Tori” – andréa midoro simãO – Nº 188



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TORI” – ANDRÉA MIDORO SIMÃO – Nº 188
Nissei de 8 anos, se depara com fato do irmão, de repente, não morar mais em sua casa. Por respeito, ela não questiona nada, até o pássaro do irmão pôr um ovo e ela sair em sua busca, descobrindo seu paradeiro através de um desenho PROPOSTA DE DIREÇÃO CONCEITO GERAL DA PROPOSTA DIREÇÃO DE “TORI” O curta “Tori” conta a história de uma nissei, de 8 anos, nos anos 50, e buscará retratar seu ponto de vista em toda sua delicadeza e introversão. Para isso explorará o contraste entre elementos ríspidos e elementos suaves, contraste entre a cultura oriental e a ocidental e entre o universo lúdico e ingênuo da criança e de conflitos densos familiares. PESQUISA Pelo caráter histórico e cultural de “Tori”, será feita uma grande e cuidadosa pesquisa na busca de um registro fiel de uma época e uma cultura: desde detalhes de figurinos até hábitos cotidianos. Por exemplo, em consultas a livros na Fundação Japão já se definiu que as cobertas usadas pelos imigrantes eram quase sempre trazidas do Japão na viagem ou que não se tinha nenhum cuidado às casas onde se moravam até que a casa fosse própria. CARACTERIZAÇÃO DE ÉPOCA A história de “Tori” se passa nos anos 50, momento em que se iniciou a interação entre os imigrantes e os brasileiros (foram as primeiras gerações de imigrantes que começaram a freqüentar as escolas brasileiras, por exemplo), mas as diferenças ainda eram marcadas e bem menos assimiladas do que atualmente, contexto que será buscado como pano de fundo no filme. Essa caracterização também é importante para reforçar uma pureza e ingenuidade das crianças na época e também uma distância entre as crianças e os adultos, um respeito mais cerimonioso, com menos diálogo e interação. DIREÇÃO DE ARTE Além do comportamento, a época será bastante caracterizada pela direção de arte: locações, decoração e figurino da própria época ou reproduzidos (os poucos móveis e objetos da casa poderão ser conseguidos com famílias de imigrantes e os móveis da sala de aula, em escolas que os preservem; os figurinos da família e os uniformes dos estudantes também poderão ser emprestados, alugados ou mesmo confeccionados). Nessas locações, buscaremos o olhar de Emi, que presenciará um contraste entre ambientes inóspitos e acolhedores. Os ambientes serão apresentados, em um primeiro momento, em planos gerais, como ambientes secos e sem vida, mas que revelam (planos) detalhes, “cantinhos”, que Emi possa descobrir e explorar: os adaptando para um universo mais lúdico e imaginativo. Os ambientes por onde Emi passa: - sua casa – simples, pobre, úmida, mal iluminada, com paredes descascadas, poucos móveis e bagunçada (reforçando o costume japonês de se acumular coisas). Na sala, uma mistura de sala e ateliê de costura da mãe (com retalhos, linhas e agulhas compondo um rico arsenal de detalhes coloridos e cantos com altares, origamis, bonequinhas de pano e coisas guardadas, como jornais velhos japoneses, sacolas, etc). No quarto, além de colchões no chão e um baú, os desenhos do irmão de Emi e suas pipas. Cozinha simples. E no quintal, entulhos e a gaiola com os pássaros. Na pesquisa de locações selecionamos uma casa simples e com arquitetura preservada na grande São Paulo – Diadema podendo ser usada como locação principal. (figuras 1 e 2) - uma escola grande e opressora com decoração “séria” e sem enfeites, mas com pequenos canteiros com plantinhas e bichinhos. (Pesquisamos algumas escolas estaduais de porte médio, comuns na periferia de São Paulo, construídas na primeira metade do século passado e o mais preservadas possível em sua arquitetura e decoração – por exemplo: “Visconde de Itaúna”, de 1930, no Ipiranga – SP/SP) (figura 3). - uma rua não asfaltada, portanto precária, mas ainda com uma beleza bucólica (encontramos na cidade histórica de Santana do Parnaíba, próxima à capital) (figura 4). FOTOGRAFIA O filme terá tons pastéis, próximos ao sépia (tanto na arte, quanto na fotografia), dessaturado, privilegiando traçados (pretos) e com alguns pequenos detalhes coloridos. A luz será suave e com poucos recortes de luz e sombra: as externas com aparência “nublada”, as internas da escola bem claras e da casa numa penumbra sutil e uniforme. Como pinturas japonesas com traçados de nanquim, cores pastéis de fundo e em suas principais figuras e detalhes caprichados e com pontos bem coloridos (figuras 5, 6 e 7). DECUPAGEM E MONTAGEM A decupagem e montagem do filme será caracterizada por: planos longos; muitos planos detalhe, alguns gerais e poucos intermediários; câmeras baixas - explorando a visão em contra-plongèe de uma criança - e poucos e delicados movimentos de câmera, que buscarão daro ao filme um ritmo suave e intenso. Os planos detalhe também funcionarão como metonímias, apresentando a parte pelo todo e compondo as metáforas que o filme constrói. Por exemplo, uma fita do material de costura da mãe embalando um presente de Emi para o irmão e representando a participação da mãe na preparação. DESENHO DE SOM “Tori”, como uma história de uma família de descendentes japoneses nos anos 50, explorará o silêncio e os sentimentos contidos. Sempre filtrados pelo ponto de vista de Emi, os sons dos ambientes externos, como as conversas, por exemplo, se tornarão um burburinho, um som de fundo já que os diálogos não interessam a Emi, são distantes dela. Como haverá uma economia de sons, cada som no filme terá muita relevância: a máquina de costura da mãe de Emi marcando a monotonia e o trabalho, ou o pio dos pássaros como quebra espontânea e repentina de silêncio, chamando atenção pra vida. Esses silêncios e “fundos” ajudarão a construir um ambiente intenso e cheio de significados como acontece em um templo ou em uma igreja. E, assim, os poucos diálogos de Emi, por mais lacônicos, truncados e sussurrados que sejam (e até mesmo por isso), terão grande reverberação no espectador e darão a idéia de muito mais intensidade, importância e valor. INTERPRETAÇÃO Uma interpretação sutil, dada quase pela não expressão, buscando que o espectador preencha as lacunas dadas pelo silêncio (como ocidentais que busquem entender a cultura oriental). A interpretação tão específica e intensa que será necessária, ainda mais por ser focada em crianças, terá um grande cuidado no processo. Tanto em uma apurada pesquisa e seleção que já começou a ser feita (figuras 8-16), quanto em um workshop que será desenvolvido com os atores para que eles possam mergulhar em suas personagens, no ritmo da família e, conseqüentemente, no filme. Tentar reviver situações familiares e escolares de fora do filme, criar um rico subtexto pra se entender as personagens e pra se poder chegar nas situações dramáticas do filme (sem também desgastá-las em ensaios). REFERÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS Como referências audiovisuais temos principalmente os filmes de Yasujiro Ozu, por exemplo, “Ohayô”, que também se passa nos anos 50 e que tem um ritmo, interesse pelo cotidiano, sutileza de interpretação e de diálogos e proximidade do universo infantil que nos interessam. Ou mesmo filmes contemporâneos, como as animações de Hayao Miyazaki: “Meu Amigo Totoro”, cujas interpretações e direções de arte têm a mesma simplicidade e realismo que buscamos, ou a interpretação das protagonistas de “A Viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado”; e também o filme “Ninguém Pode Saber” de Hirokazu Kore, que trabalha uma história intensa, protagonizada por crianças, com realismo, espontaneidade e intensidade. “TORI” - Melhor roteiro do Workshop de roteiro da Mostra Curta Cinema – Festival Internacional do Rio de Janeiro 2004 - 2º lugar na categoria “roteiro de cinema e vídeo” da 9ª EXPOCOM/INTERCOM (2002) (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) 1 – EXT. ESCOLA – PÁTIO - DIA Subúrbio da cidade de São Paulo. Outono de 1952. EMI, menina oriental de 8 anos, bolsa, saia escolar e camisa branca de botões, mantém a camisa fechada com as mãos. Emi atravessa o pátio em direção ao portão de saída, junto com várias crianças uniformizadas. A maioria das crianças anda em grupos, conversando e brincando, enquanto Emi anda sozinha, em silêncio. 2 – EXT. FACHADA DA CASA - DIA Emi se aproxima de uma casa pequena e humilde. Emi se aproxima da porta ainda segurando a camisa. 3 - INT. CASA – SALA / QUARTO – DIA MIAKO, mãe de Emi, está costurando à máquina, ao lado de uma janela que dá para um pequeno quintal. A máquina faz um ruído alto e contínuo. Ao redor de Miako há retalhos, panos e outros objetos de costura. A sala é pobre, pequena e tem poucos móveis. Emi entra na sala segurando a camisa e passa perto de Miako. Miako, notando as mãos de Emi, a puxa delicadamente pelo braço. A camisa de Emi se abre, pois falta um botão na altura do peito. Miako despe a camisa de Emi, a deixando apenas com uma regata branca. Miako coloca a camisa de Emi sobre a mesa de costura, procura um botão em uma caixa e escolhe um bege. Miako pega uma linha de costura e molha a ponta na boca. Emi observa Miako mirando com um pouco de dificuldade a linha na agulha. Som de palmas. LAURA (OFF) (chamando) Dona Miako! Dona Miako... Miako se levanta para atender a porta. Emi pega sua camisa e a agulha e vai em direção ao quarto. Da porta do quarto Emi vê entrar na sala DONA LAURA, jovem senhora de cabelos castanhos e olhos verdes, AGNES, 8 anos, mestiça de cabelos longos e suas DUAS IRMÃS MENORES, todas com vestidos azuis claro. LAURA Gomenkudasay! MIAKO (com sotaque japonês) Irashaimassê! LAURA Tudo bem com a senhora? Esses são os casaquinhos pras meninas? Ai, ficaram uma graça, Dona Miako! (pras filhas) Vamos ver se ficou bom... Miako ajuda as meninas a vestirem os casaquinhos cor-de-rosa e tira medidas com a fita métrica. Laura mexe em roupas que estão ao redor da máquina. Miako ajeita a roupa nas filhas de Laura. Laura olha pras filhas vestidas com as roupas novas. LAURA Que graça que ficou!... Emi entra no quarto. 4 - INT./EXT. CASA - QUARTO / QUINTAL – DIA Continua-se a ouvir a conversa de Laura e Miako ao longe: LAURA (OFF – cont´d) ...A senhora realmente tem um dom, né?... E as encomendas aqui, melhoraram...? Emi olha para o irmão, MÁRIO, 11 anos, que está sentado num colchão no canto do quarto. Mário desenha um pássaro preto, que copia de uma ilustração de um livro sobre pássaros. O quarto é pequeno, tem dois colchões e um baú com duas pipas em cima. Há uma janela que dá para o pequeno quintal. LAURA (OFF) E as crianças como estão? A Emi tá bem? Emi vai até o baú e o abre, dentro há muitos desenhos de pássaros, algumas penas coloridas e material para fazer pipa. Emi pega um pedaço da linha do carretel de uma pipa. LAURA (OFF) E o Mário, também tá bem? Emi coloca a linha na agulha e se senta com Mário. MIAKO (OFF - chamando) Mário! Mário observa Emi: Emi começa a pregar o botão. MIAKO (OFF) E o seu Takeshi, como está? LAURA (OFF) Tudo bem, aquela correria na oficina... MIAKO (OFF – chamando) Mário! Mário deixa os desenhos e sai pela janela para dar comida a um casal de pássaros, que fica em uma gaiola velha presa na parede do pequeno quintal da casa. Emi observa Mário dar comida aos pássaros e olha para o livro aberto com figuras de pássaros pretos. CRÉDITOS INICIAIS: SOBRE IMAGENS DOS DESENHOS EM CARVÃO DE PÁSSAROS FEITOS POR MÁRIO: o título “TORI”. POR FIM, UM DESENHO DE EMI E MIAKO FEITO POR MÁRIO. 5 – INT. CASA – SALA / COZINHA – DIA Emi chega da escola e não há ninguém à máquina de costura. Emi tira seu caderno e um toco de lápis da bolsa. A ponta do lápis cai. Emi pega a ponta e ouve um chiado vindo da cozinha. Emi vai em direção à cozinha com o lápis e a ponta na mão. Emi vê, da porta da cozinha, Miako chorando ao fogão. No fogão, um bule fumegante chia. Emi se afasta discretamente, sem ser percebida. Emi vai para a sala recolocando a ponta de volta no lápis. Emi pega seu caderno e vai para seu quarto. 6 – INT./ EXT. CASA – QUARTO / QUINTAL - DIA No quarto, Emi vê que nem Mário nem o colchão dele estão ali. A colcha de Mário, suja de carvão, está em cima do baú, no lugar onde estavam as pipas. Um dos passarinhos pia. Emi deixa o caderno e o lápis em cima de seu colchão e pula a janela. No quintal, Emi, na ponta dos pés, olha a gaiola. Emi puxa uma caixa para perto da gaiola, pega o saco de alpiste e sobe na caixa. Emi põe o último punhado de alpiste para os passarinhos. 7 – INT. CASA - QUARTO – NOITE Emi está deitada, encolhida, em seu colchão. O lugar onde estava o colchão de Mário está vazio. 8 – EXT. ESCOLA – PÁTIO – DIA As crianças estão chegando na escola, andando em grupos, conversando e brincando. Num canteiro de terra, Emi cava com um potinho. Da terra saem alguns pequenos insetos e minhocas, que Emi coloca no potinho. Um grupo de meninas da idade de Emi, entre elas Agnes com o casaquinho cor-de-rosa e presilhas no cabelo, está a alguns metros do canteiro. As meninas olham para Emi. MENINA (chamando) Emi, vem brincar com a gente! As outras meninas, exceto Agnes, também a chamam. Emi balança a cabeça negativamente e volta a mexer na terra. O sinal toca. 9 – INT. ESCOLA - SALA DE AULA - DIA As crianças estão esperando a PROFESSORA, 35 anos, loira de cabelo cacheado, que escreve no quadro. Algumas crianças prestam atenção enquanto outras conversam baixo. Agnes cochicha com a amiga de trás. Na fileira ao lado, Emi escreve em seu caderno, concentrada. PROFESSORA (limpando as mãos sujas de giz) Todo mundo copiou? Esse é o trabalho de Ciências, pra semana que vem. Cada dupla escolhe um animal e faz uma pesquisa escrita com desenhos. Agora façam dupla com o colega do lado, e podem começar a discutir o trabalho. Agnes olha para Emi. Emi se volta timidamente para Agnes. Emi e Agnes juntam as carteiras, assim como as outras duplas. Agnes olha para Emi, que tenta colocar a ponta no toco de lápis. AGNES Do que você quer fazer? Emi dá de ombros, em sinal de dúvida. AGNES Só não vamos fazer de bicho nojento, hein? Emi continua mexendo no toco de lápis por alguns instantes. Emi olha para Agnes. EMI (falando baixo) Passarinho? AGNES Tá bom. E quem vai fazer o desenho? Emi fica em silêncio. AGNES Você tem lápis de cor? Emi balança a cabeça negativamente. AGNES Então eu desenho e você escreve, tá? EMI (mexendo no toco de lápis) Tá bom. 10 – INT. CASA – SALA – DIA Emi chega da escola com o potinho de insetos e minhocas na mão, olha Miako que está costurando e sai da sala. 11 – EXT. CASA – QUINTAL – DIA Emi sobe na caixa e despeja os bichinhos na gaiola. Dentro da gaiola, Emi vê um ovo. Emi pega o ovo com muito cuidado e sai do quintal. 12 – INT. CASA – SALA – DIA Emi entra na sala e vai até Miako com o ovo na mão. EMI Mãe, o Tori botou um ovo. Miako continua a costurar sem olhar para Emi. EMI (baixinho) Precisa falar pro Mário. Miako pára de costurar e, ainda segurando o tecido que está na máquina, olha para Emi por alguns instantes. Miako se volta para a máquina com os olhos cheios d’água. MIAKO Emi, vai lá devolver o ovo na gaiola. 13 – INT. CASA - QUARTO – DIA Emi está sentada em seu colchão, escrevendo, inquieta. Do seu lado está o livro de Mário sobre pássaros. De fundo, o ruído da máquina de costura. Emi vira a página do livro e observa várias ilustrações de passarinhos, se detém em uma de um tico-tico fêmea chocando seus ovos no ninho e lê o texto. EMI (OVER) Os pássaros têm em média duas ninhadas por ano... 14 – EXT. RUA – DIA EMI (OVER - cont´d) O período de cada (com dificuldade de ler) incubação é, em média, de 12 a 15 dias. Emi, com a gaiola na mão, anda devagar por uma rua pobre e com poucas casas. Emi vê uma pipa no céu. Emi passa a andar rápido em direção à pipa. Emi chega a um campo, onde um menino, ao longe, empina a pipa. Emi pára, observa por um instante e segue caminhando com a gaiola. 15 – INT. CASA – QUINTAL – NOITE Na gaiola, o passarinho se encolhe. 16 – INT. CASA – QUARTO – NOITE Emi está deitada, encolhida em seu colchão. De fundo, o ruído da máquina de costura. Emi vira-se e olha para a coberta de Mário, ainda suja de carvão, que está em cima do baú. Emi levanta-se e pega a coberta. Emi deita-se e se cobre. 17 – INT. ESCOLA – SALA DE AULA – DIA As crianças estão chegando. A Professora mexe em um armário. Emi senta em sua carteira e tira da bolsa algumas folhas de caderno escritas. Emi observa as ilustrações do trabalho do aluno da frente. PROFESSORA Coloquem os trabalhos em cima das carteiras que eu vou passar recolhendo. Agnes chega ao lado de Emi. AGNES Oi. (apontando as folhas de caderno na mesa de Emi) Posso pegar? Emi entrega as folhas de caderno para Agnes. Agnes pega, se senta na carteira ao lado, retira desenhos de sua pasta e prende tudo com um clipe. Emi olha os desenhos. Os desenhos de pássaros são idênticos aos que Mário havia desenhado. A professora recolhe os papéis das mãos de Agnes e continua recolhendo os demais trabalhos. EMI (OVER) O (com dificuldade de ler) Molothrus bonariensis, ou Chupim, é um pássaro preto que vive em campos e cidades... Emi continua olhando os desenhos nas mãos da professora, que se distancia. 18 – INT. / EXT. CASA – SALA / QUINTAL - DIA EMI (OVER - cont´d) ...Este tipo de pássaro não tem a capacidade de construir uma habitação para criar seus filhotes... Emi chega da escola e deixa sua mochila no chão. Emi olha para Miako costurando e para as coisas à sua volta. Emi vê, ao lado do lixo, algumas caixinhas de papelão vazias. Emi vai até as caixinhas e pega uma. Miako, costurando, olha para Emi. Emi vê alguns retalhos do lado e os pega. EMI (OVER - cont´d) O chupim põe seus ovos nos ninhos de outros pássaros, principalmente nos ninhos do Tico-tico... Emi vai até o quintal. Miako vê da janela Emi retirar o ovo da gaiola, colocar o ovo na caixinha, o cobrir com os retalhos e fechar a caixinha. Miako abre uma caixa de fitas e separa uma azul. EMI (OVER - cont´d) ...O Tico-tico constrói seus ninhos sobre xaxins, vasos e folhagens, usando fibra de sisal, crina de cavalo e raiz de capim... 19 – EXT. ESCOLA – PÁTIO / FACHADA – RUA – DIA As crianças atravessam o pátio em direção à rua. Emi está sentada com a caixinha na mão observando atenta o movimento. EMI (OVER - cont´d) O Tico-tico alimenta a cria como se fosse sua, com insetos e sementes, até que os filhotes sejam capazes de se alimentar sozinhos. Emi vê, em meio a um grupo de meninas, Agnes passar. Emi se levanta e vai apressada atrás de Agnes. Emi atravessa o portão da escola e vê Agnes abrindo a porta de um carro. Emi vai ansiosa até o carro. Agnes está sentando no banco de trás. O banco da frente ainda está levantado. EMI (chamando) Agnes! Emi entrega a caixinha para Agnes pela porta do carro. Agnes pega a caixinha. Na caixinha há um laço feito com uma fita azul e um bilhete: “para meu irmão”. As crianças continuam saindo da escola, Emi permanece próxima ao carro, olhando. CRÉDITOS FINAIS SOBRE IMAGENS DE DESENHOS DE PÁSSAROS FEITOS POR MÁRIO: UM PASSARINHO SAINDO DO OVO, PÁSSAROS EM FAMÍLIA E PÁSSAROS COMENDO MINHOCAS. POR FIM O DESENHO DE EMI E MIAKO, FEITO POR MÁRIO, COM CARVÃO, COM UM MENINO – ELE – AO LADO, DESENHADO COM LÁPIS DE COR. FIM


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