Turma dos 30 Historiografia brasileira e mundial



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TURMA DOS 30

Historiografia brasileira e mundial

O que é historiografia?

Historiografia significa 'escrita da história'. Tanto no sentido de 'como a história deve ser escrita' (uma teoria e uma metodologia da história), quanto no sentido de 'como a história foi escrita' (uma história da história).

Correntes Históricas:


A história positivista defendida por F. Simiand e P. Lacombe no século XIX representava e considerava o passado imutável, disposto a valorizar dimensões políticas e grandes personagens históricos da humanidade, era a chamada “história oficial”. Esta teoria positivista desconsiderava também as mudanças e inovações ocorridas, de maneira dinâmica, no âmbito privado. A história positivista e “tradicional” sempre buscou e defendeu uma representação unilateral do real e da “verdade histórica”. Uma nova tendência, uma nova maneira de se registrar a história percebeu-se que a dimensão positivista não dá conta de ampliar os elementos que estão envolvidos nos processos históricos.

A história positivista, factual e tradicional do século XIX mostrou-se insuficiente para atender os objetivos da atual produção historiográfica. O historiador Marc Bloc sempre defendeu a consideração e existência de um passado mutável e problemático, que, por meio da investigação histórica, permite representar (pesquisar) o homem agindo dentro de seu tempo ou tempos.

Bloch foi um dos precursores a defender uma nova formatação da pesquisa histórica por meio da chamada “Nova História”, considerando novas forças e uma nova visão do passado que não está alienado da interpretação, pois tem sim um sentido e diferentes representações a serem trabalhadas pelo historiador contemporâneo.
01. (Ufpr 2008) Observe a imagem do mapa de Waldseemüller e leia o texto a seguir.

" Este mapa é de fundamental significação na história da cartografia. Sintetizou a revolução dos vinte anos precedentes na geografia e ampliou a imagem contemporânea do mundo, proporcionando uma visão essencialmente nova do mesmo. [....] Seu histórico é conhecido indubitavelmente a partir do tratado geográfico 'Cosmographiae Introductio' que acompanhou sua publicação em 1507. [...] Este mapa tem uma importância histórica única. Nele o Novo Mundo recebe o nome de América pela primeira vez. Colombo aparentemente nunca abandonou sua convicção de que as ilhas das Índias Ocidentais que descobriu eram próximas à costa leste da Ásia. Vespúcio, entretanto, descobriu a verdade, ou seja, que era um novo mundo. Waldseemüller aceitou esta visão e propôs - para honrar Vespúcio - conceder seu nome à nova terra."

(WHITIFIELD, Peter. "The image of the world: 20 centuries of World Maps". San Francisco: Pomegranate Artbooks & British Library, 1994, p. 48-49.)
Com base no mapa, no texto e nos conhecimentos sobre a epopeia dos descobrimentos na Época Moderna, é correto afirmar:

a) O mapa de Waldseemüller foi elaborado para reforçar a concepção bastante difundida durante a Idade Média de que a Terra era plana, contribuindo assim para afirmar a tese da impossibilidade de atingir o Oriente navegando para o Ocidente.

b) O uso da expressão "descoberta da América", para designar o ocorrido em 1492, revela uma construção "a posteriori" da historiografia, que assim estabelece uma representação simbólica da presença europeia no continente pela primeira vez na Era Moderna.

c) Afirmar que Vespúcio foi o responsável pela "descoberta do Novo Mundo" significa evidenciar um traço da mentalidade greco-romana da Antiguidade, que prescrevia a experimentação científica como método para obter o conhecimento da verdade das coisas.

d) A verificação empírica da verdade dos "descobrimentos" possibilitou, ao longo do século XVI, uma nova epistemologia para as ciências humanas, que passou a fundar-se no testemunho direto dos acontecimentos como critério para o estabelecimento dos fatos.

e) Pelo relato sobre os "descobrimentos", explicitado no texto, fica evidente que havia, no período da publicação do mapa de Waldseemüller, uma nítida separação entre a perspectiva de análise geográfico-cartográfica e a abordagem histórica dos eventos da expansão marítima.

02. (Unesp 2008) Observe o quadro

Pode-se afirmar que a representação de Pedro Américo do inconfidente mineiro

a) data dos primeiros anos da República, sugerindo a semelhança entre o drama de Tiradentes e o de Cristo.

b) foi elaborada durante o período da Independência, como expressão dos ideais nacionalistas da dinastia de Bragança.

c) caracteriza-se pela denúncia da interferência da Igreja católica nos destinos políticos e culturais nacionais.

d) foi censurada pelo governo de Getúlio Vargas porque expressa conteúdos revolucionários e democráticos.

e) foi proibida de ser exposta publicamente por incitar o preconceito contra o governo português, responsável pela morte de Tiradentes.

03. (Ufc 2010) “A maneira como os indivíduos manifestam sua vida reflete exatamente o que são. O que eles são coincide, pois, com sua produção, isto é, tanto com o que eles produzem quanto com a maneira como produzem. O que os indivíduos são depende, portanto, das condições materiais da sua produção.”

MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 13.

Com base nessa citação do livro A ideologia alemã, que trata da teoria marxista para a interpretação da sociedade, é correto afirmar que:

a) o capitalismo teve origem no modo de produção socialista, a partir de uma revolução burguesa.

b) o capitalismo teve origem em ideias religiosas, a partir do Renascimento, e no crescimento da burguesia.

c) a produção de ideias na vida social, no decorrer da história, está separada da produção da vida material.

d) a perspectiva de análise marxista examina a sociedade levando em consideração as relações sociais estabelecias no modo de produção.

e) o pensamento marxista surgiu no início da revolução francesa, com a defesa da igualdade e da fraternidade entre todos os seres humanos.

04. (Ufba 2010) [...] Os historiadores discordam sobre a exata porcentagem de escravos na população total de Atenas no século IV, mas Moses Finley afirma que a proporção era tão grande quanto o conjunto dos estados escravocratas do sul, na América, em 1860, e que os proprietários de escravos na Grécia eram até mais amplamente distribuídos entre a população livre do que na América. A economia grega não era tão dependente da escravidão como as economias das Índias Ocidentais e do sudeste dos Estados Unidos; no entanto, Finley argumenta persuasivamente que a instituição era um elemento intrínseco à sociedade helênica. Além disso, “as cidades em que a liberdade alcançou sua expressão mais alta — mais claramente Atenas — eram cidades em que a escravidão florescia”. Assim, a história da Grécia antiga apresenta o mesmo paradoxo que deixou os americanos perplexos a partir do século XVIII: liberdade e escravidão pareciam avançar juntas.

(DAVIS, 2001, p. 53-54).

Considerando-se as informações do texto e os conhecimentos sobre as relações escravistas e rurais de produção na Antiguidade, na Idade Média e no Colonialismo Mercantil, pode-se afirmar:

01) As relações de produção no Feudalismo, ao estabelecerem os laços de dependência do servo ao senhor, alteraram, mas não extinguiram, as relações escravistas, que seriam retomadas e modificadas no contexto do Colonialismo Mercantil do século XVI.

02) Ser proprietário de escravos, na Grécia antiga, não indicava, necessariamente, que o indivíduo fazia parte das elites ou das camadas dominantes, bastava-lhe ser livre e cidadão.

04) A presença expressiva da escravidão, nas cidades gregas que mais cultivavam a liberdade e a democracia, constitui uma contradição quando comparada às concepções de liberdade e democracia elaboradas pelo pensamento liberal/ocidental do século XIX.

08) A expansão militar/imperialista do Império Romano, a partir do século III a.C., foi fator responsável pelo fortalecimento do caráter escravista de sua sociedade e pela dependência de sua agricultura e atividades urbanas da mão de obra escrava.

16) O trabalho escravo era indispensável à sobrevivência econômica das metrópoles colonialistas dos séculos XVI ao XIX, da mesma forma como acontecia nas sociedades escravistas das cidades gregas da Antiguidade.

32) A origem africana e a cor negra identificavam o escravo e seus descendentes tanto nas cidades gregas quanto nas colônias do Novo Mundo, o que coloca as duas experiências escravistas no mesmo processo histórico.

64) O avanço da urbanização, no Brasil Colonial, foi fator de desestímulo ao trabalho escravo, em virtude da ampliação do mercado de trabalho livre e assalariado, que atraía grande parte de componentes das classes desprivilegiadas coloniais, independente da situação civil ou da origem étnica.

05. (Unicamp 2011) Em carta ao rei D. Manuel, Pero Vaz de Caminha narrou os primeiros contatos entre os indígenas e os portugueses no Brasil: “Quando eles vieram, o capitão estava com um colar de ouro muito grande ao pescoço. Um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Outro viu umas contas de rosário, brancas, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dissesse que dariam ouro por aquilo. Isto nós tomávamos nesse sentido, por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e o colar, isto nós não queríamos entender, porque não havíamos de dar-lhe!”

(Adaptado de Leonardo Arroyo, A carta de Pero Vaz de Caminha. São Paulo: Melhoramentos; Rio de Janeiro: INL, 1971, p. 72-74.)

Esse trecho da carta de Caminha nos permite concluir que o contato entre as culturas indígena e europeia foi

a) favorecido pelo interesse que ambas as partes demonstravam em realizar transações comerciais: os indígenas se integrariam ao sistema de colonização, abastecendo as feitorias, voltadas ao comércio do pau-brasil, e se miscigenando com os colonizadores.

b) guiado pelo interesse dos descobridores em explorar a nova terra, principalmente por meio da extração de riquezas, interesse que se colocava acima da compreensão da cultura dos indígenas, que seria quase dizimada junto com essa população.

c) facilitado pela docilidade dos indígenas, que se associaram aos descobridores na exploração da nova terra, viabilizando um sistema colonial cuja base era a escravização dos povos nativos, o que levaria à destruição da sua cultura.

d) marcado pela necessidade dos colonizadores de obterem matéria-prima para suas indústrias e ampliarem o mercado consumidor para sua produção industrial, o que levou à busca por colônias e à integração cultural das populações nativas.

06. (Unicamp 2011) A história de todas as sociedades tem sido a história das lutas de classe. Classe oprimida pelo despotismo feudal, a burguesia conquistou a soberania política no Estado moderno, no qual uma exploração aberta e direta substituiu a exploração velada por ilusões religiosas.

A estrutura econômica da sociedade condiciona as suas formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, são as relações de produção que ele contrai que determinam a sua consciência.

(Adaptado de K. Marx e F. Engels, Obras escolhidas. São Paulo: AlfaÔmega, s./d., vol 1, p. 21-23, 301-302.0

As proposições dos enunciados acima podem ser associadas ao pensamento conhecido como

a) materialismo histórico, que compreende as sociedades humanas a partir de ideias universais independentes da realidade histórica e social.

b) materialismo histórico, que concebe a história a partir da luta de classes e da determinação das formas ideológicas pelas relações de produção.

c) socialismo utópico, que propõe a destruição do capitalismo por meio de uma revolução e a implantação de uma ditadura do proletariado.

d) socialismo utópico, que defende a reforma do capitalismo, com o fim da exploração econômica e a abolição do Estado por meio da ação direta.

07. (Fuvest 2011) É assim extremamente simples a estrutura social da colônia no primeiro século e meio de colonização. Reduz-se em suma a duas classes: de um lado os proprietários rurais, a classe abastada dos senhores de engenho e fazenda; doutro, a massa da população espúria dos trabalhadores do campo, escravos e semilivres. Da simplicidade da infraestrutura econômica

– a terra, única força produtiva, absorvida pela grande exploração agrícola – deriva a da estrutura social: a reduzida classe de proprietários e a grande massa, explorada e oprimida. Há naturalmente no seio desta massa gradações, que assinalamos. Mas, elas não são contudo bastante profundas para se caracterizarem em situações radicalmente distintas.

Caio Prado Jr., Evolução política do Brasil. 20ª ed. São Paulo: Brasiliense, p.28-29, 1993 [1942].

Neste trecho, o autor observa que, na sociedade colonial,

a) só havia duas classes conhecidas, e que nada é sabido sobre indivíduos que porventura fizessem parte de outras.

b) havia muitas classes diferentes, mas só duas estavam diretamente ligadas a critérios econômicos.

c) todos os membros das classes existentes queriam se transformar em proprietários rurais, exceto os pequenos trabalhadores livres, semilivres ou escravos.

d) diversas classes radicalmente distintas umas das outras compunham um cenário complexo, marcado por conflitos sociais.

e) a população se organizava em duas classes, cujas gradações internas não alteravam a simplicidade da estrutura social.

08. (Unesp 2011) Um autor do século VI assim descreveu o rei Átila, que, comandando os hunos, chegou às portas de Roma:

Homem vindo ao mundo em um entrechoque de raças, terror de todos os países, não sei como ele semeava tanto pavor, a não ser pela ligação que se fazia de sua pessoa com um sentimento de terror. Tinha um porte altivo e um olhar singularmente móvel, se bem que cada um de seus movimentos traduzisse o orgulho de seu poder. (...) sua pequena-estatura, seu peito largo, sua cabeça grande, seus olhos minúsculos, sua barba rala, sua cabeleira eriçada, seu nariz muito curto, sua tez escura, eram sinais de suas origens.

(Jordanes. Getica XXXV (c. 551), citado por Jaime Pinsky (org.). O modo de produção feudal, 1982.)

Ao representar Átila, que imagem dos bárbaros o autor transmite?

09. (Fuvest 2011) Se utilizássemos, numa conversa com homens medievais, a expressão “Idade Média”, eles não teriam ideia do que isso poderia significar. Eles, como todos os homens de todos os períodos históricos, se viam vivendo na época contemporânea. De fato, falarmos em Idade Antiga ou Média representa uma rotulação posterior, uma satisfação da necessidade de se dar nome aos momentos passados. No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado pelos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI.

Hilário Franco Júnior. A Idade Média. Nascimento do Ocidente.

3ª ed. São Paulo: Brasiliense, s.d. [1986]. p.17. Adaptado.

A partir desse trecho, responda:

a) Em que termos a expressão “Idade Média” pode carregar consigo um valor depreciativo?

b) Como o período comumente abarcado pela expressão “Idade Média” poderia ser analisado de outra maneira, isto é, sem um julgamento de valor?

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

1a INFORMAÇÃO: Sérgio Abranches afirma, sobre o Brasil, que "os meios de comunicação de massa dominam o processo de circulação de informação."

2a INFORMAÇÃO: Sobre o acesso à informação por estes meios, dados de 1999 divulgavam que

- 90 milhões de brasileiros assistiam a TV diariamente;

- menos de 20 milhões tinham o costume de folhear jornais;

- menos de 10 milhões tinham o hábito de estar sempre com um livro à mão, sem ser por obrigação;

- apenas 4 milhões eram internautas.

3a INFORMAÇÃO: Atualmente, pela ordem, os livros mais comuns na casa dos brasileiros e a porcentagem dos lares onde eles se encontram, respectivamente, são os seguintes:

1o - Bíblia (86%);

2o - Dicionários (65%);

3o - Receitas (62%);

4o - Didáticos (59%);

5o - Infantis (58%);

6o - Literatura (44%).
Fonte: Revista Veja, 16 e 23/07/2003.

10. (G1 - cps 2004) No dia 21/04/2003, Dia de Tiradentes, o jornal "Diário do Povo" de Campinas/SP publicou a tirinha a seguir.

Analise-a e relacione-a com as informações de apoio:

É possível interpretar a confusão feita pelo personagem da tirinha como consequência do fato de parte da população brasileira

a) ter baixa escolaridade, ou seja, mais da metade dos brasileiros em idade escolar não têm acesso ao Ensino Fundamental (de 1a a 8a série).

b) não ter acesso aos sites e às informações políticas e culturais da Internet e utilizá-los para pesquisas.

c) só ler livros por obrigação, como a Bíblia e os didáticos, por exemplo.

d) construir conhecimentos utilizando uma única fonte de informação.

e) ser desatualizada por apenas folhear os jornais, ainda que diariamente.

TEXTO E IMAGEM PARA QUESTÕES 11 E 12:


Walter Benjamin, filósofo alemão, dizia reconhecer o "anjo da história" no quadro Angelus novus de Paul Klee. Sobre o quadro, disse: "O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso".

(BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 226.)


11. (Uel 2006)

Com base na imagem "Angelus novus" e no texto, é correto afirmar que Walter Benjamin:

a) Defende a concepção de progresso baseada na ideia de separação de um tempo homogêneo e vazio em relação à história.

b) Vivendo os conflitos da globalização, acusa a História por esta voltar-se apenas para o passado, desconsiderando, assim, os benefícios do progresso no futuro.

c) Influenciado por uma era de guerras, carrega um pessimismo implícito, percebendo a história como tragédia.

d) Entende a época da produção da pintura e do texto, como um período marcado pelo otimismo, pelo progresso humano e pela esperança no futuro.

e) Concebe o progresso como um processo histórico reversível, apesar de criticá-lo.

12. (Uel 2006)

Walter Benjamin usa a alegoria, o "anjo da história", para criticar uma noção de processo histórico muito em voga no final do século XIX e início do século XX. Em sua obra, que pretendia ser uma grande arqueologia da época moderna, Benjamin faz uma tripla crítica: ao triunfo da burguesia, ao culto da mercadoria e à fé no progresso. Ele critica uma visão que assimila o progresso da humanidade estritamente ao progresso técnico e que propaga um determinismo no qual a libertação seria um acontecimento garantido pelo curso natural da história. A partir dessa crítica, ele propõe outra visão sobre o processo histórico. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que para o autor:

a) A história deve permitir reativar, no presente, aspectos do passado, a fim de retomar uma história inacabada.

b) A diacronia cria um tipo de inteligibilidade em que os acontecimentos futuros podem ser previstos e assegurados.

c) As sociedades se desenvolvem progressivamente e os eventos devem ser tomados como causas e consequências.

d) A história é uma sequência linear de eventos associada a um movimento numa direção discernível.



e) A história é uma sucessão de sistemas socioculturais que evoluem dos mais simples aos mais complexos.

Turma dos 30 - História - Gênesis- 04-04-2011





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