Um tempo de mudanças na trajetória da associaçÃo catarinense de professores – acp (1950 – 1960)



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UM TEMPO DE MUDANÇAS NA TRAJETÓRIA DA ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE PROFESSORES – ACP (1950 – 1960)

Elayne Lins Crisóstomo1



Elison Antonio Paim2

Resumo

O presente artigo se insere como parte integrante da pesquisa que está sendo desenvolvida acerca da história Associação Catarinense de Professores (ACP) nas décadas de 1950 e 1960 baseados no referencial teórico marxista sobre a concepção experiência segundo E.P. Thompson e Walter Benjamin. Objetiva traçar o contexto educacional brasileiro e catarinense de duas décadas consecutivas, ao qual esteve inserido o movimento associativo de professores da rede pública estadual de Santa Catarina que foi criado em 1952 e que se consolida até os dias atuais em diversas regiões do estado divididas em núcleos e uma quantidade expressiva de associados.


Palavras-chave: Experiência, Associação Catarinense de Professores.

1. Introdução
O presente artigo se insere como parte integrante da pesquisa que está sendo desenvolvida acerca da história da trajetória da Associação Catarinense de Professores nas décadas de 1950 e 1960. Objetiva traçar primeiramente o contexto educacional brasileiro e catarinense de duas décadas consecutivas, ao qual esteve inserido o movimento associativo catarinense de professores da rede pública estadual que foi criada em 1952 e que se consolida nos dias atuais em diversas regiões do estado divididas em núcleos e uma quantidade expressiva de associados.

A partir de agosto de 2013, realizamos uma pesquisa de campo que se estendeu até julho de 2014 localizado no Centro de Florianópolis: no “Centro de Memória da ACP” e sua sede administrativa. Tal pesquisa primeiramente geral na coleta tornou-se objetiva ao tratarmos o nosso problema de pesquisa: como se constituiu a trajetória da Associação Catarinense de Professores em meio ao contexto educacional inserido na busca do desenvolvimento para alcançar a modernização econômica do país, pudemos coletar para análise: fontes iconográficas, três atas de reuniões (1952-1957; 1957-1961; 1960-1967), três vídeos documentários, clipagem de jornais de circulação em Santa Catarina sobre a mesma, dois livros memorialísticos de autoria de Zenilda Nunes Lins (2002; 1995), folders e jornais produzidos em comemoração aos 50 anos, dentre outros ainda serem descobertos no decorrer da pesquisa. Tais fontes estão em processo de análise e produção escrita para obtermos sua contribuição na presente pesquisa.

Assim, em virtude do ano de criação desta associação demarcamos o estudo desde 1950, já 1960, a escolha se deu por serem duas décadas concomitantes no contexto brasileiro e catarinense caracterizado por mudanças econômicas, políticas e sociais em todos os seus níveis. Assim, miramos principalmente o olhar para o estado de Santa Catarina a partir do contexto das políticas educacionais implementadas para atender as demandas da modernização econômica e assim compreender como se configurava a situação do magistério público estadual desde questões relacionadas desde a sua formação e o sistema de ensino, como também esteve interferindo na história da trajetória desta associação que em 14 de outubro de 2014 completará 62 anos de atuação.


  1. Contexto educacional brasileiro.

Desde a Constituição Catarinense de 1945 que dispõe sobre os princípios norteadores do ensino primário, a ser oferecido pelo Estado e pelos municípios, que se evidencia o interesse de se ampliar o sistema educacional quando: estabelece que a escolarização primária deveria atingir todas as camadas sociais em “superfície e profundidade” e, em caráter obrigatório, onde todos os que estivessem de acordo com os requisitos de limite da idade escolar, gratuita e integral. (BESEN, 2011, p. 34-36)

No Brasil e praticamente todo o Ocidente desde os anos finais da Segunda Guerra Mundial ocorreram mudanças que transformaram “as estruturas de produção, as necessidades de consumo, os valores e o modo de vida das pessoas”. Assim, a realidade brasileira se insere nas décadas de 1950 e 1960 um período caracterizado como “um tempo de mudanças”. (XAVIER, 2012: 211)

A partir da segunda metade do século XX se caracteriza uma “democratização da sociedade e o desenvolvimento do modelo de industrialização” onde se estabeleceram um plano de ações governamentais para mudanças na situação da escolarização da população brasileira em favor da democratização do acesso. Assim, com uma nova demanda por escola surgia a exigência de professores que tivessem qualificação, aqueles que fossem diplomados, para assim atuarem no Ensino Primário que crescia consideravelmente. Em resposta a estas novas demandas, a política educacional de democratização do acesso à escola estava direcionada principalmente para o Ensino Normal, que atendia a duas demandas emergentes: a formação de professores e a titulação secundária. (SCHNEIDER, 2008:21)

Tal processo acontecem outras mudanças educacionais, como por exemplo: a necessidade de se qualificar os professores para atuarem nas redes pública e particular de ensino primário não somente diplomados mas qualificados para atender as demandas para democratização do acesso e também fez crescer a demanda por níveis mais elevados de escolarização. (SCHNEIDER, 2008:14 )

O governo presidido por Juscelino Kubitschek (1956-1961) assume uma política que se caracteriza por ações voltadas ao projeto nacional de desenvolvimento capitalista. No contexto nacional brasileiro as décadas de 1950 e 1960, configuram-se pela atuação do governo que estava em evidência promover no campo educacional como um dos fatores determinantes para a projeção nacional desenvolvimentista que impulsionaria ao crescimento econômico. Assim, foram elaboradas diversificadas estratégias de planejamento e ações inseridas nas políticas educacionais que atuariam em diversos estados brasileiros, tais como: estudos científicos pelos pesquisadores das Ciências Sociais, sistemas de organizações internacionais como Organização das Nações Unidas-ONU, Organização para Cooperação Econômica - OECE, Fundo Monetário Internacional - FMI, Banco Mundial, conferências, assistências técnicas com peritos estrangeiros para atender as metas que permitissem promover reformas. (DAROS, 2012: 185-186)

Na segunda metade do século XX a educação brasileira se inseria como meio de desenvolvimento para o setor econômico em que se objetivava desenvolver habilidades necessárias ao “mundo moderno” difundindo com avanços tecnológicos e o “progresso material”, assim preparando os sujeitos para a vida democrática. (XAVIER, 2007, p. 76 apud DAROS, 2012, p. 190)

O quadro social brasileiro pelo processo de desenvolvimento econômico entre as décadas de 1950 e 1960 estavam em processo caracterizado por Xavier (2012: 208) como “uma sociedade em trânsito”, ou seja, comparando a década de 1940: cerca de 69% da população viviam no campo , em 1950, migraram para as cidades 8 milhoões de pessoas (24% daquela população) e por fim , 1960 quase 14 milhões de pessoas (cerca de 36% da população rural) continuaram migrando para as cidades em busca de oportunidades.

Havia, portanto, nesta década de 1950 a crença governamental que através da preparação técnica pelo sistema educacional para a atividade industrial e a divulgação de atitudes para serem aplicadas nesta “nova sociedade” moderna. (DAROS, 2012, p. 190)

Xavier (2012: 208) ressalta que do ponto de vista educacional a migração da população do campo para as cidades trouxeram uma problemática social que alterava a “natureza e o volume da demanda da escola”. Logo, os novos atores nos espaços urbanos deveriam ser preparados desde a escola para conter a urgência para preparação de mão de obra industrial. Assim, o direito de todos pela educação tornava-se na realidade uma “necessidade de todos”. As escolas deveriam estar adequadas às novas diretrizes do desenvolvimento científico e tecnológico para formação do indivíduo e alcançar a meta governamental de Juscelino Kutischeck: a meta do desenvolvimento econômico.

As ações inseridas nos projetos educacionais do país como as reformas de ensino, a formação de instituições que estivessem alinhadas com as ideias modernas de ensino e pesquisa (DAROS; SCHEIBE; DANIEL; 2005), e a relação com os organismos internacionais em defesa do planejamento como forma racional de condução do setor público.

No período de modernização brasileira Daros (2012:194) explicita a contribuição dos intelectuais para a organização do sistema de ensino onde:

O controle do sistema educacional tornava-se alvo de uma acirrada disputa (…). Assim, o envolvimento dos intelectuais brasileiros num projeto de modernização da sociedade implicava a mobilização em torno das reformas de ensino. Modernização indicava principalmente um projeto de industrialização que, por sua vez, pressupunha organizar as atividades sociais com funções objetivas, com as quais os dirigentes do processo de racionalização da sociedade definiam papéis e traçavam objetivos. A racionalização científica clamava por mudanças de parâmetros de análise social, a qual procura nas ciências sociais o suporte teórico e metedológico para interpretar os fenômenos sociais.
O Brasil governado por Juscelino Kubitschek (1956-1961) reforça a base ideológica de nacional- desenvolvimentista através de planos em vários setores, no qual o educacional se inseriu no Plano de Metas contendo recomendações básicas, com diretrizes educacionais e incentivos financeiros de organizações internacionais. (DAROS, 2012, p. 190)

Já Xavier (2012, p. 205) aponta que durante este governo estava sendo discutido por este Plano que viabilizava um programa econômico :

cujo o propósito fundamental era acelerar o desenvolvimento do país, cinquenta anos (de progresso) em cinco (de governo), de outro, a vontade de intervir na complexa realidade brasileira reforçava na análise social a perspectiva da aceleração do tempo histórico. Ou seja, a crença num processo intencional de mudanças econômicas sociais e culturais, que pautado pelo princípio da planificação, produziria a passagem, de forma rápida, de uma estrutura social à outra.
Daros (2012: 187) descreve sobre os artigos publicados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos – RBEP no período compreendido entre 1950-1960 onde analisa os assuntos estivessem como temática sobre a educação com o projeto desenvolvimentista brasileiro. Assim , mira principalmente sobre os conceitos e suas características das teorias de modernização embasadas na teoria do capital humano e na defesa da planificação educacional inseridas nos veículos de participação das organizações internacionais3 e nacionais da relação entre a educação coma a projeção econômica brasileira.

Nos anos 1960 a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura -UNESCO firma um convênio com o Ministério de Educação e Cultura do Brasil – MEC, ao qual a partir da assessoria de técnicos peritos em educação assessorariam os estados brasileiros com orientações de se planejar e organizar o sistema educacional para ser um meio de proporcionar as teorias da modernização que estavam em evidência. (DAROS, 2012:186)





      1. Contexto educacional catarinense.

Scheibe, Daros e Daniel (2005:15) afirmam que durante a década de 1950 se caractetriza “numa política desenvolvimentista e um acelerado processo de crescimento e diversificação no sistema produtivo aliados ao crescimento e a valorização das Ciências Sociais no campo educacional.” Os estudos dos sociólogos buscavam as necessidades “frente à demanda pela educação escolarizada, e que obtiveram uma repercurssão a partir da criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE) que estava vinculado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) no período administrativo de Anísio Teixeira. O INEP neste período teve uma atuação institucional de relevância nacional para orientações acerca da política educacional brasileira que estava sendo modificada.

Tais autoras (2005: 18-19) descrevem sobre a atuação de dois intelectuais catarinenses que contribuíram neste período para a educação nacional e em Santa Catarina: João Roberto Moreira e Orlando Ferreira de Melo. Tais intelectuais estavam inseridos no grupo que objetivava através de atividades científicas inicialmente publicadas pelo CILEME (Campanha de Levantamento e Inquéritos para o Ensino Médio-Elementar). Tais pesquisas estavam inseridas na política institucional do INEP para a “reconstituição educacional de cada região do país, nos níveis: primário e urbano, secundário e normal superior e de educação de adultos.” (TEIXEIRA, 1954 apud SCHEIBE, DAROS e DANIEL, 2005, p.19) Nota de rodapé :VER: TEIXEIRA. Anísio. Carta a Cândido Mota Filho. (Rio de Janeiro), dez 1954. Localização do documento: Fundação Getúlio Vargas/CPDOC- Arquivo Anísio Teixeira-Atc 54.12.00.4

João Roberto Moreira, sociólogo catarinense atuou com pesquisas educacionais em Santa Catarina que serviram de modelo para estudos analíticos e ações para outros estados brasileiros, quando coordenou o CILEME (Campanha de Levantamento e Inquéritos para o Ensino Médio Elementar) através da elaboração da monografia em 1954 intitulada como: A educação em Santa Catarina: sinopse apreciativa sobre a administração, as origens e a difusão do sistema estadual de ensino. (Idem, p. 19)

Outras obras de João Roberto Moreira neste período foram a publicação de dois livros Organização do Ensino Primário e normal. Estado de Santa Catarina (1950) que contemplava sobre como estava organizado o ensino catarinense, a administração da educação, ensino normal, carreira do professor primário, dentre outros e também A educação em Santa Catarina (1954) que tratava sobre o ensino fundamental, organização administrativa, problemática sobre a formação de professores e por fim uma síntese e contendo sugestões para melhorias educacionais e sua visão antropo-social e o caráter interdisciplinar das disciplinas. (SCHEIBE. DAROS e DANIEL, p. 21, 2005)

Na obra de Moreira (1954), no capítulo VII relata sobre a formação de professores na década de 1950 em especial a preparação para a zona rural através dos cursos normais regionais, cujo seguia o modelo da Lei Orgânica do Ensino Normal de 1946. Assim, foi analisado a partir da comparação dos dados estatísticos dos Estados Unidos onde constatou que as reformas realizadas em Santa Catarina em relação a formação dos professores seguiam orientações corretas e condizentes com as necessidades, mas com deficiência em alguns aspectos qualitativos, de organização do curricular e quantitativos relacionados a quantidade insuficiente de professores formados. (SCHEIBE, DAROS e DANIEL, 2005, P. 23-24)

Já a análise pelo interlocutor da década de 1950, o intelectual: Orlando Ferreira de Melo acerca da situação do sistema educacional de Santa Catarina no processo reformista nacional instaurado por Anísio Teixeira pelo INEP, através do Programa Nacional de Reconstrução Nacional efetiva sua contribuição com a obra publicada em 1955: A educação em Santa Catarina – ´Comentários sobre a Monografia - A Educação em Santa Catarina'. Tal intelectual foi ex-aluno do Curso Normal do Instituto de Educação em Florianópolis de João Roberto Moreira. Ele se contrapôs em algumas ideias de Moreira na maneira de conceber a escola, ou seja, “menos intelectualista” (tradicional)e mais voltado para ideias de renovação da Escola Nova.5 (SCHEIBE, DAROS e DANIEL, p. 29-30, 2005)

Assim, estes dois intelectuais catarinenses trouxeram contribuições que articulavam a área de Ciências Sociais para análise da situação do setor educacional onde propuseram medidas que beneficiasse a planejar medidas do poder público com políticas educacionais embasadas na racionalidade científica para atender a demanda de um novo projeto de nação brasileira.

Melo (2012) se propôs a descrever sobre a contribuição em 1960 na cena pública catarinense do intelectual Silvio Coelho dos Santos em suas publicações de livros (1968; 1965; 1970) e artigos em outras produções que dizem respeito ao campo educacional, onde foram analisados os conceitos de educação, modernização inseridos no contexto político e econômico presentes nesta década. Assim, teremos mais uma visão acerca dos acontecimentos marcantes no plano educacional sobre o processo de modernização catarinense.

O Estado de Santa Catarina interfere com políticas educacionais no requisito de se expandir através da construção e ampliação das escolas primárias com o objetivo de aumentar a rede de escolarização. Consequentemente, inicia-se um aumento na admissão de professores ocorrida nesse período, desencadeada pelas necessidades de aumento do número de estabelecimentos de ensino a partir dos anos de 1950.

Valle (2003), evidencia que o processo de expansão no sistema de ensino obteve algumas dificuldades dentre elas destacamos a ausência de professores com qualificação comprovada através do diploma. Logo, surgiu a necessidade de admitir novos professores como também o de facilitar o acesso daqueles que já atuavam na rede de ensino aos programas de formação. De acordo com a legislação educacional a solicitação de um nível mínimo de formação para ingresso no magistério, mas com a falta de quantidade suficiente de diplomados o sistema de ensino estadual submete-se a admitir ainda jovens estudantes, ou mesmo pessoas com formação escolar insuficiente. Por fim, apesar das expectativas de expansão no sistema de ensino primário para elevação do nível de escolaridade, o magistério catarinense apresentava-se de maneira heterogênea, tanto em termos de formação acadêmica quanto profissional.

No requisito formação a ser considerado é o que ressalta Daros (2002) para a construção de normas de “identidade social” dos professores catarinenses entre as décadas de 1930 a 1950 e o modo de regulamentação da carreira e a forma de organização das escolas formadoras de professores.

O processo de democratização do ensino foi se ampliando através das iniciativas do poder público ao qual Valle, Mizuki e Castro (2004, p. 187), o definem como:

Entendida muito mais como a ampliação das oportunidades de escolarização do que como instituição de procedimentos e implantação de práticas que permitam a participação de todos nas deliberações de um corpo coletivo (nos termos propostos por Bobbio 1985), integra os princípios que motivaram a constituição de um sistema de educação nacional.


Segundo Auras (1998), no final dos anos cinqüenta o país é sacudido pelo projeto nacional desenvolvimentista. Juscelino Kubitschek (1956/1960), com seu Plano de Metas, comandava o “arranco” para o desenvolvimento, difundindo a ideologia política do nacionalismo desenvolvimentista.


  1. Considerações finais

Tal contextualização do projeto de modernização catarinense com um olhar crítico nos trouxe suporte e à tona o diálogo com as fontes documentais que estão em processo de análise a ser desenvolvida acerca da história da Associação Catarinense de Professores desde sua criação onde podemos compreender as facetas das mudanças e permanências nos seus objetivos e ações no movimento associativo que acendiam interesses da categoria.

O contato a princípio com as fontes revelou-se instigador, uma vez que há um suporte variado de informações sobre associações brasileiras de docentes em períodos históricos distintos e para a ampliação na produção dos trabalhos acerca do tema, como também para deixar o legado de informações documentais da associação que estão acessíveis, já que possui um Centro de Memória aberto ao público com agendamento e suas contribuições que a associação proporcionou aos professores do Estado de Santa Catarina.

Esta pesquisa histórica de cunho documental possui um fator diferencial por não ter ainda sido publicada no meio científico sobre detalhes no seu percurso histórico-educacional, e assim ser um meio de divulgação para dar voz as fontes que precisam ser revisitadas.


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AURAS, Gladys Mary Teive. Modernização econômica e formação do professor em Santa Catarina. Editora da UFSC: Florianópolis, 1998

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FONTES DOCUMENTAIS:
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_________________. ACP 40 anos. Florianópolis: EDEME, 1995.



1Mestranda em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC da linha de Sociologia e História da Educação. elaynelins@yahoo.com.br

2Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. Orientador da pesquisa.elison0406@gmail.com

3Sobre análise da criação e participação das organizações internacionais no Brasil na década 1950-1960 ver com mais detalhes: DAROS (2012, p. 188-202)

4 TEIXEIRA. Anísio. Carta a Cândido Mota Filho.(Rio de Janeiro), dez 1954. Localização do documento: Fundação Getúlio Vargas/CPDOC- Arquivo Anísio Teixeira-Atc 54.12.00.

5 Ver detalhes acerca das obras de João Roberto Moreira e Orlando Ferreira de Melo em SCHEIBE, DAROS e DANIEL (p. 29-34: 2005)

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