Universidade do estado minas gerais



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UNIVERSIDADE DO ESTADO MINAS GERAIS


PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E EXTENSÃO

ANAIS


5º SEMINÁRIO DE EXTENSÃO

4ª MOSTRA DE EXTENSÃO




Belo Horizonte

2004

REITOR

Prof. José Antônio dos Reis

VICE-REITORA

Profª. Janete Gomes Barreto Paiva

PRÓ-REITORA DE ENSINO

Profª. Marília Sidney Mendonça

PRÓ-REITORA DE PESQUISA E EXTENSÃO

Profª. Neide Wood Almeida

PRÓ-REITORA DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E FINANÇAS

Maria Celeste Cardoso Pires

CHEFE DE GABINETE

Ivan Arruda de Oliveira



Equipe Responsável pela organização dos Anais de Extensão

Janice Pereira de Araújo Carvalho


Jussara P. de Araújo Esteves

Regina Maria de Morais Miranda

Universidade do Estado de Minas Gerais / UEMG

Praça da Liberdade s/nº - Bairro Funcionários

30140-010 - Belo Horizonte/MG

Telefones: (31)3273-4611 Fax: (31)3273-6647

Correio Eletrônico: propex@uemg.br Janice@uemg.br


Ficha catalográfica

Seminário de Extensão (5.:2004:Passos, MG)

S471a Anais de Extensão, 10, 11 e 12 de novembro de 2004./ Organização: Janice Pereira de Araújo Carvalho, Jussara Pereira de Araújo Esteves e Regina maria de Morais Miranda. – Belo Horizonte: UEMG/PROPEX, 2004.

107 p.


1. Extensão universitária – UEMG. 2. Iniciação Científica – UEMG – Seminário. 3. Produção Científica – UEMG. I. Título. II. Universidade do Estado de Minas Gerais
CDU: 378::371.334

Elaborada pela Coordenadoria de Bibliotecas da UEMG


Apresentação

A Universidade do Estado de Minas Gerais tem empenhado em estimular as atividades extensionistas por entender que a extensão universitária viabiliza uma relação transformadora entre universidade e sociedade, numa proposta interdisciplinar que enriquece também o ensino e a pesquisa.
Neste sentido, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão, mediante a Coordenação de Programas e Projetos, realiza anualmente Seminários de Extensão e Mostras de Extensão com os seguintes objetivos:


  1. Socializar o conhecimento acadêmico produzido por professores e alunos juntamente com a sociedade, nas diferentes áreas temáticas.

  2. Integrar a pesquisa, o ensino e a extensão.

  3. Enriquecer a formação acadêmica dos alunos, proporcionando um maior contato com as questões contemporâneas, principalmente a realidade mineira.

  4. Incentivar a realização de programas interdisciplinares para um diálogo mais fecundo nos campos do saber.

Como resultado do 5º Seminário de Extensão e da 4ª Mostra de Extensão realizados em Passos, elaboramos os Anais de Extensão – 2004, que retratam os 32 trabalhos inscritos em forma de comunicação oral ou pôster, nas áreas temáticas de: comunicação, cultura, direitos humanos, educação, meio ambiente, saúde e tecnologia.


O mérito desta publicação se deve aos autores – professores e alunos – que, em diferentes áreas temáticas, têm procurado elaborar um trabalho acadêmico mais atrelado ao compromisso social da universidade, na busca de cenários sociais mais justos e inclusivos.
Esta primeira apresentação de trabalhos extensionistas da UEMG demonstra o potencial da produção científica da UEMG, que perpassa as diferentes áreas temáticas.

Esperamos proporcionar ao leitor uma leitura rica e agradável.

Neide Wood Almeida Janice Pereira de Araújo Carvalho

Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão Coordenadora de Extensão

Agradecimentos

Ao Prof. Fábio Pimenta Esper Kallas, Presidente da Fundação de Ensino Superior de Passos, pelo apoio, empenho e receptividade na realização do 5º Seminário de Extensão e 4ª Mostra de Extensão – 2004.


Ao Prof. Wellington Willian Rocha, Coordenador Geral do 5º Seminário de Extensão e 4ª Mostra de Extensão – 2004, que não poupou eficiência, criatividade e persistência para a realização do evento.
Aos Presidentes das Fundações, Diretores das Unidades e do Campus e Coordenadores de Extensão que têm incentivado um trabalho de extensão comprometido com a busca do desenvolvimento do Estado, principalmente na área social.
Ao Prof. Otávio Luiz Lacombe, Coordenador de Pesquisa, pelo incentivo e apoio à extensão, na realização de um Seminário Integrado.
Ao Prof. Silvestre Rondon Curvo, Coordenador do Laboratório de Design/Escola de Design, juntamente com a equipe de estagiários, pela arte da capa.


SUMÁRIO

COMUNICAÇÃO




Pag.

RESSIGNIFICARE......................................................................................................................

07


CULTURA


LEVANTAMENTO E CONTROLE DE PRAGAS NO ARQUIVO HISTÓRICO DE PITANGUI/MG...............................................................................................................

10


ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DOCUMENTAL DO ARQUIVO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE CARANGOLA.................................................................................

12


INSTITUTO CASA DA GLÓRIA RECEBE VOCÊ.........................................................

14

NÚCLEO DE PRÁTICA DE ENSINO: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR – PROJETO CANTO DA ALEGRIA: DESVENDANDO A HISTÓRIA ENTRE O LÍRICO E A PARTITURA............................................................................................................

17

DIREITOS HUMANOS





REDE DE OBSERVATÓRIOS DE DIREITOS HUMANOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO VALE DO JEQUITINHONHA/MG................................................

19


PROJETO BALCAO DE DIREITOS...............................................................................

22

DESENVOLVENDO A CONSCIÊNCIA DO CIDADÃO CONSUMIDOR........................

25


EDUCAÇÃO


FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIO DE SENADOR MODESTINO GONÇALVES.......................................

27


VALE: LER E ESCREVER – PROJETO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA REGIÃO DO ALTO VALE DO JEQUITINHONHA...................................................

30


QUIMICAMPUS.............................................................................................................

33

NÚCLEO DE PRÁTICA DE ENSINO: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR...........

37

GRANDES CENTROS URBANOS................................................................................

39

A FORMAÇÃO EM SERVIÇO DO EDUCADOR INFANTIL EM CRECHES E PRÉ-ESCOLAS COMUNITÁRIAS E FILANTRÓPICAS NO MUNICÍPIO DE BETIM/MG.....

42


EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR.................................................................................................................

45



MEIO AMBIENTE


PROJETO REVESTIR – NÚCLEO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL...............................

48

COLEÇÕES ZOOLÓGICAS: UMA ABORDAGEM TEÓRICO PRÁTICA.....................

51

RECOMPOSIÇÃO DE CINTURÃO VERDE DE SIDERURGIA EM DIVINÓPOLIS......

53

RESULTADOS DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA NA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS...............................................................................

57


RESÍDUOS SÓLIDOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE E MEIO AMBIENTE: IMPLICAÇÕES NOS CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS.......................................

60


PROGRAMA DE COLETA SELETIVA NA UEMG – PASSOS: UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO..................................................................................

64


PROPOSTA DE UM MODELO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO DE DOCENTES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA MODALIDADE ENSINO À DISTÂNCIA........................

67


ÍNDICE DO ESTADO TRÓFICO DE AFLUENTES DO RIO GRANDE, PERTENCENTES À BACIA HIDROGRÁFICA DO MÉDIO RIO GRANDE MG............

70



SAÚDE


OFICINA DE ARTE – UMA ESCUTA PARA AQUILO QUE NÃO TEVE VOZ...............

74

ESTUDO DE CASO: CRIANÇA PORTADORA DA SÍNDROME CORNÉLIA DE LANGE...........................................................................................................................

76


APROVEITANDO INTEGRALMENTE OS ALIMENTOS...............................................

80

SAÚDE MENTAL E CLÍNICA: RUMO À NOVA PRAXIS DA CLÍNICA AMPLIADA......

83

PROJETO LAJINHA CIDADÃ – CONSTRUINDO OUTRAS HISTÓRIAS.....................

93

(RE)PLANTANDO HISTÓRIAS, COLHENDO VIDAS...................................................

96

APONTAMENTOS ETNOBOTÂNICOS: MINAS GERAIS DO INÍCIO DO SÉCULO XX AO SÉCULO XXI......................................................................................................

98



TECNOLOGIA


A INTEGRAÇÃO ENTRE O PROCESSO DE PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS NA PRODUÇÃO DE HABITAÇÃO SOCIAL DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UEMG, CAMPUS DE PASSOS........................

101


INCLUSÃO DIGITAL: DESAFIO PARA MUNICÍPIOS DO VALE DO JEQUITINHONHA E DO MÉDIO ESPINHAÇO.............................................................

104



RESSIGNIFICARE
BORGES, E. (1); FONSECA, C.B. (2); FUJITA, M.M. (2).

(1) Professora Titular e Orientadora do Estágio Supervisionado do INESP/ FUNEDI / UEMG (eloisa@funedi.edu.br), (2) Acadêmicas do 8º Período do Curso de Graduação em Psicologia da UEMG – Campus Divinópolis – MG; (milapsique@yahoo.com.br e miriamfujita@yahoo.com.br).


Introdução
Na práxis estagiária, in lócus, de atendimento integral institucional, tem-se percebido o aniquilamento do sujeito que envelhece com estória outra inventada, narrada, e esquadrinhada pelo funcionamento organizacional, que desqualifica e mina o saber-fazer, o saber-falar, o saber-recordar. Vislumbra-se uma instituição total, asilar e segregativa que mortifica o eu. Assim se cria subjetividades adequadas a um comportamento instituído de moralidade, religiosidade, docilidade. Outras variáveis de massificação são a ociosidade e a infantilização, que assume um caráter tutelar e retiram a possibilidade de uma velhice ótima, na qual o sujeito possa produzir, enfrentar os desafios e lidar com a imprevisibilidade. Neste sentido, o projeto de pesquisa e intervenção, aventado em novembro de 2003, pretende criar um espaço de interlocução, que viabilize a emergência de questões idiossincráticas imbricadas na construção histórico-mundial, que atravessam o sujeito da pesquisa (OZ).

O sujeito da pesquisa em questão é de nacionalidade húngara, aposentado pelo INSS, 94 anos, ex-combatente e sobrevivente da Segunda Grande Guerra Mundial, como marinheiro cruzou diversos países, imigrante desde 1948 no Brasil, desempenhou muitas profissões, residente há dois anos neste espaço asilar, tendo passagens por outras instituições de abrigagem. Diante desta riqueza fenomênica, objetiva-se dar sentido para o experienciado e, para além desta magnitude de sentidos, validar o desejo de compartilhar o ser social que afeta e é afetado pelos encantos e facetas das diversas culturas. As estagiárias qualificam o sujeito da pesquisa (OZ) e, concomitantemente são qualificadas pelo mesmo, e isto possibilita a emergência do fortuito vínculo de confiança. Neste momento é delegado por OZ, às estagiárias, o status de procuradoras irrevogáveis. Desde então, a demanda discursiva (oral e escrita) foi enunciada e endereçada às estagiárias in lócus. Ficando evidente a importância da transmissibilidade da memória individual e coletiva.

Pretende-se, pois, fazer conhecer a história por ele contada através da publicação de um livro autobiográfico, bem como desconstruir a imagem estereotipada da velhice.
MATERIAL E MÉTODOS
Aportar-se-á, metodologicamente, nas técnicas de história de vida (HV) e história oral (HO). Na perspectiva da história oral, apropria-se de um percurso regulador da ação intervencionista referendado por quatro momentos da entrevista semi-estruturada, caracterizado e orientado pela preparação da entrevista; situação de entrevista; transcrição e retorno da transcrição.

A preparação da entrevista abarca a demarcação de objetivos respaldados, a priori, pelo re-conhecimento do cenário sócio-histórico internalizado pelo ator social, portador de um discurso acerca da realidade social supracitada. Neste sentido, percebe-se o imbricamento de história individual/subjetiva – História de Vida / Reconstrução da Identidade – e história coletiva – História Oral / Memória Subterrânea versus Memória Enquadrada. A história oral, então, dialetiza a díade memorial. Entende-se como memória subterrânea lembranças proibidas, indizíveis ou vergonhosas focalizadas em zonas de sombra, silêncios, “não-ditos” fomentando um pseudo-esquecimento definitivo. Já a memória enquadrada diz de uma construção histórica tragada por interpretações arbitrárias e forjadas, que justificam a realidade social vigente.

Um outro vetor, que assegura o sucesso da entrevista transposta em documento para publicação posterior, é a atenção para com a conservação dos instrumentos de entrevista – gravador, pilha, fita microcassette.

A situação de entrevista atenta para o cuidado/perspicácia com o depoente ao ser entrevistado. Neste momento, pode ocorrer lapsos de memória (silêncios e esquecimentos), bem como discursos enfáticos (eloqüências), catarse. Assim, faz-se necessária uma intervenção que contemple a tríade pontuar- explicitar- interpretar, a fim de se problematizar o depoimento oral, visto que isso facilita a construção discursiva documental.

A transcrição observa a preservação do discurso do sujeito no tocante a menor arbitrariedade possível em relação à ortografia e pontuação (sinalizadas pela pausa, entonação, silêncio, ritmo). Desta forma, faz-se necessário o retorno da transcrição, no qual a passagem da oralidade para a escrita será legitimada e autorizada pelo depoente.

Vale-se aqui, também, da História de Vida. Essa assume um caracter documental que ultrapassa a mera coleta de dados fenomênica, sendo assim: ... a história de vida atende mais aos propósitos do pesquisador que do autor e está preocupada com a fidelidade das experiências e interpretações do autor sobre seu mundo (HAGUETTE, 1992, p.80), pois entende-se que a conversa evocativa de um velho é sempre uma experiência profunda (BOSI, 1987).



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