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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

CAMPUS BOTUCATU

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONOMICAS
A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO EXTENSIONISTA A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PROJETO PILOTO DE FORMAÇÃO DE QUADROS DE ATER – INSTITUTO GIRAMUNDO/UNESP-BOTUCATU/MDA-SAF


André Bergamo

Mariana Cassins Galdino

Mariana Murakoshi Pestelli

Maria Elisa von Zuben Tassi

Silvia Pereira da Silva
INSTITUTO GIRAMUNDO MUTUANDO

Trabalho de conclusão do Projeto de Formação de Quadros de Assistência Técnica e Extensão Rural- Ater – SAF/ MDA- Brasil.
Botucatu- SP

2007

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

CAMPUS BOTUCATU

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONOMICAS


Monografia referente ao Projeto de Formação de Quadros de Ater, realizado junto ao Instituto Giramundo Mutuando, Botucatu -SP

A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO EXTENSIONISTA A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PROJETO PILOTO DE FORMAÇÃO DE QUADROS DE ATER – INSTITUTO GIRAMUNDO/UNESP-BOTUCATU/MDA-SAF

André Bergamo

Mariana Cassins Galdino

Mariana Murakoshi Pestelli

Maria Elisa von Zuben TAssi

Silvia Pereira da Silva


Orientadores: Francisco Luiz Araújo Câmara

Beatriz Stamato

Rodrigo Machado Moreira

Botucatu - SP

2007



INDICE


  1. Introdução

  2. Metodologia

  3. Desenvolvimento

          1. 3.1.Contexto das áreas de atuação

    1. 3.2.Formação em Agroecologia

    2. 3.3.Trabalho com os grupos beneficiários

3.3.a DRP no assentamento Pirituba II

3.3.b Desenvolvimento de Experiências agroecológica no Assentamento Pirituba II

3.3. c Coletivo de Mulheres – Itapeva

3.3.d DRP no Assentamento Zumbi dos Palmares - Iaras

3.3.e Análise de Agroecossistema em Botucatu

3.3.f Mulheres da Baixada Serrana

3.3.g Movimento do Consumo Consciente

3.3.h Associação Verde Vivo

3.4 Articulação Paulista de Agroecologia e Articulação Nacional de Agroecologia

3.5 Organização de eventos e cursos

3.6 Formação complementar

3.6.a. Viagem de intercâmbio

3.6.b. Participação em eventos

3.6.c. Atividade organizacional

3.6.d. Elaboração de projetos

4. Discussão


AGRADECIMENTOS
Nós, da equipe de extensionistas agradecemos a oportunidade que nos foi dada para a realização deste trabalho que envolveu, direta e indiretamente, centenas de pessoas, agricultores e agricultoras familiares do Movimento dos trabalhadores rurais Sem-Terra - MST e do município de Botucatu, várias organizações não-governamentais, institutos diversos, poder público, entre outros.

O Instituto Giramundo Mutuando participou intensamente na realização deste trabalho, composto por pessoas que, intrinsecamente dedicam suas vidas a uma causa em que acreditam: a preservação ambiental aliada às necessidades básicas de cada um, em especial, às dos agricultores e agricultoras.

Agradecemos, especialmente a especialmente à Beatriz Stamato e Rodrigo Machado Moreira, diretores do Instituto.

Gostaríamos também de mencionar outras pessoas que contribuíram com este trabalho: Marcio Campos-Moskô, Luciana Marcolino-Olla e Zóinho, Kabeça e Carol, Tiago Janela-Pitu, Gláucia Uesugui-Kiabo, Arnika, Cauê-Albedo, Guilherme Gonsales-Jeca, Ana Maria Campos, Francisco Câmara, Jorge Martins, Fernando Franco, Juliana-Pinda, Marcos Rocha-Muda, à Fundação Uni, entre outros inúmeros contribuintes nessa grande “Transição agroecológica” por qual passamos durante esses dois anos. Um grande obrigado a todos e vamos em frente com a força de Deus e a natureza em cada um.



1. INTRODUÇÃO
As atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) brasileira passaram, a partir de junho de 2003, a ser coordenadas pelo departamento de ATER - Dater, da Secretaria da Agricultura Familiar-SAF, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. No mesmo ano, foi construída a Política Nacional de Ater -Pnater, de forma democrática e participativa, em articulação com diversos setores do governo federal, assim como os segmentos da sociedade civil, lideranças das organizações de representação dos agricultores familiares e dos movimentos sociais. Essa Política pretende contribuir para uma ação institucional capaz de implantar e consolidar estratégias de desenvolvimento rural sustentável, estimulando a geração de renda e de novos postos de trabalho.

Como parte do processo de mudança que a sociedade brasileira e mundial vêm passando, surge a Agroecologia. Uma nova ciência ou enfoque científico, destinada a apoiar e dar sustentação à transição dos atuais modelos de desenvolvimento rural e da agricultura (CAPORAL & COSTABEBER, 2001). Segundo Sevilla Guzmán (1995), as estratégias orientadas à promoção da agricultura e do desenvolvimento rural sustentáveis devem conter, pelo menos, seis “dimensões” relacionadas entre si, quais sejam: ecológica, econômica, social, cultural, política e ética. O estudioso Miguel Altieri (1989) observa que a Agroecologia constitui um enfoque teórico e metodológico que, lançando mão de diversas disciplinas científicas, pretende estudar a atividade agrária sob uma perspectiva ecológica.

Por outro lado, opondo-se às técnicas preconizadas pela nova Ater, as Universidades em nosso país formam profissionais com limitado conhecimento sobre a agroecologia e consciência dos impactos causados pelo modelo convencional de agricultura. De maneira geral, as aulas, o ensino e a extensão se dão em áreas da agricultura e pecuária convencionais, muitas vezes pouco aplicáveis à realidade da agricultura familiar.

A Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp/Botucatu, oferece os cursos de Engenharia Agronômica, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia entre outros, que são reconhecidos estadual e nacionalmente por sua ótima qualidade. Contudo, enquanto cursos de ciências agrárias, as disciplinas com enfoque na agroecologia e extensão rural ainda são raras. Dessa forma, as atividades agroecológicas ocorrem pontualmente, por iniciativa de poucos professores ou de grupos de estudantes, como o Grupo de Agroecologia Timbó.

Percebendo esta lacuna no ensino e atuação profissional em ciências agrárias foi fundada a organização não governamental Instituto Giramundo, em 1998. Situado próximo à Universidade, em Botucatu, promove práticas agroecológicas para o desenvolvimento local sustentável. Atualmente, dá suporte técnico e organizacional à produção agrícola familiar comunitária e orgânica, à produção artesanal, ao turismo rural, à preservação e conservação dos recursos naturais, entre outras ações. Atua na zona urbana e rural, incluindo áreas de assentamento da reforma agrária, promovendo fóruns de discussão de políticas públicas, eventos para técnicos, estudantes e agricultores além de campanhas de conscientização à população.

Nesta concepção, surgiu o PROGERA – Programa de Extensão Rural Agroecológica de Botucatu e Região – que financiado pelo MDA, busca atender agricultores do Assentamento Fazenda Pirituba, nos municípios de Itapeva e Itaberá; do assentamento Zumbi dos Palmares em Iaras, e de Botucatu, através da nova Ater. Concomitantemente à execução do PROGERA, a partir do ano de 2004, o Instituto também se inseriu no Programa Nacional de Formação de Ater, através do Projeto piloto de Formação de Quadros de Ater, com o objetivo de ampliar e qualificar a formação de profissionais de Ciências Agrárias baseado na nova Política Nacional de ATER (PNATER).

O Projeto de Formação de Quadros de Ater teve também o objetivo de promover a extensão rural, articulando o conhecimento acadêmico ao meio rural da região de Botucatu, formando e fortalecendo grupos de agricultores e redes de instituições agroecológicas.

Este trabalho relata a experiência de 9 profissionais recém-graduados em ciências agrárias, pela Unesp de Botucatu, como técnicos-extensionistas, seguindo o novo modelo de extensão proposto pela Pnater. Os profissionais foram financiados através da Secretaria de Agricultura Familiar, do MDA. O projeto que concedeu bolsa aos profissionais foi desenvolvido pelo Instituto Giramundo e Faculdade de Ciências Agronômicas (UNESP/Botucatu), sob coordenação de Beatriz Stamato e Prof. Dr. Francisco Luíz Araújo Câmara, respectivamente.



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