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Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED

Departamento de História





PLANO DE ENSINO




DEPARTAMENTO:


História

ANO/SEMESTRE

2012/1

CURSO:


História

FASE:



DISCIPLINA:

Iniciação a Pesquisa Histórica

TURNO:

vespertino

CARGA HORÁRIA:

72 h/a

CRÉDITOS:

04

PROFESSORA:

Profa. Viviane Borges e-mail: borgesviviane@hotmail.com



1 EMENTA





História como campo disciplinar e como campo de pesquisa. Diversidade de documentos e de acervos. Fontes para a pesquisa histórica: seleção, uso e problematização. Escrita da história: uma operação historiográfica.



2 HORÁRIO DAS AULAS




DIA DA SEMANA

HORÁRIO

CRÉDITOS

Segunda-feira

13:30 – 15:10

2

Terça-feira

13:30 – 15:10

2

3 OBJETIVOS



3.1 OBJETIVO GERAL

Conhecer, estudar e compreender a História como campo disciplinar e de pesquisa, através da discussão bibliografica e do contato com diferentes tipos de fontes historiográficas e instituições de salvaguarda de SC, bem como refletir a cerca de alguns dos principais conceitos usados pelos historiadores.


3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Introduzir os principais conceitos históricos que serão trabalhados ao longo do curso;

- Compreender as principais características do conhecimento histórico em seus aspectos temáticos, teóricos, metodológicos e técnicos;

- Refletir sobre a pesquisa histórica e o oficio dos Historiadores;

- Identificar os tipos de documentos e fontes historiográficas (escritas, orais, iconográficas) estabelecendo conhecimentos sobre as suas formas de seleção e acervo;

- Introduzir algumas noções a respeito da leitura e escrita de textos acadêmicos e normas da ABNT

- Conhecer alguns dos acervos e museus da cidade de Florianópolis e do Estado de Santa Catarina.




4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


Unidade I - A história, as fontes e os instrumentos de pesquisa

- O que é história?

- Diversidade de fontes

- O historiador e seus documentos: as fontes históricas

- Os diferentes tipos de documentos e fontes historiográficas (escritas, orais, iconográficas)

- Instrumentos de pesquisa: a história na era digital

- Habilidades preliminares que o aluno de história deve adquirir: escrever textos dissertativos; ler textos acadêmicos; realizar pesquisas bibliográficas; apresentar oralmente textos e resultados de pesquisa, noções de ABNT.

Unidade II - Os Principais Conceitos Usados pelo Historiador

Tempo, memória, documento, fato histórico, objeto histórico, verdade.



Unidade III - A profissão do historiador: novos espaços, novos desafios

- Os historiadores e as instituições de salvaguarda

- O acesso à documentação: arquivos acessíveis e arquivos sensíveis

- A regulamentação da profissão



Possível saída de Campo: Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, CEDOPE/HCS (à confirmar)

Participação nos eventos: II Jornada Catarinense de Patrimônio Histórico


5 METODOLOGIA


- Aulas expositivas dialogadas, com discussão/análise de textos sobre os temas abordados na disciplina, bem como utilização de recursos áudios-visuais (retroprojetor, data-show, aparelho de dvd/vídeo).

- Análise de documentos.

- Visitas a instituições de preservação.




6 CRONOGRAMA DAS AULAS (OPCIONAL)

MÊS

DIAS









7 AVALIAÇÃO


ATIVIDADE

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

PESO

Trabalho final – atividade em grupo (até 4 pessoas).

(Essa atividade contará como aula não presencial, prevista para ocupar 7 horas aula).



Clareza do texto, lógica da argumentação, capacidade problematização e análise do(s) documento(s) escolhido(s) e de articulação com a bibliografia estudada, fidelidade aos prazos e instruções estabelecidos.
Apresentação oral - desenvoltura, lógica na argumentação, fidelidade aos prazos e instruções estabelecidos.

30%

Prova I


Clareza do texto e da argumentação face ao solicitado, domínio dos conceitos, ineditismo do texto, adequação formal da linguagem, pertinência da bibliografia referida.

25%

Prova II


Clareza do texto e da argumentação face ao solicitado, domínio dos conceitos, ineditismo do texto, adequação formal da linguagem, pertinência da bibliografia referida.

25%

Atividades em sala de aula (podendo englobar, entre outras: oficinas; leituras dirigidas; debates; elaboração e análise de textos).

Período previsto: fevereiro a maio, com 10 atividades.

Participação (presença ativa): atenção à atividade proposta; engajamento na sua realização; pertinência da realização da atividade, com base nas discussões em sala.

20%


8 BIBLIOGRAFIA


  1. Básica

Textos de referência das aulas (de leitura obrigatória aqueles assinalados com asterisco):

*1. BLOCH, Marc. Introdução e Cap. I. In: Apologia da história ou O ofício de historiador. P. 41 – 55.

*2. JENKINS, Keith. Algumas perguntas e algumas respostas. IN: A história repensada. São Paulo: Contexto, 2001. p. 53-91.

3. CARR. Que é história? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. P. 43 – 66.

4. VEYNE, Paul. Como se escreve a História. Lisboa: Edições 70, 1971, p. 13-24.

6. HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.pp. 22-35.

7. CERTEAU, M. de. "A operação historiográfica". A escrita da história. RJ, FU, 2000, p. 65-77.

*8. KARNAL, Leandro. TATSCH, Flavia. A memória evanescente. In: PINSK, Carla. O historiador e suas fontes.

*9. CHALHOUB, Sidney. “Introdução. Zé Galego, Paschoal e Júlia”. In: Trabalho, lar e botequim. O cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Editora da Unicamp, 2001, p. 23-57.

10. BORGES, Vavy. O que é história. São Paulo, Brasiliense, 1981. p. 54-65.

*11. BACELLAR, Carlos. Uso e mau uso dos arquivos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2010. P. 23 – 80.

*12. FIGUEIREDO, Luciano. História e informática. O uso do computador. IN: CARDOSO, Ciro F. e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro: Campus, 1997. pp. 419-439.

13. CHARTIER, Roger. A história na era digital. In: A história ou a leitura do tempo. Belo Horizonte: Atêntica Editora, 2009.P. 59 – 64.

*14. BORGES, Vavy. O que é história. São Paulo, Brasiliense, 1981. p. 46-54.

*15. PROST, Antoine. Doze lições sobre a história, Belo Horizonte, Autêntica, pp. 95 – 114.

16. REIS, José Carlos. Tempo e terror: estratégias de evasão. In: REIS, José Carlos. Tempo, História e Evasão. Campinas, Papirus, 1994, pp. 141- 164.

*17. LE GOFF, Jacques, Memória. In: História e Memória, Campinas, UNICAMP, 1992, pp. 423-485 e 535-549.

*18. ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz. História: a arte de inventar o passado, Natal, Cadernos de História, n. 1, 1999, p. 5-14.

*19. JENKINS, Keith. Algumas perguntas e algumas respostas. IN: A história repensada. São Paulo: Contexto, 2001. p. 53-92

20. CHUVA, Márcia. O ofício do historiador: sobre ética e patrimônio cultural. In: INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Anais da I Oficina de Pesquisa: a pesquisa histórica no IPHAN. Rio de Janeiro: IPHAN, Copedoc, 2008. (Patrimônio: Práticas e Reflexões). p.27-43.

*21. POSSAMAI, Zita. O ofício da história e novos espaços de atuação profissional. In: Anos 90. Revista do Programa de Pós-Graduação em História. Porto Alegre: UFRGS, v. 15, n. 28, dezembro de 2008.


  1. Complementar

ALVES, Maria Bernardete Martins. ARRUDA, Susana Margareth. COMO FAZER REFERÊNCIAS: bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos. Disponível em: http://www.bu.ufsc.br/design/framerefer.php.

ARIÉS, Philippe. O tempo da história. Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves, 1989.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. O saber histórico na sala de aula. 11. ed. São Paulo: Contexto, 2006. 175 p.

BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as idéias. São Paulo: Ática, 1995.

BORGES, Viviane. “Enquanto eu viver, enquanto eu respirar”: os registros orais de Hassis, investigando um arquivo autobiográfico. Revista História Oral. Dossiê História oral, memória e patrimônio. V. 3, n.14 (2011).

BURKE, Peter (org). A escrita da história novas perspectivas. São Paulo: Unesp, 1992.

CADIOU, François, et al. Como se faz a história: historiografia, método e pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma introdução à história. São Paulo, Brasiliense, 1986.

CARR. Que é história? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

CERTEAU, M. de. "A operação historiográfica". A escrita da história. RJ, FU, 2000, p. 65-77.

FOUCAULT, Michel. Nietzsche, a genealogia e a história. IN: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1989. p. 15-37.

GLENISSON, Jean. Iniciação aos Estudos Históricos. São Paulo/Rio de Janeiro: Difel, [s/d].

HARTOG, François. O tempo desorientado. Tempo e História. Como escrever a história da França?. Anos 90. Porto Alegre: PPG em História da UFRGS, n. 7, julho de 1997. p. 7-28 (nos deteremos às páginas 8-16).

. Tempo e Patrimônio. Varia História, Belo Horizonte, vol. 22, nº 36.

HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.pp. 22-35.

KOSELLECK, Reinhardt. Historia. Madrid: Trotta, 2004.

LAMBERT, Peter. SCHOFIELD, Phillipp. História, introdução do ensino à prática. Rio de Janeiro: Ed. Peso, 2011.

LANGOIS, Ch.V e SEIGNOBOS, Ch. Introdução aos Estudos Históricos. Tradução de Laerte de Almeida Morais, São Paulo: Ed. Renascença, 1946.

MATTOS, Marcelo Badaró (org.) História: pensar e fazer. Rio de Janeiro: Laboratório Dimensões da História, 1998. pp. 126-134.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & história cultural. 2ª Edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

PINSKY, Carla Bassanezi. LUCCA, Tania Regina (ogs.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009.

PINSKY, Carla Bassanezi (org). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2010.

PROST, Antoine. Doze lições sobre a história, Belo Horizonte, Autêntica, pp. 53-73, p. 253-272.

RAGO, Margareth. Narrar o passado, repensar a História. São Paulo: UNICAMP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2000.

SILVA, Kalina. SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Editora Contexto, 2010.



TÉTART, Philippe. Pequena história dos historiadores. Bauru, SP: EDUSC, 2000.


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