Universidade federal da bahia



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*Frequência Absoluta


Na Tabela 7, o participante P4 apresentou avaliação de qualidade de vida Prejudicada (72,96%). Isto foi observado nas seis categorias de análise do AUQEI, com destaque para a categoria Autonomia, em que 100% das respostas foram indicativas do Índice de Infelicidade.


Tabela 7 - Análise do AUQEI para o Participante P4


AUQEI P4

Participante

Felicidade

Infelicidade

Total

P4

*Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

(%)

Função (4)

1

25

3

75

4

100

Família (6)

1

16,66

5

83,34

6

100

Lazer (5)

2

40

4

80

5

100

Autonomia (4)

0

0

4

100

4

100

Atividade Escolar (4)

1

25

3

75

4

100

Tratamento (3)

2

66,66

1

33,33

3

100

Geral (26)

7

27,04

19

72,96

26

100
*Frequência Absoluta

Na Tabela 8, o participante P5 apresentou predominância do Índice de Felicidade em todas as categorias de análise do AUQEI. Na avaliação geral, observa-se um percentual de 76,80% das respostas compondo este índice, o que sugere uma avaliação da qualidade de vida de P5 como Ótima.



Tabela 8 - Análise do AUQEI para o Participante P5



AUQEI P5

Participante

Felicidade

Infelicidade

Total

P5

*Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

(%)

Função (4)

3

75

1

25

4

100

Família (6)

4

66,68

2

33,32

6

100

Lazer (5)

5

100

0

00

5

100

Autonomia (4)

3

75

1

25

4

100

Atividade Escolar (4)

4

100

0

00

4

100

Tratamento (3)

1

33,33

2

66,66

3

100

Geral (26)

20

76,80

6

23,20

26

100
*Frequência Absoluta

Na Tabela 9, o participante P6 apresentou avaliação de qualidade de vida Ótima, com 84,48% de suas respostas compondo o Índice de Felicidade,e apenas 15, 52% para o Índice de Infelicidade. Na análise por categoria, observa-se que apenas na categoria Família o participante apresenta avaliação negativa, ainda assim, esta categoria também foi avaliada de forma positiva. Da mesma forma, destaca-se a categoria Tratamento, que foi avaliada com 100% das respostas compondo o Índice de Infelicidade


Tabela 9 - Análise do AUQEI para o Participante P6

AUQEI P6

Participante

Felicidade

Infelicidade

Total

P6

*Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

(%)

Função (4)

4

100

0

00

4

100

Família (6)

5

83,34

1

16,66

6

100

Lazer (5)

5

100

0

00

5

100

Autonomia (4)

4

100

0

00

4

100

Atividade Escolar (4)

4

100

0

00

4

100

Tratamento (3)

0

00

3

100

3

100

Geral (26)

22

84,48

4

15,52

26

100

*Freqüência Absoluta



Na Tabela 10, o participante P7 apresentou avaliação da qualidade de vida considerada Ótima, com um percentual de 84,48% das respostas compondo o Índice de Felicidade e 15,52% compondo o Índice de Infelicidade. Nas categorias Função, Família e Lazer, observa-se 100% das respostas compondo o Índice de Felicidade.
Tabela 10 - Análise do AUQEI para o Participante P7


AUQEI P7

Participante

Felicidade

Infelicidade

Total

P7

*Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

(%)

Função (4)

4

100

0

00

4

100

Família (6)

6

100

0

00

6

100

Lazer (5)

5

100

0

00

5

100

Autonomia (4)

3

75

1

25

4

100

Atividade Escolar (4)

3

75

1

25

4

100

Tratamento (3)

1

33,33

2

66,66

3

100

Geral (26)

22

84,48

4

15,52

26

100

*Frequência Absoluta



Na Tabela 11, apresenta-se domínio do Índice de Felicidade e Infelicidade dos sete participantes para as seis categorias de análise do AUQEI.
Tabela 11 - Análise do AUQEI para os Participantes



Participantes


Função

Família

Lazer

Autonomia

Atividade Escolar

Tratamento




*Fe.

(%)

**Inf.

(%)

Fe.

(%)

Inf.

(%)

Fe.

(%)

Inf.

(%)

Fe.

(%)

Inf.

(%)

Fe.

(%)

Inf.

(%)

Fe.

(%)

Inf.

(%)

P1

50

50

33,32

66,68

40

60

25

75

00

100

33,33

66,66

P2

75

25

66,68

33,32

80

20

100

00

75

25

33,33

66,66

P3

75

25

83,34

16,66

100

00

75

25

75

25

00

100

P4

25

75

16,66

83,34

40

80

00

100

25

75

66,66

33,33

P5

75

25

66,68

33,32

100

00

75

25

100

00

33,33

66,66

P6

100

00

83,34

16,66

100

00

100

00

100

00

00

100

P7

100

00

100

00

100

00

75

25

75

25

33,33

66,66

*Felicidade

** Infelicidade


4.2 AVALIAR O APRENDIZADO MUSICAL DE ESTUDANTES DE VIOLONCELO COM CARACTERÍSTICAS DE RISCO PARA TDAH


Trinta e sete alunos matricularam-se na intervenção Transtornos de déficit da Atenção e Hiperatividade (TDAH). Dois alunos nunca compareceram as aulas de violoncelo. Dos 37 alunos matriculados, somente 35 alunos participaram da intervenção musical; sendo que, 11% (n=4) evadiram e 89% (n=31) permaneceram no programa. Destes alunos, 63% (n=22) eram do sexo masculino e 37% (N=13), do sexo feminino. Com referência à faixa etária desses alunos, 37% (n=13) eram crianças e 63% (n=22) eram adolescentes.

Para analisar o aprendizado musical de crianças e adolescentes com características de risco para déficit de atenção e hiperatividade, a pesquisadora utilizou apenas os alunos com características de risco para TDAH que participaram das quatro avaliações (N=7). Para comparar a média entre os itens, utilizaram-se as medidas repetidas: ANOVA de Friedman2

No gráfico abaixo, apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental dos participantes com TDAH: Posição do Instrumento e Postura do Músico (PIPM); Posição da Mão Esquerda (PME); Posição da Mão Direita (PMD); Qualidade do Som (QS); e Afinação (A); e Entendimento Teórico (ET). No que se refere à primeira avaliação, a média dos itens foi de 1,00. Na segunda avaliação, a variação da média foi de 3 - 6,43, com destaque para os itens PME (M=6,43) e ET (M=6,43). Quanto à terceira avaliação, observou-se a variação de 4,43 - 8,71, com destaque para os itens PIPM (M=7,14), PME (M=8,14) e ET (M=8,71). Já na quarta avaliação, a variação da média foi de 8 – 9,71, com destaque para os itens PIPM (M=9,43), PME (M=9), e ET (M=9,71) (Figura 1; Tabela 11).
Figura 1 mostra o progresso dos itens fundamentais de análise da técnica instrumental de todos os participantes, com e sem TDAH: Posição do Instrumento e Postura do Músico (PIPM); Posição da Mão Esquerda (PME); Posição da Mão Direita (PMD); Qualidade do Som (QS); Afinação (A) e Entendimento Teórico (ET).

A primeira avaliação, a média dos itens, apresentou uma variação de 1,00 - 1,14. Na segunda avaliação, a variação da média foi de 2,50 - 6,64, com ênfase para os itens PIPM (M=6,64) e ET (M=5,32). Quanto à terceira avaliação, observou-se a média de 4,77 - 8,23, com ênfase para os itens PIPM (M=7,64), PME (M=7,68) e ET (M=8,23). Finalizando com a quarta avaliação, a variação da média foi de 6,82 – 9,14, com ênfase para os itens PIPM (M=9,1), PME (M=8,73), e ET (M=8,82).



Figura 1 – Avaliação Geral dos Alunos com características de risco para TDAH

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.



Tabela 12 – Média (M) e Desvio Padrão Geral (DP) - Apreensão da Técnica Instrumental dos Alunos com características de risco para TDAH


Média e Desvio Padrão (N=7)

1ª Avaliação




M

DP

Posição do Instrumento / Postura do Músico

1,00

,000

Posição da Mão Esquerda

1,00

,000

Posição da Mão Direita

1,00

,000

Qualidade do Som

1,00

,000

Afinação

1,00

,000

Entendimento Teórico

1,00

,000

2ª Avaliação




M

DP

Posição do Instrumento / Postura do Músico

5,57

1,988

Posição da Mão Esquerda

6,43

3,780

Posição da Mão Direita

3,57

1,988

Qualidade do Som

3,00

2,646

Afinação

5,86

2,795

Entendimento Teórico

6,43

3,259

3ª Avaliação




M

DP

Posição do Instrumento / Postura do Músico

7,14

2,734

Posição da Mão Esquerda

8,14

1,864

Posição da Mão Direita

5,71

2,870

Qualidade do Som

4,43

2,440

Afinação

6,71

2,360

Entendimento Teórico

8,71

2,215




Tabela 12 - Média (M) e Desvio Padrão Geral (DP) - Apreensão da Técnica Instrumental dos Alunos com características de risco para TDAH (cont.)

4ª Avaliação




M

DP

Posição do Instrumento / Postura do Músico

9,43

,535

Posição da Mão Esquerda

9,00

,000

Posição da Mão Direita

7,86

1,773

Qualidade do Som

7,86

1,773

Afinação

8,00

1,528

Entendimento Teórico

9,71

,756

Na Tabela 13 apresenta-se a descrição individual do progresso na apreensão da técnica instrumental dos participantes com TDAH durante as quatro avaliações. No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1 para todos os participantes. Na segunda avaliação, a variação da média do valor absoluto foi de 21 - 42, com destaque para os participantes 7, 2, e 1. Quanto à terceira avaliação, observou-se a variação de 32 - 48, com destaque para os participantes 2, 5, e 1. Já na quarta avaliação, a variação da média foi de 43 – 57, com destaque para o participante 7.



Tabela 13 - Frequência Absoluta Individual - Apreensão da Técnica Instrumental dos Alunos com características de risco para TDAH
*Frequência Absoluta


Aprendizado Musical

Participantes

Aval. 1

Aval. 2

Aval. 3

Aval. 4

TOTAL




*Fa

Fa

Fa

Fa

Fa

P1

6

38

43

51

138

P2

6

41

54

52

153

P3

6

21

32

53

291

P4

6

26

37

53

122

P5

6

34

48

52

140

P6

6

32

39

57

262

P7

6

42

32

43

123

Nas Tabelas 14 a 20, apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental dos participantes individualmente: Posição do Instrumento e Postura do Músico (PIPM); Posição da Mão Esquerda (PME); Posição da Mão Direita (PMD); Qualidade do Som (QS); Afinação (A); e Entendimento Teórico (ET).

Na Tabela 14, apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 1 (P1). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto (VA) dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 8, com destaque para os itens PMPI (VA=8), PME (VA=8) e A (VA=7). Quanto à terceira avaliação, observou-se uma média de 2 - 10, com destaque para os itens PIPM (VA=7,14), PME (VA=9) e ET (VA=10). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 6 – 10, com destaque para os itens PIPM, (VA=9), PME (VA=9), PMD (VA=9) e ET (VA=10).

Tabela 14 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P1


Participante 1




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

8

8

6

1

7

4

3ª Aval.

8

9

8

2

6

10

4ª Aval.

9

9

9

8

6

10

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 15 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 2 (P2). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 10, com destaque para os itens PMPI (VA=10), ET (VA=10) e A (M=8). Quanto à terceira avaliação, observou se que a média do valor absoluto de 8 - 10, com destaque para os itens PIPM (VA=10) e ET (VA=10). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 8 – 10, com destaque para os itens PIPM (VA=10), PME (VA=9), e A (VA=9).
Tabela 15 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P2


Participante 2




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

10

1

6

6

8

10

3ª Aval.

10

8

9

9

8

10

4ª Aval.

10

9

8

8

9

8

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 16 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 3 (P3). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 9, com destaque para os itens PME (VA=9) e PMPI (VA=6). Quanto à terceira avaliação, observou se que a média do valor absoluto foi 2 - 9, com destaque para os itens PME (VA=9) e A (VA=9). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 8 – 10, com destaque para o item ET (VA=10). Vale ressaltar que os outros itens ficaram com o valor absoluto entre 8 e 9.
Tabela 16 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P3


Participante 3




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

6

9

2

1

2

1

3ª Aval.

2

9

4

4

9

4

4ª Aval.

9

9

8

8

9

10

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 17 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 4 (P4). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 9, com destaque para os itens PMPI (VA=9) e ET (VA=6). Quanto à terceira avaliação, observou-se a média do valor absoluto de 2 - 10, com destaque para os itens ET (VA=10), PMPI (VA=9) e A (VA=8). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 8 – 10, com destaque para o item ET (VA=10). Vale ressaltar que os outros itens ficaram com o valor absoluto entre 8 e 9.
Tabela 17 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P4


Participante 4




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

9

1

4

4

2

6

3ª Aval.

9

4

4

2

8

10

4ª Aval.

9

9

8

8

9

10

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 18 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 5 (P5). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 2 - 8, com destaque para o item PME (VA=8). Quanto à terceira avaliação, observou se que a média do valor absoluto foi de 6 - 9, com destaque para o item QS (VA=6), por ter ficado com um valor absoluto abaixo da média. Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 8 – 9. Vale ressaltar que todos os itens ficaram com o valor absoluto entre 8 e 9.

Tabela 18 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P5

Participante 5




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

4

8

2

7

7

6

3ª Aval.

8

9

9

6

8

8

4ª Aval.

9

9

9

9

8

8

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 19 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 6 (P6). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 8, com destaque para o item PMPI (VA=8), PME (VA=8) e ET (VA=8). Quanto à terceira avaliação, observou-se que a média do valor absoluto foi de 4 - 10, com destaque para os itens ET (VA=10) e PME (VA = 9). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 9 – 10.
Tabela 19 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P6


Participante 6




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

8

8

1

1

6

8

3ª Aval.

6

9

4

4

6

10

4ª Aval.

10

9

9

9

10

10

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.

Na Tabela 20 apresenta-se a descrição geral do progresso na apreensão da técnica instrumental do participante 7 (P7). No que se refere à primeira avaliação, a média do valor absoluto dos itens foi de 1. Na segunda avaliação, a média do valor absoluto foi de 1 - 10, com destaque para os itens PME (VA=10), ET (VA=10) e A (VA=9). Quanto à terceira avaliação, observou-se que a média do valor absoluto foi de 2 - 9, com destaque para os itens PME (VA =9) e ET (VA=9). Já na quarta avaliação, a variação do valor absoluto foi de 4 – 10, com destaque para os itens PMPI (VA=10), ET (VA=10), e PME (VA=9).
Tabela 20 - Análise Individual do Aprendizado Musical para o participante P7



Participante 7




PMPI

PME

PMD

QS

A

ET

1ª Aval.

1

1

1

1

1

1

2ª Aval.

8

10

4

1

9

10

3ª Aval.

6

9

2

4

2

9

4ª Aval.

10

9

4

4

6

10

PIPM = Posição do Instrumento / Posição do Músico; PMD = Posição da Mão Direita; PME = Posição da Mão Esquerda; QS = Qualidade do Som; A = Afinação; e ET = Entendimento Teórico.



4.3 VERIFICAR A RELAÇÃO ENTRE A QUALIDADE DE VIDA E APRENDIZADO MUSICAL DE ESTUDANTES DE VIOLONCELO COM CARACTERÍSTICAS DE RISCO PARA TDAH
Na tabela 21, observa-se a relação entre a Qualidade de Vida e o Aprendizado Musical. Dentre os 7 participantes, destacam-se P1, P4 e P7 com o coeficiente de aprendizado musical mais baixo, sendo os valores respectivamente 138, 122 e 123. Dentre estes 3 participantes, P1 e P4 apresentaram Qualidade de Vida prejudicada, com predomínio do Índice de Infelicidade na análise do AUQEI. Os participantes P3 e P6 obtiveram os maiores coeficientes de aprendizado musical, respectivamente 291 e 262. O P2 apresentou o coeficiente de aprendizado musical de 153 e por último, P5 obteve coeficiente de aprendizado musical igual a 140.
Tabela 21 - Análise da Influência da Qualidade de Vida no Aprendizado Musical


Participante

Felicidade

Infelicidade

Total

Aprendizado Musical




**Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

(%)

Fa

P1*

8

30,72

18

69,28

26

100

138

P2

19

72,96

7

27,04

26

100

153

P3

19

72,96

7

27,04

26

100

291

P4*

7

27,04

19

72,96

26

100

122

P5

20

76,80

6

23,20

26

100

140

P6

22

84,48

4

15,52

26

100

262

P7

22

84,48

4

15,52

26

100

123

* Domínio do Índice de Infelicidade

** Frequência Absoluta




5 DISCUSSÃO

Os resultados obtidos com este estudo demonstram um quadro semelhante ao observado por Nobre (2008) em um estudo sobre avaliação de Qualidade de Vida em portadores de doenças crônicas. Visto que, se observou, que em sua maioria, crianças e adolescentes tendem a avaliar sua qualidade de vida de forma positiva, mesmo possuindo uma doença ou transtorno de caráter crônico. Outro ponto comum entre os estudos, é que mesmo os participantes que avaliaram sua qualidade de vida geral de forma positiva, demonstraram na categoria tratamento, uma avaliação mais prejudicada. O que sugere que os participantes só relacionam prejuízos advindos do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade quando necessitam se submeter a atendimento clínico.

Esta análise é possível, visto que dos 7 participantes da pesquisa, apenas 2 apresentaram avaliação geral da qualidade de vida prejudicada. Os demais apresentaram avaliação positiva, ressalvando a categoria tratamento que foi avaliada de forma negativa por todos, mas não implicou na avaliação geral, visto que se excluirmos esta categoria na análise, os resultados não se alteram, ficando os participantes P1 e P4 com qualidade de vida prejudicada e P2, P4, P5, P6 e P7 com qualidade de vida preservada. Estes resultados podem estar relacionados a dois motivos: a) dessensibilização às contingências do tratamento/avaliação diagnóstica, como freqüência a consultas médicas e realização de exames, ou b) baixo entendimento acerca das implicações do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sua rotina, atribuindo ao TDAH apenas as contingências aversivas presentes durante avaliação clínica (associadas a consultas médicas, realização de exames, baixo rendimento acadêmico).

Em relação ao Aprendizado musical, observou-se, com os dados obtidos por meio da Escala de Avaliação do Aprendizado Musical (DeFreitas, 2008), que todos os participantes apresentaram desempenho crescente ao longo das quatro avaliações. Na avaliação de linha de base (Fig1 e Tabela 11) nota-se que os quesitos que ofereceram maior dificuldade aos participantes foram Posição da Mão Direita (PMD), Qualidade do Som (QS) e Afinação (A). Mas também nestes quesitos observa-se uma evolução.

Na análise individual do aprendizado musical, durante a primeira avaliação, observou-se uma linearidade no aprendizado. Como já era esperado, todos apresentaram coeficientes de aprendizado musical baixo, pois nunca haviam estudado música. Já na segunda avaliação, observa-se o crescimento no coeficiente, o que se repete na terceira e quarta avaliação.

Com os dados do participante P1, observa-se que ele apresentou um crescimento no coeficiente de aprendizado musical ao longo das quatro avaliações, com destaque para Posição do Instrumento/Postura do Músico (PIPM) e Posição da mão esquerda (PME), visto que na primeira avaliação, conforme se esperava, ele apresentou coeficiente próximo de zero nos dois itens, mas já na quarta avaliação ele alcançou o coeficiente 9. Já os quesitos de avaliação em que ele obteve o menor rendimento ao longo das avaliações foram Posição da Mão Direita (PMD) e Afinação (A). Estes quesitos acabaram por influenciar o rendimento do quesito Qualidade do Som (QS). Vale ressaltar que a dificuldade em se adequar a alguns quesitos da prática instrumental pode estar relacionada a própria dificuldade em controlar o comportamento motor e a atenção, característico da criança hiperativa (NOBRE, 2008).

O participante P2 apresentou resultados satisfatórios, onde obteve no quesito Posição do Instrumento/ Postura do Músico (PIPM), uma crescente, obtendo coeficiente 10 na terceira e quarta avaliação. Nos outros quesitos, apresentou rendimento considerado excelente. O item de menor rendimento foi Entendimento Teórico (ET), onde apresentou pontuação máxima igual a 8.

Nos resultados do participante P3, observou-se que ocorreu uma dificuldade deste, em assimilar os itens analisados, verificando poucas diferenças dos resultados nos quesitos Qualidade do Som (QS), Entendimento Teórico (ET), Afinação (A) e Posição da Mão Direita (PMD) da primeira para a segunda avaliação, com notas 1 e 2 respectivamente. Nos quesitos Posição do Instrumento/Postura do Músico (PIPM) e Posição da Mão Esquerda (PME) foi verificado melhoras no resultado com notas 9 na última avaliação. Este resultado pode estar relacionado a falta de atenção e concentração do indivíduo com TDAH ( ROHDE et. al., 2000).

Verificou-se no participante P4, um desenvolvimento musical típico, salientando uma leve dificuldade nos itens Postura da Mão Esquerda (PME), Postura da Mão Direita (PMD), Qualidade do Som (QS) e afinação nos resultados apresentados na segunda avaliação. Houve uma redução no coeficiente de aprendizado musical na terceira avaliação no quesito Qualidade do Som (QS) e um excelente desenvolvimento no quesito Entendimento Teórico (ET) com pontuação 10.

O participante P5 apresentou em seus resultados no Aprendizado Musical, um desenvolvimento crescente, apresentando nota 9 na quarta avaliação em quase todos os quesitos. Dados semelhantes foram observados no participante P6. Ocorre em alguns quesitos uma dificuldade na melhora no aprendizado, visto que se referindo a Posição da Mão Direita (PMD) e a Qualidade do Som (QS), tiveram notas 1 também na segunda avaliação. Em compensação teve um excelente resultado obtido com notas 10 nos quesitos Posição do Instrumento/Postura do Músico (PIPM), Afinação (A) e Entendimento Teórico (ET). Este foi considerado um dos melhores resultados obtidos.

Finalmente o Participante P7, obteve um resultado considerado relevante perante as conseqüências do indivíduo com TDAH. Houve uma dificuldade na progressão dos quesitos, com melhoras em uma avaliação e queda em outra. Apresentou dificuldades total no aprendizado em 2 quesitos, Posição da Mão Direita (PMD) e Qualidade do Som (QS), com nota 4 nas avaliações finais nestes dois quesitos. Apresentou um bom resultado na Posição da Mão Esquerda (PME) e Entendimento Teórico (ET).

Assim, em relação ao aprendizado musical, observou-se que os sete participantes apresentaram aumento no coeficiente de aprendizado musical. Observando-se que todos os participantes apresentaram menor rendimento nos mesmos itens: Posição da Mão Direita (PMD), Qualidade do Som (QS) e Afinação (A). No entanto, mesmo nestes itens observou-se desenvolvimento musical. Nesse sentido, o curso de aprendizado desses alunos com características de risco para TDAH não se difere do curso que os alunos com desenvolvimento típico (DeFreitas, 2009)

A relação entre a Qualidade de Vida e o Aprendizado Musical foi estabelecida utilizando-se o Índice Geral de Qualidade de Vida e o Coeficiente Geral de Aprendizado Musical. Foi calculada a média do coeficiente de aprendizado musical entre os sete participantes, obtendo-se M=175,57. Analisando as médias individuais, observa-se que dos sete participantes, apenas P3 e P6 obtiveram coeficientes maiores que a média. Os demais, P1, P2, P4, P5 e P7 estiveram abaixo. Sendo que apenas P1 e P4 apresentaram avaliação da qualidade de vida prejudicada. Os demais apresentaram avaliação positiva de sua qualidade de vida. Dessa forma, sugere-se que dentre estes participantes, a qualidade de vida não parece ter sido um fator determinante para o aprendizado.

Uma análise mais rigorosa acerca das características sócio-demográficas e das características mais específicas que incluem estes participantes na categoria de indivíduos com características de risco para TDAH pode auxiliar no entendimento de que variáveis de fato podem estar interferidos no aprendizado musical. Em tempos, é necessário que se leve em consideração uma característica relevante do grupo avaliado. Estes participantes parecem desconhecer as implicações das características de risco para TDAH que apresentam. Este é um fato amplamente discutido na literatura, e que encontra amparo na pesquisa realizada por Nobre (2008).



6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com esta pesquisa foi possível identificar que alunos com características de risco para TDAH podem ter acesso a educação musical, com reais potencialidades de se desenvolver como músicos. Isto é importante, porque tradicionalmente, estes alunos ficam à margem das instituições de ensino musical, pois o que se pretende nas escolas de música é a formação de performers, e o aluno com TDAH tem em seu desenvolvimento uma série de características que comprometem o alcance desse objetivo, tais como: comportamento motor impulsivo, déficit de atenção e impulsividade.

No entanto, não se pode desconsiderar que estes alunos representam um desafio maior no processo de ensino-aprendizagem. Falando especificamente da aula de violoncelo, pode-se identificar como principais dificuldades, manter-se sentado durante a aula, reduzir a atividade motora irrelevante para a tarefa musical, manter a atenção aos comandos e seguir as regras. Identificadas estas dificuldades, é possível traçar um planejamento da forma mais adequada para o manejo com estes alunos em sala de aula, principalmente se considerarmos que estes alunos estão inseridos em turmas regulares de violoncelo, não sendo conferido a eles tratamento diferenciado no que se refere às tarefas da aula, tampouco, ao seguimento de regras.

Neste sentido, ressalta-se que não foram ignoradas as limitações que estes alunos apresentavam, mas sim, privilegiou-se avaliar o seu desenvolvimento global, para que fossem identificadas além das dificuldades, as suas potencialidades. Isto foi necessário, para que os professores tivessem embasamento para o manejo mais adequado com estes alunos, no sentido de atender algumas demandas específicas deles, como: sair da sala com mais freqüência, levantar-se durante as aulas, responder de imediato a perguntas, mesmo antes de sua completa elaboração, ocasionando erros freqüentes mesmo quando eles possuíam conhecimento.

Todas estas características foram consideradas no momento de avaliar os alunos, separando o que poderia ser déficit no aprendizado, e assim, intensificar o trabalho neste campo, e o que era dificuldade em se organizar durante a aula, fazendo com que o aluno, mesmo possuindo o conhecimento necessário, respondesse de modo errado a uma determinada tarefa. Dessa forma, buscou-se reduzir o impacto negativo da dificuldade apresentada pelos alunos na sua rotina de aula, evitando que o ambiente de aula de música se tornasse aversivo.

Isto só foi possível, devido aos esforços em formar uma equipe multiprofissional para avaliar os alunos, bem como pelo traçado do perfil de cada um deles, seja os que possuíam desenvolvimento típico, seja os que apresentavam características de risco para o TDAH. Dessa forma, foi possível desenvolver um método de trabalho cujo objetivo extrapolou a formação musical. Assim, o que se objetivou com a inclusão destes alunos na escola de música, foi a promoção de uma melhor qualidade de vida, com o oferecimento de uma atividade que possui características que podem oferecer benefícios para o desenvolvimento cognitivo, bem como para o estabelecimento de relações sociais mais adequadas.

Isto foi possível, porque a aula de música era realizada em grupo, e atentava-se não só para os comportamentos do aluno voltados para a prática musical, mas também para as relações estabelecidas com os professores e com os colegas de turma. De modo mais específico, e baseando em estudos realizados por pesquisadores da área de educação musical, ofereceu-se a estes alunos um espaço com atividades que são consideradas potencializadoras do aumento dos comportamentos de atenção, redução de comportamentos hiperativos/impulsivos.

Dessa forma, alterar o curso de desenvolvimento prejudicado que as características de TDAH trazem para quem as possui, pode ser traduzido em alterar o modo como o próprio indivíduo se vê, e como as outras pessoas passam a se relacionar com eles. Visto que, o seu comportamento começa a ser estabelecido dentro dos padrões esperados para sua idade, e seu processo de aprendizagem passa a refletir o controle de comportamentos inadequados. Isto tudo, pode ter influência direta na qualidade de vida destes alunos.

Por se tratar de um campo de pesquisa recente, e promover a inclusão de alunos que tipicamente são excluídos das instituições de ensino musical, este estudo se mostra relevante, contribuindo para que educadores musicais se disponibilizem para atender a este público, refinando os métodos de ensino musical. Assim, sugere-se que mais estudo sejam realizados, com o objetivo de expandir os conhecimentos nesta área.


7 REFERÊNCIAS

ABREU, Gabriela Navarro de; AGLI, Betânia Alves Veiga Dell. A desatenção de crianças com e sem queixa de dificuldade de aprendizagem sob o ponto de vista do professor. IX Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE. São Paulo, 2009.


ALVAREZ, Isabel Francisca. Los beneficios de la Música en el tratamiento de La Hiperactividad. Madrid. Filomúsica, 2004.
ÁLVAREZ-ARBOLEDA, Lina Maria; RODRÍGUEZ-AROCHO, Wanda; MORENO-TORRES, Mary Annette. Evaluación neurocognoscitiva del transtorno Por déficit de atención com hiperactividad. Perspectivas Psicológicas, 2003.
AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Clinical practice guideline: Diagnosis and evaluation of the child with attention-deficit/hyperactivity disorder. Pediatrics, 2000.
ANDRÉ, Marli. Pedagogia das diferenças na sala de aula. Papirus, 2008.
ANDRADE, Maria da Conceição de Oliveira. A Prática Pedagógica de Professores de Alunos com Déficit de Atenção/Hiperatividade. 2006. 121F. Dissertação (Mestrado em Educação) – Departamento de Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2006.

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