Trovadorismo (Portugal: 1189/1198-1418)



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  1. Trovadorismo (Portugal:1189/1198-1418)

  2. Humanismo (Portugal:1418-1527)

    1. Fernão Lopes

    2. Gil Vicente (1465?-1536?)



  1. Classicismo (Portugal:1527-1580)

    1. Bernardim Ribeiro

    2. de Miranda

    3. Antônio Ferreira

    4. Luís Vaz de Camões (1525?-1580)



  1. Literatura de Informação sobre o Brasil e Literatura dos Jesuítas (Brasil:1500-1601)

    1. Pedro Magalhães Gandavo

    2. Gabriel Soares de Souza

    3. Manoel da Nóbrega

    4. Pe. José de Anchieta



  1. Barroco

    1. Barroco em Portugal (1580-1756)

      1. Pe. Antônio Vieira

      2. D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666)

      3. Pe. Manuel Bernardes (1644-1710)

      4. Francisco Rodrigues Lobo (1580?-1622)

      5. Antônio José da Silva - O Judeu (1705-1739)

      6. Sóror Mariana Alcoforado (1640-1723)

      7. Frei Luís de Souza (1555-1723)



    1. Barroco no Brasil (1601-1768)

      1. Bento Teixeira Pinto (c.1565-1600)

      2. Manoel Botelho de Oliveira (1636-1711)

      3. Frei Manuel de Santa Maria Itaparica (1704-?)

      4. Pe. Antônio Vieira

      5. Gregório de Matos (1623-1696)

      6. Sebastião da Rocha Pita (1660-1738)



  1. Arcadismo

    1. Arcadismo em Portugal (1756-1825)

      1. Domingos Caldas Barbosa (1738-1800)

      2. Pe. Francisco Manuel do Nascimento

      3. Bocage (1765-1805)



    1. Arcadismo no Brasil (1768-1836)

      1. Cláudio Manuel da Costa (1729-1789)

      2. Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810?)

      3. Silva Alvarenga (1749-1814)

      4. Basílio da Gama (1741-1795)

      5. Santa Rita Durão (1722-1784)



  1. Romantismo

    1. O Romantismo em Portugal (1825-1865)

      1. Almeida Garret (1799-1854)

      2. Alexandre Herculano (1810-1877)

      3. Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875)

      4. Soares de Passos (1826-1860)

      5. Camilo Castelo Branco (1825-1890)

      6. João de Deus (1830-1896)

      7. Júlio Dinis (1839-1871)



    1. O Romantismo no Brasil (1836-1881)

      1. Gonçalves de Magalhães (1811-1882)

      2. Gonçalves Dias (1823-1864)

      3. Álvares de Azevedo (1831-1852)

      4. Junqueira Freire (1832-1855)

      5. Casimiro de Abreu (1839-1860)

      6. Fagundes Varela (1841-1875)

      7. Castro Alves (1847-1871)

      8. Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade) (1833-1902)

      9. Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882)

      10. Manuel Antônio de Almeida(1831-1861)

      11. José de Alencar (1829-1877)

      12. Luís Gama (1830-1882)

      13. Bernardo Guimarães (1825-1884)

      14. Visconde de Taunay (1843-1899)

      15. Franklin Távora (1842-1888)

      16. Martins Pena



    1. O Romantismo na Alemanha

    2. O Romantismo na Inglaterra

    3. O Romantismo na França

    4. O Romantismo na Itália

    5. O Romantismo na Rússia

    6. O Romantismo nos Estados Unidos

  1. Realismo Naturalismo

    1. O Realismo Naturalismo em Portugal (1865-1890)

    2. O Realismo Naturalismo no Brasil (1881-1893)

    3. O Realismo na França

    4. O Realismo nos Estados Unidos

    5. O Realismo na Rússia

    6. O Realismo na Irlanda

    7. O Realismo na Noruega

    8. O Realismo na História

  2. O Parnasianismo

    1. O Parnasianismo no Brasil

    2. O Parnasianismo na França

  3. Simbolismo

    1. O Simbolismo em Portugal (1890-1915)

    2. O Simbolismo no Brasil (1893-1902)

    3. O Simbolismo na França

    4. O Simbolismo na Itália

  4. Modernismo

    1. Modernismo em Portugal - 1ª fase (Orphismo)

      • Autores do Orphismo

        1. Fernando Pessoa

        2. Mário de Sá Carneiro

        3. Florbela Espanca

        4. Almada Negreiros



    1. Modernismo em Portugal - 2ª fase (Presencismo)

      • Autores do Presencismo

        1. João Gaspar Simões

        2. Miguel Torga

        3. Adolfo Casais Monteiro

        4. José Régio



    1. Modernismo no Brasil - 1ª Fase - Semana de Arte Moderna -

      • Antecedentes

      • Características

      • A Semana de Arte Moderna

      • Panorama da época

      • Autores por data de estréia e Obras representativas

      • Autores da Primeira Fase Modernista

        1. Mário de Andrade

        2. Oswald de Andrade

        3. Manuel Bandeira

        4. Menotti del Picchia

        5. Raul Bopp

        6. Guilherme de Almeida

        7. Alcântara Machado

        8. Cassiano Ricardo



    1. Modernismo no Brasil - 2ª Fase (1930-1945)

      • Panorama da Época

      • Prosadores da segunda Fase

        1. José Lins do Rego

        2. Graciliano Ramos

        3. Jorge Amado

        4. Érico Veríssimo

        5. Rachel de Queiroz

        6. Cyro dos Anjos

        7. Octávio de Faria

        8. José Geraldo Vieira



      • Poetas da segunda Fase

        1. Carlos Drummond de Andrade

        2. Cecília Meireles

        3. Vinícius de Moraes

        4. Jorge de Lima

        5. Murilo Mendes



    1. Pós-Modernismo em Portugal: (Neo-realismo e tendências contemporâneas)

      1. Antônio Alves Redol

      2. Manuel da Fonseca

      3. Carlos de Oliveira

      4. José Cardoso Pires

      5. Augusto Abelaira

      6. Virgílio Ferreira

      7. José Gomes Ferreira



    1. Pós-Modernismo no Brasil

      1. Geração de 45

      2. Panorama da época

      3. Autores

        1. Guimarães Rosa

        2. Clarice Lispector

        3. João Cabral de Melo Neto



      1. Crônica

      2. Poesia Concreta

    1. Principais Escritores outros países (século XX)

  1. Progresso Artístico

  2. Progresso Científico

  3. Progresso da Filosofia



  1. Trovadorismo (Portugal:1189/1198-1418)

Período compreendido entre os séculos XII e XV correspondente à Idade Média, caracterizado por um sistema social denominado feudalismo.

Três camadas rigidamente distintas marcam a hierarquia da sociedade feudal:

Nobreza - detinha o poder sobre as terras e as pessoas que nela trabalhavam (vassalagem)
Clero - extremamente rico, graças à posse de grandes extensões territoriais
Povo - classe numericamente maior porém politicamente a menos importante

Os senhores feudais (nobres) eram proprietários dos feudos, aldeias circundadas por terras cultiváveis; nessas terras o povo trabalhava.


A terra era o índice da fortuna de um homem e era disputada constantemente através de guerras.

Para se defender os nobres contratavam guerreiros, formando espécie de exercito, que eram pagos em terra.


Dessa troca, surge a figura do vassalo, homem que, ao receber o feudo, jurava fidelidade e serviço ao seu senhor e essa relação denominas-se vassalagem.

A possibilidade de passagem de uma classe para outra era praticamente impossível, pois qualquer tentativa nesse sentido equivalia a contrariar a vontade de Deus.

A figura de Deus domina toda a cultura da época, gerando uma visão de mundo baseada no Teocentrismo, ou seja, Deus como o centro do Universo.

A Igreja medieval exprimia o modo de pensar da classe dominante e se baseava na ideia de que a natureza humana é apenas uma expressão da vontade divina.

A autoridade da Igreja, dominando a cultura medieval, levou a uma concepção de mundo segundo a qual todas as coisas terrenas estão ligadas ao mundo divino.

O homem é colocado num plano subalterno, sendo a salvação da alma sua preocupação básica.


O poeta da época era chamado trovador e as poesias eram feitas para serem cantadas, e por isso chamadas de cantigas.
Haviam dois tipos:
:: a lírico-amorosa: cantiga de amor e cantiga de amigo
:: a satírica: cantiga de escárnio e cantiga de maldizer

Uma cantiga, que tornou-se conhecida como "A Ribeirinha", escrita por Paio Soares de Taveiros dedicada a Maria Pais Ribeiro, escrito em 1198, é o mais antigo documento escrito em língua portuguesa.

O fim desse período é didaticamente determinado pela data de 1418, ano em que Dom Duarte nomeou Fernão Lopes como conservador do arquivo do Reino (Guarda-Mor da Torre do Tombo).



  1. Humanismo (Portugal:1418-1527)

O Humanismo caracteriza-se por uma visão nova do homem em relação a Deus e, consequentemente, em relação a si mesmo.

Essa nova atitude diante da realidade decorre de mudanças ocorridas no contexto político e sócio-econômico da época.

As três classes sociais existentes não apresentavam mais limites tão rígidos e distintos. As cidades oferecem uma nova opção aos camponeses que abandonam o campo. Esse fato propicia o início do afrouxamento do regime feudal de servidão.

Surge uma nova classe: a burguesia (burgos = cidade), e o comércio é a sua base de sustentação.

Nessa época também têm início as grandes navegações que levam a uma valorização crescente das conquistas humanas.

Como consequência dessa nova realidade social, o Teocentrismo começa a ruir, paralelamente à valorização do Antropocentrismo (o homem como centro do universo).

Este período está delimitado pelos marcos meramente didáticos que coincidem com a nomeação em 1418 de Fernão Lopes como Guarda-Mor da Torre do Tombo. Essa nomeação reflete uma mudança de mentalidade em Portugal, visto que ele é o primeiro historiador com visão científica do fato histórico, o que se constituía em novidade para a época.

E 1527, volta da Itália, onde permanecera por seis anos, o poeta Sá de Miranda, trazendo novas ideias a respeito da arte. A difusão dessas ideias tem importância fundamental, a ponto de marcar o início do Renascimento português, cujas raízes assentam no Humanismo.

O Humanismo é considerado um período de transição.

A prosa, a poesia e principalmente o teatro produzidos nesse período refletem essa transição.

A prosa doutrinária, dirigida principalmente à nobreza, com finalidade fundamentalmente didática na crônica, a maior parte dos textos eram simplesmente compilados e colocados em ordem sem crítica por parte do cronista, que não passava de um compilador.

Fernão Lopes é o grande cronista da época, mudando essa concepção, fazendo uma crônica crítica, que resulta de investigação própria. Merecem destaque ainda como cronistas: Gomes Eanes de Zurara e Rui de Pina.

A poesia deste período compreende a chamada poesia palaciana, documentada através de uma coletânea feita por Garcia de Resende e publicada em 1516 com o nome de Cancioneiro Geral.



Gil Vicente (1465?-1536?), considerado o criador do teatro escrito em língua portuguesa apresenta em suas obras a característica fundamental desse período de transição.

A obra de Gil Vicente pode ser dividida didaticamente em dois blocos: Autos e Farsas

Autos: tinham a finalidade de divertir, moralizar ou difundir a fé cristã, os assuntos podiam ser religiosos ou profanos, sérios ou cômicos. Os principais são: Monólogo do Vaqueiro, Auto da Alma, Auto da Feira, Auto da Índia, Trilogia das Barcas (compreendendo: Auto da Barca da Glória, Auto da Barca do Inferno e Auto da Barca do Purgatório).

Farsas: Em geral eram irreverentes, pois criticavam os costumes da época, tinham um só ato e poucos atores. As principais são: Farsa do Velho da Horta, Farsa de Inês Pereira, Quem tem Farelos?, Farsa dos Almocreves, Juiz da Beira.



  1. Classicismo (Portugal:1527-1580)

O novo estilo de época que caracteriza o Renascimento recebeu diferentes denominações na Europa, conforme suas manifestações. Em Portugal, costuma-se chamá-lo de Quinhentismo (1500) ou Classicismo, e abrange o período de 1527 a 1580.

1527 é o ano que o poeta Sá de Miranda, retorna a Portugal trazendo novas idéias a respeito da arte e o ano de 1580 marca o fim do Renascimento em Portugal, com a passagem do país ao domínio espanhol e com a morte do maior poeta da época: Luís de Camões.

O nome Classicismo decorre da "ressurreição" dos escritores clássicos da Antiguidade greco-latina, cuja leitura vai influenciar decisivamente o modo de viver e de se expressar da época. Através da leitura desses autores, aprenderam-se correntes de pensamentos, doutrinas políticas e concepções de história que vinham ao encontro dos anseios do homem renascentista. Por isso, o Classicismo é conhecido também como Renascimento, uma vez que a cultura grega já se caracterizava por uma visão antropocêntrica de mundo.

Com o novo clima que marcou o Renascimento (euforia, confiança e otimismo) permitiu uma nova leitura das obras do mundo greco-latino, que agora eram lidos com menos preconceito e com possibilidade de compreensão mais ampla, antes eles eram lidos para servirem apenas de fundamento à teologia vigente.

Os clássicos passaram a ser considerados como modelos de perfeição estética. A imitação dos antigos gregos e latinos vai ser a regra, e desta imitação decorrem as principais características da literatura desse período: racionalismo, universalismo, perfeição formal e super valorização do homem.

Apesar dessas mudanças, não se pode afirmar que o espírito medieval tenha desaparecido por completo durante o período clássico.

Em relação ao Classicismo português, podemos estabelecer o seguinte quadro sintético:


    1. Poesia

      épica : Luiz Vaz de Camões - Os Lusíadas


      lírica: Camões, Bernardim Ribeiro e Sá de Miranda

    2. Prosa

      ficção: Novelas de Cavalaria, Novelas Sentimentais


      não-ficção: Historiografia, Prosa doutrinária

    3. Teatro

      Comédia: Sá de Miranda e Antônio Ferreira


      Tragédia: Antônio Ferreira: Tragédia de D. Inês de Castro

Luís Vaz de Camões (1525?-1580) é o mais importante escritor do Classicismo português, manifestou o espírito do Renascimento através de uma obra que pode ser dividida em:

1. poesia lírica: em que o amor e o destino do homem são temas constantes.


2. poesia épica: em que recria a história do povo português na epopéia Os Lusíadas.
3. teatro: escreveu à maneira medieval (Auto de Filodemo) e à maneira clássica (Anfitriões).

  1. Literatura de Informação sobre o Brasil e Literatura dos Jesuítas (Brasil:1500-1601)

A Carta de Pêro Vaz de Caminha inaugura o que se convencionou chamar Literatura Informativa sobre o Brasil.

Textos que merecem destaque:

1. Pedro Magalhães Gandavo: Tratado da Terra do Brasil (1576), História da Província de Santa Cruz a que Vulgarmente Chamam Brasil (1576)

2. Gabriel Soares de Souza: Tratado Descritivo do Brasil (1587)

3. Cartas de missionários jesuítas escritas nos dois primeiros séculos de catequese.
Vieram ao Brasil muitos religiosos para catequizar nossos índios. Entre os que chegaram, merecem destaque a expedição chefiada por Manoel da Nóbrega (1549).
Em 1553 chega outro grupo de jesuítas, entre os quais estava o Pe. José de Anchieta.
Além de escrever cartas, sermões, estudos linguísticos e históricos, Anchieta foi poeta e teatrólogo.


  1. Barroco

O Panorama europeu do século XVII se caracterizava pela existência de conflitos de ordem religiosa, política econômica e social.

Aumento da influência da burguesia, graças ao desenvolvimento do capitalismo mercantilista Leia sobre Rev. Comercial

Término do ciclo das grandes navegações.

Pessimismo reinante entre os portugueses, decorrente do domínio espanhol a que estavam submetidos desde 1580.



Reforma Protestante, liderada por Calvino e Lutero, que se solidifica na Inglaterra e Holanda, fazendo dessa última um abrigo de dissidentes religiosos.

Divisão da Igreja como consequência da Reforma. Essa cisão marcou toda a cultura européia seiscentista, levando a Igreja católica a se organizar num movimento chamado Contra-Reforma, centralizado principalmente em Portugal e Espanha.

É criada uma tensão entre o Antropocentrismo e o Teocentrismo.


    1. Barroco em Portugal (1580-1756)

O ano de 1580 marca a passagem de Portugal ao domínio espanhol, o que provoca um acentuado pessimismo na sociedade lusa. Em 1756 acontece a fundação da Arcádia Lusitana, que marca o início de um novo estilo de época chamado Arcadismo.

Principais autores

      1. Pe. Antônio Vieira(1608-1697)

        1. Obras de profecia: História do Futuro, Esperanças de Portugal

        2. Oratória: Sermões (15 volumes) os mais famosos são:

          Sermão da Sexagésima (tem por assunto a arte de pregar)


          Sermão pelo bom sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda (contra a invasão holandesa no Brasil, em 1640)
          Sermão de Santo Antônio, também conhecido como Sermão aos Peixes (aborda a questão do indígena escravizado)

      2. D. Francisco Manuel de Melo(1608-1666)

        1. Poesia: Obras Métricas

        2. Prosa: Cartas de caráter moralista e doutrinário, como Cartas Familiares e Carta de Guia de Casados

        3. Teatro: Auto do Fidalgo Aprendiz (comédia)

      3. Pe. Manuel Bernardes(1644-1710)

        Sua obra mais importante é A Nova Floresta, prosa doutrinal e Religiosa.



      4. Francisco Rodrigues Lobo(1580?-1622)

        1. Poesia: Églogas, O Pastor Peregrino

        2. Prosa: Corte na Aldeia

      5. Antônio José da Silva - O Judeu

        Teatrólogo, autor de Ópera dos Bonecos.



      6. Sóror Mariana Alcoforado(1640-1723)

        Escreveu as célebres Castas Portuguesas



      7. Frei Luís de Souza(1555-1723)

        Duas obras merecem destaque no Barroco português:



        A Fênix Renascida - coletânea de poesias seiscentistas portuguesas.
        A Arte de Furtar - crítica social à época de D. João IV. Obra de caráter satírico, publicada em 1652, de autoria desconhecida

    1. Barroco no Brasil (1601-1768)

O ano de 1601 marca a publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira Pinto.
Em 1768, com a publicação das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa, tem início o Arcadismo brasileiro.

Principais autores:

      1. Bento Teixeira Pinto(c.1565-1600)
        Sua obra mais importante é a tentativa de poema épico Prosopopéia, calcada em Os Lusíadas

      2. Manoel Botelho de Oliveira (1636-1711)
        Escreveu o poema Música do Parnaso.

      3. Frei Manuel de Santa Maria Itaparica(1704-?)
        Sua obra mais importante Ilha de Itaparica

      4. Pe. Antônio Vieira
        É estudado tanto na literatura portuguesa como na brasileira.

      5. Gregório de Matos (1623-1696) (*??? 1636/1695) (1636/1695)
        É o mais importante dos barrocos brasileiros.
        Advogado baiano, foi apelidado de "Boca do Inferno", graças a sua irreverência ao criticar a sociedade da época. Escreveu poesias líricas, religiosas e satíricas.

      6. Sebastião da Rocha Pita (1660-1738)
        É importante assinalar ainda, no Barroco brasileiro, a existência de Academias, que foram grêmios literários e eruditos, copiados de modelos portugueses. Tiveram importância como órgão propagador do Barroco e representam o primeiro sintoma de uma preocupação humanística entre os brasileiros. As Academias mais conhecidas são: Academia Brasílica dos Esquecidos(Bahia), Academia Brasílica dos Renascidos (Bahia), Academia dos Felizes(Rio).

  1. Arcadismo

A Europa do século XVIII se caracterizava por profundas mudanças:

    1. Intenso progresso científico:

      • - lei da gravidade descoberta por Newton (1642-1727);

      • - abordagem das leis das sensações pela Psicologia;

      • - Classificação dos seres vivos pela Biologia.

    1. Desse surto de progresso resulta a tecnologia e o conseqüente aumento da produção. Generaliza-se a concepção de que negócios e ciências constituem campos independentes da esfera religiosa.

    2. A grande quantidade de produtos gera novas formas de comércio, fortalecendo a burguesia, classe que vai se afirmar como líder da História.

    3. O progresso de industrialização provoca a urbanização cada vez mais crescente, o que ocasiona o fenômeno da corrida às cidades e o abandono do campo.

    4. A Declaração dos Direitos do Homem vem à luz em 1789, na França.

    5. A Revolução Francesa é o ponto culminante da realidade, e a consequência indireta disso é o culto da razão prática.

    6. Os progressos na investigação biológica fortalecem a concepção de que o mundo é fundamentalmente homogêneo: a heterogeneidade no campo psicológico, biológico e físico é apenas aparente e resulta da mesma evolução material.

Conseqüências:

a) uma visão de mundo totalmente científica: o homem da época acredita na ciência como meio de explicar o mundo e como meio de modificar a sociedade;


b) a Razão passa a ser a base de todo o saber humano: a antítese e a religiosidade do Barroco são menosprezadas.

Todas essas mudanças caracterizaram um movimento cultural que marca a fisionomia da Europa do século XVIII: o Iluminismo

A ideia de progresso como meio de trazer a felicidade ao maior número de pessoas é predominante na época.

Por isso, o século XVIII é conhecido como o século das luzes, século em que se acredita que tudo pode ser explicado pela ciência e pela razão.


Essa visão de mundo se concretiza na Enciclopédia(colossal obra de uns 30 volumes, sintetizou os conhecimentos filosóficos e científicos da época), publicada na França em 1751, tendo á frente os filósofos D'Alembert, Voltaire e Diderot.

Não é difícil deduzir que a propagação do saber científico se opõe às idéias predominantemente religiosas do período anterior, o Barroco. O despojamento religioso, o sentimento de equilíbrio de uma sociedade que acredita ter atingido a síntese da razão com a fé, vai-se refletir na produção artística do período.

O estilo que predomina na literatura da época é denominado Arcadismo ou Neoclassicismo.

Convém examinar esses dois nomes, pois eles sintetizam a visão de mundo expressa pela literatura da época.



    • Arcadismo: derivado de Arcádia, região mitológica da Grécia, que simbolizava o ideal de vida, onde pastores, chefiados pelo deus Pan, se dedicava ao pastoreio e à poesia.

    • Neoclassicismo: (neo = novo), pois o movimento propunha, basicamente, a imitação dos clássicos, que voltando à Antiguidade greco-romana, quer imitando escritores quinhentistas da Renascença, considerados fonte de equilíbrio e sobriedade.

A palavra imitação, nesse caso, não deve ser entendida como cópia pura e simples dos clássicos. Trata-se, antes de tudo, de conseguir determinadas convenções. Conforme diz o crítico Antônio Candido, essa imitação leva "a criticar e acentuar o convencionalismo árcade, como se as demais escolas literárias não funcionassem também segundo convenções.

Apenas, nesta, é mais visível..."



    1. Arcadismo em Portugal (1756-1825)

O ano de 1756 marca a fundação da Arcádia Lusitana, inspirada na Arcádia Romana de 1690.
Em 1825 publica-se o poema Camões, de Garret, que concretiza a visão romântica da realidade.

Fatos importantes em Portugal da época:

      1. A publicação da obra Verdadeiro Método de Estudar, de Luís Verney(1746), que propõe a reforma do ensino superior em Portugal, tendo por base as ideias iluministas.

      2. A reforma do ensino levada a efeito pelo Marquês de Pombal, decorrente da expulsão dos jesuítas em 1759.

      3. A mineração brasileira que permite o reequilíbrio das finanças portuguesas.

      4. A fundação da Academia de Ciências de Lisboa, em 1779, com a finalidade de atualizar a universidade com relação aos progressos científicos da época.

      5. Após o terremoto de 1755, Lisboa foi reconstruída em linhas modernas e arrojadas.

      6. A fundação da Academia real de História (1720) e a Academia Real de Ciências, ambas semelhantes às que havia no resto do mundo.

A atuação do Marquês de Pombal, principalmente, leva à integração de Portugal no contexto europeu da época.



      1. Na Poesia, gênero mais cultivado da época, destacam-se:

        1. Domingos Caldas Barbosa (1738-1800), fundador da academia chamada Nova Árcadia, em 19710.
          Obra: Viola de Lereno (quadrinas populares)

        2. Pe. Francisco Manuel do Nascimento, conhecido pelo pseudônimo árcade de Filinto Elísio.

        3. Bocage (Manuel Maria Barbosa du Bocage) (1765-1805)

      1. A Prosa apresenta obras ligadas à história, à filosofia, à ciência e à pedagogia, produção essa que fica fora das convenções árcades.

      2. Teatro compreende a tradução a adaptação dos clássicos franceses e a produção nacional.

    1. Arcadismo no Brasil (1768-1836)

No ano de 1768 houve a publicação das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.
Em 1836, a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, que marca o início do Romantismo.

O século XVIII no Brasil é considerado como o século do ouro, graças à intensificação da extração mineral e à descoberta do diamante. O eixo econômico do país desloca-se:

para Minas: centro da extração do minério;
para o Rio: porto de escoamento e a nova capital do país desde 1763.

Com a finalidade de contrabalançar o déficit comercial, Portugal explorava ao máximo sua colônia americana.

Consequentemente, os impostos sobre os minérios aumentavam cada vez mais, dando origem a uma grande insatisfação geral.

Acrescente-se a esse fato as influências das ideias libertárias européias trazidas pelos estudantes brasileiros recém chegados da Europa e a Independência das colônias inglesas da América do Norte em 1776.

Esse descontentamento geral vai aumentando até culminar na Inconfidência Mineira, preparada por pequeno grupo de letrados, muitos deles ex-estudantes da Universidade de Coimbra.

Esse grupo de oposição política também participava da produção científica, histórica e literária da época.


Pela primeira vez na sociedade brasileira pode-se falar numa relação organizada e sistemática, ainda que insipiente, entre escritor e público.

A preocupação com a realidade com a realidade brasileira e a produção cultura sistematizada, fazem surgir traços que identificam uma literatura que começa a se afastar dos modelos portugueses. Essa busca de identidade para a literatura nacional se manifesta através:



      • do aproveitamento do indígena não mais como curiosidade, como acontecia na literatura informativa, mas como herói. Essa tendência representa a versão brasileira da apologia do homem natural, bom selvagem, proposta no Arcadismo europeu. Se expressa principalmente na poesia épica.

      • da incorporação da paisagem brasileira à descrição, expressa na poesia lírica e épica.

      • da visão da situação política do Brasil, expressa principalmente na poesia satírica.

Podemos, por isso, afirmar que o século XVIII no Brasil é marcado pelo desabrochar do sentimento nativista. A produção literária do Arcadismo brasileiro, que tem a poesia como principal forma de expressão, permite a seguinte divisão:



      1. Cláudio Manuel da Costa - Poesia lírica e épica (1729-1789)

      2. Tomás Antônio Gonzaga - Poesia lírica e satírica(1744-1810?)

      3. Silva Alvarenga - Poesia lírica (1749-1814)

      4. Basílio da Gama - Poesia épica (1741-1795)

      5. Santa Rita Durão (Frei José de Santa Rita Durão) - Poesia épica (1722-1784)

  1. Romantismo

O século que se seguia à Revolução Francesa foi um período de mudanças rápidas e profundas. Em confronto com ele, a vida na época precedente parece quase estacionária. Jamais, em tão breve espaço de tempo, houve alterações tão radicais nos modos de vida ou uma subversão de tradições veneráveis, em tão larga escala.

Uma avalancha de inventos novos acelerou o ritmo da vida a um ponto que ultrapassava os mais ousados sonhos de Leonardo da Vinci ou de Newton. Quando a Revolução Francesa terminou, a Europa contava com 180 milhões de habitantes.

Em 1914, essa população atingira o total quase incrível de 460 milhões. Nunca se tinha verificado, em épocas anteriores, algo semelhante a tal acréscimo, em pouco mais de um século. Em consequência dessa e de outras mudanças, a vida do homem moderno assumiu um grau de complexidade e variedade até então desconhecido.

Os novos ideais sociais e políticos multiplicaram-se, em desconcertante confusão. Foi uma época de alterações contínuas de tendências em conflitos e de agudas divergências sobre os problemas sociais.

Assim o historiador Edward Burns sintetiza o caráter da nova época em que surgiu o estilo denominado Romantismo.

A origem do romantismo prende-se ao progresso político, econômico e social da burguesia. Após a Revolução Francesa (1789), o Absolutismo entra em crise, dando lugar ao liberalismo, doutrina fundamentada na crença da capacidade individual do homem.

A Revolução Francesa, juntamente com a Revolução Industrial inglesa, gerou processos que vão estender-se a todas as dimensões da cultura. Contrariamente ao que se propunha o Classicismo e o Neoclassicismo, o Romantismo fundamenta-se na total liberdade de criação, não obedecendo a modelos preestabelecidos. Isso significa, portanto, uma ruptura dos padrões aceitos até então.

Victor Hugo escritor francês do século XIX, pregava:

“Metamos o martelo nas teorias, nas poéticas e nos sistemas. Abaixo esse velho reboco que marcara a fachada da arte!


Nada de regras nem de modelos"!

Fica mais ou menos evidente que o Romantismo, enquanto movimento cultural amplo representa uma oposição ao pensamento iluminista.

Vale salientar a diferença entre romantismo (estado de espírito) e Romantismo (estilo de época), enquanto estado de alma, o romantismo encontra-se espalhado por toda a literatura - com maior ou menor intensidade - nas mais variadas épocas. Portanto este estado designa um modo de sensibilidade, não submetido a datas. Trata-se de uma categoria psicológica.

Já o Romantismo enquanto movimento artístico compreende a tendência geral da vida e da arte que predominou na primeira metade do século XIX, na Europa. Esse foi o período em que aquele estado de alma se expressou de maneira mais nítida nas artes, isto é, tornou-se um estilo de época. Por isso o termo Romantismo designa um movimento artístico determinado no tempo. Trata-se de uma categoria histórica.

Na pintura a liberdade de criação desencadeia um emocionalismo tempestuoso.

Na arquitetura a influência do romantismo não se fez sentir com muita intensidade, o que se observa é uma mistura de vários estilos que vão do gótico medieval ao barroco.

A música do período também é uma reação à rigidez do Classicismo, passando agora a ser encarada como expressão dos estados de alma, sentimentos e paixões humanas. Portanto, é uma expressão também de caráter individualista. Os dois maiores músicos do Romantismo foram Schubert e Beethoven.

Como nas demais artes, as características do Romantismo literário decorrem de uma visão de mundo centrada no indivíduo. Essa subjetividade traduz-se em:



    1. Liberdade de criação
      Sabemos que o artista recria a realidade. No Classicismo, essa recriação do mundo obedecia, sobretudo, ao desejo de expressar aquilo que era geral e universal. Para tanto, a norma era imitar a arte greco-romana, uma vez que a arte da Antigüidade era considerada universal.
      No Romantismo, essa recriação da realidade não obedecia mais a esquemas preestabelecidos, como ocorria no Classicismo e Arcadismo. Não se aceita mais as fontes grega e latina como modelos de criação. O romântico se expressa através de uma atitude pessoal e única.
      Uma conseqüência dessa postura diante da arte é a nova feição da poesia, que não segue mais os modelos clássicos, mas assume a estrutura ditada pelo eu do poeta.

    2. Sentimentalismo
      O romântico analisa a expressa a realidade por meio do sentimento. Isso equivale a dizer que a razão fica em segundo plano. O sentimento é considerado como o grande valor da vida, pois os românticos acreditam que só através dele se consegue traduzir o verdadeiro interior do indivíduo. Por isso, a medida do mundo é dada pelo sentimento individual.

    3. Insaciedade
      O individualismo romântico considera que o espírito humano busca sempre a perfeição, a totalidade, o absoluto, o infinito. No entanto, pela sua própria condição, o homem é incapaz de atingir o absoluto. Essa incapacidade gera insatisfação, amargura e até um sentimento obsessivo pela morte, encarada como única saída para a finitude do mundo.

    4. Mal do século
      Na ânsia de plenitude, da impossível totalidade, o romântico sente-se desajustado no seu meio, tido por ele como insatisfatório. O homem de sua época é visto como um ser fragmentado, uma peça na engrenagem social. Dessa análise da realidade decorre o sentimento de perda da individualidade.

      Tal desajustamento conduz ao mal do século, definido como a aflição e a dor decorrentes da falta de sintonia com o mundo. É um estado de espírito que leva o romântico à busca da solidão, ao gosto pela melancolia e pelo sofrimento. Como saída para esse desequilíbrio o romântico desenvolve mecanismos de evasão, de fuga da realidade.



    5. Evasão
      processa-se em três níveis: no tempo, no espaço e na morte.

      A evasão no tempo leva o romântico ao passado histórico ou individual em busca de situações consideradas ideais principalmente pelo que representam de estabilidade. No passado histórico ele vai redescobrir a Idade Média, que lhe parece uma época de grande estabilidade política e social. Além disso, a Idade Média apresentava elementos pitorescos, misteriosos e lendários. Alguns tipos medievais (como o cavaleiro das Cruzadas) reaparecem como personagens que simbolizam tal época.


      É na Idade Média que o romântico encontra a origem de cada nação, a matriz cultural de cada povo. A cultura medieval foi considerada como expressão típica de cada nação, expressão que tinha ficado imune à unificação imposta pelos modelos racionalistas do Classicismo. Isso significa que o romântico sai em busca da personalidade cultural de cada povo, à procura dos traços individuais e intransferíveis que distinguem uma nação de outra.

      Essa recriação da atmosfera medieval leva ao estudo e à valorização das tradições populares de cada país e a temática histórica para fornecer elementos para muitos dramas romances da época.

      Todo esse processo pode ser resumido numa expressão: busca das raízes da nacionalidade, que conduz ao nacionalismo - outra característica do Romantismo. Nesse mesmo processo recupera-se a religiosidade medieval, considerada como importante fator de unidade daquela época.

      De volta ao passado histórico resultam as seguintes características da literatura do Romantismo:

      - recuperação da cultura medieval (no Romantismo europeu);
      - reaparecimento de tipos medievais;
      - exaltação da nacionalidade;
      - religiosidade.

      No plano individual, o romântico volta á infância, que é vista e valorizada como um período de estabilidade emocional, um período seguro. Essa revalorização da infância articula-se, num contexto mais amplo, com a ideia do bom selvagem, posta em discussão pelo filósofo francês Rousseau, segundo a qual a sociedade atua como fator de corrupção da perfeição inata do homem. Por isso, a criança e o selvagem são vistos como modelos de inocência e pureza.

      A evasão no espaço leva o romântico a procurar paisagens novas, estranhas e primitivas. Por esse motivo, o Oriente, exótico em paisagens, tradições e costumes, acabou representando uma fonte de atração constante para os românticos.

      Outro espaço em que o romântico se refugia é a Natureza, vista como lugar ainda não corrompido pela sociedade.

      A evasão na morte é vista como a solução definitiva para o mal do século.

      Do mecanismo de evasão decorriam ainda:

      - a valorização do sonho e da loucura;
      - a valorização do místico e do sobrenatural.


    6. Heróis Grandiosos
      Na ânsia de glória, de infinitude, o herói criado elo escritor romântico não se contenta com o mundo em que vive. Por isso, ele o desafia, numa atitude rebelde. Essa rebeldia se volta contra o destino e até mesmo contra Deus. Assim, o destino do herói romântico é feito de revolta e solidão, pois ele não se julga semelhante aos outros homens.
      Essa visão de heroísmo explica alguns traços comuns nos escritores românticos:

      - a exaltação de personagens históricas que foram incompreendidas em sua época;


      o culto a Napoleão exemplifica essa tendência;

      - o fascínio por lendas e histórias de poetas que tiveram destino trágico e infeliz;


      a vida de Camões, por exemplo, constitui-se no assunto do poema que introduziu o Romantismo em Portugal.

    7. Senso de mistério
      Na compreensão do mundo, o romântico pouco utiliza a razão. Por isso, mergulha no seu inconsciente, onde tudo é caótico, misterioso e extraordinário. O escritor romântico está aberto para o sobrenatural e o fantástico.

    8. Supervalorização do amor
      O amor é considerado como valor supremo na vida do romântico. A perda do amor leva-o a três atitudes básicas: morte, loucura ou suicídio.

    1. O Romantismo em Portugal (1825-1865)

Portugal não se isola dos outros países europeus no que diz respeito às transformações sócio- econômicas e políticas que se seguiram à Revolução Francesa. Merecem destaque na vida portuguesa os seguintes acontecimentos:

      1. a ascensão da burguesia;

      2. a substituição da monarquia absolutista pelo liberalismo;

      3. a vinda da família real para o Brasil;

      4. a Independência do Brasil;

      5. a Constituição de 1822, de caráter liberal.

Neste contexto têm lugar as primeiras manifestações românticas em Portugal.

Didaticamente, assinala-se o início do Romantismo português pela publicação, em 1825, do poema Camões, escrito por Almeida Garrett.



Camões, poeta desterrado que morreu na miséria, perseguido pela sociedade, aproxima-se do modelo de herói romântico. Por isso, a história de sua vida inspirou, na mesma época, além do poema de Garrett, uma composição musical e um quadro.

O Romantismo português termina em 1865, com a Questão Coimbra, que inaugura o Realismo-Naturalismo naquele país.



Panorama do Romantismo em Portugal

Segundo o professor Massaud Moisés, o Romantismo português se desenvolveu em três momentos:

Primeiro momento - Escritores ainda com características neoclássicas


      1. Almeida Garret (1799-1854)

      2. Alexandre Herculano (1810-1877)

      3. Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875)

        Segundo momento - Autores plenamente românticos

      4. Soares de Passos (1826-1860)
        Obra: Poesias (1855)

      5. Camilo Castelo Branco (1825-1890)
        Obra: Amor de Perdição (1862), Amor de Salvação (1864), A Doida do Candal (1867)

        Terceiro momento - Escritores de um romantismo mais comedido

      6. João de Deus (1830-1896)
        Obra: Campo de Flores (1893)

      7. Júlio Dinis (1839-1871)
        Obra: As Pupilas do Sr. Reitor (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), Uma Família Inglesas (1868)
        Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871)

    1. O Romantismo no Brasil (1836-1881)

O País assiste, no início do século XIX, ao fato que vai desencadear sua independência política e social:

a vinda da família real para o Brasil.

Logo após a chegada da corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, tem lugar uma série de transformações sociais e econômicas que visavam a possibilitar o funcionamento da administração do governo. Eis algumas das medidas adotadas:

abertura dos portos;

fundação do Banco do Brasil;

criação dos tribunais das Finanças e da Justiça;

permissão para o livre exercício de toda espécie de indústria;

implantação da imprensa;

fundação da Academia Militar e da Academia de Cirurgia;

inauguração da Biblioteca Real, contendo 60.000 volumes;

criação do curso de Direito.


A vinda da família real cria uma nova metrópole: o Rio de Janeiro.

A independência econômica do País está enraizada em algumas dessas medidas. Aos poucos, o sentimento anticolonialista do povo brasileiro começa a se fazer perceber, gerando também nossa independência política(1822)

Na pintura ocorre o registro da passagem, das personalidades e dos fatos históricos brasileiros, e essa nova temática de fundo nacionalista foi causada pela independência política(1822). São dessa época as obras de Pedro Américo, Debret e Vítor Meireles.

O mesmo nacionalismo que se observa na pintura, marcado pela glorificação da terra, da Natureza e da pátria, levou muitos compositores a escrever canções, hinos, modinhas e óperas incorporando elementos do folclore brasileiro. O objetivo comum é o de unir todo o povo em torno do novo sistema inaugurado a partir da Independência.

Merecem destaque nesse sentido as obras de Carlos Gomes, Brasílio Itiberê, Alexandre Levy e Alberto Nepomuceno.

No continente americano, a aparição do Romantismo é tardia, por causa da dependência cultural em relação à Europa. No Brasil, o período romântico tem que ser compreendido paralelamente ao processo de independência política.


É fundamental levar em conta dois fatores:


a - desejo consciente de enfatizar o nacionalismo, o orgulho patriótico.


b - desejo consciente de exprimir, no plano literário, a independência, ou seja, de criar uma literatura independente da portuguesa.

O Romantismo brasileiro repete muitas características do Romantismo europeu, uma vez que quase todos os nossos escritores da época se formaram na Europa. No entanto, os românticos brasileiros tinham, consciência de seu papel na criação de uma literatura que traduzisse a nossa realidade. A revista Niterói, por exemplo, editada por um grupo de brasileiros residentes na França, em 1836(saíram dois números que congregava além de Gonçalves de Magalhães os escritores Porto Alegre e Torres Homem), tinha como epígrafe a frase:

"Tudo pelo Brasil e para o Brasil".

Além do conjunto de características comuns ao Romantismo europeu, é possível apontar no Romantismo brasileiro alguns traços específicos:


a) Cor local


Corresponde à utilização poética de nossa Natureza tropical, com sua variedade de aspectos, oposta à dos países europeus. A descrição da paisagem local indica a tomada de consciência e a afirmação daquilo que é característico em cada país.

b) Indianismo


Foi a forma mais representativa de nacionalismo literário. Corresponde, no Brasil, à busca de um legítimo antepassado nacional, já que não possuíramos Idade Média com heróis típicos. Por outro lado a figura do índio foi idealizada pelos escritores românticos com a finalidade de nivelar esse nosso antepassado ao português colonizador. O índio romântico é sempre bom, nobre, bonito e cavaleiro generoso.

Segundo Dante Moreira leite, o Indianismo tinha um conteúdo ideológico: “O índio foi, no Romantismo, uma imagem do passado e, portanto, não apresentava qualquer ameaça à ordem vigente, sobretudo à escravatura. Os escritores, políticos e leitores identificavam-se com esse índio do passado, ao qual atribuíam virtudes e grandezas; o índio contemporâneo que, no século XIX, como agora, se arrastava na miséria e na semi-escravidão, não constituía um tema literário.”

Não podemos esquecer, ainda, que o Indianismo se articulava com uma proposta européia mais ampla: a idéia do bom selvagem. No caso do Brasil, o índio representava a concretização desse homem em estado natural, ainda não "corrompido" pela civilização.

Panorama da produção Romântica no Brasil - autores e obras mais importantes:

No primeiro momento da poesia romântica brasileira, destaca-se como traço mais marcante a preocupação em definir o Romantismo estabelecer uma temática nacional. Essa preocupação se expressa em:



      1. Gonçalves de Magalhães (Domingos José Gonçalves de Magalhães) (1811-1882) (poesia)

        Nasceu no Rio de Janeiro em 1811 e faleceu em Roma no ano de 1882.

        Foi o poeta responsável pela divulgação, no Brasil, do movimento romântico, com o qual tinha tomado contato na França. O valor de sua obra é mais histórico que literário.

        Obra:
        Suspiros Poéticos e Saudades (1836) - foi a obra que introduziu o Romantismo no Brasil.
        escreveu também: A Confederação do Tamoios(1856) e Cânticos Fúnebres (1864)


      2. Gonçalves Dias (Antônio Gonçalves Dias)(poesia) (1823-1864) (teatro)

        Nasceu em Caxias - Ma em 1823 e faleceu no Naufrágio do "Ville de Boulogne" em 1864

        Filho de um comerciante português e de uma mestiça. Estudou Direito em Coimbra, mas não concluiu o curso, regressando ao Brasil em 1854. Foi professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II e participou de várias missões de estudo no Brasil e na Europa. Regressou à Europa para tratamento de saúde.
        Ao voltar para o Brasil, morreu num naufrágio, nas costas do Maranhão.

        Obra:
        poesias : Primeiros Cantos (1846), Segundos Cantos (1848), Sextilhas de Frei Antão (1848), Últimos Cantos (1851), Os Timbiras (1857)- obra não concluída.
        teatro : Leonor de Mendonça(1847), Beatriz Cenci(1843)
        outros : Brasil e Oceania(1852),Dicionário da Língua Tupi(1858)


      3. Álvares de Azevedo (Manuel Antônio Álvares de Azevedo) (1831-1852) (poesia)

        Nasceu em São Paulo em 1831 e faleceu no Rio de Janeiro em 1852.

        Criou-se no Rio, voltando a São Paulo para cursar a faculdade de Direito. Teve uma vida boêmia e tumultuada. Ao morrer com apenas 21 anos, deixou inédita toda sua obra, que começou a ser publicada a partir do ano seguinte.

        Sua obra poética marca-se pelo exagerado subjetivismo, que levam poeta a ver o amor e a felicidade como coisas inatingíveis. A depressão, o devaneio e a idéia de morte aparecem com freqüência. É o mais típico representante do mal do século na poesia brasileira.



        Obra:
        Lira dos Vinte Anos (1853)

      4. Junqueira Freire (Luís José Junqueira Freire) (1832-1855)(poesia) Nasceu na Bahia em 1832 e faleceu no mesmo estado em 1855.

        Estudou Humanidades em Salvador, ingressando posteriormente na ordem beneditina para abandoná-la um ano depois. A crítica considera sua poesia decorre da oposição entre o sentimento religioso e o erotismo contido. Dessa contradição resulta a obsessão pela morte.



        Obra:
        Inspirações do Claustro (1855)

      5. Casimiro de Abreu (Casimiro José Marques de Abreu) (1839-1860)(poesia)

        Nasceu em Barra de São João - RJ, em 1839 e faleceu na mesma cidade em 1860.

        Estudou Humanidades em Nova Friburgo. Viajou para Lisboa, onde iniciou sua carreira literária.

        É possível identificar três traços fundamentais em sua poesia:

        a poesia de caráter pessimista, ligada ao mal do século;
        a poesia saudosista, que revela a nostalgia da terra natal e a infância;
        a visão idealizada do amor e da mulher.

        Obra:
        poesia: Primaveras (1859) , teatro: Camões e o Jaú (1856)


      6. Fagundes Varela (Luís Nicolau Fagundes Varela) (1841-1875) (poesia)

      7. Castro Alves (Antônio Frederico Castro Alves) (1847-1871) (poesia)

        Nasceu em Curralinhos, hoje Castro Alves - BA, em 1847 e faleceu em Salvador em 1871.

        Estudou Direito em Recife e depois em São Paulo. Destacou-se como poeta revolucionário e declamador eloqüente. Morreu aos vinte e quatro anos após uma vivência boêmia.

        Castro Alves é o poeta da liberdade, denunciando desigualdades sociais, lutando sempre a favor dos oprimidos mostra-nos a África chorando seus filhos escravizados na Europa e na América.

        A sua denúncia da problemática da escravidão fez com que Castro Alves fosse denominado "O Poeta dos Escravos".

        Além da poesia de caráter social, integram a obra do poeta baiano poemas lírico-amorosos, com uma visão mais realista e sensual do amor e da mulher. As mulheres que aparecem na poesia lírico-amorosa de Castro Alves não são mais idealizadas, mas concretas, materializadas, embora sempre belas e perfeitas.

        Obra:
        poesia: Espumas Flutuantes (1870), A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883)
        teatro: Gonzaga ou a Revolução de Minas (1875) - drama histórico.


      8. Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade) (1833-1902) (poesia)

        Nasceu no Maranhão em 1833 e faleceu no mesmo estado em 1902.

        Viajou pela Europa e pelos Estados Unidos e teve grande participação política na sua época. Morreu pobre e desconhecido. Sua obra só conseguiu despertar o interesse da crítica no século seguinte, na década de 70.

        Como ousado renovador que foi, sua obra não foi apreciada no tempo. Ele próprio prévia que o poema Guesa somente seria lido dali a cinqüenta anos. Na sua longa permanência nos Estados Unidos da América, o poeta entrou em contato com um mundo praticamente ignorado pelos nossos demais românticos: a sociedade capitalista fundada no valor do dinheiro. Guesa, sua obra mais importante, conta a história de um índio adolescente que acaba imolado ao deus sol. O poema baseia-se numa lenda quíchua.



        Obra:
        poesias: Harpas Selvagens (1857), Guesa (1866)
        outra poesia: Novo Éden (1893)

      9. Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) (prosa )

        Nasceu em Itaboraí - RJ, em 1820 e faleceu no Rio de Janeiro em 1882

        Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. Junto com Araújo Porto Alegre e Gonçalves Dias, fundou a revista Guanabara. Foi também professor do Colégio Pedro II, cargo que ocupou até a morte.

        Apesar de o primeiro romance brasileiro ser A Filha do Pescador (1843), de Teixeira e Souza, foi com Joaquim Manuel de Macedo, entretanto, que surgiu o verdadeiro romance brasileiro. Ele é considerado o criador do romance urbano ou romance de costumes, gênero muito cultivado posteriormente por outros escritores.



        Obra:
        romances: A Moreninha (1844), O Moço Loiro (1845), A Luneta Mágica (1869)
        outro romance: Dois Amores(1848)
        teatro: O Cego(1849) - drama, O Fantasma Branco (1856), O Primo da Califórnia(1858)

      10. Manuel Antônio de Almeida(prosa )

        Obra:
        Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55)

      11. José de Alencar (José Martiniano de Alencar) (1829-1877)(prosa )(teatro)

        Nasceu em Mecejana - CE, em 1829 e faleceu no Rio de Janeiro em 1877.

        Fez os estudos secundários na Corte e ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde iniciou sua atividade literária. Foi redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro. Elegeu-se deputado pelo Ceará e Ministro da Justiça. Tendo seu nome indicado para senador, não foi acolhido pelo Imperador, o que o fez retirar-se da carreira política. Foi para a Europa em 1877 em busca de cura para uma tuberculose que se manifestara desde a mocidade. Regressou ao Rio de Janeiro e, pouco depois, morreu.

        Obra:
        romance urbano ou social: Cinco Minutos (1856), A Viuvinha(1860), Lucíola(1862), Diva(1864), A Pata da Gazela(1870), Sonhos D'ouro(1872), Senhora(1875), Encarnação(1877)
        romance regionalista: O Gaúcho(1870), O Tronco do Ipê(1871), Til(1872), O Sertanejo(1875)
        romance histórico: As Minas de Prata(1862), A Guerra dos Mascates(1873). (Leia dados sobre a Guerra real dos Mascates - 1710 a 1714)
        romance indianista: O Guarani(1857), Iracema(1865), Ubirajara(1874)
        Para o teatro : O Demônio Familiar(1857), Mãe(1862), Verso e Reverso(1857), As Asas de um Anjo(1860), O Jesuíta(1875)
        Não-ficção: A confederação dos Tamoios, Ao imperador: Cartas Políticas de Erasmo, Ao imperador: Novas Cartas, Políticas de Erasmo, Ao povo: Cartas Políticas de Erasmo, O Juízo de Deus, Visão de Jó, O Sistema Representativo, Como e por que sou Romancista (autobiografia).
        Poesia: Os Filhos de Tupã.

        Alencar é o mais importante escritor do Romantismo brasileiro. Sua obra abrange todos os grandes temas da literatura brasileira da época.



      12. Luís Gama(1830-1882)

        Com suas sátiras aos comportamentos, tipos e situações de sua época.



      13. Bernardo Guimarães (Bernardo Joaquim da Silva Guimarães) (1825-1884)(prosa )

        Nasceu em Ouro Preto em 1825 vindo a falecer na mesma cidade em 1884.


        De uma poesia erótica e, às vezes, até pornográfica.

        Obra:
        O Ermitão de Muquém (1869), O Seminarista(1872), A Escrava Isaura (1875)

      14. Visconde de Taunay (Alfredo D'Escragnolle Taunay) (1843-1899)(prosa )

        Nasceu no Rio de Janeiro em 1843 e faleceu na mesma cidade em 1899.

        Cursou Ciências Físicas e Matemáticas na Escola Militar. Participou da Guerra do Paraguai e várias outras campanhas militares. Ingressou na vida política sendo deputado e senador. Recebeu o título de Visconde.

        Obra:
        Inocência (1872) - romance regionalista, A Retirada da Laguna(1871) - romance escrito em francês.


      15. Franklin Távora (1842-1888) (prosa )

        Nasceu em Baturité - CE, em 1842 e faleceu no Rio de Janeiro em 1888.



        Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife. Foi advogado, jornalista e político. Iniciou uma campanha em favor do regionalismo, que ele defendia como sendo a literatura do Norte.
        O manifesto publicado no prefácio de sua obra O Cabeleira garante-lhe o título de um dos fundadores do regionalismo brasileiro.

        Obra:
        romance: O Cabeleira (1872), Os Índios do Jaguaribe(1862), A Casa de Palha(1866), O Matuto(1878), Lourenço(1881)
        conto: A Trindade Maldita(1861)

      16. Martins Pena (teatro)

        Obra:
        O Juiz de Paz da Roça(1832), A Família e a Festa da Roça(1842), O Judas em Sábado de Aleluia(1846), Quem Casa quer Casa(1847), O Noviço(1853)



    1. O Romantismo na Alemanha

No século XVIII apareceu um grupo de escritores que se propuseram a retratar os feitos heróicos individuais, experiências e emoções, e a glorificar as liberdades civis e o patriotismo, entre os quais:

      1. Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

O maior dos poetas alemães, sábio de grande valor, autor de Fausto, Werther, Hermano e Dorotéia, Anos de Aprendizagem;

      1. Johann Gottfried Herder (1744-1803)

Filosófo e poeta, considerado o fundador do Romantismo alemão. Escreveu "As Ideias e a Filosofia da História da Humanidade";

      1. Johann Christoph Schiller (1759-1805)

Poeta e dramaturgo. Retratou a coragem, o heroísmo e as virtudes do patriotismo. Autor de "Guilherme Tell", peça dramática sobre a luta heróica da Suiça para se libertar do domínio dos austríacos, no começo do século XIV.

    1. O Romantismo na Inglaterra

      1. George Gordon Byron (Lord Byron) (1788-1824)

Um dos maiores poetas das Inglaterra, autor de Child Harold, D. João, Manfredo;

      1. Walter Scott (1771-1832)

Autor de Ivanhoé, A Prisão de Edimburgo, Os Puritanos, Rob-Roy, O Antiquário;

      1. Percy Bysshe Shelley (1792-1822)

Um dos pioneiros líricos ingleses, autor de "Alastor", grande poema, e das poesias líricas: A Sensitiva, A Nuvem, A Cotovia;

      1. Samuel Taylor Coleridge (1772-1834)

Autor de Baladas Líricas;

      1. Thomas Carlyle (1795-1881)

Historiador e filósofo, autor de "História das Revolução Francesa", "Os Heróis". Afirmava que a História é feita pelos grandes homens.

    1. O Romantismo na França



      1. François René de Chateaubriand (1768-1848)

Autor de O Gênio do Cristianismo, Átala, Os Mártires, Memórias de Além-Túmulo;

      1. Alphonse de Lamartine (1790-1869)

Autor de Primeiras Meditações Poéticas, Harmonias Poéticas e Religiosas, História dos Girondinos;

      1. Victor Hugo (1802-1885)

O mais ilustre poeta francês e apreciado romancista, autor dos romances: Nossa Senhora de Paris, Os Miseráveis, Noventa e Três, O Homem que Ri; na Poesia: "Odes e Baladas", As Orientais, A Lenda dos Séculos;

      1. Alexandre Dumas, pai (1802-1870)

Autor de Os Três Mosqueteiros, Vinte Anos Depois, As Memórias de Um Médico, O Conde de Monte Cristo, e das peças teatrais: "Antony" e "A Torre de Nesle";

      1. Alfredo de Musset (1810-1857)

Autor de Contos de Espanha e de Itália, Mardoche, Namouna, As Confissões de Um Filho do Século;

      1. Alfredo de Vigny (1797-1863)

Poeta e romancista, autor de "Poemas Antigos e Modernos", "Cinq-Mars", "Stello".

    1. O Romantismo na Itália



      1. Alexandre Manzoni (1785-1873)

Poeta e romancista, autor de Os Noivos;

      1. Silvio Péllico (1789-1854)

Autor de As Minhas Prisões.

    1. O Romantismo na Rússia



      1. Alexandre Puschkine (1799-1837)

Considerado o fundador da Literatura nacional russa, autor de "Boris Godunov", tragédia baseada na vida de um dos governantes russos históricos;

      1. Mikhail Lermontov (1814-1841)

Autor de "Um Herói de Nosso Tempo", seu maior romance;

      1. Nicolau Gogol (1809-1852)

Romancista, autor de "Taras Bulba", Almas Mortas".

15. O Romantismo nos Estados Unidos



Edgar Allan Poe (1809-1849)

Romancista de ardente imaginação, com predileção pelo sobrenatural e pelo fantástico, autor de "Histórias Extraordinárias";



Herman Melville (1819-1891)

Romancista, autor de Moby Dick;



William Gilmore Simms (1806-1870)

Cujo forte era o romance histórico em cenário sulista.



Henry Wadsworth Longfellow (1807-1882)

Autor do poema Evangelina.



  1. Realismo Naturalismo



    1. O Realismo Naturalismo em Portugal (1865-1890)

      1. Poesia

        1. Antero de Quental

          Odes Modernas (1865)


          Versos dos 20 anos (1871)
          Raios de Extinta Luz (1892

        2. Cesário Verde

          O Livro de Cesário (1887) - coletânea de toda sua obra, publicada postumamente.



        3. Querra Junqueiro

          Os Simples (1892)





      1. Prosa

        1. Eça de Queirós (1845-1900)

          Romances:

          O Mistério da Estrada de Sintra (1871) - em colaboração com Ramalho Ortigão
          O Crime do Padre Amaro (1875)
          O Primo Basílio (1878)
          O Mandarim (1879)
          A Relíquia (1887)
          Os Maias (1888)
          A Ilustre Casa de Ramires (1900)
          A Cidade e as Serras (1901)
          A Capital (1925)
          O Conde de Abranhos (1925)
          A Tragédia da Rua das Flores (publicado em 1980)

          Escreveu ainda contos e crônicas.



        2. Fialho de Almeida

          Contos (1881)


          A Cidade do Vício (1882)
          O País das Uvas (1893)



    1. O Realismo Naturalismo no Brasil (1881-1893)

      1. Tendência Realista

        1. Machado de Assis




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