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TÍTULO DO PROJETO

Dimensões da cidadania no século XIX.






PROJETO DE PESQUISA

APRESENTAÇÃO DETALHADA DAS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EVIDENCIANDO:




A) O FOCO E A ARTICULAÇÃO DAS PESQUISAS PROPOSTAS, OS AVANÇOS CIENTÍFICOS OU TECNOLÓGICOS DECORRENTES DOS RESULTADOS RELEVANTES ESPERADOS E SUA TRANSFERÊNCIA PARA A SOCIEDADE



  1. 1. FOCO E ARTICULAÇÃO

A proposta ora apresentada pretende dar continuidade ao projeto “Nação e Cidadania no Império: novos horizontes”, desenvolvido por um grupo de professores de universidades do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais (UFRJ, UFF, UERJ, UNIRIO, UFES, UFSJ e UFJF), com financiamento do Pronex/CNPq-FAPERJ, 2003-2006. Neste projeto privilegiamos a discussão da problemática da cidadania no âmbito da formação do Estado nacional, da construção da nação e das formas assumidas pelas práticas políticas daquela época. Assim, os temas da nação e da cidadania mereceram um tratamento diferenciado através da adoção de novas abordagens, que ampliaram horizontes e multiplicaram fontes de pesquisa.


Os resultados alcançados, expostos sob a forma de seminários, consubstanciados em diversas publicações e na organização de uma obra coletiva, a ser lançada pela Editora Civilização Brasileira, revelam a consolidação do grupo, que vem atraindo novos pesquisadores cujos interesses de investigação são convergentes. Particularmente importante para a consolidação foi a realização de um seminário interno que deu coerência temática e conceitual às pesquisas que cada um desenvolvia. Ao final do seminário, todos falavam uma linguagem semelhante e estavam em condições de dialogar entre si. A experiência geral foi tão proveitosa que levou o grupo a buscar novos encaminhamentos para aquela problemática, desta feita direcionando sua atenção para a identificação e o exame das dimensões da cidadania ao longo do século XIX.
Deste modo, o foco do projeto que submetemos ao Pronex/CNPq-FAPERJ está centrado no estudo das particularidades que permearam o longo e peculiar caminho descrito pelo fenômeno da cidadania no Brasil, em especial, seu exercício na busca do que se convencionou denominar de cidadania plena1. Afinal, a tarefa fundamental do historiador é mostrar-se atento às especificidades, é dialogar intensamente com suas fontes, sem cometer o duplo equívoco de tomá-las ingenuamente pelo seu valor de face e de impor-lhes uma gaiola de ferro de conceitos e teorias. Pretende-se, por conseguinte, analisar não apenas os diversos significados que o termo cidadania tomou nos anos oitocentos, mas suas distintas relações com a sociedade, a política, a economia e a cultura. Isto possibilitará rever diversas perspectivas historiográficas, mormente, aquela que costuma atribuir ao Brasil um lugar de exceção no processo de construção da cidadania no mundo ocidental.
No presente estudo, entende-se Cidadania de maneira ampla, o que pressupõe levar em conta os vínculos dos cidadãos com o governo e as instituições do Estado, bem como os valores e as práticas sociais definidoras da esfera pública. A relação mais evidente dos cidadãos com o Estado é aquela




dos chamados cidadãos ativos e tem a ver com os processos de participação política, com exercício do direito político de representar e de se fazer representado junto ao governo e influenciar na tomada de decisões2. De um modo geral, do ponto de vista historiográfico, isto se traduz por meio do exame dos partidos políticos e das eleições.
Tais dimensões não deverão ser negligenciadas neste projeto, entretanto, há outras que merecem ser exploradas, a exemplo da atuação no Poder Judiciário, via serviço de jurados, na Guarda Nacional, nas Forças Armadas. Serão valorizadas, sobretudo, formas de participação externas aos mecanismos previstos pela Constituição. Estarão aí incluídas as revoltas, os quilombos, os protestos, os quebra-quebras e as experiências alternativas de inclusão e de participação nos espaços coletivos, tanto no âmbito social quanto em níveis políticos não formais.
Por outro lado, sabe-se que o Estado brasileiro também desenvolvia mecanismos de cooptação política. Essas engrenagens incluíam, tradicionalmente, a concessão de empregos e favores de natureza clientelista, tais como postos na Guarda Nacional, títulos nobiliárquicos e uma infinidade de mercês honoríficas e comissões. A cooptação voltava-se, principalmente, para as camadas superiores da sociedade, uma vez que os segmentos menos favorecidos eram alvo do enquadramento do Estado. Em ambos os casos, no entanto, as ações constituíam parte integrante de um conjunto de práticas políticas e revelavam, ao mesmo tempo, a natureza do Estado e a qualidade da cidadania.
Se, por um lado, a cidadania se constrói com a convivência, a partir da capacidade de organização, de participação e de intervenção social, por outro, o relacionamento dos cidadãos com o Estado se caracteriza pela regulamentação da vida coletiva. O contato aqui se dá, sobretudo, pelos caminhos institucionais, em especial, com o poder judiciário e a polícia. Neste aspecto, nosso estudo se fará por meio do exame daquele poder, da organização do aparato policial, da legislação penal, dos crimes, dos processos, da atuação dos advogados, das instituições penais. Mas a ação do Estado se dá ainda através da legislação que antecede a promulgação do Código Civil, mormente, a Lei de Terras e o Código Comercial, instrumentos que regularam, respectivamente, a propriedade, bem como as relações contratuais do comércio, da produção e do trabalho.
Outra dimensão importante da cidadania é a sociabilidade, na perspectiva adotada por sua relevância para a vida política. Assim como é clássica a análise que Tocqueville3 fez da sociedade norte-americana, na qual sublinhava a extraordinária capacidade de associação existente naquele país, são também clássicas, entre nós, avaliações que destacam a nossa deficiência nesse campo, como as de Alberto Torres e Oliveira Viana4. Impõem-se apreciações mais cuidadosas e aprofundadas da vida associativa no século XIX, abrangendo suas manifestações nas irmandades religiosas, nas associações filantrópicas, intelectuais, assistenciais e profissionais. As posições de Alberto Torres e Oliveira Viana sobre a ausência de sociabilidade civil podem ser radicalmente revistas, por exemplo, pela simples atenção ao mundo da solidariedade religiosa nas irmandades e mesmo nas paróquias.
O fenômeno da conquista da cidadania é complexo e historicamente definido5. Sua abordagem implica na reflexão sobre valores e convenções sociais. No recorte cronológico aqui pretendido, que contempla “o longo século XIX”6, salientam-se as práticas e os princípios desenvolvidos pelas instituições da escravidão, do patriarcalismo e da grande propriedade. Apesar da existência de uma Constituição e de uma legislação comum que consagravam valores universais de liberdade e de igualdade perante a lei, a vida cotidiana os rejeitava. Valores e práticas pertencem ao mundo da longa duração, assim, não seria exagero admitir que ainda hoje convivemos com certos costumes e normas que predominaram nos anos oitocentos.






Por fim, cabe ressaltar que as práticas cidadãs e o conteúdo da identidade nacional estavam, como estão ainda hoje, em permanente mutação, constantemente repensados, problematizados, imaginados. Impõe-se por isso o estudo da produção intelectual em torno desses temas. Concepções

de nação, pátria, povo, Estado, Constituição, república, democracia, soberania, liberdade, variaram ao longo do século. Tais nuanças são parte constitutiva das dimensões de cidadania no período.


Diante da abrangência e da riqueza temática do campo de investigação aqui delineado, sentimos a necessidade de agregar os trabalhos em linhas de pesquisa, que atendam tanto aos objetivos da proposta quanto aos interesses dos professores envolvidos. Dessa maneira, as atividades do projeto se organizarão em torno de três eixos analíticos, a saber: Cidadania, Cultura e História; Cidadania, Escravidão e Economia; e Cidadania, Política e Justiça.
O primeiro – Cidadania, Cultura e História – constitui um vasto leque temático em que se entrecruzam estudos de história política, história cultural, história social e historiografia. Seus objetos delineiam-se em função da problemática das representações de cidadania, já que se busca apreender o político não apenas como jogo no qual se elaboram as táticas e estratégias de ascensão ao poder, mas também como um cadinho no seio do qual se molda o imaginário.7 As atividades de pesquisa nesse campo expressam, preferencialmente, a intersecção entre cultura e política e o interesse pelos fenômenos de transmissão de crenças, normas e valores, o estudo da percepção e das sensibilidades bem como a história dos intelectuais e da cultura, compreendendo aí a própria história da historiografia. Além disso, apontam para uma análise histórica de conceitos8, linguagens políticas9, ideologias e visões de mundo em estreita ligação com o poder social.10
O segundo, Cidadania, Escravidão e Economia, compreende estudos inseridos em um grande campo de pesquisa sobre a escravidão, entendida como forma primordial de disposição de mão-de-obra em praticamente todos os ramos de atividades produtivas, rurais e urbanos, que imprimia sua marca na constituição de fortunas e patrimônios, na acumulação de capital e nas relações comerciais e financeiras. A escravidão estendia-se ainda a práticas sociais não-produtivas tanto de âmbito privado, cotidiano, quanto público. Definia diferenças, hierarquias e possibilidades de percursos sociais, reais e imaginários, em uma palavra, definia um habitus social compartilhado e sedimentado num sem-número de práticas sociais.11 Os objetos dessa linha podem ser definidos a partir dos estudos das relações entre a construção e o exercício da cidadania, a persistência do regime de trabalho escravo no Brasil independente (e seu crescente questionamento) e a configuração de práticas econômicas e sociais, públicas e privadas, que dialogavam com o modelo liberal. As atividades de pesquisa nesse campo expressam duas tendências importantes para a historiografia contemporânea: a aproximação entre as temáticas do Estado e das práticas econômicas; e o alargamento da noção de história do trabalho, que passa a abarcar suas múltiplas formações, representações, e configurações identitárias, tornando mais complexa a definição de cidadania no século XIX.






O terceiro eixo investigativo - Cidadania, Política e Justiça situa-se na encruzilhada da história política com a história social. Seus objetos de pesquisa podem ser propostas de políticas sociais voltadas para a cidadania, questões que tratam da sociedade civil e dos espaços públicos, abrangendo também as temáticas do Estado e das instituições governamentais, em um sentido amplo. O interesse desse tipo de estudo para a historiografia brasileira é marcante, pois sempre houve uma inclinação nítida para se destacar o papel do Estado (enquanto administração pública) na formação da sociedade. Por outro lado, afirmava-se um outro caminho interpretativo que valorizava o papel dos interesses econômicos, da estrutura social ou dos agentes privados, onde o Estado aparecia como instrumento destas forças e não como força motora principal.12 As tendências historiográficas atuais, todavia, indicam uma superação dessa dicotomia, pois tomar como objeto de análise determinada instituição estatal não significa ignorar a presença de outros elementos do contexto, forças sociais e políticas, ou dimensões ideológicas que interagem no seio das instituições.13
Definidos os eixos analíticos que orientarão os trabalhos, faz-se necessário identificar os principais objetivos que se pretende alcançar ao longo do desenvolvimento do projeto. Em primeiro lugar, julga-se importante reunir esforços de pesquisa em torno de produtos comuns que possam servir de efeito multiplicador, não apenas no domínio da historiografia, mas também na prática da cidadania. Para tanto, promoveremos discussões coletivas, sistematizaremos fontes, produziremos material didático diverso, ministraremos cursos, construiremos instrumentos de pesquisas e bases de dados para consulta local ou através do acesso via Internet, dando continuidade aos bancos de dados já elaborados no projeto anterior e disponibilizados no site www.ceo.historia.uff.br .
A par disso, examinaremos dimensões de cidadania até agora pouco exploradas, o que irá enriquecer a investigação histórica com novos objetos, renovar interpretações, enfoques e estratégias de investigação, possibilitando a formulação de novas conceituações. Esperamos que esse esforço coletivo gere substantiva contribuição à historiografia e que se transforme em pólo de formação de recursos humanos, envolvendo doutores, mestres, alunos de pós-graduação, bolsistas de iniciação científica e graduandos de um modo geral, despertando o seu interesse para a pesquisa.



  1. OS AVANÇOS CIENTÍFICOS DECORRENTES DOS RESULTADOS ESPERADOS:

Cidadania e participação política são temas privilegiados pela historiografia desde o século XIX, quando os distintos sentidos de cidadania começaram a se esboçar. Hoje em dia, à medida que se consolida o pleno direito do cidadão em suas práticas políticas, civis e sociais, que se tenta reconstruir a idéia de democracia e que, especialmente, no Brasil, a questão das políticas afirmativas tornou-se ponto obrigatório nos debates, a palavra cidadania é termo recorrente em ambientes diferenciados da discussão pública que envolve jornalistas, políticos, advogados, intelectuais, líderes sindicais, dirigentes de associações, entre outros.14 A temática encontra-se também presente como objeto de novas pesquisas e de novas abordagens, ampliando, por conseguinte, o seu horizonte. Nesse sentido, torna-se necessário rever fontes e interpretações que tradicionalmente balizaram os estudos sobre a cidadania em suas distintas dimensões.
Não mais é possível entender conceitos políticos exclusivamente circunscritos ao âmbito do Estado e suas instituições, ou à legislação e às formas tradicionais de se conceber a participação e a cidadania. Em uma palavra, o Estado cessou de funcionar como uma categoria a priori sob a qual a política era apreendida, para se tornar tanto um problema, quanto o produto de uma elaboração




social. Nessa perspectiva, o nosso desafio é buscar uma nova perspectiva de análise, a partir do levantamento de questões inéditas, à luz de novas referências teórico-metodológicas e das indagações coletivas que preocupam o grupo envolvido neste projeto. Pretende-se refletir acerca da construção do conceito de cidadania, do longo e peculiar percurso descrito pelo processo da sua conquista no Brasil, incluindo as lutas e conflitos sociais que envolveram essa trajetória, mas igualmente resgatar suas dimensões.
Os avanços esperados relacionam-se com a abordagem escolhida e com os instrumentos de pesquisa a serem criados. No caso da abordagem, o foco na problemática da cidadania apóia-se nas premissas da chamada história política renovada15, da história cultural e da história social. Pode-se afirmar que a preocupação com o exame de dimensões até agora pouco exploradas apresenta como pressuposto não apenas enriquecer o campo da pesquisa com a incorporação de novos temas, mas, principalmente, renovar suas interpretações e enfoques, formulando novas conceituações e estratégias de investigação.
O esforço coletivo levará à potencialização dos estudos temáticos que nos propomos a realizar em equipe, constituindo significativo avanço para o aprofundamento das pesquisas e reflexões em foco. A par disso, o projeto servirá de efeito multiplicador, à medida que contribuirá para o desenvolvimento de recursos humanos, agilizando a formação de mestres e de doutores, incorporando bolsistas de iniciação científica à equipe de trabalho, além de graduandos de um modo geral, estimulando-os a participar de atividades de investigação.

Essas contribuições serão atingidas por meio de várias estratégias de atuação, tais como a promoção de seminários, a edição de obras, a continuação da montagem de bancos de dados (abertos à consulta da comunidade acadêmica, permitindo assim novas pesquisas e novas leituras por parte de outros pesquisadores). No que concerne à difusão de conhecimentos, elaboraremos materiais didáticos e realizaremos cursos de extensão dirigidos a professores do ensino fundamental e médio.




  1. Adequação da equipe para a realização do projeto

O projeto “As dimensões da Cidadania no século XIX” reúne na equipe principal treze historiadores, que se dedicam à problemática da construção do Estado imperial, todos vinculados a Programas de Pós-Graduação em História bem conceituados pela CAPES. A esses investigadores agregam-se nove colaboradores, professores de instituições federais de ensino que se doutoraram há poucos anos. Recentemente, se incorporaram ao grupo três pesquisadoras colaboradoras estrangeiras, o que permitirá não só intensificar o intercâmbio com o exterior, como também ampliar as experiências acadêmicas a serem realizadas.


Os pesquisadores principais possuem reconhecida atividade intelectual sobre a problemática em questão. Contam com larga produção científica e expressiva vivência em trabalhos coletivos, ao lado dos pesquisadores colaboradores. Os bons resultados obtidos nos últimos três anos, durante a execução do projeto “Nação e cidadania: novos horizontes” (2003-2006), consolidaram a equipe, tanto em torno do estudo da temática da cidadania, quanto no que diz respeito ao recorte temporal escolhido, “o longo século XIX”. A par disso, o programa de trabalho desenvolvido - seminários e congressos, publicação de livros, organização de bancos de dados, oficinas pedagógicas eletrônicas, página da internet, entre outros – projetou a investigação do Oitocentos como um espaço




historiográfico que se caracteriza por perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras. Tais conquistas levaram o grupo original a se expandir, somando experiências e expectativas. Na consecução da presente proposta, a equipe permanecerá sob a liderança do historiador José Murilo de Carvalho. A contribuição de José Murilo para a reflexão sobre Estado imperial e a formação das suas elites é inquestionável, o que lhe confere autoridade para dirigir um empreendimento dessa natureza.
Com o objetivo de avançar em relação à proposta anterior, três eixos analíticos ou linhas de pesquisa orientarão as atividades, conforme já se mencionou: i) cidadania, cultura e história; ii) cidadania, escravidão e economia; iii) cidadania, política e justiça, conforme já se explicitou anteriormente. Os investigadores vinculados a cada um desses eixos constituirão equipes de trabalho voltadas à exploração da temática em diferentes perspectivas.
Deste modo, em torno do primeiro eixo acima apontado - “Cidadania, cultura e história” - aglutinam-se as investigações de Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves, Lúcia Maria Paschoal Guimarães, Tânia Bessone, Marco Morel, Manoel Salgado Guimarães, Martha Campos Abreu, Anita Correia Lima de Almeida e Valdei Araújo.
Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves (pesquisador principal – UERJ) realiza atualmente a pesquisa intitulada “Reverenciando as letras: livros e periódicos como espaços de consagração, Rio de Janeiro, na primeira metade do Oitocentos” (Bolsa de Produtividade CNPq), cujo objetivo principal é analisar a circulação e a recepção dos impressos, em especial os livros, na sociedade brasileira, ao longo da primeira metade do Oitocentos, considerando tais escritos não só enquanto instrumentos de poder para os homens de letras. Desde o curso de doutorado, Lúcia Neves tem dedicado especial atenção ao estudo da formação dos políticos e de personalidades de um modo geral que se educaram nos quadros do constitucionalismo e integraram os primeiros quadros de governo do Brasil independente. Isto pode ser constatado no livro Corcundas e constitucionais: a cultura política da Independência, 1820-1822 (Rio de Janeiro: Revan/Faperj, 2003), assim como em outras publicações que vêm acrescentando maiores incursões nesse campo, tais como os seguintes capítulos de livros: “Imagens de Napoleão Bonaparte na ótica dos impressos luso-brasileiros” (Brasil, Europa e América nos séculos XVIII-XIX, org. Eliane de Freitas Dutra e Jean-Yves Mollier. São Paulo: AnnaBlume, 2006, p. 579-594); “Os panfletos políticos e o esboço de uma esfera pública de poder no Brasil” (Cultura Letrada no Brasil. Objetos e práticas, org. Márcia Abreu e Nelson Schapochnik. São Paulo/Campinas: Fapesp/Mercado de Letras/ABL, 2005, p. 399-412); “Os Panfletos políticos e a cultura política da Independência do Brasil” (Independência: História e Historiografia, org. István Jancsó. São Paulo: Hucitec, 2005, p. 637-676); “Absolutismo ou Ilustração? D. Pedro enquanto político” (Visionários - Minas Gerais, org. Heloisa M. Murgel Starling. Belo Horizonte: UFMG, 2004); “Pensamentos vagos sobre o Império do Brasil” (Hipólito José da Costa e o Correio Braziliense. Estudos, org. Alberto Dines. São Paulo/Brasília: Imprensa Oficial/Correio Braziliense, 2003, p. 469-513). Em co-autoria com Tânia Bessone escreveu o capítulo “Brasil e Portugal: percepções e imagens ao longo do século XIX”, publicado na coletânea preparada por Estevão de Rezende Martins, Relações Internacionais: visões do Brasil e da América Latina. (Brasília: IBRI, 2003, p. 107-133). Colaborou e assinou cerca de cinqüenta verbetes publicados no Dicionário do Brasil imperial, dirigido por Ronaldo Vainfas (Rio de Janeiro: Objetiva, 2002).
Lúcia Maria Paschoal Guimarães (pesquisador principal – UERJ) desenvolve no momento o projeto “Relações Culturais Luso-Brasileiras no alvorecer do século XX: avanços e recuos”, que aborda as relações entre os intelectuais dos dois países na virada do século XIX para o XX, com ênfase no papel desempenhado pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia das Ciências de Lisboa. Esta investigação constitui um desdobramento do projeto “Em busca de um passado comum: o Congresso Luso-brasileiro de História, 1940” (Bolsa de Produtividade

do CNPq). Lúcia Guimarães possui larga vivência em estudos acerca dos homens públicos doublés de intelectuais, que dominaram o cenário da política brasileira oitocentista, desde a sua dissertação de mestrado, Em nome da ordem e da moderação: a trajetória da Sociedade Defensora da liberdade e da Independência Nacional do Rio de Janeiro (1831-1835), em que analisa o ideário e as práticas políticas desenvolvidas pelo chamado liberalismo moderado no período regencial. Resultados parciais dessa pesquisa constituem o trabalho Formes d'appropriation et d'adaptation des principes liberaux au






Bresil durant la Minorite de L'Empereux Pedro II (1831-1840) selecionado e financiado pelo governo francês para a apresentação no Congresso Mundial do Bicentenário da Revolução Francesa em 1989, publicado na obra coletiva dirigida por Michel Vovelle, (L’image de la Revolution Française, v. 3, Paris; Londres: Pergamon Press, 1989, p.1679-1687). Na mesma linha situam-se a tese de doutorado, defendida na USP, em 1995, que examina a atuação do IHGB, articulando-a ao processo de consolidação do Estado monárquico: Debaixo da proteção de Sua Majestade Imperial: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838-1889), editada na íntegra no nº 388 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1995); o capítulo Politique à la academie: la construction de la memoire de l’empire bresilien (1838-1850), publicado no livro Mémoires em devenir. Amérique Latine XVI-XX siècle, preparado por François-Xavier Guerra (Bordeaux: Maison des Pays Ibériques, 1994). Organizou, com Maria Emilia Prado, O liberalismo no Brasil imperial - Origens, conceitos e prática. (Rio de Janeiro: REVAN, 2001. 192 p.). Recentemente, em co-autoria com Tânia Bessone, redigiu três dos livros que integram a Coleção “História da Ordem dos Advogados do Brasil”, dirigida por Herman Assis Baeta, a saber: História da Ordem doa Advogados do Brasil - O IAB e os Advogados no Império. (Brasília: Editora OAB, 2003. 242 p.); História da Ordem dos Advogados: O IOAB na Primeira República. (Brasília: Editora da OAB, 2003. 457 p.); História da Ordem dos Advogados do Brasil: Criação, primeiros percursos e desafios (1930-1945). (Brasília: Editora da OAB, 2004. 295 p.). Redigiu cerca de cinqüenta verbetes para o Dicionário do Brasil imperial, dirigido por Ronaldo Vainfas (Rio de Janeiro: Objetiva, 2002).
Tânia Maria Bessone da Cruz Ferreira (pesquisador principal – UERJ) conduz a investigação “Reverenciando as letras: livros e periódicos como espaços de consagração, Rio de Janeiro, na segunda metade do Oitocentos” (Bolsa de produtividade do CNPq). A pesquisa resulta do desdobramento de uma indagação anterior Livros e Impressos: cultura, idéias e poder, 1861-1917, e volta-se para a questão da recepção dos impressos, em especial os livros, que circularam na sociedade brasileira, ao longo da segunda metade do Oitocentos. Tânia Bessone possui longa trajetória de estudos acerca da temática aqui proposta, desde sua dissertação de mestrado, um estudo prosopográfico dos advogados no Município Neutro da Corte, no período de 1860/1880. Sua tese de doutorado na qual se preocupou com as bibliotecas e com as leituras no Rio de Janeiro: Palácio dos destinos cruzados: bibliotecas, homens e livros no Rio de Janeiro, 1870-1920 (Rio de Janeiro: Arquivo Nacional 1997), recebeu o Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, em 1997. A historiadora participa ainda de outras obras coletivas e foi co-autora junto com Lucia Guimarães de três livros da coleção História da Ordem dos Advogados do Brasil, dirigida por Herman Baeta: História da Ordem dos Advogados do Brasil - O IAB e os advogados no Império. (Brasília: OAB, 2003); História da Ordem dos Advogados do Brasil - O IAB e os advogados no Império (Brasília: OAB, 2003); História da Ordem dos Advogados do Brasil – Criação, primeiros percursos e desafios (1930-1945) (Brasília: OAB, 2003). Escreveu com Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves o capítulo “Brasil e Portugal: percepções e imagens ao longo do século XIX”, no livro organizado por Estevão Chaves de Rezende Martins, Relações Internacionais: visões do Brasil e da América Latina. (Brasília: IBRI, 2003, p. 107-132). Colaborou, também, no Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889), organizado por Ronaldo Vainfas (Rio de Janeiro: Objetiva, 2002) e nas seguintes coletâneas: O Estado como vocação. Idéias e práticas políticas no Brasil oitocentista (org. Maria Emília Prado. Rio de Janeiro: Access, 1999) e O liberalismo no Brasil Imperial. Origens, conceitos e prática (org. Lúcia Maria Paschoal Guimarães e Maria Emília Prado. Rio de Janeiro: Revan/UERJ, 2001).
Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves, Lúcia Maria Paschoal Guimarães e Tania Maria Tavares Bessone participam, ainda, de uma rede de trocas e de intercâmbios acadêmicos, que busca refletir sobre o papel da cultura e dos intelectuais na formação dos Estados latino-americanos, coordenada pelo Dr. Hugo Cancino Troncoso (Universidade de Aahrus – DK). Este esforço coletivo tem resultado na publicação de artigos e de obras como Nuevas perspectivas teóricas y metodológica de la História Intelectual de América Latina (org, Hugo Cancino Trancoso e Carmen de Sierra, Quito: Ediciones Abya-Yala,1998); Ideas en la creacion intelectual en America Latina (org. Hugo Cancino Troncoso e Susana Klengel, Madrid: Iberoamericana; Frankfut: Vervuert, 1999); Trabajo intelectual, pensamiento y modernidad em América Latina (org. Hugo Cancino e Cláudio Bogantes, Varsóvia: CESLA; Aahrus: Universidade de Aahrus, 2002; Los intelctuales latinoamericanos entre la tradición y la modernidad (org. Hugo Cancino, Madrid; Frankfurt: Iberoamricana; Vervuert, 2004).

Manoel Luiz Lima Salgado Guimarães (pesquisador principal – UFRJ/UERJ) dedica-se atualmente ao projeto intitulado “Cultura histórica oitocentista: linguagens e tradições” que dá continuidade aos estudos que realiza sobre a problemática da historiografia brasileira no século XIX. Nesse novo projeto o historiador recua até o final do século XVIII, a fim de melhor compreender as tradições e os modelos que configuraram a escrita da história oitocentista no Brasil, segundo os cânones da disciplina que se afirmam no século XIX. Manuel Luiz desenvolve há alguns anos investigações que articulam a narrativa histórica, a constituição da Nação e a identidade nacional. Neste sentido, há que se destacar o livro, publicado na Alemanha, Geschichtsschreibung Und Nation In Brasilien 1838-1857 (Berlim, 1987) e um capítulo do livro Ciência, Civilização e Império nos Trópicos (Rio de Janeiro: Access, 2001, p. 1-28), intitulado: "Para reescrever o passado como história: o IHGB e a Sociedade dos Antiquários do Norte". Além dessas obras, Guimarães possui outras publicações sobre o tema, em especial: “Escrever a história, domesticar o passado” (História e Linguagens. Texto, imagem, oralidade e representações, org. Antonio Herculano Lopes, Monica Pimenta Veloso & Sandra Jatahy Pesavento. Rio de Janeiro: 7 Letras. Casa de Rui Barbosa, 2006. p. 45-57); “História e Nação: uma pedagogia para a modernidade” (Educação no Brasil: História, cultura e política, org. José Gondra, Ana Maria Magaldi e Cláudia Alves. Bragança Paulista: EDUSF, 2003. p. 183-202); “Memória, história e historiografia” (História representada: o dilema dos museus, org. José Neves Bittencourt et alii. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2003. p. 75-96). “A cultura histórica oitocentista: a constituição de uma memória disciplinar”. (História cultural: experiências de pesquisa, org. Sandra Pesavento. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2003, p. 9-24).
Martha Campos Abreu (pesquisador principal – UFF) desenvolve a investigação “Participação política e relações raciais na obra de Eduardo das Neves II, 1871-1917” (Bolsa de produtividade do CNPq). A partir da obra musical do “crioulo Dudu das Neves”, pretende avaliar as possibilidades de aproximação do político com a produção musical, no período compreendido entre o final do século XIX e início do XX.

Martha Abreu possui publicações que confirmam sua experiência em unir a temática racial à discussão a respeito da inclusão social e política no Brasil, dentre as quais se destacam destacar: Religiosidades na História, livro organizado junto com Ronaldo Vainfas (Rio de Janeiro: 7 letras, 2001); O Império do Divino, Festas Religiosas e Cultura Popular no Rio de Janeiro, 1830-1900. (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999); “Meninas Perdidas": os Populares e O Cotidiano do Amor No Rio de Janeiro da Belle Epoque. (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989); Subsídios para uma leitura crítica dos PCNs e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas. Ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira., trabalho em co-autoria com Hebe Mattos (Belo Horizonte: PUC-Minas, Virtual, 2006. p. 49-59); capítulos de livros: “Cultura política, música popular e cultura afro-brasileira: algumas questões para a pesquisa e ensino de História”. (Culturas Políticas: Ensaios de História Cultural, História Política e Ensino de História, org. Maria Fernanda Bicalho, Maria de Fátima Gouvêa & Rachel Soihet. Rio de Janeiro: Mauad/Faperj, 2005. p. 409-432); “Mulatas, crioulos and morenas: racialized gender in the love songs of pós-abolition, Brasil, 1890-1920”. (Gender and Slave Emancipation in the Atlantic World. Durham: NC: Duke University Press, 2005. p. 267-289); “Eduardo das Neves” e “Edson Carneiro” (Encyclopedia of African-American Culture and History: The Black Experience in Americas, dirigida por Colin Palmer. Farmington Hills, MI: Senior Project Editors, Macmillan Reference USA, 2005); “Cultura Popular: um conceito e várias histórias”. (Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologias, org. Martha Abreu & Rachel Soihet. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003, p. 83-103). “Eduardo das Neves (1874-1919): histórias de um crioulo malandro”. (Resistência e Inclusão: história, cultura, educação e cidadania afro-descendentes, org. Denise Pini Rosalem Fonseca. Rio de Janeiro: PUC/RJ, Consulado Geral dos Estados Unidos, 2003, p. 73-89); “Nos requebros do Divino: lundus e festas populares no Rio de Janeiro do século XIX” (Carnavais e outras festas. Ensaios de História Social da Cultura, org. Maria Clementina Pereira Cunha. Campinas: Editora da Unicamp, 2002, p. 247-280). Martha Esteves colaborou, também, na elaboração do Dicionário do Brasil imperial, dirigido por Ronaldo Vainfas.







Marco Morel (pesquisador principal – UERJ) realiza a pesquisa “Cultura, poder e identidade nacional no Brasil do século XIX” (Bolsa de Produtividade do CNPq), no qual discute a construção da identidade nacional brasileira no século XIX, por meio do estudo da produção, circulação e recepção de veículos impressos, com destaque para imprensa periódica e livros, mas considerando também formas de transmissão manuscrita, oral e iconográfica. Marco Morel possui longa reflexão a respeito da política brasileira, sobretudo, no que concerne à formação dos homens público do Império no Oitocentos. Lançou em 2005 a obra As transformações dos espaços públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidades na cidade imperial (1820 - 1840). (São Paulo: Hucitec, 2005), que sintetiza seus estudos sobre as relações entre intelectuais, política e Estado no Brasil Império. Conta esse historiador ainda com outras publicações, a saber: “Política: Diálogos Cruzados” - Cadernos do CHDD. (organizado com Flávio Gomes dos Santos. Rio de Janeiro: Centro de História e Documentação Diplomática - Ministério das Relações Exteriores, 2005); O período das Regências (1831 - 1840) (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003). Cipriano Barata na Sentinela da Liberdade (Salvador: Academia de Letras da Bahia / Assembléia Legislativa do Estado, 2001); Frei Caneca entre Marília e a Pátria. (Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas / Coleção Os que fazem História, 2000). Escreveu em co-autoria com Mariana Gonçalves Monteiro de Barros. Palavra, imagem e poder: osurgimento da imprensa no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: DP&A, 2003).

Valdei Lopes (pesquisador colaborador – UFOP) dedica-se atualmente ao projeto “Formação nacional e historiografia: variedade e transformações na escrita da história entre 1800-1850”. Busca desenvolver uma tipologia dos gêneros e formatos expositivos da história no processo de constituição estado-nacional brasileiro. Sua produção acadêmica sustenta essa linha de investigação como se depreende das publicações a seguir: “A emergência do discurso histórico na crônica de Fernão Lopes (Fênix (Uberlândia, 2006); “Cidadania: tentativas de aproximação de um conceito plural”. (Fala, cadernos de cidadania. Mariana, v.2, p.15 - 29, 2006); “O sublime, o belo e a revolução: história e narrativização em Burke e Hegel. (Revista Intellèctus Rio de Janeiro: 15, 2004); A Filadélfia de Theófilo Ottoni: uma aventura cidadã. (Belo Horizonte: Afato, 2003); “A história da Independência em uma versão republicana: Teófilo Benedito Ottoni e a polêmica sobre a estátua equestre de Dom Pedro I” (Visionário: a imaginação republicana em Minas Gerais. Belo Horizonte: UFMG, 2004); “Política como história, como literatura: Um estadista do Império (Nenhum Brasil Existe: pequena enciclopédia, org. João Cezar de Castro Rocha. Rio de Janeiro : Topbooks, 2003, p. 303-312); Escreveu em co-autoria com Lucia Guimarães “O Sistema Intelectual Brasileiro na Correspondência Passiva de John Caspar Branner” (Escrita de Si, Escrita da História, org. Ângela de Castro Gomes. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004, p. 93-109).


Anita Correia Lima de Almeida (pesquisadora colaboradora – UNIRIO) investiga, atualmente “Trajetórias ultramarinas: D. Bernardo José de Lorena (1807-1816) no governo da Índia e Lucas José de Alvarenga (1808-1817) no governo de Macau”. Pretende analisar a maneira como esses homens desempenharam suas funções no aparato de Estado português e os contatos que mantiveram ao longo da vida pública. Anita Correia Lima de Almeida tem obra reconhecida a respeito das carreiras administrativas construídas no Império lusitano, também discute em algumas publicações a produção intelectual brasileira oitocentista. Dentre outras publicações, destacam-se, as co-autorias dos livros com Keila Grimberg e outros, Carioca Card Deck: Rio with no bluff (versão em inglês; Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005); Para conhecer Machado de Assis. (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005); junto com Andréia Doré escreveu Macau somos nós: um mosaico da memória dos macaenses no Rio de Janeiro. (Macau: Instituto Internacional de Macau, 2001). Autora de capítulos nas seguintes obras coletivas: Jornal do Brasil: Descobrimento. (Belo Horizonte: Dimensão, 2000); Baralho carioca: o Rio sem blefe. (Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2000); “Entre o Atlântico e o Índico: notas para uma história interligada” (Diálogos Tropicais, org. Dilip Loundó e Michel Misse. Rio de Janeiro: UFRJ, 2003, p. 179-198); “Notas sobre a reforma pombalina dos estudos menores no Brasil” (Educação no Brasil: história, cultura e política, org. Ana Maria Magaldi; Cláudia Alves & José Gondra. Bragança Paulista: EDUSF, 2003, p. 99-116); “O veneno do desgosto: a conjuração de Goa em 1787” (Diálogos Oceânicos, org. Júnia Furtado. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001).
Por fim, cabe salientar que a linha de pesquisa passará a contar com a colaboração de uma investigadora estrangeira, a doutora Annick Lempérière, reconhecida internacionalmente por seus
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