Universidade federal de santa catarina



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO TECNOLÓGICO

CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO


Trabalhando Planejamento de Sistemas de Informação para Agronegócios.

Estudo de Caso de uma Fazenda Floricultora.

LEONARDO DE OLIVEIRA MÜLLER


FLORIANÓPOLIS

2004

LEONARDO DE OLIVEIRA MÜLLER

Trabalhando Planejamento de Sistemas de Informação para Agronegócios.

Estudo de Caso de uma Fazenda Floricultora.

Rascunho do Trabalho de Conclusão de Curso a ser apresentado ao Curso de Graduação em Sistemas de Informação do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina.

Orientador: Prof.ª Prof. Dr. Roberto Carlos dos Santos Pacheco


FLORIANÓPOLIS

2004

SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO
11

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO 11

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO 11

1.2 JUSTIFICATIVA 12

1.2 JUSTIFICATIVA 12

1.3 OBJETIVOS 14

1.3 OBJETIVOS 14

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO 15

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO 15

1.5 METODOLOGIA 15

1.5 METODOLOGIA 15

2. AGRONEGÓCIOS 17

2.1 DEFINIÇÃO 17

2.1 DEFINIÇÃO 17

2.2 ESTRUTURA DO AGRONEGÓCIO 18

2.2 ESTRUTURA DO AGRONEGÓCIO 18

2.3 NATUREZA DAS ATIVIDADES DO AGRONEGÓCIO 20

2.3 NATUREZA DAS ATIVIDADES DO AGRONEGÓCIO 20

2.4 A TI NO AGRONEGÓCIO 22

2.4 A TI NO AGRONEGÓCIO 22

2.5 AS FAZENDAS FLORICULTORAS NO AGRONEGÓCIO 24

2.5 AS FAZENDAS FLORICULTORAS NO AGRONEGÓCIO 24

3. PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (PSI) 26

3.1 DEFINIÇÕES 26

3.1 DEFINIÇÕES 26

3.2 ÁREAS RELACIONADAS 27

3.2 ÁREAS RELACIONADAS 27

3.3 METODOLOGIAS DISPONÍVEIS 28

3.3 METODOLOGIAS DISPONÍVEIS 28

3.4 O CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE UM PSI 28

3.4 O CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE UM PSI 28

3.5 METODOLOGIA ADOTADA 29

3.5 METODOLOGIA ADOTADA 29

4. PROPOSTA 31

4.1 INTRODUÇÃO 31

4.1 INTRODUÇÃO 31

4.2 CENÁRIO DO ESTUDO DE CASO 31

4.2 CENÁRIO DO ESTUDO DE CASO 31

5. CONCLUSÕES E FUTUROS TRABALHOS 32

REFERÊNCIAS 33

1. INTRODUÇÃO

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO

Segundo Araújo (2003), a cadeia produtiva de todo agronegócio divide-se em três grandes áreas:


Figura 1: Esquematização dos três setores do agronegócio e suas relações.

Antes da porteira estão as empresas maiores, já com um bom/ótimo grau tecnológico e que detêm a maior parte do mercado de agronegócios (65%). Normalmente são poucas grandes empresas multinacionais que detêm a tecnologia e controlam o mercado, como empresas que vendem sementes transgênicas. Além de sementes fornecem todo tipo de produto necessário para a produção: adubos, defensivos agrícolas, etc.

Dentro da porteira estão os produtores, as fazendas em si, que compram do fornecedor e vendem


ao consumidor (normalmente vendem a um atravessador). Trata-se do elo mais fraco da
cadeia de agronegócios, já que dificilmente se organizam em cooperativas ou
associações como deveriam (quadro com tendência de mudança). Detêm 15% do
mercado. Um dos principais problemas dos produtores está na dicotomia de visão financeira. Ao comprar de fornecedores perguntam "quanto custa" e ao vender para os consumidores perguntam "quanto você paga?" (ARAÚJO, 2003). Em conseqüência, acabam perdendo nessas negociações, já que não formam preços conforme preceitos da administração financeira. Há uma carência de maior profissionalização no campo tanto na área administrativa quanto na área de sistemas de informação que se encontra centrada em soluções para o nível operacional.

A cadeia produtiva do setor de flores e plantas ornamentais se enquadra neste esquema e é especialmente complexa na área de produção, tendo em vista que é necessário administrar culturas de espécies variadas, cada uma com suas especificidades em relação à manutenção (adubos, defensivos agrícolas, podas, luminosidade, temperatura, umidade, entre outras) e em um mesmo local.

Empresas de informática voltadas à área rural podem ser incluídas como parte integrante do setor antes da porteira da cadeia produtiva do agronegócio.

“Com certo atraso temporal, o segmento ‘antes da porteira’ no Brasil já apresenta destaque em nível mundial, sobretudo com referência à pesquisa agropecuária, com predomínio da atuação governamental. Os avanços tecnológicos nas três últimas décadas são fantásticos, iniciando com a tecnologia para incorporação soa cerrados, e, atualmente, ocupando espaços com tecnologias de ponta, como engenharia genética, informática, tecnologias agroindustriais, embalagens e outras”(ARAUJO, 2003, p. 137)



1.2 JUSTIFICATIVA


De acordo com o ministério da agricultura do Brasil, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. O agronegócio é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país.

O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Estima-se que o PIB do setor chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra US$ 165,5 bilhões alcançados no ano passado. Entre 1998 e 2003, a taxa de crescimento do PIB agropecuário foi de 4,67% ao ano. No ano passado, as vendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36 bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões.

Em Santos, Marion e Segatti (2002, p.158) afirma-se que o agricultor não pode mais errar e terá que dividir as atenções entre as atividades da fazenda e as questões além da porteira de sua propriedade.

“Uma grande ferramenta de auxílio ao administrador rural na hora de gerenciar a Empresa Agropecuária é a informática e principalmente o programa ou software. Utilizando-se deste recurso, eles podem organizar os dados de tal forma que a qualquer momento e de forma muito rápida podem consulta-los, efetuar cálculos, elaborar gráficos, imprimir relatórios ou consultar informações solicitadas”.(SANTOS, MARION, SEGATTI, 2003, p.158).


As peculiaridades do agronegócio foram bem resumidas no seguinte trecho:

“A administração de empresas do Agribusiness, especialmente as empresas rurais, têm peculiaridade do ponto de vista administrativo. Em primeiro lugar, porque na produção rural o homem não tem total controle, pois quem produz na realidade é a natureza, ou seja, ele procura harmonizar os bens de produção, mas existem muitas variáveis incontroláveis. Segundo porque há baixos níveis de densidade tecnológica e educacional. Além disso, geralmente são grandes as distâncias geográficas entre os elementos de uma cadeia produtiva, principalmente nas empresas rurais”. (RODRIGUES, 1999, p. 4)


Ainda segundo Santos, Marion e Segatti (2002, p.159), para a utilização da informática como ferramenta gerencial basta ter um mínimo de noção de organização, pessoas comprometidas em querer resultados e possuir um objetivo claro quanto à adoção de novas tecnologias.

Neste ponto faz-se necessário o planejamento de sistemas de informação, que, segundo Amaral e Varajão (2000, p. 31), é caracterizado genericamente como uma atividade organizacional onde se define:



  • O futuro desejado para o seu sistema de informação.

  • O modo como este deverá ser suportado pela TI.

  • A forma de concretizar e operacionalizar esse suporte.

Um PSI executado corretamente, como visto, proverá à organização objetivos claros quanto à adoção de novas tecnologias e auxiliará na utilização da informática como ferramenta gerencial.

Este trabalho visa o planejamento de sistemas de informação para uma fazenda floricultora, buscando responder às seguintes perguntas:


  1. Qual as necessidades de informação a nível operacional, gerencial e estratégico para uma fazenda floricultora?”

  2. Qual a estrutura de TI é necessária para atender a demanda de informação no nível operacional, gerencial e estratégico de uma fazenda floricultora?


1.3 OBJETIVOS

O objetivo geral deste estudo consiste em elaborar um documento contendo o planejamento de sistemas de informação de uma fazenda floricultora.

Especificamente espera-se alcançar os seguintes objetivos:


  • Levantar as necessidades de informação em uma fazenda floricultora.

  • Definir uma arquitetura global para a informação na fazenda floricultora.

  • Identificar oportunidades que permitam obter vantagens da TI na organização.

  • Identificar a TI necessária para um horizonte de X anos.




1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

No primeiro capítulo apresentou-se uma introdução do que será estudado e realizado ao longo deste trabalho.

O segundo capítulo apresenta uma fundamentação teórica sobre agronegócios, incluindo definições, estruturação da cadeia de agronegócios, natureza da cadeia de agronegócios – em especial no Brasil - papel da TI no agronegócio e como as fazendas floricultoras se inserem na cadeia do agronegócio.

No capítulo três apresenta-se uma fundamentação teórica do que é Planejamento de Sistemas de Informação, com definições, áreas relacionadas, metodologias disponíveis, ciclo de desenvolvimento de um PSI e maior detalhamento sobre a metodologia adotada.

A proposta deste trabalho com a descrição de sua execução encontra-se no capítulo quatro, estruturado em introdução, cenário do estudo de caso e os passos da metodologia adotada.

No capítulo cinco encontram-se as conclusões e recomendações, com o objetivo de ressaltar as principais observações obtidas e recomendar o desenvolvimento de novos trabalhos a partir deste.



1.5 METODOLOGIA

Para a realização do estudo aqui proposto faz-se necessária a adoção de um método de planejamento de sistemas de informação.

Devido a certa familiaridade do autor e sua aderência com os objetivos deste trabalho, o método BSP, proposto pela IBM em 1984, foi escolhido. Este método divide-se em treze passos distintos (AMARAL e VAREJÃO, 2000):


  1. Atividades preliminares.

  2. Preparação do estudo.

  3. Início Formal do Estudo.

  4. Definição dos processos da organização.

  5. Identificação dos requisitos de dados.

  6. Definição da arquitetura da informação.

  7. Análise do apoio atual do SI aos processos.

  8. Realização de entrevistas.

  9. Sistematização da informação e conclusões.

  10. Determinação de prioridades de implementação.

  11. Análise da gestão de informação.

  12. Desenvolvimento de recomendações.

  13. Documentação e comunicação de resultados.

O método aqui descrito será adaptado para ser executado dentro das possibilidades do autor e da fazenda floricultora a ser estudada.



2. AGRONEGÓCIOS


2.1 DEFINIÇÃO

Araújo (2003, p. 16) define agronegócio como o conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção nas unidades agropecuárias, até o processamento e distribuição e consumo dos produtos ‘in natura’ ou industrializados.


“Agribusiness ou agronegócio, é o termo usado para denominar todo um conjunto de agentes econômicos integrados à produção agropecuária, incluindo as instituições que dão suporte e apoio ao setor. O antigo conceito de setor rural, que tinha como foco de atenção a propriedade agrícola, deu lugar ao de cadeia produtiva ou Agribusiness que além de incorporar o consumidor no processo inclui as inter-relações entre os diversos elementos da cadeia produtiva.” (RODRIGUES, 1999, p.2)
Em Ribeiro (97, p.2), o autor inicia o artigo definindo agronegócio como “um termo usado para denominar todo um conjunto de agentes econômicos interligados à produção agropecuária, incluindo as instituições que dão suporte e apoio ao setor”, e complementa afirmando que “o conceito de agribusiness altera o antigo conceito de um setor rural centrado na propriedade agrícola e voltado somente para o processo produtivo, para um conceito dinâmico de cadeia produtiva envolvendo os diferentes agentes econômicos em suas inter-relações e incorporando definitivamente o consumidor ao processo”.

2.2 ESTRUTURA DO AGRONEGÓCIO

Montoya separa os setores do agronegócio em montante, produção e jusante, que correspondem respectivamente, ao três grandes setores do agronegócio: antes da porteira, dentro da porteira e após a porteira.

Neste trabalho será utilizado o conceito de antes da porteira, dentro da porteira e após a porteira.

Segundo Araújo (2003,p.19), o setor antes da porteira inclui:



  • Insumos agropecuários

  • Máquinas, implementos, equipamentos e complementos

  • Água

  • Energia

  • Corretivos de solos

  • Fertilizantes

  • Agroquímicos, também denominados de agrotóxicos.

  • Compostos orgânicos

  • Materiais genéticos

  • Hormônios

  • Inoculantes

  • Rações

  • Sal comum e sais minerais

  • Produtos veterinários

O estudo de caso aqui proposto se dará em uma produtor de plantas ornamentais, que enquadra-se no segmento de produtores. Araújo (2003, p.47) explaina sobre alguns conceitos básicos da produção agrícola.



  • Ciclo vegetativo – tempo necessário para que as plantas processem suas atividades biológicas para a obtenção de produtos maduros e prontos para reprodução de novas plantas.

  • Preparo do solo – operações necessárias para colocá-lo em condições ideais de plantio.

  • Viveiros e Mudas – locais onde certas sementes e/ou mudas são postas para germinação e início de desenvolvimento.

  • Tratos culturais – operações efetuadas e necessárias para que as plantas cresçam e se reproduzam. Entre essas operações encontram-se: manutenção da cultura no limpo, combate apragas e a doenças, irrigações e adubações.

  • Pós-colheita – transporte interno, armazenagem, classificação e embalagem efetuadas na fazenda.

Araújo ainda chama a atenção para o fato de o agronegócio diferir-se na produção agropecuária em relação a outras produções em relação a sazonalidade, influência de fatores biológicos como doenças e pragas e a perecibilidade alta. Um estudo mais aprofundado das especificidades do setor agropecuário foge ao escopo deste trabalho.

A área que abrange os consumidores constitui-se de:



  • Canais de comercialização - caminho que o produto segue até chegar ao consumidor. Este caminho pode ser desde o fornecimento do produto diretamente ao consumidor final até a passagem deste produto por várias intermediações até que o produto chegue ao seu destino.

  • Agentes comerciais e formação de preços – em cada intermediação atuam diferentes agente, que compram o produto e repassam-no para o intermediário seguinte. Em cada um destes repasses ocorre uma mudança no nível dos preços.

  • Agroindústrias – são as unidades empresariais onde ocorrem as etapas de beneficiamento, processamento e transformação de produtos agropecuários in natura até a embalagem, prontos para a comercialização. As agroindústrias podem pertencer a empresas particulares, cooperativa de produtores ou a um único produtor que realiza desde a produção até a embalagem e transformação de sua produção para comercializar.

  • Logística – envolve o conjunto de fluxos de produtos em todas as atividades, desde o fornecedor até o consumidor. Constitui-se nas atividades voltadas para a distribuição física dos produtos na comercialização, como armazenagem, transportes e formas de distribuição dos mesmos.

  • Instituição e entidades de apoio à comercialização



2.3 NATUREZA DAS ATIVIDADES DO AGRONEGÓCIO

O agronegócio tem como finalidade a produção de gêneros alimentícios e não alimentícios. De acordo com Araújo (2003, p. 20), a Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (ABIA) concebeu esta diferenciação em 1993:



  • Sistema Agroalimentar: conjunto das atividades que concorrem à formação e à distribuição dos produtos alimentares e, em conseqüência, o cumprimento da função de alimentação.

  • Sistema AgroIndustrial Não Alimentar: conjunto das atividades que concorrem à obtenção de produtos oriundos da agropecuária, florestas e pesca, não destinadas à alimentação mas aos sistemas energético, madereiro, couro e calçados, papelão e têxtil.

O Ministério da Agricultura dá destaque para as seguintes áreas do agronegócio brasileiro:

  • Pecuária: de 1990 a 2003, a produção de carne bovina aumentou 85,2% - ou 6,1% ao ano -, passando de 4,1 milhões para 7,6 milhões de toneladas. Nesse período, a suinocultura cresceu 173,3%, ou 12,4% ao ano.

  • Álcool e açúcar: Em 2003, segundo dados consolidados pela Secretaria de Produção e Comercialização (SPC), as exportações de açúcar atingiram 12,9 milhões de toneladas, com receitas de US$ 2,1 bilhões, um resultado 2,2% superior ao registrado em 2002. A cana também é matéria-prima para extração de álcool. Atualmente, o álcool movimenta 15% da frota automotiva do país.

  • Café: com uma área plantada de 2,2 milhões de hectares, o Brasil teve uma safra de 28,82 milhões de sacas em 2003/04. No ano passado, as exportações brasileiras do produto chegaram a 1,43 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 1,51 bilhão.

  • Soja: principal grão do agronegócio brasileiro. O país é seu segundo maior produtor mundial, com uma safra de 52 milhões de toneladas e uma área plantada de 18,4 milhões de hectares na temporada 2002/2003.

  • Sucos e frutas: o Brasil é um dos maiores pólos mundiais de produção de sucos de frutas. No ano passado, as exportações do setor alcançaram US$ 1,25 bilhão. Do total, 95,5% corresponde a suco de laranja, do qual o país é o maior produtor e exportador. O setor gerou receitas cambiais de US$ 1,2 bilhão em 2003.

  • Algodão: Na temporada 2003/04, o país deve produzir 1,2 bilhão de toneladas do produto, contra 847,5 milhões de toneladas do período anterior. Isso representa um crescimento de 46,3%.

  • Cacau: As exportações de cacau e seus derivados aumentaram 55,4% em 2003, saltando de US$ 206 milhões em 2002 para US$ 321 milhões no ano passado.

Embora o setor de flores não figure entre os principais do agronegócio brasileiro o Ministério da Agricultura lançou em 2003 o programa de desenvolvimento de flores e plantas ornamentais, o PROFLORES, definindo várias ações para auxiliar este mercado, sob a justificativa de que “o mercado mundial de flores é avaliado em U$ 94 bilhões/ano. O nacional em U$ 2 bilhões/ano, desse valor o Brasil exporta de U$ 13 a 15 milhões/ano, enquanto a Colômbia, por exemplo, exporta U$ 500 milhões/ano. Em outras palavras o Brasil precisa ser mais agressivo nesse mercado.”


2.4 A TI NO AGRONEGÓCIO

Com a crescente necessidade de profissionalização no agronegócio, o empresário rural tem buscado formas de obter vantagens no mercado e agilizar seu negócio, fazendo uso intenso da TI para isto.


“Como uma poderosa e indispensável arma no crescimento do agronegócio, a tecnologia da informação vem crescendo no setor e vive uma mutação acelerada, com mudanças diárias e disseminação crescente da sua participação. Hoje, mais de 29% dos produtores rurais já têm acesso à internet, com apenas 15% desses produtores possuindo algum investimento em tecnologia da informação (TI).

“Os setores mais avançados nos investimentos em tecnologia da informação são os de açúcar e álcool. O segmento de laranjas e cítricos vem investindo, mas os de grãos e pecuária ainda apresentam investimentos incipientes, com necessidade urgente de sistemas integrados de gestão e rastreabilidade e certificação sanitária. Renato Gennaro, consultor especializado em agronegócios da IBM Business Consulting Services, reforça a dianteira do setor sucro-alcooleiro. “É um setor que tem como ponto forte a capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças”, explica.

“Gennaro ainda destaca que os recursos mais requisitados em TI para o agronegócio são: sistemas de gestão técnica e administrativo/financeira; monitoramento de rebanhos e safras (rastreabilidade); agricultura de precisão; comunicação e soluções de mobilidade; logística e integração de fazendas e armazéns; integração em tempo real de custos/produção e de oportunidades/mercado, e e-learning.”(Gurgel, 2004, p.2).
Pesquisa realizada Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria Estadual da Agricultura de São Paulo levantou dados interessantes sobre o uso da TI no setor rural brasileiro. Para o agronegócio, as tendências do mercado são o uso de equipamentos de precisão e a utilização de sistemas gerenciais (incluindo a internet). Na primeira tendência identificam-se os produtos de automação do monitoramento do clima voltado à agricultura, sistemas de GPS e robótica, entre outros. Verificou-se, conforme estudo obtido pela pesquisa, que as empresas brasileiras estão aumentando seus investimentos nos softwares para atender demandas em integração de sistemas de produção, bem como instalação de sites agropecuários. Apesar da enorme diversidade de sistemas de produção e peculiaridades de cada unidade de produção, a pesquisa aponta o uso da informática em administração (contabilidade rural, controle de inventário, administração de trabalhadores); produção animal (reprodução, controle produtivo, sanitário, entre outros); e produção vegetal - principalmente na gestão do processo de produção.

Em novembro de 2000, as utilizações mais comuns declaradas pelos proprietários foram editoração de textos, cartas e similares (81%), contabilidade agrícola (77%), administração geral da fazenda (76%), administração rural (66%), administração na criação de gado (56%), administração de colheita (53%) e administração de máquinas (53%).

Em artigo apresentado no agrosoft 2002 em Brasília, Batalha e Scarpelli citam a TI e a biotecnologia como destaque para o gerenciamento de sistemas agroindustriais. Segundo os autores, além de facilitar a busca, acesso, armazenamento e disseminação de informações, a TI deverá cada vez mais servir como instrumento de comunicação e coordenação entre os agentes de um dado sistema agroindustrial. Neste último caso, tecnologias de troca informatizada de dados deverão assumir um aspecto vital nos anos vindouros. Sob este aspecto, a TI é um instrumento importante no aumento da eficiência e da eficácia das cadeias agroindustriais. Por outro lado, ela também pode auxiliar na exclusão de pequenos produtores que não tenham acesso a esta tecnologia.


2.5 AS FAZENDAS FLORICULTORAS NO AGRONEGÓCIO

Como já citado anteriormente, o ministério da agricultura estima o mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais em U$ 2 bilhões/ano, sendo que o setor de agronegócios deve chegar aos U$ 180,2 bilhões este ano, ou seja, o setor de flores e plantas ornamentais representa 1,1% do mercado de agronegócios brasileiro.

Embora represente uma pequena parcela do agronegócio brasileiro, o mercado de flores e plantas ornamentais vem crescendo a cada ano.

De acordo com reportagem da revista Istoé Dinheiro de 26 de Maio de 2004, O mercado está limitado às datas comemorativas como o Dia das Mães, Finados e festas de finais de ano. Se o consumidor tivesse o hábito de comprar flores para uso próprio freqüentemente, haveria mais negócios para as floriculturas e o mercado cresceria.

Ainda segundo a revista, o desafio principal é estimular a compra de flores. De acordo com o estudo, um brasileiro gasta, em média, R$ 6,77 com flores por ano, valor baixo se comparado aos maiores consumidores do mundo, os europeus, que gastam per capita cerca de US$ 120 por ano. As datas especiais movimentam 90% das vendas no varejo, ou seja, o consumidor geralmente transforma um vaso ou buquê no presente principal, ou então, abre mão de comprar flor. Só o Dia das Mães movimenta R$ 280 milhões, correspondentes a 23% do volume total de vendas no varejo. Em alguns países da Europa, o panorama se inverte: o consumo para uso próprio atinge cerca de 50% das vendas.

Dentro da cadeia de agronegócios podemos identificar os seguintes seguimentos dentro do mercado Floricultor:



  • Antes da porteira

  • Dentro da porteira

  • Após a porteira

3. PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (PSI)


3.1 DEFINIÇÕES


“O planejamento estratégico de sistemas de informação é a etapa inicial em que se estabelecem os propósitos básicos para que possamos implantar sistemas computadorizados estáveis e de apoio à tomada de decisões.

“Para Martin (1986, p.11) o planejamento estratégico de sistemas de informação deve refletir as funções e dados necessários para suportar o negócio, os objetivos, os fatores críticos de sucesso, e as necessidades de informação da alta administração da empresa. Da mesma forma, deve retratar como a tecnologia pode ser utilizada para criar novas oportunidades ou vantagens competitivas.”(FURLAN, 1991, p. 6)


Furlan (1991, p.7) defende a definição do negócio da empresa antes do desenvolvimento e implantação de sistemas, considerando dos fatores críticos de sucesso (FCS) de um negócio.

“A premissa básica é de que em cada empresa existem três a seis fatores-chave. Se esses fatores forem bem desenvolvidos as empresas tendem a ir bem. Os FCS também existem em unidades de negócio, departamentos e outras unidades da empresa.”(TURBAN,MCLEAN e WETHERBE, 2004, p.295)


Turban, Mclean e Wetherbe ressaltam também que a identificação de FCS depende de cada empresa, não havendo FCS fixos todas as empresas.

Amaral e Varajão definem PSI como a atividade da organização onde se define o futuro desejado para o seu sistema de informação, para o modo como este deverá ser suportado pelas tecnologias da informação e para a forma de concretizar esse suporte.

Turban, Mclean e Wetherbe não utilizam o termo PSI, e sim planejamento de tecnologia da informação, que definem como planejamento organizado da infra-estrutura e dos aplicativos de TI em diversos níveis da empresa.Os autores dividem o planejamento de TI em quatro etapas:


  1. Alinhamento do plano de TI com o plano de negócio da empresa.

  2. Desenho de uma arquitetura de tecnologia de informação para a empresa de forma que os usuários, os aplicativos e os bancos de dados possam ser integrados e colocados juntos em rede.

  3. Alocação de recursos de forma eficiente.

  4. Planejar os projetos de sistemas de informação de modo que possam ser concluídos dentro do prazo e do orçamento e que incluam as funcionalidades especificadas.



3.2 ÁREAS RELACIONADAS

Para se estudar as áreas relacionadas a planejamento de sistemas de informação optou-se por primeiramente estudar cada palavra de PSI separadamente, as relações entre elas e após estudar as disciplinas envolvidas em um processo de PSI, como planejamento estratégico e tecnologia da informação.

De acordo com o dicionário Houaiss da língua portuguesa, a palavra planejar significa organizar plano ou roteiro. Logo, um PSI pode ser entendido também como o ato de organizar um plano ou roteiro para os sistemas de informação de uma organização.

Sistema pode é definido pelo mesmo dicionário como inter-relação das partes, elementos ou unidades que fazem funcionar uma estrutura organizada. Um sistema de informação, portanto, é uma inter-relação de elementos ou unidades que provêem, de algum modo, suporte ou acesso à informação.

O estudo da informação é um campo bastante discutido dentro da área de sistemas de informação, freqüentemente confundindo os usuários com as definições de dado, informação e conhecimento.

Turban, Mclean e Wetherbe (2004, p.63) explicam a diferença entre os três conceitos.

Dados são itens referentes a uma descrição primária de objetos, eventos, atividades e transações que são gravados, classificados e armazenados, mas não chegam a ser organizados de forma a transmitir algum significado específico.

Informação é definida como um conjunto de dados organizados de forma a terem sentido e valor para seu destinatário. Este interpreta o significado, tira conclusões e faz deduções a partir deles.

O conhecimento consiste de dados e informações organizados e processados para transmitir compreensão, experiência, aprendizado acumulado e técnica.

Para a realização de um PSI é necessário que a organização tenha um planejamento estratégico já elaborado, para que tenha conhecimento de onde quer chegar e como pretende atingir seus objetivos.

O Planejamento estratégico pode ser definido como:

“Um esforço disciplinado para produzir decisões e ações fundamentais que dão forma a uma organização, direcionam o que ela faz e explicam porque o faz” (BRYSON, 1988, p.20, citado em Zeredo, 1992, p.9)

O planejamento estratégico capacita administradores a direcionar os esforços e recursos da organização para o alcance de objetivos específicos (Reynolds, 1988. p. 194 citado em Zeredo, 1992, p. 9).

3.3 METODOLOGIAS DISPONÍVEIS




3.4 O CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE UM PSI




3.5 METODOLOGIA ADOTADA

Para a realização do estudo aqui proposto faz-se necessária a adoção de um método de planejamento de sistemas de informação.

Devido a certa familiaridade do autor e sua aderência com os objetivos deste trabalho, o método BSP, proposto pela IBM em 1984, foi escolhido. Este método divide-se em treze passos distintos (AMARAL e VAREJÃO, 2000):


  1. Atividades preliminares – ações como definição do escopo do estudo e definição da equipe participante, com o objetivo de obter o comprometimento de todos os envolvidos e preparação das atividades posteriores.

  2. Preparação do estudo – envolve a preparação do local de trabalho, identificação da informação a recolher, agendamento de entrevistas, procedimentos de gestão do projeto e revisão do trabalho realizado.

  3. Início Formal do Estudo – reunião com todos os membros da equipe para obter-se a visão do líder e do patrocinador do projeto, além da revisão dos dados organizacionais e das informações sobre os sistemas de informação.

  4. Definição dos processos da organização – após obter uma visão geral da organização ao longo das fases procedentes, a equipe do projeto irá desenvolver esse conhecimento e construir modelos que permitam a compreensão dos requisitos de informação.

  5. Identificação dos requisitos de dados – identificação e definição as entidades da organização, as classes de dados e suas relações.

  6. Definição da arquitetura da informação – estabelecimento das relações entre as classes de dados e os processos.

  7. Análise do apoio atual do SI aos processos – Análise do apoio atual do processamento de dados à organização, de modo a desenvolver recomendações para aplicação futura.

  8. Realização de entrevistas – objetiva obter a visão individual dos envolvidos no projeto.

  9. Sistematização da informação e conclusões – organização, análise e conclusão em cima das entrevistas realizadas.

  10. Determinação de prioridades de implementação – seleção e recomendação da parte da arquitetura de informação a ser implementada primeiro.

  11. Análise da gestão de informação – avaliação do ambiente do recurso informação e recomendação de alterações necessárias para gestão eficiente do mesmo.

  12. Desenvolvimento de recomendações – elaboração do plano estratégico de informação, baseado na arquitetura da informação, no qual todos os novos desenvolvimentos e modificações a aplicações atuais devem constar.

  13. Documentação e comunicação de resultados – preparação de um relatório do estudo desenvolvido.

4. PROPOSTA




4.1 INTRODUÇÃO




4.2 CENÁRIO DO ESTUDO DE CASO


  • Retomar o básico do setor de agronegócios para dar o escopo do PSI

  • Descrever a Floricultura "Fazenda do Jardim"

  • Descrever sua situação atual, conforme preceitos da metodologia de PSI

4.3 PASSOS DO BSP



  • Detalhamento das entrevistas

  • Demais fases do BSP


5. CONCLUSÕES E FUTUROS TRABALHOS





  • Revisão dos objetivos à luz dos resultados alcançados

  • Indicar os futuros desenvolvimentos que podem advir do trabalho

REFERÊNCIAS


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