Texto para a próxima questãO



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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufpe 96) "De repente, você acorda no meio de um escândalo assim como se estivesse num vôo com alguns passageiros em situação irregular e todos passassem a ser investigados para descobrir os culpados. No dia seguinte, o seu nome aparece na imprensa entre os suspeitos. Pronto, o estrago está feito. Haverá sempre alguém para dizer: 'E fulano, hein, na lista das fraudes!' Como na velha história, você será sempre o cara metido naquele crime, na hora do assassinato."

(Zuenir Ventura - JB)


Na(s) questão (ões) a seguir escreva nos parêntesse (V) se a airmação for verdadeira ou (F) se for falsa.
1. Considere como verdadeira(s) a(s) proposição(ões) onde a mesma regra que justifica o acento de palavra em maiúsculo, retirada do texto, justifica o acento nas demais.

( ) VOCÊ - jacarandá, interferí, pó, sururú.

( ) ESCÂNDALO - trêmulo, frívolo, fúnebre, íntegra.

( ) É - pá, ré, mí, dói.

( ) HISTÓRIA - tênue, série, inglório, ambíguo.

( ) VÔO - zôo, vêem, crêem, magôo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufal 2000) Língua para inglês ver


A incorporação da língua inglesa aos idiomas nativos dos mais diversos países não é novidade. Traduz, no âmbito da linguagem, uma hegemonia que os Estados Unidos consolidaram desde a década de 50. Com a globalização e o encurtamento das distâncias entre as nações obtido pelo avanço dos meios de comunicação, a contaminação das demais línguas pelo inglês ficou ainda mais patente.

O fenômeno não é em si mesmo nocivo. Pode até enriquecer um idioma ao permitir que se incorporem informações vindas de fora que ainda não têm correspondência local. A Internet é um exemplo nesse sentido.

Outra coisa, porém, bem diferente, é o uso gratuito de palavras em inglês como o que se verifica hoje no Brasil. A não ser pela vocação novidadeira - e caipira - de quem se deslumbra diante de qualquer coisa que o aproxima do "estrangeiro", não há nenhuma razão para que se diga "sale" no lugar de liquidação, ou qualquer motivo para falar "off" em vez de desconto. Tais anomalias são um dos sintomas do subdesenvolvimento e exprimem, no seu ridículo involuntário, a mentalidade de quem confunde modernidade com uma temporada em Miami.

Um país como a Alemanha, menos vulnerável à influência da colonização da língua inglesa, discute hoje uma reforma ortográfica para "germanizar" expressões estrangeiras, o que já é regra na França. O risco de se cair no nacionalismo tosco e na xenofobia é evidente.

Não é preciso, porém, agir como Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto, que queria transformar o tupi em língua oficial do Brasil para recuperar o instinto de nacionalidade. No Brasil de hoje já seria um avanço se as pessoas passassem a usar, entre outros exemplos, a palavra "entrega" em vez de "delivery".

(FOLHA DE S. PAULO - 20/10/97)


2. A acentuação dos dois vocábulos obedece à mesma regra de acentuação do vocábulo LÍNGUA em

a) âmbito - vulnerável

b) influência - involuntário

c) correspondência - ridículo

d) década - móvel

e) distância - ortográfica


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unb 98) (...) Soropita levava a mão, sem querer, à orelha direita: tinha um buraco, na concha, bala a perfurara; ele deixava o cabelo crescer por cima, para a tapar dum jeito. Que não lhe perguntassem de onde e como tinha aquelas profundas marcas; era um martírio, o que as pessoas acham de especular. Não respondia. Só pensar no passado daquilo, já judiava. "Acho que eu sinto dor mais do que os outros, mais fundo..." Aquela ¢sensiência: quando teve de agüentar a operação no queixo, os curativos, cada vez a dor era tanta, que ele já a sofria de véspera, como se já estivessem bulindo nele, o enfermeiro despegando as envoltas, o chumaço de algodão com iodofórmio. A ocasião, Soropita pensou que nem ia ter mais ânimo para continuar vivendo, tencionou de se dar um tiro na cabeça, terminar de uma vez, não ficar por aí, sujeito a tanto machucado ruim, tanto desastre possível, toda qualidade de dor que se podia ter de £vir a curtir, no coitado do corpo, na carne da gente. Vida era uma coisa desesperada.

Doralda era corajosa. Podia ver sangue, sem deperder as cores. Soropita não comia galinha, se visse matar. Carne de porco, comia; mas, se podendo, fechava os ouvidos, quando o porco gritava guinchante, estando sendo sangrado. E o sangue fedia, todo sangue, fedor triste. Cheiros bons eram o de limão, de café torrado, o de couro, o de cedro, boa madeira lavrada; angelim-umburana - que dá essência de óleo para os cabelos das mulheres claras. (...) Mas, quando estavam deitados em cama, Doralda ¤repassava as mãos nas grossas costuras, numa por uma, ua mão fácil, surpresas de macia, passava a mão em todo o corpo, a gente se estremecia, de cócega não: de ser bom, de ânsia. Mel nas mãos, nem era possível se ter um mimo de dedos com tanto meigo. (...)
João Guimarães Rosa. DÃO-LALALÃO (O Devente). NOITES DO SERTÃO. In: CORPO DE BAILE. Ficção Completa - Volume I. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, p.811-2, 1994.
Na(s) questão(ões) adiante, assinale os números dos itens corretos.
3. Assinalando o texto como um todo, julgue os seguintes itens.
(1) O texto sistematicamente afasta-se da escrita padrão quanto à pontuação.

(2) A originalidade desse texto não atinge sua sintaxe: as construções são convencionais.

(3) O texto retrata tipos populares, mas o discurso segue o padrão da língua portuguesa culta.

(4) Observando atentamente a acentuação gráfica, nota-se que o autor ateve-se à convenção ortográfica.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufsm 2001) BRASIL, MOSTRA A TUA CARA


A busca de uma identidade nacional é preocupação deste século

João Gabriel de Lima


1 Ao criar um livro, um quadro ou uma canção, o artista ¢¢brasileiro dos dias atuais tem uma preocupação a menos: parecer brasileiro. A noção de cultura nacional é algo tão incorporado ao cotidiano do país que deixou de ser um peso para os ¢£criadores. Agora, em vez de servir à pátria, eles podem servir ao próprio talento. §Essa é uma ¨conquista deste século. Tem como marco a Semana de Arte Moderna de 1922, ¢uma espécie de ©grito de independência artística do país, cem anos depois da £independência política. Até esta data, o ¢¤brasileiro era, antes de tudo, um ¢¥envergonhado. Achava que pertencia a uma raça inferior e que a única solução era imitar os modelos culturais importados. Para acabar com esse complexo, foi preciso que um grupo de artistas de diversas áreas se reunisse no Teatro Municipal de São Paulo e bradasse que ser brasileiro era bom. O escritor Mário de Andrade lançou o projeto de uma língua nacional. Seu colega Oswald de Andrade propôs o conceito de "antropofagia", segundo o qual a cultura brasileira criaria um caráter próprio depois de digerir as influências externas.

2 A semana de 22 foi só um marco, mas pode-se dizer que ela realmente criou uma agenda cultural para o país. Foi tentando inventar uma língua brasileira que Graciliano Ramos e Guimarães Rosa escreveram suas obras, ¤as mais significativas do ªséculo, no país, no campo da prosa. Foi recorrendo ao bordão da antropofagia que vários artistas jovens, nos anos 60, inventaram a cultura pop brasileira, no movimento conhecido como tropicalismo. No plano das idéias, o século gerou três obras que se tornariam clássicos da reflexão sobre o país. "Os Sertões", do carioca Euclides da Cunha, escrito em 1902, é ainda influenciado por teorias racistas do século passado, que achavam que a mistura entre negros, ¢¦brancos e índios provocaria ¥um "enfraquecimento" da raça brasileira. Mesmo assim, é ¦um livro essencial, porque o repórter Euclides, que trabalhava no jornal "O Estado de S. Paulo", foi a campo cobrir a guerra de Canudos e viu na frente de ¢©combate muitas coisas que punham em questão as teorias formuladas em gabinete. "Casa-Grande & Senzala", do pernambucano Gilberto Freyre, apresentava pela primeira vez a miscigenação como algo positivo e buscava nos primórdios da colonização portuguesa do país as origens da sociedade que se formou aqui. Por último, o paulista Sérgio Buarque de Holanda, em "Raízes do Brasil", partia de premissas parecidas mas propunha uma visão crítica, que influenciaria toda a sociologia produzida a partir de então.

"VEJA", 22 de dezembro, 1999. p. 281-282.
4. Em qual alternativa os pares de palavras do texto NÃO seguem a mesma regra de acentuação?

a) "pátria" - "próprio"

b) "Até" - propôs"

c) "espécie" - "idéias"

d) "só" - "três"

e) "áreas" - "Mário"


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uepg 2001) Delírio de voar


Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris - voar. As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais. Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe. Os parisienses acompanhavam fascinados as audácias dos aviadores, uma elite extravagante de jovens brilhantes, cultos e elegantes, realçada por vários milionários e pelo interesse das moças. Multidões lotavam o campo de provas de Issy-les-Molincaux. Os pilotos e os inventores eram reconhecidos nas ruas e homenageados em restaurantes. Todo dia algum biruta apresentava uma nova máquina, anunciava um plano mirabolante e desafiava a gravidade e a prudência.

Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France, em 1898. Depois da difusão dos grandes balões, em 1880, e dos dirigíveis inflados a gás, em 1890 - os chamados "mais leves que o ar", chegara a hora dos aparelhos voadores práticos, menores e controláveis - os "mais pesados que o ar". Durante muito tempo eles foram descartados como impossíveis, mas agora as pré-condições haviam mudado. A tecnologia da aerodinâmica, da engenharia de estruturas, do desenho de motores e da química de combustíveis havia chegado a um estágio de evolução inédito. Combinadas, permitiam projetar máquinas inimaginadas.

Simultaneamente, por caminhos paralelos, a fotografia dera um salto com a invenção dos filmes flexíveis, em 1889. Surgiram câmeras modernas, mais sensíveis à luz, mais velozes e fáceis de manejar. Em conseqüência, proliferaram os fotógrafos profissionais e amadores. Eles não só registraram cada passo da infância da aviação como também popularizaram-na. Transportados pelos jornais, os feitos dos pioneiros estimularam a vocação de muitos jovens candidatos a aviador. A mídia glamourizou a ousadia de voar.

.........................................................................................

Inventar aviões era um ofício diletante e nada rendoso - ainda. Exigia recursos financeiros para construir aparelhos, contratar mecânicos, oficinas e hangares. Dinheiro nunca faltou ao brasileiro Alberto Santos-Dumont, filho de um rico fazendeiro mineiro, ou ao engenheiro e nobre francês marquês d'Ecquevilley-Montjustin. Voar era um ideal delirante e dândi. Uma glória para homens extraordinários.

(SUPERINTERESSANTE, junho/99, p.36)


5. Considerando aspectos gramaticais do texto, assinale o que for correto.
01) Em "química" se usa acento gráfico no "i" pelo mesmo motivo por que se acentua o "i" de "dirigíveis".

02) Os vocábulos "século" e "inédito" acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua "câmera".

04) Há duas sílabas em "ruas" e quatro em "aparelhos".

08) Os vocábulos "tecnologia" e "inimaginadas" têm cinco e seis sílabas respectivamente.

16) Os artigos definidos, como em "as páginas", "os parisienses", "a capital" e "o ar", são monossílabos átonos, por isso jamais recebem acento gráfico.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unifesp 2003) INSTRUÇÃO: As questão seguintes baseiam-se em fragmentos de três autores portugueses.


Auto da Lusitânia

(Gil Vicente - 1465?-1536?)

Estão em cena os personagens "Todo o Mundo" (um rico mercador) e "Ninguém" (um homem vestido como pobre). Além deles, participam da cena dois diabos, Berzebu e Dinato, que escutam os diálogos dos primeiros, comentando-os, e anotando-os.
Ninguém para Todo o Mundo: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande que tope co ela já.

Berzebu para Dinato: Outra adição nos acude:

Escreve aí, a fundo, que busca honra Todo o Mundo, e Ninguém busca virtude.

Ninguém para Todo o Mundo: Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse tudo quanto eu fizesse.

Ninguém: E eu quem me repreendesse em cada cousa que errasse.

Berzebu para Dinato: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Berzebu: Que quer em extremo grado Todo o Mundo ser louvado, e Ninguém ser repreendido.

Ninguém para Todo o Mundo: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida e quem ma dê.

Ninguém: A vida não sei que é, a morte conheço eu.

Berzebu para Dinato: Escreve lá outra sorte.

Dinato: Que sorte?

Berzebu: Muito garrida: Todo o Mundo busca a vida, e Ninguém conhece a morte.

(Antologia do Teatro de Gil Vicente)

Os Maias

(Eça de Queirós - 1845-1900)


- E que somos nós? - exclamou Ega. - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão...

Mas Carlos queria realmente saber se, no fundo, eram mais felizes esses que se dirigiam só pela razão, não se desviando nunca dela, torturando-se para se manter na sua linha inflexível, secos, hirtos, lógicos, sem emoção até o fim...

- Creio que não - disse o Ega. - Por fora, à vista, são desconsoladores. E por dentro, para eles mesmos, são talvez desconsolados. O que prova que neste lindo mundo ou tem de se ser insensato ou sem sabor...

- Resumo: não vale a pena viver...

- Depende inteiramente do estômago! - atalhou Ega.

Riram ambos. Depois Carlos, outra vez sério, deu a sua teoria da vida, a teoria definitiva que ele deduzira da experiência e que agora o governava. Era o fatalismo muçulmano. Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranqüilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada que se chama o Eu ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades.

Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade de todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na Terra - porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.

(Eça de Queirós, "Os Maias")

Ode Triunfal

Álvaro de Campos

(heterônimo de Fernando Pessoa - 1888-1935)
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica

Tenho febre e escrevo.

Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.


Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

Em fúria fora e dentro de mim,

Por todos os meus nervos dissecados fora,

Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,

De vos ouvir demasiadamente de perto,

E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso

De expressão de todas as minhas sensações,

Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!


Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical -

Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força -

Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,

Porque o presente é todo o passado e todo o futuro

E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes elétricas

Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão,

E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinqüenta,

Átomos que hão de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem,

Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes,

Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando,

Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.

(Fernando Pessoa, "Obra Poética")


6. Nos fragmentos de "Os Maias" e "Ode triunfal", existem palavras que recebem acento gráfico, de acordo com suas regras específicas. Indique a alternativa em que todas as palavras são acentuadas graficamente, segundo a mesma regra.

a) estômago, colégio, fábrica, lâmpada, inflexível.

b) Virgílio, fúria, carícias, matéria, colégio.

c) trópicos, lábios, fúria, máquinas, elétricas.

d) sério, cérebro, Virgílio, sábio, lógico.

e) Ésquilo, carícia, Virgílio, átomos, êmbolo.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 96) Pais e adultos em geral são incompetentes para entender ¥o que vai pela cabeça das crianças; estas, por sua vez, são incapazes de detectar ¦o que se esconde sob os gestos e as frases dos mais velhos. Na zona cinzenta que reúne essas duas conhecidas limitações, reside o objeto de "Quarto de Menina", estréia literária da psicanalista carioca Livia Garcia Roza.

Luciana, oito anos, filha única de pais separados, é inteligente, sapeca, sem papas na língua e mora com o pai, intelectual, pacato, caladão, professor de filosofia. É ela a narradora do livro. Ao longo de 180 páginas, relata o seu cotidiano,§ que se ¢limita, aqui, ao próprio quarto, à biblioteca do pai, à sala e à casa da mãe. [...]

Apesar disso, não se trata de uma obra para crianças. A construção híbrida da narrativa descarta episódios mais banais ou preocupações que seriam em tese mais comuns às crianças, dando destaque para os £diálogos, seja entre Luciana e os pais, seja entre a garota e suas bonecas.

No primeiro caso, Luciana freqüentemente não entende certas insinuações dos pais, enquanto estes ficam perplexos diante de reações ou perguntas da filha. Já nas "conversas" com seus amigos de quarto, a narradora expõe seu estranhamento, desabafa, chora, faz planos e, ao mesmo tempo, revela indireta e inconscientemente a dificuldade de captar o significado dos eventos que ela mesma narra, significado que nós, ¤leitores presumivelmente maduros, enxergamos logo de cara.

Nessa capacidade de explicar ao mesmo tempo uma história e a não-compreensão dessa mesma história pelo seu próprio narrador, aí está um dos pontos mais interessantes de "Quarto de Menina". [...] (Ajzenberg B. A ABISSAL NORMALIDADE DO COTIDIANO, Folha de São Paulo, 15.10.95, p. 5-11)


7. A grafia dos nomes próprios nem sempre segue as regras ortográficas da língua portuguesa. O nome Lívia, de acordo com a pronúncia com que ocorre usualmente deveria receber acento gráfico. A regra que determina o uso do acento neste caso é a mesma responsável pelo acento gráfico em

a) episódios

b) aí

c) reúne


d) estréia

e) nós
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uel 97) Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
8. Os repórteres estavam .......... meio metro de distância, acompanhando passo .......... passo a revista que o comandante fazia ...... tropas.
a) a - a - as

b) a - a - às

c) à - à - as

d) à - à - às

e) a - à - às
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 2001) ¢Até algum tempo atrás, imaginava-se que um cérebro jovem, em sua plena vitalidade biológica, £fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. A matemática fornecia o maior dos ¤argumentos para os defensores dessa teoria: quase todas as grandes equações matemáticas foram propostas ou decifradas por gente com menos de 30 anos. Albert Einstein tinha apenas 26 anos "quando apresentou sua Teoria Geral da Relatividade - a mais revolucionária de todas as elaborações matemáticas, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Física, quinze anos ¦depois. O argumento é forte, porém ele se baseia numa idéia ultrapassada __1__ respeito da mente humana. As novas §descobedas estão mostrando que a inteligência não se limita__2__ capacidade de raciocínio lógico, necessária para propor ou resolver uma ¨complicada equação matemática. Os testes de Ql, um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência, já não servem ©mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.

A inteligência é muito mais que ªisso. ¢¡É uma soma inacreditável de fatores, que inclui ¢¢até os emocionais. Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego, __3__ na profissão ou ter bom relacionamento familiar, por maior que seja seu Ql. O que os novos estudos estão mostrando ¢£no momeno é que ¢£um cérebro jovem ¢¤tende, sim, a ser mais ¢¥inovador e ¢¦revolucionário. Mas, como um bom vinho ou uma boa idéia, ¢§ele também ¢¨pode ¢©amadurecer e melhorar com o tempo. Basta ¢ªser estimulado.

(Adaptado de: GUARACY, Thales; RAMALHO, Cristina. "Veja",19 de agosto de 1998.)


9. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas 1, 2 e 3 do texto. a) a - à - acender

b) à - a - acender

c) a - a - assender

d) a - à - ascender

e) à - à - ascender
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio 94) Nova Poética


Vou lançar a teoria do poeta sórdido.

Poeta sórdido:

Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.

Vai um sujeito,

Sai um sujeito de casa com a roupa de brim

[branco muito bem engomada,

e na primeira esquina passa um caminhão,

salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama:


É a vida.
O poema deve ser como a nódoa no brim:

Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. (...)


Manuel Bandeira
10. Indique o item no qual os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação da palavra NÓDOA.

a) ânsia, âmbar, imundície.

b) míope, ímã, enjôo.

c) água, tênue, supérfluo.

d) ímpar, míngua, lânguida.

e) viúvo, argênteo, sórdido.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufl - pas 2000) BRASILEIRO, HOMEM

DO AMANHÃ
(Paulo Mendes Campos - Adaptação)
Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.

A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.

Aquilo que alguns autores ingleses diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.

Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, adiamento e morte (esta última, se possível, também protelada).

Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com as mãos ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do carnaval; no ano que vem.

Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita e pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.

O brasileiro adia; logo existe. A única palavra importante para ele é amanhã.

O resto eu adio para a semana que vem.


11. Assinale a alternativa em que todas as palavras acentuam-se pela mesma razão:

a) lá, só, até, séria.

b) único, diplomático, túnel, existência.

c) princípio, espontânea, remédio, agrária.

d) possível, automóvel, Niterói, inibitório.

e) país, lá, férias, aniversário.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 98) 1 Os processos da história mítica são francamente irracionais. Como se explica que, apesar do seu lúgubre estalinismo, Che Guevara tenha adquirido uma aura romântica que £ofusca a de qualquer outro herói do século 20, culminando hoje na sua santificação entre camponeses bolivianos?

2 Essa aura romântica ¤começou a se formar quando, abandonando uma prestigiosa posição no regime cubano, ¥se internou no Congo para lutar contra uma corrupta e sanguinária ditadura neocolonialista. E ¦tornou-se legendária em decorrência de sua trágica aventura na Bolívia.

3 Che Guevara morreu antes das duas idéias e, graças a isso, não só §escapou do eclipse histórico, como se transformou num dos símbolos e ícones da nossa época. Seus métodos eram autoritários, sua base teórica, extremamente superficial, e seu projeto econômico-social ¨fracassou miseravelmente. Imortalizou-o uma das qualidades mais raras e admiradas entre os homens - uma nobre e indômita coragem, exatamente o fascinante traço essencial do herói. O Che foi um herói do nosso tempo - um tempo feito de mesquinho egoísmo e opaca mediocridade. É natural que seja ¢especialmente venerado por jovens de classe média, da qual também ele provinha: encarna o herói que a maioria desses jovens gostaria de encarnar, mas não consegue.

(Adaptado de: FREITAS, Décio. O PROFETA DA GUERRILHA. ZERO HORA, 13 de julho, 1997, p.19.)
12. Considere as seguintes afirmações sobre acentuação gráfica no texto.
I - A palavra "teórica" recebe acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em "lúgubre".

II - Se fosse retirado o acento das palavras "só", "é" e "média", esta alteração provocaria o aparecimento de outras palavras da Língua Portuguesa.

III - A palavra "herói" é acentuada pela mesma regra de "autoritários".
Quais estão corretas?:

a) Apenas I

b) Apenas II

c) Apenas I e III

d) Apenas II e III

e) I, II e III


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Puccamp 97) Tribalização


O continente africano, que tantas vezes e por tanto tempo já foi o espelho sombrio e espoliado dos progressos da civilização ocidental, infelizmente continua sujeito a um processo que, no limite, resume-se a uma implosão civilizatória.

Se os tempos são de globalização, o espelho de horrores africano coloca-nos diante da antítese mais extrema, a da tribalização. Chegam-se ao fim do século 20 com o mais velho continente mergulhado em conflitos étnicos, miséria, endemias e estagnação econômica.

A situação tornou-se agora extremamente grave, e entre Zaire e Ruanda parece inevitável uma guerra aberta. Tudo sob o olhar distante e pouco interessado das grandes potências ocidentais. A própria ONU admite não ter acesso a 600 mil refugiados hutus no leste do Zaire e pediu fotos de satélite para identificar onde eles estariam. Segundo a comissária da União Européia, 1 milhão de pessoas podem morrer. Seria patético, se não fosse absolutamente trágico.

A responsabilidade do Ocidente é inegável. Basta lembrar o antigo nome do Zaire, Congo Belga, para tomar consciência do passado colonialista que em muitos casos criou divisões geopolíticas e unidades de governo pouco ou nada coerentes com tradições tribais, étnicas ou mesmo territoriais.

Infelizmente, uma parte relativamente grande da mídia e dos governantes dos países "civilizados" retrata os conflitos como puramente tribais, como se o genocídio africano não tivesse começado faz alguns séculos, sob o comando de potências colonialistas.

Mais, parece evidente que a "tribalização", ou seja, a predominância de fatores locais, étnicos e de disputa territorial, nada mais é que o resultado de uma situação de estagnação e fome epidêmica em que boa parte do continente continua mergulhada em decorrência de seus sistemas econômicos, totalmente marginalizados da globalização.

Lamentavelmente, a dívida em vidas, riqueza e cultura do Ocidente com a África tende apenas a crescer.

(Adaptado da Folha de São Paulo, 31/10/96, 1-2.)


13. O acento grave indica corretamente a ocorrência de crase em:

a) O continente africano continua sujeito à várias chagas sociais.

b) O século vinte está chegando à termo com problemas que envolvem tanto a globalização quanto a tribalização.

c) A própria ONU admite nem sempre ter acesso à populações que necessita atender.

d) O genocídio africano começou à existir sob o comando de potências colonialistas.

e) O Ocidente muito deve à África, em muitos e variados aspectos.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufsm 2002) MARCELO BERABA


Desejo de matar
1 RIO DE JANEIRO - A TV Globo estreou mais uma série importada que enaltece os ¤grupos de ¢¥extermínio. Esta agora chama-se "Angel" e conta a história de um vampiro bom que sai pela cidade eliminando vampiros maus. Para isso, o herói vampiro conta com a ajuda de três pessoas, uma delas ¨delegada de polícia.

2 Parece que esta série é apenas um ªtapa-buraco na programação da emissora, que nem fez muito alarde com o filme. Mas não é a primeira vez que a TV explora o tema. Teve uma, "Justiça Cega", em que um juiz, inconformado com as amarras da lei, fazia justiça com as próprias mãos.

3 O justiceiro passava o dia de toga examinando processos e à noite montava numa moto e saía matando os ©bandidos que tinha sido obrigado a inocentar por falta de provas.

4 A mensagem desses filmes é sempre a mesma. Não é ¢¤possível combater o ¢crime com os instrumentos que a sociedade coloca à disposição da £Justiça e das polícias. É preciso montar polícias e ¢¢justiças paralelas, que usem as mesmas armas e recursos imorais dos criminosos.

5 "Angel" e seus vampiros permitem várias interpretações. Uma delas é simples: o combate ao crime já não é tarefa para homens comuns. Os criminosos estão cada vez mais sofisticados. São seres mutantes. ¦Juízes e policiais comuns, por mais bem preparados que estejam, não dão conta do recado.

6 A série é ¢¡lixo e não tem a menor importância. O problema é na vida real, quando as empresas acham normal buscar formas de convivência com o ¥narcotráfico. Quando o Estado acha normal que o §crime organizado monte banquinhas de apostas no meio das calçadas. E quando o ¢£sistema penitenciário ajuda a organização dos presos para evitar rebeliões.

7 Pensando bem, não ¢¦há por que se espantar com "Angel" e similares se as deformações que procuram legitimar fazem parte do nosso cotidiano.

("Folha de São Paulo", 9 de março de 2001.)


14. As palavras "extermínio" (ref.14), "Juízes" (ref.5) e "há" (ref.15) seguem, respectivamente, a mesma regra de acentuação de

a) história - herói - saí.

b) polícia - várias - mês.

c) convivência - idéia - aí.

d) possíveis - séries - já.

e) penitenciário - saía - três.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unb 97) A pátria não é ninguém, são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, ¢nem uma seita, ¢nem um monopólio, ¢nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não delatam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado, o mais difícil da vocação, e a sua dignidade, não está no matar, mas no morrer. A guerra, legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é simplesmente a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia.


(Rui Barbosa. In "Antologia" - Casa de Rui Barbosa)
Na(s) questão(ões) a seguir assinale os itens corretos e os itens errados.
15. Observe o texto sob o enfoque gramatical e julgue os itens adiante.
(1) A regra de acentuação de DÊEM não pode ser aplicada a nenhuma palavra do texto, mas justifica os acentos de VÊEM, TÊEM e ABENÇÔO.

(2) As três ocorrências do sinal indicativo de crase, no 1Ž período do 1Ž parágrafo, justificam-se por introduzirem complementos nominais constituídos por substantivos femininos.

(3) A conjunção "nem", repetida (ref. 1), está estabelecendo a coordenação entre termos independentes entre termos independentes entre si.

(4) Na passagem "a comunhão DA LEI, DA LÍNGUA E DA LIBERDADE" , as expressões em destaque podem ser substituídas, respectivamente, por LEGAL, LINGÜÍSTICA e LIVRE, sem mudanças de sentido.

(5) Nos dois últimos períodos do texto, os verbos estão flexionados na voz ativa, indicando que o sujeito é o ser que pratica a ação.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 2001) ¢Desenvolveu-se nos Estados Unidos, nos £meios intelectuais ¤que defendem as minorias, a idéia do "politicamente correto" - ou seja, a substituição de termos com conotação preconceituosa por outros carregados de positividade. Assim, a própria palavra "negro" não seria desejável, devendo-se preferir "afro-americano". O mesmo vale para ¥várias outras palavras, como "deficiente", "solteirão" - em suma, todo termo que possa dar a entender uma falha, um defeito. E isso se acentua quando comunidades fortes - como os homossexuais da Califórnia - interferem em roteiros de filmes, ou ¦quando §figuras históricas são condenadas mediante critérios morais fora de ¨sua época (como sucedeu quando um condado da Luisiana resolveu que nenhuma ©escola ªpública de ¢¡sua jurisdição deveria ostentar o nome de quem tivesse ¢¢possuído escravos - o que eliminava, por exemplo, Thomas Jefferson). ¢£Tudo isso parece exagerado e, no Brasil, é apresentado como ridículo............., há que destacar o que é positivo no chamado politicamente correto: a idéia - óbvia para qualquer lingüista, psicólogo ou psicanalista - de que a linguagem não é neutra, mas expressa, produz e reproduz uma visão de mundo. Se a linguagem não se limita a traduzir fatos, mas tende a expressar o¢¤pontos de vista, ¢¥é preciso expô-los e eventualmente combatê- ¢¦los. Aqui ¢§está o que a zombaria contra ¢¨o politicamente correto dissimula: ¢©ele reage contra velhas idéias conservadoras. O que dizem ainda hoje nossos livros escolares, a despeito de elogiáveis iniciativas (inclusive oficiais), sobre o negro e o índio? Quantos preconceitos não rodam por ¢ªaí, moldando a mente das criança assim como moldaram as nossas? Antes de se zombar dos exageros de certos movimentos norte - americanos, não seria preciso romper cumplicidade que ata nossa opinião pública a quem incita à violência nas rádios matutinas, a quem ridiculariza e humilha a mulher nos programas de humor? Se alguma £¡cultura pode dar-se ao luxo de achar £¢risível o excesso nos direitos humanos, ££não é £¤a nossa, £¥certamente.

(Adaptado de: RIBEIRO, R.J. "A sociedade contra o social". São Paulo: Cia das Letras, 2000.)
16. Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica no texto.
I - A palavra risível (ref. 21) recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo (ref.12)

II - A palavra possuído(ref. 11) recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí (ref. 19)

III - Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias (ref. 4), pública (ref. 9) e está (ref. 16), esta alteração provocaria o surgimento de outras palavras da Língua Portuguesa.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrs 97) ¢Quando tratavam de maneiras ........ mesa, os manuais de civilidade medievais - ou talvez devamos dizer "manuais de cortesia", tendo em vista a época - condenavam as manifestações de gula, a agitação, a sujeira, a falta de consideração pelos outros convivas. £Tudo isso persiste nos séculos XVII e XVIII, porém novas prescrições se acrescentam ........ antigas. ¤Em geral, elas desenvolvem ........ idéia de limpeza - já presente na Idade Média -, ordenando que se usem os novos utensílios de mesa: pratos, copos, facas, colheres e garfos individuais. ¥O emprego dos dedos é cada vez mais proscrito, bem como a transferência dos alimentos diretamente da travessa comum para a boca.

¦Isso evidencia não só uma obsessão pela limpeza, como ainda um progresso do individualismo: o prato, o copo, a faca, a colher e o garfo individuais na verdade erguem paredes invisíveis entre os comensais. §Na Idade Média, levava-se a mão ao prato comum, duas ou três pessoas tomavam a sopa numa só escudela, todos comiam a carne na mesma travessa e bebiam de uma única taça que circulava pela mesa; facas e colheres, ainda inadequadas, passavam de um conviva a outro; e cada qual mergulhava seu pedaço de pão ou de carne em saleiros e molheiras comuns. ¨Nos séculos XVII e XVIII, ao contrário, cada comensal é dono de um prato, um copo, uma faca, uma colher, um garfo, um guardanapo e um pedaço de pão. ©Tudo que é retirado das travessas, molheiras e saleiros comuns deve ser pego com os utensílios adequados e depositado no prato antes de ser tocado com os próprios talheres e levado ........ boca. ªCada conviva é encerrado numa espécie de gaiola imaterial. ¢¡Por que tais precauções, dois séculos antes de Pasteur descobrir a existência dos micróbios? ¢¢O que vem a ser essa sujeira que tanto se teme? ¢£Não será principalmente o medo do contato com o outro?

(Adaptado de FLANDRIN, Jean-Louis. A DISTINÇÃO PELO GOSTO. In: CHARTIER, Roger (Org.) HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA 3: Da Renascença ao Século das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 267-8)


17. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto na ordem em que aparecem.

a) à - às - à - a

b) a - a - à - a

c) à - as - a - à

d) à - às - a - à

e) a - as - à - à


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Puccamp 95) A questão da descriminalização das drogas se presta a freqüentes simplificações de caráter maniqueísta, que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que está mais em evidência.

Vários aspectos relacionados ao problema (abuso das chamadas drogas lícitas, como medicamentos, inalação de solventes, etc.) ou não são discutidos, ou não merecem a devida atenção. A sociedade parece ser pouco sensível, por exemplo, aos problemas do alcoolismo, que representa a primeira causa de internação da população adulta masculina em hospitais psiquiátricos. Recente estudo epidemiológico realizado em São Paulo apontou que 8% a 10% da população adulta apresentavam problemas de abuso ou dependência de álcool. Por outro lado, a comunidade mostra-se extremamente sensível ao uso e abuso de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, etc.

Dois grupos mantêm acalorada discussão. O primeiro acredita que somente penalizando traficantes e usuários pode-se controlar o problema, atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos.

Essa corrente atingiu o seu maior momento logo após o movimento militar de 1964. Seus representantes acreditam, por exemplo, que "no fim da linha" usuários fazem sempre um pequeno comércio, o que, no fundo, os igualaria aos traficantes, dificultando o papel da Justiça. Como solução, apontam, com freqüência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos a serem desenvolvidos em fazendas de recuperação, transformando o tratamento em um programa agrário.

Na outra ponta, um grupo "neoliberal" busca uma solução nas regras do mercado. Seus integrantes acreditam que, liberando e taxando essas drogas através de impostos, poderiam neutralizar seu comércio, seu uso e seu abuso. As experiências dessa natureza em curso em outros países não apresentam resultados animadores.

Como uma terceira opção, pode-se olhar a questão considerando diversos ângulos. O usuário eventual não necessita de tratamento, deve ser apenas alertado para os riscos. O dependente deve ser tratado, e, para isso, a descriminalização do usuário é fundamental, pois facilitaria muito seu pedido de ajuda. O traficante e o produtor devem ser penalizados. Quanto ao argumento de que usuários vendem parte do produto: é fruto de desconhecimento de como se dão as relações e as trocas entre eles.

Duplamente penalizados, pela doença (dependência) e pela lei, os usuários aguardam melhores projetos, que cuidem não só dos aspectos legais, mas também dos aspectos de saúde que são inerentes ao problema.

(Adaptado de Marcos P. T. Ferraz, Folha de São Paulo)
18. A questão da descriminalização das drogas se presta a freqüentes simplificações de caráter "maniqueísta" que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que ESTÁ mais em EVIDÊNCIA.
As palavras em destaque são acentuadas pelas mesmas razões que justificam os acentos das seguintes palavras respectivamente:

a) fiéis - pá - ânsia

b) Luís - contém - bênção

c) saída - você - sábio

d) saí - estátua - álbuns

e) idéia - avós - estômago


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufpe 96) "Além do horizonte, deve ter

Algum lugar bonito para viver em paz

Onde eu possa encontrar a natureza

Alegria e felicidade com certeza.

Lá nesse lugar o amanhecer é lindo

com flores festejando mais um dia que vem vindo

Onde a gente possa se deitar no campo

Se amar na selva, escutando o canto dos pássaros."
Roberto e Erasmo Carlos estão falando de um lugar ideal, de um ambiente campestre, calmo.
19. Em Literatura, um grupo de escritores, no século XVIII, defendeu o bucolismo, a necessidade de revalorização da vida simples, em contato com a natureza. Estamos fazendo referência aos escritores do:

a) ROMANTISMO, para quem encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade.

b) ARCADISMO, propondo um retorno à ordem natural, como na literatura clássica, na medida em que a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade.

c) REALISMO, fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado; as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa.

d) BARROCO, movimento que valorizava a tensão de elementos contrários, celebrando Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza.

e) SIMBOLISMO quando estes escritores se mostravam mais emotivos, transformando as palavras em símbolos dos segredos da alma. A natureza era puro mistério.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufsc 2000) UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA


Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em "muita quantidade", balançando nas águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato, antes que sumissem no horizonte: chamavam-se BOTELHOS as grandes algas que dançavam nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente. Pouco mais tarde, mas ainda antes da escuridão se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o casco das naves, alimentando a expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários o bastante para navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram RABOS-DE-ASNO: um emaranhado de ervas felpudas "que nascem pelos penedos do mar". Para marinheiros experimentados, sua presença era sinal claro das proximidade de terra.

Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas por entre mastros e velas, chamavam-se FURA-BUXOS. Após quase um século de navegação atlântica, o surgimento dessa gaivota era tido como indício de que, muito em breve, algum marinheiro de olhar aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens que se fazem ao mar: "Terra à vista!"

(BUENO, Eduardo. "A Viagem do Descobrimento:" a verdadeira história da expedição de Cabral, 1999, p.7.)
20. A propósito do texto, é CORRETO afirmar que:
01. As palavras ENTARDECER e ALVORECER têm a mesma formação: derivação parassintética.

02. Em ... romperam o SILÊNCIO dos mares... a palavra SILÊNCIO funciona como núcleo do objeto direto.

04. Na oração "Os marujos as RECONHECERAM de imediato...", o verbo reconhecer classifica-se como intransitivo.

08. Em "...outra espécie de planta marinha iria lamber o casco das naves..." há uma prosopopéia.

16. As expressões AVES MARINHAS e AVES DOS MARES estão em relação de sinonímia.

32. O termo destacado em "... outras ESPÉCIE de planta marinha..." tem a mesma justificativa quanto à acentuação gráfica dos termos ... o SILÊNCIO dos mares e dos CÉUS.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ita 99) É terminantemente proibido animais circulando nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas no jardim do condomínio, onde pode por em risco a saúde das crianças que alí brincam descalças.

(Extraído de um RELATÓRIO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS da administração de um prédio.)
21. Assinale a opção em que os dois itens apresentam impropriedades com relação às normas gramaticais:

a) (1) - Flexão de "circular" e "fazer";

(2) - emprego de "onde".
b) (1) - Acentuação de "alí";

(2) - regência de "circular".


c) (1) - Flexão de "comum";

(2) - emprego de "onde".


d) (1) - Acentuação de "por" e "alí";

(2) - flexão de "comum".


e) (1) - Acentuação de "por" e "alí";

(2) - emprego de "onde".


22. (Ufsc 2001) Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S):
01. Em ... "só se vê bem e os homens não têm mais tempo", o acento nos verbos VER e TER é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.
02. Em "Mas se tu me cativas..". o verbo CATIVAR classifica-se como transitivo direto.
04. Os verbos "lembrar" e "esquecer", ao contrário de LEMBRAR-SE e ESQUESER-SE, não são regidos por preposição.
08. Em "Por favor... cativa-me!", o modo verbal é o Imperativo.
16. No trecho "... começaram a se tornar realidade", o verbo COMEÇARAM apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical, |-a-| vogal temática, |começa-| tema, |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.
32. Em "O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti", a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.
23. (Ufc 2002) Sobre o trecho "As PRÓPRIAS plantas venenosas são úteis: a CIÊNCIA faz do veneno mais violento um meio destruidor de MOLÉSTIAS, regenerador da saúde, conservador da vida.", é correto afirmar que:
I - o período é composto por duas orações.

II - há somente três palavras formadas por sufixação.

III - a acentuação gráfica das palavras grifadas se justifica pela mesma regra.
a) Apenas I é correta.

b) Apenas II é correta.

c) Apenas I e II são corretas.

d) Apenas I e III são corretas.

e) Apenas II e III são corretas.
24. (Mackenzie 96) I - Senhor Deputado, nada dissemos à Vossa Excelência, já que se manteve ensimesmada durante o jantar, não pudemos entender porque.

II - Ninguém obedece à esta lei, que você se refere com tanto entusiasmo, por que ela não se insere no nosso contexto.

III - O primeiro item da censura, mascarando o porque daquela ação, apresentava uma esplêndida demonstração do que é generalizar os seres humanos.

IV - Não haviam tantos impecilhos para que você não pudesse aspirar o sucesso.

V - Não entendo porque você faz insistentes alusões àqueles fatos desagradáveis, que ela já se esqueceu.
De acordo com a norma gramatical, há erros em todos os períodos. Assinale a alternativa que mostra todos os erros da frase indicada.

a) I - regência nominal (ensimesmada) e ortografia (porque).

b) II - indicação da crase (à esta lei) e ortografia (por que).

c) III - acentuação (ítem) e ortografia (porque).

d) IV - concordância verbal (haviam) e regência verbal (o sucesso).

e) V - ortografia (porque) e indicação da crase (áqueles fatos).


25. (Fuvest 91) Assinalar a alternativa em que a acentuação e a pontuação estejam corretas:

a) Multidão, cujo amor cobicei, até à morte, era assim que eu me vingava, às vezes, de ti, deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana sem a ouvir como o Prometeu de Esquilo fazia aos seus verdugos.

b) Multidão cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava as vezes de ti, deixava burburinhar, em volta do meu corpo, a gente humana sem a ouvir, como o Prometeu de Ésquilo, fazia aos seus verdugos.

c) Multidão, cujo amor cobicei até à morte; era assim que eu me vingava as vezes de ti; deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana; sem a ouvir como o Prometeu de Esquilo fazia aos seus verdugos.

d) Multidão, cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava às vezes de ti; deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana, sem a ouvir, como o Prometeu de Ésquilo fazia aos seus verdugos.

e) Multidão, cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava, às vêzes, de ti, deixava burburinhar em volta do meu corpo, a gente humana, sem a ouvir, como o 'Prometeu de Ésquilo fazia aos seus verdugos.


26. (Fuvest 90) Assinale a alternativa que o texto está acentuado corretamente.

a) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modêlo.

b) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo.

c) A princíipio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades solidas e finas, amorável, elegante, austera, um modêlo.

d) A principio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo.

e) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amoravel, elegante, austera, um modelo.


27. (Fei 94) Assinalar a alternativa na qual a acentuação gráfica das palavras se justifique da mesma forma que em: idéia - glória - ruína:

a) maiúscula - tríduo - rédea

b) estóico - obliqúem - Bocaiúva

c) próton - tranqüilo - saúde

d) pastéis - raízes - série

e) réu - bilíngue - possuí-la


28. (Fei 95) Assinalar a alternativa em que todos os hiatos não precisam ser acentuados:

a) balaústre - saúde - viúvo - baú

b) juízes - jesuíta - ateísmo - taínha

c) paúl - atraír - raínha - raíz - juíz

d) baía - contribuír - saída - juízo

e) faísca - baínha - caída - ataúde


29. (Uel 94) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Todos esperam que, reaberto o diálogo entre Governo e professores, os ânimos se ...... .
a) apaziguem

b) apazigúem

c) apazigüem

d) apazíguem

e) apaziguém
30. (Cesgranrio 92) Assinale a opção em que se ERRA quanto à explicação do uso do acento gráfico nas palavras destacadas:
a) porém - também

Os vocábulos terminados em -EM recebem acento agudo, que os marca como oxítonos.


b) chapéu - idéia

O acento recai sobre a primeira vogal do hiato para indicar a sílaba tônica.


c) três - chá - só

Os monossílabos tônicos terminados em A, E, O são acentuados. Leva-se em conta nesta regra a tonicidade dos monossílabos na frase.


d) título - hábitos

Acentuam-se em português as palavras proparoxítonas.


e) Renânia - dicionários

As palavras paroxítonas terminadas em ditongo oral são acentuadas.


31. (Mackenzie 97) I - Pacaembú - dinamarquêsa - juíz - mêses

II - pudico - ítem - moinho - vêz

III - Anhangabaú - táxi - mês - estáveis
Quanto à acentuação, assinale:

a) se apenas III está correta.

b) se apenas I está correta.

c) se todas estão corretas.

d) se apenas II está correta.

e) se todas estão incorretas.


32. (Puccamp 97) A frase em que o sinal de acentuação está corretamente empregado é:

a) Rapidamente foi resolvido o impasse criado pelos atendentes.

b) O minissubmarino, cujo pilôto viaja de bruços, pode atingir a profundidade de 1 000 metros.

c) Os japonêses são peritos em fabricar instrumentos de alta precisão.

d) Mesmo com o carro muito avariado, foi capaz de conduzí-lo por mais de 1 000 metros.

e) O momento mais belo foi aquele em que as aves levantaram vôo.


33. (Enem 99) Diante da visão de um prédio com uma placa indicando SAPATARIA PAPALIA, um jovem deparou com a dúvida: como pronunciar a palavra PAPALIA?

Levado o problema à sua sala de aula, a discussão girou em torno da utilidade de conhecer as regras de acentuação e, especialmente, do auxílio que elas podem dar à correta pronúncia de palavras.
Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e escrita, três alunos apresentaram as seguintes conclusões a respeito da palavra PAPALIA:
I. Se a sílaba tônica for o segundo PA, a escrita deveria ser PAPÁLIA, pois a palavra seria paroxítona terminada em ditongo crescente.

II. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALÍA, pois "i" e "a" estariam formando hiato.

III. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALIA, pois não haveria razão para o uso de acento gráfico.
A conclusão está correta apenas em:

a) I


b) II

c) III


d) I e II

e) I e III


34. (Ita 2002) Assinale a seqüência de palavras acentuadas pela mesma regra gramatical:

a) Cenário, circunstância, hífen, águia.

b) Está, já, café, jacá.

c) Eletrônica, gênero, bônus, ônibus.

d) Cenário, águia, referência, série.

e) Referência, pára, líder, série.


35. (Ufal 99) Assinale, a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
O uso do .... foi um dos .... apresentados .... turma.
a) hífen - itens - àquela

b) hifen - itens - àquela

c) hífen - ítens - aquela

d) hifen - ítens - aquela

e) hífen - itens - aquela
36. (Fgv 2001)

"O Estado de S. Paulo", 14/4/2001.
No último quadrinho, a palavra LÍNGUA está corretamente escrita, com acento agudo e sem trema.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.

a) Ambigüidade, guaraná, Anhanguera, tranqüilo, aguei, adquiri, distingui.

b) Ambiguidade, güaraná, Anhangüera, tranquilo, agüei, adqüiri, distingüi.

c) Ambigüidade, guaraná, Anhanguera, tranquilo, aguei, adquiri, distingui.

d) Ambiguidade, güaraná, Anhangüera, tranqüilo, agüei, adqüiri, distingüi.

e) Ambigüidade, guaraná, Anhangüera, tranqüilo, agüei, adquiri, distingui.


37. (Fgv 2002) Assinale a alternativa cujas palavras estejam de acordo com as regras de acentuação gráfica.

a) Avaro (sovina), ibero, perito, rubrica, aríete, ínterim.

b) Ávaro (sovina), íbero, perito, rúbrica, ariete, interim.

c) Ávaro (sovina), íbero, périto, rubrica, aríete, interim.

d) Avaro (sovina), íbero, perito, rúbrica, ariete, ínterim.

e) Avaro (sovina), ibero, perito, rubrica, aríete, interim.


38. (Pucsp 98) Esta questão refere-se às obras AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente, e MORTE E VIDA SEVERINA (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto.

Leia as alternativas a seguir e assinale a correta.

a) As duas obras apresentam uma critica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste.

b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha.

c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte.

d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em AUTO DA BARCA DO INFERNO, é somente realizada pelo Diabo, e, em MORTE E VIDA SEVERINA, pela miserabilidade da vida.

e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constróem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos.
39. (Uel 94) O século XVI deve ser reconhecido, na história da literatura brasileira, como um período de

a) manifestações literárias voltadas basicamente para a informação sobre a colônia e para a catequese dos nativos.

b) amadurecimento dos sentimentos nacionalistas que logo viriam a se expressar no Romantismo.

c) exaltação da cultura indígena, tema central dos poemas épicos de Basílio da Gama e Santa Rita Durão.

d) esgotamento do estilo e dos temas barrocos, superados pelos ideais estéticos do Arcadismo.

e) valorização dos textos cômicos e satíricos, em que foi mestre Gregório de Matos.


40. (Uel 96) Identifique a afirmação que se refere a GREGÓRIO DE MATOS.

a) No seu esforço de criação da comédia brasileira, realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX.

b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do quinhentismo português, mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas.

c) Dos poetas arcádicos eminentes, foi sem dúvida o mais liberal, o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.

d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios, os ridículos, os desmandos do poder local, valendo-se para isso do engenho artificioso que caracterizava o estilo da época.

e) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seu talento não se restringia ao lirismo amoroso.


41. (Uel 96) Identifique os versos cujos tema e estilo notabilizaram Castro Alves.
a) Vozes veladas, veludosas vozes,

volúpias dos violões, vozes veladas,

vogam nos velhos vórtices velozes...
b) Mas é um momento só. Logo o rio escurece de novo,

Está negro. As águas oleosas e pesadas se aplacam.


c) Por abutre - me deste o sol ardente!

E a terra de Suez foi a corrente

Que me amarraste ao pé.
d) A poesia é incomunicável.

Fique torto o seu canto.

Não ame.
e) Que é fidalgo nos ossos cremos nós,

Pois nisso consistia o mor brasão

Daqueles que comiam seus avós.
42. (Ufsc 2001) Em qual(is) proposição(ões) a relação texto, obra e autor está CORRETA?
01. O trecho "Luisinha e Leonardo haviam reatado o antigo namoro; e quem quiser ver coisa de andar depressa é namoro de viúva" pertence à obra MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, de Manoel Antônio de Almeida.
02. O fragmento "O traficante pensou em Cenoura, ele poderia matar Mané Galinha na escama, pressupondo que Galinha conhecesse todo mundo de sua quadrilha e como Sandro morava Lá em Cima, naturalmente Galinha não desconfiaria dele". Faz parte da obra CIDADE DE DEUS, de Machado de Assis.
04. "Vasco não tirava os olhos do defunto. Sentia os pés presos ao chão, como se tivessem raízes naquele soalho secular do casarão dos Albuquerques. Tinha vontade de gritar:

- João de Deus! João de Deus! Levanta, homem, não vês que assim transtornas tudo, fazes a tua filha sofrer?" refere-se à obra UM LUGAR AO SOL, de Érico Veríssimo.


08. O trecho "Quando Alexandre viu que o susto ia passando, começou a mostrar tudo quanto é cor que o Pavão tinha. Alisava as penas devagar, dizendo que elas eram que nem seda. Seda era coisa que quase ninguém por ali conhecia" pertence à obra A CASA DA MADRINHA, de Deonísio da Silva.
16. O fragmento "Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. (...) Lembrou-se das suas cousas de tupi, do folk-lore, das suas tentativas agrícolas..." refere-se à obra TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA, de Lima Barreto.
32. Nos versos de BROQUÉIS, Cruz e Sousa utiliza partes do corpo humano como personagens em "Braços nervosos / Tentadores serpes / que prendem, tetanizam com os herpes / dos delírios na trêmula coorte".
43. (Uel 94) Graças a Gonçalves de Magalhães, a majestosa mangueira substituiu os carvalhos, o sabiá desentronizou o rouxinol da Europa, e algumas das belezas americanas vieram, por fim, a ser cantadas com a mais pura e autêntica poesia.

Essa "mais pura e autêntica poesia" a que se refere o texto acima é a que está, também,

a) nos poemas nacionalistas de Gonçalves Dias.

b) na lírica amorosa de Gregório de Matos.

c) nos sermões de Antônio Vieira.

d) nos textos simbolistas de Alphonsus de Guimaraens.

e) no nacionalismo crítico de Oswald de Andrade.
44. (Uel 94) O romance chamado "de tese", que de fato buscava provar alguma teoria, focalizava comportamentos doentios, situações miseráveis, a tudo explicando por razões biológicas ou por condições do meio social das personagens.

O romance a que se refere o texto acima foi praticado por

a) Joaquim Manuel de Macedo.

b) Machado de Assis.

c) Coelho Neto.

d) José de Alencar.

e) Aluísio Azevedo.
45. (Uel 96) Em seus romances, a tara biológica vem aliar-se à crítica social. A transgressão e a sexualidade comandam mecanicamente os reflexos das personagens, transformadas em títeres e conduzidas pelas teses deterministas. É o que ocorre, por exemplo, em

a) SENHORA.

b) O CORTIÇO.

c) QUINCAS BORBA.

d) O ATENEU.

e) MEMÓRlAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS.


46. (Uel 96) Com a poesia parnasiana, passaram a ser valorizados

a) o culto preciosista da forma e o recurso aos padrões da estética clássica.

b) a expressão espontânea dos sentimentos e o idealismo nacionalista.

c) os obscuros jogos de palavras e o sentimento de culpa religioso.

d) a expressão em versos brancos e os detalhes concretos da vida cotidiana.

e) as paisagens de natureza melancólica e o estilo grave das confissões.


47. (Uel 94) Em seus poemas mais representativos, os poetas parnasianos cultivavam

a) a simplicidade da Natureza, a musicalidade das palavras doces e a confissão dos sentimentos.

b) o vocabulário raro, a metrificação impecável e as rimas preciosas.

c) o jogo de antíteses, a angústia da divisão psicológica e o tema da vida efêmera.

d) o verso livre, a rima apenas ocasional e os temas diretamente ligados ao cotidiano.

e) a retórica da indignação e do protesto, a participação política e os temas sociais.


48. (Uel 96) Identifique os versos tipicamente simbolistas de Cruz e Sousa.
a) Adeus! ó choça do monte!...

Adeus! palmeiras da fonte!...

Adeus! amores... adeus!...
b) Rei é Oxalá que nasceu sem se criar.

Rainha é Iemanjá que pariu Oxalá sem se manchar.


c) Minhas idéias abstratas

De tanto as tocar, tornaram-se concretas.

São rosas familiares

Que o tempo traz ao alcance da mão.


d) Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


e) Nessa Amplidão das Amplidões austeras

chora o Sonho profundo das Esferas

que nas azuis Melancolias morre...
49. (Uel 94) O nome de Oswald de Andrade está sobretudo associado

a) a um novo tratamento ficcional do regionalismo nordestino.

b) a poemas líricos que ainda carregam influência simbolista.

c) ao jornalismo político, demolidor, de denúncia social.

d) a um nacionalismo que resgata em sua pureza o indianismo romântico.

e) a uma revolução bem-humorada da linguagem da poesia e do romance.


50. (Uel 94) Na década de 30 do nosso século,

a) o Modernismo viu esgotados seus ideais, com a retomada de uma prosa e de uma poesia de caráter conservador.

b) a poesia se renovou significativamente, graças a poetas como Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes.

c) não houve surgimento de grandes romancistas, o que só viria a ocorrer na década seguinte.

d) predominou, ainda, o ideário modernista dos primeiros momentos, sendo central a figura de Graça Aranha.

e) a poesia abandonou de vez o emprego do verso, substituindo-o pela composição de palavras soltas no espaço da página.


51. (Ufmg 95) A alternativa que apresenta personagens de INCIDENTE EM ANTARES de Erico Veríssimo definidas no romance de modo caricatura é

a) Dona Quita e Coronel Tibério.

b) Libindo Olivares e Lucas Faia.

c) Martim Francisco e Valentina.

d) Mendes e Pudim de Cachaça.

e) Padre Pedro Paulo e Padre Gerôncio.


52. (Uel 96) Na década de 30, revelaram-se escritores que souberam revitalizar as conquistas estéticas e culturais da primeira fase do Modernismo, tais como os autores de

a) SAGARANA e LAÇOS DE FAMÍLIA.

b) MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR e CONTOS NOVOS.

c) TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA e CANAÃ.

d) MENINO DE ENGENHO e O QUINZE.

e) PAULICÉIA DESVAIRADA e MARTIM-CERERÊ.


53. (Uel 96) Em SÃO BERNARDO, Graciliano Ramos,

a) assim como em ANGÚSTIA, expõe os conflitos dramáticos vividos pelo protagonista, que é também o narrador.

b) diferentemente de ANGÚSTIA, desenvolve as ações no espaço urbano e analisa o comportamento dos burocratas.

c) assim como em VIDAS SECAS, situa suas personagens no Nordeste, mantendo a perspectiva do retirante miserável.

d) assim como em VIDAS SECAS, utiliza o ponto de vista da terceira pessoa, mantendo a objetividade da narração.

e) ao contrário de VIDAS SECAS, mergulha no mundo sertanejo para valorizar as qualidades do homem rústico da região.


54. (Ufmg 94) Todas as afirmativas sobre INFÂNCIA estão corretas, EXCETO

a) A importância do leitor como cúmplice da escrita é ressaltada pelo narrador.

b) A linguagem, marcada pelo tom irônico e reflexivo, apresenta concisão e apuro gramatical.

c) A narrativa conjuga a visão crítica do narrador-adulto com as experiências do personagem-menino.

d) O narrador insere suas vivências pessoais dentro do contexto social e político do seu tempo.

e) Os capítulos, soltos e independentes, organizam-se a partir da livre associação de idéias do narrador.


55. (Uel 94) No poema MORTE E VIDA SEVERINA, podem-se reconhecer as seguintes características da poesia de João Cabral de Melo Neto:

a) sátira aos coronéis do Nordeste e versos inflamados.

b) experimentalismo concretista e temática urbana.

c) memorialismo nostálgico e estilo oral.

d) personagens da seca e linguagem disciplinada.

e) descrição de paisagens e intenso subjetivismo.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unitau 95) "A questão central da pedagogia é o problema das formas, dos processos dos métodos; certamente, não considerados em si mesmos, pois as formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos.

O método é essencial ao processo pedagógico. Pedagogia, como é sabido, significa literalmente a condução da criança, e a sua origem está no escravo que levava a criança até o local dos jogos, ou o local em que ela recebia instrução do preceptor. Depois, esse escravo passou a ser o próprio educador. Os romanos, percebendo o nível de cultura dos escravos gregos, confiavam a eles a educação dos filhos. Essa é a etimologia da palavra. Do ponto de vista semântico, o sentido se alterou. No entanto, a paidéia não significava apenas infância, paidéia significava cultura, os ideais da cultura grega. Assim, a palavra pedagogia, partindo de sua própria etimologia, significa não apenas a condução da criança, mas a introdução da criança na cultura.

A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. No meu discurso distingui entre a pedagogia geral, que envolve essa noção de cultura como tudo o que o homem constrói, e a pedagogia escolar, ligada à questão do saber sistematizado, do saber elaborado, do saber metódico. A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não apresentam a questão central da pedagogia, porque se produzem a partir das relações sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a escola geralmente garante, mas não ocorre no interior das escolas de primeiro e segundo graus. A existência do saber sistematizado coloca à pedagogia o seguinte problema: como torná-lo assimilável pelas novas gerações, ou seja, por aqueles que participam de algum modo de sua produção enquanto agentes sociais, mas participam num estágio determinado, estágio esse que é decorrente de toda uma trajetória histórica?"

(SAVIANI, D. "A pedagogia histórico-crítica no quadro das tendências críticas da Educação Brasileira", adap. da fala em Seminário, Niterói, 1985).
56. As palavras 'é', 'método','só', 'conteúdos' podem ter sua acentuação analisadas pelas seguintes regras:

a) proparoxítona, monossílabo átono, paroxítona

b) monossílabo tônico, proparoxítona, paroxítona terminada em "os"

c) oxítona terminada em "e", "u" tônico em hiato, oxítona terminada em "o", proparoxítona

d) proparoxítona, oxítona terminada em "o", oxítona terminada em "a", paroxítona terminada em "os"

e) monossílabo tônico, "u" tônico em hiato, proparoxítona



GABARITO
1. F V F V V
2. [B]
3. E E C C
4. [C]
5. 30
6. [B]
7. [A]
8. [B]
9. [D]
10. [C]
11. [C]
12. [A]
13. [E]
14. [E]
15. Itens corretos: 2 e 3

Itens errados: 1, 4 e 5


16. [D]
17. [D]
18. [C]
19. [B]
20. F V F V V
21. [E]
22. F V V V V F
23. [D]
24. [C]
25. [D]
26. [B]
27. [E]
28. [C]
29. [B]
30. [B]
31. [A]
32. [E]
33. [E]
34. [D]
35. [A]
36. [E]
37. [A]
38. [A]
39. [A]
40. [D]
41. [C]
42. V F V F V V
43. [A]
44. [E]
45. [B]
46. [A]
47. [B]
48. [E]
49. [E]
50. [B]
51. [B]
52. [D]
53. [A]
54. [A]
55. [D]
56. [E]


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