Tiamat World Vampire Romance



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Tiamat World

Vampire Romance






A Mordida de Viper

Delilah Devlin

Viper decide, naquela noite, seduzir em vez de caçar, mas Mariah não lhe é totalmente desconhecida.
Disp. em Esp: novelvampir

Envio do Arquivo: Gisa

Revisão Inicial: Gis Baptista

Revisão Final: France

Formatação: Gisa

Tiamat - World
Comentário da Revisora Gis Baptista: A história é mais um conto. Leitura para quando se tem pouco tempo e se quer uma história levinha com sobrenatural e hot. Fiquei com aquela impressão de: cadê o início da história, e...o que, já acabou! Mas vale a pena ler.

Sim, o livro Mammoth de Vampire Romances é verdadeiramente enorme, contendo 25 histórias curtas e você vai reconhecer os nomes da maioria dos 23 autores. Ele reúne o maior numero de novos fenômenos paranormais, historia românticas jamais reunidas sob uma mesma coberta. A coleção se centra em um dos personagens originais e mais antigos do gênero paranormal - o vampiro - e inclui não só aos autores que construíram sua carreira escrevendo sobre chupasangues, mas sim também uma variedade de escritores que estão dentro do gênero paranormal, mas que escrevem pela primeira vez sobre vampiros. Isto significa que você encontrará diversão, grande variedade de histórias, todo tipo de vampiros inesperados, os mundos tradicionais de horror, o romance gótico e histórico, fantasia urbana contemporânea, a típica comédia e o material erótico, mas quente, e até a história romântica - onde o menino conhece a garota, histórias de amor de tentar e alcançar o verdadeiro amor (embora com uma mordida arrancada do coração e um copo cheio de sangue).

Também, alertamos para a existência de histórias autônomas que apresentam conexões com sagas existentes de um escritor particular, ou algum personagem intrigante que não obteve a oportunidade para mostrar seu potencial em um livro completo prévio, e cuja história pode ser contada aqui pela primeira vez.

Mas a verdadeira pergunta que se fará, uma e outra vez nestas pagina é a seguinte: Pode ser um vampiro tudo o que pintam? Claro que viver para sempre e nunca envelhecer, ter um magnetismo sexual além de todos os sonhos humanos, deve ser bom... mas vale a pena? Esta pergunta é como um eco através de muitas destas histórias. Assim que terá que ir a jugular (... e a carótida, a artéria femoral na coxa interna, a sola dos pés, a curva do cotovelo, o tornozelo...). Com este Mamute de vampiros para averiguá-lo.

Uma vez que estas histórias são realmente contos, os términos são um pouco abruptos.


Seus quadris se agitavam debaixo de sua minissaia, paquerando, atraindo seu olhar como um ímã. Ele escondeu um grunhido baixo e os ruídos da besta que emergia dentro dele. A estampa de grandes flores de cor rosa em sua saia branca era como um farol na escuridão.

Ele a seguiu ao sair de seu apartamento, escondendo-se nas sombras, disfarçando-se nas escadas quando ela olhou para trás, como se sentisse que alguém a seguia. Seu comprido cabelo castanho alvoroçado balançava em seus ombros magros. A pele cremosa de seus braços e suas pernas cadenciando em um ritmo que seu coração correspondia com cada passo.

Ele se sentia mais que nunca como um verdadeiro predador, suprimiu a vergonha que queimava como ácido em seu estômago, e continuou seguindo a mulher que agora caminhava mais energicamente pela calçada escura. Quando virou em um corredor cheio de gente, os ombros afundaram e seus passos desaceleraram enquanto relaxava. Acreditava-se a salvo.

Ela pouco sabia, mas sua "decisão espontânea" de ir por ali foi uma proposta dele - uma mensagem telepática com tentadores sopros de ar fresco, a carícia de um vento suave e aprazível com um vislumbre de prazeres sensuais. Não prestou atenção a suas inibições naturais. Não fez uma pausa para verificar o relógio e notar que já era tarde. Em lugar disso, ela tinha tomado sua decisão, vestiu essa pequena saia excitante e uma camiseta rosada confortável, deslizou seus pés em sandálias e saltou escada abaixo, pronta para se lançar à escuridão de uma noite da primavera inusitadamente cálida.

Ele se assegurou que ela não visse nenhuma só vez o relógio ou o calendário na mesa de descanso em seu vestíbulo. E, embora ele mesmo tivesse criado a oportunidade de conhecê-la, tinha decidido a semana passada que não utilizaria seu dom persuasivo para atraí-la aos seus braços.

Esta noite, queria saborear uma sedução natural.

Ela se deteve ao longo de um corredor que seguia em uma rua que fazia uma curva através de um comprido mini-centro comercial ao ar livre. Na parte inferior de um conjunto de escadas que conduziam a um restaurante de frutos do mar, ela pôs um pé no primeiro degrau do lugar. Ele retirou a sugestão que a tinha levado até ali. Ela franziu seu cenho e sacudiu a cabeça. Seu pé escorregou do degrau e lentamente se moveu para outro lugar.

— Esqueceu algo? — Ele murmurou a suas costas. Ela deixou escapar um grito afogado, e sacudiu a cabeça para um lado, levantou a cabeça para encontrar seu olhar. Seus olhos se abriram, em seguida deslizaram sobre seus ombros antes de levantá-los de novo — Me assustou — O cenho franzido que enrugava sua testa em duas o divertia. Estava aborrecida e não se preocupava em dissimular. Revirou os olhos — Sei quem é. Viper estremeceu imperceptivelmente. Seu coração se agitou e logo voltou à normalidade. Ela não podia ter se referido ao que ele pensava.

— Segura de que está respondendo à pergunta correta? — perguntou, lhe dando um pequeno erguer de seus lábios. Mais sorriso do que a maioria jamais tinha visto nele.

Sua cabeça vibrou, levando seu cabelo fino e escuro tremulando através de suas bochechas. A necessidade de colocar o cabelo atrás das orelhas era quase irresistível. Encolheu os dedos e colocou as mãos nos bolsos de seu jeans desbotados.

— Quem pensa que sou? — Ela vacilou.

— Vi você antes. Em um desses clubes góticos. É o gerente.

Viper reprimiu um sorriso. Ela estava falando do clube de Dylan

— Só estou atendendo a Caverna para um amigo, até que ele retorne. Não tenho a ambição de dirigir seu clube permanentemente.

—A Caverna. — Ela assentiu—. È essa. É um lugar estranho. Escrevi algo sobre ela, algo a respeito de jovens góticos e rituais de sangue.

— É uma escritora, então? Ou é uma repórter da televisão? — perguntou, sabendo muito bem que ela escrevia colunas para a seção social do Jornal de Seattle.

Seu casual dar de ombros desmentiu o fato de que ela levava a sério esse trabalho. Ambiciosa inclusive. A seção social não acalmaria sua ambição por muito tempo. Ele sempre tinha amado isso a respeito dela. Ela punha seus olhos em um objetivo e se metia de cabeça em qualquer lugar que sua curiosidade e seu carro a guiassem. Uma qualidade excelente para um repórter, mas essa qualidade tinha o poder de converter-se em um desastre para ele.

—Você sabe, têm um código de vestimenta aqui. — Ela murmurou, olhando sua jaqueta de couro negro e camiseta, e logo deslizou uma olhada rápida por suas pernas antes de levantar o olhar de novo. Um leve rubor tingiu suas pálidas bochechas.

—Não estou pensando em entrar. Estava esperando… alguém.

—Garota afortunada. — Disse em voz baixa, logo moveu a cabeça de novo—. Não é que tenha uma reserva ou algo, e não estou vestida para a ocasião tampouco. Não estou muito segura de por que… — Seu olhar se deteve na linha de pessoas esperando pacientemente para que seus assentos fossem designados pela anfitriã do restaurante.

— Você gostaria de ir a algum outro lugar? — Ele disse rapidamente, embora não quisesse deixá-la ir, entretanto, precisava trabalhar no momento para construir sua confiança.

Seu olhar fixo se moveu rapidamente abaixo pela fila de lojas iluminadas. Uma névoa suave silenciada pela noite, o brilho das luzes da rua e o som das pessoas que passavam perto deles enquanto estavam na parte inferior das escadas que conduziam ao restaurante da moda.

— Prometo que não mordo. — disse, lutando contra a urgência que se construía em seu corpo, para manter suas palavras de forma casual — Podemos simplesmente dar um passeio. Encontrar uma xícara de café, se desejar.

Ele queria que ela dissesse que sim, sem nenhum tipo de persuasão extra dele. Queria que ela o escolhesse por seu próprio livre-arbítrio. Ela conteve o fôlego o que levantou seu peito, e deu um pequeno sorriso delicado.

— Há uma Starbucks no final do centro comercial.

O calor se filtrou no peito. E, embora soubesse que amanhã pagaria um alto preço, ele gastaria esta noite… com ela. Viper tirou as mãos dos bolsos e lhe ofereceu o braço, sentiu-se um pouco parvo pelo gesto anacrônico. Suas maneiras estavam um pouco enferrujadas. A mão dela deslizou em seu antebraço, os dedos ligeiramente em repouso em cima da pele. Através da barreira da roupa, não deveria ser capaz de sentir o calor de suas mãos, mas o fez.

— Vamos? — Perguntou, e a seguir saiu, encurtando seu passo natural para lhe permitir caminhar com comodidade a seu lado.

— Não perguntou meu nome.



É Mariah.

— Não perguntou o meu. Uma risada suave ficou flutuando ao seu redor.

— Não sou assim. Não deixo que estranhos me levem a qualquer parte. — Baixou a cabeça, talvez para ocultar o rubor de suas bochechas — Sou Mariah Cohen.

Apertou os lábios para deter a resposta automática. Esta noite não seria Viper.

—Sou Daniel Vacarro. — disse em voz baixa e conteve seu fôlego.

Ficaria seu nome falso registrado em sua memória?

— Daniel. Não Danny?

Ele estremeceu. Ela riu de novo.

— Não é o suficientemente varonil? — deu um olhar estreito a ele — Vê? — disse ela, com um sorriso curvando seus lábios exuberantes— Já estamos nos conhecendo.

— É sempre saidinha com estranhos?

— Não somos estranhos, Daniel. Admito que esta noite me sinta somente um pouco imprudente, mas o reconheci imediatamente. Simplesmente estamos passeando em meio a uma multidão de pessoas. O que de ruim pode acontecer?

Viper sacudiu a cabeça. A mulher estava louca. Porém, estava certa. Supostamente o único perigo era seu corpo doce, com curvas. Seus dedos dobrados sobre ele, pressionando contra seu antebraço.

—O lugar é este. — pararam na longa fila do Starbucks.

De repente as pessoas que esperavam a frente deles, foram desistindo, uma por uma, algumas apalpavam seus bolsos para sentir que suas carteiras havia “desaparecido”, outros entrecerravam os olhos no painel de menu como se de repente não pudessem ler, Mariah ficou em silêncio junto a ele, o desconcerto enchendo seus olhos quando a fila desvaneceu por completo.

—Isto nunca acontece.

—O que vai querer? — dirigiu-se a ela, ocultando um sorriso petulante, já que ele tinha usado um pouco de sua magia nos outros clientes. Fez seu pedido, e levantou uma sobrancelha — Nada para mim.

—Não veio pelo café?

—Não sou um viciado.

—Teme não ser capaz de dormir esta noite?

—Quem pensa em dormir? — Ele murmurou entre dentes.

Ela molhou o lábio inferior com a língua, e o deixou levá-la além do balcão.

—Mas não pagou

Viper encolheu de ombros.

—Os conheço.

—Bem. — disse, seu tom indicava que não acreditava inteiramente — Espichou os olhos à garota ou algo assim?

— Por quê? Acredita que sou irresistível?

Seu bufar feminino suave foi seguido por um lento e aturdido movimento da cabeça.

—Estou aqui, não? E só nos conhecemos faz dez minutos.

Viper fechou os olhos um pouco, tratando de manter suas memórias afastadas e só desfrutar do momento. Ela não tinha maneira de saber como seu comentário inocente ruiu sua resolução. Eles se conheceram muito tempo antes desta noite.

Ela fez seu pedido, e ele abriu seus olhos, vendo como lhe deu uma aparência conhecida, e logo deu um passo adiante para pegar seu copo.

— Quer ficar aqui? — Ela perguntou.

A sensação dos corpos de sangue quente, em torno dele advertiu que eram muito sufocantes e muito tentadores.

— Vamos caminhar.

Fora de novo, ele levantou o rosto à brisa morna e bebeu do ar purificador.

— Sinto muito. Não gosto muito das multidões.

— Me dei conta disso. Tem umas mesas por aqui. Quer se sentar?

Ele assentiu com a cabeça, esperando que sua repentina melancolia se desvanecesse. Tinha somente umas poucas horas para estar com ela, se ela desejasse, antes de ter que retornar a seu mundo.

Enquanto caminhava, ela brincava com a tampa de plástico, logo tomou um gole. Seus olhos se fecharam.

—Mmmm... Isto é justamente do que precisava.

Chegaram às mesas fora do café. Viper escolheu uma no canto exterior do pátio, esticou-se e puxou uma cadeira, esperando que ela se acomodasse antes de tomar a sua própria ao lado dela, e não em frente. Ela pareceu não se importar, só bebeu um gole de café em silêncio enquanto o olhava por cima do copo.

Ele se perguntou que seria o que ela via.

Tinha sido cuidadoso com sua aparência. Claro que vestia uma jaqueta desgastada, uma camiseta e calças jeans, porém suas botas brilhavam e usou uma escova em lugar dos dedos no seu comprido cabelo preta. Sabia que as mulheres o achavam atraente, mas Mariah não era das que gostava dos homens escuros, perigosos com características afiadas e olhos famintos. Ou ao menos não tinha sido.

— Sempre é tão falador?

Bem. Devia ao menos fingir ser gentil, sem dúvida estava sem prática.

— Você se aborrece? Que eu não fale?

— É um pouco desconcertante. — Seus olhares se encontraram, então ela se esquivou rapidamente, mas inclinou os ombros para ele—. Esperava que a esta altura me fizesse alguma insinuação amorosa.

A sutil linguagem corporal enviava mensagens cruzadas de tímido interesse, que deixava seu sangue fervendo.

—Sente-se decepcionada de que não tenha feito?

—Só um pouco incômoda — disse, pondo seu copo na mesa e envolvendo-o com as mãos.

— Por quê?

— Porque estou tentada a me insinuar. —Enrugou o nariz—. É somente uma expressão. Não o fiz certo?

Seus lábios se esticaram. — Yeah, fez.

Inclinou sua cabeça enquanto olhava sua boca.

— É gay?

— Emiti essas vibrações?

— Não, absolutamente. Mas em minha experiência, um homem não precisa mais que um sorriso como um estímulo para fazer seu movimento.

— E acredita que poderia ser gay, porque estou tratando de ser um cavalheiro?

— Tem que tratar?

Ele assentiu lentamente. Ela fez uma pausa com os lábios franzidos.

— Isso é um alívio. Embora já tivesse adivinhado que era um predador.

Ele levantou ambas as sobrancelhas.

— Pareço tão sinistro?

— Não como um assassino em série, mas provavelmente pode ter a mulher que desejar sem sequer tentar, por que não tentou… comigo… já que não é gay?

— Não estava seguro de que estivesse interessada. Parecia vacilar lá no restaurante. Não queria te assustar.

— Assim você… — prendeu o lábio inferior entre os dentes.

— Eu o que?

— Me deseja? — Seu olhar fixo se elevou lentamente à altura do seu outra vez, conteve o fôlego, levantando seus seios pequenos. Ele engoliu a saliva, perguntando se ele inconscientemente tinha implantado essa ideia, impedindo-a de escolher. Seus olhos piscaram rapidamente — Não se sinta obrigado —disse rapidamente — Não quis te pôr num apuro. Penso que estou com um tipo de humor alegrinho. Não quero te dizer adeus. Ainda não.

Viper se acomodou na cadeira.

—Não tem que me convidar à cama, se o que quer é companhia. — disse com brutalidade.

Seu olhar se deslizou quando fingiu estudar a cadeia das luzes que rodeavam uma loja de brinquedos.

—Mas, e se quiser mais? — Sussurrou.

Porque ele quis ler sua expressão, ele cedeu ao desejo de tocar seu cabelo e pôs suavemente um cacho atrás de sua orelha. Seu olhar fixo voltou para ele. Seus lábios se abriram quando ela aspirou um fôlego suave, trêmulo. Ele limpou sua garganta e se aproximou para sussurrar em seu ouvido.

—Me pergunto, por que eu? Por que esta noite?

Uma vez mais, seus lábios carnudos se apertaram, e logo se separaram.

—Bom, não é porque você foi o primeiro homem a me cumprimentar esta noite, se é isso o que está pensando. Não estava procurando sexo.

—Então, o que foi isso?

—Caçando elogios? — Como ele não respondeu, encolheu os ombros — Deduzo que você não precisa disso.

Viper se conteve ainda, decidido a esperar por ela.

—Muito bem. Sinto-me… Não sei… Um pouco solitária esta noite. Pensei que talvez você se sinta da mesma maneira.

Viper sentiu um ardor na parte posterior dos olhos e desviou o olhar. Porque ele não podia falar com um nó em sua garganta, ele assentiu com a cabeça. Estendeu a mão e alisou a parte superior da sua mão. Seus grandes olhos castanhos refletiam tristeza.

—Talvez só necessitemos um ao outro esta noite, talvez assim seja como deve ser.

Queria reconfortá-lo de que não haveria continuidade?

—Deveria esperar mais. — disse com voz rouca.

—Talvez amanhã o faça. Mas esta noite, justamente, estaria satisfeita sabendo que você não quer a ninguém mais, além de mim.

Viper forçou um sorriso.

—Quer se apaixonar por mim esta noite?

—Soa tão tolo?

Levantou a mão e acariciou sua face.

—Soa quase perfeito.

Mariah inclinou a cabeça para aprofundar a carícia.

— Não vivo muito longe daqui.

Não podia acreditar quão rápido as coisas tinham avançado. Tão natural.

—Tem certeza, que quer me levar sua para casa?

—Te convidei, não?

—Estará a salvo comigo. Esta noite.

Seus olhos se abriram. —Acaba de me estremecer.

—Ligue para um amigo. Bate na porta de um vizinho. Que vejam minha cara, darei minha identidade. Não quero que se preocupe por mim.

Seu olhar cruzou com o dele por um momento de longo tempo, então os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso.

—Não estou preocupada que possa me matar nem nada. E, como já ofereci meu corpo… descarta qualquer agressão sexual, a menos faça isso a você.

Viper respirou fundo e começou a relaxar determinado a desfrutar de sua agressão suave.

—Não nos beijamos. Como sabe que gostará de estar comigo?

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Está brincando? Olhou-se em um espelho ultimamente? Talvez você não me ache atraente.

— Quem se insinua a quem?

Seu sorriso se intensificou.

— Ooh! Um homem que conhece sua gramática. Estou completamente ligada agora. Não é a frase mais elegante, mas haverá algo que dizer em breve

— Está nervosa?

— Por que a pergunta?

—Porque começa a divagar, — murmurou. Seus dedos puxaram a mecha de cabelo que deslizava por trás da orelha — Chegue mais perto.

Seu olhar desceu aos lábios.

—Está pensando nesse beijo que não trocamos.

—Quero uma amostra desse café que te arrancou um suspiro.

Ela se inclinou mais perto.

— Soei muito a um orgasmo?

— Isso é ainda possível? — Disse ele, enquanto seus lábios se curvaram de novo.

—Por que tenho a sensação de que não sorri muito?

—Porque não o faço.

—Você não tem que estar sozinho, assim por que está?

Desviando da pergunta, afastou-se um pouco.

—É suficientemente atraente, para que um milhão de homens a desejassem. Por que está sozinha?

—Acredito que simplesmente não senti uma conexão. Sabe o que quero dizer?

Viper sabia exatamente o que queria dizer. Estava frente à única mulher a qual ele sentia pertencer.

—Nunca pensei nisso. — mentiu.

Ela entreabriu os olhos.

—Isso é uma coisa típica para um homem dizer.

Ele trocou de posição para a beirada de seu assento e se apoiou nela, fixando os olhos em seus lábios entreabertos. O primeiro toque quase o fez dissolver-se. Apertou-a contra seu corpo desejando levá-la a terra e abrigá-la. Porém, em lugar disso ele respirou suavemente através de seu nariz, pressionando seus lábios contra os dela, e inclinou sua cabeça para aprofundar a pressão. Um baixo gemido entrecortado escapou de sua boca. Deu a volta em sua cabeça lentamente, arrastando seus lábios sobre os dela, aspirou-a brandamente até deixá-la sem fôlego, e empurrou sua língua. A degustação… o café, um toque de hortelã de seu creme dental, seu próprio sabor doce… um fino tremor percorreu suas costas. Jogou a cabeça para trás e sua língua deslizou pelo lábio inferior.

— Está mais tranquilo agora? — Perguntou ela, a inconstância de suas palavras, foi traída por sua falta de ar.

Viper pousou sua testa contra a dela.

— A que distância disse que está sua casa?

—Podemos estar lá em cinco minutos.

—Que sejam quatro. — murmurou, e ficou de pé, sustentando-a pela mão para levantá-la.

Chegaram de mãos dadas e ofegantes a sua porta.

Viper deu um rápido olhar ao redor, esforçando-se em sentir algum rangido de passos ou o ritmo de algum coração delator, mas não percebia nada nas sombras ao seu redor. Não tinham sido seguidos.

Previamente, enquanto a assediou, tinha tomado cuidado de não levar ninguém até sua porta. Apagou o aroma do sangue, álcool e cigarros de sua pele e cabelo, e se vestia com roupa recém lavada. Ele tinha deixado pegadas na direção oposta de sua casa e havia voltado para trás. Ninguém a conectaria com ele. Ninguém saberia quão preciosa ela era. O sórdido e mais vulnerável do mundo escuro em que ele se movia nunca a tocaria. Tinha sacrificado tudo para assegurar-se disso.

As chaves soavam estranhas enquanto ela abria a fechadura.

—Não espere muito. Não sabia que traria alguém comigo esta noite.

A porta se abriu e ela entrou.

Viper a seguiu quase pisando em seus calcanhares, não deixou nenhum espaço entre eles. Suas mãos se apoderaram dos quadris dela, e a empurrou para o interior antes de chutar a porta que se fechou detrás deles. Em seguida a atirou para trás, rodeando sua cintura com os braços, os lábios deslizaram ao longo da parte superior de seu ombro até o pescoço, encontrando o zumbido de seu pulso sob a pele. A cabeça dela caiu para trás, e os dentes dele iniciaram um lento caminho para baixo. Balançou a cabeça para trás, tentando obter o controle de si mesmo. Ela respirou profundamente.

— O que se passa? Por que você parou?

Sabendo que ele sentiria suaves vibrações por suas presas alongadas, ele negou com a cabeça contra a dela e alisou suas mãos sobre sua barriga firme, e logo subiu para procurar seus seios através de sua roupa. Ela tirou as sandálias com um chute. Sua roupa rangeu, quando sua saia avançou lentamente contra suas calças jeans em uma viagem descendente, ele levantou a saia e a tirou sobre sua cabeça. Ela abriu o fecho de pressão dianteiro de seu sutiã e suas mãos tocaram seus seios, apertando ligeiramente.

— Gosto disso — ela sussurrou, esfregando as costas e os ombros contra ele — Mas você tem roupa demais.

Deu a volta nela em seus braços, tratando de alcançar seu ponto mais sensível e a levantou. Ela envolveu suas pernas em sua cintura e com sua boca percorreu sua bochecha e queixo... Ele virou o rosto para evitar sua boca.

— Seu quarto? —disse mordiscando-a, embora ele já soubesse. Mariah levantou seu braço para apontar e aconchegou sua bochecha ao longo da dele, quando ele se moveu através de sua sala de estar escura e transpassou o corredor pequeno para seu quarto. Somente um abajur ao lado da cama iluminava o quarto. Ele se aproximou da cama e subiu no colchão, levando-a ao centro antes de baixar seu corpo para cobri-la.

—Isto não vai funcionar— Ela murmurou.

Ele ignorou sua queixa e arrastou sua boca por seu pescoço, defendendo seus dentes atrás de seus lábios até que alcançou seus seios. Um grito suave encheu o ar por cima dele quando a acariciou com sua língua, aventurando umas mordidas com seus dentes frontais. Seus dedos atravessaram seu cabelo comprido, penteando, puxando enquanto ele aprofundou a sucção de seus mamilos tensos.

—Danny…

Não Daniel, como tinha insistido. Algum canto pequeno de sua mente se lembrou do nome depois de tudo? Ele se afastou e ficou reto para tirar a jaqueta e a camiseta, as lançou para no chão atrás dele. Ela alcançou seu cinturão e abriu, circundou a cintura de suas calças, em seguida gemeu quando ele a fez retroceder para tirar suas botas e calças jeans. Quando ele retornou, ela percorreu seu corpo com o olhar. Viper tomou nota do aumento de sua excitação no resplendor das asas do nariz e pela respiração acelerada dela. Suas pernas se separaram com um pequeno empurrãozinho dele. Agachou para levantar os joelhos dela e colocar ambos aos lados de seus quadris. Em seguida se sentou, fechando os olhos enquanto sua pele se reunia com a sua. O céu puro. Assaria no inferno.

— É muito rápido para você? — Ele a apertou fora

— Preciso de você dentro de mim. Agora, por favor.

Suas palavras apertadas de urgência eram exatamente o que ele queria ouvir. Levantou seus quadris e deslizou uma mão entre seus corpos. Apertou os dedos em um punho, e aceitou o pedido dela, levando a ponta à entrada e empurrando lentamente no interior. Ela fechou os olhos e estreitou suas coxas, inclinando os quadris para recebê-lo. Ele a enchia, envolvendo-se profundamente em seu calor líquido. Rodeado por suas paredes cremosas, ele começou a mover-se, seu corpo estremeceu, já nas garras de sua excitação crescente. Plantando seus joelhos no colchão, ele escorregou os braços sob suas coxas e levantou seus quadris fora da cama, agitando-se, empurrando e rodando seus quadris para fazer um túnel mais profundo, através de seu doce corpo. Seus movimentos aumentaram em força e intensidade. Avançou contra ela, avançando pela colcha de seda escorregadia. Prosseguiu não deixaria escapatória, não lhe daria um momento para aprofundar a respiração tremula que soprava na bochecha. Envolvida em seus braços, deslizou em seu deliciosamente úmido canal, lutou contra a crescente tensão dentro dele, não queria render-se, não estava disposto a permitir à besta dentro dele que saísse para tomar seu prazer e seu sangue. A batalha interna que lutou o fez suar e tremer.

Quando os primeiros calafrios voaram em torno dele, e seu músculo interno e apertado ao seu redor, ele gemeu e abriu a boca para amamentar o sal e o perfume de seu pescoço, experimentando com a língua, sentindo fluxo de sangue sob sua pele, sucumbiu ao desejo de sentir o gosto.

Seus dentes afiados pressionaram na carne, trincando a artéria. Um som bem definido soou em sua orelha e as mãos dela se interpuseram entre eles, empurrando seu peito. O corpo dele se sacudiu contorcendo-se.

Mas ele não a deixaria ir, até sabendo que a tinha machucado. Esperaria para ver o que acontecia.

Ele depois rolou seus quadris e entrou mais profundo, ela gemeu e seus dedos agora viajavam de seu cabelo ao peito para trazê-lo firmemente mais perto. Ela sofreu espasmos, arqueou suas costas e um duro e baixo gemido angustiado saiu espremido de sua garganta apertada. Ele refreou seu clímax, esperando por ela, soube o momento exato em que ocorreu porque um grito de lamento se levantou a seu redor. Quando o tremor diminuiu, ele retirou seus dentes, lambeu as feridas pequenas para fechá-las e retirou a cabeça para olhar abaixo em seu rosto pálido e emocionado.

—Eu sei quem é. — disse, com voz rouca e com dor. Seus olhos encheram-se de lágrimas, mas não rolaram. Seus lábios tremiam.

— Quem acredita que sou? — Perguntou, com medo de que ela soubesse a verdade.

—Marido, — sussurrou, e finalmente a uma lágrima escapou dos olhos e rolou nas laterais da face até cair em seu cabelo úmido pelo suor.

Viper desceu para cobrir sua boca, acariciando com sua língua o interior, saudando a dela, reclamando seu sabor, enquanto continuava no fundo de seu corpo.

—Me deixe entender. — disse com lágrimas embargando a voz.

Viper fechou os olhos e deixou à besta sair, dando boas vindas à força primitiva que arranhou seu caminho através de sua consciência revelando-se. Seu corpo ficou rígido, os músculos endureceram.

Cada parte dele ficou tensa. Inclusive seu sexo, crescendo e engrossando, pressionando sem descanso contra as paredes do interior dela. Outro fluxo de gozo sacudiu seu corpo, enquanto ela gritava, e suas unhas se cravavam em suas costas tirando sangue. Um grunhido rouco e profundo saiu de sua garganta, e ele se separou de seus quadris e se lançou para frente, entrando novamente com força, deslizando através de seu canal estreito, ajustando-se no fluído que deslizava em seu redor, até que, finalmente, jogou a cabeça para trás e rugiu.

Viper não sabia quanto tempo esteve em cima dela, seu corpo se sacudia por finos tremores, enquanto punha a besta à distância, devolvida em sua caverna. Mas teve consciência das mãos dela deslizando sobre a sua pele, tocando os ombros, acariciando seu cabelo, enquanto soluçava debaixo dele.

Estava chorando.

Colocando suas mãos embaixo dela, ele a pôs de barriga para cima, pondo-a sobre ele. Ele procurou a parte detrás de sua cabeça e aconchegou seu rosto na curva de seu pescoço. Seus lábios roçaram sua fronte uma vez, em seguida se reacomodou embaixo dela, a espera que suas lágrimas secassem, enquanto ele a abraçava.

—Lembro-me de tudo. — sussurrou.

—Gostaria que não lembrasse. — disse com voz apagada.

—Isso é cruel! — Ela mordeu os lábios, levantando a cabeça para olhá-lo de frente— Tomou tudo de mim.

—Eu queria você a salvo.

Ela virou seus lábios para baixo.

—Entendo o porquê fez, mas como suporta? Sabendo o que tivemos?

Viper tragou fundo e passou as mãos pelas costas para apertá-la mais perto.

—Suporto todos os dias a solidão — disse, sua voz se encrespou — porque sei que está perto. Sei que vive. E isso é suficiente.

Ela moveu a cabeça lentamente.

—Me deixará outra vez… sem um vislumbre de nosso passado?

A voz rouca dela raspou nele.

—Eu… tenho que...

Ela bufou, a boca se estendeu em uma triste zombaria.

—Isto é porque não posso seguir em frente, já sabe. Algo dentro de mim sabe a respeito de você.

— Seguir em frente? — Fechou os olhos, rezando para ter forças— Posso fazer isso também. — Abriu os olhos para encontrar com o constante olhar dela — Posso te liberar.

— Me deixaria ter outro amante? Outro marido? — Embora por dentro gemesse e se agitasse, ele transformou seu rosto em uma máscara.

—Quero vê-la feliz. Segura. — Ela apoiou sua cabeça sobre seu ombro e esfregou sua face nele.

—Hoje é nosso aniversário, não?

Esperando que ela se desse por vencida e optasse por não discutir, como a última vez que ele saiu a procurá-la, ele exalou lentamente — me perdoe. Não te trouxe nada.

—Há outras opções, você sabe, — disse, endurecendo a voz—. Opções que deveria ter o livre-arbítrio de tomar.

—Não pode vir comigo.

— Por que é muito perigoso? Afastou-me de um empurrão pela porta fora do armazém, me expulsando à rua, enquanto você se mantinha dentro.

—Salvei sua vida.

—Sacrificando a nossa. Não tinha direito de tomar essa decisão sozinho.

—Bom agora já está feito. Não há como voltar atrás.

—Claro que pode… continuar vindo é isso.

—Então serei fraco.

Seus dedos relaxaram, e ela levantou a cabeça.

—Poderia me deixar ir com você.

A súplica em seus olhos marrons quase o fez ceder.

—Não pode vir comigo, — repetiu em voz baixa — Não quero que veja no que me converti, como vivo.

—Você é um vampiro. — Apertou o rosto em seu peito. — Deus, realmente existe. Fiquei pensando que havia algo mais…

—Esse clube gótico não é só um lugar para os aspirantes. Os vampiros se alimentam ali. Nem todos eles são agradáveis. Não deveria ter ido ali.

— Por que não pode me fazer uma também? Deixa que fique contigo.

—A transformação é muito perigosa. Muitos morrem ao fazer a mudança. Não me arriscarei com você.

— Não tenho algo a dizer a respeito?

—Mariah… — Levantou a cabeça, obrigando-a a enfrentar seu olhar. Como poderia fazê-la entender? — Morrer não é o pior que pode te acontecer.

Seus olhos e nariz ficaram vermelhos, com o rosto molhado de lágrimas.

—Então, explique. Faça-me entender como pode simplesmente me abandonar.

Ele secou suas lágrimas com os polegares, e a seguir colocou as mãos por debaixo dos braços e a puxou até que seu rosto ficou levantado para ele.

—Sua alma poderia se perder, não fazer a viagem. Se isso acontecesse, teria que te matar. — Ele se obrigou a terminar, impedindo que o desespero se introduzisse em sua voz, apesar do ardor em sua garganta — Eu só… não posso. — Lágrimas caíram em sua face

—Lembro-me do dia em que desapareceu. Eu vi você lá fora. Na calçada.

—Fui atacado, transformado. O anseio de sangue se apoderou de mim. Tive somente o bom sentido para te deixar, para saber que não podia ir até você. Teria te devorado.

— Onde foi?

—Para um covil. Uma orgia. O sangue em baldes. Fartei a mim mesmo, então adoeci mais que um cão.

— E quanto às mulheres? Houve alguém mais?

Apesar de saber que a resposta a machucaria, não quis mentir

—Ninguém que me importasse.

Ela cerrou os olhos.

—Ânsia de sangue, luxúria sexual. Ambas são fomes primitivas e têm que ser alimentadas ou ficamos loucos. Até os amantes mais devotos têm que alimentar-se fora de sua relação. — Ela suspirou e passou a mão pelo rosto

— Não sei se poderia fazer isso. Deixar você estar com alguém mais.

— Vê por que eu a deixei? Por que não te busquei?

— Não pôde não me manter fora? Deixar-me sem minhas lembranças?

—Tinha medo que tratasse de me encontrar. Que não fosse capaz de resistir.

Ela revirou os olhos. Logo, um pequeno sorriso curvou seus lábios apertados.

—Uma vez mais, pensa que é tão irresistível? ‘

Levantou uma sobrancelha.

— Não o sou? Para você?

O humor sardônico brilhava em seus olhos.

—Me tem aqui, nesta cama por uma meia hora. Eu acho que você esta certo. — Deu um profundo suspiro. — Danny, o que acontece agora?

—Temos um pouco de tempo antes que tenha de retornar.

—Como fará? Para eu esquecer?

—vou te beijar. Quando for não se lembrará de mim absolutamente.

—Danny…

— Sim?


— Veio para me ver antes, não? Gosto disso. Não quero ser livre. Se isto for tudo o que temos, só estas poucas horas de… conexão. Eu aceito.

—Não é justo para você.

— Como se sentiria, sabendo que estou neste mundo, mas não esperando por você? Ela não estava pensando em si mesma. A ideia quase o fez chorar.

—Preferiria estar no inferno — murmurou — Mas estou disposto a deixá-la ir. Quero te fazer feliz.

—Eu não estou infeliz. Somente… assexuada. E não me faz falta. Embora sequer saiba por que me sinta assim. Quero estar de novo com você. Por favor.

—Muito bem. — disse com uma voz rouca, apertando sua garganta.

Tinha a cabeça inclinada.

— Fiz esta escolha antes?

—Sim. Um pequeno sorriso se estendeu por seus lábios. —Está bem sei que sou coerente. Ainda é um policial?

—Trabalho disfarçado — pelos riscos. Como poderia lhe explicar que iria a um covil de vampiros agora, rodando ao redor da cama a maioria das noites com anfitriões de sangue e pretendendo fazer amizade com a maioria dos cruéis não mortos? Mesmo sendo uma causa justa? — Está chorando?

—Não quero perder o pouco tempo que temos, chorando, mas sim tenho uma pergunta mais. Onde está minha aliança de casamento?

Viper suspirou e se desenroscou de seu corpo. Ele saiu da cama e alcançou suas calças jeans. Tirou sua carteira, colocou os dedos em um bolso e tirou um estreito círculo brilhante de ouro.

Quando se voltou, levantou a mão e esperou que deslizasse em seu dedo. Encolheu os dedos e levantou a mão aos lábios, dando um beijo. As lágrimas brilharam nos olhos, mas ela sorriu e abriu os braços. Subiu em cima dela, estendendo seu corpo para cobrir cada parte dela.

— Foi a mordida? Foi assim como me lembrei de você?

Ele assentiu com a cabeça quando afastou com ternura o cabelo de seu rosto.

—Parece que não pude resistir nessa parte.

—Nunca venha sem me deixar vê-lo.

—Prometo.

—Faça amor comigo outra vez.

—Posso pensar em qualquer coisa que te faria. Mas se quiser, posso somente te abraçar.

Ela franziu o nariz.

—Nunca foi tão “aconchegante”.

—Amadureci — zombou, fingindo uma leveza de coração que não podia sentir—Estou contente só em te abraçar.

—Bom, eu não, — Ela o puxou para perto e abriu as pernas — me deixe dolorida. Perguntarei-me sobre isto amanhã. Vou pensar que sonhei tudo.

Inclinou-se e a beijou, não querendo pensar em deixá-la outra vez. Esta vez, a urgência não o conduziu. Tomou seu tempo, entrando tão lentamente, que ela se queixou, levantando os quadris para forçá-lo a entrar mais profundo. Fez amor lentamente, saboreando-a, já que esta vez os dois recordariam o muito tempo que tinham estado aqui, abraçados com força. Seus beijos eram os mais doces porque sabiam que teriam que fazer ter importância. Conteve-se, indo mais rápido mais forte. Colocando uma mão entre seus corpos, acariciou o pequeno nó de nervos que disparou diante dele, de modo que podia vê-la gozar. Sua boca se abriu com um grito silencioso, soltou-a, unindo-se a ela, gemendo profundamente com seu corpo e o coração esvaziados nela.

Viper esperou até que abriu os olhos, e seus olhares se reuniram uma última vez. Seu sorriso disse que ela o perdoava, e tocou sua face.

O beijo não precisava, mas ele queria que fechasse os olhos. Ele fechou os seus como capturando uma lembrança atrás de outra, deixando como flashes em sua mente.

Sua primeira reunião na delegacia de polícia onde ela tratou de conseguir por meio de uma entrevista informação a respeito de uma detenção por drogas. Ela o tinha avistado e foi suficientemente aplicada para que o oficial de relações públicas exasperado desaparecesse. A primeira vez que fizeram amor. Uma transa frenética, delirante no assento dianteiro de seu carro quando ele tratou de bancar o cavalheiro e abriu a porta para ela depois de seu primeiro encontro. Quando foram pescar em uma lancha emprestada. Só que eles não tinham pescado nada, salvo a fúria das queimaduras de sol em lugares íntimos.

De seu casamento. Mariah vestida de branco e radiante, quando ela esteve de pé diante do Juiz e disse seus votos em uma ascensão de emoção, ansiosa de pronunciar o que a faria sua para sempre.

Quando por fim acabaram, soluçou uma vez, beijou-a nos olhos fechados e deslizou da cama.

O tenente Moisés Brown esperava fora, seu grande corpo apoiado em seu carro camuflado. Quando viu Viper, se endireitou e jogou fora o cigarro.

—Pensei que poderia te encontrar aqui. Necessita uma carona de volta?

Viper deslizou no assento do passageiro, mantendo o rosto voltado em linha reta. Sem olhar atrás.

— Deixou você ir desta vez, camarada?

Viper assentiu.

—É o melhor. A moça pode seguir adiante com sua vida.

—Sei.

—Temos trabalho a fazer. Com Navarro desaparecido, os nativos estão cada vez mais inquietos. Eles pensam que o território está disponível para qualquer um.



—Suponho que terei que jogar, não?

—Maldição da senhora.

—Não quero falar disso.

—Entendo. Está seguro que não deixou nenhuma pista? Nada que poderia utilizar para ligar fios esta vez?

—Limpei totalmente sua mente. Estou seguro. — Sentindo-se drasticamente pequeno, inclinou a cabeça contra o apoio e fechou os olhos. Então se lembrou. O anel. Não o retirou de seu dedo.

Esticou-se de repente.

— Está bem? Perdeu algo?

Esteve a ponto de dizer a seu amigo que desse a volta. Mas em vez disso, relaxou. Talvez ela ao despertar, e ao encontrar o anel se maravilhasse, mas sem as lembranças que a acompanham, ela podia realmente encontrá-lo? A ideia tentadora foi suficiente para aliviar a tristeza, que pensou não poder suportar. Talvez, desta vez, ela o encontraria.

Era suficiente. Um pedaço de esperança ao que agarrar-se. Sentindo-se mais leve, ele baixou a janela e deixou que a suave brisa afastasse seu mau humor.

—Assim, sobre estes nativos, Moisés. Falamos de presas?



Fim



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