Universidade estadual paulista faculdade de ciências e tecnologia


O ritmo como fundamento do clima: Monteiro e o novo paradigma



Baixar 465.28 Kb.
Página6/7
Encontro29.07.2016
Tamanho465.28 Kb.
1   2   3   4   5   6   7
O ritmo como fundamento do clima: Monteiro e o novo paradigma

O Contexto da Obra de Carlos Augusto de F. Monteiro


Nascido em Teresina, no Estado do Piauí, em 1927, Monteiro veio para o Rio de Janeiro em 1945, e dois anos depois ingressava na então Universidade Nacional do Brasil (atual UFRJ), atraído pelo curso de História. Mas, a partir de uma excursão ao Planalto Central, chefiada pelo eminente geógrafo francês Francis Ruellan, que por esta época ainda trabalhava no Brasil e lecionava nesta instituição, Monteiro acabou sendo cooptado, felizmente, pela Geografia, tornando-se um de seus mais importantes nomes, tanto pela variada e original produção científica e intelectual, quanto pela excelência e inovadora forma de ensinar.

Neste mesmo ano, ingressou nos quadros do Conselho Nacional de Geografia do IBGE, como auxiliar de Geógrafo e, em 1950 concluiu o curso de licenciatura. Neste período, conviveu com os grandes geógrafos brasileiros que implementaram as bases institucionais da pesquisa geográfica no Brasil, como Fabio Macedo Soares, Lysia Bernanrdes, Dora Romariz, José Verísssimo da Costa Pereira, além dos professores, que cada um a seu modo, tiveram alguma influência no seu modo de pensar e fazer Geografia, como Francis Ruellan, Hilgard Sternberg e Leo Waibel.

Em 1950, em função das atividades desenvolvidas com o Prof. Ruellan, Monteiro recebeu uma bolsa de estudos para a Faculté des Sciences da Universidade de Paris (Sorbone), onde estagiou no Laboratório de Geomorfologia, chefiado por aquele mestre francês. Também teve a oportunidade de permanecer uma temporada no Laboratório de Sedimentologia, na Universidade de Rénnes.

Neste período, assistiu a cursos ministrados por grandes geógrafos como Pierre George, Andre Cholley e Jean Dresh e, como o próprio autor diz (Geosul, 1987), foi um período de muito estudo e dedicação a temas de Geografia Física.

Voltando da França em 1953, estava disposto a sair do CNG/IBGE mas, dois anos depois, por indicação de João Dias da Silveira, foi contratado pela Faculdade Catarinense de Filosofia (atual UFSC) sem , entretanto, se desligar do CNG, que o transferiu para a sua seção de Florianópolis.

Ali pode elaborar, junto com os colegas do DEGC e professores da Faculdade de Filosofia, o Atlas Geográfico de Santa Catarina, um de seus primeiros trabalhos de fôlego (o primeiro foi Notas para o Estudo do Clima do Centro-Oeste Brasileiro, publicado pela Revista Brasileira de Geografia, em 1951).

Depois de cinco anos trabalhando naquela instituição, um convite de João Dias da Silveira para que viesse trabalhar na Faculdade de Filosofia de Rio Claro e a perspectiva de iniciar seu doutorado na USP, convenceram-no a se transferir para o interior paulista.

Nesta passagem por Rio Claro (1960 a 1964), é que Monteiro acabou elegendo a Climatologia como o seu maior foco de interesse. Publicou então uma série de artigos em que propunha uma reflexão crítica sobre a climatologia e divulgava uma série de ensaios em busca de um novo paradigma para a análise geográfica do clima (Monteiro, 1962, 1963b e 1964). O aspecto mais importante deste período foi a realização do Atlas sobre a Dinâmica Climática e a Gênese das Chuvas no Estado de São Paulo, quando teve a oportunidade de apresentar a sua concepção de clima, a partir dos fundamentos da análise rítmica.

Entre 1965 e 1968, voltou para o CNG/IBGE no Rio de Janeiro (1965/1966) e teve uma rápida passagem pela Universidade de Brasília, em 1967. Defendeu a sua Tese de Doutorado com o clássico trabalho sobre a Frente Polar Atlântica e as Chuvas de Inverno na Fachada Sul-Oriental do Brasil, em 1967 (Monteiro, 1969), trabalho este inovador não somente pelas contribuições teóricas e aplicação de técnicas estatísticas e cartográficas, como também pela proposta metodológica de análise do clima na perspectiva genética, dinâmica e rítmica.

Mas foi a partir de seu ingresso no Departamento de Geografia da USP, em 1968, e do estabelecimento de um programa de pesquisas no Laboratório de Climatologia do antigo Instituto de Geografia, que a concepção “monteriana” de Climatologia Geográfica se impôs como paradigma, quando publicou dois trabalhos de ordem conceitual (Monteiro, 1971 e 1973). Com as primeiras orientações de alunos de Pós-graduação, voltou-se às questões do ritmo climático aplicado as atividades agrícolas e de organização do espaço (Guadarrama, 1971, Tarifa, 1973 e 1975, Barbiére, 1974, Conti, 1975; Monteiro, 1976 e Câmara, 1977, Aouad, 1978).

As questões geográficas vinculadas ao espaço urbano também atraíram as atenções de Monteiro desde o início da década de 1970. Deste interesse e do acúmulo de reflexões sobre o desempenho da atmosfera e seus reflexos sobre a cidade, resultou sua Tese de Livre-Docência defendida em 1975: Teoria e Clima Urbano (Monteiro, 1976), em que propôs o conceito de Sistema Clima Urbano. Inaugurava então uma nova vertente temática dos estudos climáticos no escopo da Geografia, através de sua concepção dos canais de percepção do fenômeno.

Nesta perspectiva, alguns de seus orientados enveredariam pela temática do clima urbano, como Tavares (1974), Ribeiro (1975), Tarifa (1977), Morais, Costa e Tarifa (1977), Sartori (1979), Fonzar (1981), Pascoal (1981), Leite (1983), além de outras publicações do próprio autor, como Monteiro e Tarifa (1977) e Monteiro (1980, 1986 e 1990). Aliás, em outras das inúmeras obras, principalmente a partir dos anos 1980, o autor mergulharia na abordagem sistêmica no contexto da análise ambiental, até a sua aposentadoria na USP, em 1987.

Não se pretende realizar uma extensa descrição da obra de Monteiro, pois esta consistiria num outro trabalho. O que nos interessa é o momento em que o autor concebe e expõe à comunidade científica a sua concepção geográfica do clima, que basicamente se deu entre as décadas de 1960 e 1970. Mesmo considerando que após este período Monteiro ainda produziu obras de grande profundidade teórica e filosófica, como o seu Clima e Excepcionalismo (Monteiro, 1991) e outras, cujas reflexões já se dirigiriam para aspectos mais amplos, no domínio das relações entre a Geografia, a filosofia e a literatura.

Desta forma, não é ilegítimo e nem exagerado considerar a obra “monteriana” como a precursora de uma postura eminentemente científica e original de análise do clima como fenômeno geográfico, como veremos a seguir.


As matrizes “monterianas” de construção de um paradigma: o ritmo
A revisão conceitual proposta por Max Sorre, entre os anos de 1940 e 1950, sobre o papel do clima na análise geográfica, como vimos no capítulo anterior, suscitou o surgimento de um novo paradigma, a partir das definições de tempo e clima, numa perspectiva genética e dinâmica.

Quando estagiou na França (Sorbone, década de 1950), Monteiro tomou conhecimento da obra de Max Sorre. As reflexões suscitadas por esse contato já apareceram em seus primeiros trabalhos (Monteiro, 1962, 1963b e 1964).

Pouco antes, na França, Pierre Pédélaborde (1957 e 1959), que também partia da aceitação dos pressupostos teóricos de Sorre, propôs o método sintético das massas de ar, interessado na elaboração de um conjunto de técnicas que permitisse a definição dos tipos de tempo encarados em sua totalidade, portanto, demonstrando menor interesse pela questão do ritmo.

Entretanto, a leitura que Monteiro realizou a partir da obra de Sorre, sobre os fundamentos genéticos e dinâmicos do clima, o levaria a uma concepção bastante diferente daquela preconizada por Pédélaborde, pois enquanto este se preocupava com a totalidade dos tipos de tempo, Monteiro se interessava mais pelo mecanismo de encadeamento sequencial desses tipos, ou seja, pelo ritmo.

Nos primeiros artigos que vieram ao público através da Revista Geográfica do IBGE, Monteiro já demonstrava a sua preocupação em incorporar a gênese na classificação dos climas. Foi neste período, também, que o autor propôs o uso das cartas sinóticas, em sequência, para a análise geográfica do clima. Além disto, apresentava suas primeiras tentativas de estabelecer um índice de participação das massas de ar aplicadas à classificação climática.

Num de seus últimos trabalhos publicados, Monteiro (1999) sintetizou de maneira muito clara o que foi a sua busca, por várias décadas, de um novo conceito de clima como fenômeno geográfico. Nesta obra, afirma o autor:

Os passos decisivos ao longo dessa trajetória foram galgados a partir de uma revisão conceitual, ou seja, o caráter verdadeiramente geográfico de Clima e a procura de um novo paradigma para conduzir o seu estudo, promovendo uma nítida distinção entre os propósitos da Meteorologia e da Geografia. A partir do que procurei sanar os resultantes defeitos de classificação procurando distinguir os processos genéticos de causalidade, considerados mais consistentes, daqueles de simples caracterização de padrões espaciais de regionalização. O paradigma análise rítmica, malgrado as limitações de abordagem estatístico generalizadoras mas compensadas pela mostra dinâmica de padrões extremos e habituais, foi capaz de ensejar compreensão geograficamente mais válida do que aquela abordagem calcada em estados médios e propostas de regionalização por valores indecimétricos a partir do local para o geral. (Monteiro, 1999:9)
Desta forma, o autor elaborou um conjunto de procedimentos com a certeza de que somente o fundamento do ritmo, analisado a partir do encadeamento dos tipos de tempo, portanto, na escala diária, seria a única estratégia possível de conciliar a compreensão dos mecanismos atmosféricos com as possibilidades de entendimento do papel do clima como fenômeno geográfico e, portanto, de interferência nas atividades humanas e na organização do espaço.

Para viabilizar esta estratégia, Monteiro adotou a perspectiva da análise episódica, a partir da aplicação concreta que Sternberg (1949) divulgou em seu clássico trabalho sobre os movimentos coletivos do solo no Vale do Paraíba, quando elaborou essa proposta. Incorporou ainda, a esta estratégia, o conceito de “padrões” do clima, numa tentativa de substituir os valores médios pelas definições de padrões habituais (mais frequentes) e excepcionais (representativos das irregularidades climáticas, anos secos e úmidos, frios e quentes, etc...)

A necessidade de entendimento dos mecanismos dinâmicos e da circulação atmosférica, levou Monteiro a buscar na obra de Adalberto Serra, principalmente aquela sobre as massas de ar na América do Sul (Serra e Ratisbonna, 1942), os princípios gerais desta circulação em território brasileiro, principalmente no que concerne à caracterização das massas de ar e sistemas perturbados, em suas áreas fonte e trajetos mais frequentes.

Este conjunto de procedimentos aplicados à escala regional resultou na proposta de classificação genética das células dos climas regionais para o Estado de São Paulo. Trabalho este publicado em forma de atlas que, apesar de ter sido concluído em 1964, veio ao público apenas em 1973 (Quadro 5)

Nesta obra de Monteiro (1973) já comparecem os elementos fundamentais de uma construção teórica sobre seu conceito de clima, materializada num conjunto de procedimentos que podem ser interpretados como:


  • desprezo dos valores médios e a utilização de dados reais, em escala diária, em proveito de uma minuciosa análise da variação dos elementos do clima.

  • A utilização das cartas sinóticas de superfície como subsídio à identificação dos tipos de tempo, possibilitando a relação entre a circulação atmosférica regional com as manifestações individualizadas localmente.

  • A elaboração de um ciclo evolutivo da penetração da massa Polar Atlântica, por considerar a sua presença (ou sua ausência) como o elemento fundamental, composto de três momentos: prenúncio, avanço e domínio.

  • A escolha de períodos “padrão” (anual, estacional, mensal e episódico) que seriam capazes de fornecer um quadro dinâmico das situações concretas, demonstrando a amplitude de ocorrência dos tipos de tempo habituais, ao lado daqueles afetados por irregularidades na circulação com capacidade de produzir situações adversas.

  • A análise da sequência e encadeamento dos tipos de tempo, na busca do entendimento das variações locais dentro de um quadro regional, marcado pelas características e influências dos fatores geográficos.

  • E, por fim, a tentativa de classificação climática, em bases genéticas e dinâmicas, a partir de índices de participação dos sistemas atmosféricos atuantes e suas respectivas repercussões no espaço geográfico.

A aplicação destes procedimentos, ao longo dos anos 60 do século passado, culminou com a proposta de “análise rítmica” em climatologia que Monteiro (1971) estabeleceu como o seu programa de pesquisa no Laboratório de Climatologia da Universidade de São Paulo, quando procurou direcionar suas pesquisas e de seus orientados, na busca do ritmo climático como paradigma e na sua aplicação aos estudos geográficos.

A fundamentação teórica estabelecida pelo autor pressupõe um conceito de ritmo como:

.... expressão da sucessão dos tipos atmosféricos que conduz, implicitamente, ao conceito de habitual pois que há variações e desvios que geram diferentes graus de distorções até atingir padrões extremos. Saber o que se entende por ano seco e ano chuvoso conduz a uma lenta tarefa de revisão, até que se possa optar por uma norma mais conveniente aos nossos propósitos.” (Monteiro, 1971:4)


O autor admitia que uma primeira aproximação válida para este conceito de ritmo poderia advir das variações anuais percebidas através das variações mensais, a partir de um conjunto de anos como fundamentação da noção de regime (Monteiro, 1971), como era muito difundido nesta época.

Entretanto, a sua avaliação crítica a respeito do uso do conceito de regime considerava que não se chegaria à noção de ritmo pois, esta exigiria uma análise que permitisse a decomposição cronológica em unidades bem menores, ao nível diário e, até horário, para que se pudesse compreender a contínua sucessão dos estados atmosféricos. Assim, o autor admitia que a única maneira possível de conceituar e fundamentar a noção de ritmo climático, como paradigma, se compreendermos que:

...somente através da representação concomitante dos elementos fundamentais do clima em unidades de tempo cronológico pelo menos diárias, compatíveis com a representação da circulação atmosférica regional, geradora dos estados atmosféricos que se sucedem e constituem o fundamento do ritmo.” (Monteiro, 1971:9)

Essa definição tornava clara a distinção da perspectiva geográfica de análise do clima, com relação a Meteorologia ou a Agronomia, pois fundamentava uma compreensão genética e qualitativa dos fatos climáticos, ao nível da baixa atmosfera (troposfera), considerando-a como a camada antrópica de interação geográfica. Monteiro argumentava ainda, que, somente:

...análise rítmica detalhada ao nível de tempo, revelando a gênese dos fenômenos climáticos pela interação dos elementos e fatores, dentro de uma realidade regional, é capaz de oferecer parâmetros válidos à consideração dos diferentes e variados problemas geográficos desta região”. (Monteiro, 1971:12)
Assim, mesmo sem desconsiderar os aspectos quantitativos, pois estes estariam indissociavelmente vinculados à gênese, o autor enfatizava que o fundamento da análise geográfica do clima deveria privilegiar os processos e não os modelos, uma vez que os parâmetros resultantes desta análise a um espaço geográfico definido - uma região - não poderiam ser considerados como válidos, a princípio, para uma região diferente.

Este conjunto de parâmetros enunciados por Monteiro pretendia romper definitivamente com uma análise climatológica separativa, estática e quantitativa, fornecendo uma possibilidade de compatibilização com os princípios e propósitos da ciência geográfica daquele momento histórico. Isso, segundo Zavatini (2000), porque:

A passagem do enfoque tradicional, com suas exaustivas decomposições analíticas, ao sintético, privilegiando a interação dos elementos do clima e das respostas do meio, somente foi possivel com a introdução da noção de ritmo e, por consequência, com a aplicação da análise rítmica”....”As normas criadas por Monteiro, ao longo dos efervescentes anos sessenta e início dos setenta, permanecem válidas e não podem, de forma alguma, ser consideradas datadas. Continuam sendo o fio condutor de inúmeros estudos sobre a realidade climática atual, vale frisar, realidade climática brasileira, pois é pouco provável que tenham sido empregadas em outros países”. (Zavatini, 2000:230)
A fundamentação teórica da análise rítmica, como paradigma do clima sob a perspectiva geográfica é, pois, a grande contribuição que Monteiro legou à Geografia brasileira e, porque não, mundial. Se antes dela foram necessários séculos de desenvolvimento e evolução do pensamento científico e tecnológico, somente com a visão lúcida, original e ousada de Carlos Augusto F. Monteiro, houve a possibilidade (ou oportunidade) de superar um antigo problema de ordem conceitual, permitindo o estabelecimento de uma nova ordem de valores, que revolucionou e impulsionou o progresso da Climatologia Geográfica mundial.

Desta forma, a concepção geográfica do clima na organização do espaço deve ser vista, fundamentalmente, como a geradora de tipos de tempo cujas características são absolutamente dinâmicas, complexas e muito sensíveis a qualquer alteração imposta, influenciando cada parte do planeta, em função da interação entre as diferentes esferas do globo e da ação do homem.

BIBLIOGRAFIA
AB’SABER, Aziz N. A climatologia e a meteorologia no Brasil. In: Mario G. Ferri; Shozo Motoyana (org.) História das ciências no Brasil. São Paulo:Edusp, 1979. p. 119-145.

ALMEIDA, Ivan Rodrigues de. Variabilidade pluviométrica interanual e produção de soja no Estado do Paraná. Presidente Prudente, 2000. Dissertação (Mestrado em Geografia) UNESP/FCT. 130 p.

ANDRADE, Gilberto Ozório de. Os climas. In: Aroldo de Azevedo (org.) Brasil a terra e o homem. São Paulo:Cia Editora Nacional, 1952. cap. 7, p. 397-462

AOUAD, Marilene dos Santos. Tentativa de classificação climática para o estado da Bahia. São Paulo, 1978. Dissertação (Mestrado em geografia Física) USP/FFLCH.

ARAUJO, Ladislau Cousirat de – Memória sobre o clima do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: Serviço de Informação do Ministério da Agricultura, 1930.

AZEVEDO, Aroldo de. Regiões climato-botânicas do Brasil. Boletim Paulista de Geografia, S. Paulo, n. 6, 1950.

BARBIERE, Evandro Biassi. Ritmo climático e extração do sal em Cabo Frio. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, ano 37, n. 4, p. 23-109, 1975.

BARRA, Luis P. Breve estudo das chuvas na cidade de Campinas – 1890-1940. In: Congresso Brasileiro de Geografia, 10, 1944, Belém. Anais: Rio de Janeiro, 1942. p. 557-572.

BARROS, Linton F. de. Contribuição ao estudo das massas de ar da bacia do São Francisco. Separata da Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, vol. 19, n. 3, 1957.

BERNARDES, Lysia M. Cavalcanti. Clima do Brasil. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, vol. 9, n. 103, p. 727-739, 1951.

__________. Tipos de clima do estado do Rio de Janeiro. Separata da Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, vol. 14, n. 1, 1953.

BURROUGHS, William, J. et al. Observar el tiempo. Barcelona: Planeta, 1998.

CAMARA, Nely Severino. Os insumos climáticos no sistema de produção do trigo no estado de São Paulo.São Paulo, 1977. Dissertação (Mestrado em Geografia Física) USP/FFLCH. Inédita

CAPEL, Horacio. Filosofía y ciencia en la Geografía contemporánea: una introducción a la Geografia. Barcelona: Barcanova, 1988. 509.

CARVALHO, Carlos Delgado. Météorologie du Brésil. Londres: John Bale, Sons & Danielson, 1917. 528 p.

__________. História geral: idade moderna. Rio de Janeiro: Record, 1974.

CONTI, José Bueno. Circulação secundária e efeito orográfico na gênese das chuvas na região lesnordeste paulista. Série Teses e Monografias, São Paulo, n. 18, 1975. 82 p.

CRITCHFIELD, Howard J. General Climatology. New Jersey: Printice-Hall, 1966.

CURRY, Leslie. Climate and economic life: a new approach. The Geographical Revew, vol. 42, n.3, p. 367-383, 1952.

CURRY, Leslie. Regional variation in the seasonal programming of livestock farm in New Zeland. Economic Geography, vol. 39, n. 2, p. 95-118, 1963.

DE MARTONNE, Emmanuel. Traité de géographie physique. Paris: Armand Colin, 1925.

__________. Tratado de Geografia Física. Lisboa: Cosmos, 1953.

DRAENERT, Frederico M. O clima do Brazil. Rio de Janeiro: Typographia Carlos Schmidt, 1896. 63 p.

EWBANK, Thomas. Vida no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia e São Paulo: Edusp, 1976. (coleção Reconquista do Brasil, vol. 28)

FEBVRE, Lucien. A terra e a evolução humana:introdução geográfica à história. Lisboa:Cosmos, 1991. 339p

FERRAZ, Joaquim de Sampaio. Causas prováveis das secas do Nordeste Brasileiro. Rio de Janeiro: Ed. da Diretoria de Meteorologia, 1925.

________. A previsão de tempo a longo prazo. Rio de Janeiro: Ed. da Diretoria de Meteorologia, 1928.

________. Meteorologia brasileira. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1934. (Série Brasiliana, vol. 33) 588 p.

________. Subsídios para o estudo de um ciclo climático do Sueste Brasileiro. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, vol. 2., 1939.

________. Ligeiro esboço de alguns aspectos fundamentais da climatologia do Estado de S. Paulo. In: Congresso Brasileiro de Geografia, 9, 1940, Florianópolis. Anais, R. de Janeiro, 1942. v. 2, p.425-439.

__________. Iminência duma grande seca nordestina. Separata da Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, vol. 12, n. 1, 1950.

__________. O homem e a chuva. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, n. 103, p. 711-717; n. 104, p. 837-845 e n. 105, p. 940-957, 1951.

__________. A voz do planalto. In: Aspectos geográficos da terra Bandeirante. Rio de Janeiro: CNG, 1954.

FERRAZ, Joaquim de Sampaio. A meteorologia no Brasil. In: Fernando de Azevedo (org) As ciências no Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 1980. p. 205-240.

FERRI, Mario Guimarães; MOTOYAMA, Shozo. História das ciências no Brasil. São Paulo: Edusp, 1979.

FONZAR, Benedicta Catharina. O processo de ocupação regional. O modelo urbano e o conforto térmico na Alta Sorocabana: um texte aplicado à Presidente Prudente. São Paulo, 1981. Dissertação (Mestrado em geografia Física), USP/FFLCH. Inédita.

FRANÇA, Ary. Estudo sobre o clima da Bacia de São Paulo. Boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, n. 70, São Paulo: USP, 1946. (Tese de Doutorado)

__________. O quadro climato-botânico. In: Aroldo de Azevedo (org) A cidade de São Paulo. vol. 1, São Paulo: Cia Editora Nacional, 1958.

GEOSUL (Revista do Departamento de Geociências da UFSC) – Entrevista com Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro. Florianópolis: Geosul, n. 4, p. 99-127, 1987

GUADARRAMA, Maria Gloria M. de. Ritmo pluvial e produção de arroz no estado de São Paulo. Climatologia, São Paulo, n. 2, 1971.

GUERRA, Ignez Amelia L. Teixeira. Tipos de clima do nordeste. Separata da Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, vol. 17, n. 4, 1956.

GUIMARÃES, Fábio de Macedo Soares. Clima do Brasil. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, vol. 3, n. 27, p. 417-433, 1945.

HUNTINGTON, Ellsworth. Civilization and climate. New Haven: Yale University Press, 1915.

JUNOT, Lucas R. Estudo da temperatura da cidade de São Paulo. In: Congresso Brasileiro de Geografia, 9, 1940, Florianópolis. Anais, vol. 2, Rio de Janeiro, 1942. p. 460-488

__________. As chuvas da cidade de São Paulo. Arquivos de Higiene e Saúde Pública, São Paulo, vol. 8, n. 18, p. 9-90, São Paulo, 1944.

KÖPPEN, Wladimir. Climatologia. Ciudad de México: Fondo de Cultura Económica, 1948.

LEITE, M. A. Faggin Pereira. Análise geossistêmica em Geografia como subsídio ao planejamento paisagístico. São Paulo, 1983 Dissertação (Mestrado em Geografia Física) USP/FFLCH. Inédita




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal