Tiamat World Vampire Romance Jenna MacLaine



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Tiamat World

Vampire Romance

Jenna MacLaine




Os Justos

Jenna Mac Laine

Narra a história de Justine,

uma caçadora de vampiros que se vê com a cabeça a premio pelo regente dos vampiros,

que não está nada contente com a quantidade de mortes que ela tem causado.
Este conto é uma prequel à saga Cin Craven da autora,

que inclui os títulos: Wages of Sin, Grave Sins, Bound by Sin.
Disp. em Esp: novelvampir

Envio do Arquivo e Trad.: Gisa

Revisão Inicial: Rayssa

Revisão Final: Keylla

Formatação: Gisa

Tiamat - World
Comentário da Rayssa: Bom o nome do livro não atrai muito, mas o livro é bem legal, bem curto sem muita enrolação que costuma ter na maioria dos livros. Não é hot, tem umas partes quentes, mas são curtíssimas.


Comentário da Keilla: O livro é bom e consegue prender a nossa atenção, apesar de ser pequeno.Para os que gostam de livro hot, esse com certeza não é indicado, as poucas cenas quentes são resumidas.Mas vale á pena lê-lo.

Sim, o livro Mammoth de Vampire Romances é verdadeiramente enorme, contendo 25 histórias curtas e você vai reconhecer os nomes da maioria dos 23 autores. Ele reúne o maior numero de novos fenômenos paranormais, historia românticas jamais reunidas sob uma mesma coberta. A coleção se centra em um dos personagens originais e mais antigos do gênero paranormal - o vampiro - e inclui não só aos autores que construíram sua carreira escrevendo sobre chupasangues, mas sim também uma variedade de escritores que estão dentro do gênero paranormal, mas que escrevem pela primeira vez sobre vampiros. Isto significa que você encontrará diversão, grande variedade de histórias, todo tipo de vampiros inesperados, os mundos tradicionais de horror, o romance gótico e histórico, fantasia urbana contemporânea, a típica comédia e o material erótico, mas quente, e até a história romântica - onde o menino conhece a garota, histórias de amor de tentar e alcançar o verdadeiro amor (embora com uma mordida arrancada do coração e um copo cheio de sangue).

Também, alertamos para a existência de histórias autônomas que apresentam conexões com sagas existentes de um escritor particular, ou algum personagem intrigante que não obteve a oportunidade para mostrar seu potencial em um livro completo prévio, e cuja história pode ser contada aqui pela primeira vez.

Mas a verdadeira pergunta que se fará, uma e outra vez nestas pagina é a seguinte: Pode ser um vampiro tudo o que pintam? Claro que viver para sempre e nunca envelhecer, ter um magnetismo sexual além de todos os sonhos humanos, deve ser bom... mas vale a pena? Esta pergunta é como um eco através de muitas destas histórias. Assim que terá que ir a jugular (... e a carótida, a artéria femoral na coxa interna, a sola dos pés, a curva do cotovelo, o tornozelo...). Com este Mamute de vampiros para averiguá-lo.

Uma vez que estas histórias são realmente contos, os términos são um pouco abruptos.

Castelo de Tars, Irlanda, 1675.
O guerreiro permaneceu com as mãos apoiadas na grande mesa de carvalho, seu cenho franzido pela concentração enquanto estudava o mapa desenhado ante ele. O piscar das chamas da fogueira dançavam com os grossos músculos de seu peito e lançavam sombras em seu rosto.

Quando ela o viu, ele colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Como ela desejava alcançá-lo e escovar seu cabelo para trás, sentir os fios macios que mudavam de preto para castanho ao loiro acobreado entre os dedos. Ele parecia tão jovem essa noite, mas séculos se passaram desde que ele nasceu neste mundo. Fisicamente, ele aparentava não ter mais de 25 anos, mas sua idade era mostrada na dureza de seus olhos e a nitidez de sua linguagem.

—Morrigan, se tem que estar aqui, o mínimo que poderia fazer, é não esconder-te na sombra. – alfinetou.

A deusa suspirou e entrou no aposento.

—Boa tarde, meu amor.

Levantou os olhos escuros com raiva para ela.

—Eu não sou seu amor.

Ela sentiu uma onda de satisfação, quando viu a forma em que ele via o vai e vem de seus quadris enquanto ela se dirigia para ele.

—Essas palavras duras vêm de seus lábios, que usa para falar-me de qualquer coisa exceto ternura. — disse.

Agarrou pelo pulso quando ela chegou a por sua mão sobre sua bochecha.

—Toda a ternura que sentia por ti morreu quando me assassinou.

Ela inclinou a cabeça para um lado.

—Não aja como se não tivesse tido nada haver com sua própria queda.

—Me enganou. —grunhiu.

—E Você me traiu, — afirmou—. E, no entanto, te fiz rei.

—Então porque está aqui?

—Seus vampiros estão matando aos meus seres humanos, apesar de que embora tenha proibido fazê-lo.

—Meus vampiros? Eles são tua criação. Porque quando se portam mal são meus vampiros?

—Porque você é o rei deles. Você estabelece suas leis e agora tem que fazê-los respeitar as minhas.

Ele fez um gesto para o mapa.

—Governo dois reinos, Morrigan. Minhas terras abrangem a maioria do mundo conhecido. Não posso estar em todas as partes. Eu não sou um Deus.

Ela riu. Um homem que não acreditava que era um deus. Que novidade.

—Posso fazer uma sugestão? — Perguntou ela duvidosa.

Ele rangeu os dentes e assentiu.

—Minhas criações não têm medo de nada e a noite os tem feito mais temerosos. Agora lhe darão algo o que temer, como os seres humanos temem a caça selvagem em uma noite de luar.

—E o que exatamente lhes dariam este tipo de medo aos mortos-vivos?

—Quero que crie dois grupos de assassinos, um aqui no oeste e outro no leste. Serão juízes, jurados e executores entre nossos vampiros. Então eles teriam liberdade de viajar a vontade, sua hierarquia estará por cima de qualquer rei ou regente. Responderão somente a você.

Considerou por um momento e logo perguntou:

—Suponho que tenha alguém em mente para esta tarefa hercúlea1.

Ela olhou o mapa, pousando seu dedo sobre a cidade de Viena.

—O Rei das terras do oriente já tem um trio de guerreiros que se ajustam as nossas necessidades, mas ele os mantém na capital como sua guarda pessoal. Quero que eles viagem através de suas terras e executem qualquer vampiro trapaceiro que não respeitem nossas leis.

—Drake, não vai gostar que roubemos sua guarda pessoal.

Ela arqueou uma sobrancelha negra.

—Você é o Grande Rei e ele é teu vassalo. Tem que fazê-lo.

—De verdade acredita que três vampiros podem controlar uma população inteira de um reino?

Ela riu. —Passou muito tempo desde que você moveu-se pelo mundo humano, meu amor. Os seres humanos são regidos por normas escritas em livros. Eles seguem as leis de seus deuses, em contra seus instintos mais baixos, porque temem o castigo no outro mundo.

—Mas você criou vampiros, seres quase imortais. Eles têm pouco medo do que poderia vir na próxima vida.

A deusa sorriu. —Assim que vamos dar-lhes algo terrível para que temam nesta vida.

—Poderia funcionar. Vou enviar um mensageiro ao rei do Oriente. E minhas terras Ocidentais?

Ela aproximou da mesa, arrastando suas brilhantes unhas pintadas de negro sobre a mesa. No outro extremo da mesa, ao lado da cama do Rei se erguia um pedestal de mármore branco e nesse pedestal descansava o grande livro das Almas. Ela fez o caminho para o livro, seu livro, e tocou com reverência a fechadura de ouro maciço. Continha os nomes de todos os vampiros que deviam fidelidade ao Rei. Ao abri-lo, sua mão pairava sobre as páginas que mudavam sem que ela as tocasse, para que encontrasse o nome que ela buscava.

—Este. — disse, golpeando a página.

Curioso o rei guerreiro, se aproximou e olhou por cima do ombro.

—Que faz este cavalo tão especial? – ele perguntou, odiando a si mesmo pelo rastro de ciúme que escutou em sua voz.

—Ele é um bom homem, um homem justo e, ele dará bons guerreiros para minha causa.

—O chamarei.

—Não. — disse rapidamente—. Ainda não. Há algo que ele deve fazer antes que esteja pronto.

Olhou de soslaio para ela, com o cenho franzido.

—Está buscando um novo parceiro, Morrigan?

Ela sorriu.

— O envie para Paris. Ali encontrara o que necessita para converter-se no homem que queremos que seja. — Ela virou-se rapidamente e chegou, agarrando seus ombros para manter equilíbrio dos dois—. Agora, porque não me deixa dar-te o que necessita? — Ela ronronou.

—Não quero nada de ti. — alfinetou, contudo, não retirou suas mãos, nem deu a volta.

—Necessita meu sangue, — murmurou, passando sua mão sobre o peito nu dele, logo pelo estômago. Ela demorou no nódulo duro contra sua calça—. Pode ser que não me queira, mas teu corpo diz o contrário.

Ele fechou os olhos, tratando de ignorar a pulsação que apenas ela poderia causar.

—Realmente quer isso, Morrigan, sabendo o quanto te odeio?

Ela apoiou em seu corpo.

—Há uma linha bem fina entre o amor e o ódio, meu Rei. Obterei isso... por agora.

Ele abriu seus olhos e olhou para baixo em suas características fortes, quase masculinas. Seus olhos negros brilharam intermitentemente com o triunfo e suas maçãs do rosto afiadas, estavam perfeitamente de mãos dadas com a luxúria que ela sentia por ele. Seus lábios cheios lançaram um gemido quando ele agarrou um punhado de seu cabelo cor azeviche.

—Odeio-te. —sussurrou, ainda que as palavras tinham menos convicção do que ele havia querido.

—Eu sei, — A deusa disse em voz baixa—. Mas sempre me amaras.

Paris, 1675
A mulher tinha morrido antes que ele a tivesse encontrado. Um vampiro não pode drenar a um ser humano em uma refeição, mas esta pobre alma havia ficado enredada com três deles e juntos haviam sangrado até deixá-la seca. Ele se escondeu no terraço, esperando a garota que havia estado seguindo, de terraço em terraço, através das tortuosas ruas de Paris, daria com este massacre a qualquer momento. Mudou o peso para as pontas dos pés e observou.

Era alta para uma mulher. Ele havia sorrido a primeira vez que havia a avistado nessa noite, vestida com roupas escuras, sem adornos, roupa de homem. Levava – seu cabelo pálido cor de trigo- recolhido em uma fita de tecido na nuca e as feições de seu rosto parcialmente oculto pelo chapéu aba larga que levava. Podia distinguir seu nariz aquilino e seus lábios carnudos e sensuais, mas não a cor de seus olhos. Como desejou ele, poder ver seus olhos quando saiu das sombras do beco e se encontrou com o corpo acabado da vitima dos três vampiros.

Ela varreu seu casaco e de alguma parte sob suas dobras negras, se deixou ver um longo machado e uma estaca de madeira em uma borda. Ela se mexeu e o vampiro que estava alimentando do pulso da mulher perdeu sua cabeça no primeiro golpe. Ele era velho e com sua morte, de seu corpo revolto não restou mais que pó e ossos.

Os outros dois a olharam surpreendidos enquanto o pé da jovem saiu disparado, varrendo por debaixo das pernas do vampiro mais próximo a ela. Ele caiu chiando e ela o transpassou pelo machado, e o empalou com a estaca no peito de um empurrão. Estes eram jovens e não virariam pó, somente um corpo morto no solo.

O homem no terraço pensou que o velho vampiro provavelmente recém os estava ensinando a caçar. Ele acreditou nisto porque o último vampiro não teve o sentido comum de correr.

—Assassina, — o vampiro disse com desprezo—. Haverá um preço pela tua cabeça. O Regente me pagara bem por teu corpo sem vida.

Ela baixou o machado sob o solo e o homem no telhado ficou tenso. Ele observou, pensava em intervir, quando o vampiro se precipitou para ela. Ela não se aterrorizou. Ela tomou dois passos deliberados para ele, o agarrou pela frente de seu casaco quando ele a alcançou e o empurrou, usando o peso de seu corpo contra ele. O vampiro saiu voando através do ar e a garota terminou de costas no pavimento de pedras. O vampiro se pôs de pé e foi com pernadas para ela, a garota começou a rodar, lançando-se e incorporou em um movimento muito fácil. Sua mão deslizou para fora e agarrou o cabo de seu machado, a partir desse momento, ela sabia exatamente como seriam as coisas, ela cortou o decapitando quando deu a volta para confrontar seu agressor. Ela o pegou limpamente pelo pescoço e sua cabeça sem corpo caiu no piso com um golpe.

O homem do terraço soltou o fôlego que havia estado contendo. Era incrível. Não houve movimentos esbanjados ou comentários desnecessários, uma limpa execução. Por Deus, esta garota lhe fascinava. Depois de três séculos e meio nesta terra e uma bem merecida desconfiança para o gênero feminino, isso por si só era uma realização. Viu como se ajoelhou para assegurar-se que a vitima dos vampiros estava morta. Ela suspirou e lhe pareceu ouvir uma oração nos lábios enquanto fechava os olhos da mulher. Ficou de pé, ela deu um passo sobre um dos corpos do vampiro e abaixou rapidamente para recuperar seu chapéu caído. Ela fez uma pausa e olhou para cima, quase como se ela o pudesse sentir. Ele se deslizou de volta para as sombras e sorriu. Seus olhos eram da cor do grande diamante azul de Luís XIV. Ela colocou o chapéu e partiu. Ele a seguiu com o olhar, sua mente se encheu de planos de quando e onde ele finalmente a encontraria.

Havia muitas coisas que amava de ser a rainha mimada da Ópera de Paris: o cenário, o vestuário, a música...

Encantava-lhe cantar e tinha uma voz que era considerada por muitos, - incluindo o grande Jean Baptiste Lully-, de sei incomparável em toda a Europa. Havia-lhe trazido fama, fortuna e a atenção dos reis. Havia sido educada nas camadas sociais mais baixas da sociedade para brilhar no mundo, agora emergia para receber as felicitações por outro espetáculo estelar no Palais Tullerías.

Está era a única parte de sua vida que odiava – a caminhada de seu camarim para a carruagem que a esperava. Faz algum tempo havia sido uma coisa angustiante, ter homens ricos e poderosos oferecendo-lhe qualquer coisa que ela desejasse em troca de “favores”. Ela havia se convertido na amante do Rei Sol na tenra idade de 17 anos. Alguns anos mais tarde ela desfrutou da generosidade de Charles II da Inglaterra. E que ela tinha sido a amante de reis somente havia aumentado seu valor ante os homens que se moviam no mundo privilegiado de Luís e ela usou essa ambição para seu próprio proveito. Havia escolhido os seus poucos amantes com cuidado, selecionando somente a aqueles que a conduziriam o mais perto possível se sua meta. Ela agora tinha sua casa, seus toneis de joias e bastante dinheiro para viver confortavelmente pelo resto de sua vida, se ela fosse comedida. Sobre tudo, podia cuidar da única coisa que verdadeiramente tinha importância em sua vida: Sua irmã.

E assim é que ela sorrindo e inclinando a cabeça, atentamente rechaçava as ofertas que lhe faziam os cavalheiros da corte. Ela pensou que eventualmente sua atenção diminuiria, mas o não haver acolhido a um amante em dois anos somente havia aumentado o interesse para ela. Perguntavam-se quais seriam as aposta sobre a quem ela escolheria como seu seguinte protetor.

Na verdade ela ansiava ter a um homem em sua cama, mas não poderia vincular-se a outro aristocrata que esperava que ela estivesse disponível cada vez que ele desejasse. Suas noites estavam cheias agora de coisas mais escuras que os sórdidos encontros com homens poderosos. Os cidadãos da corte de Luís XIV desejavam a ópera esta noite e gastavam sua tarde bebendo, jogando jogos de azar e especulando o porquê de uma das mulheres mais desejada de Paris elegia para ir a sua cama sozinha. Mas Justine Rousseau não se encontrava, - esta noite ou qualquer outra- em sua cama. Enquanto a escuridão caia na cidade, ali fora havia coisas mais importantes á fazer que dormir. Havia vampiros para caçar.

Quando sua carruagem cruzou a Sena na Pont Neuf, Justine tirou sua peruca de sua cabeça e passou seus dedos por seu longo cabelo loiro pálido. Ela notou a silhueta grandiosa e impressionante da Catedral Notre Dame surgindo ameaçadoramente ao longe enquanto a carruagem entrava no mais profundo da cidade, como o fazia todas as noites. Ela parou diante do convento das Ursulinas da Rua Saint-Jacques, a carruagem esperaria até que ela inspecionasse o teto e logo lhe devolveria a sua casa na Rua das Tournelles.

Sua irmã Solange havia estado interna no colégio de monjas durante os últimos dez anos. Seus pais haviam morrido de varíola quando Justine tinha só 16. Ela frequentemente se perguntava se havia se portado bem com Solange. Havia sido sua intenção conservar a Solange com ela, mas ela não sabia, - a principio-, a classe de vida que ela havia escolhido para si mesma. Ela não quis que sua irmã crescesse aprendendo a ser uma cortesã, assim na primeira oportunidade á havia inscrito na escola de freiras. Foi o principio do fim da sua relação.

Solange era jovem. Ela não apreciava o fato de que o dinheiro que sua irmã havia feito com seu corpo, a havia salvado de morrer nas ruas, pelo contrário se dava o luxo de desapreciá-la considerando a sua irmã mais velha como uma mulher de virtude duvidosa. Solange já não a via e Justine supunha que assim era como as coisas deviam ser. Mas isso não lhe impedia de passar pelo convento todas as noites e deter-se a dizer sua oração silenciosa para a felicidade de sua irmã e seu bem-estar.

—Deus esteja convosco, - sussurrou, quando ela tocou a madeira polida do carro para fazer sinais ao condutor. Fechou os olhos e se recostou nas almofadas de veludo.

A portinhola se abriu e o chapéu com plumas de um homem apareceu através da abertura, no assento da frente dela. Justine se sentou agarrando-se ao encosto de veludo, quando o transporte inteiro se sacudiu grosseiramente quando o homem maior que ela alguma vez havia visto, subiu para dentro. Ele se sentou no assento da frente dela e cruzou os braços sobre seu peito.

—Fora! —Gritou—. Henri! Henri!

—Ele não pode ajudar, - disse o homem.

—Que fez com ele? — Disse entre dentes.

—Ah que bom, fala inglês. O jovem está bem. Está dando um passeio.

—Henri não abandonaria seu posto.

—Para ser justo com o jovem digamos que sugeri... a força.

Ela se recostou e o estudou. Ele não era simplesmente alto, ele era... grande. Seu casaco azul profundo e seu colete cobriam seus largos ombros, o qual parecia encher sua pequena carruagem. Seu cabelo negro e curto, tão diferente das perucas longas, encaracoladas que estavam de voga2 nos homens neste dias. As botas negras de equitação de couro cobriam suas largas pernas e ela teve que mover-se para lhes fazer espaço.

—Que diabos quer? —Replicou ela.

Inclinou-se para adiante, seus olhos negros brilhavam, esfregou a barba abrangida que lhe cobria a quadrada mandíbula.

—Quero ver a mulher que me levou por toda a Inglaterra.

Ela franziu o cenho. —Eu nem se quer o conheço.

—Tem razão, mas me conhecera com perfeição quando esta dança acabar.

—Você fala em enigmas.

Lançou se para trás e sorriu.

—Então vou ser claro. Você se tornou um aborrecimento para gente muito poderosa.

Ela entreabriu os olhos. —Que gente?

—Vamos ver, François, o regente de Paris. Parece que você está matando a seus vampiros.

Seu corpo se esticou e se perguntou se poderia chegar à estaca de madeira –que estava escondida entre as almofadas do assento- a tempo. Com cuidado de não chamar atenção para sua mão, pôs as palmas no assento e se inclinou para adiante. Preveniu-se com o olhar dele se concentrou na redondeza de seus peitos, havia coisas que embora ser um vampiro não mudava. Tomou uma respiração profunda testando os limites de seu vestido azul pálido.

—Eu não sou uma assassina, senhor. Se François fizesse que seus vampiros se abstivessem de matar os seres humanos, então não os caçaria.

—É contra lei do Grande Rei, matar os seres humanos. Como pode você estar segura de que estão fazendo isto?

—Devido a que cinco deles quase me matam, faz dois anos.

—Estão mortos agora?

Ela sorriu.

—Eles foram os primeiro que matei. Mato só os culpados.

Ele arqueou uma sobrancelha ante ela.

—E você decide quem é inocente e quem é culpado?

Ela se encolheu de ombros.

—Alguém deve.

De novo cruzou de braços sobre seu peito maciço.

—Devo dizer, minha querida, que é bastante impressionante para uma mulher humana. François disse que você tem quase uma centena de matanças.

—Obviamente não é suficiente. Um de seus vampiros assassinos a uma mulher perto da Bastilha faz duas noites. Mas você não cruzou o Canal para felicitar-me.

—Não, —disse, os olhos passavam acaloradamente sobre ela—.Fui contratado para matá-la.

Ela tirou com força a estaca de seu esconderijo e se lançou sobre ele. Sua mão pegou seu pulso e ambos olharam para baixo para ver como a estaca se perdia no tecido do casaco.

—Por Deus, é uma garota sedenta por sangue. —murmurou e tomou a parte posterior da cabeça com a mão livre, empurrando sua boca contra a sua.

A estaca em sua mão foi esquecida quando estes lábios encontraram os dela. Antes que ela soubesse como havia ocorrido, seu corpo estava perfeitamente igual contra o dele e enquanto sustentava seu pulso contra as costas. Ela não tinha nem ideia do que havia acontecido com a estaca e no momento não se importava. A língua dele varria em sua boca e ela se perdeu no meio dele, seu corpo se estremecia. Havia passado muito tempo desde que ela tivesse sido beijada e muito mais desde que o toque de um homem despertava tanta paixão. Este homem, Deus meu, ele lhe deu fogo a seu sangue. Ela apertou os dedos no tecido do Paletó e se perguntou como se sentiria o toque de seus dedos nesse peito largo nu.

Abruptamente ele a pôs em liberdade, sem olhares a voltou para seu assento. Enquanto ela estava ainda tratando de recompor-se, ele recolheu seu chapéu e saltou da carruagem. Fez uma pausa fora da porta e fez uma reverência com sua cabeça.

—Pensei que ia me matar. — disse, por dentro se sobressaltou com seu pequeno tremor por este som apenas perceptível de decepção em sua voz.

—Não. Disse-lhe que havia sido contratado para matá-la —lhe respondeu com um sorriso—. Não se preocupe provavelmente te encontre amanhã.

E então ele desapareceu como se tivesse sido nada mais que sua imaginação. Justine deu um suspiro. Suas mãos estavam agitadas e não acreditava que fosse de medo. Talvez não houvesse sido uma boa ideia ser celibatária estes últimos anos. Talvez então não tivesse encontrado a si mesma em um tórrido abraço com um vampiro em um carro, pensou com desgosto.

Enquanto está sentada na frente de um convento. Meu Deus, vou para o inferno!

Contudo, quase havia valido a pena a viagem.


A seguinte noite o teatro no Palácio de Tuileries estava cheio derramando-se e Justine não pode liberar-se de um convite do Duque de Orleans para unir-se a sua festa próximo ao Palácio Real. Por duas horas ela observou o relógio, contando os minutos para que ela pudesse fazer sua saída graciosa. Seus pensamentos estavam completamente centrados no vampiro em sua carruagem enquanto ela bebia e dançava, conseguindo com sucesso evitar as mãos errantes do Monsieur de La Fontaine. Ela estava inquieta de que, - quando o Duque de Orleans lhe deu uma forte aclamação através do quarto- alguém a agarrou pela capa para obter sua atenção.

—Parece que o irmão do rei está trazendo um presente. —Madame de Montespan, - a atual amante de Luís XIV- o informou com um sorriso gozador.

—Oh, meu Deus! —Justine gemeu enquanto olhava ao Duque cruzar a habitação com seu vampiro.

Madame de Montespan se pôs a rir e lhe deu alguns tapinhas no braço.

—Boa sorte, querida. —disse com uma piscada, antes de mesclar-se de novo na multidão.

Justine teve que admitir, nos momentos antes que Philippe caísse sobre ela, que o vampiro era um homem com boa aparência. Cada polegada dele era irresistivelmente masculina. Não era estranho que ele tivesse chamado a atenção de Philippe. Apesar de dois matrimônios e cinco filhos, o Duque de Orleans era um sem vergonha, e bastante extravagante, e um amante dos homens. Em qualquer situação ele atraia posto mais perfume que Justine alguma vez havia possuído, e apenas mais encaixe. Foi uma grande surpresa para todo o mundo quando ele se pôs a prova a si mesmo para ser um comandante militar excelente. Com toda sua fatuidade, entretanto, a Justine realmente o gostava.

Cherie. — a saudou—. Conheci o mais encantador homem. Permita-me apresentar-lhe a John Devlin, Conde de Falconhurst. Está recém-chegado da corte do Rei Carlos.

Justine arqueou uma sobrancelha pelo título do vampiro, mas fez uma reverência, não obstante.

—Sim, o conde é um velho conhecido. —assegurou Philippe.

O vampiro inclinou a cabeça.

—É lindo vê-la outra vez, Mademoiselle.

Olharam-se um ao outro durante um longo momento até que o Duque em voz alta pigarreou a garganta.

—Então vou deixá-los sozinhos para renovar seu conhecimento. —disse com uma piscada.

Quando Philippe saiu do alcance do ouvido, olhou de cima abaixo o vampiro. As sedas e rendas, que pareciam tão elegantes nos cortesãos de Luís pareciam fora de lugar nele. Parecia mais adequado para seu peito largo e musculoso uma cota de malha que o veludo.

—Parece ridículo. — disse.

Ele franziu o cenho, recorrendo o olhar abaixo para seu casaco de veludo azul profundo, adornado em excesso com rendas, o colete de seda e a calça bombachas3, e sua camisa de seda.

—Eu me vejo como todos os demais. —Protestou.

—Segue sendo ridículo.

Encolheu-se de ombros.

—Bom, a moda hoje em dia é um tanto absurda. Para dizer a verdade, levei armaduras mais cômodas que estes sapatos.

Não pode aguentar-se, sorriu.

—Conhece você a pena por suplantar a nobreza?

—E que te faz pensar que meu titulo não é meu? — Perguntou com arrogância na voz que a fez deter-se.

—Quanto tempo é vampiro?

—Mais de trezentos anos.

—Bom, então o título já não é seu, se alguma vez o foi, para começar.

Encolheu-se de ombros.

—Eu não deixei herdeiros, assim que me sinto com direito de utilizar o título quando o considero oportuno.

Ela o lançou um olhar que claramente dizia que não sabia se acreditava ou não.

—Porque está aqui, vampiro?

Fez uma careta e olhou ao seu redor.

—Me chamam de muitas coisas, incluindo o mesmo diabo, mas te agradeceria que me chame Devlin em lugar de “vampiro”.

Ela inclinou a cabeça.

—Devlin, porque está aqui? Seguramente não vai me matar diante do irmão do Rei e meia corte?

—Investigando, querida. —Disse simplesmente—. Sempre é uma vantagem saber o máximo possível sobre seu inimigo.

—E o que aprendeu nesta habitação cheia de fofoca?

—Bom, — começou, mas rapidamente apontou a algo na habitação—. Porque esse jovem está me olhando?

Justine se voltou e rapidamente soltou uma risada envergonhada.

—Esse é o amante do Duque Philippe de Lorraine. Tem cuidado com ele. É formoso, mas tão mortal e perigoso como qualquer vampiro nesta cidade.

—Poderíamos dar um passeio pelos jardins? Temo que complicaria minha estadia aqui se me vejo obrigado a matar o amante ciumento do irmão do Rei.

Ela o olhou incrédulo.

—Acredita que perdi meus sentidos? Não vou dar um passeio pelos jardins com um homem que foi contratado para matar-me.

Inclinou-se perto dela, para que seus olhos escuros enchessem sua visão.

—Ah, mas prometo não matar-te essa noite.

Ela franziu os lábios.

—Isso é apenas reconfortante.

Pôs uma mão sobre seu coração.

—Minha palavra de honra como cavalheiro, eu não te farei nenhum mal.

—Devo estar louca. — murmurou, mas o permitiu tomar sua mão e colocá-la em seu braço.

Quando eles estavam livres dos olhos indiscretos e dos confins dourados do aposento do Duque, a tensão no corpo de Devlin começou a afrouxar. Justine estava quase desiludida. Ela havia estado desfrutando da sensação tensa de seus bíceps debaixo de sua mão.

Devlin fechou os olhos e inalou o ar cálido da primavera.

—Te chamam de “le Chardonneret du Roi”, o pintassilgo do Rei.

Justine assentiu.

—Teu Rey Inglês me chamou seu “canário francês”.

Ele revirou os olhos.

—Charles, às vezes, carece de imaginação. É muito mais que uma voz bonita.

—Sou?

—É, creio eu, uma mulher de grande integridade. Quando teus pais morreram, deixando aos teus cuidados uma irmã recém-nascida, você poderia haver seguido a vida fazendo qualquer tipo de coisas. Em lugar disso terminou como a amante do Rei.



Ela bufou.

—Essa não era minha intenção, te asseguro. Todo o que queria fazer era cantar.

Ele sorriu.

—Dizem que você roubou um vestido de algum fabricante de Mantua...

—Da costura mais fina de Paris, —lhe assegurou.

—E logo emboscou ao pobre Lully uma tarde fora de Tuileries e o convenceu para que te deixasse cantar para ele.

Ela se pôs rígida.

—Eu não conheço o significado para a palavra “emboscou”.

Sorriu, sabendo que ela sabia o que significava exatamente, e continuou.

—E a primeira vez que o Rei te viu e escutou tua voz, você e sua irmã estavam livres de fazer qualquer coisa. É uma história incrível.

—E não acredita menos de mim por fazer fortuna de tal maneira? — Depois de tudo, sua própria irmã o fazia.

Ele deu um olhar estranho.

—Não há vergonha em ser a amante de um rei. É uma posição de grande poder e influência. Eu penso menos de Luís por deixar-te ir.

—Necessitava uma espiã na corte Inglesa. Quando ele me perguntou se eu gostaria de ir, eu não poderia declinar.

—E a Senhora de Montespan? — perguntou.

—Quando regressei, ela havia tomado meu lugar.

—Isso te dói um pouco?

Justine se encolheu de ombros.

—Quando uma mulher está fora da vista, ela está fora da mente. É o caminho dos reis... e os homens.

Deteve-se e se voltou para ela.

—Não tem estado fora da minha mente desde a noite anterior.

—Essa atenção deve ser muito útil para um assassino.

Fez caso omisso de seu comentário mordaz e em seu lugar se aproximou para tocar o cabelo. Ela havia abandonado a peruca depois da ópera e em vez, levava o cabelo para trás em cachos soltos.

—Teu cabelo é quase de prata a luz da lua. — disse, entrelaçando um longo cacho ao redor de seu dedo.

Ela se perdeu completamente nele, até que ela sentiu um roçar bem definido de dentes contra ela. Repentinamente ela já não estava nos braços de Devlin. Em sua mente estava de volta a noite – dois anos atrás a noite quando cinco vampiros a pegaram nos jardins do Palácio de Tuileries. Ela se soltou do abraço de Devlin e lhe pegou na mandíbula tão duro como ela pode. Sua mão voou a seu rosto enquanto cambaleou para trás.

—Que diabos foi isso?

Os dedos de Justine tocaram seu pescoço e encontrou sangue.

—Me mordeu!

Pôs os olhos em branco.

—Eu não te mordi. É um arranhão minúsculo e foi um acidente.

Ela entrecerrou os olhos.

—É um mentiroso, vampiro e nunca me tocará de novo. — Deu a volta e se afastou, a fúria irradiava a cada passo. Ele a alcançou em poucos passos, girando-a para enfrentá-la.

—Justine, me permite transformar-te. —declarou.

—Está louco. — sussurrou—. Não vou vender minha alma, nem se quer pela promessa desse corpo formoso.

—E por sua irmã? Quer vender sua alma por ela? — Perguntou em voz baixa.

A fúria a encheu até fazê-la tremer. Ela o empurrou para trás fazendo ênfase em cada uma de suas palavras enquanto apontava a seu peito sólido.

—Não se atreva a ameaçar minha irmã.

Devlin a agarrou pelo pulso com as duas mãos.

—Eu não sou a ameaça para ela. Você é.

Ela lhe deu um chute na canela e ele grunhindo a liberou.

—Eu nunca faria mal a Solange. — lhe alfinetou.

—Não, mas é a morte para ela, — disse—. O considerou antes de empreender esta aventura imprudente?

—Que está dizendo?

—É por longe, a assassina mais prolífica 4da história dos vampiros. Eles não te deixariam viver, não o podem fazer. Se não sou eu quem te mata, será outra pessoa. Não serás jovem para sempre, pensou nisto? Que um dia te fará mais velha, mais lenta? Mataram-te com o tempo, mas primeiro te farão dano. E há uma única coisa que te importa o suficiente para causar o tipo de dor que todos eles querem que sofra.

—Solange, —sussurrou—. Mas ela está em um convento e tem a intenção de tomar os votos. Eles não podem fazer-lhe dano em solo santo.

—Isto não é totalmente exato. É um tabu, mas não é impossível. Se um vampiro faz dano a ela em terreno sagrado, e digamos que a vingança de Deus finalmente chega, tua irmã, no entanto, ainda estaria morta. É o tipo de morte que deseja para ela?

Justine sabia muito bem que classe de morte seria. A morte que deveria ter sido sua. Recordou rasgo dos dentes e as unhas arranhando e nesse momento odiava a Devlin por fazê-la pensar nessas coisas. O odiava por fazer compreender que não havia pensado mais além de sua própria vingança. Talvez ela não fosse melhor que às tontas e egoístas, criaturas que povoava a corte do Rei Sol. Teve um tempo antes desta noite, em que ela havia pensando que o que fazia era importante, que fazia uma diferença. No entanto, talvez o que fazia era importante para sua própria vaidade. Executava a estes assassinos por um bem maior, ou apenas para provar á si mesma e para confirmar que aqueles que o fizeram uma vez, não voltariam a fazê-lo? Ela era uma lutadora, uma sobrevivente. Ela não conhecia outra forma de ser.

—Te odeio. — murmurou e se afastou.

Desta vez, ele a deixou ir.

Devlin a presenteou com um sabre fino, se bem que a espada não era prática para opor-se aos vampiros. Ela carecia de força superior do corpo que necessitava para tomar uma cabeça com uma espada, preferia seu machado, afiada como uma navalha para tais ocasiões. A Devlin, no entanto, desfrutava observando-a bater-se a espada. Ele fez mais de uma vez comentários sobre a beleza de seus movimentos ágeis e graciosos.

Cada noite punha a prova suas habilidades levando-a ao limite transformando-a em uma melhor lutadora. Frequentemente a empurrava em um briga somente para ver que mais poderia ensinar. Converteu-se em um jogo para eles e Justine não podia pensar em seu futuro mais a frente, que na próxima noite quando se reuniria com ele e quanto tempo demoraria em permitir beijá-la quando estivessem cansados do combate.

Até o dia em que a madre superiora das Ursulinas chegou a sua porta para dizer-lhe que dois homens em uma carruagem fechada, havia sequestrado a Solange na Rua Saint-Jacques a plena luz do dia.

A escuridão não poderia chegar suficientemente rápido para Justine. Insegura de onde os vampiros teriam levado a sua irmã ou o que fariam com ela, não havia nada que pudesse fazer mais que esperar até a caída da noite e sua reunião prevista com Devlin.

Ela escreveu uma nota para o diretor do palco na ópera, e explicou que sua irmã, havia sido sequestrada e lhe informava que não iria cantar esta noite.

Esperava que Devlin estivesse de novo entre o público e que quando se desse conta de que era outra pessoa que estava cantando, viria rapidamente a seu lugar de reunião.

Depois do pôr do sol, com nada exceto uma lanterna pequena para iluminar seu caminho, Justine passou resolutamente no meio dos jardins de Luxemburgo. As árvores estavam como esqueletos escuros em contra do céu e na noite sem lua lançou a água da Fonte de Medicis um negro colorido. Colocando sobre o solo sua lanterna, ela caminhou com passos largos e, em uma curva fechadíssima chocou violentamente contra o peito de Devlin. Ele estendeu a mão e ela se agarrou pelas lapelas de seu casaco.

—Devlin, eles a tem. Eles a levaram diretamente da rua. —gritou.

Pôs seus braços ao redor dela para sustentá-la.

—Quando?

—Está tarde.

Na luz do dia? Amor está segura de que é os homens de François o que fizeram isto?

—Quem mais poderia ser?

—Não sei, —disse, ausente passando uma mão pelo cabelo curto—, mas na metade do dia, e mais ainda sequestrar uma noviça na rua, é um sinal de loucura ou desespero.

—Ou ambos. —Disse uma voz da escuridão.

Devlin, sacou sua espada e empurrou Justine para trás dele quando um vampiro que nunca havia visto antes saiu das sombras. Era um homem de boa aparência de estatura média com cabelo de cor mel e olhos inteligentes e de cor verde pálido.

—Antoine. — disse Devlin, com uma inclinação de cabeça.

O vampiro lhe devolveu o gesto, estendendo suas mãos para mostrar que estava desarmado.

—Quem é? — Justine perguntou—. E o que tem feito com minha irmã?

—Tem razão, François tem a garota. Ela estava ilesa quando a vi pela última vez, mas faz uma hora.

—Que quer Antoine? — Devlin exigiu.

—Quero contar-lhes uma história e quero que me diga como acaba. Mas primeiro tenho uma pergunta para fazer-te, meu amigo.

—Muito bem. — Devlin esteve de acordo.

—Como é que chegou a estar em Paris?

Justine apertou os dentes, não via como esta questão era pertinente com o sequestro de sua irmã.

—Enviaram-me aqui encomendado pelo mesmo Grande Rei.

Antoine assentiu, agradado aparentemente.

—Te enviaram aqui para matar a mulher? — perguntou, apontando para Justine.

Devlin sacudiu a cabeça.

—Recebi instruções de só vir a Paris.

C’est bom.5

—Agora me conta tua história Antoine.

—Os vampiros de Paris estão divididos em dois grupos. Tjose que desfrutavam da matança para François e exigem a morte da assassina. Mas há outros, como eu mesmo, quem estão a fim de seguir as leis do Grande Rei e que consideramos que o sequestro de uma noviça Ursulina é um pecado da máxima magnitude.

—Então, porque não simplesmente o derrocam? — Justine Perguntou.

—Um século atrás François e eu desafiamos ao velho Regente pelo governo da cidade. François ganhou e eu perdi. Os outros vampiros não me seguiram. Agora, se um homem justo, ou uma mulher, — Antoine disse com uma piscada para os dois —, fossem a impugnar a François e ganhar então poderia garantir o apoio dos que seguem as leis do Grande Rei.

—Seus homens seguiriam a um mercenário Inglês e a uma assassina? — Devlin zombou.

—Meus homens seguiram aos representantes do Grande Reis e a mulher que faz justiça sobre aqueles de nós que rompem suas leis. Eu não garanto uma briga fácil, meu amigo, mas acredito que prevalecerá.

—Devlin, — disse Justine, tirando a manga da jaqueta —, Segue em pé tua oferta?

Ele a olhou, confuso.

—A oferta de converter. — explicou.

—É consciente do que está pedindo?

—Devlin, não eu posso entrar em um ninho de vampiros como um ser humano e esperar sobreviver. E suponho que é a única forma em que trarei de volta a minha irmã, não? — perguntou a Antoine.

Ele assentiu seriamente.

—François a utilizara e logo matará os dois.

Seus olhos azuis olharam com suplica.

—Devlin, ela tem vivido a maior parte de sua vida nesse convento. Tenho que trazê-la de volta e se está é a única forma de fazê-lo, então isso é o que devo fazer.

—Está pronta para ser regente de Paris? — perguntou.

Ela lhe deu uma olhada.

—E não ter que passar minhas noites lutando contra vampiros sobre os corpos de meus companheiros parisienses?

Ele sorriu.

—Sim, posso pensar maneiras muito melhores de passar nossas noites. Entretanto, Justine, incluindo se mudasse agora, se tornaria como um vampiro recém depois de três noites.

Ela empalideceu, pensando no que François poderia fazer a sua irmã, em três dias e três noites.

—Vou garantir a segurança da garota. — Antoine se ofereceu.

Justine entreabriu os olhos. —Como?

—François teve que contratar a seres humanos para sequestra-la. Ninguém de nós vampiros a pode tocar devido ao hábito e o crucifixo que leva. Um dos meus homens esta cuidando dela. Encarregarei-me de que esteja bem cuidada, sã e salva, até que cheguem por ela, mas tem que vir. François é um homem de poucos escrúpulos. Se não vierem, à larga vai tomar o valor e a matará. Ele terá que fazer, ou correrá o risco de perder o respeito daqueles leais a ele.

—Eu irei por ela. Diga-lhe que irei por ela.

Antoine assentiu.

—François tem um castelo nos subúrbios de Paris em Montrouge. A encontrara ali. Meus homens e eu estaremos esperando.

Antoine virou-se para ir, mas Justine o chamou.

—Antoine! Espero que mantenha tua parte do trato. Se tiver um arranhão no corpo da minha irmã, o farei pessoalmente responsável.

Voltou-se e com um gesto de seu chapéu de plumas, fez uma reverência para ela e logo desapareceu na escuridão.

—Acredita que podemos confiar nele? —Justine perguntou.

—Eu sou um bom juiz dos homens, Justine, e dos soldados em particular. Antoine é um homem honrado. Foi um dos melhores Cavaleiros de maior confiança do Henri II. Esperemos que ele seja igualmente um bom juiz dos vampiros que representa.

Voltou-se e olhou para ele.

—Devlin, porque faz isto?

Tomou-lhe o rosto com as mãos grandes.

—Tenho estado perdido por tanto tempo, Justine. Você me faz sentir vivo pela primeira vez após... desde muito antes de me converter em um vampiro. Você me faz querer ser um homem melhor. Deixa-me ser teu cavalheiro, senhora. Juntos nós tomaremos esta cidade e a dobraremos a tua vontade.

Apoiou sua cabeça sobre seu peito para que não visse as lágrimas nos olhos.

—Então, leva-me para casa, meu cavalheiro, —disse em voz baixa—, e me faz tua.


Nua em sua cama, Devlin foi tudo o que havia imaginado que seria e mais. Ela passou os dedos pelo cabelo quebradiço do peito, maravilhada, pelo músculo firme abaixo de suas mãos. Ele lhe permitiu esta liberdade só e logo a derrubou sobre suas costas e procedeu a fazer coisas com suas mãos e boca que incluindo uma cortesã experimentada não admitiria a luz do dia.

Justine sentiu uma pontada pequena ao pensar que a luz do dia, seria algo que não gozaria de novo depois dessa noite. Seu pesar, no entanto, foi de curta duração quando Devlin entrou nela e todos os pensamentos fugiram de sua mente, exceto o triunfo absoluto de saber que teria a este homem espetacular na cama, pelas noites, anos e séculos por vir. Havia passado tanto tempo, para os dois, e em questão de minutos explodiram juntos como fogos de artifício sobre o palácio de Versalles. No mais alto de seu prazer, afundou suas presas no pescoço e bebeu dela. Uma avalanche de sensações passou por Justine, quando a mordeu, se sentiu na borda uma vez mais, deixando para trás seu passado e ficou tremente em seus braços.

Devlin a tirou de cima dele e passou a língua pelas marcas da mordida sobre seu pescoço.

—Eu não te fiz dano, verdade? — perguntou.

Ela suspirou. —Tudo o que recordo da noite que fui atacada, é uma dor inimaginável.

A preocupação cruzou sua face e, como se não estivesse seguro de sua resposta, perguntou. —E está noite?

Ela sorriu o sorriso de uma mulher vaidosa e começou a beijar a sua maneira por seu ventre duro para que essa parte dele despertasse erguida novamente exigindo sua atenção.

—Esta noite somente senti um prazer inimaginável.

Três vezes durante a noite ele bebeu dela. Quando estava quase inconsciente pela perda de sangue, cortou seu pulso e derramou seu sangue em sua boca, obrigando-a a beber. À medida que o sol mostrava outro dia de primavera gloriosa, Devlin a sustentou em seus braços e a viu morrer.

Três noites depois, Justine, a justiceira do diabo, se levantou como uma vampira, e Paris nunca foi o mesmo outra vez.



Castelo de Tara, Irlanda, 1728
Morrigan, Grande Rainha Fantasma, deusa da guerra e presságio da morte, se inclinou sobre seu guerreiro adormecido, afastou uma mecha de seu cabelo multicolorido de seu rosto. Sua mão se aproximou e tomou-o pelo pulso, quando seus olhos se abriram.

—Porque está aqui, Morrigan? — perguntou, carrancudo, mesmo em seu sono.

—Solange Rousseau morreu enquanto dormia no convento da Rua Saint-Jacques à noite.

Ele franziu o cenho.

—Tão rápido?

Morrigan sacudiu a cabeça.

—Os anos passam rapidamente, não? Tinha 68 anos de idade, meu amor.

Ele assentiu com a cabeça.

—Assim que Devlin e Justine estarão de acordo com deixar Paris agora e inclinar aos vampiros das terras ocidentais para minhas leis?

—Sim, prepararam a Antoine para tomar a Regência de Paris.

—Você sabe que os vampiros já os chamam “Os justos”?

Morrigan sorriu.

—O fizemos bem.

O Grande Rei estendeu a mão e correu o dorso dos dedos através da capa de plumas de corvo.

—Sim, — murmurou— o fizemos.

Morrigan deixou cair o manto de plumas no chão, revelando as longas filas pálidas do seu corpo nu. O Grande Rei a puxou-a para sua cama.

—Ainda te odeio, —sussurrou, enquanto apertava seu corpo suave contra sua dura longitude.

A deusa sorriu enquanto seus lábios arrastaram pelo lado se seu pescoço.

—Eu sei.

Fim



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1 Valente

2 Voga – uso atual da moda

3 Bombachas = Calças largas em todo o comprimento da perna e apertadas à altura do tornozelo.

4 produtiva

5 francês= Muito bom






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