Universidade de marília



Baixar 126.31 Kb.
Encontro19.07.2016
Tamanho126.31 Kb.




UNIVERSIDADE DE MARÍLIA
A P O S T I L A " R E S U M O "
S I S T E M A S D E E S G O T O S SAN IT Á R I O S
MARÍLIA-SP AGOSTO/2005
As notas de aula aqui apresentadas, tem como fundamento colocar, todo o programa e algumas questões sobre o assunto ( SISTEMAS DE ESGOTOS SANITÁRIOS ), para que sejam discutidas e acompanhadas pelos alunos dos cursos de Engenharia, com mais objetividade, produtividade e simplicidade.
PROF. MSc. MÁRCIO FERNANDO LUNARDELLI


LÍQUIDOS A ESGOTAR




1   Classificação
Água residuária ou " esgoto "   o líquido conduzido pelas canalizações de esgotamento das comunidades é simplesmente água suja ; e a medida que a tecnologia de saneamento evolui surgem novas técnicas de depuração de águas servidas.

De acordo com a origem , o esgoto pode ser :



  • sanitário , comum ou doméstico, proveniente das atividades domésticas ( aparelhos sanitários , cozinhas , lavação de roupas , etc ) ;







  • Pluvial, decorrente da coleta da precipitação atmosférica e da lavação das ruas .



2   Composição
Embora o esgoto doméstico seja constituído de elevada porcentagem de água 99,9% ( a atividade de uma pessoa gera cerca de 1,5 l/dia e menos de 100 g de matéria seca ) , a parcela mínima de impurezas adicionadas confere lhe características bastante acentuadas que sofrem variações na origem ou decorrentes das alterações que ocorrem com o passar do tempo.

3 - Características Bacteriológicas
Exemplo clássico que pode ser citado é o do chamado coliformes ( colibacilos ) usado universalmente como indicador de poluição de origem fecal ( uma pessoa elimina em média por dia cerca de 300 bilhões de cloriformes ) , e que não apresenta patogenidade ao homem .

QUANTIDADES DE LIQUIDOS A ESGOTAR



1   Introdução
O projeto de um sistema de esgoto sanitário depende fundamentalmente dos volumes líquidos que serão recebidos na rede de esgoto ao longo do tempo . Esses volumes , crescentes no tempo , à medida que a cidade se desenvolve, aumentando a sua população e progredindo industrialmente , afetam o dimensionamento de todos os componentes do sistema .

As dimensões ótimas das obras de esgoto são fixadas após o estudo de numerosas questões, a saber :



  • período para o qual se projetam as obras ;

  • etapa de construção ;

  • população no fim do plano ;

  • estimativas das vazões ;

  • recursos disponíveis .


2   Período De Projeto
O período durante o qual será considerada a projeção populacional , isto é , o período de utilização da obra a ser projetada , é denominada Período de Projeto. A escolha do período de projeto depende de uma série de fatores , alguns dos quais independentes . Destes , os mais importantes são: as tendências de crescimento da população e das necessidades urbanas , com especial atenção ao desenvolvimento das necessidades comerciais e industriais; a vida útil das estruturas e dos equipamentos , tendo se em conta a sua obsolência , a sua durabilidade , a sua utilização e o seu desgaste ; as facilidades ou dificuldades que se apresentam para a ampliação das obras e instalações; o comportamento das obras durante os anos iniciais , quando as vazões são inferiores às de dimensionamento ; a disponibilidade de recursos ou créditos para financiamento ; condições para taxa de juros e prazos de pagamento dos empréstimos ; condições de inflação : variação do valor da moeda durante o período de amortização do empréstimo ; os recursos econômico da população a ser beneficiada .
São comumente sugeridos para as obras de esgoto os seguintes períodos de projeto :

  canalizações de pequeno diâmetro , canalizações secundárias : para a população de saturação da área de esgotamento correspondente ;

  canalizações principais , emissários , interceptores, obras de lançamento final : 40 a 50 anos ;
Estações depuradoras:
a ) cidades com crescimento rápido ou taxa de juros elevada : 10 a 15 anos.
b ) cidades com crescimento lento ou taxa de juros baixa : 20 a 25 anos .
No Brasil , os períodos de projeto para sistemas de esgoto raramente ultrapassam 30 anos , sendo comumente utilizado o período de 20 anos .
3   Etapas De Construção
A fixação das etapas de construção depende da vida útil das diversas partes do sistema , da maior ou menor facilidade de ampliação , e do desenvolvimento da cidade .

A rede de esgotos é estabelecida em função dos recursos disponíveis e da dificuldade de financiamento , e quando a ocupação da área permitir funcionamento eficiente dos coletores .



Emissários , interceptores e obras de lançamento , devido ao seu maior custo e à dificuldade de execução , são construídos com ampla previsão .

As estações elevatórias poderão ter inicialmente construídos edifício e demais estruturas , e os equipamentos instalados conforme a vazão for crescendo . Assim, por exemplo , os conjuntos moto bombas e seu equipamento adicional podem ser dimensionados para a metade da vazão de projeto , instalando se dois no início do plano e um terceiro quando se tornar necessário . Em estações elevatórias de grande capacidade com vários conjuntos moto bombas , alguns são instalados inicialmente , e os restantes a medida em que a população contribuinte for aumentando .



As Estações Depuradoras podem ser executadas em duas ou mesmo em três etapas , podendo o plano prever no tempo , a construção de unidades que elevem o grau de tratamento ( primário ou secundário ) , como também de grupos de unidades para manter desde o início um grau de tratamento pré fixado .

Os projetos devem incluir estudo das etapas de construção de cada um dos órgãos construtivos dos sistemas de esgotos ( rede coletora , estações elevatórias , interceptores , emissários depuradores , lançamentos , etc ).


4   Previsão Da População
A determinação das vazões de contribuição dos esgotos domésticos depende fundamentalmente :


  • da população e de sua distribuição;

  • da variação do consumo de água ;

  • da quota " per capita " do abastecimento de água;

Relativamente à população de projeto , dois são os problemas que apresentam grande importância :


a ) a previsão da população ;

b ) a distribuição dessa população pela área da cidade;


A estimativa da população futura é um fator de suma importância nos projetos de abastecimento de água ou de sistemas coletores de esgotos domésticos, pois dela depende a satisfatória utilização da obra dentro de um período preestabelecido, assim como a viabilidade econômico financeira do empreendimento. É entretanto uma estimativa muito difícil de ser realizada porque depende de uma série de causas relacionadas a fatores muito diversificados , muitas vezes imprevisíveis ou imponderáveis .

O fenômeno é evidentemente social, o que leva muitas vezes o técnico vinculado unicamente a projeções matemáticas, aos inevitáveis enganos de interpretação de resultados .

As determinações analíticas são bastante úteis e representativas , unicamente quando coadjuvada pelas características e tendências de evolução observadas na comunidade .

Há uma grande variedade de métodos utilizados para projeção da população de uma comunidade . Nos estudos referentes a sistemas coletores de esgotos, esses métodos devem ser aplicados nas diferentes áreas das cidades , delimitada segundo suas condições de ocupação.


Os métodos mais utilizados podem ser classificados em dois grandes grupos : Método Empírico ou Histórico e Métodos Analíticos .

Os Métodos Empíricos ou Históricos baseiam se na interpretação das séries históricas ocorridas na evolução das comunidades , e sua extrapolação para períodos futuros , através de processos empíricos . Dependendo da capacidade do projetista de observar as tendências políticas e sócio econômicas , e as características de evolução pregressa de uma comunidade , poderão ser induzidas estimativas de população futura com precisão bastante razoável .

Entre os métodos empíricos podem ser citados o método da extrapolação ou de prolongação manual e o método comparativo .
Nos Métodos Analíticos , a projeção da população é realizada através de curvas cujas funções matemáticas são bem definidas , e cujos parâmetros são determinados através de dados censitários de períodos anteriores da comunidade em estudo. Entre os métodos analíticos conhecidos destacam se os seguintes :
Crescimento geométrico, Crescimento Aritmético e Crescimento segundo a curva logística.

Além desses métodos está sendo generalizado o emprego dos métodos de regressão que adaptam os dados censitários disponíveis a funções analíticas hiperbólicas ou parabólicas .


5   Densidade Demográfica
Além do conhecimento da população futura para o projeto de um sistema de esgotos de uma cidade, é necessário saber se qual a possível distribuição da população. A intensidade de ocupação de uma área urbana é expressa pela densidade demográfica . O quadro seguinte apresenta valores encontrados com frequência :


  • Áreas periféricas , casa isoladas, lotes grandes  -------25 a 50 hab/ha

  • Casas isoladas ,lotes médio e pequenos          -------50 a 75 hab/ha

  • Casas geminadas , predominando 1 pavimento    -  - 75 a 100 hab/ha

  • Casas geminadas , predominando 2 pavimento   - -- 100 a 150 hab/ha

  • Prédios de apartamento , pequenos               --- --150 a 250 hab/ha

  • Prédio de apartamento , altos                  ------- -250 a 750 hab/ha

  • Áreas comerciais                                 ----------50 a 100 hab/ha

  • Áreas industriais                             ------------   25 a 50 hab/ha

  • Densidade global media                           -------50 a 150 hab/ha

6   Contribuições " Per Capita "
A contribuição de esgotos depende normalmente de abastecimento de água , os prédios são abastecidos pela rede pública de distribuição de água através das tubulações prediais .

Baseiam se na quota " per capita " de abastecimento de água .


Faixa de valores recomendados : 150 a 300 l/hab.dia
Valores mais comuns : 150 a 200 l/hab.dia
Valor mínimo : 100 l/hab.dia .

7   Relação ESGOTO / ÁGUA ( COEF. DE RETORNO : C = E / A )
Faixa de variação : 0,70 a 1,30
a ) C < 1,00 : parcelas a deduzir : rega de jardins e quintais ,lavação de carros, calçadas, etc... , alimentação de caldeiras, processos industriais, suprimentos de veículos, ônibus, aviões, trens água para combate a incêndios, perdas na rede de água .
b ) C > 1,00 : parcelas a acrescentar : industrias com abastecimento próprio (coca – cola, etc... ); instalações particulares de abastecimento próprio; ligações inadequadas de águas pluviais .
Valores de C adotados no Brasil :
0,75 C 0,85

8   Vazões De Infiltrações
Intervalos adotados no Brasil:
a ) por extensão de rede coletora:
qI = 0,0002 l/s.m a 0,0008 l/sm
valores médios: qI= 0,0005 l/sm
b ) por unidade de área esgotada
qi = 0,05 l/s.ha a 0,12 l/sha
valor médio : qi = 0,085 l/s.há

9   Variações De Vazões
a ) Coeficiente de Variação Diária : relação entre a vazão do dia de maior contribuição e a vazão média anual :

K1 = 1,20 a 1,60
b ) Coeficiente de Variação Horária: relação entre a vazão máxima horária e a vazão média anual :

K2= 1,50
c ) Coeficiente de Vazão Mínima : relação entre a vazão mínima de contribuição e a vazão média anual :

K3 = 0,50

10   Taxas Para Cálculo De Redes Coletoras

qe = C P q k1k2 = 1 l/sm

86400 . L
ou
qe = C p A q k1 k2 = 2

86400 . L


ou
qe = C p q k1k2 = 3 l/s.ha

86400
ou


qe = C P q k1k2 = 4

86400 . A

qt = qe + qi qt = qT l

Onde l = extenso m / dia de rede por unidade de  Área m/há




EXERCÍCIO
01 ) A população de projeto de uma cidade é de 72000 habitantes . O traçado da rede coletora de esgotos domésticos atinge uma extensão total de 94440 metros. Determinar a vazão de contribuição , em l/s.m.

Parâmetros adotados :



  • consumo per capita de água : q= 200 l/hab.dia

  • coefic. Do dia de maior contribuição : k1 = 1,20

  • coefic. Da hora de maior contribuição : k2 = 1,50

  • coefic. De retorno : C = 85%

  • vazão de infiltração nos coletores :qI=0,6 l/s.km


02 ) Determinar a vazão de contribuição, expressa em l/s.há em uma cidade onde a distribuição de população é de 110 hab/há. Sabe se que, em média, na área a esgotar existem 180 metros de ruas por hectare.

Parâmetros adotados :



  • consumo per capita de água : q = 220 l/dia

  • coefic. Do dia de maior contribuição : k1 = 1,15

  • coefic. Da hora de maior contribuição : k2 = 1,60

  • coefic. De retorno : C = 80%

  • vazão de infiltração nos coletores: qI = 0,0004 l/skm


HIDRAULICA DAS REDES DE ESGOTOS



1   INTRODUÇÃO
Os esgotos domésticos são constituídos por um líquido contendo cerca de 99,9% e 0,1% de substâncias minerais e orgânicas em dissolução e em suspensão .

O teor desses materiais faz com que as águas residuárias tenham um peso específico ligeiramente superior ao da água , ou seja , 1001 Kg/m3. Esta pequena diferença permite a aplicação ao escoamento do esgoto das mesmas leis hidráulicas e principios que presidem o movimento da água nos condutos forçados .


2   ESCOAMENTO DE ESGOTOS
Os condutos coletores de esgotos domésticos são condutos livres que recebem os coletores prediais ao longo do seu traçado . Cada coletor predial lança o seu efluente à medida em que no interior do prédio os aparelhos sanitários vão recebendo os despejos correspondentes às águas utilizadas para os diversos fins O escoamento neste conduto é extremamente irregular , no só quanto às vazões como aos intervalos de tempo de funcionamento ao longo do dia .

O escoamento nos coletores de esgotos nos trechos iniciais também é bastante irregular , mas , a medida que se consideram trechos cada vez mais à jusante , ele se vai tornando contínuo e regular , podendo mesmo ser considerado constante, em cada seção , para limitados intervalos de tempo .


Em uma seção ao longo do tempo , a vazão é bastante variável . Nestas condições o regime de escoamento é em realidade variado . A necessidade de determinar a dimensão do conduto faz com que , estudada a variação das vazões ao longo do tempo , se escolhem os valores máximos , para possibilitar a segurança do sistema .

As canalizações de esgotos são calculadas como condutos livres , com exceção dos sifões invertidos e das canalizações de recalque que escoam como condutos forçados .

As vazões de dimensionamento consideram situações que devem ocorrer no fim do plano de desenvolvimento da rede de esgotos que ora se projeta .
3   LÂMINAS LÍQUIDAS
Como condutos livres, os coletores de esgoto são calculados para funcionarem à meia seção escoando a vazão máxima ( dia e hora de maior contribuição ) do fim do plano. Outros condutos de maior importância são usualmente calculados com lâminas líquidas maiores . Assim , os interceptores poderão atingir 2/3 do diâmetro do conduto ; e os emissários 3/4 do diâmetro .
4   LEIS GERAIS
O escoamento do esgoto em um conduto é admitido em regime permanente e uniforme, sendo desprezadas , no cálculo , em cada trecho de conduto , as variações de vazão devido à contribuição líquida recebida ao longo dele .O escoamento permanente uniforme satisfaz a duas equações gerais :


  • Equação de Bernoulli

  Equação da Continuidade


EXERCÍCIOS
01 ) Um coletor de esgotos domésticos foi projetado em concreto para escoar a vazão de projeto de 24,30 l/s no final do período de projeto, com a declividade de 9 m/km.

Determinar o seu diâmetro mínimo necessário, e verificar qual a altura de lâmina d'água e a velocidade correspondente a essa vazão.




2 ) Um interceptor, projetado em tubos de concreto, deve escoar vazão de 150 l/s sob uma declividade de 0,3 %. Determinar o menor diâmetro comercial necessário, a altura de lâmina líquida e a velocidade correspondente.

3 ) Um emissário foi projetado em tubos de concreto e deverá escoar a vazão de 235 l/s no final do período de projeto. Sendo a declividade de 4,5 m/km, determinar as condições de funcionamento no fim do plano. Verificar também as condições de funcionamento no início do plano, para a vazão média de 78 l/s.


CONDICOES TECNICAS A SEREM SATISFEITAS PELOS COLETORES
1   GENERALIDADES
Neste capítulo serão evidenciadas as diversas características técnicas, relacionadas com o projeto e a construção de canalizações de esgotos .Estas características , em maior ou menor grau apresentam grande importância sob o ponto de vista econômico . Serão tomados em consideração :
  diâmetro mínimo

  vazões


  profundidades econômicas

  tubos de queda


2   DIÂMETRO MÍNIMO
O diâmetro mínimo das canalizações de esgoto dependem das condições locais . No Brasil , o menor diâmetro adotado para canalizações onde escoam líquidos contendo materia fecal ( contribuição de bacias sanitárias ) é fixado em 100 mm pela NB 19   Norama Brasileira de Instalações Prediais de Esgoto Sanitário, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Estas normas fixa em 100 mm o diâmetro mínimo dos coletores prediais condutos que recebem todo o efluente dos esgotos dos edifícios , e que são ligados à rede pública de coletores.

No caso de rede de esgotos das cidades , os diâmetros mínimos estarão também na dependência dos consumos de água específicos dos habitantes .

Para a maioria dos casos , o diâmetro mínimo igual a 150 mm é suficiente. Entretanto, onde a cota " per capita " do consumo de água for elevada recomenda se 200 mm (área metropolitana).


3   VAZÕES
Para o projeto dos sistemas de esgotos domésticos é necessário o conhecimento dos valores de vazão extremos e médios para os diversos componentes do sistema :
  vazão média anual ;

  vazão no dia de maior contribuição ;

  vazão máxima no dia e hora de maior contribuição ;

  vazão mínima anual .


Os diversos órgãos constitutivos do sistema de esgotos, para o seu dimensionamento , requerem o conhecimento das seguintes vazões :
a ) Rede Coletora

  dimensionamento : vazão máxima no dia e hora de maior contribuição , população P , para o alcance do projeto ( população de saturação para as canalizações secundárias );


  Verificação : condições iniciais;
b ) Interceptores e Emissários
  dimensionamento : vazão máxima no dia e hora de maior contribuição ; população P , se possível , para um alcance superior do projeto da rede de esgotos (coletores troco ou principais ) ;

  Verificação : vazão média e vazão mínima anual no início do plano.


c ) Sifões Invertidos
  dimensionamento dos casos mais complexos ( grandes vazões ) ; vazões máxima no dia e hora de maior contribuição , média e mínima anual.
d ) Estações Elevatórias
  condutos e equipamentos de recalque

  dimensionamento :vazão no dia e hora de maior contribuição ;

  Verificação : de funcionamento do equipamento de recalque dimensionamento do poço de coleta ( vazão máxima no dia e hora de maior contribuição e vazão mínima anual ).
e ) Estações Depuradoras

  dimensionamento : vazão no dia e hora de maior contribuição , vazão média e vazão anual ;

  Verificação : da eficiência e detenção .

EXERCÍCIOS
01 ) Em uma cidade, a população de projeto é de 45000 hab. A população atual corresponde a 40 % da população final. A extenção de ruas a ser atendidas pelo sistema é de 32,4 km. Calcular as seguintes vazões atuais e futuras a serem coletadas pelo sistema de esgotos:
Q1 : Vazão média anual

Q2 : Vazão do dia de maior contribuição

Q3 : Vazão máxima do dia e hora de maior contribuição

Q4 : Vazão mínima anual.

Adotando se: C = 0,75; q = 180 l/hab.dia; qi = 0,0004 l/s.m

k1 = 1,20; k2 = 1,60; k3 = 0,50



4   PROFUNDIDADE MÍNIMA E PROFUNDIDADE CONVENIENTE
A profundidade dos coletores esta relacionada com a possibilidade de esgotamento de comportamentos sanitários situados a uma certa distância da frente do lote e em cota inferior à da via pública .

Este valor deve ser definido e limitado pelo órgão concessionário dos serviços de esgoto da cidade.


A profundidade mínima do coletor é determinada em função dos valores indicados na figura 01 . ( Xerox )
H = h + 0,50 + 0,02 L + 0,30 + D
onde :
h = desnível entre o leito da via pública e o piso do compartimento sanitário a esgotar ;

0,50 = dimensão aproximada da caixa de inspeção ,

em metros ;



0,02 L = desnível no coletor predial de diâmetro mínimo 100 mm , na declividade mínima

correspondente a 2%.



0,30 = dimensão aproximada da curva de ligação do coletor predial ao coletor da via pública , em metros

D = diâmetro do coletor público , em metros
O limite de profundidade mínima dos coletores é estabelecido entre 1,50 m e 2,00 m sendo o primeiro valor mais comum.

Cabe observar também que este limite mínimo está relacionado à proteção da canalização contra a ação de cargas externas principalmente cargas acidentais, o valor destas últimas se atenua com a profundidade .

Estes valores mínimos são os mais convenientes. Deve se também ter em conta no projeto não ultrapassar profundidades acima de certo valor ( 4,00 m a 4,50 m ), procurando se ter valores médios em torno de 2,30 m a 2,50 m quando as condições de traçado ou de topografia impuserem profundidades inferiores aos mínimos recomendados , devem ser tomadas precauções .
5   LIMITAÇÕES ECONÔMICAS PARA PROFUNDIDADES EXCESSIVAS
A implantação de condutos em profundidades grandes pode ocorrer quando aparecem irregularidades no perfil das vias públicas em trechos que o traçado obriga a lançar o conduto com declividade contrária à via pública , em zonas muito planas, quando se quer contornar um obstáculo, para evitar recalques , etc...

A medida que aumenta a profundidade dos coletores aumenta o efeito de carga permanente representada pela terra de reposição da vala . Ao mesmo tempo , torna se mais oneroso a construção da ligação do coletor predial . A tubulação sujeita a grandes cargas permanentes requer também proteção especial ou o emprego de tubos mais resistentes .Há ainda que considerar na fase de construção o aumento do custo de obra da rede decorrente de :


  valas mais profundas requerem maior volume de escavação por metro linear ;
  para solo solto ou de pequena consistência há necessidade de escoramento , cujo custo cresce com a profundidades de escavação ;

  em solos permeáveis havendo a interferência do lençol freático a quantidade de água a esgotar aumenta com a profundidade para um tipo de solo e nível de água situado próximo a superfície do terreno .



6   TUBOS DE QUEDA
O tubo de queda permite estabelecer a ligação entre um coletor e o conduto efluente do poço de visita no caso em que as cotas de ambos tem uma diferença sensível . O tubo de queda é um recurso empregado para evitar elevadas velocidades em trechos em que o terreno tem grande declividade . Também se emprega o tubo de queda quando o dimensionamento do coletor permite uma declividade compatível com a declividade do terreno, ou menor do que ela,de forma que esse conduto chega ao poço de visita com cota superior à do coletor efluente. Há portanto ,economia de escavação de terra . Em geral , emprega se o tubo de queda se o desnível for superior a 0,75 m . O seu emprego , entretanto , deve resultar de um estudo econômico criterioso .
EXERCÍCIOS

REDE DE ESGOTOS




1   GENERALIDADES
A rede de esgoto é um conjunto de condutos ramificados com traçado que lembra , no seu funcionamento , um sistema fluvial .

O desenvolvimento dos condutos , todos escoando livremente , faz se sempre com declividade positiva partindo das extremidades , onde estão os pontos mais altos e os trechos de menores dimensões .

Os condutos de pequenas dimensões afluem para os condutos cada vez maiores até atingir os condutos principais do sistema de esgoto .

Ao longo do traçado , esses condutos , dispostos nas vias públicas vão recebendo os despejos dos prédios . O fluxo dos esgotos , a princípio irregular nas extremidades , vai se tornando contínuo e mais regular , à medida que vai atingindo condutos de maior dimensão .

O sistema compreende condutos secundários e condutos primários .

A distinção entre ambos poderia ser feita admitindo se um diâmetro limite para os condutos secundários . A partir desse valor estariam os condutos principais . Não há critério universal para fixar esse limite . Ele poderia depender do tamanho do distrito ou da cidade a esgotar , dos consumos de água específicos dos prédios e das variações desses consumos .

O conduto secundário serve a um pequeno trecho , recebendo a contribuição de despejos líquidos de pequena área . O conduto principal , tendo numerosos condutos secundários com efluentes , recebe o esgoto de áreas mais extensas .

A rede de esgoto quanto ao traçado dos condutos principais pode formar um conjunto de condutos que define um aspecto peculiar .

O traçado depende fundamentalmente de :
  sistema de esgotamento adotado ( unitário ou separador ) ;

  traçado da rede viária da cidade ;

  topografia , geologia e hidrologia da área ;

  limites legais a observar ;

  posição do lançamento final e/ou estação depuradora.
2   TRAÇADO DA REDE   LOCALIZAÇÃO DOS COLETORES
As normas e especificações para a elaboração de projetos de esgotos indicam a seguinte orientação para a localização dos coletores :
a ) o coletor de esgotos deve ser localizada ao longo dasvias públicas e equidistantes dos alinhamentos laterais das edificações ;
b ) em áreas acidentadas , o coletor será assentado, de preferência , do lado para o qual ficam os terrenos mais baixos ;
c ) a existência de estrutura ou canalizações de serviços públicos , tais como águas pluviais , distribuidores de água , adutoras , cabos elétricos, telefônicos, etc... , poderá entretanto determinar o deslocamento dos coletores de esgotos para posição mais convenientes ;
d ) para vias públicas prefenciais pavimentadas e adotadas de linhas de transportes coletivos , assim como para aquelas com largura superior a 18 m ou avenidas , deverão ser projetadas dois coletores , sendo implantado um em cada passeio lateral da rua

ou avenida ;


e ) quando existirem na mesma via pública dois coletores laterais, eles deverão ser , tanto quanto possível, independentes um do outro , evitando se ao máximo a sua interligação no sentido transversal à via pública.
3   TRAÇADO DOS COLETORES
Como princípio geral o traçado da rede de coletores de esgotos é orientado pelo traçado viário da cidade .

A primeira providência do projetista é o estudo da planta da cidade , para nela identificar os divisores de água e os fundos de vale .

Sendo o conjunto de condutos um sistema em que o escoamento é livre , os coletores terão o seu traçado a partir dos pontos altos , até os fundos de vale ( pontos baixos da área ) .

Feita esta identificação , estuda se qual a saída natural para o conduto principal de toda a área, devendo se ter uma idéia precisa do destino dos esgotos , ou seja :


  ponto de lançamento obrigatório ;
  conduto emissário , interceptor ou outro conduto que receberá contribuição de toda área ;

  localização da estação depuradora de esgotos .


Divide se a área em bacias naturais de esgotamento e em sub bacias , e estuda se a posição dos condutos principais de fundo de vale . Outrossim , tendo se em vista a econômia da obra , é conveniente que se dê aos condutos de diâmetro mínimo o melhor aproveitamento , evitando se o rápido aumento dos diâmetros com um traçado inadequado .

A topografia , sendo uma das principais norteadoras do traçado , para bem adaptar os condutos ao terreno , é conveniente indicar a declividade natural dos trechos de vias públicas por pequenas setas , indicando o sentido da decliviade positiva .



4   EXEMPLO DE TRAÇADO E DIMENSIONAMENTO
O traçado e o dimensionamento de uma rede de esgotos exigem uma planta topográfica atualizada da área a ser esgotada . Essa planta deverá estar desenhada em escala 1:2500 (1:500) e ter as curvas em nível equidistantes de 1,00 m , de preferência. Além disso, devem fazer parte dos trabalhos topográficos o nivelamento dos pontos onde serão localizados os poços de visita ( cruzamento de vias públicas , mudanças de direção ou de declividade , etc. ) .

A partir da planta dada , deve se :


a ) delimitar a área a ser esgotada , traçando seos limites da bacia;
b ) indicar em cada trecho , por meio de pequenas setas o sentido do escoamento natural da superfície doterreno ;
c ) representar por meio de pequenos circulos os poços de visita a serem construídos ;
d ) identificar os pontos baixos da área , tendo em vista o traçado do principal conduto;
e ) por meio de estudo criterioso, escolher o traçado a ser dado a rede, indicando em cada trecho o sentido de escoamento;
f ) indicar no interior do círculo representativo do poço de visita o traçado das canaletas de escoamento;
g ) na fixação dos sentidos de escoamento , procurar seguir, tanto quanto possível , os sentidos de escoamento natural do terreno e aproveitar ao máxino a capacidade limite de cada coletor;

Para o dimensionamento deverão ser obtidas as vazões de contribuição , as quais são calculadas a partir dos seguintes dados gerais :




  • População de projeto da área a ser esgotada ;




  • Consumo " per capita " de água ;




  • Coeficientes de variação diária , horária e de retorno ;




  • Vazões de infiltração ;




  • Contribuições específicas de industrias ou similares;


EXEMPLO DE CÁLCULO



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal