The Theosophist, 1971 Christmas Humphreys



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A TEOSOFIA DE BUDA

The Theosophist, 1971




Christmas Humphreys


(Natural da Inglaterra e residente em Londres, o autor exerce a profissão de consultor jurídico no Conselho da Rainha. Com sua esposa, fundou a Sociedade Budista em Londres, em 1924. É o Vice-Presidente da Confraria Mundial de Budistas, Vice-Presidente da Sociedade Tibete, e autor de cerca de doze livros sobre o Budismo, incluindo Buddhism (Série do Pelicano), -Zen Buddhism, The Wisdom of Buddhism, A Buddhist Studental Manual e A Popular Dictionary of Buddhiam N. do T.)


Para assimilar o significado deste titulo, temos de esticar ao máximo nossas mentes. Pois A "Teosofia de Buda" é muito maior do que o "Budismo", o nome ocidental para o corpo de princípios e práticas erigidos em torno da mensagem de Buda à humanidade. É muito maior do que a "Teosofia", a moderna apresentação ao Ocidente, por H. P. Blavatsky, de um esboço da Sabedoria acumulada das idades, entesourada pelos Mestres dessa Sabedoria e posta por eles a serviço da humanidade.

Existe a Verdade absoluta, que nenhum de nós conhecerá plenamente enquanto não nos elevar-nos em consciência até o seu próprio nível, e a verdade relativa, que é tudo o que a maioria de nós conhece sobre a Verdade. Tanto da verdade como da Verdade podemos aprender mais dos chamados Mestres da vida e da pesquisa das profundezas de nossas próprias mentes, porem Gautama o Buda sabia muito mais de ambas do que qualquer homem histórico anterior ou posterior à sua época. 0 Mestre K. H. se referiu a ele na Carta 10 em As Cartas do Mahatma a A.P. Sinnett, como "Nosso grande Buda - o patrono de todos os adeptos, o reformador e codificador do sistema oculto . . . cujo espírito poderia de pronto e simultaneamente percorrer o espaço inter-estelar em plena consciência, e continuar na terra em seu corpo original e individual". A mente humana não pode conceber nenhum ser maior, e para nós ele é, com efeito, o Mestre dos Mestres.


Abaixo dele em nível espiritual, tem havido muitos, embora fosse impertinente assinar-lhes qualquer lugar particular na hierarquia descendente. Os Fundadores de religiões, Mahatmas, Rishis, Profetas, Patriarcas - como os graduaremos? Todos, podemos presumir, aceitariam o Buda como o mais elevado de nosso conhecimento. E abaixo destes homens? Instrutores espirituais, grandes e pequenos; os Swamis proeminentes da Índia, os Rishis do Japão, os grandes Lamas do Tibete; todos ;ates merecem nossas homenagens como homens que, por inumeráveis vidas de esforços, lograram o espírito de liberdade e contudo não hesitaram em dedicar seu ser à salvação da humanidade.
Entre aqueles que se proclamam mestres existem, infelizmente, fraudes de todos os graus, desde os auto-iludidos que, fiados numa pequena "experiência", realmente se crêem iluminados e instruem nessa base, até os maus que conscientemente tentam conseguir poderes sobre seus próximos, para sua vantagem própria. "Por seus frutos os conhecereis", e quem se proclama iluminado é certamente suspeito. Aqueles que aceitam dinheiro por seus ensinos ou se deleitam nos aplausos do público, estão no mesmo caso. A intuição do futuro discípulo deve alertá-lo contra instrutores espúrios, contudo, pela onda corrente de "caça-gurus" no Ocidente parece que a intuição de muitos não está ainda plenamente desenvolvida.
Os Mestres tem Chelas, e muitos encaram a seção de As Cartas do Mahatma, que Trevor Barker, o Editor, chamou Provação e Chelado, como o mais fino manual acessível às necessidades e natureza da vida de um chela.
Tal é a hierarquia, e de tempo em tempo, um dos grandes seres vem ao mundo para ensinar a uma parte da humanidade a parcela da Sabedoria que parece ser necessária naquele tempo e lugar. Assim nascem as religiões, não por obra dos Fundadores, mas de seus seguidores, cuja compreensão será sempre menor que a mensagem dada, e sempre sujeita a comentários, excisões e expansões pelas mentes posteriores e menores. Algumas destas religiões são francamente teistas, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, e para os que ainda necessitam da ajuda do conceito de Deus, sem dúvida elas são de utilidade. 0 Hinduismo é ao mesmo tempo monoteísta e politeísta, sendo Brahma manifesto como Brahma, Vishnu e Shiva, e produzindo as variações da natureza e poderes destes três princípios uma vasta sucessão de formas posteriores. Tanto o Taoísmo como o Budismo não adotam o pensamento de uma Divindade-Criadora absoluta e todavia pessoal.
Todas essas religiões se fragmentam em muitas escolas, algumas conseguindo um estado de auto-independência, e do conjunto nascem movimentos que surgem da tendência eclética da mente humana, cada qual um pasticho ou complexo de itens extraídos dentre os muitos outros. Quando a todos estes se juntam novas tentativas para criar religiões sem qualquer dos atributos usuais das mesmas, resulta uma vasta variedade de grupos de homens e mulheres todos devotados a algum aspecto da "Realidade" das necessidades da vida diária.
Onde, em tudo isto, está a Teosofia? 0 nome "a sabedoria dos deuses" vem de um neoplatônico do terceiro século A. D., Amônio Sacas, mas o rótulo é imaterial. Qualquer que seja o nome, ela não é uma das religiões acima, nem, como também amiúde se supõe, uma coleção de itens de ensino extraídos de todas eIas. É antes, como explicou H. P. Blavatsky, um esboço de todo o sistema de cosmogênese, o nascimento de nosso universo, e antropogênese, o aparecimento do homem na terra, e a sua fonte é o que ela chamou "a Sabedoria acumulada das idades, testada e verificada por gerações de videntes". Está numa escala que não pode ser medida, um esboço delineado de um processo cósmico que em termos de tempo e espaço e na magnitude dos princípios ali descritos, é única, no pleno sentido do vocábulo.
Como tal é muito maior que qualquer das religiões conhecidas ao homem. Mesmo o Budismo decaiu tristemente desde a mensagem do Mestre, conquanto o próprio Maha Chohan diga em sua famosa Carta, que tem sido chamada a carta-patente do movimento teosófico, que o "Budismo, escoimado da superstição, é a verdade eternal". Quão maior pois, a Teosofia do que os corpos de baixa-luz, de não inspiradoras doutrinas construídas em torno dos altares dos últimos deuses do homem, a Ciência, Psicologia e Serviço Social?
Todas estas religiões nasceram, cresceram, decaíram e um dia morrerão. Assim acontecerá à Teosofia, neste ou em qualquer outra forma externa. A for ma já tem sido degradada por mentes menores, contudo permanece a verdade que ela entesoura. É pelo menos uma parcela da Sabedoria que os Mestres ofereceram em breve esboço ao Ocidente, utilizando-se como seu escolhido instrumento desse estranho e fascinante gênio que conhecemos como H. P. B. E ela por sua vez nos legou sua própria suprema façanha, A Doutrina Secreta, mais do que suficiente para a digestão do homem no século presente. Contudo, mesmo a sabedoria desses Mestres é menos do que a acessível da Mente-Buda, e esta é muito, muito menos que a Verdade!
Como haveremos nós, que optamos pelo estudo da árvore em vez de seus ramos, de abordar esta Sabedoria? Com que motivo, com que faculdade?
Os Mestres, parece, primeiro ensinam a seus chelas o que pode ser compreendido por qualquer mente bem treinada, e depois, freqüentemente muito tempo depois, quando o motivo altruísta do chela foi plenamente comprovado, é que ensinam as verdades mais profundas que jamais podem ser seguramente escritas, e está dito que "influenciam" outros, os homens de boa vontade, a realizar seus desejos, mas eles jamais dogmatizam e não podem, literalmente não podem, interferir no karma".
Eles apelam para a intuição que, quando bem desenvolvida, excede de muito o nível e o poder da mente pensante. Pois os princípios superiores do homem incluem, como se nos tem ensinado, primeiro, Atman, uma chama de Paramatman, o Absoluto em cada homem, mas nunca sua ou vossa ou minha. Atman não tem nenhum valor ou significado para nós a não ser através de Buddhi, a intuição, que penso como sendo um receptáculo construído para os raios de Atman, que é uma chama da única e indivisível Luz. Por sua vez Budhi, à medida que desenvolvemos o seu ilimitável poder, ilumina os planos do pensamento superior onde Manas estuda as verdades assim reveladas. No devido tempo essas se refletem embaixo através da "operação mental" e da personalidade, e aparecem em termos de uso para todos nós para aplicação diária.
Mas note-se que cabe a cada qual reencontrar a Sabedoria por si mesmo. Nenhum instrutor pode fazer mais do que ensinar seu discípulo como aprender. Disse Buda em seu leito de morte: "Elaborai vossa própria salvação, com diligência". Confesso que fui lento em aprender esta lição. Eu não podia ver, por exemplo, porque as eminentes mentalidades ocidentais não devessem com alguma humildade estudar as descobertas comprovadas e publicadas das mentalidades orientais antes de dispenderem tempo e dinheiro em suas próprias pesquisas originais. Mesmo agora noto com impaciência quanto um conhecimento do Karma e do Renascimento revolucionaria o âmbito da psicologia ocidental, quanto uma percepção dos sete princípios do homem aceleraria as pesquisas P. E. S. (percepção extra-sensória), em medicina psicossomática e, mais importante ainda, tornar óbvio que por esse instrumento apenas o mais nobre intelecto jamais logrará galgar o plano da Sabedoria que paira alm de todo "conhecimento" sobre ela.
Vejo agora a resposta, e aceito-a. Cada um de nós deve reencontrar cada fragmento da verdade por seus próprios e desajudados esforços. Isso o que acho ser verdadeiro é verdadeiro para mim. Em certo sentido ninguém aprende das descobertas de outrem, mas tão-só das suas próprias. "Mesmo os Budas só indicam o Caminho".
Aqueles que desejam entrar em contato com a Teosofia em seu próprio plano, devem então desenvolver a intuição. Mas isto necessita estudo, pleno e incessante uso do intelecto superior, pois na natureza não há atalhos nem variantes. Loucos são os que dissipam o intelecto, pois a própria H. P. B. torna claro que a Verdade a finalidade do intelecto, e por nenhum outro meio ela atingida plenamente. Mas estudar difere de mera leitura. Quem queira compreender estas grandes forças-pensamento, que constituem uma bela descrição dos princípios básicos da Teosofia, deve primeiro preparar sua mente para recebê-los, devem estuda-los profundamente e depois meditar neles durante horas e meses. Somente assim criam raízes na mente e florescem em ações. Como disse H. P. B. em seu Prefácio à "Chave da Teosofia": Para o mentalmente preguiçoso ou obtuso, a Teosofia deve permanecer um enigma; pois no mundo mental como no espiritual cada homem deve progredir por seus próprios esforços". Adicionai a esta citação a famosa sentença oculta, "Quando o discípulo esta preparado, o Mestre aparece", e nós sabemos o que é necessário para a apreensão da Teosofia.
0 que estudaremos? A resposta é retroativa à fundação da Sociedade Teosófica, no último quartel do século dezenove. Os Membros da Fraternidade Tibetana obtiveram permissão de seu Chefe imediato para preparar a mulher que conhecemos como H. P. B. e envíá-la aos EE.UU. Ali se encontrou com o coronel 0lcott e W. Q. Judge. A Sociedade foi devidamente fundada em 1875, e em 1877 H. P. B. publicou em Nova Iorque "Isis Sem Véu". Esta foi, por assim dizer, o "Bulldozeril" (trator com lâmina) com que quebrar os dogmas de crosta de aço da ciência e cristianismo correntes, a fim de que, embora a autora não o soubesse, uma obra muito maior pudesse ser edificada sobre seus alicerces. Por instruções de seu Mestre, ela depois viajou para a Índia com o coronel Olcott, e fundou a atual comunidade de Adyar. Mais tarde, vitima de vis injúrias e calúnias, ela retornou Inglaterra e faleceu em Londres em 1891. Isto não por certo, uma biografia de H. P. Blavatsky, mas o que nos importa agora é o que ela deixou após si, de que podemos por nós constatar, digerir e aplicar a Teosofia.
A literatura flui, por assim dizer, paralelamente. Pelos começos de 1880 dois dos Mestres, "M" e "K. H.", escreveram uma extensa série de cartas ao então editor de The Pioneer, A. P. Sinnett, e este, com um brilho mental que penso raramente apreciado, traduziu tudo isto numa série de livros começando pelo Mundo Oculto. Independentemente, H. P. B., como e usual em instruções, escrevia sua maior obra, A Doutrina Secreta, que um dia poderá ser aceita como a mais notável publicação individual do século dezenove. Esta obra, seguida de A Chave da Teosofia e A Voz do Silêncio, proveu o Ocidente, como ela própria disse, com o mais que suficiente para os séculos dezenove e vinte.
No concernente à natureza e valor de A Doutrina Secreta, parece que muitos teosofistas tem falhado em apreciar o significado do homem, a Medida de Suas as Coisas, de Sri Krishna Prem. Para uma grande faixa do público inteligente, A Doutrina Secreta da mais é que uma engenhosa Coleção de idéias a ser encontradas em escrituras religiosas e escritos similares. Mas existe aqui um inglês, um experimentado erudito que conheci em Cambridge há cinqüenta anos, que, depois de vinte e cinco anos de estudos e meditação em seu "ashram" himalaiano, produziu seu próprio comentário sobre Stanzas de Dzyan (Estâncias de Dzyan). Ele teve claramente a D. S. a seu lado, e em nenhum caso difere da interpretação de H. P. B., mas explica muito mais extensamente as passagens difíceis. Em qualquer padrão de literatura isto e o produto de uma mente profundamente iluminada, e em meu ponto de vista é a obra teosófica mais importante do século vinte. Onde, agora, está a "velha fraude" que só coligiu migalhas e tópicos das mentes de outros e os rotulou de Teosofia?
0 que oferecem estes livros? No Perimiu da Doutrina Secreta fala a autora de "Be-ness" "Seidade" e de sua periódica manifestação no plano da relatividade, em ciclos vastos e pequenos. Do Plano ou propósito desta manifestação, é sua variada extensão de tempo e espaço. Do Homem, sua origem, natureza e lugar no esquema total se o ponto por ele atingido na longa jornada para o lar.
0 que ensinou Buda sobre isto? Ao público muito pouco da "Sabedoria acumulada das idades", tal como se ofereceu na Doutrina Secreta. Ao contrário, ele se recusou a induzir ao que chamava "Indeterminadas", tal como a Primeira Causa, a verdade do Eu ou Não -Eu, e o que sobrevivia à morte do corpo físico. Preferiu ensinar um Caminho, da ignorância à Iluminação. Vez após vez ressaltou o Caminho como uma melhor alternativa para discutir conceitos do Absoluto, ou mesmo da natureza do Nirvana. Eis aqui uma interessante distinção entre Teosofia e Budismo, entre a árvore e um de seus mais nobres ramos. A Teosofia ensina um esboço do esquema total da evolução e involução, do nascimento e morte do universo e do homem. A cada teosofista se deixa a escolha de sua própria senda para esta Sabedoria embora não se possa descobrir facilmente uma senda teosófica, como procurei assinalar na terceira seção de: "The Field of Theosophy" (0 Campo da Teosofia). 0 Budismo, por outro lado, começou por uma completa descrição do caminho do autodesenvolvimento pelo qual o indivíduo poderia atingir por si mesmo o único plano em que a Sabedoria pode ser plenamente conhecida.
Seguir este Caminho, dizia o Buda, a começar de agora, e a Sabedoria será encontrada durante a viagem. E outro Mestre disse quinhentos anos depois, "Procurai primeiro o Reino dos Céus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas". Falar meramente de princípios abstratos, de primeiros começos e últimas finalidades, pouco nos aproveita enquanto o eu não for purgado, a mente aperfeiçoada como um instrumento de primeira classe, e a intuição despertada para funcionar neste, para nós, divinamente iluminado plano.
Tanto a Sabedoria como a Compaixão são necessárias. Um homem não conhecerá a verdade enquanto não a houver aplicado. Não podemos aplicar inteligentemente, prestativamente, uma verdade que não conhece mos verdadeiramente. E o Caminho é estabelecido comos maiores detalhes, com o Buda por Guia e o exemplo visível de um homem que atingiu o fim desse Caminho.
Contudo, a mente indiana não havia se contentado com um campo "limitado", e em séculos sucessivos grandes Mestres da Sabedoria acrescentaram ao que muitos chamam o ensino original, e juntos produziram algumas das mais refinadas metafisicas, filosofias, mistícismos, psicologias, culturas e artes que o inundo conserva. Todavia, não nos concerne aqui este imponente campo de conquistas espirituais. 0 que é mais importante para o mundo é a contribuição do Budismo mundial para os problemas de Hoje. Esta é a tarefa da Confraria Mundial de Budistas, como também dos budistas do Ocidente, de que a Sociedade Budista é a mais antiga e maior organização.
Esse é o nosso problema; eis o vosso.
0 que estão os teosofistas de todo mundo, coletiva e individualmente, fazendo no serviço da humanidade? Estão eles procurando formar o que seus Fundadores, os Mestres, queriam, um núcleo de fraternidade universal? São um corpo de dedicados estudantes investigando por si mesmos, muito embora guiados pela Sabedoria revela da através de H. P. B., os princípios básicos do universo e os poderes latentes no homem?
Tanto o Budismo como a Teosofia no Ocidente tem sofrido dos enxertos parasitários de natureza aliada mas totalmente diferente. Quando me filiei à Sociedade Teosófica, há exatamente cinqüenta anos, eu tinha já lido A Doutrina Secreta e pretendia auxílio com ela. Eu pretendia a Teosofia de H. P. Blavatsky e fracassei em encontrá-la, e com o tempo, com outros de mentalidade semelhante, deixei, para prosseguir meus estudos algures. A Sociedade Budista tem sofrido da denúncia oposta tentativas para envolvê-la de tal maneira em interesses políticos, e acreditamos ter resistido ao máximo a essas tentativas. Trabalhemos diferentemente, como organizações, para efetuar nossos Objetivos. As atividades colaterais são para o indivíduo quando ele pode dispor de tempo.
Para concluir, os budistas e teosofistas do ocidente, todos, note-se, convertidos de alguma outra crença, têm muito em comum - A Voz do Silêncio -("uma pura obra budista", como me escreveu o falecido Anagarika Dharmapala de Ceilão, e o Dalai Lama assinou o meu exemplar há muito tempo), e o Catecismo Budista do coronel Olcott. Mais importante, os Fundadores do movimento teosófico na índia, H. P. B. e o coronel Olcott, que juntos "assumiram o Pansil" publicamente, no Ceilão, em 1880, declarando-se budistas, e mais importante ainda, os dois Mestres fundadores do movimento teosófico. Não falaram eles de "nosso 'Grande Patrono' - o Salvador do Mundo - o Instrutor do Nirvana e da Lei?" Para eles o Buda foi o maior e mais santo homem que jamais viveu", e o Mestre de ambos, o Mahachohan, fala em sua famosa carta "daquele espírito encarnado de absoluto auto-sacrificio, de todas as mais altas virtudes atingíveis nesta terra de tristezas, o homem dos homens, Gautama o Buda".

Não nos ajoelharemos, pois, aos pés de um tal homem, o símbolo vivo da Mente-Buda, o Princípio Crístico Interno, e não é nosso claro dever? E no tal, nosso dever primário. Como está escrito em i Voz do Silêncio, o primeiro passo é viver para beneficiar a humanidade, e este reto motivo vem antes mesmo do cultivo das seis grandes virtudes. E de novo, "A compaixão fala e diz: Pode haver bem-aventurança quando todas essas vidas tem de sofrer? Salvar-te-ás para ouvir o clamor de todo o mundo?"


Não nos ergueremos então para renovamos da dedicação em conjunto aos Mestres da Sabedoria e a seu escolhido agente, H.P.B., soerguendo nossos olhos com amor "ao patrono dos adeptos" a quem igualmente servimos? Se há significação no título deste artigo, que seja este, que todos os que ousam chamar-se teosofistas ou budistas devem estudar, e ensinar e esforçar-se por aplicar esta Sabedoria entesourada. Nesta tarefa pouca, importância tem nossas ocupações pessoais.. A bolha do eu deve ser perfurada com a espada do Zen ou esvaziada com a fresca percepção. Em qualquer eventualidade, é claro o propósito de nossas vidas dedicadas: '? Se queres ser Tathágata, segue as pegadas do teu predecessor, permanece altruísta até o infindável fim".
(Trad. de The Teosophist de março de 1970 por I.G.F.)


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