Uma História de Preconceito



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Uma História de Preconceito

Isso aconteceu num vôo da British Airways entre Johannesburgo e Londres.

Uma senhora branca , de uns cinqüenta anos, senta- se ao lado de um negro.

Visivelmente perturbada, ela chama a aeromoça:

- Qual é o problema, senhora? Pergunta a aeromoça:

- Mas você não está vendo? Responde a senhora.- Você me colocou do lado de um negro. Eu não consigo ficar do lado destes nojentos. Dê- me outro assento.

- Por favor, acalme- se. Diz a aeromoça. - Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se há algum

lugar disponível.

A aeromoça se afasta e volta alguns minutos depois.

- Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Eu

conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na executiva. Entretanto ainda temos um assento na primeira classe.

Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a aeromoça continuou:

- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da

classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar- se ao

lado de pessoa tão execrável.

E dirigindo- se ao negro, a aeromoça complementa:

- Portanto, senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira

classe está à sua espera.

E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram- se e bateram palmas.

O preconceito racial está chegando ao fim?

No mundo todo, implantam-se e vigoram políticas mais efetivas contra a discriminação racial, que, cada vez mais, é punida com rigor. Será o fim do preconceito no mundo? O fato é que alguns negros passam a comandar empresas, outros são juízes, atletas de sucesso, grandes atores ou comunicadores. Em 2008, o salto foi maior: os norte-americanos elegeram Barack Obama para presidente da República. No Brasil, dizem que não existe preconceito, que somos uma sociedade multirracial e unida. Será mesmo? Obama, Lewis Hamilton, Naomi Campbell, Oprah Winfrey, o ministro Joaquim Barbosa, a atriz Taís Araújo revelam um mundo novo sem preconceitos? O que você acha: está acabando o preconceito aqui e no mundo?


Uma história americana

"[...]. Sou filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do Kansas. Fui criado com a ajuda de um avô negro [...] e de uma avó branca que trabalhou em uma linha de montagem de bombardeiros [...] enquanto seu marido servia no exterior. Freqüentei algumas das melhores escolas dos Estados Unidos e vivi em uma das mais pobres nações do mundo. Sou casado com uma negra norte-americana que carrega o sangue de escravos e de donos de escravos - um legado que transmitimos a nossas duas amadas filhas. Tenho irmãos, irmãs, sobrinhas, sobrinhos, primos e tios de todas as raças e matizes, espalhados por três continentes e, por mais que eu viva, jamais me esquecerei de que em nenhum outro país do planeta minha história seria possível."



[Discurso de Barack Obama, na Filadélfia, em 19 de março de 2008]

Uma história brasileira

O ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, do STF

"Em 1970, um adolescente pobre da cidade de Paracatu (MG) mudou-se para Brasília em busca de estudo. Formou-se e passou no vestibular para Direito, na Universidade de Brasília. Morou em várias repúblicas estudantis. Trabalhava das 23h às 6h. Dormia à tarde e estudava entre 18h e 22h. Formou-se, fez concurso público, melhorou a condição financeira e conseguiu fazer mestrado e doutorado na Universidade de Paris. (...) no dia 7 de maio de 2003, o menino pobre, filho de pedreiro e dona de casa, voltou a Brasília. Desta vez, para ser indicado a um posto na mais alta corte do país. Joaquim Benedito Barbosa Gomes [é] o primeiro negro a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal."

[Thiago Vitale Jayme. Correio Braziliense: 8/5/2003.]

Dia da Consciência Negra









[Angeli, Folha de S. Paulo, 20 de novembro de 2008]

Outra história americana

"Universidade de Princeton, 1981: a jovem Catherine Brown [...] chegou ao dormitório da universidade. Encontrou uma negra e teria de dividir o quarto durante o ano letivo com ela. Quando a mãe soube da surpresa, telefonou para Deus e todo mundo, pedindo que mudassem sua filha de quarto. Era muita falta de sorte (...). O convívio com a negra seria um desperdício de companhia. A 'negrona' chamava-se Michele Robinson, atual senhora Barack Obama, diplomada por Princeton e Harvard."



[Folha de S. Paulo. Caderno Brasil. 14/12/08, p. A10].

Outra história brasileira

"Sou negra, bisneta de africanos, tenho 23 anos, estudo direito em faculdade paga com meu salário de babá. Cuido de uma criança loira de olhos claros. O preconceito? Claro que não acabou. Sou a única negra da minha classe, os professores me olham diferente, sim. Minha patroa foi a terceira que me aceitou; as outras claramente não gostaram da minha cor e olhavam minhas mãos e dentes sem disfarçar. Se estou de cabelo afro, alguns me chamam 'negona'; se faço alisamento, dizem que quero virar branca; se estou bem vestida, exageram nos elogios, como se fossem muito necessários. A sociedade finge, e finge sempre, só isso."



[Laudicéia Maria do Nascimento, moradora do bairro dos Jardins, em depoimento para Márcia L. Guidin, 5/12/08].

Observações
 Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;

 Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;

 A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

 Não deixe de dar um título a sua redação;

 Envie seu texto até o dia 25 de janeiro de 2009;

 Confira as redações avaliadas a partir de 2 de fevereiro de 2009.



Elaboração da Proposta

Profa. Dra. Márcia Lígia Guidin



INSTRUÇÕES: As questões de 01 a 15 devem ser respondidas com base

no texto a seguir. Leia atentamente todo o texto.

Então é verdade, no Brasil é duro ser negro?”

A mais importante atriz de Moçambique diz ter

sofrido discriminação racial em São Paulo

Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista

com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, quando fiz aquela

pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum

negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”. Eu

imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de

Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não

imaginava a resposta: “Sim. Ontem”.

Lucrécia falou com ênfase e com dor.

“Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no

Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus

últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar

vermelho.

Ela estava na fila, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para

ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um

susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional

moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça e que

ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem

querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse.

A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem

querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de

imigração.” Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a

estavam despindo diante de todos, mas reagiu: “Pois a senhora saiba que eu

não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão

chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os

recebemos de braços abertos.”

A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta.

Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas

moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para

esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável.

Como poderiam?

Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito

mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no

restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39

anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois,

devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada

assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”

Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, para apresentar a peça Mulher



Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas

as formas, só tem a palavra para se manter viva.

Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagascar,

em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente

espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no

chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se

levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam

continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz

a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a

impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo.

Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma

quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique.

Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente,

quase sem voz, diante da cliente de um shopping em outro continente, na cidade

mais rica e moderna do Brasil.

“Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é

difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um negro no Brasil?” Eu fiquei

muda. A vergonha arrancou a minha voz.

BRUM, Eliane. Época. http://revistaepoca.globo.com jun. 2009.

QUESTÃO 01

Assinale a afirmativa que pode ser comprovada pelo texto.

A) A entrevistada reconheceu que deveria processar a agressora, assim

que soube por seus colegas moçambicanos que, no Brasil, racismo é

crime.

B) A entrevistada, atriz que tem seu trabalho reconhecido



internacionalmente, afirma que nunca se sentira tão envergonhada em

sua vida artística.

C) A entrevistadora atribui a causa do constrangimento sofrido pela

entrevistada ao fato de o crime ter acontecido em um shopping de São

Paulo.

D) A entrevistadora supunha que a entrevistada já havia sofrido



discriminação por ser negra, mas não imaginava que teria sido no Brasil.
QUESTÃO 02

É INCORRETO afirmar que, no texto,

A) apresentam-se algumas razões que justificam a presença de

discriminação no Brasil.

B) evidencia-se um grave problema enfrentado pelos afrodescendentes no

Brasil.


C) expõe-se uma situação constrangedora ocorrida com uma moçambicana

no Brasil.

D) revela-se o pouco conhecimento geral da entrevistadora quanto à

discriminação no Brasil.



QUESTÃO 03

Assinale a alternativa que evidencia a surpresa da jornalista com a

afirmativa de Lucrécia Paco de que sofrera discriminação racial no Brasil.

A) “Nenhum deles sabia que, no Brasil, o racismo é crime inafiançável.”

B) “Aqui?”, eu perguntei num tom mais alto que o habitual.

C) Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha.

D) Você já sofreu discriminação por ser negra?

QUESTÃO 04

A surpresa da jornalista em relação ao constrangimento por que passou

Lucrécia Paco deve-se ao fato de

A) a atriz retratar agressão à mulher em sua peça de teatro.

B) o primeiro preconceito sofrido pela atriz ter ocorrido no Brasil.

C) os artistas negros serem sempre valorizados no Brasil.

D) São Paulo ser a cidade mais rica e moderna do Brasil.

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

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QUESTÃO 05

De acordo com o texto,

I. Em suas entrevistas, os jornalistas tendem a perguntar sobre

discriminação a entrevistados negros, independentemente da

nacionalidade de seus entrevistados.

II. A agressividade da mulher na fila foi amenizada quando percebeu que

Lucrécia não era uma imigrante e, sim, uma famosa atriz.

III. A atriz moçambicana faz menção à maneira como os brasileiros são

tratados em seu país para revidar o que ouvira na fila.

IV. Lucrécia não consegue esquecer a humilhação porque, desde a sua

chegada ao Brasil, começou a ser discriminada em todos os lugares que

frequentou.

Estão CORRETAS

A) I e II, apenas.

B) III e IV, apenas.

C) I e III, apenas.

D) II e IV, apenas.

QUESTÃO 06

Para o desenvolvimento do texto, o autor faz uso de vários recursos,



EXCETO de

A) inserção de discurso direto.

B) emprego de discurso indireto.

C) relato de acontecimentos.



D) citação de ditado popular.


  • Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. ...
    pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito



  • conceito formado com base em julgamento próprio que exige tom depreciativo da diferença; análise tendenciosa; discriminação provocativa
    pt.wiktionary.org/wiki/preconceito



  • Definido aqui como um julgamento prévio rígido e negativo sobre um indivíduo ou grupo, o conceito deriva do latim prejudicium, que designa um julgamento ou decisão anterior, um precedente ou um prejuízo. As anotações básicas incluem inclinação, parcialidade, predisposição, prevenção.
    www.ceismael.com.br/filosofia/dicionario-de-filosofia.htm



  • É uma indisposição, um julgamento prévio negativo que se faz de pessoas estigmatizadas por estereótipos.
    ocarete.org.br/biblioteca/glossario/



  • Opinião ou atitude sobre um indivíduo ou grupo, normalmente com conotação negativa, que não é baseada em informação exata.
    redeciencia.educ.fc.ul.pt/proxy/glossario.htm



  • Discordar da esquerda, mesmo com informações comprovadamente verídicas.
    dicionariodaesquerda.wordpress.com/



  • Como seu nome indica, é um pré-conceito uma opinião que se emite antecipadamente, sem contar com informação suficiente para poder emitir um verdadeiro julgamento, fundamentado e raciocinado. Ao contrário do que se possa pensar, são opiniões individuais. ...
    www.saude.rio.rj.gov.br/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/v2/printerview.htm



  • preconceitos - é um procedimento lógico de nossa auto-reflexão crítica tomarmos consciência do que, inconscientemente, já tínhamos pensado como evidente. ...
    www.ccs.ufsc.br/psiquiatria/98dest-pre.html



  • Atitude desfavorável para com um grupo ou indivíduos que nele se inserem, baseada não em seus atributos reais mas em crenças estereotipadas....
    fopederms.wordpress.com/2009/03/26/conhecendo-alguns-conceitos1/



  • Preconceito é uma opinião preestabelecida, que é imposta pelo meio, época e educação. E regula as relações de uma pessoa com a sociedade ...
    www.scribd.com/doc/3911779/Historia-e-conceitos-sobre-o-racismo-e-seus-derivados-benedito-de-carvalho



O texto abaixo é referência para as questões 04 e 05 e para a questão discursiva A.
A atenção para a situação do negro tem o duplo intuito de aprofundar o conhecimento e contribuir para proscrever o preconceito. Preconceito que, se é odioso nos países cuja população é predominantemente branca, torna-se além disso grotesco no nosso caso, isto é, num país onde grande parte dos brancos têm nas veias parcelas maiores ou menores de sangue africano, que todavia esquecem, rejeitam ou ignoram, sendo que em todos esses casos acabam por comportar-se como opressores dos que são considerados “de cor”.

A falta de oportunidade econômica e social do negro é acompanhada por toda sorte de conseqüências morais da maior gravidade, como o sentimento de insegurança que corrói a personalidade e é agravado pelas situações de humilhação. Ora, é impossível conceber uma sociedade democrática na qual grande parte da população é privada nos meios de viver com dignidade por causa da cor da pele, e na qual é submetida a formas degradantes de discriminação. A nossa Independência foi uma substituição de estatuto político sem alteração do estatuto econômico e, portanto nada significou como justiça social. A abolição foi uma mudança legal na situação do escravo, quase sem alteração da sua possibilidade social e econômica. Por isso, todo esforço intelectual de desmascarar essa situação, mostrando a verdadeira natureza das relações raciais no Brasil, é uma forma de radicalidade sociológica, que prepara eventualmente o caminho para as medidas corretoras de natureza política.

(CANDIDO, Antonio. Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995. p. 318.)


04 - Indique as afirmações que correspondem ao ponto de vista de Antonio Candido no texto.

I. O preconceito racial é tolerável em países com população majoritariamente branca, mas torna-se uma hipocrisia

no Brasil, onde grande parte dos brancos tem ascendentes africanos.

II. A melhor forma de resolver a questão racial no Brasil é evitando formas de radicalidade sociológica.

III. O primeiro passo para a adoção de medidas políticas retificadoras é desmascarar a existência de discriminação

racial no Brasil.

IV. O principal problema decorrente da abolição com relação aos negros foi que, embora tenha mantido seu

estatuto econômico, alterou-lhes o estatuto político.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.

b) Somente a afirmativa III é verdadeira.

c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.

e) Somente a afirmativa IV é verdadeira.

05 - “A atenção para a situação do negro tem o duplo intuito de aprofundar o conhecimento e contribuir para proscrever

o preconceito.” O significado da frase acima não é alterado se as expressões grifadas forem substituídas

respectivamente por:

a) a dupla intuição; limitar

b) o duplo resultado; prescrever

c) a dupla objeção; distender

d) a dupla introspecção; proibir

e) o duplo propósito; banir
be


A cor da morte

O Brasil acolheu, de longa data, o mito de que somos uma democracia racial e de que a cor da pele não faz diferença.Faz. Nos registros de vítimas de homicídios organizados pelo Ministério da Saúde, a partir de dados das declarações de óbito, o quesito referente à cor só começou a ser preenchido, em todo o Brasil, a partir de 1996. Os dados estatísticos ainda são de baixa qualidade, mas permitem algumas conclusões, apesar do alto percentual de mortos com “raça ignorada” ou “sem informação”.

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QUESTÃO 16

Leia este texto, divulgado pela internet.

Disponível: http://img149.imageshack.us/i/diamanteafroms8.jpg/Acesso em 30 jun 2009

A respeito dessa paródia do rótulo de um chocolate conhecido, assinale a

afirmativa CORRETA.

A) O jogo de palavras desse texto aponta para uma censura à sociedade

de consumo.

B) No texto, expõe-se uma crítica à linguagem publicitária, marcada pelo

jogo persuasivo.

C) A imagem é uma metonímia usada para identificar um tipo especial de

barra de chocolate.

D) No texto, há uma crítica alusiva à atual preocupação com o uso de



termos politicamente corretos.

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