Uma análise da formação dos futuros profissionais acerca do cuidado com o paciente terminal. IntroduçÃO



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Encontro06.08.2016
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Uma análise da formação dos futuros profissionais acerca do cuidado com o paciente terminal.

INTRODUÇÃO

O segredo do sucesso da humanização na ótica do graduado de enfermagem está na obediência da voz da consciência, na metamorfose das linhas de aprendizado, na reestruturação da grade curricular do curso de enfermagem na implantação de disciplinas específicas de cuidados paliativos baseado na concepção acerca do cuidado hospitalar priorizando a assistência frente ao sofrimento do paciente terminal e preparando os futuros profissionais para lidar com as intempéries da vida.



VAMOS REFLETIR JUNTOS

"Ouça o silêncio que existe no intervalo das palavras que ele diz.  Ouça com o coração. Entenda a dimensão de tudo aquilo  que ele diz... ou que talvez  nunca venha a dizer. Sinta um pouco  de suas emoções: alegria ou tristeza. Ele precisa ter certeza, de sua destreza nas coisas do coração. Valorize o seu saber. Mescle-o com o seu. Ele traz consigo a sua verdade, o seu modo de viver." (Heleida Nobrega, 2002).

No transcorrer do tempo outras referências vem fazendo parte da disciplina favorecendo o desenvolvimento de metacompetências, que nos pensamentos de Mussak (2003) e Quinn (2003) significam a capacidade que tem as pessoas de construir novos cenários, os quais exigem hoje virtudes como performance, velocidade e competitividade.



PENSE UM POUCO...

Diante da intensa crise de humanismo das faculdades, dos cursos de graduação na área de humanas priorizando os cursos de enfermagem, é necessária uma metamorfose na grade curricular na filosofia da linha de ensino e aprendizagem, acrescentando disciplinas específicas na área de enfermagem: cuidados paliativos, assistência espiritual, ou seja, assistência especifica para o paciente terminal portador de doenças crônicas, degenerativas em processo de morrer. Diante desse contexto como os acadêmicos do curso de enfermagem podem abordar o doente, ou seja, saber lidar com as emoções se protegendo, porém sem agir com indiferença e frieza no cuidado com o paciente. A disciplina espiritual não é para discutir religião nem dogmas, mas para falar de fé e esperança para os pacientes nos momentos críticos, e de intenso sofrimento, compreendendo a necessidade do cuidado humanizado.

A necessidade e importância do acompanhamento psicológico intensivo dos acadêmicos de enfermagem no campo de estágio são fundamentais para prepará-los para lidar com a dor, o sofrimento do paciente marimbondo num leito de hospital, de entender quando chega o limite da ciência e da tecnologia frente à cura da doença, dos momentos da necessidade de centrar na razão e não só na técnica, de mesclar ciência com bom senso, da sensibilidade e fé no cuidado, no agir com coração, na consciência dos fatos e, na mudança e transformação do pensamento dos docente-acadêmicos que serão os profissionais do futuro.

MAIS AINDA...

Diante da mudança do perfil de morbimortalidade, da baixa taxa de mortalidade, do aumento da expectativa de vida dos idosos, da mudança do perfil dos pacientes internados relacionado ao aumento das doenças crônico, degenerativas, estado neurovegetativo, das diversas neoplasias, é necessário à formação de alunos, futuros profissionais de saúde preparados tecnicamente, cientificamente com equilíbrio emocional, intelectual, afetivo com acompanhamento espiritual, psicológico, participarem de terapia de grupo com equipe de multiprofissionais, para saber como lidar com a morte, o processo de morrer, sofrimento, a dor do paciente moribundo e terminal agonizando no leito de hospital ou no domicilio.Partindo desse contexto, compreendendo que existe um limite para a medicina para a cura, para a tecnologia,a importância da assistência espiritual ao paciente no momento de sua finitude com um único objetivo do paciente descansar em paz.

Diante deste cenário triste, crítico, e real fica visível o despreparo dos alunos e docentes da graduação do curso de enfermagem frente à falta de percepção da realidade do cotidiano, de entender a doença do paciente, o prognóstico, das complicações, das medidas terapêuticas, das alternativas, dos riscos benefícios do tratamento e da sua sobrevida, do sentimento de angustia do doente edo familiar frente a esse processo delicado. A cegueira emocional do acadêmico, talvez o medo de sofrer, o ato mecânico dificulta enxergar o paciente como um todo, como conseqüência vai refletir no cuidado fragmentado.

Da valorização da técnica, da doença, do olhar centrado somente na cura e no tratamento, da prioridade no conhecimento científico, da falha na comunicação com o paciente e familiar, da dificuldade em enxergar o paciente como sujeito com autonomia dono de sua vida.

O cansaço do docente reflete na aprendizagem e desaprendizagem do acadêmico, fator que geralmente está associada com esgotamento físico, mental. Na luta pela sobrevivência os docentes muitas das vezes necessitam dobrar sua carga horária para se manter, trabalhar em vários lugares, devido sua baixa remuneração, resultado esse comprometedor, pois quando entra no campo de estágio está consumido, isso com certeza refletirá no aprendizado fragmentado do aluno, relacionado ao cuidado eassistência do paciente.

A estafa vai afetar "a disponibilidade do tempo de assistir o doente," como a falha na comunicação, falta do contato afetivo e no olhar para o paciente, desta dificuldade de aprendizado vai gerar uma situação agravante, pois são alunos que tem grande potencial para transformar o mundo, para fazer um mundo melhor com mais dignidade relacionado ao cuidado diferenciado.

Partindo desse contexto frente a essa virada de século os docentes alunos devem com prender a importância do envolvimento com o paciente / família, do esclarecimento e da verdade sobre a doença, complicações oferecendo chances para ele expor seu pensamento e senso crítico sobre sua situação, dando autonomia para escolher e decidir sobre sua vida, se estiver consciente, de enxergar novas possibilidades e alternativas entendendo o tipo de tratamento/complicações, riscos/benefícios, sempre pensando na verdade, dita com sensibilidade, pois dói menos, afinal o que mata a esperança do doente não são as palavras, mas como são expressas.

O cansaço físico e mental dos docentes pode ser um dos fatores para desumanizar a assistência, situação grave, pois gera uma controvérsia e incoerência subentendendo que o assunto do momento é a HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO então o esperado, são alunos aprendendo a aprender a pensar a refletir frente a fatos e realidades do cotidiano do ambiente de trabalho, na capacidade do poder de decisão que refletirão na mudança de comportamento, de postura, das idéias inovadoras, do senso crítico aguçado, de aprender a prender com a prática e as diversas experiências que podem transformar as pessoas e mudar o mundo.

Mas o que se vê do outro lado é uma realidade triste, alunos fazendo procedimentos mecânicos, automáticos afastado dos pacientes, com medo de expor suas emoções frente ao paciente, de se juntar a ele, de enxergar ele como uma pessoa igualmente você, gente cuidando de gente, entendendo que o que muda é o nível intelectual.

Uma ressalva não são todos os alunos, mas a grande maioria.

Na mudança de século-se nos acadêmicos a esperança da chance de humanizar o cuidado, de expressar sentimentos de compaixão com tranqüilidade técnica, científica e emocional ao doente, do compromisso da vontade de querer fazer pelo outro, do sentimento de empatia, de pensar e refletir em cada ação executada, no cuidar com consciência e reverencia, nunca subestimando o cuidado.

AS UNIVERSIDADES ESTÃO PREPARANDO ALUNOS COM ÓTIMA CAPACIDADE TÈCNICA, RICOS CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS, TEORIAS DAS MAIS DIVERSAS, UM BRILHANTE INTELECTUALPORÉM UM CÁRCERE EMOCIONAL SEM PREPARO PARA LIDAR COM AS INTERPÉRIES DA VIDA COM O SOFRIMENTO, A DOR DO OUTRO DAS TRISTES REALIDADES DO COTIDIANO DE LIDAR COM AS MAIS DIVERSAS EMOÇÕES ESPECÍFICAS E INESPECIFICAS COMO MORTE E O PROCESSO DE MORRER DAS ENFERMIDADES PESSOAS DOENTES.

ESSE DESPREPARO REFLETE NO CUIDADO FRAGMENTADO OS DOCENTES DEVEM REFORÇAR AOS ALUNOS DIVERSAS TEORIAS SOBRE COMO REDUZIR A DOR DO SOFRIMENTO DO DOENTE ATRAVÉS DAS VÁRIAS TECNLOGIA DE ANALGESIA E A TROCA DE ENERGIA ESPIRITUAL JUNTO COM A FE E ESPERANÇA, DO AMOR DO CARINHO, OFERECENDO APOIO EQUILIBRIO EMOCIONAL PARA O ACADEMICO EXECUTAR AO PRATICA DE CUIDADO HUMANIZADO.

ALUNOS COM TEORIAS NA CABEÇA, OTIMA HABILIDADE NO DESENVOLVIMENTO DA TÉCNICA E CAPACIDADE INTELECTUAL PARA ENTENDE FISIPATOLOGIA E PATOLOGIAS DIVESAS, PORÉM POBRES DE CAPACIDADE EMOCIONAL PARA PENSAR, SENTIR, SABER SE EXPRESSAR FRENTE AO PACIENTE, RELFETINDO NO COTIDIANO A ROTINA DE CUIDAR DO OUTRO.



"Ouça o silêncio que existe no intervalo das palavras que ele diz.  Ouça com o coração. Entenda a dimensão de tudo aquilo  que ele diz... ou que talvez  nunca venha a dizer. Sinta um pouco  de suas emoções: alegria ou tristeza. Ele precisa ter certeza, de sua destreza nas coisas do coração. Valorize o seu saber. Mescle-o com o seu. Ele traz consigo a sua verdade, o seu modo de viver." (Heleida Nobrega, 2002). 

OBJETIVO DA NOSSA PROPOSTA

Analisar a incoerência, o despreparo emocional, a dificuldade dos alunos no campo de estágio em executar um cuidado humanizado e lidar com o sofrimento dos pacientes terminais.



SUA JUSTIFICATIVA

A incoerência da teoria com a prática da realidade da correlação de ambas, ou seja, com a teoria, do aprendizado em cima de conceitos, definições, amplo conhecimentos, diversas literaturas dos mais importantes e famosos autores, ou seja, tória em cima de teoria, cumprimento da carga horária, da matéria dada, do programa cumprido, e a triste realidade vivenciada dentro do campo de estágio do despreparo do Professor/aluno em lidar com o terminal. Partindo desse contexto é visível à necessidade de disciplinas especificas teorias humanas relacionada a cuidados paliativos, para aplicar na prática para melhorar a assistência do paciente na visão do todo, partindo da um referencial teórico excelente das estrelas na qualidade de enxergar o paciente como um todo.

A teoria correlacionando com a prática, a sensibilidade, o bom senso, a preocupação em ajudar o próximo rompendo limites, barreiras, refletindo na situação do paciente, na sua vida e da família, colocando se no lugar dele, sofrendo com ele, na habilidade na técnica, nos procedimentos, na delicadeza das mãos, no aperto das mãos, no olhar nos olhos, no beijo e no carinho, enxergando o sofrimento da alma, da angústia, da solidão, do abandono, no olhar triste perdido cheio de água, porém sem forças para chorar.

KNOBEL (1988) diz que: "a humanização é um antigo conceito que renasce para valorizar as características do gênero humano".

No transcorrer do tempo outras referências vem fazendo parte da disciplina favorecendo o desenvolvimento de metacompetências, que nos pensamentos de Mussak (2003) e Quinn (2003) significam a capacidade que tem as pessoas de construir novos cenários, os quais exigem hoje virtudes como desempenho, velocidade e competitividade.


QUESTIONAMENTOS

Qual o entendimento de cuidado na visão dos docentes de graduação no curso de enfermagem?

Qual a filosofia de cuidados com o paciente terminalnas faculdades do curso de enfermagem?

Qual o entendimento do acadêmico de enfermagem sobre de cuidado diante do paciente terminal?



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PRINCÍPIOS HOLÍSTICOS APLICADOS À SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM Iraquitan José Leite Ribeiro

 

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