Tom de festa ’09 19º Festival de Músicas do Mundo acert tondela 14 a 18 Julho’09



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DOSSIER IMPRENSA | TOM DE FESTA’09


TOM DE FESTA ’09
19º Festival de Músicas
do Mundo ACERT
Tondela
14 a 18 Julho’09






Todos os caminhos vão dar à ACERT (até no Google!)

Nenhuma edição do Tom de Festa é uma repetição mecânica de uma fórmula a que o público já se habituou. Pelo contrário, trata-se de uma espécie de mapa em que caminhos distintos nos conduzem a lugares sempre novos e surpreendentes.

Com ou sem GPS, trilhamos percursos desconhecidos e alternativos, situados algures à margem das rotas convencionais. No horizonte começa a delinear-se uma paisagem musical iluminada por um pôr-do-sol que, com as suas diversas tonalidades artísticas, nos maravilha os olhos e os sentimentos.

Ao longo da viagem cruzamo-nos com o poeta – também ele errante e destemido. Sem precisar de bússola, orienta-se pelo escorrer das palavras, soltando azimutes muito para lá das geografias:

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...” 1
Quem se mete por atalhos mete-se em… aventuras e afectos. Adoptando a imaginação como instrumento ao longo desta viagem, formámos a equipa que planeou, programou, arquitectou e animou o Novo Ciclo ACERT e Tondela. O substantivo que nasceu de todos estes verbos, “encanto”, promete dar um toque (ou muitos toques!) genuíno a uma Festa repleta de Tons.
Todas as noites se tornam únicas para aqueles que fazem da criação artística um ritual de comunicação. Organizadores, apoiantes e espectadores sobem a bordo do mesmo navio musical e poético, unidos pelo desejo de viver cada um dos dias do Festival como se fossem amanhãs.
Tantas são as culturas entrelaçadas no programa que “o longe se faz perto”. Neste grande acontecimento, as magias navegam sem cerimónias e os participantes antes desconhecidos deixam de o ser, porque:

… o feitiço da música une!

… as palavras sentidas congregam!

… os momentos bem vividos apaziguam!


Façamos, assim, a nossa entrada num salão de festas onde a lua também habita. Sem esquecer que cada caminho tem outro valor quando, para o descobrir, cortamos as ondas sem desanimar:
Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.” 1

Bom Tom de Festa…
sem GPSs nem bússolas!

PROGRAMA TOM DE FESTA
19º Festival de Músicas do Mundo ACERT
Tondela, 14 a 18 de Julho de 2009

Dia 14 de Julho - terça-feira

19.00 h

Abertura do Festival e Visitas às Exposições

19.00 h / Jardim ACERT

Dixie Gringos Jazz Band (Portugal)

21.30 h / Local - Rotunda do Emigrante, R. Comendador Alberto Cardoso Matos e R. Dr. Teófilo da Cruz

Pinóquio acorda e procura a Festa *

22.30 h / Jardim ACERT

Espaço Cinema “Música, Moçambique!” de José F. e Costa

23.30 h / Jardim ACERT

Dixie Gringos Jazz Band (Portugal)




Dia 15 de Julho - quarta-feira

15.00 h – 18.00 h / Jardim ACERT

Oficina de Cerâmica

18.00 h / Auditório 2 ACERT

Espaço Cinema “Sessão Preservação do Meio Ambiente”

19.00 h 22.00 h/ CSCDRC - Carvalhal

Oficina de Bombos

19:00 h / Pátio ACERT

Tertúlia Jam’in Tondela

21.00 h / Local - R. Dr. Teófilo da Cruz, R. Comendador Alberto Cardoso Matos, R. João Cardoso

Pinóquio come e continua a procurar *


22.00 h / Auditório Ar Livre

Spok Frevo Orquestra (Brasil)

24.00 h / Palco Jardim ACERT

Trio Cosacco (Itália)

com Jean-Marc Dercle






Dia 16 de Julho - quinta-feira

15.00 h – 18.00 h / Jardim ACERT

Oficina de Madeiras

18.00 h / Auditório2 ACERT

Espaço Cinema “Sessão Vasco Granja

19.00 h 22.00 h/ CSCDRC - Carvalhal

Oficina de Bombos

21.00 h / Local - Recinto da Feira

Pinóquio sonha e assusta-se *

22.00 h / Auditório Ar Livre

Stewart Sukuma (Moçambique)

com participação especial de Luís Represas



23.00 h / Auditório Ar-Livre

Chico César (Brasil)

24.00 h / Palco Jardim

Lamatumbá (Espanha)




Dia 17 de Julho - sexta-feira

15.00 h – 18.00 h / Jardim ACERT

Oficina de Têxteis

18.00 h / Auditório 2 ACERT

Espaço Cinema “Sessão João Bénard da Costa

19.00 h 22.00 h/ CSCDRC - Carvalhal

Oficina de Bombos

19.00 h / Pátio ACERT

Lançamento Público “Mapa Etno-Musical de Portugal

21.00 h / Local - Rotunda do Atlantic Park, junto ao Ciclista “Caramulo”

Pinóquio adormece junto ao amigo *

22.00 h / Auditório Ar-Livre

Júlio Pereira (Portugal)

23.00 h / Auditório Ar-Livre

Bassekou Kouyate (Mali)

24.00 h / Palco Jardim

Kasai Masai (Congo)




Dia 18 de Julho – Sábado

18.00 h / Pátio ACERT

Leilão de Arte 30x30

21.00 h / Início nas Ruas de Tondela - Termina na ACERT

Arruada “TocáRufar


21.00 h / Local - R. Dr. Ricardo Mota e Recinto do Novo Ciclo ACERT

Pinóquio faz-se convidado para a Festa *

22.30 h / Auditório Ar-Livre

Dobet Gnahoré (C. Marfim)

23.30 h / Auditório Ar-Livre

Mundo Cão (Portugal)

00.30 h / Palco Jardim

Lafra (Croácia, Hungria, Bulgária e Sérvia)




Exposições

Restaurante Novo Ciclo

Exposição 30x30
Organização Projecto Identidades

Galeria Novo Ciclo

Artesanato Contemporâneo

Espaço ACERT

Cultures” de Jakub Nepras

Vídeo Arte – Colab. Arthobler.com






Outras Actividades no Festival

Jardim ACERT

Mercado de Artesanato Contemporâneo




Feira de Troca de Livros




Espaço Criança

2 restaurantes no espaço

Gastronomia

* A FANTÁSTICA AVENTURA DE UMA CRIANÇA CHAMADA PINÓQUIO
Co-produção: CCTAR/Imaginarius – Trigo Limpo teatro ACERT, com a participação do Trio Cosacco

De 14 a 18 de Julho
Todos os dias do Tom de Festa em locais diferentes da cidade

A FANTÁSTICA AVENTURA DE UMA CRIANÇA CHAMADA PINÓQUIO


Co-produção: CCTAR/Imaginarius – Trigo Limpo teatro ACERT, com a participação do Trio Cosacco

PORTUGAL

Não, não é mentira: o Pinóquio abre com solenidade o Tom de Festa sem que o nariz lhe cresça… e está desejoso de chegar ao Novo Ciclo ACERT antes do fim do Festival!


O Teatro de Rua ganha dimensão de Poesia nesta original intervenção no quotidiano das comunidades que chega agora ao Tom de Festa.



Dia 14 – 21:30

Rotunda do Emigrante, R. Comendador Alberto Cardoso Matos, R. Dr. Teófilo da Cruz



PINÓQUIO ACORDA E PROCURA A FESTA
Dia 15 – 21:00

R. Dr. Teófilo da Cruz, R. Comendador Alberto Cardoso Matos, R. João Cardoso



PINÓQUIO COME E CONTINUA A PROCURAR


Dia 16 – 21:00

Recinto da Feira Semanal



PINÓQUIO SONHA E ASSUSTA-SE
Dia 17 – 21:00

Rotunda do Atlantic Park, junto ao Ciclista “Caramulo”



PINÓQUIO ADORMECE JUNTO AO AMIGO
Dia 18 – 21:00

R. Dr. Ricardo Mota, Novo Ciclo Acert



PINÓQUIO FAZ-SE CONVIDADO PARA A FESTA

O projecto nasceu de um aliciante convite dirigido pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua/Festival Imaginarius ao TRIGO LIMPO teatro ACERT. Em causa estava a concepção, construção e manipulação de um engenho cénico de madeira ambulante, com sete metros de altura, inspirado na figura do Pinóquio.

Depois de agigantar dois brinquedos tradicionais de madeira (o ciclista e o passarinho), a companhia ACERTina voltou assim a surpreender com este novo projecto, que deu vida a mais uma personagem do imaginário colectivo. No Festival Imaginarius (local da estreia do espectáculo), o Pinóquio demonstrou a sua capacidade de interagir com os outros criadores e elementos da comunidade.

A imagem do nosso protagonista, baseada nas primeiras ilustrações de Attilio Mussino, foi feita em conjunto com Nico Nubiola e Carlos de la Madrid. Estes dois escultores espanhóis trabalham com diversos grupos e que já colaboraram com a ACERT noutras produções.

A direcção artística cabe a elementos do Imaginarius (Renzo Barsotti) e do TRIGO LIMPO (Pompeu José e José Tavares). Por seu turno, membros do Teatro e Marionetas de Mandrágora deram apoio ao estudo de movimento e manipulação do boneco.

Depois da estreia e de uma visita a Ovar, onde se deliciou com um belo pedaço de pão-de-ló na Feira dos Doces, o Pinóquio vai estar no Tom de Festa entre 14 e 18 de Julho acompanhado pelo Trio Cosacco, de Itália. Venha descobrir esta infância escondida em cada um de nós.

O Pinóquio sugere-nos, a nós adultos, a necessidade de recuperar, com coragem, a capacidade de imaginação, fantasia e sinceridade da nossa infância.” Renzo Barsotti

http://www.acert.pt/pinoquio/

Direcção Artística - Renzo Barsotti, Pompeu José e Zetavares

Escultura - Nico Nubiola e Carlos de La Madrid | Ajudante - Juan Carlos Sagarra

Direcção de Construção - Pompeu José

Apoio á Manipulação - Teatro e Marionetas de Mandrágora

Equipa de Manipulação - Ana Pontes, Anna Carvalho, Saphir Cristal, Cláudia Medeiros, Daniela Madanelo, Catarina Caetano, Marco Rosa, Pedro Mendes, João Duval, Brais Moran, Ilda Teixeira , Pompeu José, Rui Ribeiro

Serralharia - Metalúrgica do Eucalipto, Rui Ribeiro

Mecanismos, Luz e Som - Luís Viegas

Apoio Técnico - Renato Figueiredo

Figurinos - José Rosa


14 Julho - 3ª feira, 19:00 e 23:30, Jardim ACERT
DIXIE GRINGOS - JAZZ BAND


PORTUGAL

A cumplicidade entre os instrumentistas deste ensemble, aliada a uma capacidade de improvisação única, está na base do entusiasmo admirável que os tem acompanhado ao longo do seu percurso.


Nas actuações desta banda pulsam as mais puras raízes do jazz, partilhadas num exercício de grande comunicação com o público. Contemos, porém, a história que se esconde entre as pautas musicais.

Decorria o ano de 2000. A viragem do século e o início de um novo milénio pareciam anunciar algo completamente novo. E assim aconteceu: na pacata aldeia de Taveiro, um grupo de músicos decidiu experimentar um estilo diferente, dotado de uma forte componente formal e harmónica que estava subjacente à formação de cada um.

Se esta foi a abordagem inicial, cedo o colectivo enveredou pela eloquência dos ritmos africanos e pela versatilidade do jazz – género que, nascido nos EUA, veste as roupagens de diferentes gentes e culturas.

O percurso musical do grupo conta com diversas actuações pelo país e pelo estrangeiro: “Matosinhos em Jazz”, “I e II Encontros de Dixieland de Coimbra”, “Festival Praia Blues da llha Terceira nos Açores”, “Festivais Internacionais de Dixieland de Cantanhede” e “Festival internacional Happy Jazz Lisboa”.

Estes jovens músicos conquistaram ainda o segundo lugar no concurso internacional de bandas de rua “Haizetara”, em Amorebieta-Etxano (Espanha), promovendo uma série de concertos nessa região. Entre todas estas actividades, vão perpetuando o estilo de New Orleans em festas, bares, animações de rua, entre outras iniciativas, fazendo acompanhar a música de uma grande alegria, dinâmica e sentido de humor.

www.myspace.com/dixiegringos



Adriano Franco - Trompete

Filipe Lúcio - Bombo

Gabriel Lopes - Banjo

Hugo Costa- Tuba

João Silva - Sax Tenor

Pedro Santos - Trombone

Ricardo Barros - Clarinete

Rui Lúcio – Bateria



15 Julho - 3ª feira, 22:00 (Aud. Ar-Livre)
SPOK FREVO ORQUESTRA


Brasil

“O Frevo está para o Capibaribe como o Jazz para o Mississipi”. Palavras do prestigiado músico do Nordeste do Brasil, Zé da Flauta, que assim caracteriza o som desta Orquestra. Eis a nossa frase: uma big band arrebatadora e inovadora que se apresenta pela primeira vez em Portugal!



Formada por 18 músicos, a Orquestra surgiu em 1996, disposta a abrir o seu estilo a uma prática típica do jazz: o solo dos instrumentistas ou, segundo o maestro Spok (nome artístico de Inaldo Cavalcanti), “liberdade de expressão”.

“Uma coisa que sempre notei no frevo foi que o músico nunca teve oportunidade de se expressar; limitava-se a tocar o que o compositor escrevia na partitura”, declarou. E não sem acrescentar que “o frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”.

Não é, então, por acaso que os músicos abusam dessa liberdade em improvisos com influência jazzística. O objectivo prende-se com a proposta de dar às melodias um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas.

Inicialmente com o nome de “Banda Pernambucana” – porque formada precisamente para acompanhar os artistas desta região –, o grupo reapareceu como “Orquestra de Frevo do Recife” e, em 2003, como “SpokFrevo”.



www.spokfrevo.com.br
www.myspace.com/spokfrevo



Spok- Sax Alto

Kebinha - Sax Alto

Gilberto Pontes - Sax Tenor

Edson Faro - Sax Tenor

Marcone Túlio – Trombone

Marcilio Barbosa – Trombone

Flavio Souza – Trombone

Cleber Silva - Trombone Baixo

Pêto - Trompete, Flugel Horn

Germerson Netto – Trompete

Jailson Silva – Trompete

Alexandre Rodrigues (Papa Légua) – Trompete

Renato Bandeira – Guitarras

Hélio Silva – Contrabaixo

Dedé – Percussão

Adelson Silva - Bateria, Percussão

Augusto Silva - Bateria, Percussão





15 Julho - 4ª feira, 24:00 (Jardim ACERT)

Trio Cosacco com Jean-Marc Dercle
Itália

Um grupo que alia as qualidades de composição e de execução, que normalmente caracterizam a música de concerto, com a energia e a simplicidade da música do circo ou popular.


O repertório compreende, alem das músicas originais de inspiração “circense”, também arranjos “de rua” de peças de música clássica, de música de cinema e de antigas músicas populares de vários lugares de mundo, desde antigos tangos argentinos até as “tarantellas” italianas, desde a canção de Nápoles e da Sicília até aos autores de textos de canção italianos, e tudo aquilo que os inspira e que acham que o público pode gostar.

Um grupo de músicos com um talento e uma experiência extraordinários. Clarinete, acordeão e percussão unem-se numa onda de energia que envolve o público e o faz dançar, chorar ou pensar.

Neste Tom de Festa é acompanhado por um excelente músico francês, residente em Portugal (faz parte do colectivo Orquestrada), que toca um instrumento muito especial, o baixo feito de um balde, uma corda e um pau.


Alessandro Federico – Clarinete

Daniele Mutino – Acordeão

Umberto Vitiello – Bateria e Percussão

Jean-Marc Dercle – Contra-Balde



16 Julho - 5ª feira 23:00 (Aud. Ar-Livre)

CHICO CÉSAR c/ banda


Brasil

Seis anos após o seu inesquecível concerto no Tom de Festa, este grande vulto da música brasileira está de volta a Portugal, na digressão em que apresenta o seu novo disco… e porque não um livro também?


Mudam-se os tempos, mas não as vontades: o espírito das festas populares nordestinas (Carnaval e festejos juninos), a alegria da música e a força dos ritmos continuam a pulsar, como sempre, no fascinante trabalho de Chico César. “Francisco Forró e Frevo”, uma espécie de bilhete de identidade artístico, parece resumir bem o autor e a obra, marcada por um invariável regresso às raízes.

Esta música ímpar mistura-se com bits universais. O xote funde-se com o reggae, enquanto o frevo pisca o olho ao ska e associa as linguagens das orquestras pernambucanas com a guitarra baiana dos trios eléctricos de Salvador. Revisitamos, assim, os anos setenta, sob a égide da folia de Dodô e Osmar.

Para encontrar esta universalidade feita música, Chico convidou BID, com quem divide a produção do álbum, e Mário Caldato Jr, responsável pela mistura. O tempero nordestino ficou por conta de músicos da Paraíba, Bahia e Pernambuco, entre os quais o grande Armandinho e o seu pau eléctrico (homenageado no disco) e Spok e a sua orquestra (representando a renovação do género pernambucano).

A voz de Claudionor Germano – verdadeiro mito que, hoje como ontem, canta com voz firme – descobre-se entre o rol de convidados. Já Dominguinhos empresta o seu talento e sanfona à música “Deus me Proteja”, enquanto Seu Jorge interpreta “Dentro”.

O disco é praticamente composto por músicas inéditas, à excepção de uma regravação: “Marcha da Cueca”, do já falecido e também paraíbano Livardo Alves. Apelando ao mesmo tempo a uma dimensão regional e internacional, tanto se encaixa nas ruas como nas pistas de dança, prometendo contagiar tudo e todos com a alegria do espírito nordestino.

Um espírito que, sem dúvida, espreita a cada página do novo livro de Chico César, Cantáteis – Cantos elegíacos de amozade, que será lançado no dia 16 às 19:30, no Pátio ACERT.



www2.uol.com.br/chicocesar/
www.myspace.com/chicocesar

Chico César - Voz, Violão, Guitarra


Xisto Medeiros – Baixo
Priscila Brigante – Percussão
Guegue Medeiros – Bateria
Ricardo Prado - Accordeon, Teclado

16 Julho - 5ª feira 22:00 (Aud. Ar-Livre)

STEWART SUKUMA


Moçambique

Participação especial de Luís Represas


Música moçambicana tradicional e contemporânea com uma instrumentação revolucionária. O resultado é o som enérgico de “Afro/Pop/Jazz”, um género tão improvável como aliciante. Nesta apresentação contará com a participação especial de Luís Represas.


Nascido em Cuamba, uma pequena vila na província moçambicana de Niassa, Sukuma ganhou a sua primeira guitarra num evento de caridade. Em 1997, cinco anos após o fim da guerra civil no país, gravou o seu primeiro álbum, “Afrikiti”, abrindo caminho a que muitos artistas seus conterrâneos enveredassem pelo mesmo caminho.

Desde então, realizou digressões pela Europa, África, Estados Unidos e Caraíbas, apresentando-se em festivais importantes como “Beat Apartheid!” ou “Houston International Festival”, ao lado de lendas como Miriam Makeba, Hugh Masekela, Abdullah Ibrahim, Gilberto Gil, Jimmy Dludlu, Mike Del Ferro, entre outros.

A qualidade do seu trabalho foi de tal forma consensual, que a revista “Bilboard” de 7 de Junho de 1997 não hesitaria em considerá-lo ao mesmo nível de Papa Wemba e de outros músicos africanos consagrados.

Em Novembro de 2007, lançou seu último CD, “Nkhuvu”, que significa “Celebração”. Um título em tudo indicado a um trabalho que contou com a colaboração de grandes músicos, como Lokua Kanza, Jimmy Dludlu, Bonga, Artur Maia e Elizah, para além de muitos outros. Neste álbum, Sukuma canta em português, inglês, shitswa, ekoti, shangana, gitonga, ciyao e shimakonde – idiomas que, na sua maioria, nunca haviam estado presentes num disco moçambicano. Inspirando-se nas línguas bantu, provenientes de várias partes de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, captou de forma fascinante a voz da Luso-África.



www.myspace.com/stewartsukuma

Stewart Sukuma - Voz e Guitarra

Stélio Zoe - Bateria

Nelton Miranda - Baixo

Antonio Firmo - Guitarra

Emerson Miranda - Teclados

Florinda Cambula - Voz

Sizaquel Matchombe - Voz

Nelson Lifanica - Djembe & Congas

Nando Morte - Timbalas & Ngoma


16 Julho - 5ª feira 24:00 (Palco Jardim)
LAMATUMBÁ


Espanha

Um dos principais expoentes da música galega, que atravessa os mundos musicais impostos pela contemporaneidade.


Têm por lema comunicar, fazer desfrutar amores “encobertos”, cantar e dançar. Imbuídos dos ritmos e interpretações que a festa transporta para o palco, estes músicos adoptam-na como bandeira, em concertos cujo cartão-de-visita é, sem dúvida, o sorriso.

Após dois anos de digressões ininterruptas com o trabalho discográfico “Lume (para que saia o sol)”, produzem agora o seu mais recente CD.

A filosofia musical de Lamatumbá está bem patente nas palavras com que o grupo se apresenta:

“Abriga-te connosco da chuva, perde o medo da trovoada. Desfruta, canta, baila e sorri. Estás convidado, my friend… estás convidada, meu bem… E, se chover, que chova…”



www.lamatumba.com/
www.myspace.com/lamatumba2007


Sergio “Trosma” - Voz e Assobios

Iván “Paquito De” Varela - Sax

Nico “Gorrión” - Trompete

Anxo “Gafots” - Sax, Clarinete

Puntxa - Percussão

Txitxas - Bateria

Pedro “Perdidito” - Baixo

Rafa “Abuelo” - Guitarra

Tonhito “Moucho” – Guitarra




17 Julho - 6ª feira 22:00 (Aud. Ar-Livre)

JÚLIO PEREIRA


Portugal

O mais reconhecido multi-instrumentista português revela o talento com que, ao longo da sua carreira, tem tornado a música portuguesa cada vez mais cosmopolita.


Apresenta-se no Tom de Festa com um concerto surpreendente. No seu disco “Geografias” (2007), onde regressa ao seu instrumento de eleição – o bandolim – é acompanhado por Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Miguel Veras (viola), contando ainda com a participação de Sara Tavares e Marisa Pinto. Trata-se, acima de tudo, do cruzamento de um leque de instrumentos com a obra plástica de Salomé Nascimento, que assina a belíssima capa do disco.

Ao longo de trinta anos de vida artística, Júlio Pereira tem-se norteado por parâmetros que adoptam como referência a universalidade das manifestações culturais. No entanto, esta tendência não contraria a importância do seu trabalho no âmbito da música tradicional portuguesa e da componente étnica dos sons. O artista sempre procurou, pelo contrário, incorporar a dimensão tradicional nas correntes estéticas que marcam a(s) contemporaneidade(s).

Desta forma, as suas obras – materializadas em mais de dez discos de longa duração – começaram por reflectir a relevância da inovação musical dos anos sessenta e setenta, centrando-se num esforço de recuperação de sonoridades de natureza tradicional. O músico revisitou instrumentos “quase perdidos”, em obras como “Cavaquinho” (1981), “Braguesa” (1982) e “O meu bandolim” (1992).

A partir da década de noventa, verifica-se uma clara tentativa de associar esses sons a novas soluções acústicas, como “Rituais” (2000) documenta de modo paradigmático. Já no álbum “Faz-de-conta”, onde visita nomes sonantes da literatura portuguesa (como Eugénio de Andrade e Vinicius de Moraes), dá-se a conhecer em toda a sua selectividade poética.

De referir é igualmente a sua íntima ligação a José Afonso, a partir de finais dos anos setenta, bem como a sua participação em projectos com Pete Seeger e The Chieftains. A impressão digital da sua experiência e talento está também patente na centena de discos em que interveio como instrumentista, orquestrador ou produtor. Tudo isto nos permite situar Júlio Pereira como figura incontornável da música portuguesa da segunda metade do séc. XX.

www.myspace.com/geografias
http://www.myspace.com/juliopereira





Júlio Pereira - Bandolim

Sofia Vitória - Voz e sintetizador

Miguel Veras - Guitarra

Mr. Loop – Percussão




17 Julho - 6ª feira 23:00 (Aud. Ar-Livre)

BASSEKOU KOUYATE


Mali

Venha conhecer um dos maiores nomes da música africana da actualidade, cujo talento é hoje mundialmente reconhecido.


É um dos verdadeiros mestres do ngoni, um antigo alaúde tradicional oriundo da África Ocidental. O sensacional álbum “Segu Blue”, lançado na Europa na Primavera de 2007, constitui o seu primeiro disco solo que conquistou o Prémio BBC para “Melhor álbum do Ano” e “Melhor espectáculo Africano”, em 2008.

Adoptando o ngoni, instrumento de cordas tradicional do Mali, como companheiro de viagem, tem colaborado com diversos músicos da sua terra natal e importantes nomes da cena internacional. Foi, aliás, um dos principais músicos do álbum póstumo de Ali Farka Toure, “Savane”, maravilhando as audiências com a sua mestria em concertos verdadeiramente memoráveis. Ao lado de Toumani Diabaté (kora) e Keletigui Diabaté (bal afon), criou o “Symmetric Trio”, sendo também uma figura proeminente do disco de Youssou N'Dour.

Bassekou nasceu numa pequena localidade situada a 40 quilómetros de Segu. Cresceu no ambiente da música tradicional: a sua mãe era cantora e o seu pai e irmãos excepcionais músicos de ngoni. A partir dos 19 anos passou a viver em Bamako e, no final dos anos oitenta, fez parte do Toumani’s Trio.

“Eu ouvi o futuro: chama-se Bassekou Kouyate...”


Mingus Formentor, La Vanguardia (Espanha)

“...Um fantástico exemplo de como a música pode exaltar a mente e alma”


Damon Albarn

www.myspace.com/bassekoukouyate
www.outhere.de


Bassekou Kouyate -Ngoni e Voz

Fousseyni Kouyate - Ngoni Ba

Barou Kouyate - Ngoni

Moussa Bah - Bass Ngoni

Amy Sacko - Voz Principal

Ma Soumano - Coros

Alou Coulibaly - Calebasse

Moussa Sissoko - Percussão




17 Julho - 6ª feira 24:00 (Palco Jardim)

KASAI MASAI


Congo

Pela primeira vez em Portugal, eis a fusão da música tradicional do Congo com ritmos contemporâneos, num espectáculo que convida o público a uma dança frenética…


A maioria das músicas tem origem nos ritmos dos diferentes povos situados ao longo do rio Congo. Os poemas líricos que adoptam como referência espelham, aliás, a diversidade das mais de 400 línguas aí faladas (lingala, kimongo, kwango e mbole, incluindo também o suaíli).

Inspirados pela batida particular dessas sonoridades, os músicos de Kasai Masai apostam numa original renovação dessa tradição oral ancestral, construindo uma ponte entre as múltiplas línguas de tradição oral do seu país e a mestiçagem com influências emergentes da world music.

Liderada pelo cantor, baterista, compositor e dançarino congolês Nickens Nkoso, a banda – com sede em Inglaterra – tem conquistado os palcos por esse mundo fora. Kawele Mutimanwa, o guitarrista, tocou com vários grupos de renome (como Super Matimila – Remo Ongala, da Tanzânia, os Safari Sound MK Group ou as Orquestras Kakasai e Virunda do Quénia). Da formação fazem ainda parte o baixista Claude Bula, o saxofonista Rama Wa Mapendo e o percussionista Jean Claude Mukubwa.

www.kasaimasai.com
www.myspace.com/kasaimasai





Nickens Nkoso - Voz e Bateria

Kawele Mutimanwa - Guitarra

Claude Bula - Baixo

Rama Wa Mapendo - Saxofone

Jean Claude Mukubwa – Percussão

18 Julho – Sábado 21:00
Arruada TOCÁ RUFAR
Portugal

Um importante projecto de formação artística e cultural em torno da percussão tradicional portuguesa. Vamos… “bombar”?


Nesta apresentação, os elementos de Tocá Rufar são acompanhados pelos participantes da “Oficina de Formação” que decorre na ACERT entre 15 e 17 de Julho.

Trata-se um projecto modelo de formação artística e cultural, com vista à promoção da percussão tradicional Portuguesa, sobretudo de um instrumento específico: o Bombo.

O objectivo é colocar a cultura portuguesa – ou seja, o conhecimento e a arte – em posição privilegiada, perspectivando-a como fonte de valor, desenvolvimento e contemporaneidade.

Através de uma prática artística de excelência, e inovando sempre no seio de uma tradição cultural, o Tocá Rufar produz e exporta a imagem de um Portugal moderno, ágil, activo, criativo e dotado de uma sólida identidade e modelo organizacional. Tornando a cultura acessível a todos os indivíduos, por um lado, e desenvolvendo um modelo susceptível de ser aplicado no âmbito de outras entidades nacionais e estrangeiras, por outro, espera-se que esta iniciativa se consolide como uma referência no panorama artístico.



www.tocarufar.com





18 Julho – Sábado 22:30 (Aud Ar-Livre)

DOBET GNAHORÉ


Costa do Marfim

Pela primeira vez em Portugal, uma das vozes mais carismáticas da world music contemporânea.


Cantora, dançarina e percussionista, conquista o público com a sua magnífica presença, reforçada por diversos anos de trabalhos teatrais e coreográficos. Dobet Gnahoré possui a força das heranças culturais do seu pai, Boni Gnahoré, mestre do grupo Ki Yi Mbock Abidjan, liderada por Werewere Afeiçoado.

Nesta formação, proveniente da Costa do Marfim, conhece Colin Laroche de Feline, guitarrista francês contagiado pelas melodias e ritmos africanos. Depois de uma passagem pela célebre companhia de dança Tchê Tchê decidiu formar com Colin o duo Ano Neko (cujo nome significa, na língua bete, “Criemos juntos”).

E juntos realizaram várias digressões por França (1999-2000), onde estiveram temporariamente sediados, tendo-se depois instalado na Costa do Marfim e criado aí diversos projectos (como Nuits Métis, com Ba Cissoko, Le Cabaret Nomade e L’entre Deux Monde).

No regresso a Abidjan, em 2001, participaram na MASA off e gravaram oito músicas, sob a direcção artística do falecido Marcelino Yacé, regressando depois a França. Mais tarde, surgiu o álbum “Ano Neko”, composto por faixas gravadas em Abidjan e na Bélgica, durante o Verão de 2003.

Das melodias mandingues à rumba Congolesa, do ziglibiti da Costa do Marfim ao bikoutsi camaronês e aos coros zoulous, as suas composições fundem-se com a sonoridade jazz, adquirindo uma variedade multicultural dotada de uma identidade marcante. O sanza, o balafon, a callebasse e os bongós mestiçam uma sonoridade com a guitarra, os coros e a voz quente e característica de Dobet.

A cantora exprime-se em diversas línguas africanas: Bete, Fon, Baoule, Lingala, Malinke, Mina ou Bambara, reflectindo assim a tradição pan-africana do grupo Ki Yi Mbock. Apresenta-se também em alguns dos mais importantes festivais do mundo e tem vindo a lançar trabalhos discográficos que não param de surpreender.



www.contrejour.com/artists/Dobet
www.myspace.com/dobetgnahore

Dobet Gnahore – Voz

Colin Laroche De Feline - Guitarra e Voz

Boris Tchango - Bateria e Percussões

Clive Govinden- Baixo e Voz





18 Julho – Sábado 23:30 (Aud Ar-Livre)
MUNDO CÃO


Portugal

Uma banda fortemente marcante do actual panorama musical português…
Vencedores dos Globos de Ouro 2007 na qualidade de banda revelação, estes músicos conquistaram um lugar marcante no panorama musical português.


Criada em Braga, em 2001, a formação teve início com um convite de Miguel Pedro a Pedro Laginha para vocalizar alguns temas por ele compostos. Aceite a “missão”, ambos perceberam em poucos meses que poderiam colaborar num projecto mais importante.

Desta forma, chamaram Vasco Vaz, Budda e Canoche e, após alguns ensaios, a vontade de crescer chegou: Mundo Cão havia nascido. Com a preciosa ajuda de Adolfo Luxúria Canibal (autor do nome do grupo e, com Valter Hugo Mãe, das letras), gravaram o primeiro disco, pela editora “Som Livre”, em 2007.

Também nesse ano, realizaram mais de 30 concertos, como por exemplo nos Festivais “Super Bock Super Rock”, “Paredes de Coura”, “Live Earth”, entre outros. O segundo disco, “A Geração da Matilha”, veio consolidar o estatuto deste colectivo na cena nacional.

www.myspace.com/mundocao


Pedro Laginha - Voz

Miguel Pedro - Bateria, Teclados, Electrónica, Coros

Vasco Vaz - Guitarras, Sintetizadores, Programações, Coros

Budda - Guitarras, Coros

Canoche - Baixo, Coros



18 Julho – Sábado 00:30 (Palco Jardim)

LAFRA


Croácia/Hungria/Bulgária/Sérvia

Músicas da Europa Central e dos Balcãs em euforia festiva, naquele que será um grande momento para “kusturicar”. E assim termina esta edição do Festival!


“Lafra” é uma expressão que provém do Norte da Croácia e que simboliza a criatividade. O grupo aplica com entusiasmo este mesmo espírito criativo, promovendo uma atractiva fusão de elementos e estilos de diferentes raízes e formações musicais.

Os membros do grupo são oriundos da Croácia, Hungria e Bulgária, e detentores de uma trajectória individual de relevo em áreas musicais tão diversas como as suas raízes geográficas.

Naquele que será o último concerto do Tom de Festa, apresentam um espectáculo composto por músicas festivas dos Balcãs, mediante arranjos que, com grande virtuosismo instrumental, se inspiram em melodias tradicionais, nas quais descobrimos sonoridades da música klezmer e clássica, do jazz e da ambientação cinematográfica.

www.myspace.com/lafracrea


Jasmina Petrovic - Voz

Andrea Szamek - Violino

Nasko Atanas – Acordeão

Ivailo Hristov - Clarinete

Krastayo Metodiev – Percussão



15 Julho – 4ª feira 19:00
Tertúlia do Projecto “Jam’in Tondela”

Uma Jam Session é um acto musical em que músicos se reúnem e tocam em conjunto sem preparação extensiva.

Pretendemos criar um espaço que permita a troca de diferentes experiencias musicais. Vai haver espaço para a prática de música improvisada e para ter um ‘Palco Aberto’ à apresentação pública de novos projectos.

Vem dar a tua ideia/contributo na construção desta nova iniciativa de partilha. O Jam’in Tondela será uma realidade a partir de Setembro próximo na programação do Novo Ciclo ACERT e mais concretamente do espaço de bar.

Dinamizadores - Miguel Cardoso e Adelino Soares

17 Julho – 6ª feira 19:00 (Pátio ACERT)
MAPA ETNO-MUSICAL DE PORTUGAL
lançamento público

Um mapa que procura contribuir para a divulgação da música tradicional portuguesa, seguindo com rigor a palavra de quem a esta matéria consagrou todo o seu trabalho.



Este mapa não pretende ser uma obra académica ou a palavra final e única, mesmo que sintética, sobre a música tradicional portuguesa e os respectivos instrumentos. Mas, não o sendo, procura contribuir para a sua divulgação, seguindo com rigor a palavra de quem a esta matéria consagrou todo o seu trabalho.

O critério de divisão geográfica por já desusadas províncias, ainda que discutível (como tudo…), pareceu-nos o mais adequado e eficaz, atendendo às particularidades geográficas e sociais de cada região e à permanência dos seus nomes na nossa memória.

Adoptou-se, porém, genericamente, a distinção de Ernesto Veiga de Oliveira, figura maior e indisfarçável deste trabalho, entre o litoral do Minho ao Tejo, depois prolongado na costa algarvia ― festivo, social e folgazão ―, e o interior dos planaltos transmontano e beirão, que se estende, embora com particularidades, ao Alentejo ― austero, grave e cerimonial.

Boa viagem…


Site interactivo: http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/bases-tematicas/mapa-etno-musical.html

Júlio Pereira – Concepção e selecção de exemplos musicais


João Luís Oliva – Redacção
Sara Nobre – Ilustração
Apoio - Instituto Camões


Espaço Cinema

Sendo o Tom de Festa o momento alto da programação da ACERT ao longo do ano, não faria sentido que o cinemACERT ficasse de fora deste festival. Assim, no ano em que desapareceram duas figuras incontornáveis da divulgação cinematográfica em Portugal, Vasco Granja e João Bénard da Costa, a ACERT não poderia deixar de os lembrar nesta edição do festival.

As sessões começam com a projecção de um documentário inédito de José Fonseca e Costa no dia 14 às 22.30 – MÚSICA, MOÇAMBIQUE! - Um documentário filmado em Maputo, em 1980, que tem por base a realização I Festival Etnográfico de Música Moçambicana. Neste documentário participam músicos oriundos de todas as regiões de Moçambique e conta também com a participação de Myriam Makeba e Graça Machel.

Nos dias 15, 16 e 17 três sessões de cinema às 18.00h no Auditório 2, no dia 15 com uma sessão sobre as questões ambientais, sendo exibido um documentário alusivo à questão. No dia 16 uma sessão de animação lembrando a influência de Vasco Granja na divulgação do cinema de animação em Portugal e por último, no dia 17, uma sessão evocativa de João Bénard da Costa exibindo um dos filmes preferidos daquele que foi o director da Cinemateca Portuguesa nos últimos anos.



Mercado de Artesanato Contemporâneo

Novo Tom de Festa, novas actividades. Este ano o Artesanato Contemporâneo marca presença no Festival!


As portas do Novo Ciclo abrem-se a um grupo de artesãos cujo trabalho se tem pautado por preocupações de ordem ética, estética, cultural e didáctica. As suas obras, marcadas por um forte sentido de identidade, dão o mote a diversas actividades no Tom de Festa.

Na Galeria Novo Ciclo terá lugar uma exposição composta por peças de autor em várias áreas (cerâmica, madeira, têxteis, joalharia, vitrofusão), com algumas das suas criações mais emblemáticas.

Se quiser levar para casa um ou vários trabalhos artesanais, poderá visitar o Mercado que decorre no espaço exterior.

Ao final da tarde, os artesãos de cerâmica, têxteis e madeira vão realizar pequenas oficinas, nas quais os participantes – mediante inscrição – terão a oportunidade de tomar contacto com as suas técnicas e materiais, bem como de assistir à concepção dos seus trabalhos.

Venha participar nestas iniciativas, que demonstram de forma evidente a vertente inovadora das criações artesanais.

Jakub Nepraš
“Cultures”
Vídeo Projecção no espaço do Tom de Festa 2009

Uma fascinação com sistemas – As criações sintéticas de Jakub Nepras



Jakub Nepraš, nascido em 1982 em Praga, representa uma geração de jovens artistas que utiliza as possibilidades dos novos media e tecnologias audiovisuais de uma forma surpreendente e com facilidade e naturalidade incomparável.

Jakub Nepraš consegue transformar tecnologia em beleza poética e reflecte ou questiona com as suas obras fascinantes o funcionamento da nossa sociedade global, um fluxo sem fim de movimentos, corridas, trânsito e imagens de um ritmo acelerado.

A obra de Jakub Nepraš abre uma nova frente na arte contemporânea.

18 de Julho 18:00 (Pátio ACERT)
LEILÃO DE ARTE 30 X 30
Org. Projecto Identidades

Quem dá mais… arte? À semelhança da iniciativa desenvolvida no Tom de Festa’08, e após o sucesso da edição anterior temos um leilão artístico e cultural absolutamente invulgar!



Não perca esta excelente oportunidade de adquirir uma obra de arte a um preço convidativo!
Diversos artistas deixaram a sua marca em telas de 30x30 cm, especialmente concebidas para este evento, cuja base de licitação será de 100 euros.
O objectivo deste leilão, organizado pela ACERT e pela GESTO – Cooperativa Cultural, é ajudar a financiar o projecto solidário “IDENTIDADES”.
Nele participam um grupo de alunos e professores da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), a própria GESTO, inúmeros artistas e antigos alunos ou professores que se identificam com o projecto.

As receitas revertem a favor do movimento intercultural “IDENTIDADES”.

A Exposição das obras a leiloar no Sábado, dia 18 de Julho estará patente no Restaurante Novo Ciclo durante a duração do Festival…

O Projecto Identidades
Teve início em 1996, no seguimento das acções de intercâmbio cultural “CUMPLICIDADES”, “desENcobrimentos” e “Travessias”, também dinamizadas pela ACERT e pela GESTO, a par de instituições brasileiras e moçambicanas.

O “IDENTIDADES” desenvolve um quadro de relacionamento contínuo com várias entidades em Moçambique, no Nordeste do Brasil e em Cabo Verde, entre as quais se destaca a Escola Nacional de Artes Visuais – Maputo (ENAV).

O vasto programa de actividades realizadas até à data pode ser consultado em www.identidades.eu

FEIRA DE TROCA DE LIVROS

Este ano traga companhia para a Festa! Por exemplo, um romance intemporal, uma batalha sangrenta ou uma intriga internacional. Convide o seu personagem preferido, escolha a sua história favorita. Traga um livro. Ofereça-o, partilhe-o com quem o quiser. E leve outro para casa.

“Conhecer o mundo todo através da música” poderia ser outro nome para o Tom de Festa. E porque não conhecer outros mundos através dos livros? Afinal, cada livro propõe um universo novo, pronto a ser visitado, a ser explorado, a ser sentido.

A nossa proposta é simples: pense num livro de que tenha gostado ao ponto de o querer partilhar com outras pessoas. Traga-o para ao Tom de Festa e troque-o por outro, que lhe será recomendado por alguém. Sem regras adicionais: ofereça o livro que quiser, leve o livro de que gostar. Ofereça mais livros, leve mais livros.

O fenómeno da partilha de livros está a espalhar-se rapidamente por todo o mundo, assumindo diversas formas e diferentes designações: bookcrossing, authorcrossing, bookring, bookray… Nós chamamos-lhe simplesmente "Feira de Troca de Livros", mas norteamo-nos pelo mesmo objectivo: fazer do mundo inteiro uma biblioteca.

Queremos celebrar a palavra, o livro, os leitores. Queremos que o Tom de Festa seja também uma biblioteca. Que tenha guerra e paz, sensibilidade e bom senso, crime e castigo, orgulho e preconceito. Que receba princesas, detectives, jogadores e espiões. Saramago, Pessoa, Eça e Camões. Por isso, propomos-lhe o desafio: traga tudo isso para o Tom de Festa. Leve tudo isso no regresso a casa.



www.bookcrossing-portugal.com

Feira do livro Tom de Festa
em parceria com a livraria Bertrand

A Bertrand, desde 1732 que é a casa mãe do livro em Portugal, e sempre que há oportunidade participa em eventos que enriquecem o panorama cultural em Portugal.

Foi com grande entusiasmo que a Bertrand aceitou o convite da ACERT para estar presente no Tom Festa 09.

Com o intuito de chegar ao maior número de sensibilidades literárias, teremos uma excelente selecção de livros à sua espera que lhe poderão proporcionar momentos de "boas leituras".


Os sabores da arte…

Um espaço atractivo requer uma ementa atractiva.



E como as Artes abrem o apetite, teremos um delicioso menu à sua disposição no Restaurante e Esplanada do Novo Ciclo ACERT.

A "degustação" dos concertos e espectáculos será assim acompanhada por um leque de pratos tradicionais ou inovadores, para que a gastronomia seja um dos "artistas" a não perder!

Venha fazer-nos companhia nas noites que se avizinham.

Bom apetite (para a mesa… e para o nosso palco)!


Até para o ano, Tom de Festa!


1 Poema “Viagem”, de Miguel Torga.

19º Festival de Músicas do Mundo ACERT |14 a 18 Julho’09




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