Uma breve introdução



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Alessandra El Far (Pós-doutoranda no Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), Unicamp)
Histórias, ouvintes e leitores

Uma breve introdução


O século XIX transformou o livro em um produto de consumo acessível e barato. Se durante o período colonial, a proibição expressa de qualquer tipo de publicação e a existência de uma sociedade baseada em uma rígida desigualdade social, relegaram o objeto impresso somente a um contingente restrito de intelectuais, religiosos e funcionários do governo, com a vinda da família real portuguesa uma nova dinâmica cultural e social se instaurou em nosso país. Nesse processo, o livro adquiriu formatos e preços reduzidos, ganhando, com isso, o cotidiano de uma parcela cada vez mais representativa da população brasileira.

A fundação da Imprensa Nacional, em 1808, incentivou chegada de livreiros estrangeiros interessados em abrir no Rio de Janeiro um negócio promissor. Foi assim, por exemplo, que Pierre Plancher, o experiente impressor francês perseguido em seu país por ter publicado libelos sediciosos, e B. L. Garnier, irmão dos famosos livreiros parisienses, chegaram ao Rio de Janeiro munidos da intenção de criar aqui um comércio livreiro capaz de atender aos anseios de uma população urbana, alfabetizada e em constante crescimento. Com o tempo, comerciantes locais entraram em cena, oferecendo ao comércio livreiro carioca publicações cada vez mais heterogêneas. Além das edições caras e luxuosas, vários desses empresários focaram sua atenção na produção de brochuras a baixos custos, conquistando, assim, um amplo leque de leitores. Não por acaso, encontramos nos jornais dessa época anúncios informando os títulos de maior sucesso e os milhares de exemplares vendidos de uma única edição. Sob encomenda, essas obras também poderiam se enviadas para qualquer recanto do país.

No entanto, diferentemente do que poderíamos imaginar, a presença do livro em nosso cotidiano, em nenhum momento cessou as vozes dos contadores de histórias que continuaram a atuar no registro da oralidade, divulgando por todo o Brasil narrativas curiosas, dramáticas e, muitas vezes, divertidas. Até mesmo na cidade do Rio de Janeiro, onde livreiros e mercadores ambulantes costumavam vender brochuras ao preço de uma limonada ou de um jornal diário1, o universo das histórias transmitidas por meio da fala manteve-se na vida diária de seus habitantes.

Na esperança de ilustrar esse estreito diálogo, entre a palavra falada e o universo dos livros, pretendo aqui expor o caminho de algumas histórias, em especial, a de Elzira, a morta virgem que, de maneira imprevisível e interessante, acabou fazendo parte desses dois universos.
Entre a fala e a escrita
As primeiras edições populares, impressas em pequeno formato, com papel barato e capa brochada, divulgaram a princípio nomes conhecidos da literatura brasileira e européia. Ainda, em 1873, B. L. Garnier lançava a público sua “Biblioteca da Algibeira”. As obras dessa coleção - capazes de se serem acomodadas “em qualquer bolso que não seja o do colete” -, traziam as narrativas de Alencar, Bernardo Guimarães como também de autores franceses já consagrados. Com o sucesso desse tipo de publicação, diversos editores passariam a encomendar com freqüência enredos inéditos, muitas vezes, como veremos, retirados de casos sensacionais e dramáticos do cotidiano.

A famosa obra Casa de pensão, de Aluísio Azevedo, por exemplo, foi baseada na polêmica “Questão Capistrano”, um “sensacional caso de polícia” que dividiu a opinião pública brasileira no final da década de 18702. João Capistrano da Cunha era um estudante da Politécnica que, depois de deflorar a jovem Júlia Pereira e ser absolvido nos tribunais cariocas, foi morto a tiros pelo irmão da vítima, em plena rua da Quitanda, no centro do Rio de Janeiro. O caso gerou tamanha polêmica, que logo Aluísio Azevedo resolveu colocar no papel sua versão, sem poupar detalhes ao leitor. O texto de Aluísio Azevedo foi publicado e logo entrou nos catálogos das principais livrarias.

Na esteira do naturalismo, vários outros homens de letras acolheram, em volumes impressos, histórias de grande repercussão no domínio da oralidade. Em 1878, José do Patrocínio baseou-se em um erro judiciário de pena de morte dada a Mota Coqueiro, também título do livro, acusado injustamente de assassinato, para expor seu repúdio a esse tipo de condenação. Ao transformar o caso em uma narrativa romanceada, Patrocínio, como diria um jornalista da época, teria deixado “mais amena sua leitura e de mais efeito sobre o espírito do leitor”3. Dois anos depois, o abolicionista publicava também Retirantes, inspirado na calamitosa seca do Ceará de 1877.

Já na virada para o século XX, essa preocupação de encontrar na realidade da vida cotidiana temas e enredos de tirar o fôlego continuava de vento em popa. O famoso crime da rua Carioca, por exemplo, rapidamente ganhou uma versão impressa. Os estranguladores do Rio ou o crime da rua Carioca, cujo subtítulo era Romance sensacional do Rio oculto, continha nas palavras de seu autor, Abílio Soares Pinheiro, todas as características do gênero4. O sucesso desse livro foi tão estrondoso que em uma de suas crônicas, o jornalista Orestes Barbosa relatou a história de Alice da Silva Ramos, uma prostituta, que, segundo ele, “aprendeu a ler para saborear as narrativas do crime de Rocca e Carletto”5. Além dessas, várias outras histórias do mesmo teor, por seu tom melodramático e repercussão ímpar nas conversas e debates calorosos da época, foram transcritas e impressas sem demora. Não por acaso, os escritores escolhiam para subtítulos frases que atestavam sua verossimilhança, como: “história verídica ocorrida no Rio de Janeiro” ou ainda “narração de um fato passado em Niterói. Vivem ainda quase todos os seus protagonistas”6.

O contrário também acontecia com freqüência. Um romance de sucesso poderia ser adaptado para o teatro, virar tema de canções, folhetos de cordel ou mesmo ser contado e recontado incontáveis vezes para uma platéia de ouvintes, criando fortes raízes no imaginário popular brasileiro. Esse foi o caso, por exemplo, da triste vida de Elzira, a morta virgem, uma menina do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, que preferiu morrer imaculada a casar com o homem que não amava. Esse romance escrito por Pedro Ribeiro Vianna, em 1883, que tanto descreveu as amarguras de Elzira e a incompreensão de seus pais, vendeu dezenas de milhares de exemplares e foi reeditado, pelo menos até a década de 1920, pelas livrarias de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Elzira havia conhecido Amâncio, um jovem mulato, estudante de direito, em um folguedo de São João, no ano de 1874. Imediatamente, os jovens declararam um ao outro seu amor eterno. No entanto, o pedido de casamento feito por Amâncio, desencadeou na casa de Elzira uma sucessão interminável de brigas e discórdias, visto que sua mãe, D. Cândida, preferia que a filha contraísse matrimônio com um homem mais rico e de família próspera. Entregue a um sofrimento sem fim, Elzira caiu doente. A jovem, que tinha diante de si tudo para desfrutar de uma relação amorosa duradoura e verdadeira, definhava a cada dia. A morte de seu corpo, ainda imaculado, marcava o auge da narrativa de Pedro Vianna. Pois, como lembra Gilberto Freyre, o tema da menina virgem, que falecia sem concretizar os laços do casamento, era bastante comovente entre as famílias que viviam nos sobrados no oitocentos7. Por fim, o autor descrevia o arrependimento dos pais de Elzira e o casamento de Amâncio, que vencera na vida, com uma jovem humilde e que muito lembrava seu antigo amor.

Essa história, que a princípio parece retratar um simples drama local, conquistou a atenção de incontáveis leitores em todo o Brasil e evidenciou os fortes laços entre a palavra escrita e a falada. Apenas alguns anos depois da primeira publicação desse romance, pela livraria Serafim José Alves, surgia na Gazeta de Notícias uma pequena história intitulada “Por amor”, bastante semelhante aos conflitos vividos por Elzira. Num breve texto contava o jornalista:
“É um pequenino romance a vida dessa menor que anteontem, `as 2 horas da tarde, quis trocar todas as galas da sua mocidade pela gelidez da morte.

Não entregaremos seu nome `a curiosidade pública. Parece-nos que seria brutal profanação atirar aos comentários, as mais das vezes cruéis, o nome dessa pequenina criatura que, aos 15 anos de idade, arrastada pelo amor, tentara tirar a um túmulo o coração que não queriam que ela desse a quem merecera o seu estremecido afeto.

F., assim a chamaremos, amava, e era correspondida. A família, porém, opôs-se ao seu enlace.

Louca de desespero, ingeriu a pobre menina uma pequena dose de sulfato de ferro.

Felizmente acudiu a tempo o sr. André Rangel, que a salvou.

Ao subdelegado do 2o distrito de S. José contou F. a sua triste história8.


A data deste “pequenino romance” vivido pela menina “F.” e a coincidência dos enredos indicam uma forte semelhança entre os acontecimentos. Com isso, podemos arriscar duas hipóteses. Dado que a 1a edição de Elzira, a morta virgem foi publicada por Pedro Vianna em 1883, poderíamos afirmar que “F.”, a par do triste destino de Elzira, usava dos mesmos métodos tendo em vista a grande influência da narrativa em sua própria vida. Como já dizia o pai de Elzira no romance: todos os dias pode-se ouvir “toadas de moças” em idênticas circunstâncias, ou melhor, em atrito com seus pais no momento de escolherem seus cônjuges9. Porém, sabendo que houve uma segunda impressão desse livro, pela Livraria do Povo, no ano de 1890, podemos dizer também que a repercussão da história de “F.” reanimou o interesse dos leitores pela narrativa de Pedro Vianna. Difícil saber o que, de fato, teria ocorrido, entretanto, ambas as histórias acabam por revelar indícios de uma estreita comunicação entre o universo da palavra falada e escrita.

Nas décadas seguinte, Elzira, a morta virgem ganhou a voz dos repentistas de cordel do nordeste brasileiro, recebendo, com isso, novos formatos e versões. Em 1950, João Martins de Athayde publicava, em Juazeiro, sua obra em dois volumes, cujo enredo havia sido, segundo ele, “extraído do legítimo romance do mesmo nome”. Diz o repentista, logo na primeira página:


“ No ano setenta e quatro

Uma noite de São João

Na praia de Bota-fogo

Em uma reunião

Deu-se uma cena de amor

Que fez chamar atenção”10


E mais para frente:
“Seguirei o teu caminho

farei a tua vontade,

Amâncio disse: sou pobre

Só tenho adversidade

Elzira então retorquiu

Deus nos dará felicidade


Amâncio, sofrerei tudo

estando sempre a teu lado

não caso por interesse

o meu amor é sagrado

o rapaz beijou-lhe a mão

e disse: muito obrigado.”11


No cordel de Antonio Teodoro dos Santos, o romance de Pedro Vianna ganhava um final diferente e palavras que aproximavam esse enredo da realidade do sertão. Conta o autor, no início de sua obra:
“Este livro é um exemplo

A todo pai de família

Traz a notícia da mãe

Que assassinou sua filha

Era a moça mais formosa

Tinha na face de rosa

Perfumes de baunilha
Quem ama, lendo este livro

Sofrerá forte vertigem

Não é história inventada

Teve ela a sua origem

Senhores e senhorinhas

Aqui trato nestas linhas

De “Elzira, a morta virgem”
Foi no Rio de Janeiro

No fim do século passado (...)”12


No final da narrativa de Antonio Teodoro dos Santos, Amâncio, já milionário, não se casava, resolvia apenas deixar o Rio de Janeiro para viver na Europa. Apesar do cenário cosmopolita surgir como pano de fundo da história de Elzira, nas últimas linhas desse cordel, dizia o autor: “naqueles tempos antigos/ Dos coronéis cangaceiros”, os pais que proibiam as filhas de um casamento verdadeiro possuíam “juízos traiçoeiros”13. Além destes, outros cordéis como o de Firmino Teixeira do Amaral também retrataram a triste vida de Elzira14.

Nos dias de hoje, ao lado do romance e das suas versões em cordel, uma breve menção sobre a saga de Elzira chega aos nossos ouvidos através da nossa música popular. Em 1968, Caetano Veloso e Torquato Neto lançavam a canção “Mamãe coragem”. Na letra, o filho, que deixa a mãe em busca de uma nova vida em outra cidade, para consolá-la fala do "beijo preso na garganta" e recomenda como distração os afazeres domésticos bem como a leitura de dois romances. Diz ele à mãe: "pegue uns panos pra lavar/ leia um romance/ Leia a Elzira morta virgem/ O grande industrial15". Décadas depois, o livro de Pedro Vianna continua a evocar os conflitos familiares e sociais, mas agora os filhos já não precisam chamar a morte para reivindicar suas escolhas. Na expectativa de uma vida melhor, partem e de longe entoam: “mamãe, mamãe não chore/ eu quero/ eu posso/ eu quis/ eu fiz/ mamãe seja feliz”.

Para mim, que venho coletando as versões de Elzira, a morta virgem, desde o final do doutorado, como se fossem pequenas pistas capazes de abrir um leque muito maior de análise e questionamento, mais uma vez me surpreendi ao ler, por acaso, uma matéria sobre a vida da escritora Lygia Fagundes Telles, no jornal Folha de S. Paulo. Ao contar para o jornalista episódios da sua vida, a escritora confessava que uma história ouvida da infância havia definitivamente a atraído para o campo da ficção. Certo dia, em Sertãozinho, interior de São Paulo, onde morava, sua mãe “lhe ofereceu uma história”:
“Falou de uma bisavó chamada Elzira, que escrevia versos com pena de ganso, tocava cravo e gostava de se debruçar nas janelas. Recém-formado em São Paulo, em medicina, um moço de nome Paixão passava sempre a cavalo, com um sorriso e um leve toque no chapéu. Encontraram-se pela primeira vez em uma novena. Apaixonaram-se. E Paixão foi pedir a mão de Elzira.

Só esqueceu que era mestiço. Apesar de médico, era pobre e mulato. A família achou loucura.

Paixão ficou de coração partido. Encontrou com a moça uma última vez, em dia de tempestade, e se mandou para São Paulo. Ela chegou em casa outra pessoa. Não escreveu mais versos, não tocou mais cravo, comia e falava pouco. Todas as noites punha no peito uma toalha ensopada de água. Ficou tuberculosa. Seis meses depois da partida dele, morreu. (...)

Sertãozinho, o nome diz, era cidade seca. Não havia nenhuma flor em seus jardins para pôr na sepultura da morta. E, de repente, toca uma sineta. Chega um moço lindo, com uma braçada de lírios recém-colhidos para cobrir o caixão de Elzira.

As flores não tinham cartão, e o pai de Elzira corre para falar com o mensageiro. O homem evaporou na frente dele. Era um anjo” 16.
Essas diversas narrativas de Elzira, a morta virgem não só elucidam as trajetórias que uma história é capaz de fazer, como também nos ajudam a pensar na estreita relação entre a oralidade e a palavra impressa em nosso país. Do texto escrito `a história falada e vice-versa, uma gama infindável de caminhos, versões, ênfases e entonações vem `a tona, fazendo dessas narrativas algo presente no imaginário cultural brasileiro.

Do ponto de vista da cultura, torna-se extremamente interessante pensar na maneira como esses enredos ganham ênfases e significados próprios ao transitarem do objeto impresso ao repertório da oralidade, ou então, do domínio da voz ao texto escrito. Nesse caminho, alguns aspectos são modificados, facilitando a compreensão das pessoas imersas em seu próprio contexto cultural, enquanto outros permanecem, fazendo valer a lógica da sincronia, que mantém certos gostos e valores culturais por um longo período de tempo. Quer dizer, a angústia de Elzira, ao enfrentar a opinião de seus pais em uma sociedade ainda patriarcal, pode ter tocado o coração de muitas meninas que continuavam atreladas `a vontade de suas famílias. Mas, além disso, vemos na história da literatura mundial que o homem sempre gostou dos grandes dramas, das separações inesperadas, das emoções exacerbadas dos amantes, muitas vezes incompreendidos e solitários em seus afetos.

O enredo de Elzira, a morta virgem assim como muitos outros que acabaram por veicular tanto no registro da oralidade quanto por meio da palavra impressa podem, por sua capacidade de atingir diferentes segmentos da sociedade brasileira, elucidar aspectos importantes do nosso imaginário literário e cultural. Afinal, essas histórias, cada uma ao seu modo, extrapolam o cenário local de sua produção e perpassam vários outros grupos sociais, diferentes em sua maneira de pensar e interagir com ao mundo ao seu redor.

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1 João do Rio (Paulo Barreto). “Autores e editores. As edições populares”. O Dia, 2/7/1901.

2 Barreto Filho, Mello e Lima, Hermeto. História da polícia do Rio de Janeiro. Vol. III. Rio de Janeiro, ed. A Noite, 1944, p. 84-5. Ver também Defesa proferida perante o tribunal do júri desta corte pelo advogado Jansen Junior em favor de Antonio Alexandre Pereira. Rio de Janeiro, Typ. Travessa de S. Francisco de Paula, 1877.

3 Revista Ilustrada, 6-4-1878.

4 Pinheiro, Abílio Soares. Os estranguladores do Rio ou o crime da rua Carioca. Rio de Janeiro, Typ. Luiz Miotto, 1906.

5 Barbosa, Orestes. Bambambã!. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, 1993 ( 1a edição 1923), p. 92.

6 Pimentel, Figueiredo. O aborto. R. J., Livraria do Povo, 1893, p. 12.

7 Freyre, Gilberto. Sobrados e mucambos. R. J., Record, 1990 (1a edição 1936), p.120.

8 Gazeta de Notícias, 5-10-1889.

9 Vianna, Pedro Ribeiro. Elzira, a morta virgem. Rio de Janeiro, Quaresma & Editores, 1913, p. 62.

10 Athayde, João Martins. Elzira, a morta virgem. Editor José Bernardo da Silva, Juazeiro, 1950, p. 1.

11 Idem, p. 17.

12 Santos, Antonio Teodoro dos. Elzira, a morta virgem. S. P., Editora Prelúdio, s.d., p. 3.

13 Idem, p. 31.

14 Amaral, Firmino Teixeira do. Elzira, a morta virgem. Como a Fundação Casa de Rui Barbosa somente possui o segundo volume, não consegui identificar no nome da editora e o local de publicação.

15 O grande industrial é um romance de Georges Ohnet. Foi traduzido e publicado no Rio de Janeiro pela editora Garnier em 1885.

16 Folha de S. Paulo, Ilustrada, 17-04-2004, p. 1. Em entrevista dada em 2002, Lygia Fagundes Telles já havia mencionado a história de Elzira. Só que nesse caso, Elzira surgia não como a bisavó, e sim como uma tia distante. Lucena, Suenio Campos. 21 escritores brasileiros: uma viagem entre mitos e motes. S. P., Escrituras, 2002, p. 196-7.


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