TradiçÃo dos grandes livros II



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TRADIÇÃO DOS GRANDES LIVROS II


Ano Académico 2015/2016 Hugo Chelo

Semestre de Verão 3h. Semanais 5,5 ECTS

PROGRAMA




CÍCERO



1. Enquadramento biográfico e doutrinal de Dos Deveres de Cícero.

Data e circunstâncias da composição. A forma epistolar e o seu destinatário. O problema das fontes: A figura de Panécio e o estoicismo médio. Intento e estrutura interna da obra: dos deveres e das divisões no estudo sobre os deveres. As lacunas na obra de Panécio (Dos Deveres, I, 7-10, 152-161; II, 88-89; III, 7-13).



Dos Deveres.



2. Das quatro divisões na natureza e essência da Honestidade (Livro I, 18-151).
I. A primazia da justiça e a manutenção dos laços sociais (Livro I, 20-59). A Justiça enquanto rainha das virtudes. Injustiça infligida e oposição à injustiça. Benevolência e generosidade. Princípios naturais da comunidade humana. A República.

II. A grandeza de alma (Livro I, 60-92). Coragem e magnanimidade. Feitos militares e civis. O lugar das armas e da toga. Grandeza de alma e tranquilidade de alma.

III. Vida activa e vida contemplativa (Livro I, 18-20, 69-73; Livro II, 1-8; Livro III, 1-6). A virtude do conhecimento da verdade. Da falsa dignidade de alguns filósofos. Ócio e negócio. O elogio da philosophia.

IV. Do conveniente (Livro I, 93-151). Conveniência, virtude, e decoro. Conformidade com a natureza e o domínio dos apetites pela razão.


3. Da comparação entre as divisões do honesto (Livro I, 152-161).
4. O útil (Livro II). Honestidade e utilidade. As coisas que dizem respeito à subsistência do homem. A fortuna. Honra, Poder e Glória. Manutenção e aquisição da Glória.


SANTO AGOSTINHO



1. Breve enquadramento histórico e introdução à Cidade de Deus.

Cerco e pilhagem de Roma. Em defesa da “casa do Senhor” e contra as “blasfémias dos pagãos”: Livros I-X. A Cidade de Deus no cruzamento de duas Idades. Confissões do Mundo Antigo?


2 Agostinho: um coração inquieto.

Leituras das confissões: Conf. II; IV, 4,7 – IV, 12, 18; XIII, 9, 10; XI, 14, 17 -20, 26; VII, 1, 1 – 5, 7; 10, 16 -16, 22; VIII, 7, 16 -12, 30.


3. A ordem e a desordem do amor na dialéctica das duas Cidades.

Origem das duas Cidades. O modo de ser e fim da Cidade Terrestre. O modo de ser e fim da Cidade Celeste.


4. ‘A Paz é a tranquilidade da ordem’.

A paz interior do homem. A paz da Cidade Terrestre. A paz da Cidade Celeste.

Da origem da paz e discórdia entre a Cidade Terrestre e Cidade Celeste.

SÃO TOMÁS DE AQUINO




1. Vida e obra.

Do castelo de Roccasecca a Monte Cassino, de Monte Cassino ao Convento de San Domenico em Nápoles. A vocação irresistível de S.Tomás. A universidade de Paris. S.Tomás e Alberto Magno. O professor infatigável – “Pureza de coração é querer uma só coisa”.

A Summa Theologicae. Estrutural geral: do criador e da criação; do homem para Deus; da mediação. Estrutura interna: o método escolar das Quaestiones. Construção sistemática in via.
2. Suma Teológica, Ia IIae q.90-97.
I. Da essência e dos efeitos da lei (q.90 e 92). Lei e Virtude. A lei como ditado da razão. A lei como “prescrição em vista do bem comum”.
II. Da diversidade das leis (q.91 e 93-95).

a) Lei eterna, lei natural e lei humana (q.91).


b) A lei eterna (q.93). “A razão da divina sabedoria que dirige todos os actos humanos.” Toda a lei é derivada da lei eterna.
c) A lei natural (q.94). Participação da criatura racional na lei eterna. As qualidades da lei natural: universal, imutável, indelével. Um preceito ou vários?
d) A lei humana (q.95). Necessidade e utilidade. Origem e fundamento. Qualidades e características. Divisão na lei humana: ius gentium / ius civile


    1. Do poder das leis humanas (q.96). O carácter geral. Promoção das virtudes e repressão dos vícios? Obrigam em consciência? Quem lhe está submetido?

    2. Da mutabilidade das leis humanas (q.97). Do avanço gradual do perfeito ao imperfeito no domínio prático. Lei e costume.


3. Suma Teológica, IIa IIae q.57-79.

III. A justiça e o seu objecto (q.57-58). Direito, igualdade, ‘ajustamento’. Rectitude moral, ‘justificação’ e “o hábito segundo o qual cada um, com constante e firme vontade, dá a cada qual o seu direito”.




  1. A justiça como virtude (q. 58, a. 3, 4 e 12). Actos humanos e submissão à razão. Radicação na vontade. A mais excelsa de todas as virtudes.




  1. Condições do objecto da virtude (q.58, a.2, 8, 9 e 10). A referência à alteridade. Ordenação das acções e coisas exteriores.




  1. Da justiça legal (q.58, a.5-7). Justiça geral e particular. Natureza da justiça legal. Se a justiça legal também é virtude?

IV. A divisão da justiça (q.61). A justiça distributiva e a justiça comutativa. A matéria de ambas. Proporcionalidade geométrica e média aritmética. Lei de Talião?

V. Da injustiça (q.59). A injustiça enquanto vício oposto. Injustiça formal e material.
BIBLIOGRAFIA:

PRIMÁRIA

CÍCERO, Dos Deveres, trad. port. Carlos Humberto Gomes, Lisboa, Edições 70, 2000.


SANTO AGOSTINHO, A Cidade de Deus, 3 vols., Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.
SANTO AGOSTINHO, Confissões, ed. bilingue trad. port. Arnaldo do Espírito Santo, João Beato e Maria Cristina de Castro-Maia de Sousa Pimentel, Lisboa, I.N.C.M., 2000.
SÃO TOMÁS DE AQUINO, SUMA TEOLÓGICA, Ia IIae q.90-97 e IIa IIae q.57-79, ed. bilingue, 16 vols, cord. Fr. Jesus M Pla Castellano, Madrid, B.A.C.

SECUNDÁRIA




CÍCERO

CHARPENTIER, M., Oeuvres Completes de Cicéron, Étude sur sa Vie et ses Ouvrages, Paris, Librairie Garnier Frères, [s.d.].


COLISH, M., The Stoic Tradition from Antiquity to the Early Middle Ages, vol I, Leiden, E.J. Brill, 1985.
DYCK, A., A Commentary on Cicero, De Officiis, Michigan, University of Michigan Press, 1996.
MORFORD, M., The Roman Philosophers, New York, Routledge, 2002.
MULLER, P., Cíceron, un Philosophe Pour Notre Temps, [s.l.], L’Age d’Homme, 1990.
TESTARD, M., Cicéron, Les Devoirs, Paris Belles Lettres, 1974, pp. 7-92.

SANTO AGOSTINHO

Actas do Congresso Internacional, As Confissões de Santo Agostinho, 1600 anos depois: Presença e Actualidade, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2002.


ARQUILLIERE, H.-X., L’Augustinisme Politique, Paris, 1972.
BROWN, P., Augustine of Hippo, Berkeley, University of California Press, 2000.
CLARK, M., Augustine, London, Continuum, 2000.

COMBÈS, G., La doctrine politique de St. Augustin, Paris, 1927.


GILSON, E., A Evolução da Cidade de Deus, São Paulo, 1965.
GILSON, E., Introduction a l’etude de Saint Augustin, Paris, 1987.
MARKUS, R.A., Saeculum, History and Society in the Theology of St. Augustine, Cambridge, Cambridge University Press, 1970.
NYGREN, A., Érôs et Agapê, La notion chrétienne de l’amour et ses transformations, III vol., Paris, Aubier, Éditions Montaigne, 1952.

VÁRIOS, “La Ciudad de Dios” t. CLXVII, nº estraordinário de 1954. (Cota BUJPII: 05:2=60-CD, 2 vol.).



SÃO TOMÁS DE AQUINO

ELDERS, L.J., and HEDWIG, K., Lex et Libertas, Città del Vaticano, 1987.


FONTES, J.F., S. Tomás de Aquino e a Crise Contemporânea, Porto, 1935.
GARCIA LÓPEZ, J., Los derechos humanos en Santo Tomás de Aquino, Pamplona, EUNSA, 1979.

GILSON, E., El Tomismo, Pamplona, 1978.


GILSON, E., Saint Thomas Moraliste, Paris, 1974.
KOSSEL, C., “Natural Law and Human Law”, in: The Ethics of Aquinas, ed. Stephen Pope, Washington, Georgetown University Press, 2002, pp. 167-193.
LACHANCE, L., Le Concept de Droit selon Aristote et St. Thomas , Ottawa, 1948.
LACHANCE, L., L’Humanisme Politique, 2 vols., Paris, Éditions du Lévrier, 1939.
LISSKA, A., J., Aquinas’s Theory of Natural Law, New York, Oxford University Press, 1997.
MACINTYRE, A., Whose Justice? Which Rationality?, London, Duckworth, 1998.
PORTER, J., “The Virtue of Justice”, in: The Ethics of Aquinas, ed. Stephen Pope, Washington, Georgetown University Press, 2002, pp. 272-285.
SERTILLANGES, R.P., La Philosophie Morale de Sait Thomas D’Aquin, Paris, 1946.
SIGMUND, P., (ed.) St. Thomas Aquinas on Politics and Ethics, New York, Norton & Company, 1988.


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