Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / solos cca estoques de matéria orgânica e nutrientes em latossolos sob café, pastagem, eucalipto e mata, na região de viçosa mg



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / SOLOS CCA



ESTOQUES DE MATÉRIA ORGÂNICA E NUTRIENTES EM LATOSSOLOS SOB CAFÉ, PASTAGEM, EUCALIPTO E MATA, NA REGIÃO DE VIÇOSA - MG

PAULO RICRDO CARVALHO DE SOUSA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CARLOS ERNESTO GONCALVES REYNAUD SCHAEFER (Orientador/UFV), KATIA KAROLINE DELPUPO SOUZA (Estagiário voluntário/UFV)


 No Brasil, há predomínio de solos ácidos altamente intemperizados, com baixa reserva de nutrientes e presença de minerais de argila de baixa atividade. Nesses solos, a matéria orgânica desempenha papel de extrema importância na fertilidade e na produtividade das culturas, por ser responsável por boa parte da carga e de nutrientes adsorvidos. Este projeto avaliou alguns efeitos do uso e cobertura vegetal sobre a quantidade e composição da matéria orgânica em Latossolos em geoformas côncavas e convexas, cultivados com Café, Pastagem, Eucalipto (15 anos de implantação) e Mata secundária com mais de 60 anos. Foram instaladas parcelas experimentais em cada um dos usos, e caracterizados os solos nas parcelas e os sedimentos carreados pela erosão. Os teores de matéria orgânica foram maiores nos solos de geoformas côncavas sob Mata e Café, onde os aportes ao solo foram maiores. As perdas de nutrientes nos sedimentos coletados acompanharam as características dos solos nas parcelas, sendo maiores no Café, onde houve adubação, seguido de Mata e Eucalipto. Os solos sob Mata e Café em relevo côncavo mostrou maior proporção de humina na matéria orgânica. O solo sob Café em relevo côncavo é o que mais se aproximou do ambiente sob Mata. Em comparação às pastagens, as áreas cultivadas com café mostraram maior acúmulo e deposição de resíduos orgânicos ao solo, com menos erosão, e maior quantidade de carbono no solo.

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MANEJO DA ADUBAÇÂO COM ZINCO EM CAFEEIROS SOB SISTEMA DE PLANTIO ADENSADO

INÁ LIMA REIS (Estagiário voluntário/UFV), Paulo César de Lima (Orientador/), Luís Tarcísio Salgado (Colaborador/), Waldênia de Melo Moura (Colaborador/), Paula Masami Sano Manabe (Colaborador/), THAIS RODRIGUES MAGALHÃES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), Rodrigo Moreira Ribeiro (Colaborador/), TALES CAMPOS SILVA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), Cintia Armond (Colaborador/)

A correção de zinco (Zn) por meio de adubações via solo facilitaria muito o manejo de lavouras de café em sistemas adensados, onde as pulverizações foliares com Zn são de difícil execução e a eficiência limitada. Contudo a adubação com Zn via solo não tem apresentado efeitos positivos, talvez por falta de aplicação de doses adequadas e bem localizadas. Esse trabalho foi realizado com condução de dois experimentos na Fazenda da EPAMIG em Oratórios em Argissolo distrófico. Um teve como objetivo avaliar a aplicação de doses de Zn no solo, e, o segundo, comparar formas de localização de Zn. No ensaio I foi adicionado zinco nas dosagens: 0, 5, 10, 20 e 40 g/metro de sulco de sulfato de zinco. Sendo adicionados um tratamento com 20g de óxido de zinco e outro com aplicação de sulfato de zinco foliar 0,5%. No ensaio II, 100kg/ha de sulfato de zinco (20% de Zn) foram adicionados antes do transplantio das mudas, envolvendo Zn em área total e localizadamente em um ou dois sulcos paralelos a 40cm do sulco principal, com ou sem adição de calcário. Os ensaios foram instalados em 2001 com mudas transplantadas em espaçamento de 2,0 x 0,75m, em blocos casualizados com quatro repetições. A adição de doses crescentes de Zn não apresentou diferença significativa na produtividade dos cafeeiros inclusive em comparação com a pulverização foliar. No ensaio de localização, entretanto, o tratamento onde se forneceu ½ do Zn no sulco de plantio sem calcário + ½ do Zn em um sulco lateral ao sulco de plantio promoveu maior produtividade dos cafeeiros. A aplicação concentrada de Zn, somente no primeiro ano, em um sulco paralelo a linha de plantio das mudas permitiu um manejo mais adequado da adubação (EPAMIG CBP&D-Café).


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TEORES CRÍTICOS DE NUTRIENTES EM MINI-JARDIM CLONAL DE EUCALIPTO

SHARLLES CHRISTIAN MOREIRA DIAS (Bolsista IC /projeto/UFV), NAIRAM FELIX DE BARROS (Orientador/UFV), JULIO CESAR LIMA NEVES (Co-orientador/UFV), NAIRAM FELIX DE BARROS FILHO (Colaborador/)

A avaliação do estado nutricional, mediante análise de tecido vegetal, em mini-jardim clonal de eucalipto é uma importante ferramenta para aumentar e, ou, manter a produção de brotos e o enraizamento de estacas na produção de mudas clonais de Eucalyptus spp. Este trabalho objetivou gerar valores de referência nutricional específicos para diferentes materiais genéticos de eucalipto e identificar diferenças em suas exigências nutricionais. Para isso utilizou-se o sistema integrado de diagnose e recomendação (DRIS) e um banco de dados de monitoramento nutricional de nove clones de Eucalyptus spp cultivados em leito de areia como parte de mini-jardim clonal da Plantar Reflorestamentos, na região de Curvelo-MG. Além das análises foliares, dispunha-se, ainda, da porcentagem de enraizamento das estacas do período de 2005 a 2008, sendo as avaliações feitas, em média, três vezes por mês. Foram escolhidos como valores de alta produtividade porcentagens de enraizamento iguais ou superiores a 87,0 %, dos quais foram selecionados os dez maiores valores de cada clone. Em seguida, foram calculados, por clone, os índices de balanço nutricional referente aos 36 meses. Os valores de referência, para cada material genético, foram estimados por meio de regressão linear simples que relacionou o índice de balanço nutricional, para cada nutriente, com o respectivo teor da análise foliar. Conclui-se que as exigências nutricionais variam entre os materiais genéticos e mesmo entre clones da mesma espécie, de acordo com as condições de cultivo. (SIF)

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ADSORÇÃO DE METAIS PESADOS, CÁDMIO, NÍQUEL E ZINCO, EM MATRIZES MINERAIS SINTÉTICAS

GUILHERME FIURIN ROSA (Bolsista IC /projeto/UFV), MAURICIO PAULO FERREIRA FONTES (Orientador/UFV)

Dentre os processos envolvidos no comportamento e biodisponibilidade de metais pesados no solo, aqueles relacionados com a adsorção são de grande importância. Nesse contexto o conhecimento dos mecanismos de adsorção em óxidos de ferro (hematita e goethita) pode auxiliar na avaliação do comportamento dos metais no solo. O trabalho teve por objetivo determinar os valores da Capacidade Máxima de Adsorção (CMA) e do Coeficiente de Distribuição (Kd) dos metais cádmio, níquel e zinco na hematita e goethita. As matrizes, sintetizadas e caracterizadas, foram colocadas em contato com soluções de concentrações crescentes dos metais e agitadas por vinte e quatro horas. Em outro ensaio, amostras foram agitadas por quatro horas por dia por um período de trinta dias. Após agitação recolheram-se as soluções de equilíbrio e os elementos foram quantificados por espectrometria de absorção atômica. Os dados foram ajustados ao modelo de Langmuir. Os resultados mostraram que o valor da CMA dos óxidos foi maior para o zinco, 378,8 mg kg-1 na hematita e 578,03 mg kg-1 na goethita, ambos no experimento de trinta dias. O elemento menos adsorvido foi o cádmio, em todos os experimentos. A respeito do coeficiente de distribuição verificou-se que o maior valor de Kd foi encontrado no experimento de trinta dias para o zinco com hematita e o metal que apresentou menor valor de Kd foi o níquel para ambos os óxidos. Concluiu-se que a goethita tem maior capacidade adsortiva quanto aos metais estudados, o que sugere que solos ricos neste óxido apresentarão maior poder de retenção para estes elementos. O cádmio foi o metal menos adsorvido em ambos os óxidos, sugerindo que a contaminação de solos por este metal pode apresentar maior risco potencial para a cadeia biológica e águas subterrâneas.

 
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ADSORÇÃO DE Zn(II) DE SOLUÇÃO AQUOSA EM SOLO

WAGNER LUIZ PEREIRA (Bolsista IC /projeto/UFV), CLÁUDIO PEREIRA JORDÃO (Orientador/UFV), DANIELI MARCOLAN CARARI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RUBENS MOREIRA DE ALMEIDA (Estagiário voluntário/UFV)

A utilização de isotermas de Langmuir nos estudos de adsorção de íons por solos permite a determinação da capacidade máxima de adsorção do solo e da constante relacionada com a energia de ligação dos íons pelo solo. Os solos diferem bastante quanto aos teores de micronutrientes, e possuem propriedades que interferem diretamente no comportamento de cada elemento. Considerando que fatores ambientais podem afetar diretamente a mobilidade e disponibilidade do zinco, o estudo da adsorção deste metal em amostras originais de solos, e após serem removidas as frações matéria orgânica, óxidos de ferro amorfos e cristalinos e óxidos de alumínio, torna-se importante. O objetivo desse trabalho é avaliar o comportamento adsortivo do íon Zn2+ em amostra original de Latossolo Vermelho-Amarelo e após a remoção das frações de matéria orgânica, óxidos de ferro amorfos e cristalinos e óxidos de alumínio. A amostra de solo foi coletada próximo ao Rio Doce na rodovia BR-381 em Ipatinga. A eliminação das frações geoquímicas do solo foi realizada com o emprego das seguintes soluções: matéria orgânica - hipoclorito de sódio; óxidos de ferro amorfos – oxalato de amônio; óxidos de ferro cristalinos – ditionito de sódio; óxidos de alumínio – hidróxido de sódio. A adsorção de Zn2+ no solo original e nos solos sem as frações eliminadas foi conduzida pela adição de solução de ZnCl2 em KCl 0,02 mol L-1 em pH 6. A faixa de concentração de zinco utilizada na construção das isotermas de foi de 0-300 mg L-1. A retirada das frações matéria orgânica, óxidos de ferro amorfos, óxidos de ferro cristalinos e óxidos de alumínio demonstrou que elas exercem influência preponderante na adsorção de zinco pelos solos, pois ocorreu alteração nos valores de capacidade máxima de adsorção. Por exemplo, após o tratamento para eliminação da matéria orgânica, o solo teve a capacidade máxima de adsorção reduzida.
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AGRICULTURA CONSERVACIONISTA: INDICADORES BIOLÓGICOS DE QUALIDADE DO SOLO

LUCAS DE CARVALHO GOMES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), HELTON NONATO DE SOUZA (Bolsista CAPES/UFV), EDIVANIA MARIA GOURETE DUARTE (Bolsista CNPq/UFV), RAFAEL HENRIQUE PAIVA POLIZEL (Estagiário voluntário/UFV), IRENE MARIA CARDOSO (Orientador/UFV)

Na Zona da Mata mineira as práticas agrícolas adotadas ao longo de várias décadas levaram a problemas ambientais e sociais, como degradação dos solos e êxodo rural. Com o objetivo de gerar informações que possam servir para desenhar agroecossistemas familiares mais sustentáveis, o presente trabalho pesquisou indicadores biológicos de qualidade do solo que respondessem a diferentes tipos de manejo realizados por agricultores familiares da região. Para isto, foram selecionadas três propriedades nos municípios de Araponga e Divino, onde se compararam solos sob sistema agroflorestal com café (SAF), café em monocultura (CONV.) e Mata. Os sistemas de café analisados possuíam em média 14 anos de idade e a principal diferença entre os mesmos foi a presença ou não de árvores. Os solos foram amostrados durante a estação seca nas profundidades de 0 a 10 e 10 a 20 cm, e os indicadores analisados foram o Carbono Orgânico Total (COT) e Carbono da Biomassa Microbiana (CBM). O COT (dag/kg) na Mata variou de 4,7 a 6,9 (0-10 cm) e 3,7 a 5.0 (10-20 cm), nos SAFs variou de 2,5 a 3,4 (0-10 cm) e 1,7 a 2,5 (10-20 cm) e no CONV variou de 2,3 a 2,8 (0-10 cm) e 1,7 a 2,4 (10-20 cm). O CBM (ug.g-1) na mata variou de 654,0 a 1133,1 (0-10 cm) e 389,3 a 718,2 (10-20 cm), nos SAFs variou de 287,5 a 525,3 (0-10 cm) e 223,0 a 431,1 (10-20 cm) e no CONV variou de 283,1 a 399,6 (0-10 cm) e 176,3 a 225,1 (10-20 cm). Os solos da mata tendem a indicar melhores condições de desenvolvimento dos processos biológicos em relação aos SAFs e estes melhores em relação ao CONV. Acredita-se que os benefícios proporcionados pelas árvores nos SAFs serão ainda mais evidenciados com o passar dos anos (Apoio FAPEMIG, Programa Pesquisador Mineiro).

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APLICABILIDADE DO ÍNDICE DE QUALIDADE DE SOLO EM PESQUISAS PARTICIPATIVAS COM AGRICULTORES FAMILIARES DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS.

MARCOS VINÍCIUS MENESES VIEIRA (Estagiário voluntário/UFV), EDUARDO DE SA MENDONCA (Orientador/UFV), JOSÉ MÁRIO LOBO FERREIRA (Colaborador/), PAULO CESAR DE LIMA (Coordenador/), WALDENIA DE MELO MOURA (Colaborador/)

O uso agrícola das terras por muitas vezes vem sendo feito com pouco planejamento  da exploração e acompanhamento da qualidade do solo. Essa conduta favorece os processos degradativos da terra. A elaboração de metodologias que possibilitem o monitoramento de forma simples e sistemática por parte dos agricultores é de grande valia para a conservação das áreas agricultáveis e recuperação de áreas que já se mostram em algum estágio de degradação. O objetivo deste trabalho foi estudar a aplicabilidade do índice de qualidade de solo que é utilizado em pesquisas participativas com agricultores familiares da Zona da Mata de Minas Gerais.  Nesses trabalhos são realizadas avaliações ambientais por meio de questionários que utilizam alguns atributos de qualidade de solo que recebem nota de 1, 5 ou 10. Os questionários são respondidos por duplas formadas pelos agricultores. Para subsidiar as observações de campo foram utilizados testes laboratoriais de algumas características medidas no campo.  Foram coletadas amostras de solo indeformado e de manta orgânica na mesma época de avaliação no campo.  As amostras provêm de quatro áreas diferentes, sendo duas de Araponga e duas do assentamento Olga Benário, localizado em Visconde de Rio Branco, coletadas em cinco repetições.  Para coleta da manta foi utilizada moldura de 50 cm x 50 cm embaixo da saia do café e recolhida toda a serapilheira, que foi pesada e teve determinado seu peso seco. O solo foi coletado com anéis de volume conhecido para determinar sua densidade. Os dados de densidade do solo e manta se correlacionaram com as medições de campo dentro de cada área. Contudo, quando são avaliados os dados em conjunto, não ocorre correlação entre os mesmos, sugerindo que a mudança de duplas de avaliadores interferiu no resultado. Esses resultados nos levam a concluir que há necessidade de ajuste e manutenção das cuplas de avaliadores em todo o processo da pesquisa. (CBP&D - Café).

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AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO USO DE REJEITO DO BENEFICIAMENTO DE ROCHA FOSFATADA EM SOLOS DO CERRADO

LORENZA ULIANA ZANDONADI (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JAIME WILSON VARGAS DE MELLO (Orientador/UFV), DAVID FARIA DA SILVA (Bolsista outra Instituição/UFV), LUIZ DOS SANTOS JÚNIOR (Estagiário voluntário/UFV), GISELY SOUZA BARCELOS (Estagiário voluntário/UFV)


Um processo de produção de fertilizantes fosfatados é o ataque da rocha com ácido sulfúrico, o qual gera como rejeito o sulfato de cálcio dihidratado (fosfogesso). A forma de descarte deste resíduo é a disposição em pilhas. Entretanto, possíveis impactos estão associados a essa disposição, como a lixiviação de F-, SO42-, metais pesados e radionuclídeos. Nas últimas décadas, este rejeito vem sendo utilizado como condicionador de solos. Contudo, seu uso considera apenas aspectos relacionados à eficiência agronômica, sem avaliação dos aspectos ambientais decorrentes da presença de contaminantes. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi contribuir para utilização segura do fosfogesso, investigando-se a mobilidade dos metais pesados e micronutrientes decorrente de seu uso como condicionador de solos. Para o experimento foram coletadas amostras de dois solos de Cerrado, um argiloso e outro arenoso. As amostras de fosfogesso foram coletadas em Uberaba (MG) e Cubatão (SP). O experimento foi realizado em casa de vegetação com plantas de soja e milho. Foram misturadas amostras de solo com a dose recomendada de gesso, o dobro e a metade dessa recomendação. Foram feitas análises de metais pesados (Cd, Cr, Ni, Ti, Pb, As, V, Co e Sr) e nutrientes (Fe, Cu, Mn, Ca, Zn e Mg) nos lixiviados e nas plantas. O solo argiloso foi uma fonte de liberação de metais para as águas de drenagem e plantas. A maior contaminação dos grãos de soja foi no solo de Sete Lagoas com gesso de Cubatão. Este último contribuiu mais com metais pesados tanto para os lixiviados quanto para os grãos de soja. As doses tiveram influência sobre os teores de Sr, Ca, Mg, Zn, Ti e As.

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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO AQUECIMENTO GLOBAL SOBRE A MINERALIZAÇÃO DE C E N DE SOLOS DA ANTÁRTICA

JULIANA VANIR DE SOUZA CARVALHO (Bolsista FAPEMIG/UFV), RUI TARCISO BARBOSA JUNIOR (Estagiário voluntário/UFV), EDUARDO DE SA MENDONCA (Orientador/UFV), CARLOS ERNESTO GONCALVES REYNAUD SCHAEFER (Colaborador/UFV)

Os solos da Antártica constituem um dos mais importantes reservatórios de carbono (C) do planeta. Por isso, o monitoramento do estoque de C destes solos no contexto da mudança climática global pode indicar eventuais efeitos de alterações climáticas sobre o ambiente terrestre. Assim, é necessário o entendimento dos processos de alteração e mineralização da matéria orgânica. O objetivo geral desse trabalho foi estudar a fragilidade dos solos antárticos frente ao aquecimento global. Foram utilizados cinco solos da Ilha Rei George. Avaliou-se o teor de carbono orgânico total (COT), carbono oxidável e nitrogênio total (NT). Extraiu-se, quantificou-se e caracterizou-se as substâncias húmicas. Montou-se experimento de incubação dos solos visando avaliar os teores de C e N potencialmente mineralizáveis em temperaturas do verão antártico (5 - 14°C). Os teores de COT e NT são elevados quando comparados a solos minerais brasileiros. Os ácidos húmicos possuem maior caráter alifático e menor número de grupos aromáticos condensados, o que sugere que as moléculas de ácidos húmicos de solos antárticos sejam menos resistentes a degradação microbiana. O aumento da temperatura de incubação acarretou aumento significativo da taxa de mineralização de todos os solos antárticos trabalhados, revelando assim a fragilidade desses solos mediante o aumento da temperatura e sua exposição à ação dos agentes ambientais. A seqüência de fragilidade dos solos é 93>92>P2>Arc7>D5, que se correlaciona com o teor de C recalcitrante (R = -0,9222; n= 42; p< 0,001). Os teores de NT para os solos 92, 93, P2 e Arc7 permaneceram constantes ao longo das incubações, apenas o solo D5 apresentou decréscimo, provavelmente devido à liberação de amônia (NH3) e óxido nitroso (N2O) para a atmosfera. Para todas as incubações, os teores de amônio foram superiores aos teores de nitrato.

 

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AVALIAÇÃO DA ADAPTAÇÃO DE ECÓTIPOS DE AMENDOIM FORRAGEIRO (Arachis pintoi) ÀS CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS

RHAYRANE CARVALHO PEDRONI (Bolsista IC /projeto/UFV), FABIANO VALE LARA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), BÁRBARA PENA SOLLERO (Estagiário voluntário/UFV), GELTON GERALDO FERNANDES GUIMARÃES (Bolsista IC /projeto/UFV), MARIA ANGÉLICA CHAMON MENEZES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), REINALDO BERTOLA CANTARUTTI (Orientador/UFV)

O uso de leguminosas em pastagens consorciadas ou em culturas perenes arbóreas para cobertura do solo é uma alternativa para o aporte de N, a melhoria física e química do solo e para intensificar a reciclagem dos nutrientes. As espécies Arachis repens Handro e Arachis pintoi Kapov. & W. C Gregory reúnem esses atributos. Foi avalida adaptação de 28 ecótipos de Arachis às condições edafo-climáticas da Zona da Mata de mineira e eficiência de aquisição e utilização de fósforo. Experimento foi instalado em um Argissolo Vermelho-Amarelo, avaliando produção dos ecótipos desde 2004. Em novembro de 2006 as parcelas (2 x 4 m) foram divididas. Metade recebeu 100 kg ha-1 de P2O5 aplicados a lanço em área total e a outra foi mantida em adubação. O experimento assumiu a estrutura de parcela subdividida em um delineamento de blocos casualizados com três repetições. Em 25/01/2007 foi feito um corte de uniformização e a partir daí avaliou-se a produção após cinco, 10 e 15 semanas de crescimento. Colheu-se a biomassa cortada em quadrados de 0,5 x 0,5 m. Determinou-se a produção de matéria seca, o teor de fósforo e estimou-se o P acumulado na biomassa e a eficiência de utilização do P (EUP). Como nos anos anteriores verificou-se uma ampla variação de produção. Os três ecótipos mais produtivos sem adubação fosfatada também o foram com a adubação fosfatada, embora não tenham respondido à adubação. Os maiores incrementos com a adubação foram observados, em ecótipos menos produtivos sem adubação. A EUP média para os ecótipos, com e sem a adubação fosfatada, foram de 434 e 511 kg de MS kg-1 de P. Não houve correlação entre a EUP e a produção. Os resultados evidenciam a diversidade gênica do gênero Arachis indicando que há ecótipos produtivos e eficientes na absorção e utilização de P em condições de baixa disponibilidade deste nutriente.

 

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CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DE SOLOS DE DIFERENTES UNIDADES GEOLÓGICAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS

PEDRO IGOR RODRIGUES SILVA (Estagiário voluntário/UFV), SANDRO MARCELO DE CAIRES (Bolsista FAPEMIG/UFV), MAURICIO PAULO FERREIRA FONTES (Orientador/UFV), RAPHAEL BRAGANCA ALVES FERNANDES (Co-orientador/UFV), JOAO CARLOS KER (Co-orientador/UFV), LEANDRO TAVARES DOS SANTOS (Estagiário voluntário/UFV), FRANCINE VINCHE (Estagiário voluntário/UFV)

O Estado de Minas Gerais é popularmente conhecido pela sua riqueza geológica. Em função disso, desde a época do Império até os dias atuais, a exploração mineral sempre esteve em evidência com uma representatividade importante no PIB brasileiro. Neste trabalho, foram simplificadas 13 unidades geológicas representativas do Estado. Destas, 11 foram percorridas em campanhas de campo sendo elas: Xistos, Metamórficas Ígneas, Basaltos, Formações Ferríferas, Metassedimentos, Calcários Cárticos, Máficas e Ultramáficas, Arenitos, Argilitos-Siltitos, Sedimentos Inconsolidados de Areia e Sedimentos Inconsolidados de Argila. O objetivo deste trabalho foi relacionar as classes texturais dos solos de cada unidade geológica e observar sua tendência textural. Para tanto, no laboratório de física do solo do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa, foram analisadas 247 amostras de solos georreferenciadas provenientes do território mineiro. Também foram analisados a argila dispersa em água e o equivalente de umidade. Os resultados das análises texturais das amostras de solos foram agrupados em função da unidade geológica de origem. A textura argilosa foi predominante nos solos originados de Xistos, Metamórficas Ígneas, Formações Ferríferas, Metassedimentos, Calcários Cárticos, Argilitos-Siltitos e Sedimentos Inconsolidados de Argila. Para os solos originados de Basaltos, Arenitos, Sedimentos Inconsolidados de Areia, a textura franco argilo arenosa foi mais encontrada. Para os solos originados de Máficas e Ultramáficas a textura muito argilosa foi a predominante. Dessa forma podemos concluir que a textura argilosa teve relação com a maior quantidade das unidades geológicas, seguida da textura franco argilo arenosa e em menor caso a textura muito argilosa.


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