Uso de animais em Laboratórios da univille



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ANEXO 01

Guia sobre “Uso de animais em Laboratórios da UNIVILLE”

O objetivo desse guia é contribuir a todos aqueles que utilizam animais na condução de pesquisa e ensino assegurando confiabilidade de resultados com bons tratos animais. Esse guia aplica-se às espécies descritas no Formulário para o Desenvolvimento de Atividades Envolvendo Animais de Experimentação.



Princípios Éticos:
Os procedimentos que envolvam animais devem ser planejados e executados considerando a relevância para a saúde humana ou animal, ao progresso do conhecimento e ao benefício para a sociedade.
- Métodos alternativos devem ser utilizados sempre que apropriados. Adota-se internacionalmente o princípio dos 3RS estabelecido por Russel y Burch em 1959:
- Refinamento (“refinement”): Aprimorar o método existente para diminuir a dor;

- Redução (“reduction”): Reduzir o número de animais a serem utilizados;

- Substituição (“replacement”): Substituir o uso de animais.
Em resumo, ”Qualquer técnica que refine um método existente para diminuir a dor e o desconforto dos animais, que reduza seu número em um trabalho particular ou que substitua o uso de uma espécie animal por outra, de categoria inferior na escala zoológica, ou por métodos computadorizados ou “in vitro”, deve ser considerado como método alternativo”.
- Durante aulas práticas e demonstrativas, os animais estarão sob a responsabilidade do Docente a cargo da disciplina; deve-se utilizar o menor número possível de animais e os alunos devem ser constantemente orientados em relação à conduta que devem ter frente o animal de experimentação.
- Sempre que possível as práticas de ensino deverão ser fotografadas, filmadas ou gravadas para ilustração de práticas futuras evitando a repetição desnecessária.
Procedimentos e cuidados junto aos animais
- A experimentação animal só poderá ser conduzida e acompanhada por profissionais e estudantes habilitados/ treinados.
- É vedada a reutilização do mesmo animal depois de atingido o objetivo principal de estudo.
- Os animais deverão ser separados por tamanho, sexo e espécie durante toda a atividade.
- Os animais selecionados para uma atividade deverão ser de espécie e qualidade e em número adequado para obter resultados confiáveis.
- É de responsabilidade do professor e/ ou pesquisador evitar ou minimizar o desconforto, estresse e dor nos animais.
Condições de Ambiente:
- As condições de ambientes propícias a cada espécie como temperatura, luz, umidade, ventilação, luz, ruídos, odores e interação social deverão ser respeitados.



Espécie__Temperatura__Umidade__Faixa_de_sensibilidade_auditiva_(dB)'>Espécie

Temperatura

Umidade

Faixa de sensibilidade auditiva (dB)

Rato

18-26

55 ± 10%.

10 a 20; 55 a 65

Coelho

16-22

55 ± 10%.

Não descrita na literatura

Camundongo

18-26

55 ± 10%.

35 a 40

Fonte: Guide for the Care And Use of Laboratory Animals, 1996


Iluminação
- Deve-se empregar um sistema de iluminação controlado, para garantir um ciclo diurno e noturno regular. Para camundongos albinos, níveis de luz de 350 lux a cerca de 1m acima do chão são suficientes para o cuidado dos animais, e não provocam sintomas clínicos de retinopatia fototóxica. Para outras espécies não há dados na literatura.
Acomodações:
- As acomodações dos animais devem ser adequadas à espécie em estudo considerando o número limite de animais por gaiola, condições sanitárias e bem-estar animal. A quantidade da forração a ser colocada na gaiola, recomendado pelo Centro de Criação de Animais de Laboratórios da Fiocruz, para uma gaiola de dimensões 300x195x120 mm é de aproximadamente 60g, e para uma gaiola de dimensões 410x340x175 mm é de 100g. No que se refere a coelhos, ratos e camundongos, recomendam-se as seguintes medidas para a gaiola e o número máximo de cada espécie:


Espécie

Dimensões (cm²)

Altura mínima (cm)

Rato







Fêmea com filhotes

800

18

Em grupo (cm²) por animal

250 a 350

18

Coelhos







Em grupo por animal até 4 Kg

270

36

Camundongo







Fêmea com filhotes

160

13 a 15

Em grupo (cm²) por animal

100

13 a 15

Fonte: Guide for the Care And Use of Laboratory Animals, 1996


Nutrição

- Todos os animais deverão receber alimento não contaminado e nutricionalmente adequado às exigências de cada espécie, possibilitando nutrientes para que os processos digestivos se mantenham constantes. Em caso de experimentos com restrição alimentar ou água esses não devem ultrapassar o tempo limite do desconforto animal. O consumo médio diário de ração e água consta na tabela abaixo:




Espécie

Água ingerida (ml)

Ração Ingerida (g)

Rato

10 a 20

10 a 20

Camundongo

3 a 7

4 a 5

Fonte: Guide for the Care And Use of Laboratory Animals, 1996


Anestesia e Analgesia:
Atividades que possam causar dor ou angústia deverão ser executadas sob sedação, analgesia ou anestesia adequada.
- É vedado o uso de bloqueadores neuromusculares, ou relaxantes musculares, em substituição a substâncias sedativas, analgésicos ou anestésicos. Ex: curare, succinilcolina, galamina, xilazina, éter e traumatismos violentos.
- São recomendáveis os anestésicos locais: lidocaína, ametocaína; os anestésicos gerais injetáveis: os barbíturicos de curta (pentobarbital) e ultracurta duração (tiopental,tiaminalmeto-hexital); os anestésicos dissociativos: cetamina em combinação com diazepam ou com medetomidina;
Eutanásia:
- O animal deverá ser submetido à eutanásia, sob estrita obediência ás prescrições pertinentes a cada espécie preferencialmente com aplicação de dose letal de substância depressora do Sistema Nervoso Central; sempre que, encerrada a atividade, ou quando em qualquer uma de suas fases seja recomendado ou ainda quando ocorrer intenso sofrimento.
-Se algum desses princípios não puder ser obedecido, as justificativas deverão ser encaminhadas ao Comitê de Ética Animal, para discussão e autorização específica para cada caso.
Referências:

- Guide for the Care and Use of Laboratory Animals -Commission on Life Sciences, National Research Council, 1996.



- Princípios Éticos e Práticos do Uso de Animais de Experimentação – UNIFESP, 2004.


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