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UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO

TRABALHO DE LÍNGUA PORTUGUESA

POLO: Mangaratiba

CURSO: Letras – Português/Espanhol

PERÍODO: 3º

MATÉRIA: Língua Portuguesa – Morfossintaxe I

PROFESSORA: Valéria do Nascimento Querido

ALUNAS: Édna Márcia Ferreira Laércio MAT.: 2007010174

Gláucia Basílio da Silva MAT.: 2007000020

Glauciane Soares Basílio MAT.: 2007000018
2008

A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA
A língua portuguesa é uma das cinco línguas mais faladas no mundo, cerca de 180 milhões de indivíduos utilizam-na como língua materna. É a língua nacional de Portugal (incluindo Açores e Madeira) e do Brasil, a língua oficial de vários países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe), e ainda sobrevive na Ásia (Macau e Goa) e na Oceania (Timor) como língua de grupos minoritários.

Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estado conhecido atualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento atual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.

A língua portuguesa pertence ao grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve a sua origem no latim falado, levada para a Península Ibérica por volta do século II a.C., como conseqüência das conquistas políticas do Império Romano.

Sob o ponto de vista dos acontecimentos sociais e sua repercussão, da expansão territorial e do contacto com outras línguas, a história das línguas românicas é constituída por dois momentos fundamentais: a romanização, em que as forças de unificação predominam sobre as de dispersão e a fragmentação, em que se observa o predomínio da diversificação sobre a concentração. Esses dois movimentos representam forças distintas que atuam no processo de variação e mudança lingüísticas: uma força centrípeta, da conservação, da unificação (normalmente exercida pelas instituições e mecanismos sociais de poder) e uma força centrífuga, de inovação, de diversificação (impulsionada pelas mudanças culturais, pelo uso quotidiano e pela interação com outras culturas). Na origem do português, a romanização é conseqüência da força política de Roma no processo de expansão do seu Império, e a fragmentação  realiza-se no fracionamento da România, como decorrência das invasões dos bárbaros, do seccionamento das províncias e da perda progressiva do poder romano sobre as regiões conquistadas.

O processo de fragmentação lingüística do Império Romano, responsável pela formação das diversas línguas românicas (portugueses, franceses, espanhóis, italianos e romenos) principalmente deve ser observado sob o ponto de vista lingüístico e político-social.

O latim falado nas diferentes regiões do Império Romano tinha uma realidade tão diversificada que, no século III da nossa era, a unidade lingüística do império já não  existia. Essa imensa diferenciação dialetal é uma das principais causas da transformação do latim nas línguas românicas.

Alguns fatos históricos repercutiram-se na formação da Língua Portuguesa: a conquista romana da Península Ibérica, a invasão dos bárbaros germanos, a constituição dos impérios bárbaros, como o visigótico, o domínio árabe na Península, a luta da reconquista cristã, a formação do reino de Portugal e a expansão ultramarina.

A implantação do latim na Península Ibérica constitui fator decisivo para a formação da língua portuguesa, e ocorre no século II a.C., quando as legiões de Roma, depois de longas lutas, conquistam a Hispânia (mapa da Península Ibérica no século III a.C.) e impõem a sua civilização. Com exceção dos bascos, todos os povos da Península adotaram o latim como língua e se cristianizaram. O território da Península Ibérica (século I a.C.) foi dividido, inicialmente, em duas grandes províncias, Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Esta última sofreu nova divisão em duas outras províncias, a Bética e a Lusitânia, onde se estendia uma antiga província romana, a Gallaecia.

A romanização da Península não se deu de maneira uniforme, mas pouco a pouco o latim foi-se impondo, fazendo praticamente desaparecer as línguas nativas. Os povos que habitavam a Península eram numerosos e apresentavam língua e cultura bastante diversificadas. Havia duas camadas de população muito diferenciadas: a mais antiga - Ibérica - e outra mais recente - os Celtas, que tinham os seus centro de expansão nas Gálias. Muito pouco se conservou das línguas pré-romanas. Há resquícios apenas na área do vocabulário.

Os três séculos passados, entre a chegada dos bárbaros e a dos árabes à Península, não deixaram documentos lingüísticos. No entanto, é certo que o latim se transformava. Somente no século IX surge um romanço peculiar, do qual se teria constituído a língua portuguesa, em decorrência da separação do condado portucalense dos reinos de Leão e Castela.


É assim que, dos falares ibéricos ocidentais, sairá o galego-português – cujos primeiros textos escritos aparecerão no século XIII – unidade lingüística que conserva certa homogeneidade até início do século XIV.
Com a evolução dos dialetos românicos, definem-se três grupos lingüísticos, no século XII: o galego-português, o catalão e o castelhano. Quando Portugal se separou da Galiza, falava-se galego-português em toda a região da Galiza e da jovem nação portuguesa. O português originou-se, assim, do galego-português medieval, que foi levado ao sul pela Reconquista.

No início do século XIII, surgem os primeiros textos redigidos em galego-português, empregado, em toda a Península Ibérica, como veículo das cantigas trovadorescas que ali floresceram e também em forma de prosa, em documentos. Com a independência de Portugal, fatores políticos, econômicos e sociais determinaram a quebra da relativa unidade lingüística galego-portuguesa. Já separado do galego por uma fronteira política, o português, bastante diferenciado dos outros falares da região, seguiu o seu curso, tornando-se a língua de Portugal, cuja capital é Lisboa. É então que tem início a fase histórica do português, com a constituição da nova nacionalidade.

Na segunda metade do século XIII, Portugal firmou definitivamente o seu território, com a conquista do Algarve aos mouros. Por esta época, a língua portuguesa já apresentava uma língua literária, em face do catalão e do castelhano. Era a língua poética, segundo Mattoso Câmara, "um tanto convencional, cheia de galeguismos e mesmo provençalismos. Não representa fielmente a língua comum que realmente vigorava no território português. É a essa língua poética que cabe a denominação de galego-português."

É na base da língua escrita que se costuma considerar, para o português, o período arcaico (até o século XV), marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende em 1516 e o período moderno (do século XVI até ao presente) que teve um aumento do número de palavras originárias do latim clássico e do grego, emprestadas ao português durante a Renascença, aumentando a complexidade da língua.

Dentro deste, os séculos XVI e XVII constituem o período clássico, os posteriores, o pós-clássico. E, como acrescenta Mattoso Câmara, "Mesmo, entretanto, do ponto de vista do português oral comum, ou língua nacional em sentido amplo, há diferenças gramaticais nítidas entre os séculos XVI e XVII, de um lado, e, de outro lado, os séculos subseqüentes."

Foram os termos populares que deram feição ao léxico português, quer na sua estrutura fonológica, quer na sua estrutura morfológica. Mesmo no caso de empréstimos de outras línguas, foi o padrão popular que determinou essas estruturas.

O vocabulário fundamental do português – compreendendo nomes de parentesco, de animais, partes do corpo e verbos muito usuais – é formado, sobretudo, de palavras latinas, de base hereditária. Esse fundo românico usado na conversação diária constitui, assim, a grande camada na formação do léxico português.

Dentro da contribuição pré-românica (camada do substrato), destacam-se vocábulos de origem ibérica (abóbora, barro, bezerro, cama, garra, louça, manteiga, sapo, seara); céltica (bico, cabana, caminho, camisa, cerveja, gato, légua, peça, touca); grega (farol, guitarra, microscópio, telefone, telepatia); fenícia (apenas saco, mapa, malha e mata - não havendo muita clareza quanto à sua origem).

A contribuição pós-românica (camada do superstrato), que compreende palavras de origem germânica, relacionadas ao modo de vida de seu povo e à arte militar, ocorre no século V, época das invasões. São exemplos nomes como Rodrigo, Godofredo, guerra, elmo, trégua, arauto e verbos como esgrimir, brandir, roubar, escarnecer.

Apesar de não impor religião e língua, ao conquistarem a Península Ibérica, os árabes deixaram marcas no nosso léxico. Como camada do adstrato, as palavras de origem árabe corrente em português referem-se a nomes de plantas, de alimentos, de ofícios, de instrumentos musicais e agrícolas: alface, algodão, álcool, xarope, almôndega, alfaiate, alaúde, alicate.

Quanto aos empréstimos culturais, ou seja, os que decorrem de intercâmbio cultural, há no léxico português influências diversas de acordo com as épocas.

Na época medieval, a poesia trovadoresca provençal influenciou os primeiros textos literários portugueses. Porém, muitos vocábulos provençais, correntes nas cantigas dos trovadores medievais, não se incorporaram à nossa língua. São exemplos de empréstimos provençais: balada, estandarte, refrão, jogral, trovador, vassalo...

Do século XV ao século XVIII, muitos escritores portugueses, entre eles os poetas do Cancioneiro Geral, Gil Vicente, Camões, escreviam em castelhano e português, o que se explica pelas relações literárias, políticas e comerciais entre as duas nações ibéricas. Como contribuição de empréstimos espanhóis para o léxico português, temos, entre muitas outras palavras como bolero, castanhola, caudilho, gado, moreno, galã, pandeiro...

O latim corrente já havia contribuído para a base do léxico português, mas foi durante o Renascimento, época em que se valorizou a cultura da Antiguidade, que as obras de escritores romanos serviram de fonte para muitos empréstimos eruditos. Por essa via, desenvolveu-se um processo de derivar palavras do latim literário, em vez de se partir do termo popular português correspondente (daí uma série de adjetivos com radical distinto do respectivo substantivo: ocular/olho, digital/dedo, capilar/cabelo, áureo/ouro, pluvial/chuva). Esse processo é responsável pela coexistência de raízes distintas para termos do mesmo campo semântico.

Houve, também a substituição de muitos termos populares por termos eruditos (palácio/paaço, louvar/loar, formoso/fremoso, silêncio/seenço, joelho/geolho ).

A expansão portuguesa na Ásia e na África foi mais uma fonte de empréstimos. São de origem asiática: azul, bambu, berinjela, chá, jangada, leque, laranja, tafetá, tulipa, turbante... São de origem africana: angu, batuque, berimbau, cachimbo, engambelar, marimbondo, moleque, quitanda, quitute, samba, senzala, vatapá...

Em virtude de relações políticas, culturais, comerciais com outros países, é natural que o léxico português tenha recebido (e continue a receber) empréstimos de outras línguas modernas. Assim, incorporaram-se ao nosso léxico, palavras provenientes do francês (chefe, hotel, jardim, paisagem, vitral, vitrina); do inglês (futebol, bife, córner, pudim, repórter, sanduíche, piquenique); do italiano (adágio, alegro, andante, confete, gazeta, macarrão, talharim, piano, mortadela, serenata, salame); do alemão (valsa, manequim, vermute). Nos tempos atuais, o inglês tem servido de fonte de inúmeros empréstimos, sobretudo nas áreas técnicas, o que demonstra a estreita ligação que o processo de mudança lingüística tem com a história sócio-político-cultural de um povo.

Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.



Houve épocas em que a língua portuguesa fora muito perfeita, pois ela é originária da língua mais perfeita que existiu no mundo. A língua portuguesa era uma língua fonética alfabética; ou seja, se escrevia conforme se pronunciava, a partir dos valores das letras do alfabeto.

Tomemos a título de exemplo a antiga palavra: "Iziste", não havia variação fonética da letra "Z"; mas a mesma palavra como se escreve hoje em dia "Existe", em que o "Z" fora trocado pelo "X", o qual varia de som fonético constantemente desde o valor "Ch" como em "Xeque"; com o valor "Cs" como em "Sexual "; com o valor "Ç" como em "Próximo"; com o valor "Z" como em "Exame", etc. etc.. Tal mudança não aconteceu com a palavra nativa de "Iziste", pelo contrário os lingüistas adotaram a influência do latim romano da palavra similar "Exister" para a nova ortografia portuguesa; assim como tantas outras palavras afim de alterar a verdadeira língua nativa de Portugal.


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