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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA

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DISCIPLINA: TEORIA ANTROPOLÓGICA CLÁSSICA



1º SEMESTRE DE 2010
PROFª. ANA PAULA MENDES DE MIRANDA (terças-feiras, de 10 às 13 horas)

PROF. EDILSON MÁRCIO ALMEIDA DA SILVA (quintas-feiras, de 10 às 13 horas)


OBJETIVO:

Propiciar a reflexão sobre as questões teórico-metodológicas constitutivas do campo da antropologia, a partir da leitura e discussão de textos clássicos e contemporâneos referentes ao final do século XIX e às primeiras décadas do século XX, analisando, ainda, a contribuição das principais correntes teóricas do período na delimitação das especificidades da prática antropológica.



PROGRAMA e BIBLIOGRAFIA BÁSICA



1ª Sessão

Apresentação do programa.
PEIRANO, Mariza. Os antropólogos e suas linhagens. In.: Série Antropologia, nº 102. Brasília, 1990.
2ª Sessão

O Evolucionismo Cultural e a “antropologia de gabinete”: parentesco, lei e religião
FRAZER, James George. O escopo da antropologia social. In.: CASTRO, Celso (org.). Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.

Mercier, Paul. História da antropologia. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974.

MORGAN, Lewis [1877]. A sociedade primitiva. Lisboa: Editorial Presença; São Paulo: Martins Fontes, 1973.

TYLOR, Edward [1871]. A ciência da cultura. In.: CASTRO, Celso (org.). Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.

3a Sessão

Difusionismo Cultural: William H. R. Rivers e a fundação da Escola Britânica de Antropologia Social
RIVERS, William H. R. A análise etnológica da cultura [1911]. In.: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto (org.). A Antropologia de Rivers. Campinas: UNICAMP, 1991.

____________________. Sobrevivência em sociologia [1913]. In.: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto (org.). A Antropologia de Rivers. Campinas: UNICAMP, 1991.

____________________. História e etnologia [1920]. In.: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto (org.). A Antropologia de Rivers. Campinas: UNICAMP, 1991.

____________________. A unidade da antropologia [1922]. In.: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto (org.). A Antropologia de Rivers. Campinas: UNICAMP, 1991.



4ª Sessão

Franz Boas: Método Histórico e formação da antropologia cultural norte-americana.
BOAS, Franz. Antropologia cultural (org. Celso Castro). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

Stocking Jr., George W. (org.). A formação da antropologia americana, 1883-1911: antologia Franz Boas. Rio de Janeiro: Contraponto/UFRJ, 2004.

5ª Sessão

Antropologia Social Inglesa (1a parte): Trabalho de Campo, funcionalismo e a teoria das necessidades de Bronislaw Malinowski
GEERTZ, Clifford. Testemunha ocular: os filhos de Malinowski. In.: Obras e vidas: o antropólogo como autor. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2002.

MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental (2ª ed.). São Paulo: Abril Cultural, 1978 (Coleção Os Pensadores).

_____________________. Uma teoria científica da cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1962.

_____________________. A coleta e a interpretação de dados empíricos. In.: DURHAM, Eunice (org.). Malinowski: Antropologia. São Paulo: Ática, 1986 (Coleção Grandes Cientistas Sociais, no 55).



6a Sessão

Antropologia Social Inglesa (2a parte): o Estrutural-funcionalismo de Radcliffe-Brown
KUPER, Adam. As décadas de 1930 a 1940: da função à estrutura. In.: Antropólogos e antropologia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.

RADCLIFFE-BROWN, Alfred R. Estrutura e função na sociedade primitiva. Petrópolis: Vozes, 1973.

_________________________. O método comparativo em antropologia social. In.: mellatti, júlio Cezar (org.). Radcliffe-Brown: Antropologia. São Paulo: Ática, 1978. (Coleção Grandes Cientistas Sociais, no 3)

_________________________ & FORDE, Daryll (orgs.) [1950]. Sistemas políticos africanos de parentesco e casamento. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1974.



7a Sessão

Antropologia Social Inglesa (3a parte): africanismo e estudos monográficos de sistemas sociais
FORTES, Meyer & EVANS-PRITCHARD, Edward E. sistemas políticos africanos. Lisboa: Calouste Gulbekian, 1981.

GEERTZ, Clifford. Exibição de slides: as transparências africanas de Evans-Pritchard. In.: Obras e vidas: o antropólogo como autor. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2002.

LLOYD, Peter C. The political structure of african kingdoms: an exploratory model. In.: BANTON, Michael (ed.). Political systems and the distribution of power. London/New York: Routledge, 2004.

Evans-Pritchard, Edward E. Os Nuer: uma descrição do modo de subsistência e das instituições políticas de um povo nilota. São Paulo: Perspectiva, 1978.

8a Sessão

Prova

9a Sessão

A Heterodoxia Etnográfica de Gregory Bateson: interfaces entre o funcionalismo e a noção de cultura
BATESON, Gregory. Naven: um exame dos problemas sugeridos por um retrato compósito da cultura de uma tribo da Nova Guiné desenhado a partir de três perspectivas. São Paulo: EDUSP, 2008.

LIPSET, David. Gregory Bateson: el legado de un hombre de ciencia. México/DF: Fondo de Cultura Economica, 1991.



10a Sessão

Antropologia Norte-americana: Escola de Cultura e Personalidade (1a parte) – o legado de Ruth Benedict
BENEDICT, Ruth. Configurações de cultura. In.: PIERSON, Donald (org.). Estudos de organização social. São Paulo: Martins Fontes, 1970.

______________ [1934]. Patterns of culture. Boston: Houghton Mifflin Company, 1989.

______________. O crisântemo e a espada. São Paulo: Perspectiva, 1972.

GEERTZ, Clifford. Nós/não-nós: as viagens de Benedict. In.: Obras e vidas: o antropólogo como autor. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2002.



11a Sessão

Antropologia Norte-americana: Escola de Cultura e Personalidade (2a parte) – condicionamento cultural, gênero e mudança social
KROEBER, Alfred. O superorgânico. In.: PIERSON, Donald (org.). Estudos de organização social. São Paulo: Martins Fontes, 1970.

MEAD, Margareth. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1979.

MURDOCK, George Peter. Como a cultura se modifica. In.: SHAPIRO, Harry L. (org.). Homem, Cultura e Sociedade. Editora Fundo de Cultura S/A: Rio de Janeiro/São Paulo/Lisboa, 1966.

SAPIR, Edward. Cultura autêntica e espúria. In.: PIERSON, Donald (org.). Estudos de organização social. São Paulo: Martins Fontes, 1970.



12ª Sessão

Escola Sociológica Francesa (1a parte): categorias de pensamento, representações coletivas e sistemas classificatórios
DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. Rio de Janeiro: Edições Paulinas, 1989.

_______________. Representações individuais e representações coletivas. In.: Sociologia e filosofia. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1970.

Durkheim, Émile & Mauss, Marcel. Algumas formas primitivas de classificação: contribuição para o estudo das representações coletivas. In.: MAUSS, Marcel. Ensaios de sociologia. São Paulo: Perspectiva, 1981.

Hertz, Robert [1909]. A preeminência da mão direita: um estudo sobre a polaridade religiosa. In.: Religião e Sociedade, 6, 1980.

LÉVI-STRAUSS, Claude. La sociología francesa. In.: GURVITCH, Georges & MOORE, Wilbert (orgs.). Sociologia del siglo XX. Barcelona: Ateneo, 1956.

____________________. O que a etnologia deve a Durkheim. In.: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1987.

13ª Sessão

Escola Sociológica Francesa (2a parte): dom, ritual, reciprocidade e fato social total
FOURNIER, Marcel. Marcel Mauss ou a dádiva de si. In.: Revista Brasileira de Ciências Sociais, no 21, 8, fev. 1993.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Introdução à obra de Marcel Mauss. In.: Sociologia e antropologia. São Paulo: Epu/Edusp, 1974, vol. I.

MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. In.: Sociologia e antropologia. São Paulo: Epu/Edusp, 1974, vol. II.

____________. Dom, contrato, troca. In.: Ensaios de sociologia. São Paulo: Perspectiva, 1981.

VAN GENNEP, Arnold [1909]. Os ritos de passagem. Rio de Janeiro: Vozes, 1977.

14ª Sessão

Escola Sociológica Francesa (3a parte): Lévy-Brühl e o estudo da mentalidade primitiva
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Razão e afetividade: o pensamento de Lucien Lévy-Brühl (2ª ed). Brasília: UNB, 2002.

GOLDMAN, Márcio. Razão e diferença: a propósito de Lucien Lévy-Brühl. In.: GROSSI, Miriam Pillar, MOTTA, Antonio & CAVIGNAC, Julie Antoinette. Antropologia francesa no século XX. Recife: Massananga, 2006.

LÉVY-BRÜHL, Lucien. La mentalité primitive (15ª ed). Paris: Les Presses Universitaires de France, 1960 (Collection Bibliothèque de Philosophie Contemporaine).

15ª Sessão

Escola Sociológica Francesa (4a parte): a pesquisa de campo na antropologia francesa
BRUMANA, Fernando Giobellina. Griaule, a etnografia do segredo. In.: GROSSI, Miriam Pillar, MOTTA, Antonio & CAVIGNAC, Julie Antoinette. Antropologia francesa no século XX. Recife: Massananga, 2006.

Cavignac, Julie Antoinette. Maurice Leenhardt e o início da pesquisa de campo na antropologia francesa. In.: GROSSI, Miriam Pillar, MOTTA, Antonio & CAVIGNAC, Julie Antoinette. Antropologia francesa no século XX. Recife: Massananga, 2006.

CLIFFORD, James. Poder e diálogo na etnografia: a iniciação de Marcel Griaule. In.: A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002.

________________. Trabalho de campo, reciprocidade e elaboração de textos etnográficos: o caso de Maurice Leenhardt. In.: A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002.

GRIAULE, Marcel [et al.]. O conhecimento do homem no século XX. Lisboa: Europa-América, 1966.

LEENHARDT, Maurice. Do Kamo: la personne et le mythe dans le monde mélanésien. Paris: Gallimard, 1971.

ESTRUTURAÇÃO DO CURSO E AVALIAÇÃO:
O curso desenvolver-se-á por meio da apresentação e debate dos textos da bibliografia básica indicada para cada aula. Em cada sessão, os textos serão distribuídos entre os alunos para apresentação/problematização, de modo que caberá a cada um, não fazer a sua exposição, mas, trazer questões para discussão na turma, relacionando-os, se possível, aos outros textos já lidos. O objetivo do exercício é treinar e desenvolver, nos discentes, as habilidades acadêmicas de exposição e debate.

Os alunos serão avaliados da seguinte forma:



  1. A primeira nota resultará de uma prova escrita, a ser realizada em sala-de-aula, na 8ª sessão, valendo 10 pontos.

  2. A segunda nota será assim composta: dois pontos para a participação no curso e problematização de, pelo menos, um texto; oito pontos para o trabalho final, que constará de um pequeno artigo, sobre tema de escolha do aluno, ao final do curso.


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