Tribos em Conflito George Vandeman



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E STÁ ESCRITO

Tribos em Conflito

George Vandeman




Aconteceu em Jerusalém. Um judeu estava morrendo. A cirurgia do coração havia falhado, e a única esperança de salvá-lo era encontrar um novo coração. Enquanto isso, a sete quilômetros de um hospital em Jerusalém, um jovem palestino também estava morrendo. Na verdade, o seu cérebro já havia morrido, por ter sido baleado na cabeça, mas seu coração, perfeitamente saudável, continuava batendo. Um coração que podia salvar a vida do judeu. Estaria aquela pobre família árabe disposta a doar aquele precioso coração para salvar a vida de um israelense rico? Especialmente porque a bala alojada no cérebro do jovem tinha sido disparada por um soldado israelense?

O israelense enfermo, Yehiel Israel, pertencia a uma proeminente e próspera família de Jerusalém. Sofrendo de problemas na válvula do coração, foi levado às pressas ao Hospital Haddassah. Como a operação de coração aberto resultou em fracasso, a única esperança que restava a Yisrael era um transplante de coração, se fosse encontrado um doador. O agonizante palestino, Mohammed Nasser, vinha de ambiente bastante diferente. O trabalhador de vinte anos e seus oito irmãos moravam num bairro pobre de Nablus, numa cidade militantemente anti-israelense da parte ocupada da margem oeste. Em 16 de dezembro de 1988, Nasser assistia a um funeral de um adolescente vítima de uma bala de um soldado israelense. A emoção aumentou de um modo incrível, transformando a pricissão do funeral em uma marcha de protesto político. Várias centenas de militantes palestinos acompanhavam o caixão, gritando slogans anti-israelenses e empunhando a bandeira palestina proibida. Soldados isralemenses armados chegaram em seus jipes. Alguém atirou uma pedra neles, segundo relatórios. Começou um tumulto que deixou oito palestinos mortos. Nasser caiu com uma bala plástica em seu crânio, mas quando chegou ao hospital árabe no leste de Jerusalém, sua vida havia terminado. Seu cérebro tinha parado de funcionar apesar de seu coração continuar batendo. A televisão de Israel transmitiu este último acontecimento da "Intifada", ou seja, o levante palestino. Nisso, a família de Yehiel Yisrael, na busca desesperada de um coração salvador, ouviu a notícia sobre Nasser e começou a sonhar o impossível.

Conseguiriam persuadir a família daquele palestino a dar o coração dele, mesmo tendo sido ele baleado por um soldado israelense? Improvável, sem dúvida, mas era a única esperança. Iniciaram as negociações através de amigos que tinham contatos com a comunidade árabe, mas uma questão precisava ser discutida: é costume muçulmano não doar órgãos de uma pessoa viva e enquanto o coração estiver batendo, a pessoa é considerada viva. Este problema, entretanto, não era o fator decisivo na solução, como veremos mais tarde. O maior desafio para aquela família judia, era como superar a barreira muito mais ampla do que os sete quilômetros entre os dois hospitais. Um verdadeiro desfiladeiro de preconceitos, desconfianças e ódios estava entre eles.

David Hartman disse ao Los Angeles Times: "A vida em si é violentada nesta luta entre israelenses e palestinos", disse ele, "existem duas tribo". Tratam-se de duas tribos em conflito e os indivíduos são postos de lado. A simpatia natural é submersa na política."

Tribos em conflito. Sim, a história desta luta vem de longe, vem de mais de quatro mil anos, desde o antigo patriarca Abraão. Há mais coisas envolvidas do que a política e o preconceito racial. É uma batalha entre duas religiões antigas, ambas tendo suas raízes no pai Abraão.O israelenses crêem que Deus deu a Palestina a eles através de Isaque, filho de Abraão. Isaque foi o filho do pacto apontado por Deus. Os árabes, por outro lado, exigem a terra da Palestina porque são descendentes do outro filho de Abraão, Ismael,

Pessoalmente, eu sinto profundamente por ambos os lados. Mas, quer gostemos ou não, os cristãos estão vitalmente envolvidos nos eventos no Oriente Médio, afinal, nosso Senhor viveu e morrei lá na Palestina.Quando Cristo andou por esta Terra, Ele se encontrava em freqüente conflitos com situações religiosas de seus dias. Ele recusou-se a fazer coro ao preconceito deles. O preconceito naquela época era tão profundo que os judeus tornaram o templo um motivo de segregação. Sob pena de morte eles proibiam os gentios, incluindo os palestinos não-judeus, a adorarem com eles no interior do santuário.

Em 1871, acredite ou não, arqueólogos encontraram evidências desse decreto de morte. Escavando as ruínas do terreno do templo em Jerusalém, eles encontraram a própria pedra marcada com esta advertência: "Nenhum homem de outra raça deve entrar nessa área nem chegar perto das paredes do santuário. O que assim fizer será preso e será o único culpado pela pena de morte que como conseqüência será imposta sobre ele."

Que coisa triste! No máximo, os judeus tratavam os gentios palestinos com indiferença ou então os desprezavam; e os palestinos reagiam no mesmo espírito, considerando os judeus inimigos da raça humana.

Sabe, a literatura dos dias de Cristo está repleta desta contínua hostilidades entre as duas raças. E Jesus, o Príncipe da paz, veio para derrotar o poder do preconcetio. Através de Sua morte, Ele fez uma provisão para que as pessoas de todas as procedênmcias amem umas às outras como filhos de Deus. Veja o que diz Efésios 2:13 e 14: "Mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e tendo derrubado a parede de separação que estava no meio, a iniqüidade."Sim, Jesus desceu do Céu para ganhar nosso coração para Deus e de uns para os outros. Por Sua morte na cruz, Cristo fez de Si mesmo a nossa paz e por sua vida Ele deixou o exemplo para seguirmos.

De todas as lições de amor que podemos aprender da vida de nosso Salvador, nada se destaca mais que o Seu encontro com a mulher palestina no poço. O Senhor caminhava de Jerusalém para a Galiléia. O dia estava quente, o sol do meio-dia o deixou com uma terrível sede. Jesus sentou-se junto a um poço para descansar e não tendo um balde para tirar água fria e refrescante, aguardou que aparecesse alguém e o ajudasse. Foi quando surgiu uma mulher e Jesus lhe pediu a gentileza de lhe dar um copo com água. Encontramos a resposta da mulher surpresa no evangelho de João: "Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? Porque os judeus não se dão com os samaritanos." João 4:9.

Mas havia um problema mais sério com esta mulher. Além do preconceito normal sobre o qual falamos há alguns instantes entre judeus e palestinos, ela foi apanhada num relacionamento imoral que fez dela uma pessoa rejeitada religiosa e solcialmente. Mas Jesus reconheceu sua alma perdida e solitária, sedenta de Deus. Deixando de lado o preconceito religioso, Ele ganhou o coração dela para o arrependimento do pecado e ela aceitou dele a água viva da salvação.

Amigo, diga-me como é no seu caso: você está como aquela mulher, preso a relacionamentos errados? Talvez um vício o tenha escravizado: o fumo, o álcool, a cocaína, talvez o preconceito, o ressentimento ou a armagura esteja destruindo a sua vida. Deixe-me assegurar a você isto: não importa qual possa ser o seu problema. Deus ama você. Ele realmente ama você. Jesus ainda tem aquele coração suave para com os pecadores. Neste momento Ele estende as mãos, Ele anseia que você o aceite hoje.

Antes de voltarmos para a história de Mohammed Nasser e Yehiel Yisrael, deixe-me dizer brevemente como você pode aceitar uma vida nova oferecida por Cristo.

Primeiro, reconheça qe todos nós partilhamos de um problema semelhante, uma doença fatal. Em Romanos 3:23, o apóstolo Paulo diz: "Não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

Portanto, não há diferença, nenhuma distinção entre entre os membros da família humana. Nenhum de nós é melhor ou pior, seja protestante, judeu, católico, anglo, negro, latino ou asiático. Estamos igualmente sob a mesma triste circunstância. Todos nós fomos destituídos do glorioso ideal de Deus. não há nenhum lugar para orgulho ou preconceito. Jamais esqueça, amigo, que todos fomos destituídos, por isso todos merecemos a morte. Eu mereço a condenação tanto quanto você. Quando você toma a minha ou a sua vida ou a vida de qualquer outro e a compara com o caráter de Cristo, acaba sempre em desvantagem. E quando entendermos essa verdade básica do evangelho, você não acha que iremos parar de olhar por cima os irmãos e irmãs de outras procedências? O ressentimento racial e religioso simplesmente acabará. No amor de Deus, através de Jesus, simplesmente somos todos iguais, sabia? E no que se refere à bondade pessoal, eu não sou bom e você também não é.

Graças a Deus a história não termina aí. Veja as boas novas do livro do apóstolo Paulo: "Mas Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)". Efésios 2:4 e 5. Maravilha! Através da morte de Cristo na cruz, você vê o que aconteceu? Fomos todos vivificados juntos no Senhor Jesus Cristo. Portanto somos iguais outra vez.Anteriormente nós estávamos perdidos juntos. Agora, em Jesus, somos redimidos juntos, isto é, se deixarmos os pecados e confiarmos em Jesus.Você quer o que Deus lhe oferece em Jesus? Então não espere mais. Diga sim a Ele. Diga-lhe que você quer mudar seus modos pecaminosos deste mundo pelo que Ele oferece. Aí você pode se considerar perdoado.

Esta é uma notícia maravilhosa que nos enche de alegria. Quando eu aceito Jesus como meu Salvador, Deus me considera tão perfeito quanto Ele. E quando você aceita a Jesus, você também é considerado perfeito. Todos partilhamos da perfeição de Cristo. Não existe mais diferença. Quando Deus olha para todos nós Ele sorri e diz: "Estes são meus filhos amados em quem me comprazo".

Bem, isto não é devido ao nosso grande amor a Deus, mas sim devido ao Seu grande amor por nós. Veja como o evangelho destrói o orgulho e o preconceito. Sem Jesus, somos todos iguais, perdidos. Com Ele, somos todos iguais, salvos. Tudo isso pela misericórdia de Deus, Sua merecida graça.

Boa notícia, de fato. Mas vemo-nos diante de uma pergunta desconcertante: com tudo o que Cristo fez por nós, por que não existe um maior amor e paz na igreja cristã?

A História registra terríveis conflitos entre os cristãos. Batalhas e perseguições de partir o coração, tudo em nome de Jesus. A Igreja assassinou muçulmanos e judeus durante as cruzadas medievais. Mesmo agora, muitos cristãos alimentam preconceitos contra os nossos irmãos muçulmanos e judeus. Todos nós, cristãos, judeus e muçulmanos, necessitamos de reconciliação através da cruz de Cristo. Ele quer nos dar um novo coração, uma nova atitude de amor e aceitação.

Tente imaginar se o mundo inteiro se submetesse aos termos do evangelho. Temos tentado reformas sociais, e não têm funcionado. A religião em si tem falhado miseravelmente. O mundo está farto de religião pura e simples. O que quero dizer é que precisamos do evangelho, do puro evangelho para derreter nosso coração orgulhoso e nos reconciliar uns com os outros e com Deus.

Nenhum lugar no mundo necessita mais do poder curador do amor de Deus do que o Oriente Médio. Sem Jesus, o Príncipe da paz, não há esperança de um acordo duradouro no conflito árabe-israelense. E, tristemente, sem Jesus, a história com a qual inciamos a palestra, teve um final trágico.A família de Yehil Yisrael, o israelense que ia morrer, procurou um novo coração do melhor modo que sabiam. Pediram a amigos importantes que conheciam pessoas que conheciam os árabes, mas a família jamais fez um apelo pessoal à família de Mohammed Nasser. Como disse o irmão de Yisrael a um repórter do Los Angeles Times:

"Nunca houve qualquer contato direto com os árabes. Nós não saberíamos como fazê-lo."

Que coisa triste. Não havia nenhum ponto comum entre os israelenses e os palestinos. Nanhuma ponte pela qual as famílias pudessem se comunicar diretamente. O tempo estava se esgotando. Pecisavam conseguir um coração dentro de 72 horas.

Autoridades árabes e até mesmo políticos israelenses foram até o hospital de Nasser pedir à família o coração dele. Eles insinuaram que, com tal gesto, a família Nasser iria contribuir para um passo histórico para a paz e até ajudar na causa da independência palestina. Uma acalorada discussão ocorreu entre a família Nasser e tudo resultou nisso; "Se dermos a eles o coração, eles vão sair e matar mais alguns de nós a tiros outra vez."

Então a opinião popular da comunidade palestina voltou-se contra os árabes que estavam negociando para salvar a vida do jovem judeu.

Um homem de negócios, frustrado, disse a um repórter: "Eu pensei que seria um gesto de paz. Agora todos estão revoltados comigo. Tenho recebido ameaças de morte pelo telefone."Imagine: ameaças de morte para alguém que estava tentando salvar uma vida. No meio de sentimentos tão amrgos, a Conferência de Paz entre essas tribos em conflitos, começou a ruir. Desesperada, a família israelense ofereceu dinheiro pelo coração palestinho, muito dinheiro. Falou-se em meio milhão de dólares. No entanto, a oferta de dinheiro apenas fortaleceu a decisão dos palestinos de recusar a oferta.o pai de Nasser explicou: "Do ponto de vista humano, seria possível considerar a doação do coração, mas do modo como viram, com dinheiro... isso, depois de os soldados atirarem nele! Como poderíamos doar o coração?"

Quando as negociações cessaram, os dois homens morreram, e tudo por nada. Na noite de 25 de dezembro, Natal, no dia em que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, enterraram Mohammes Nasser.

Eu digo novamente: este mundo precisa de Jesus. O novocoração, a nova atitude de amor que Ele nos oferece. Você e eu realmente precisamos de Jesus.




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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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