Ética Empresarial uma Reflexão



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Encontro21.07.2016
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Ética Empresarial - uma Reflexão

A ética é a grande questão subjacente para que se afirmem, na sociedade e nas empresas, o primado do saber, a coragem de ser, a determinação de viver cada dia e a esperança para continuar. “ Carlos Saraiva Alves

Comportamentos éticos nas organizações, são urgentes e necessários. Não faltam discursos, há carência de boas práticas. O caminho é longo e a estrada é larga – o futuro constrói-se a andar.

Os problemas da empresa têm duas dimensões distintas: a tecno-económica e a socio-política. E em ambas a ética é espírito e fundação. Com lugar natural na definição da missão da empresa, donde decorrem as finalidades e os valores partilhados. A ética da empresa nasce, reside e afirma-se nas ideias e nos actos concretos dos parceiros em presença, do topo à base. Constitui uma necessidade objectiva – por razões de responsabilidade institucional, para que se possam prosseguir finalidades e alcançar objectivos traçados e por motivos de aprendizagem e inserção social. São valores morais, hábitos, costumes positivos, que se assimilam e integram e têm como finalidade intervir de forma útil na sociedade, actuando para modificar para melhor os comportamentos que devem ser mudados.

A ética não é um conjunto de crenças, nem se resume a consensos políticos eventualmente negociáveis. Um código ético não precisa de ser escrito para existir. Quando existe – escrito ou não escrito, mas evidentemente assumido – o código ético é uma ferramenta estratégica poderosa, que exige saber e competência no exercício da gestão. Serve para exprimir a identidade e a razão de ser, para explicar o que queremos ser e quais as nossas finalidades, para reforçar os comportamentos positivos, para resolver dilemas e gerar auto regulação, para assumir compromissos fundamentais (como queremos fazer, para fazer bem) e para proporcionar credibilidade. O código ético deve abordar, na perspectiva da empresa, o quadro geral de relações – com os colaboradores, com os clientes e com os mercados e mesmo com os accionistas. Também com os concorrentes e, de um modo geral, com a comunidade em que a empresa exerce  influência institucional.

A retomada dos valor dos princípios e da palavra dada, da confiança mútua e da preservação do valor, da continuidade nas relações de mercado e do equilíbrio de interesses das partes, são questões de mais-valia para as quais devemos culturalmente  orientar-nos – nos negócios e nas relações de e com o estado.

Nas sociedades desenvolvidas, o homem é o centro e a medida das coisas. A realidade é antropocêntrica e a liberdade serve para cada um se assumir com visão estratégica, optando pelo estilo de vida, pela organização social e pelas prioridades que mais lhe convenham, prestando o seu trabalho com consciência de interesses e buscando realização na procura dos bens e serviços que mais o beneficiem. Referências éticas para um modelo digno e estável de vida, de futuro e de sociedade, procuram-se activamente em Portugal. 

O mundo em que vivemos precisa de recuperar – a consciência de si, a auto confiança e o optimismo – e os cidadãos que desejam ser, além de prósperos, verdadeiramente livres, terão que se orientar para uma cultura de conhecimento responsável, para uma moral de trabalho e solidariedade e para uma visão da vida com amanhã.


Adaptado de http://www.grupolusofona.pt


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