Tiamat World Vampire Romance Kimberly Raye



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Tiamat World

Vampire Romance

Kimberly Raye




Kimberly Raye



Mordidas de Amor

(Pertencente à coletânea de histórias: Vampire Romance)


Dannielle Blue está na sua primeira missão:

Matar um vampiro, mas em vez de terminar com ele,

ela o leva para casa para se curar.
Disp. em Esp: novelvampir

Envio do Arquivo: Gisa

Revisão Inicial: D. Francis

Revisão Final: José G.

Formatação: Greicy

Tiamat - World
Comentário da Revisora D. Francis: Apesar de ser um conto sobrenatural, a Kimberly Raye fez com que Max parecesse o vampiro mais politicamente correto do mundo... Ele é fofo. Queria que a história tivesse todo um desenrolar porque, com certeza, esses dois dariam muito o que falar no meio em que vivem.
Comentário do Revisor José G.: Dannielle Blue demonstra que a coragem se pode ter naquilo que queremos fazer ou o que os outros querem que nós façamos, mas também naquilo que não queremos, e lotar por aquilo que se deseja, e isso sempre se pode tornar muito mais estimulante!

Sim, o livro Mammoth de Vampire Romances é verdadeiramente enorme, contendo 25 histórias curtas e você vai reconhecer os nomes da maioria dos 23 autores. Ele reúne o maior numero de novos fenômenos paranormais, historia românticas jamais reunidas sob uma mesma coberta. A coleção se centra em um dos personagens originais e mais antigos do gênero paranormal - o vampiro - e inclui não só aos autores que construíram sua carreira escrevendo sobre chupasangues, mas sim também uma variedade de escritores que estão dentro do gênero paranormal, mas que escrevem pela primeira vez sobre vampiros. Isto significa que você encontrará diversão, grande variedade de histórias, todo tipo de vampiros inesperados, os mundos tradicionais de horror, o romance gótico e histórico, fantasia urbana contemporânea, a típica comédia e o material erótico, mas quente, e até a história romântica - onde o menino conhece a garota, histórias de amor de tentar e alcançar o verdadeiro amor (embora com uma mordida arrancada do coração e um copo cheio de sangue).

Também, alertamos para a existência de histórias autônomas que apresentam conexões com sagas existentes de um escritor particular, ou algum personagem intrigante que não obteve a oportunidade para mostrar seu potencial em um livro completo prévio, e cuja história pode ser contada aqui pela primeira vez.

Mas a verdadeira pergunta que se fará, uma e outra vez nestas pagina é a seguinte: Pode ser um vampiro tudo o que pintam? Claro que viver para sempre e nunca envelhecer, ter um magnetismo sexual além de todos os sonhos humanos, deve ser bom... mas vale a pena? Esta pergunta é como um eco através de muitas destas histórias. Assim que terá que ir a jugular (... e a carótida, a artéria femoral na coxa interna, a sola dos pés, a curva do cotovelo, o tornozelo...). Com este Mamute de vampiros para averiguá-lo.

Uma vez que estas histórias são realmente contos, os términos são um pouco abruptos.


MORDIDAS DE AMOR
Era um lugar perfeito para encontrar um vampiro.

Uma batida retro rápida, golpeava sobre o sistema de som e vibrava nas paredes do clube de moda, localizado no Distrito de Manhattan. A fumaça de cigarro espessava o ar. O licor fluía de parede a parede no bar. Havia espelhos em todos os lados: nas paredes, no piso, no teto. Os sofás de veludo vermelho, os pequenos cristais e as mesas de cromo rodeavam o salão.

Luzes irradiantes giravam e cortavam a escuridão, emitindo raios piscantes de luz no mar de corpos que giravam na pista de dança. O lugar transpirava decadência e tensão sexual.

Também transpirava imbecil.

Eu, em um canto ao lado do bar, vi um homem, de uns quarenta anos, vestido com calças frouxas e uma camisa branca desabotoada, aproximar-se de duas mulheres jovens que estavam bebendo Cosmos1 . Elas o ignoraram ao princípio, tomando suas bebidas e girando os olhos, mas quanto mais lhes falava, e sorria elas pareciam relaxar-se mais.

O homem definitivamente sabia o que fazia.

Em sua vida cotidiana durante o dia, ele era James Blummfield, o representante de Manhattan dos Atiradores do Submundo – ASM para abreviar. Mas pelas noites, ele era Jimmy Blue, um produtor de vídeos musicais. Ao menos esse era o disfarce que utilizava em lugares como este. James passava seus dias pressionando lápis e traçando um mapa de cada vampiro – convertido ou nascido – e cada homem (lobo ou chihuahua) entre o Chinatown e Harlem. Jimmy assumiu o controle da noite, mantendo-se ao redor dos bastardos a fim de poder achar sua marca, seu objetivo designado e começar a matança real.

Ele era um dos melhores ASMs no negócio. Era também meu chefe, meu mentor, e meu tio.

Meu nome é Danielle Blue e venho de uma larga linha do ASMs. Meu tatara, tatara, tatara, tatara, tatara, tatara, tatara, (acredito que são suficientes tataras) avô matou a seu primeiro vampiro no século XII. Nós os Blue seguimos matando a tantos outros depois dele.

A vida para um Blue é algo assim… nascimento, infância disfuncional (ser criado por um par de assassinos sobrenaturais), os anos de adolescência (terá que ter em conta, que -pelo geral- quando um Blue se dá conta de que mamãe não é a presidenta da associação de pais, e que papai não utiliza a estaca de madeira precisamente para armar uma carpa), emocionalmente traumatizada… logo vem a graduação da secundária e logo o negócio familiar.

Minha entrada esteve um pouco atrasada porque estive determinada a não seguir a tradição e fazer algo diferente. Passei um ano inteiro fantasiando sobre ser uma artista famosa, (pintei dúzias de pinturas e vendia a enormes quantidades de: ou o total). Terminei falida e de volta a minha casa, o qual fez que finalmente abandonasse meus pincéis e me listasse nas Armas Especiais dos ASM.

Sei o que está pensando. Que ter “Dani Blue, ASM” impresso em meus cartões de apresentação, com certeza estragariam minhas possíveis futuras entrevistas.

Bem, tem razão. Mas algumas coisas, como um legado de 800 anos, é mais importante que ter sexo. Especialmente se for como eu, e ter sexo não é como o conto de fadas e pétalas de rosas como no cinema.

Onde está o cabelo para trás e a melação e o mar de rosas, e tomar um pequeno passeio em um pônei do amor?

Não estou de brincadeira. Essa foi a frase de conquista de meu último namorado. Funcionou a primeira vez, depois que deixei de rir e me dava conta de que era, você sabe, bonito. Mas algo “bonito” só pode durar um tempo (dois anos no meu caso, já que ao parecer sou um tanto lerda na aprendizagem a respeito dos meninos). Tive um total de três namorados.

Meu primeiro amor foi na sétima série (o qual tive que repetir porque não tinha sido capaz de passar matemática). Ele me teria durado até o ensino médio, porque sem importar quantas cuspidelas eu tinha recebido, não podia deixar de pensar que talvez, só talvez, ele tinha algum tipo de transtorno de excesso de saliva. Bom eu tinha um severo bloqueio de álgebra, assim deveria contar com os dedos?

Mas logo chegou meu namorado do segundo grau, Todd, quem tinha a mania de ficar com líderes de torcida pelas minhas costas, e mesmo assim lhe dava uma segunda oportunidade. Ouça estamos falando de um evidente vício. Tinha tido antes um vício de comer Twinkies2 e à arejamentos, assim sabia como se sentia.

E finalmente chegou Ryan (o da frase dos pôneis, se quer saber mais).

De qualquer maneira, tenho 22 anos e estou apta para dar uma grande pausa com os homens, as relações e ruídos corporais. É hora de pôr os últimos quatro anos do treinamento ASM a prova.

Meus pensamentos chegaram a seu fim quando alguém tropeçou por detrás de mim e me lancei para frente até uma jovem que segurava um Appletini3.

—Cadela, —ela murmurou antes que pudesse lhe dar um sorriso de desculpa.

—Sinto muito...— disse uma voz imprecisa atrás de mim, seguido de um derramamento de cerveja na parte traseira de minha jaqueta jeans desbotada. Só para constar, não sou uma perita em moda. Nunca pude dominar a arte de comprar roupa e só comprei a mesma marca Levis pelos últimos 10 anos. A única coisa remotamente de estilo que tenho, são o par de Ray-Ban que uso para me proteger.

Na verdade, os vampiros podem ler a mente e influenciar aos humanos, mas somente se os olharem diretamente nos olhos. Além das lentes ultra fashion, eu vestia de uma maneira não tão fashion: jeans, uma camiseta cheia de pintura, de meus dias de artista morta de fome, tênis e minha jaqueta favorita. Só que agora cheirava a Heineken4.

Apenas tentei me recuperar quando mais alguém tropeçou em mim. Derramei um pouco do Bourbon5, em meus sapatos e dirigi meu olhar para meu tio Jimmy. Mas havia muita gente e já não pude vê-lo. Sip, era o lugar perfeito para encontrar um vampiro, é obvio. Infelizmente, não era o lugar perfeito para matar um.

Embora fosse muito bem na parte escrita dos exames finais, não tive a mesma sorte, nas provas de campo. Não era que não soubesse utilizar uma estaca de madeira, ou uma magnum 350 carregada de balas de prata. Acontece que minha pontaria… bom, não era lá grandes coisas.

Durante a prova de campo me colocaram num beco com um pseudo-vampiro e três bonecos manequins humanos. Tropecei no humano número um, decapite o numero dois e o cravei uma estaca ao terceiro em um lugar… que não queria mencionar (digamos que não será pai de bebês manequins em um futuro próximo).

E já que a primeira missão dos ASM era liberar à população dos outros para preservar a segurança e o bem-estar da humanidade, recebi uma grande F.

Por sorte minha graduação não dependeu da prova de campo, se não uma combinação da parte escrita, a demonstração em campo, e muitos rogos e súplicas de parte de meu tio Jimmy. Ele pôs sua reputação em risco e convenceu a todos os ASM de me dar uma oportunidade.

Dali o cartão ASM em meu bolso. Era oficial e estava a ponto de realizar minha primeira matança.

A matança.

Enquanto tinha meu cartão -e já tinha enchido a papelada para o seguro de saúde e o dental e até o 401 (k)-, até estava a prova. Meu futuro como ASM dependia sozinho desta noite.

Agora. Merda.

Avancei pouco a pouco através da massa de gente, tratando de chegar ao lugar onde tinha visto pela última vez o tio Jimmy. Ele tinha partido, igualmente foram às duas mulheres com quem estivera falando. Duas mulheres humanas, para ser exatos, com fortes laços na comunidade vampiresca, ou assim suspeitávamos. Uma delas-se suspeitava-, era escrava de sangue de um grupo de vampiros convertidos, com base no Soho. O objetivo do Jimmy era confirmar a informação e averiguar se algum dos vampiros aos que elas serviam estava aqui esta noite.

Com um branco específico identificado. Entraria em cena, cumpriria com minha tarefa e me poria a prova a mim mesma. Isso se encontrasse o tio Jimmy.

Depois de procurar por 20 minutos, finalmente o encontrei perto da pista de dança. O tio Jimmy falava com um trio de mulheres. Uma delas sussurrou algo ao ouvido, ele sorriu e meu estômago deu um sobressalto.

Bingo.


—Justo atrás de você, — ele murmurou enquanto vinha em minha direção. — O casal perto da porta de saída. — Comecei a me agitar e ele me advertiu— Devagar. Não queremos que saiba que estamos atrás dele.

Respirei profundamente para acalmar meu frenético coração e virei casualmente para vê-lo. Meu olhar varreu sobre vários grupos de pessoas até que localizei o homem e a mulher. Me detive para uns batimentos do coração adicionais, enquanto bebia o mais rápido possível.

Seu cabelo era escuro e com pontas. Vestia uma calça preta, camiseta de seda preta muito bem ajustada e um olhar faminto. Podia ver a luz predatória em seu olhar enquanto olhava à loira exuberante em seus braços.

Ela ficou olhando, paralisada.

—Ele é. — Jimmy confirmou meus pensamentos— Entra ali, lhe crave a estaca justo no coração e sai daí. Fácil.

Para um homem com excelente pontaria .

—Pode fazer isto. — Ele adicionou, colocando uma mão sobre meu ombro e me dando um apertão de confiança— É uma Blue.

Que alegria.

À parte o pensamento traidor.

Tinha sorte. Tinha o prestigioso trabalho de salvar a raça humana.

Infelizmente, também tinha o prestígio de ser a covarde da família. Eu era a classe de menina que levava a casa todos os animais de ruas e chorava quando minha professora do primeiro grau lia “Old Yeller”. Me assustava quando via aranhas, e sempre fechava os olhos quando via filmes de terror. E embora sabia que meu objetivo provavelmente teria mordido a milhares de pessoas em todo mundo e tinha deixado a muitos deles sangrar até a morte, nunca o tinha visto fazer isso de primeira mão.

Além de olhar luxuriosamente à mulher perto dele, não estava fazendo absolutamente nada. Nem assassinato nem mutilação. E mesmo assim devia assassiná-lo.

—Vê, — disse-me o tio Jimmy, me empurrando para frente antes que pudesse soltar as objeções que se amontoavam em minha cabeça. Igual, nenhuma delas importava. Tinha que fazer isso. Era um fracasso em tudo concernente a minha vida… da escola até a pintura e as relações.

Mas não nisto.

Este era meu chamado, como de todos os Blue antes de mim.

A única coisa em que devia ser boa.

Se em algum momento devia melhorar minha pontaria, era justo agora.

Afastei as dúvidas a um lado e tentei me concentrar nos aspectos positivos da situação…

Com certeza, o lugar estava cheio, mas ao menos meu objetivo era um vampiro e não um licantropo. Não teria que disparar uma rajada de tiros. Tudo o que tinha que fazer era me aproximar até o quente e faminto vampiro e lhe cravar a estaca direto em seu coração e – isto era o grande – não arriscar minha pessoa enquanto o fazia.

Feito.

Movi um pé frente ao outro e comecei a mover-me. Bem devagar, levei minha mão para debaixo de minha jaqueta. Meus dedos se fecharam em torno da estaca. Removi a madeira afiada do meu cinto lentamente. Quase ali. Quase ali. Quase… seu olhar trocou, me imobilizando em meu lugar quando estava somente a dois passos de alcançá-lo.



Louco, não? Tinha meus Ray-Ban postos. Ele não poderia ler minha mente ou me seduzir ou me influenciar de maneira nenhuma. Estava totalmente imune à luxúria de seus olhos castanhos escuro, com seus brilhos dourados, igual a toda a vibração sexual que emitia.

Em sua maior parte.

Embora tinha jurado renunciar à relações, não tinha incluído o sexo também. Sentia saudades. Eu gostava. Queria.

—Quer algo? — sua voz profunda se deslizou por meus ouvidos e ecoou em meus pensamentos.



OH-OH.

—Eu…. — OK, onde estava minha voz quando a necessitava? Um segundo.

Não necessitava minha voz. Só necessitava minha estaca.

Sim, a estaca. Não fale. Só faça.

Meus dedos se fecharam ao redor da estaca outra vez e meu coração se acelerou. Ele liberou à loira de seu braço e ela se desvaneceu nas sombras, deslumbrada e confundida graças a seu encanto vampírico. Agora só havia nós dois neste canto escuro.

Só nós dois.

O ruído, a batida da música. A luxúria.

Ignore o louco pensamento e deslize a estaca livremente. O cabelo na parte detrás do meu pescoço se arrepiou e senti os olhos do tio Jimmy sobre mim. Ele estava observando. Vigiando. Preparado para prestar contas, para que meu futuro fosse decidido pelos superiores. Teria êxito esta vez ou falharia como as outras vezes?

Toda mudança a seguir. Um minuto eu estava apontando a seu coração e no seguinte estava contra a parede, com seu corpo pressionando sobre o meu.

—Sou muito velho para um novato. — Ele me disse.

—Não é minha primeira vez. — escutei ao meu próprio balbuciar. — Espera um segundo, a regra número um ASB. Não falar com o objetivo. Aponta e dispara.

Impossível com meus braços imobilizados a cada lado de minha cabeça, e a estaca pendurada numa mão.

Tratei de olhar ao meu redor por ajuda. Alguém me veria? O tio Jimmy? Um dos assassinos de monstros que vi quando entrei? Ao mesmo tempo, o lugar estava muito lotado. Se não podia vê-los, certamente eles tampouco me veriam. E com o vampiro bloqueando minha vista, pressionado contra mim e me incrustando na parede, éramos como qualquer outro casal beijando-se nos cantos do clube.

O aumento da pressão em meu pulso fez meus dedos se afrouxar. A estaca caiu ao chão e ele se inclinou para mim uma vez mais.

—É virgem, muito bem — Ele sorriu, seus dentes brancos eram deslumbrantes sob a luz tênue — Os ASM devem estar bastante desesperados para enviar a uma virgem atrás de mim.

—Sabe quem sou?

—E o que isso importa?

—Maximillian Marchette. Meus amigos me chamam Max.

—Supõe-se que isso deveria significar algo para mim?

—Os Marchette são uma das mais antigas castas de vampiros nascidos, na existência. Sabe por quê?

—De novo, o que importa?

—Porque sabemos como lutar com um ASM. — Seu olhar escuro penetrou em mim e se não tivesse sabido que estava falando de morte e destruição, teria jurado que queria levar-me para a cama. E não é que eu quisesse isso, sem importar o muito que sentisse saudades do sexo, este vampiro ia cair.

—Sabe quantas vezes alguém tentou me cravar uma estaca? — Ele prosseguiu.

—O que é isto? Uma entrevista? Não sei e não me importa, esse é o ponto.

—Isso não vai passar. Certamente não com uma virgem atrás da estaca. Talvez os ASM estejam ficando tolos.

—Talvez estão mais preparados. — Ele me olhou por um comprido momento.

—O que se supõe que isso significa?

—Isto — E então fiz o que queria fazer do primeiro momento em que nossos olhos se encontraram...

Beijei-o.

Não porque estava desesperada e excitada ou porque ele virtualmente destilava atração sexual, é obvio. Foi um movimento friamente calculado para distrair sua mente do fato de que estava tentando matá-lo e pelo simples feito de que talvez, só talvez, poderia ser mais fácil.

Ou como mínimo uma rápida mordida.

Qualquer das duas opções, perturbaria-o o suficiente para que pudesse retirar a segunda estaca de meu bolso traseiro.

Se ele liberasse meus braços.

Efetivamente, uma vez que se recuperou da comoção inicial de mim sobre ele, sua boca se fez mais forte e mais determinada. Deslizou sua língua além de meus lábios, acariciando e aprofundando o beijo. Afrouxou o agarre dos meus pulsos e suas mãos foram até minha cintura.

Eu estava determinada.

OK, deixei-me levar um pouco pelos momentos seguintes. Beijei-o novamente, saboreando e sentindo e desfrutando da dureza de seu corpo pressionando sobre o meu até que senti o fio de suas presas contra meu lábio inferior. Um raio de emoção me percorreu, corrompendo minhas prioridades por vários segundos, antes que voltasse a prudência. De que voltasse para o fato dele ser um vampiro e eu estava aqui para matá-lo e que poderia me despedir do 401 – e meu futuro –fracassasse.

Minhas mãos tremeram, mas consegui mover meu braço. Meus dedos se fecharam em torno da estaca e em uma fração de segundo depois, estava-a empurrando profundamente entre suas costelas.

—Devemos nos desfazer do corpo. — O tio Jimmy disse, meia hora depois.

Dirigimo-nos ao beco do clube perto de uma grande caçamba de lixo laranja. O vampiro jazia a um lado a caçamba. O sangue borbulhava ao redor da estaca cravada em seu peito e manchava sua camisa, e inclusive estava mais pálido que o normal.

—Sinto muito. — sussurrei. Não que ele pudesse me escutar. Estava tão quieto, seus olhos fechados. Meu peito apertado.

—Esqueça-o. — Disse tio Jimmy. — Não espero que te desfaça do corpo também. É sua primeira noite. Vá para casa e saboreia o momento e eu vou me encarregar do resto.

Mas eu não saborearia nada. Já me sentia doente do estômago. E assustada. Porque em qualquer momento tio Jimmy se aproximaria para olhar de perto, daria conta de que minha pontaria tinha falhado e que o vampiro seguia vivo. Até podia sentir o pulso de seu coração contra a palma de minha mão. E o sangue.

Traguei o repentino nó de minha garganta.

—Eu mesma cuido disso. — Falei pelos cotovelos, quando o tio Jimmy começou a se aproximar — É minha matança, eu mesma me encarrego.

Ele me olhou desconcertado.

—Lembra as regras, verdade?

—Tirar a estaca, cortar sua cabeça e jogar o resto na guarida ASM mais próxima. — Inclinei a cabeça freneticamente. Ele entendeu. Como ele não pareceu muito convencido, adicionei: — Por favor, realmente quero fazê-lo. Tudo. É minha responsabilidade. Só segure seus pés e me ajude a levá-lo a caminhonete. Eu me ocuparei daí em diante.

—É muito pesado.

—Não estive treinando todos os dias, para nada. — Flexionei um músculo—. Além disso, preciso aprender a fazê-lo sozinha. Quando eu estiver fora, no campo, estarei por minha conta. Devo fazê-lo sozinha. Poderia começar a aprender agora.

Finalmente assentiu e pegou os pés do vampiro.

—Aproxime-me por detrás, deslize minhas mãos sob os braços do vampiro. — E rezei por que tivesse perdido o suficiente sangue, para permanecer inconsciente por mais tempo. Do contrário, o tio Jimmy se daria conta da verdade, ou cravaria a estaca de novo e o chupa-sangue estaria morto de verdade.

E por alguma louca razão – por minha consciência muito, muito sensível ou por seu encanto vampírico, ou talvez um pouco de ambos – eu não queria que isso acontecesse. Não, o que realmente queria era que Max Marchette despertasse em meus braços.

E realmente queria outro de seus beijos.

Os ASMs tinham um armazém de refúgios na parte superior do lado Leste de Manhattan. Era o lugar perfeito para esquartejar e liberar o mundo dos insetos com presas. O tio Jimmy tinha ligado para eles, lhes dizendo que já estava a caminho e depois se despediu de mim.

Uma vez que estive fora de vista do clube, girei à esquerda e dirigi para o Brooklyn. Tinha um apartamento com dois quartos e com um selo postal como pátio. Não era grande, mas era meu lar.



Inclusive melhor, era seguro.

Estacionei bem em frente e passei bons 15 minutos devorando ao Max da parte traseira da caminhonete. Envolvi-o em uma lona, e por sorte, o sangue se deteve, assim já não estava sangrando através do tecido.

—Tapete novo. — Eu disse ao vizinho insone quando apareceu sua cabeça e me pergunto se necessitava ajuda. Aceitei.

—Posso lhe ajudar a desenrolá-la. — Ofereceu-se o Sr Wimble uma vez que levamos o pacote até meu apartamento — Não tenho problema.

—Ainda não decidi onde estendê-lo, mas obrigado. — Observei ao homem partir e logo retornei com o Max.

Depois de várias tentativas, arrumei um jeito de desembrulhá-lo e arrastá-lo até a habitação. Levá-lo a cama não foi tão fácil, mas finalmente consegui. Uma vez que esteve jogado ali, me dispus a realizar a pegajosa tarefa de lhe extrair a estaca. Puxei e puxei, e finalmente, deslizou-se. Ele saltou da cama com um forte ofego. O sangue espumou na ferida aberta por uns segundos e então, de repente, deteve-se.

Desabotoei sua camisa ensanguentada e fiz o melhor que pude para enfaixá-lo. Fechei as persianas e as cortinas, cobri ao Max com as cobertas e desabei em uma cadeira próxima para esperar.

—Não vá dormir. — recordei a mim mesma. Devia estar acordada para quando abrisse seus olhos, do contrário me encontraria mordida e sangrando.

Com os olhos pesados vigiei seu sono. Era de dia. Ele tinha que dormir, verdade? Ao menos isso dizem os livros. O que significava que tinha algumas horas. Poderia fechar os olhos por um momento e tirar um cochilo. Talvez 15 minutos. Talvez….

Zzzzzzzzz...

E de qualquer jeito, está fora de combate.

Abri meus olhos mais tarde para encontrá-lo apoiado contra a parede, me observando. Ainda estava pálido e fraco, mas me dava conta de que se sentia melhor. Ele tirou as ataduras e vi que o buraco estava começando a curar.

—Por que o fez? — Perguntou-me logo depois de uns minutos de silêncio.

A culpa me invadiu, mas arrumei isso para jogá-la a um lado.

—Vejamos… OH bem, é um chupa-sangue e um assassino.

—Não o da estaca. — Me olhou fixamente e me dava conta, muito tarde, que tinha deixado meus Ray-Ban em cima da mesa de noite.

—Por que me salvou?

É um vampiro, você me diga.

Seus olhos flamejaram com uma brilhante cor dourada por uma fração de segundos, antes de que uma estranha expressão acendesse seu rosto. Seus olhos flamejaram novamente, como se estivesse determinados a entrar em meus pensamentos e ver tudo por si mesmo.

Mas não podia.

Vi-o na frustração que se desenhava em sua frente e na surpresa que ardia em seus olhos.

—Diga-me. — Ele pediu. Encolhi os ombros.

—Má pontaria.

Sacudiu sua cabeça.

—Puro conto. Não tem a guelra para este trabalho e sabe.

Eu sabia. Essa era a verdade que me tinha estado incomodando desde que tinha falhado na prova de campo, mas estava muito assustada para admiti-lo.

A minha família. A mim mesma.

—Assim, diga a verdade. Porque me salvou?

—Não merecia morrer. — Não estava segura do porque disse, mas fiz— Ao menos não que eu saiba. — Não tentou beber meu sangue nem me machucar de maneira alguma.

—Talvez o faça agora.

—Talvez… — me armei de valente e o olhei— E então terei que te matar.

Ele seguiu me observando, como se tentasse averiguar sobre mim, mas finalmente sacudiu sua cabeça e se deixou cair sobre os travesseiros. Vaiou ante o movimento repentino.

—Dói? — Perguntei.

—Nossos sentidos estão magnificados, — ele grunhiu— Você o que acha?

—Pode tomar ibuprofeno?

Ele assentiu e me apressei à cozinha. Uns segundos depois, retornei com um copo de água e duas pequenas pastilhas.

—Aqui. — Deixei-me cair brandamente a um lado da cama e lhe ajudei a levantar sua cabeça. Ele abriu sua boca e coloquei as pastilhas em sua língua. Seus lábios roçaram meus dedos e a consciência se iluminou sobre mim. Era a mesma sensação que tinha tido no clube, quando ele me teve contra a parede.

A sensação de estar viva. O formigamento. O desespero. Como se o necessitasse justo ali. Justo agora.

Ele tomou minha mão com uma das suas e deu um beijo em meus dedos.

—Nem todos os vampiros são maus. Sim, bebemos sangue. — Ele estirou seus lábios e suas afiadas presas roçaram meu pulso. Fiquei rígida e deixou me afastar. Seus olhos brilharam mais intensamente e pude ver a sede em sua expressão — Bebemos para sobreviver. — Ele piscou, como se assim tivesse mais controle de si mesmo e a ferocidade de seus olhos se aliviou— Nem de nós todos mutilamos e nem assassinamos.

Talvez não, mas eu estava tremendo. Do que? De medo? Ou do fato de que meus dedos formigarem, onde sua boca os havia tocado?

Recompus-me e aproximei o copo de seus lábios. Algo brilhou em seu escuro olhar enquanto me observava. Sabia que não podia ler meus pensamentos, mas tinha a estranha sensação que podia sentir a reação de meu corpo a respeito dele. Meu coração se acelerou, meus joelhos tremeram e…

—Deveria descansar. — Falei pelos cotovelos, colocando o copo sobre a mesa de noite. Saí da cama e me sentei novamente na cadeira.

—Medo. — Sussurro brandamente— Deveria temer a este vampiro.

Mas não tinha medo, me conscientizei, enquanto cruzava minhas pernas. E embora sabia todas as horríveis coisas das que ele era capaz, a única ameaça que ele representava era sobre meus hormônios.

Ele me olhou por um longo momento, antes de finalmente assentir. Recostou-se na cama e fechou os olhos.

Finalmente dormiu.

Ele dormiu pelos seguintes quatro dias, enquanto eu esquivava as chamadas telefônicas de meu tio Jimmy, que queria saber onde diabos tinha levado o corpo, porque nenhum dos armazéns tinha reportado qualquer recém-chegado.

Enquanto Max sarava, tão bem como poderia sarar qualquer vampiro, sem sangue - apesar de que a luxúria que crescia entre os dois, eu não estava disposta a doar meu sangue, por própria vontade. Assim que o processo estava tomando mais tempo. Ele podia caminhar por umas quantas horas aqui e lá. Dava-lhe analgésicos e água e ele dormia.

Mas primeiro falávamos.

Ao princípio, era sobre coisas pequenas, como onde vivia e de onde era eu. Filmes e canções favoritas. Mas eventualmente as conversações se fizeram mais profundas até que lhe perguntei sobre os vampiros e ele me perguntava sobre os ASMs. Ele me contou sobre sua família, ele tinha dois irmãos e uma irmã, que dirigiam um prestigioso serviço de entrevistas em Manhattan. Descobri, que, inclusive mais que beber sangue, os vampiros nascidos gostavam de procriar e ganhar dinheiro.

A sua vez, contei-lhe sobre minha mãe e meu pai e meu tio Jimmy, e como inclusive mais que ganhar dinheiro, eu realmente queria ser feliz. Queria encontrar algo para o que fosse realmente boa… e ser eu mesma. Sendo uma ASM ou a garota que frita batatas em um restaurante de comidas rápidas. Inclusive mencionei que estava acostumada a pintar e lhe mostrei alguns dos quadros que tinha feito.

—É boa. — Ele disse, seu olhar se concentrou, no grande quadro abstrato que pendurava de uma parede longínqua.

—Só o diz, porque salvei sua vida antes.

Ele sorriu abertamente e logo uma expressão séria iluminou seu rosto.

—Falo sério. É realmente boa. Deveria levar esse a uma galeria.

—Agora diz isso pelos analgésicos. — respondi, mas não pude reprimir a pequena emoção que me percorreu. — Uma galeria? Eu? Realmente ele pensa …Talvez.

Falamos tanto que quando sua ferida sarou, eu me entristeci um pouco. Max Marchette tinha deixado de ser um vampiro e começava a ser real, e de fato eu gostava. Ele partiria esta noite, e por mais estranho que parecesse, não queria que o fizesse.

Passei as ultimas horas antes do anoitecer olhando-o dormir. Não pude me conter. E nem estava utilizando seu encanto vampírico em mim, e ainda assim acreditava que era o homem mais quente, que tinha visto em minha vida. Tinha o peito com pelos escuros, que formavam redemoinhos em um funil diminuto que dividia seus músculos e caía debaixo do limite das cobertas. Ele cheirava a excitação e perigo e a algo mais que não pude identificar.

Algo saboroso, doce e decadente.

Meu estômago grunhiu e me encontrei pensando sobre quanto tempo tinha passado desde a última vez que tinha tido sexo. Nem sequer me tinha masturbado ultimamente e quando finalmente Max Marchette tinha aberto seus olhos justo quando o sol se ocultava no horizonte não me surpreendeu o fato que não pudesse suportar o repentino desejo que me acendeu nas profundidades da escuridão. Ele não disse nada e eu não disse nada. Somente nos olhamos um ao outro. E então ocorreu.

Ele me alcançou, me devorando até a cama, me pressionando sob o colchão. Beijou-me, afundando sua língua em meu interior para explorar e saborear até que me faltou o fôlego. Senti sua ereção, dura e ansiosa contra meu ventre, e sabia que tinha chegado o momento. O momento que tinha estado esperando desde nosso primeiro beijo.

Percorreu o caminho de meu pescoço com pequenas dentadas e eu inclinei minha cabeça para trás. O prazer chegou até meu cérebro enquanto a antecipação crescia. Lambeu todo o percurso até a curva do meu peito, encontrando meu mamilo.

Gemi, enterrando minhas mãos em seu cabelo, aproximando-o mais. Separei minhas pernas e o senti, duro e ardente, introduzindo-se em mim.

—Espera. — sussurrei, mas ele me silenciou, com um rápido e desesperado beijo.

—Não vou te contaminar. — Ele murmurou contra meus lábios. Era a frase mais antiga quanto ao sexo, mas era válida nesta situação em particular.

Porque Max não era um homem normal. Ele era um vampiro. O pensamento me agitou inclusive mais do que me assustava, assim abri minhas pernas mais amplamente. Em uma rápida investida, introduziu-se em mim. O prazer foi uma explosão através de meu corpo e o ar se reteve em meu peito. Eu o olhei e seus olhos flamejavam. Ardentes. Brilhantes. Os tendões de seu pescoço se esticaram. Com o maxilar apertado. Abriu sua boca e suas presas brilharam.

Mas eu não tinha medo. Sabia que ele não me morderia. Não sem meu consentimento ao menos. Se o tivesse desejado, já o tivesse feito antes, para acelerar sua cura. Não, isto não se tratava de sangue. Era sobre sexo.

Envolvi minhas pernas ao seu redor enquanto ele se introduzia mais. E então começou a mover-se. Dentro e fora. Dentro. Fora. Até que meu corpo se retesou até que alcancei o orgasmo com um forte gemido.

Ele seguiu, movendo-se e grunhindo, e seus músculos se esticaram. Se derrubou ao meu lado, me aproximando, me rodeando com seu braço. Eu acariciava seu pescoço com meu nariz, enquanto tentava recuperar o fôlego. Minha mão se deslizou sobre seu peito.

Ficamos assim por um longo tempo. Finalmente, uma vez que os batimentos do meu coração recuperaram sua velocidade normal e pude realmente pensar, abri meus olhos.

Meu olhar chegou até o cartão de apresentação, que estava na mesa de noite e a enormidade do que tinha feito se chocou contra mim. Não só tinha violado a lei ASM ao salvar um vampiro, mas sim me tinha deitado com ele, tinha-me apaixonado por ele.

Tinha-o feito. Dava-me conta disso, enquanto colocava minha cabeça no oco de seu ombro, seu coração pulsava a ritmo normal contra a palma de minha mão.

Eu era um fracasso. Uma traidora.

Curiosamente, isso não me fez sentir tão mal. Porque Max Marchette, vampiro ou não, me fazia sentir bem. Não estava segura de como iria dizer a minha família ou pagar minhas contas ou o que fosse, e mesmo assim sabia em meu interior que tudo isto funcionaria de algum jeito. Talvez com minhas pinturas. Talvez não. De algum jeito, tudo estaria bem. Senti-me em paz, acalmada, confiante.

Fascinada.

É a velha magia vampiresca, foi o que disse a mim mesma, mas não acreditava na verdade. Eu tinha visto a surpresa em seus olhos quando não tinha sido capaz de ler meus pensamentos. Eu era diferente. Ele era diferente. Sua mão acariciou as minhas costas e um arrepio atravessou meu corpo. Meu corpo começou a rogar por mais.

—Este definitivamente é o fim de minha carreira como ASM. — murmurei.

Ele me deu a volta, para colocar-se em cima de mim e me olhou nos olhos. Meu coração se acelerou um pouco.

—Um final nada mais é do que um novo começo.

Eu o olhei, com um sorriso em meus lábios,

—E este é o princípio do que? — Ele sorriu.



—De nós.

E logo me beijou de novo.




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1 Nome de um coquetel

2 Pequeno bolinho com recheio de creme.

3 Nome de um coquetel

4 Marca de cerveja.

5 Whisky




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