Tolos são aqueles que preferem aprender com a própria experiência. Eu prefiro aprender com a experiência dos outros



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Comte. Carlos Nardin Lima – CLC



carlos.nardin@gmail.com
Tolos são aqueles que preferem aprender com a própria experiência. Eu prefiro aprender com a experiência dos outros”. Bismark
Boa estrela não se adquire nos bancos de escola e nem por vontade própria. O indivíduo já nasce com ela. Boa estrela não é para quem quer e sim para quem merece. O merecimento é fruto das boas ações que você exerce perante Deus, do respeito às leis divinas e universais, do domínio que você exerce sobre tudo o que  aprendeu na escola e desenvolveu ao longo da sua vida profissional.

Nunca espere que algo aconteça de bom na sua vida  se você não cumprir os requisitos necessários para fazer por merecer. Aplique tudo aquilo que você aprendeu de maneira constante, repetitiva e objetiva.

Formule seus próprios métodos de ação sem se opor à lógica e à técnica recomendada. Use sempre uma alternativa, duas ou mais, toda vez que for executar uma manobra de risco. Se nada disso funcionar é porque o destino o colocou no  percentual de fatalidade que está sempre presente em toda ação humana.

- “Se você estiver no comando de um navio e perceber que corre o risco de perdê-lo, encalhe-o; se perceber que vai encalhar, e não quer que isso aconteça, use os ferros, toda a potência de máquina atrás e evite”.

Não, não sou o autor dessas recomendações. Esses conselhos me foram dados por um Comandante de navios da bacia Amazônica onde eu servi como praticante de Prático no navio “Oyapoque” na linha de Belém, Mosqueiro e Soure. Creio que o meu grande mérito foi não ter esquecido a lição.

Em 1973, assumi o comando do navio petroleiro “Taquipe” da Fronape, que acabara de sair do estaleiro após a revisão bienal obrigatória. Eu não conhecia o navio, mas supus que, tendo saído de uma revisão, estivesse em condições de rodar mais dois anos sem apresentar problemas técnicos de grande envergadura. Enganei-me redondamente.

Saímos do Rio de Janeiro carregados com dez mil toneladas de gasolina direto a São Luis do Maranhão. Que maravilha de viagem... O navio desenvolvia uma velocidade de 11nós e tudo funcionava a contento. Ao dobrarmos o Cabo Calcanhar o navio passou a desenvolver 12.5 nós, encurtando a viagem em praticamente um dia.

Tudo corria bem a bordo. Nossa aterragem  ao farol de Santana e entrada da baia de São Marcos, foi perfeita. O sol começava a se por quando demandamos a baia.

Parecia que estávamos navegando em um navio recém construído, tamanha a eficiência do motor propulsor.

Quando nos aproximamos da Ilha do Medo para demandar o porto de Itaqui, percebemos que as luzes da cidade de São Luis, que estavam por trás da Ilha, passavam a uma velocidade relativa muito grande e fora do normal. Ora, o navio estava desenvolvendo uma  velocidade de 15.5 nós, sob o efeito da meia-maré de enchente. Paramos a máquina e resolvemos reduzir a velocidade usando a força da máquina atrás, mas o inesperado aconteceu: a máquina não partiu. A primeira garrafa de ar comprimido foi usada outras vezes na tentativa de partir o motor movimentando os seus nove cilindros e nada. O motor tossia – como se diz na gíria de bordo - e não pegava. A segunda e última garrafa de ar foi acionada e nada do motor partir.

Quando o telefone do passadiço tocou, eu já previa a notícia catastrófica.

– Estamos sem máquinas Comandante! - anunciou o Chefe de Máquinas.

Deixei o Imediato ao telefone e comecei a pensar o que fazer. Carregamos o leme todo a BB na tentativa de encalhar o navio. O porto de minério da Ponta da Madeira ainda não havia sido construído e, imaginei: se o navio encalhar, quando a maré atingir a preamar sairá incólume, considerando que a amplitude da maré em São Luis é de sete metros ou mais.

Ordenei ao Imediato, que as duas baleeiras fossem preparadas para abandonarmos o navio, caso fosse preciso; todos os tripulantes vestiram seus coletes salva-vida e ficaram na expectativa.

À medida que o navio se aproximava de terra, volta e meia tocava num alto fundo de tabatinga reduzindo de alguma forma a velocidade e o ímpeto da maré de enchente. Ao atingirmos a Ponta da Madeira embicamos  o ferro de BB e fechamos o breque do molinete  de proa. O fogo que saía do molinete ao queimar a lona de freio era comparado a fogos de artifício. Saiu à primeira quartelada, a segunda a sexta a oitava e nada do navio parar. Ao sair a nona quartelada entramos à deriva na enseada do porto de Itaqui, entre a Ponta da Madeira e a Ilha de Guarapirá. A nona quartelada partiu na "casa do Braga" e perdemos o ferro de BB, mas o navio já estava praticamente parado; flutuava, atravessado à corrente em direção à Ilha de Guarapirá.

Nosso receio era que o navio ficasse entre a Ilha e o Porto onde havia uma pedra submersa a quatro metros de profundidade; se isso acontecesse o casco do navio furaria ao tocar na pedra, a gasolina vazaria para o mar e não teríamos como evitar uma catástrofe maior. Estávamos com doze metros de calado e havia pescadores em pequenos caiaques próximos ao porto, com lamparinas acesas e, nesse caso, teríamos forçosamente que abandonar o navio porque a área, por certo, viraria uma fogueira só.

Felizmente o navio atracou suavemente na Ilha de Guarapirá com a proa voltada para o porto. Largamos uma quartelada do ferro de BE – para fixar a proa - e ficamos aguardando o próximo passo da mãe natureza.

 Próximo da preamar a nossa estrela brilhou: o navio saiu se arrastando por fora da Ilha de Guarapirá e passou sobre o fundeadouro, e aí, só tivemos o trabalho de largar oito quarteladas do ferro de BE e segurar o navio. Estávamos sãos e salvos graças aos conselhos do Comandante "Bigodinho", lá  da região Amazônica...

Quando abrimos o motor propulsor, dos nove cilindros apenas um conservava os anéis de segmentos intactos; os demais estavam todos partidos o que impedia que o motor atendesse aos comandos de partida.

Momentos críticos como esse só são comparados a um soldado na frente de batalha. Atira para matar ou morre. Não se pensa em outra coisa a não ser superar as dificuldades que se apresentam no momento. Superstição ou não, "A BOA ESTRELA" sempre ajuda.







Aconteceu no N/T “Quererá”

2OM Evandro Felisberto de Carvalho.



evandro.felisberto@bol.com.br

Eu era o segundo Oficial de Máquinas do N/T “Quererá” e o Comandante um certo Luiz Augusto Ventura em seu primeiro comando. Trinta e um de dezembro de 1973, e o navio estava atracado em Itaqui (MA), descarregando fuel-oil. Saí de divisão às 18:00h.


Tomei banho, jantei e senti que o ambiente a bordo estava muito comportado. Eu queria emoções e antevia um “reveillon” acompanhado de uma jovem e bela morena maranhense.

Calça branca com riscas verticais cor de vinho (última moda), camisa de linho branca muito chic, sapato tipo mocassin branco Samello, um toque de perfume Lancaster comprado na última viagem à Argentina e aí estava eu, sentindo-me um verdadeiro Don Juan dos Mares, tomando o destino de São Luís.

Depois de cruzar com alguns oficiais no corredor, olhados com uma ponta de desdém por preferirem passar o ano novo a bordo, cheguei ao portaló e só então me dei conta de que chovia. Uma chuvinha fina e persistente que não dava sinais de parar. Pensei desistir, mas, como agüentar as piadinhas e o deboche da turma?

Segui em frente, eu e Deus, deixando os “gabirus” para trás.

No cais, o mesmo da carga seca, um navio holandês, com a sua tradicional chaminé preta com uma faixa laranja, descarregava um pó branco que, misturado à chuva que caía, produzia um respeitável lamaçal.

Caminhando pelo cais, pisando em ovos para não sujar o Samello branquinho, cheguei a uma cabine telefônica na esperança de conseguir um táxi. O telefone estava enguiçado. Que fazer? Voltar para bordo, nem pensar...

Consultei o relógio. Faltavam duas horas e meia para a meia noite. Subitamente estanca um ônibus. “Estou salvo” – imaginei. Era o transporte dos estivadores... Sem alternativa, pedi carona ao motorista. Dentro do ônibus, uma total imundície. Fiquei em pé, próximo ao motorista quando começaram a embarcar os distintos passageiros. Todos sujos, com uma camada de pó branco molhada que, misturada ao suor, provocavam um odor insuportável no interior do ônibus.

Depois de ocupados todos os lugares, um estivador sentado no último banco, um negão com 1,90m de altura, verdadeiro “armário”, só de calção, mais parecido com um touro holandês por causa do pó branco impregnado no seu corpo, e que parecia ser o xerife da turma, gritou alto para o motorista seguir viagem. A porta da frente se fechou e o ônibus saiu sacolejando, tentando vencer os buracos da pista.

Agarrado como podia, senti-me pior do que nos caturros do “Quererá” navegando em lastro com mau tempo. Havíamos percorrido apenas uma quadra quando o ônibus encalhou, quer dizer, atolou. Imediatamente o negão gritou:

- Todos descem pra empurrar.

Todos obedeceram imediatamente, menos eu que me fiz de desentendido. Rezei pra não ser chamado. E assim fomos até São Luís, aonde chegamos às 2340h, depois de várias atoladas com o negão pagando geral em cada uma.
Tentando me refazer da atribulada viagem e dando prosseguimento aos meus planos, fui para o Sampaio Corrêa, tradicional clube da cidade. Cisquei para um lado e pro outro e nada. As cartas estavam todas marcadas. Todos pareciam se conhecer.

Resumindo a história: passei o “reveillon” sozinho, num cantinho, cabisbaixo, sorumbático e sem ter arranjado ninguém.

Para não voltar muito cedo pra bordo e ficar ouvindo as piadinhas daqueles despeitados, ainda tive de fazer hora debaixo daquela chuvinha miserável, sentindo a maior falta do meu beliche e daquela mesa farta de bordo que deixei pra trás.

Molhado e esfomeado cheguei no navio sem perder a pose. Vangloriei-me contando uma história fantasiosa e deixando todo mundo boquiaberto - ou fingindo, sei lá...

“Reveillon” em São Luís, nunca mais...

CCMM HOMENAGEIA CHEFE DO ESTADO MAIOR DA ARMADA
O Centro dos Capitães da Marinha Mercante homenageou, no último dia 14, no Hotel Guanabara, no Rio de Janeiro, o Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Julio Saboya de Araujo Jorge.

Compareceram ao evento altas patentes da nossa Marinha de Guerra, dentre elas o Almirante-de-Esquadra Arnaldo Leite Pereira, ex-Chefe do EMFA, nosso sócio honorário, além dos Almirantes de Esquadra Aurélio Ribeiro da Silva Filho, Comte. de Operações Navais e Diretor Geral de Navegação; Álvaro Augusto Dias Monteiro, Comte. Geral do Corpo de Fuzileiros Navais; José Antônio de Castro Leal, Diretor Geral do Pessoal da Marinha; Marcos Vinicius Oliveira dos Santos, Diretor Geral de Material da Marinha e Luiz Umberto Mendonça, Comte. da Escola de Guerra Naval.

Destacamos ainda a simpática presença da Senhora Rose Sabóia, viúva do saudoso Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Henrique Sabóia. Estiveram presentes também Presidente e juizes do Tribunal Marítimo; representantes da armação nacional como o Presidente da Transpetro, Hélio Machado, dirigentes sindicais como o Presidente do Sindmar, Severino Almeida, empresários, representantes de associações de classe e da classe marítima em geral, diretoria e associados do Centro dos Capitães e familiares..

No seu pronunciamento ao homenageado, o Presidente do CCMM, Capitão-de-Longo-Curso Álvaro José de Almeida Júnior, destacou a carreira do Almirante Saboya e analisou que o fato dele ter atingido o alto cargo que ocupa hoje, foi uma conseqüência de sua orientação familiar.

- “O Almirante Saboya pertence a uma família de marinheiros pelo lado materno e de poetas pelo paterno. O resultado dessa interação de DNAs resultou no fascínio pelo mar e no sucesso de sua carreira. Já não existem distâncias. O homem vai até aonde a sua inteligência alcança”- concluiu o Comte Álvaro.

Agraciado com uma placa comemorativa ao evento, o Almirante Saboya agradeceu emocionado.




CCMM HOMENAGEIA SECRETÁRIA DO SINDMAR (SETOR DE APOSENTADOS)


Com a presença de inúmeros associados e convidados, Presidência e Diretoria do Sindmar e seu setor de aposentados, capitaneado pelo nosso colega Mamede, o Centro dos Capitães homenageou, em sua sede, a Sra. Maria Helena Ferraz, ex-secretária do antigo Sindicato dos Oficiais de Náutica da Marinha Mercante e atual secretária do setor de aposentados do Sindmar.

Figura estimadíssima no meio dos oficiais mercantes, Dona Helena incorporou a amiga e às vezes mãe dos jovens oficiais que, ao procurar o sindicato, sempre a encontravam disposta a ajudar e orientar.

Os dizeres da placa oferecida à Dona Helena na ocasião pelo Presidente do CCMM, CLC Álvaro José de Almeida Júnior, é auto-explicativa:

“Helena, o mundo será sempre maravilhoso enquanto nele existirem pessoas como você. Receba do Centro dos Capitães da Marinha Mercante e de todos aqueles que contaram com o seu apoio e incentivo, o agradecimento e o carinho merecidos”.













Aquecimento global abre rota marítima no Ártico.
O derretimento das geleiras do Ártico, um dos efeitos mais evidentes do aquecimento global, está criando novas rotas marítimas no Pólo Norte que poderão derrubar os custos logísticos do comércio mundial, além de impor desafios na estratégia de segurança aos países próximos da região. Grandes empresas internacionais de navegação dizem que já existem condições climáticas de trafegar pelo Ártico durante boa parte do ano e aguardam apenas uma definição sobre a posse das águas para explorar regularmente esses caminhos.

Duas rotas historicamente fechadas para a navegação começaram a se abrir, conforme explica Danilo Ramos, engenheiro brasileiro que ocupa o cargo de gerente de projetos da multinacional francesa CMA CGM, com sede em Marselha. A Passagem Noroeste, sobre o Canadá, que costumava ter não mais de dois meses e meio de rotas navegáveis, hoje se abre ao tráfego marítimo por até cinco meses, viabilizando o transporte regular de mercadorias. A Passagem Nordeste, sobre a Rússia, tinha um período de navegabilidade entre junho e outubro - hoje esse período se estende até dezembro.

O tamanho do impacto da abertura dessas passagens pode ser facilmente sentido em duas ligações de enorme fluxo comercial. A ligação NovaYork (EUA)-Yokohama (Japão), com extensão de 18.560 quilômetros através do Canal do Panamá e de 25.125 quilômetros pela alternativa do Canal de Suez, se encurta para 15.220 quilômetros usando a Passagem Noroeste. Já a ligação Hamburgo (Alemanha)-Vancouver (Canadá), com extensão de 17.310 quilômetros através do Canal do Panamá e de 27.200 quilômetros pela alternativa do Estreito de Magalhães, cai para 13.770 pela Passagem Nordeste.

No entanto, o maior obstáculo para que essa região entre no mapa da navegação está na disputa territorial. O derretimento do Ártico terá implicações econômicas e também na área de segurança. Rússia, Canadá, Dinamarca, Noruega (que detém a Groenlândia) e Estados Unidos (pelo Alasca) são os principais países afetados.

O potencial de conflito diplomático não é pequeno, uma vez que a Rússia sempre se considerou dona do território – antes gelo, agora oceano, que por definição é neutro durante boa parte do ano.

Fonte: Valor Econômico.


Galileo”, o gps europeu
Com o fornecimento de posição com precisão de poucos metros, informações úteis a usuários dos mais variados setores como localização de veículos e pessoas, roteiros, itinerários, controle de velocidade, ajuda a deficientes, busca de suspeitos, controle de fronteiras, obras públicas, busca e salvamento, indicação de direção no mar ou em montanhas... Assim será o sistema de satélites de posicionamento global da Europa, de uso civil, concebido para ser uma alternativa independente ao GPS (Global Positioning Satellite) e ao russo GLONASS (Globalnaya Navigatsionaya Sputnikpvaya), ambos militares e os únicos em operação até agora.

Os EUA se opuseram por algum tempo ao Galileu, com a argumentação de que o sistema poderia servir a propósitos terroristas, mas a reação européia foi intensa e, com a adesão da maioria dos países da União Européia e de outros países não europeus, o projeto está se concretizando.

Já foram lançados dois satélites do sistema e o segundo deles, Giove-B, transmitiu com sucesso os primeiros sinais de rádio, no último dia 07/05, que vão ser usados como base para a navegação européia por satélite.

O sistema de navegação deverá ser testado em condições reais, ainda este ano, com a entrada em órbita dos quatro primeiros satélites na fase denominada IOV (In Orbit Validation).

Recentemente o Reino Unido anunciou um acordo entre a União Européia e os Estados Unidos para a interoperabilidade dos sistemas GPS e Galileo.
Embarcação movida a hidrogênio.


A primeira embarcação comercial do mundo movida a hidrogênio começou a operar no porto de Reykjavik, capital da Islândia. Trata-se de um barco de 130 toneladas, o “Elding”, raio em islandês, impulsionado por um poderoso motor elétrico movido a hidrogênio, capaz de desenvolver em torno de 40 nós.

O motor elétrico não faz barulho como as máquinas convencionais e por isso foi instalado em um barco que leva turistas para observar baleias em alto mar. O silêncio facilita a aproximação das baleias com outra grande vantagem: sem risco de poluição das águas por óleo.

A Islândia, localizada numa ilha repleta de vulcões, tem condições de produzir hidrogênio a baixíssimo custo já que a energia usada na produção do combustível vem da terra na forma de água em vapor a 350º C.

Até 2050 a Islândia pretende ter todos os veículos, na terra e na água, movidos a hidrogênio.

Fonte: globo.com


  Gerências marítimas internacionais advertem para crise sem precedentes de tripulantes.
A crise de tripulações enfrentada pelo setor marítimo vai ficar pior ainda, advertem alguns dos maiores gestores marítimos do mundo, reunidos na Conferência Marítima do Lloyd’s List 2008 em Cingapura.

“Dizer que a indústria marítima está para enfrentar uma crise sem precedentes em termos de qualidade e do número de marítimos é uma sub-avaliação. A crise já está implantada”, disse o Diretor de Recursos Humanos da V-Ships na Conferência.

O grande crescimento da encomenda de navios no mundo é motivo de preocupação na medida em que não se sabe ao certo como eles serão devidamente tripulados.

Para um dos conferencistas o cenário é assustador já que estão sendo construídos 10000 navios e serão necessários 400000 marítimos.

"Nós não sabemos como vamos obter os recursos humanos para satisfazer essa expansão”, argumentou ele.

Com relação específica à frota de navios de LNG, a primeira a enfrentar uma grave penúria de oficiais, foi revelado que uma frota de 384 navios esperada para 2011, necessitará de 2412 oficiais comparados aos 1098 que são necessários hoje.

Nessa expectativa chegou-se à conclusão: “A segurança da frota de LNGs tem sido excelente, mas por quanto tempo?”, ficou a pergunta.

Derrubada exigência de idade mínima para aposentadoria.

Idade mínima não pode mais ser exigida junto com o tempo de contribuição para a concessão de aposentadoria voluntária integral por tempo de serviço no Regime Geral da Previdência Social. O entendimento foi pacificado pela Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU) na sessão de quinta-feira (23/4).


O relator, juiz federal Edilson Pereira Nobre Júnior, explicou que a Emenda Constitucional 20/98 ofertou aos segurados já filiados à Previdência antes de 16 de dezembro de 1998 uma regra de transição com idade mínima de 53 anos para homem e 48 para mulher. Mas, para quem ingressa no sistema após a emenda, é possível aposentar-se com 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulher), independentemente do requisito etário, conforme o artigo 52 da Lei 8.213/2001, que trata da aposentadoria.
"Com a derrubada do dispositivo que previa a idade mínima nas regras permanentes e sua manutenção apenas na regra transitória, criou-se uma situação esdrúxula, especialmente diante da possibilidade de opção pela aposentadoria de acordo com a regra permanente ou temporária", disse o juiz.

Ele ressaltou que, ao se optar pela regra temporária, o segurado necessita atender ao requisito de idade mínima e do pedágio. Já pela regra permanente, não há idade mínima nem pedágio. "Neste quadro, restou esvaziada a regra temporária, a não ser no caso da aposentadoria proporcional, pois nenhum segurado irá optar pela regra temporária", afirma em seu voto.

A decisão uniformiza a jurisprudência entre as turmas recursais de todo o país para que prevaleça o entendimento de que não se faz necessária, para a concessão de aposentadoria voluntária integral por tempo de serviço/contribuição pelo Regime Geral da Previdência Social, a exigência de idade mínima concomitante ao tempo de serviço previsto no artigo 201, parágrafo 7º, inciso I da Constituição Federal.
Fonte: Revista Consultor Jurídico, 26 de abril de 2008.
Construção naval a todo vapor
          A  segunda  etapa  do  Programa de Modernização e Expansão da Frota  (Promef)  prevê a construção de 16 navios, que se somam aos 26 da primeira orçada em US$  2,48  bilhões pela Transpetro. Nos documentos da nova política industrial, as ações para a indústria naval arrolam  também  a criação de um fundo de garantia, para cobrir risco de crédito  e  o  Programa  de  Renovação da Frota de Apoio  Marítimo (Prorefam), que  prevê a construção de outras 146 embarcações em seis e anos.                                    
          A primeira  encomenda, de 24 barcos de apoio, deve sair ainda este mês, conforme  anunciou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. As  metas  de nacionalização chegam a 75% nas embarcações de apoio, partindo  de  65%  nos  petroleiros. Só para os barcos de apoio, serão  necessários 73 mil trabalhadores na fase de construção e mais três mil tripulantes para a operação. 








Recebemos, por e-mail, as seguintes manifestações com relação ao artigo “Portos Brasileiros, fortalezas vulneráveis” publicado no último número.

Minhas sinceras congratulações pelo texto. Firme, contundente e rico. Em emoções, inclusive.

Gostaria de reproduzi-lo em nosso próximo número da UNIFICAR.

Saudações marinheiras,
Severino Almeida – Presidente do Sindmar (Rio/RJ)

  

     Parabéns pelo artigo-manifesto. Parabéns tbm pela qualidade do Boletim.

     Abrç fraterno.

                    Wcollyer (Florianópolis/SC)

Parabenizo-o pelo excelente artigo "PORTOS BRASILEIROS, FORTALEZAS VULNERÁVEIS". Vamos fazer a nossa parte. Estaremos enviando para diversas Autoridades Portuárias, alguns parlamentares e para o Ministro Pedro Brito. Felizmente os portos do Maranhão, são até tranqüilos neste aspecto. Bastando para isto, que o Agente cumpra os procedimentos recomendados.

Um forte abraço,
Rui Florêncio (São Luís/MA)

Muito boa a sua matéria sobre o desrespeito com os


marítimos.

Um forte abraço,


Marco Aurélio – Comandante do GLP “Grajaú” – Em viagem

Gostaria de parabenizar o senhor e equipe do Boletim Informativo do Centro dos Capitães, pelo relato "PORTOS BRASILEIROS, FORTALEZAS VULNERÁVEIS". Fato que vem ocorrendo nos portos Nacionais.


É revoltante o que está ocorrendo nos portos Nacionais com relação ao assunto abordado no Boletim Informativo.
Seria bom que este Boletim chegasse aos "PFSO" dos Portos Nacionais.
Parabéns! SDS
Roger Arero – Comandante do N/T “Marta” – Em viagem
















Encontra-se à disposição dos associados e não associados no CCMM o primeiro volume do livro “História da Marinha Mercante Brasileira”. Este volume, que abrange o período de 1822 a 1945, é uma coletânea de textos de renomados historiadores que trataram do assunto em diversos períodos da nossa história. Leitura imperdível para quem quer conhecer mais a fundo a nossa história comercial marítima. O autor do livro é o nosso colega CLC Alberto Pereira de Aquino, com participação do CLC Carlos Eugênio Dufriche e o importante apoio logístico e financeiro da Diretoria de Portos e Costas.

Também pode ser encontrado no CCMM o DVD com o Hino da Marinha Mercante Brasileira recentemente oficializado pela Marinha do Brasil. O Hino, de autoria do CLC Álvaro José de Almeida Júnior e CLC Francisco César Monteiro Gondar, é interpretado pelo coral do CIAGA e tem sua gravação legendada e apresentada em um fundo de belas imagens alusivas à letra.

Colabore e visite o Centro dos Capitães.












You can lead a horse to water, but you can’t make it drink”.



(You can show someone the truth or give someone an opportunity, but you cannot force them to think.)
“Você pode levar um cavalo para beber água, mas você não pode forçá-lo a bebê-la”.

(Você pode mostrar a verdade a alguém ou oferecer-lhe uma oportunidade, mas você não pode forçá-la a pensar).












TEM MULHER QUE VIRA ECOLOGISTA SÓ PARA BOTAR UM GALHO NA CABEÇA DO MARIDO”.



Príncipe Charles

Responsável pelo Boletim Informativo:

CLC Luiz Augusto Cardoso Ventura

venturalac@yahoo.com.br

Diretor do CCMM
Av. Rio Branco, 45 – 507/508 – CEP 20090-003 – Rio de Janeiro/RJ

Tel. (21) 2253-4623 Fax (21) 2518-1638 centrocapitaes@radnet.com.br




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