Trabalho Final Guia de Obras de Referência sobre o México Rodolfo de Santana -n° usp 5392199 Alan Gonçalves de Sousa – nº usp: 5646584 Aline Laura Nascimento Tavella – nº usp: 5646611 Francine do Prado – nº usp



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Trabalho Final

Guia de Obras de Referência sobre o México

Rodolfo de Santana -n° USP 5392199

Alan Gonçalves de Sousa – nº USP: 5646584

Aline Laura Nascimento Tavella – nº USP: 5646611

Francine do Prado – nº USP: 2877194

Fernanda Teixeira Ribeiro -n° USP 4903161


SUMÁRIO


PREFÁCIO............................................................................................................... 3

INTRODUÇÃO: CONTEXTO E DEFINIÇÕES................................................................ 4


BREVE DEFINIÇÃO DO TEMA E CONTEXTO..............................................................

BREVE HISTÓRICO DA BIBLIOTECA VICTOR CIVITA ............................................................... 7

BREVE HISTÓRICO DA BIBLIOTECA FLORESTAN FERNANDES.........................................

CARACTERIZAÇÃO DAS OBRAS........................................................................... 8

TIPO DE OBRA DE REFERÊNCIA.......................................................................................................... 8



FICHAS DE AVALIAÇÃO........................................................................................ 9

FICHA 01........................................................................................................................................... 9

FICHA 02......................................................................................................................................... 10

FICHA 03......................................................................................................................................... 11

FICHA 04......................................................................................................................................... 12

FICHA 05......................................................................................................................................... 13

FICHA 06......................................................................................................................................... 14

FICHA 07......................................................................................................................................... 15

FICHA 08......................................................................................................................................... 16

FICHA 09......................................................................................................................................... 17

FICHA 10......................................................................................................................................... 18

FICHA 11......................................................................................................................................... 19

FICHA 12......................................................................................................................................... 20

FICHA 13......................................................................................................................................... 21



CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................... 22

ÍNDICE ........................................................................................................... 23

BIBLIOGRAFIA .................................................................................................. 25
Prefácio
O guia vem trazer obras de referência sobre o México. Com este guia o usuário poderá conhecer um pouco mais dessas obras e conseqüentemente pesquisar sobre esse país.O presente guia analisa obras que se referem a processos históricos, sociais e culturais desse país e desse povo de uma cultura tão singular. As obras elencadas estão classificadas em Atlas, bibliografias, dicionários e enciclopédias que mostram parte desses processos.

O tema México foi escolhido buscando compreender estes processos e toda a sua historicidade. Dentro dessas obras podemos conhecer mais sobre esse país, em especial o processo revolucionário pelo qual passou e seus movimentos culturais, artistas e personagens. 



Para tanto, escolhemos para a elaboração da pesquisa a Biblioteca Victor Civita, do Memorial da América Latina, que possui acervo especializado em América Latina, e a Biblioteca Florestan Fernandes, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH, da Universidade de São Paulo – USP, pelas características de seu acervo na área das humanidades.
O desenvolvimento do capitalismo no México se deu de maneira progressiva e ininterrupta com o porfiriato e a chegada do capital estrangeiro por meio da industrialização repentina mexicana, esses acontecimentos representaram uma estabilidade financeira para uma pequena camada social ligada à cúpula porfiriana, entretanto, os abalos na vida social do povo mexicano, em sua maioria indígenas, foram devastadores. A cada dia, os pueblos se viam mais invadidos pela chegada das haciendas.
Na contramão do processo de industrialização contínua, à custa da expropriação das terras dos pueblos e da exploração dos obreros, insurgiram movimentos sociais que se opunham ao governo de Porfírio Diaz. Entre eles, se destaca o movimento zapatista que, de certo modo, influenciou a recente insurreição de Chiapas, em 1994, com o EZLN – Exército Zapatista de Libertação Nacional, demonstrando a continuidade do movimento, que não se cala frente aos problemas sociais: pelas principais questões já presentes na Revolução Mexicana e que não foram resolvidas de forma satisfatória até o presente momento, como a reforma agrária, o que demonstra a atualidade do tema escolhido.
No entanto, como todo processo revolucionário, a Revolução Mexicana apresentou algumas contradições necessárias, que puderam ser visualizadas no campo das estratégias políticas: como a aliança das diversas tendências ideológicas em momentos de enfrentamento contra um mal maior, como o governo ditatorial de Porfírio Diaz, e logo após a derrubada do governo porfiriano, as mesmas tendências, naturalmente, entram em choque ideológico entre si.
Introdução: contexto e definições
A inspiração para este guia bibliográfico surgiu de estudos sobre a Revolução Mexicana. Isso chamou a atenção para o país, sobre o qual há interessantes obras de referência a serem analisadas. Embora a idéia inicial tenha dado abertura a uma pesquisa bibliográfica multitemática, vale conhecer um pouco da história do México e da revolução que lá ocorreu no século XX.


Revolução Mexicana


A Revolução iniciou-se em 1910 e caracterizou-se por forte participação popular, com intuito anti-latifundiário e anti-imperialista. Apesar de a burguesia ainda ter a supremacia sobre as instituições do Estado, o movimento possibilitou importantes transformações no México.

Porfiriato


Durante o período de 1876 a 1911, o país esteve sob a ditadura de Porfírio Diaz, responsável pelo desenvolvimento do capitalismo mexicano. Ele apoiava-se na entrada de capitais e empresas estrangeiras no país, em uma política anti-popular. Seu governo foi dominado por uma burocracia positivista (os científicos), que proporcionava desenvolvimento do capitalismo e reprimia as camadas mais pobres da população. Havia forte domínio do exército, que assumia função de polícia do Estado, e da Igreja Católica, que tinha grande liberdade de ação, embora não pudesse acumular propriedades.

A camada latifundiária representava a principal base de apoio à ditadura, pois era a grande beneficiária da política do governo, que eliminou o ejido (terras comunitárias de origem indígena). Assim, foi possível maior concentração fundiária e forte exploração de camponeses.

A ditadura também se sustentava no capital estrangeiro, controlador da exploração mineral e petrolífera, produtor e distribuidor de energia elétrica, e introdutor de estradas de ferro, bancos, grande parte das indústrias e do comércio.

Início da Revolução


Oficialmente, a Revolução é definida como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero, em junho de 1911. Apesar de originário de uma família de latifundiários, Madero passou a liderar a pequena burguesia urbana, nacionalista, que organizou o movimento "Anti Reeleicionista". Perseguido, foi forçado a exilar-se e tornou-se o símbolo urbano da luta contra a ditadura, inclusive para o proletariado.

Por outro lado, os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, invadiam e incendiavam fazendas e refinarias de açúcar, ao mesmo tempo em que organizavam um exército popular. Ao norte, o movimento camponês foi liderado por Pancho Villa, também a fim de defender a reforma agrária. Esses exércitos camponeses ampliaram sua atuação entre 1910 e 1911, combatendo o exército federal e os grandes proprietários, até a conquista de vilas e cidades em sua marcha em direção à capital.



Revolução popular


Em novembro de 1911, Zapata definiu o “Plano de Ayala”, no qual propunha a derrubada do governo de Madero e um processo de reforma agrária sob controle das comunidades camponesas. O plano defendia a reorganização do éjido, a expropriação de um terço dos latifundiários (mediante indenização) e a nacionalização dos bens dos inimigos da revolução. A existência de um exército popular organizado e armado era considerada ameaçadora pelo novo governo, pela velha elite e pelos Estados Unidos. O avanço popular era contínuo, pois mesmo com mudanças governamentais as estruturas socioeconômicas não sofreram alterações.

Em 1913, Madero foi deposto e assassinado, dando lugar ao general Vitoriano Huerta, o qual recebia apoio dos porfiristas. Isso provocou o crescimento das lutas camponesas e desencadeou nas cidades um movimento constitucionalista, que levou Venustiano Carranza ao poder em 1914.

O governo de Carranza buscou consolidar as estruturas políticas, por meio de intenso combate às forças populares tanto no sul como no norte do país, adoção de medidas nacionalistas que levaram à nacionalização do petróleo concomitante a concessões às grandes empresas norte-americanas, e organização de uma Assembléia Constituinte (que excluía a participação camponesa).

Esse cenário, fundamentado na nova Constituição extremamente progressista de 1917, somente pôde se formar diante de grande pressão popular e do envolvimento do México e das grandes potências na Primeira Guerra Mundial.


Essa Constituição garantia direitos individuais, direito à propriedade, leis trabalhistas, reconhecimento do éjido e regulamentação da propriedade do Estado sobre terras, águas e riquezas do subsolo. Em parte, serviu para desmobilizar os camponeses, culminando no assassinato do líder agrário Zapata.


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