não o tinha eu

d) Eu não tinha, não tinha o ar angélico de Ribas

e) O ar angélico de Ribas não era tido por mim


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 99) A MORTE DA PORTA-ESTANDARTE


1 Que adianta ao negro ficar olhando para as bandas do Mangue ou para os lados da Central?

2 Madureira é longe e a amada só pela madrugada entrará na praça, à frente do seu cordão.

3 Todos percebem que ele está desassossegado, que uma paixão o está queimando por dentro.

4 Sua agonia vem da certeza de que é impossível que alguém possa olhar para Rosinha sem se apaixonar. E nem de longe admite que ela queira repartir o amor.

5 A praça transbordava. (...) Só depois que Rosinha chegasse começaria o Carnaval.(...)

6 A praça inteira está cantando, tremendo. O corpo de Rosinha não tardaria a boiar sobre ela como uma pétala.(...)

7 Acima das vagas humanas os estandartes palpitam como velas.(...)

8 Dezenas de estandartes pareciam falar, transmitiam mensagens ardentes, sacudiam-se, giravam, paravam, desfalecendo, reclinavam-se para beijar, fugiam...(...)

9 Se quiser agora sair daquele lugar, já não poderá mais, se sente pregado ali. O gemido cavernoso de uma cuíca próxima ressoa-lhe fundo no coração. - Cuíca de meu agouro, vai roncar no inferno...(...)

10 E está sofrendo o preto. Os felizes estão-se divertindo. Era preferível ser como os outros, qualquer dos outros a quem a morena poderá pertencer ainda, do que ser alguém como ele, de quem ela pode escapar. Uma rapariga como Rosinha, a felicidade de tê-la, por maior que seja, não é tão grande como o medo de perdê-la.(...)

11 O negro está hesitante. As horas caminham e o bloco de Madureira é capaz de não vir mais. Os turistas ingleses contemplam o espetáculo à distância, e combinam o medo com a curiosidade.(...)

12 No fundo da praça uma correria e começo de pânico. Ouvem-se apitos. As portas de aço descem com fragor. As canções das Escolas de samba prosseguem mais vivas, sinfonizando o espaço poeirento. A inglesa velha está afobada, puxa a família, entra por uma porta semicerrada.

13 - Mataram uma moça!(...)

14 O crime do negro abriu uma clareira silenciosa no meio do povo. Ficaram todos estarrecidos de espanto vendo Rosinha fechar os olhos. O preto ajoelhado bebia-lhe mudamente o último sorriso, e inclinava a cabeça de um lado para outro como se estivesse contemplando uma criança. (...)

(Aníbal M. Machado)
112. Sua agonia vem da certeza de que é impossível QUE ALGUÉM POSSA OLHAR PARA ROSINHA..." (par.4) Assinale a opção em que o termo em maiúsculo exerce a mesma função sintática que a oração em destaque no exemplo.

a) "... que uma paixão O está queimando por dentro." (par.3)

b) "Acima das vagas humanas OS ESTANDARTES palpitam como velas." (par.7)

c) "... a QUEM a morena poderá pertencer ainda," (par.10)

d) "As portas de aço descem COM FRAGOR." (par12)

e) "O preto ajoelhado bebia-LHE mudamente o último sorriso," (par.14)


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uel 98) Assinale, a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.


113. Exerce a função de........o termo maiúsculo na frase "Ninguém ficou SATISFEITO com aquela medida".
a) complemento verbal

b) adjunto adverbial

c) predicativo do sujeito

d) sujeito

e) complemento nominal
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrrj 2000) O HOMEM; AS VIAGENS


O homem, bicho da Terra tão pequeno

chateia-se na Terra

lugar de muita miséria e pouca diversão,

faz um foguete, uma cápsula, um módulo.

toca para a Lua

desce cauteloso na Lua

pisa na Lua

planta bandeirola na Lua

experimenta a Lua

coloniza a Lua

civiliza a Lua,

humaniza a Lua.


Lua humanizada: tão igual à Terra.

O homem chateia-se na Lua.

Vamos para Marte! - ordena a suas máquinas.

Elas obedecem, o homem desce em Marte.

pisa em Marte.

experimenta

coloniza

civiliza


humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.

Vamos a outra parte? (...)


O homem funde a cuca se não for a Júpiter

Proclamar justiça com injustiça, (...)


Outros planetas restam para outras colônias.

O espaço todo vira terra-a-terra

O homem chega ao Sol ou dá uma volta

Só para te ver? (...)

mas que chato é o Sol, falso touro

espanhol domado.


Restam outros sistemas fora

Do solar a colonizar

Ao acabarem todos,

resta ao homem

( estará equipado ? )

A dificílima, dangerosíssima viagem

de si a si mesmo

pôr um pé no chão

do seu coração.

Experimentar,

colonizar,

civilizar,

humanizar.

O homem


descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

a perene insuspeitada alegria

De con-viver.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. "As impurezas do branco". Rio de Janeiro, José Olympio, 1974. p. 20-22.)


114. Na primeira estrofe, a insignificância do homem no universo é expressa através de um

a) sujeito.

b) aposto.

c) predicativo.

d) objeto direto.

e) adjunto adverbial de lugar.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Puccamp 95) A questão da descriminalização das drogas se presta a freqüentes simplificações de caráter maniqueísta, que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que está mais em evidência.

Vários aspectos relacionados ao problema (abuso das chamadas drogas lícitas, como medicamentos, inalação de solventes, etc.) ou não são discutidos, ou não merecem a devida atenção. A sociedade parece ser pouco sensível, por exemplo, aos problemas do alcoolismo, que representa a primeira causa de internação da população adulta masculina em hospitais psiquiátricos. Recente estudo epidemiológico realizado em São Paulo apontou que 8% a 10% da população adulta apresentavam problemas de abuso ou dependência de álcool. Por outro lado, a comunidade mostra-se extremamente sensível ao uso e abuso de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, etc.

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