Universidade Federal de Pernambuco Graduação em Ciência da Computação



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Lista de Imagens


Fig1 – Arquitetura do Napster 19

Fig2 – Arquitetura Gnutella 20

Fig3 – Rede virtual de JXTA 24

Fig4 – Camadas lógicas de JXTA 25

Fig5 – Funcionamento dos Pipes 27

Fig6 – pilha de protocolos de JXTA 29

Fig7 – Relays em JXME 34

Fig8 – Encapsulamento da Aplicação 37

Fig9 – Módulo de localização 38

Fig10 – Configuração da rede JXTA 41

Fig11 – Tela de configuração 42

Fig12 – Tela do Chat 42

Fig13 – Lista de Peers 43

Fig14 – Informações de Localização 43

Fig15 –Posicionamento no Mapa 44

1 - Introdução

O crescimento do uso de celulares é um fenômeno mundial. E cada vez mais os celulares deixam de ser apenas aparelhos para a comunicação através de voz, e passam a agregar vários outros tipos de serviços. O chamando padrão da 3ª geração de sistemas de comunicação móvel define vários serviços em seu padrão. Um desses serviços são os chamados Location-Based Services (serviços baseados em localização), que são aplicações que utilizam a localização do usuário para permitir uma experiência mais vívida ao mesmo em sua interação com o seu celular.


Para que tais serviços possam ser oferecidos, as redes de celulares ao longo do tempo passaram a ter mais largura de banda, e tecnologias como GPRS surgiram para facilitar o acesso a Internet através dos aparelhos celulares, permitindo assim uma interação maior entre os usuários de forma que possam até interagir através de blogs, fotologs, chats, e até como verdadeiras comunidades virtuais.
O aumento da banda é realmente uma tendência para as futuras tecnologias dessa área. Com essa visão em mente, e os celulares cada vez mais absorvendo mais funcionalidades, principalmente multimídias, começa a se tornar realidade o uso dos celulares para comunicação P2P, seja para troca de arquivos, chats, ou até para interagir com outros tipos de dispositivos inteligentes.
Esse trabalho tem o objetivo de explorar essas idéias,e integrá-las de forma a demonstrar a potencialidade da abordagem, e um pouco do poder dos serviços e aplicações que podem ser desenvolvidas para celulares.

1.1 - Objetivos



Objetivo principal:

  • Demonstrar o uso de uma rede Peer-to-Peer utilizando dispositivos móveis limitados (celulares) para criar comunidades virtuais onde os usuários possam interagir de uma forma mais rica através do compartilhamento de suas localizações geográficas.


Objetivos Secundários:

  • Demonstrar a potencialidade da plataforma de comunicação Peer-to-Peer JXTA

  • Demonstrar o uso da mesma para dispositivos celulares

  • Demonstrar o uso e a potencialidade da API de Localização de Java.



1.2 - Relevância

A relevância deste trabalho está na inovação da abordagem. Durante a fase de pesquisa para o desenvolvimento deste trabalho não foram encontradas documentações sobre o desenvolvimento de trabalhos semelhantes. O uso de JXTA no meio acadêmico brasileiro ainda é limitado, e a API de Localização usada nesse trabalho é muito recente e praticamente, excluindo-se empresas da área como Nokia e a Sun Microsystens, não foram encontrados outros projetos em andamento.



1.3 - Organização do Trabalho

O trabalho está organizado em 6 capítulos. O capítulo 2 apresenta o estado da arte, onde são debatidos e apresentados os conceitos de comunidades virtuais, redes Peer-to-Peer e serviços baseados em localização. Além disso são fornecidos dados e perspectivas para o futuro das tecnologias. No capítulo 3 são apresentadas as principais plataformas tecnológicas utilizadas nesse trabalho, visando explanar suas características básicas, seus elementos, vantagens e desvantagens. Esse capítulo é de fundamental importância para o entendimento da escolha das plataformas. No capítulo 4 é apresentado o aplicativo de prova de conceito deste trabalho, e explicado como cada conceito foi utilizado, as decisões tomadas, o funcionamento da aplicação, os problemas que surgiram. No capítulo 5 são apresentadas as conclusões obtidas neste trabalho e as perspectivas de trabalhos futuros.



2 - Estado da Arte




2.1 - Comunidades Virtuais

O conceito de comunidade e suas origens são questões bastante debatidas na Sociologia. Uma das definições mais aceitas é a do pensador humanista alemão Max Weber, segundo Weber “Chamamos de comunidade a uma relação social na medida em que a orientação da ação social, na média ou no tipo ideal, baseia-se em um sentido de solidariedade: O resultado de ligações emocionais ou tradicionais dos participantes”. Por essa definição percebe-se que o conceito emocional é peça chave na constituição de uma comunidade, por isso acredita-se que um dos principais motivos para a formação das primeiras comunidades primitivas foi o sentimento de sobrevivência da espécie humana.


Já nos dias atuais onde se vive a chamada “era da informação”, onde vários conceitos que conhecemos e vivenciamos no nosso dia a dia são dispostos de novas formas, através de várias tecnologias, o conceito de comunidade também evoluiu, as barreiras geográficas que delimitavam as comunidades foram transpostas, e passaram a surgir as chamadas comunidades virtuais. Segundo Rheinghold [Rheinghold93], “As comunidades virtuais são agregados sociais que emergem na rede quando muitas pessoas levam adiante discussões públicas durante um tempo suficiente, com sentimento humano o suficiente, para formar uma rede de relações pessoais no Cyberspaço”.
Nas comunidades virtuais pessoas usam palavras na tela de um dispositivo que realiza computação para realizar uma discussão, seja divertida, intelectual, comercial, e até mesmo amorosa. Pessoas numa comunidade virtual fazem as mesmas coisas que a pessoas fazem no mundo concreto ou real.
O recente fenômeno do sucesso no Brasil de comunidades virtuais como o orkut, levantam a discussão dos limites, benefícios e malefícios desse novo tipo de interação entre as pessoas que a cada dia se consolida mais. Com problemas como a violência crescente, as pessoas tendem a ficar mais em suas casas, mas através das comunidades virtuais não se isolam do mundo.

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