Textos introdutórios



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TEXTOS INTRODUTÓRIOS
LÉON DENIS

NO INVISÍVEL


EXTRAÍDOS DA OBRA

HENRI REGNAULT - A MORTE NÃO EXISTE


(Com base nas Obras de Léon Denis)

“No Invisível” apareceu em 1901 e foi reeditado em 1911. A segunda obra publicada por Léon Denis é um livro prático sobre o Espiritismo experimental.

A capa traz, em subtítulos, indicações sobre as matérias estudadas. Com efeito, lemos:
No Invisível
Espiritismo e Mediunidade

Tratado de espiritualismo experimental. Os fatos e as leis.


Fenômenos espontâneos, tiptologia e psicografia.

Os fantasmas dos vivos e os espíritos dos mortos.

Incorporações e materializações dos mortos.

Métodos de experimentação

Formação e direção dos grupos.

Identidade dos Espíritos.

A mediunidade através dos tempos.
Essa enumeração dá uma idéia da importância da obra, muito bem acolhida pela critica.

“Le Mercure de France” disse:

“Léon Denis é um homem de grande talento e de grande elevação de pensamento. Como orador, sabe atrair, reter e conquistar seus ouvintes, por sua palavra arrebatadora, pela sedução de suas belas imagens e de seus líricos vôos.

Como escritor, demonstra as mesmas qualidades, sem os riscos da improvisação que, de um modo em geral, comprovam relaxamento, imprecisões nas idéias e nas expressões; são qualidades disciplinadas pela regra de uma lógica mais severa.

Seu último livro “No Invisível” é um tratado de espiritualismo experimental, porém, se é instrutivo como um tratado, é sobretudo atraente como um romance. E que romance mais repleto de misteriosa ansiedade e de triunfal alegria como a história da alma humana.

Seria desmerecer o escritor mencionar apenas uma fria nomenclatura dos materiais de seu trabalho.

Não é o arcabouço da obra que se deveria apresentar, é a própria obra, com sua substancia, sua estrutura, sua medula, mas também com suas qualidades de encanto vigoroso e de um delicado colorido. São as combinações de idéias e de palavras. São as breves observações empregadas em fórmulas lapidares.

“Le Memorial de la Librairie Française” escreveu:

“Em menos de 500 páginas, de um formato cômodo, com texto claro, o leitor encontrará, numa forma e num estilo elegante e solidamente documentada, a solução de todos os problemas vinculados ao Espiritismo.

Temos 26 capítulos, cujo interesse é crescente, numa exposição atrativa das leis que regem o mundo oculto e a vida do Além. Após sua leitura, ficamos admirados de que, tão curto espaço, possa conter tantas coisas.”

“L'Autorité” publicou o seguinte artigo:

“Os problemas do Além atraem e apaixonam cada vez mais, em nossa época.

Para atender a essa curiosidade, Léon Denis acaba de publicar um livro sintético, numa forma clara, precisa e atraente, contendo o conjunto dos trabalhos realizados num meio século do domínio do Espiritismo experimental, abrangendo os fatos mais recentes.

Aos testemunhos dos sábios, em favor das manifestações de Além-túmulo, Léon Denis acrescenta a exposição de fenômenos numerosos e inéditos, que ele observou no curso de 30 anos de experimentação.

O lugar ocupado pelo autor entre os escritores de nosso tempo, sua competência, sua autoridade nessas matérias, que lhe valeram a honra de presidir o Congresso Espiritualista, realizado em Paris, em 1900, dão a essa obra uma importância e um interesse excepcionais.

Ele possui, em alto grau, as qualidades de estilo e erudição, que fizeram o sucesso das suas obras precedentes.”

Possuindo os livros de Léon Denis, temos constantemente em casa um amigo real, capaz de consolar.

Lendo suas obras, temos uma impressão estranha; freqüentemente, senti isso em meus estudos favoritos: não é mais a mesma coisa. Tem-se a impressão de que tudo em nossa volta se apaga, se atenua e se usufrui dessa alegria maravilhosa e profunda de estar constantemente em comunhão de pensamento com o autor, cujo principal desejo, ao escrever seus livros, foi prever que, um dia qualquer, seus leitores poderiam ter necessidade dos meios maravilhosos de consolação que ele tão bem soube apresentar.

“No Invisível” contém a demonstração da existência da alma, o estudo do magnetismo, a apresentação de diferentes fenômenos espíritas e de múltiplas provas da realidade do Espiritismo.

Dentre muitas, citarei uma. (37)



(37) “No Invisível”, Léon Denis, 74 milheiro, pág. 322. (Edição francesa)

“Em 13 de janeiro de 1899, doze pessoas estavam reunidas em casa do senhor Davi, na Place des Corps-Saints, 9, em Avignon, para uma reunião espírita semanal.

Após um instante de recolhimento, viu-se a médium, senhora Gallas, em estado de transe, voltar-se para o lado do abade Grimaud e lhe falar, na linguagem dos sinais empregados por certos surdos-mudos.

Sua rapidez mímica era tal que o Espírito foi solicitado a se comunicar mais devagar, ao que ele, imediatamente, atendeu.

Por uma precaução, que consideramos importante, o abade Grimaud só enunciava as letras à medida que a transmissão era feita pela médium.

Como cada letra isolada nada significava, era impossível interpretar o pensamento do Espírito, mesmo que se quisesse. Somente no final da comunicação, é que foi conhecida a mensagem, tendo sido feita à leitura por um dos dois membros do grupo, encarregados de transcrever os caracteres.

Além disso, a médium empregou um duplo método: aquele que enuncia todas as letras de uma palavra para lhe indicar a ortografia, única forma sensível para os olhos, e aquele que enuncia a articulação sem lhe dar a forma gráfica, método este inventado por Fourcade e que está em uso na instituição dos surdos-mudos de Avignon. Esses detalhes foram fornecidos pelo abade Grimaud, diretor e fundador do estabelecimento.

A comunicação relativa à obra de alta filantropia, à qual se dedicou o abade Grimaud, estava assinada: irmão Fourcade, morto em Caen.

Nenhum dos assistentes, com exceção do venerando eclesiástico, conhecera o autor dessa comunicação e nem seu método, se bem que o autor passara algum tempo em Avignon, há 30 anos atrás.

Assinaram a ata: os membros do grupo que assistiram à reunião; Toursier, diretor do Banco da França; Roussel, chefe de música no 584; Damenach, lugar-tenente no 584; David, negociante; Brémond; Carmel; senhoras Toursier, Roussel, David e Brémond.

Juntamente à declaração verbal se acrescentou o seguinte atestado:

Eu, abaixo-assinado, Grimaud, padre, diretor-fundador da Instituição dos Deficientes da Palavra, surdos-mudos, gagos e crianças anormais de Avignon, certificamos a absoluta exatidão de tudo o que é acima referido.

Em verdade, afirmo que estava longe de me associar a uma semelhante manifestação, cuja importância compreendo, do ponto de vista da realidade do Espiritismo, do qual sou adepto fervoroso.

Não sinto nenhuma dificuldade em afirmá-lo, publicamente. Avignon, 17 de abril de 1899.

Assinado: Grimaud, Padre.”
Segundo essa declaração, os que estão suficientemente habituados com as experiências poderiam imaginar: “Não existe aí um fato espírita, mas uma leitura do pensamento feita pela médium.” De minha parte, lendo isso, recordo-me de minhas experiências pessoais.

Muitas vezes consegui, por exemplo, colocar um dos médiuns num canto da sala e mandá-lo apanhar um cigarro numa caixa e, até, mais difícil, escolher numa cigarreira, que tinha várias marcas de cigarro, a que eu designara.

Isso era possível porque o médium e eu falávamos a mesma língua. Todavia, no caso do abade Grimaud não acontecia o mesmo. Este não podia agir pelo pensamento da médium, que ele não conhecia.

“No Invisível” contém, igualmente, a exposição das múltiplas objeções feitas ao Espiritismo e das respostas que devem ser dadas.

Entre as questões importantes tratadas nesse livro há a do perispirito.

Segundo o Espiritismo, o homem se compõe de três elementos: o corpo, o espírito (ou alma) que anima o corpo físico, e o perispirito (ou corpo psíquico).

Que a alma esteja ligada ao corpo pelo perispirito eis o que é para se admirar; isso é bastante difícil de compreender pelos que jamais estudaram nossa ciência.

Em 3 de novembro de 1927, tive ocasião de ir ao Havre fazer uma conferência com debates sobre a existência da alma dos vivos e sobre a realidade das manifestações dos mortos.

Recebi, alguns dias depois, uma interessante carta, da qual alguns textos se referiam ao corpo psíquico.

“Assisti, escreveram-me, à sua conferência no Havre.

Eu conhecia do Espiritismo só o que se pode saber quando não o estudamos com método.

Minha convicção está solidamente certa de que os fenômenos estudados pelas ciências psíquicas são reais e não podem mais ser negado, atualmente, a não ser por ignorância ou prevenção. Entretanto, gostaria de ter a mesma certeza a respeito de sua explicação.

Se a psicometria, a fotografia do pensamento, a vista à distância, as materializações são argumentos poderosos em favor do espiritualismo, conclui-se, necessariamente, que após a morte o ser conserva sua personalidade?

Não creio na extinção do pensamento apenas no aniquilamento da matéria. Não compreendo, porém, como o pensamento de Paulo possa permanecer uma vez desaparecido o seu corpo. Não é o corpo que limita o pensamento e o individualiza? Se, como dizem os protestantes nos sepultamentos o pó retorna ao pó e o espírito ao espírito, não é para que este se confunda e se perca no espírito universal?

Os espíritas falam bastante da sobrevivência do corpo astral, mas este, segundo suas teorias, não acaba também, por se consumir e desaparecer?”

Respondendo, aconselhei-o a ler as páginas 50 e seguintes de “No Invisível”, onde Léon Denis expressa seu pensamento sobre o perispirito. (38)



(38) “No Invisível”, Léon Denis, 7º milheiro, págs. 50 e seguintes. (Edição francesa)

“Em todo homem vive um Espírito, escreve ele.

Por espírito, se entende a alma revestida de seu invólucro fluídico, que tem a forma do corpo físico e participa da imortalidade da alma, da qual é inseparável.

Da essência da alma sabemos só uma coisa: é que, sendo indivisível, é imperecível. A alma se revela por seus pensamentos e também por seus atos. Para que ela possa agir e concretizar o que pensa, necessita de um intermediário semimaterial sem o qual sua ação nos pareceria incompreensível. Esse intermediário é o perispirito, nome dado a seu invólucro fluídico, invisível, imponderável. E preciso buscar em sua ação o segredo dos fenômenos espíritas.

O corpo fluídico que cada homem possui em si é o transmissor de nossas impressões, de nossas sensações, de nossas lembranças.

Anterior à vida atual, sobrevivente à morte, é o instrumento admirável de que a alma se constrói, se realiza através dos tempos, é o resultado de seu longo passado.

Nele se conservam os instintos, se acumulam às forças, se agrupam as aquisições de nossas múltiplas existências, os frutos de nossa lenta e penosa evolução.

A substancia do perispirito é extremamente sutil, é matéria em seu estado mais quintessenciado; é mais rarefeita que o éter; suas vibrações, seus movimentos, ultrapassam em rapidez e em penetração as substâncias mais ativas. Daí, a facilidade dos Espíritos em atravessar os corpos opacos, os obstáculos materiais e em vencer as grandes distâncias com a rapidez do pensamento.”

Em “O Invisível”, Léon Denis consagra algumas páginas á mediunidade e à formação dos grupos espíritas.(39)

(39) É indispensável, sobre esse ponto, estudar “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec.

Estudemos, pois, com ele, como se tornar experimentador, as condições para formação dos grupos e o que é ser médium.


O Experimentador
As principais qualidades necessárias para ser experimentador são múltiplas. Se precisássemos reunir todas elas, não haveria, sem dúvida, um único ser humano capaz de fazer experimentações espíritas.

Graças à sua atividade e sua incansável propaganda, Léon Denis merecia os encorajamentos do Além; entretanto, ele deveria experimentar, por muito tempo, e ter provas pessoais neste campo.

Após ter lido “O Livro dos Espíritos”, em 1864, fundou, na Rua do Cygne, em Tours, um grupo espírita e procurou fazer experiências; teve sucesso em algumas, mas teve de perseverar, durante pelo menos 10 anos, para obter provas concretas, absolutas.

Essa tenacidade lhe dá o direito de guiar seus leitores, de aconselhá-los e lhes afirmar que um experimentador deve ter paciência, perseverança, método e discernimento; deve, igualmente, manter seu espírito crítico; enfim, é preciso bem grande elevação de pensamento e de coração.

Léon Denis consagra a esses dois pontos um valor todo particular.

Antes de experimentar, é preciso saber que o Além não possui somente forças superiores; há, também, do outro lado, como na Humanidade, seres ainda não evoluídos, que permanecem em estado primitivo.

Eles também têm necessidade de se manifestar aos vivos, para poderem evoluir, aproveitando os benefícios do Espiritismo.

E preciso, pois, segundo penso, quando se trata de Espiritismo, estar também preparado para entrar em comunicação com os Espíritos inferiores desencarnados. Todavia, é indispensável conhecer os graves perigos aos quais se expõe com tal procedimento.

Por conseguinte, só devem cuidar desse gênero de experiências os que, por seus estudos, adquiriram do magnetismo e do Espiritismo um conhecimento profundo que permita, no caso, se desembaraçar das forças inferiores.

Convém, outrossim, nesse procedimento, estar animado ao extremo de sentimentos de solidariedade e de bondade.


A Formação dos Grupos
Que é preciso para se constituir Grupos de Estudo Espíritas?

Antes de tudo, o dirigente das reuniões deve ser, de fato, competente. Quanto aos assistentes, devem observar uma disciplina rigorosa, método, paciência, perseverança, regularidade e um bom caráter.

Uma grande simpatia (40) deve envolver as pessoas do Grupo que tem o dever de não se deixar levar pelo interesse.

(40) Falo aqui dos Grupos de Estudos. Quando um Grupo é formado e já obteve resultados, nada impede a organização de reuniões especiais de propaganda, ao decorrer das quais essas condições de simpatia mútua não são tão rigorosas.

Os assistentes manterão constantemente seu senso crítico e o exercerão sempre, a fim de poderem julgar o valor das manifestações. E indispensável ter uma grande elevação de pensamento.

Certamente que todas essas qualidades são difíceis de serem obtidas, mas, quando possuídas, garantem bons resultados.
O Médium
Léon Denis indica as condições necessárias para se tornar um bom médium.

Todos os seres humanos tem mediunidade, em estado latente.

“Há, em todos, rudimentos de mediunidade, faculdades em gérmen, que podem desenvolver-se pelo exercício.

Para a maior parte é necessário um longo e perseverante trabalho. Em alguns, essas faculdades aparecem desde a infância e atingem, sem esforços, com o tempo, um alto grau de perfeição.

Nesse caso, elas são o resultado de aquisições anteriores, o fruto de trabalhos conseguidos na Terra ou no Espaço, fruto que trazemos quando renascemos.”

E um erro crer que somente as mulheres podem ser médiuns, Homens e mulheres tem, em potencial, mediunidade, como observou Allan Kardec.

Antes de procurar desenvolver essa mediunidade, é preciso aceitar os conselhos de um espírita sério; convém fazer, antes, os necessários estudos.

Jamais se deve considerar a imposição das mãos sobre um “guéridon” (mesa) como um divertimento, uma distração. Aconteceu-me, muitas vezes, achar-me num meio onde ainda não se ocupavam de psiquismo, nem de Espiritismo, e, por vezes, me diziam:

- “Ah! você é espírita. Eu também fiz um pouco dessas coisas; divertia-me com uns amigos fazendo as mesas girarem.”

Cada vez que ouvi tais declarações, tremi, em pensar nos perigos corridos por meu interlocutor.

Se o Espiritismo contém em si mesmo maravilhosos recursos de felicidade, encerra, igualmente, graves perigos; é uma arma de dois gumes que convém saber manejar, quando se quiser tratar de pesquisas experimentais e quando se deseja desenvolver a mediunidade.

Antes de tudo, é preciso estudar as obras espíritas.

Os médiuns podem escapar dos graves perigos que os ameaçam?

Léon Denis apresenta o meio: (41)

“A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade, para se expandir, de atentas precauções e de cuidados permanentes. E preciso haver método, paciência, altas aspirações e nobres sentimentos. Sobretudo, é preciso a proteção e a solicitude do bom Espírito que nos envolve com seu amor e seus fluidos vivificantes.

Quase sempre, porém, queremos produzir frutos, apressadamente, e, então, ela se estiola, murcha sob o sopro dos Espíritos atrasados.



(41) “No Invisível”, Léon Denis, 7° milheiro, pág. 77. (Edição francesa)

Na Antiguidade, os jovens que revelassem aptidões especiais eram retirados do mundo e colocados fora de qualquer influência degradante, em lugares sagrados ao culto, cercados de tudo quanto pudesse elevar seus pensamentos e seus corações, desenvolvendo neles o senso do belo.

Eram assim as virgens-vestais, as druidesas, as sibilas, etc. Era o mesmo nas escolas dos profetas e videntes da Judéia, colocados longe do barulho das cidades.

No silêncio do deserto, na paz dos cumes, os iniciados sabiam atrair as influências superiores e interrogar o invisível. Graças a essa educação, chegava-se a resultados que nos surpreendem.

Tais procedimentos são inaplicáveis, atualmente. As exigências sociais não permitem hoje em dia, ao médium, consagrar-se, como conviria, ao cultivo de suas faculdades.

Sua atenção é desviada pelas mil necessidades da vida familiar e suas aspirações entravadas pelo contato com uma sociedade mais ou menos frívola e corrompida.

Muitas vezes, ele é chamado para exercer suas aptidões em meios impregnados de fluidos impuros, de vibrações desarmônicas, que reagem sobre seu organismo tão impressionável, causando-lhe perturbação e desordem.

E preciso que o médium, compenetrado da utilidade e da grandeza de seu papel, se aplique a acrescentar seus conhecimentos e busque espiritualizar-se, o mais possível; que ele crie horas de recolhimento e que tente, então, pela visão interior, elevar-se até às coisas divinas, até à beleza eterna e perfeita.

Quanto mais a inteligência, o saber e a moralidade se desenvolverem nele, mais se tornará apto a servir de intermediário às grandes almas do Espaço.”

Léon Denis trata, igualmente, essa questão em outras obras; citarei, por exemplo, o que escreveu em “O Grande Enigma”. (42)



(42) “O Grande Enigma”, Léon Denis, 3° milheiro, pág. 312. (Edição francesa)

“Os médiuns podem prevenir os perigos da mediunidade, preparando-se para suas funções como para um ministério sagrado, pela invocação, recolhimento e oração.

O iniciado nos mistérios antigos tinha um ritual; só se entregava à invocação depois de estar preparado pela abstinência e meditação no recolhimento. A lei não mudou: quem quiser comunicar-se com o Além se expõe a reais inconvenientes.”

Como todas as obras de Léon Denis, “No Invisível”, contém inúmeras passagens onde o leitor pode aprender o meio de suportar os percalços da mediunidade.

Citarei, por exemplo, (43) o que ele escreveu à página 150: “Essa fraternidade que os messias proclamaram em todas as grandes épocas da História, encontra no ensino dos Espíritos uma base nova e uma sanção.

Não é mais a fria e banal afirmação inscrita no frontispício de nossos monumentos; é a fraternidade viva das almas que, juntas, emergem das obscuridades do abismo e gravam o calvário das existências dolorosas; é a iniciação comum pelo sofrimento; é a reunião final na luz.

Com o Espiritismo, coração e razão, tudo participa. O círculo de afeiçoes se amplia.

Nós nos sentimos mais bem sustentados nas provações, porque os que nos amavam durante a vida nos amam ainda no além-túmulo e nos ajudam a carregar o fardo das misérias terrenas.

Estamos separados apenas aparentemente. Em realidade, os humanos e os invisíveis caminham muitas vezes lado a lado, nas alegrias e nas lágrimas, aos sucessos e nos fracassos.

O amor de nossos bem-amados nos envolve, nos conforta, nos aquece.



Os terrores da morte cessaram de pesar sobre nós.”

(43) “No Invisível”, Léon Denis, 7º milheiro. (Edição francesa)


FIM






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