Universidade bandeirante de são paulo curso de Bacharelado em sistemas de informaçÃO



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Universidade BANDEIRANTE DE SÃO PAULO

Curso de Bacharelado em SISTEMAS DE INFORMAÇÃO



WEB 2.0

por
Lucélia Aparecida Costa de Almeida

Luiz de Souza Filho

Maricildes de Oliveira e Silva

Mauricio Medeiros da Silva

Priscilla da Silva Igreja

Talita Bernardo da Costa

Trabalho Semestral
Turma AS21C.3

Prof. Edson Alves


São Paulo, August de 2016

Sumário


Sumário ii

Resumo iii

Abstract iv

1. Introdução 5

2. O que é Web 2.0 6

3. Principais Características 9

Aplicativos 11



4. Desenvolvimento 13

Tecnologias 14



5. Padronização 16

6. Tendências 17

7. Projetos 18

8. Conclusão 19

Bibliografia 20





Resumo


Esse trabalho apresenta os conceitos do que é chamado WEB 2.0. Apresenta os principais termos e conceitos utilizados, discute também alguns dos exemplos utilizados hoje em dia.

Palavras-chave: Tecnologia, WEB, Internet, AJAX.


Abstract


Title: “WEB 2.0”

This work presents the concepts of what is called WEB 2.0. It presents the main terms and concepts used, also discusses somes esamples used today.

Keywords: Technology, WEB, Internet,AJAX.


1.Introdução


A Web 2.0 é a segunda geração de serviços on-line e caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. A Web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ajax, Web syndication, etc.), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador.

2.O que é Web 2.0

2.1Breve histórico


Em abril de 2000 houve uma grande crise no mercado da Internet, com a quebra de várias empresas (estouro da bolha). Apesar disso, nos anos seguintes, a grande rede tornou-se ainda mais importante do ponto de vista econômico e midiático.

O termo WEB 2.0 foi inicialmente usado em Outubro de 2004 pela O'Reilly Media e pela MediaLive International como nome de uma série de conferências sobre o tema, popularizando-se rapidamente a partir de então. Tratou-se de uma constatação de que as empresas que conseguiram se manter através da crise da Internet e possuía características comuns entre si, o que criou uma série de conceitos agrupados que formam o que chamamos Web 2.0.


2.2Conceito


O conceito dado segue os princípios ditados por Tim O'Reilly, sabidamente o precursor do uso do termo em seu artigo de conceitualização (e também de defesa) do termo Web 2.0. define que:
"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”.
Tim O'Reilly

2.3Regras


O'Reilly sugere algumas regras que ajudam a definir sucintamente a Web 2.0:

  • O beta perpétuo - não trate o software como um artefato, mas como um processo de comprometimento com seus usuários.

  • Pequenas peças frouxamente unidas - abra seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível.

  • Software acima do nível de um único dispositivo - não pense em aplicativos que estão no cliente ou servidor, mas desenvolva aplicativos que estão no espaço entre eles.

  • Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen - lembre-se de que em um ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a idéia de vantagem competitiva vá embora.

  • Dados são o novo “Intel inside” - a mais importante entre as futuras fontes de fechamento e vantagem competitiva serão os dados, seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo usuário, sendo dono de um nome ou através de formatos de arquivo proprietários.


2.4Benefícios


O grande benefício da Web 2.0 é mais poder para o usuário. Ele agora é peça-chave na geração de conteúdo, pode remixar o conteúdo gerado por outros usuários, pode classificar informações como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc.

Um dos principais benefícios que a Web 2.0 traz para um sistema é que conseguimos juntar em um só lugar a facilidade de utilizar a internet e a velocidade de atualização que ela permite com a usabilidade de um sistema desktop, pois conseguimos carregar listas dinâmicas de formulários (por exemplo) de forma instantânea, buscando informações em bancos de dados, sem que a página seja recarregada. Isto garante uma otimização de tempo surpreendente e o usuário conseguirá realizar suas tarefas de forma mais rápida, ao contrário do que acontecia antes, onde para se carregar o conteúdo de uma lista de um formulário o usuário devia esperar que a página fosse totalmente recarregada para então, interagir novamente com o formulário.


2.5Plataforma


Na Web 2.0 os softwares funcionam pela Internet, não somente instalados no computador local, de forma que vários programas podem se integrar formando uma grande plataforma. Por exemplo, os seus contatos do programa de e-mail podem ser usados no programa de agenda, ou pode-se criar um novo evento numa agenda através do programa de e-mail. Os programas funcionam como serviços em vez de vendê-los em pacotes. Estes serviços podem ser cobrados com uma mensalidade, como a sua conta de água.

Outro conceito da web 2.0 que interfere na programação chama-se "Beta perpétuo". Na web 2.0 acabaram-se os ciclos de lançamento de programas. Os programas são corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo, e o usuário participa deste processo dando sugestões, reportando erros e aproveitando as melhorias constantes. Em oposição ao que acontece com softwares tradicionais, em caixas, com instaladores e dependentes de um sistema operacional, aplicativos Web podem ser atualizados de forma constante, linear e independente da ação do usuário final. No caso de atualizações de segurança e desempenho, por exemplo, o usuário da aplicação seria imediatamente beneficiado sem mesmo tomar conhecimento.

Na web 2.0 os programas são abertos, ou seja, uma parte do programa pode ser utilizado por qualquer pessoa para se fazer outro programa. São utilizadas APIs para deixar que outros sites utilizem partes dos seus dados nos serviços deles. Em vez de grandes servidores provendo uma enorme quantidade de arquivos, na web 2.0 descobriram as redes P2P, na qual cada usuário é um servidor de arquivos e os arquivos são trocados diretamente entre eles.

2.6Conteúdo


Os blogs e a própria Wikipedia são freqüentemente mencionados como ícones da Web 2.0. Entretanto interfaces colaborativas e participativas sempre existiram desde que a Internet dava seus primeiros passos (no berço das universidades). Listas e fóruns de discussão - até mesmo a Usenet - são exemplos antigos de colaboração e participação. Em 1995 o GeoCities (atualmente pertencente ao Yahoo!) oferecia espaço e ferramentas para que qualquer usuário relativamente leigo construísse seu website e publicasse suas idéias na Internet. A loja virtual Amazon desde o seu lançamento (em 1995) permite que seus clientes e visitantes postem comentários e informações diversas sobre livros que são vendidos na loja. A Amazon também já sugeria produtos correlatos (“pessoas que compram este CD também compram…”) como forma de monetizar ainda mais a operação. Em 1998 o Yahoo! lançava o MyYahoo!, permitindo que a página de entrada do site fosse customizada e personalizada (com notícias, cores e afins) individualmente. Desta forma Conteúdo participativo e/ou colaborativo não seria uma idéia nova e revolucionária, surgida na Web 2.0. Ao contrário, estes seriam um dos pilares mais antigos da Internet, permitindo que virtualmente qualquer indivíduo ou empresa, publique e compartilhe informações na rede.

2.7Exemplos

Wikipedia, Orkut, Blogs, G-mail, Amazon são exemplos de serviço Web 2.0.




3.Principais Características

3.1Classificação e categorização popular


Ao invés de um grupo restrito de indivíduos (acadêmicos, literatos, e intelectuais em sua maioria) fazerem esta classificação e categorização, o processo agora é aberto para todos.

Como a maioria falante da língua portuguesa no mundo lusófono e dentro deste grupo, tendo o Português do Rio e São Paulo como os mais difundidos, nós brasileiros devemos estar cientes do nosso próprio peso e tamanho para que não nos tornemos os novos americanos do mundo lusófono e latino-americano. Que não nos estendamos dentro do território cultural e lingüístico de outros países falantes do português e que as variedades do português faladas tanto aqui e lá não sejam massificadas por um estilo do Português apenas conhecido em um contexto geográfico (Brasil, Portugal, Angola, Lisboa, São Paulo, Bahia) ou grupo social (acadêmico, científico, técnico, universitário, classe média).

Essa tarefa até então tem sido exercida pelos lexicógrafos e especialistas. Como tal, percebida como o trabalho de um grupo exclusivo. Abrir o espaço agora não basta, temos que garantir que o usuário possa beneficiar-se com uma estrutura popular que tome em consideração que o povo é na realidade vários e diversos. A visão de todos os grupos deve prevalecer, não a visão de apenas um grupo que ainda que seja popular, obscurece outras abordagens na classificação e categorização das áreas do conhecimento humano.

3.2Microconteúdos


O conceito dos microconteúdos apóia os serviços da web. Cada pedaço de informação em uma página pode ser considerado um microconteúdo: uma foto, um texto, um link para um recurso externo, publicidade paga, etc…

Sendo que cada elemento pode ser separado como um microconteúdo, é possível criar sites e serviços que funcionem a partir de outros. Por exemplo, um site de notícias pode receber suas notícias de um jornal específico enquanto as imagens e comentários do assunto podem ser servidos por outros sites. Estes microconteúdos podem então ser rearrumados dentro da página.

Um exemplo dos microconteúdos em ação é o Google Desktop.

3.3Navegação emergente e relevante


O princípio da navegação emergente e relevante prega que com o uso de agregadores de informação e etiquetação de conteúdos (tagging), sites e informações podem ser apresentados para usuários conforme suas tendências de navegação ao invés de uma navegação fixa.

Exemplos são Flickr, del.icio.us, daypop e outros sites que também funcionam como sites omeletes (mashups), onde o conteúdo servido vem de diferentes fontes e de acordo com aquilo que o usuário buscou anteriormente.

Os próprios idealizadores do conceito reconhecem que a falta de navegação fixa é um problema para encontrar a mesma informação em ocasiões posteriores, mas que pode ser resolvido com os próprios agregadores que buscarão informação baseada no que foi solicitado pelo usuário em oportunidades anteriores. Para substanciar o uso de agregadores como uma alternativa à navegação fixa, é também dito que aquilo que os usuários consideraram importante no passado poderá ser buscado no futuro.

Aplicativos

3.4Wikipédia


Wikipédia tem todas as características de se tornar um modelo real de projetos de software que beneficiam a busca de informação de forma mais usável e acessível sem forçar aquele gostinho de feito só para quem fala inglês que a maior parte destas soluções Web 2.0 deixa na língua.

Os pontos de destaque são:



  1. Informação é categorizada.

  2. A comunidade é quem controla.

  3. É grátis.

  4. Aberta para internacionalização, contextualização e localização.

  5. Já está em português.

Os pontos que necessitam melhorar:

  1. Navegação um pouco difícil de usar e em alguns sentidos sem real enfoque no usuário.

  2. Confusão entre ferramentas de edição e de pesquisa. Coloca à disposição de desenvolvedor e usuário as mesmas ferramentas e layout; o que pode acabar intimidando o usuário comum com elementos de interface de usuário desnecessários.

  3. A caixa de busca vem escondida abaixo de vários links quando poderia vir mais claramente acima de tudo, pois sendo uma ferramenta de pesquisa deveria assumir que muitos usuários virão para pesquisar e não apenas para adicionar verbetes de pesquisa.

  4. Ninguém realmente pode prever se as informações são verossímeis e já houve casos em que informação falsa foi adicionada gerando disputas legais.


3.5Blogs


Os blogs (junção das palavras web log, ou diário web) são um dos poucos recursos encontrados na internet que como os fóruns de debate e lista de discussões adicionaram um verdadeiro elemento democrático à web.

Entretanto há de se cuidar que estes não venham contaminados com um portunglês fruto de má adaptação do software ao nosso contexto lingüístico (veja a quantidade de blogs que usam termos como post, comment, update, etc...).



3.6Google Adsense e anúncios afiliados em geral


Adsense é um sistema de links patrocinados de Google que os donos de sites podem exibir em suas páginas em troca de alguns centavos de dólar por cada clique produzido. Também conhecido como o grande bico virtual.

Entretanto, onde Google enquanto uma companhia Web 2.0 resolveu o problema dos pop-ups acabou criando indiretamente uma série de outros problemas com seu Adsense, sendo que o mesmo se aplica aos anúncios de MSN e Yahoo. Hoje é prática comum entre muitos desenvolvedores e donos de sites, colocar o Adsense no meio do texto ou logo após um ou dois parágrafos. Em outros sites se o Adsense não está no meio do texto, ele aparece ao lado, mas todo em inglês. Todas estas variações advogadas pelos gurus do Adsense como a melhor maneira de tirar o máximo do esquema são um verdadeiro estupro à usabilidade e acabam diminuindo a confiança do leitor em explorar conteúdo por trás de um link.

Além destes problemas, hoje é comum encontrar sites que não são nada mais que árvores de natal decoradas com anúncios, sem conteúdo ou com conteúdo completamente artificial e errôneo.  

4.Desenvolvimento

Começaram a desenvolver softwares que são usados pela Internet e vendidos não em pacotes, mas como serviços, pagos mensalmente como uma conta de água. Além disso, mudou-se a forma de fazer softwares. Para que tudo funcionasse bem na Internet, foi necessário a união de várias tecnologias (como AJAX) que tornassem a experiência do usuário mais rica, com interfaces rápidas e muito fáceis de usar. Definiu-se então que quanto mais simples e modular a programação, melhor. Assim é fácil tirar ou acrescentar uma funcionalidade ou compartilhar uma parte do seu software com outro software. Os módulos podem ser reutilizados em diversos softwares ou compartilhados para serem usados por programas de terceiros. Metodologias e conceitos como o Getting Real e Agile têm-se popularizado entre as empresas que desenvolvem aplicativos ditos "Web 2.0". Segundo estes princípios, os softwares são desenvolvidos de modo que fiquem melhores quanto mais são usados, pois os usuários podem ajudar a torná-lo melhor. Por exemplo, quando um usuário avalia uma notícia, ele ajuda o software, a saber, qual notícia é a melhor. Da mesma maneira, quando um usuário organiza uma informação através de marcações, ele ajuda o software a entregar informações cada vez mais organizadas.


4.1Ferramentas


As principais ferramentas usadas hoje para a WEB 2.0 estão relacionadas com o uso de Javascript. A maior parte delas está voltada para o tratamento dos conteúdos XML ou JSON retornados pelo servidor WEB. Entre essas ferramentes temos o DWR, o DOJO e o SCRIPT.ACU.LO.US (Prototype).

Tecnologias


São as tecnologias HTML semântica, otimização para buscadores (MOB), serviços da web (web services), SRS (RSS).

4.2HTML Semântica.


A HTML semântica é o código de marcação HTML que identifica a hierarquia do conteúdo dentro do documento, ou seja, o que é um parágrafo, um cabeçalho, qual texto vem em negrito, os elementos de uma lista, etc…

A aplicação e uso da HTML semântica foram criados pelo W3C e como tal servem a um propósito que beneficia usuários em qualquer País e camada social, ajudando na categorização da informação e sendo a base de um código mais compatível com serviços da web e XML. Outros benefícios são sentidos na encontrabilidade dos conteúdos on-line nos buscadores.


4.3Otimização para buscadores (encontrabilidade, MOB)


Encontrabilidade é a parte do web design que cuida do posicionamento de páginas web em pesquisas feitas em um motor de buscas. Esta área é comumente chamada de marketing e otimização para buscadores (MOB), considerada um dos temas mais quentes do momento, gerando bilhões de dólares como uma indústria dentro da indústria da web no mundo inteiro.

Posicionar conteúdos para que possam ser encontrados nas primeiras páginas de resultados dos motores de busca virou prioridade número um de toda empresa que se preze nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Entretanto, fora do mundo anglófono, a qualidade inferior de resultados servidos nos coloca em desvantagem. Aqui, os buscadores do estabelecimento MS-Yahoogle inventaram até três opções de língua e país e os resultados automáticos não são na nossa língua até o usuário selecionar a opção.

A área hoje sofre com um considerável número de profissionais autodenominados especialistas em otimização para buscadores sem nenhum preparo ou conhecimento de usabilidade, acessibilidade ou mínimo interesse pelos padrões web. Junte-se a estes fatos a especulação criada por este mercado no exterior e se entenderá porque em seus poucos anos de existência MOB começou a ser tema de comentários negativos na mídia tradicional.


4.4Serviços da web (Web services)


Hoje, grandes companhias on-line agregam uma enormidade de dados que através de XML podem ser extraídos dos seus bancos de dados e rearrumados em diferentes meios, dispositivos e estilos, criando serviços auxiliares. Os exemplos mais antigos deste tipo de serviço são os teleimpressos de notícias que muitos designers utilizavam para criar a sensação de um site atualizado ao minuto com notícias fornecidas por um outro site de notícias.

Um exemplo mais moderno de um serviço da web é o serviço de inclusão paga do Overture. Ao se cadastrar neste serviço, aos usuários são oferecidos a oportunidade de escolherem as palavras-chaves que querem anunciar. Se por exemplo você entrar a palavra "sapatos", Overture solicitará Yahoo todas as palavras-chaves relacionadas a "sapatos" que foram buscadas por usuários reais do Yahoo Brasil.

Estes são, na verdade, dados que estão armazenados em algum lugar do banco de dados de Yahoo, mas que graças ao uso de XML são servidos na página do Overture para demonstrar as palavras-chaves mais populares e quantas pessoas às buscou.

Através de serviços da web, desenvolvedores poderiam manipular serviços já existentes como Submarino e criar lojas especializadas em um determinado produto e região geográfica com aparência visual própria bastasse apenas que empresas como Submarino criassem e liberassem a sua IPA, interface para programação de aplicativos, para que desenvolvedores fora da companhia pudessem criar suas próprias variações.


4.5SRS (RSS)


A SRS ou sindicância realmente simples (RSS) é uma tecnologia XML baseada no conceito de serviços da web e fornecimento de informação em demanda.

Funciona como um serviço que avisa ao usuário quando as informações acerca de um determinado assunto ou novos conteúdos de um site aparecem pela web, mas principalmente como meio de agregar as informações vindas de sites no momento em que são postas no ar.

Com a SRS (RSS) o usuário não precisa mais ir visitar o seu site favorito para saber se ocorreram atualizações. As atualizações são comunicadas ao usuário.

Já existem softwares em desenvolvimento e usos que incorporam este serviço na funcionalidade de adição aos favoritos dos navegadores, o que definitivamente é muito mais usável que solicitar que o usuário comum baixe um programa específico.

Entretanto a SRS (RSS) continua um exemplo de uma grande idéia completamente avacalhada por falta de sensibilidade, usabilidade e contato do desenvolvedor de conteúdos com o seu público-alvo. De que vale colocar um botão laranja com o nome RSS ou XML no seu site quando o usuário comum provavelmente irá clicar e acabar sendo direcionado para uma página mostrando o código fonte do XML?

A SRS (RSS) não é algo que fizemos um esforço inteligente para tornar usável ainda. O software cliente da maioria destes leitores está em Inglês e quanto mais variedade de banners de agregadores em uma página, mais confusa a coisa fica.



5.Padronização


O conhecimento dos Webstandards ou Padrões Web permite a implementação de layout em HTML muito mais fácil e rapidamente. A separação dos códigos que definem a apresentação (CSS), o conteúdo (HTML) e o comportamento (DOM) oferecem as seguintes vantagens:

  • manutenção mais fácil.

  • tamanho do arquivo menor (economia de banda e velocidade no carregamento).

  • maior acessibilidade para o usuário.

  • compatibilidade com diferentes navegadores.

Ao invés de recomeçar do zero para aprender essa nova forma de codificação, é possível uma transição suave. O código vai aos poucos ficando mais limpo e bem escrito, até chegar ao webstandards ideal.

6.Tendências


A Web 2.0 propõe uma experiência de uso semelhante à de aplicativos para desktop, freqüentemente fazendo uso de uma combinação de tecnologias surgidas no final da década de 1990, que incluem Web services APIs (1998), AJAX (1998), Web syndication (1997), entre outras. Estas tecnologias aumentaram a velocidade e a facilidade de uso de aplicativos Web, sendo responsáveis por um aumento significativo no conteúdo (colaborativo ou meramente expositivo) existente na Internet. Estas também permitiram que usuários comuns, que até então não possuíam conhecimentos necessários para publicar conteúdo na Internet - pela ausência de ferramentas de uso simplificado - publicassem e consumissem informação de forma rápida e constante. Notadamente têm-se os blogs e wikis como expoentes desta massificação. Permitiu ainda o desenvolvimento de interfaces ricas, completas e funcionais, sendo que alguns aplicativos Web, ainda em versão beta, são considerados por muitos como "desktops on-line", proporcionando ao usuário um ambiente de trabalho inteiramente baseado na WWW, acessível de qualquer computador com conexão à Internet.

De forma particular, o AJAX permite ao usuário não esperar que uma página Web se recarregue ou que o processo seja terminado para continuar usando o software. Cada informação é processada separadamente, de forma assíncrona, de forma que não é mais necessário recarregar a página a cada clique.


7.Projetos


Como não poderia deixar de ser, o movimento tem atraído a atenção de investidores de capital de risco, dispostos a apostar em boas idéias que tenham visibilidade significativa na rede. A web 2.0 é mais que um emaranhado de projetos idealizados por empreendedores jovens e idealistas. Ela quer ser também um modelo de negócios rentável. 

Alguns anos após a Bolha da Internet, quando muito dinheiro foi desperdiçado em empresas mirabolantes, o que hoje se vê é um rigor muito maior imposto aos novos projetos de Internet, no sentido de provarem que apresentam conceitos econômicos bem fundamentados, diferenciais e potenciais de crescimento. Cabe, portanto, aos investidores, o papel de selecionar os negócios que são realmente promissores. Eles, com certeza, não querem repetir os erros do passado e torrar seus milhões em um projeto que não demonstre a segurança necessária. 

Mas, afinal, como ganhar dinheiro com a web 2.0? A mesma pergunta que se fazia aos idealizadores das comunidades de software livre agora é repassada aos novos empreendimentos da web 2.0. Como a imposição de uma fórmula única é sempre algo perigoso, a melhor resposta talvez seja dizer que cada empresa precisa conhecer a fundo seu negócio, em todas as suas nuances, para estabelecer um modelo que seja rentável. Atrair grandes audiências para daí buscar publicidade continua sendo uma aposta que dá resultados. A cobrança por assinaturas “premium” também é um caminho conhecido. De que modo fazer isso é o desafio que cada empresa vai ter que descobrir.

8.Conclusão

Até o momento não existe consenso sobre o que exatamente é a Web 2.0, e as definições variam de forma a incluir determinadas características/conceitos de acordo com o entendimento de cada especialista. Esta indefinição também se deve ao fato de a Web 2.0 não ser um objeto, um produto, tampouco de uma marca, apesar de existir um ou mais pedidos de patente sob o termo, mas sim de um conceito relativamente novo.

Para resolver definitivamente estas questões, alguns especialistas sugerem o uso do termo webware, relacionando estes aplicativos da Internet a verdadeiros softwares on-line.

Bibliografia

FocusNetworks, Alavanque a Web 2.0 através do SOA

Disp:http://www.focusnetworks.com.br/resultados_novidades.asp?varcPassos=NoticiaInformar¬iciaID=102

Acesso em abril/2007

UFRGS, Web 2.0.

Disponível em: http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/web2

Acesso em abril/2007

Wikipedia, Editando Web 2.0 (secção)

Disp: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Web_2.0&action=edit§ion



Acesso em abril/2007


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