V eterinarian D



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V e t e r i n a r i a n D o c s

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Clínica Veterinária de Pequenos Animais





Enfermidades do Sistema Respiratório

Principais Sinais Clínicos

-Secreção nasal: 3 tipos

-Serosa: pode ser normal ou causada por infecções virais;

-Mucopurulenta: pode ser causada por infecções virais (Herpesvirus felino, Calicivirus felino e vírus da influenza canina), infecções bacterianas (geralmente secundárias), infecções fúngicas (Aspergillus), parasitas nasais, corpos estranhos, neoplasias, extensão de doença oral (deformidades de palato, fístula oronasal e abscesso de raiz dentária) e rinites;

-Hemorrágica (epistaxe): pode ser causada por trauma, corpo estranho, neoplasia (TVT nasal), infecções fúngicas, distúrbios de coagulação, vasculites, coagulopatias (erliquiose e leishmaniose), policitemia e hipertensão sistêmica;

-Espirro: libertação explosiva de ar vindo dos pulmões através da cavidade nasal e oral. As principais causas são presença de corpos estranhos e infecções do trato respiratório superior.

-Espirro Reverso: é o paroxismo de uma inspiração ruidosa e forçada, iniciada por uma irritação na nasofaringe e fechamento transitório da nasofaringe. Geralmente cessa em 30 a 60 segundos. As principais causas são presença de corpos estranhos, problemas de palato mole e inflamação da nasofaringe. Geralmente são idiopáticas e cães de raças pequenas o espirro reverso está associado a excitação ou a ingestão de líquidos.

-Halitose;

-Dor no focinho;

-Descoloração das narinas: geralmente causada por rinites fúngicas;

-Deformidade facial: geralmente causada por abscessos de raiz do dente carniceiro, resultando em inchaço, pode-se ter neoplasias e em gatos a criptococose;

-Estridor: semelhante a um assobio (ar turbulento);

-Estertor: refere-se ao ronco áspero associado à respiração e pode indicar obstrução das vias aéreas superiores. Geralmente causado por doenças de faringe, laringe e traquéia.

-Sinais Sistêmicos: tem-se pouco sinais sistêmicos associados a enfermidades respiratórias;

-Sinais Neurológicos; são raros e acontecem quando se tem o estendimento além da placa cribiforme;

Exame Físico

-Deve-se avaliar simetria facial, dentes, gengivas, palato mole, linfonodos regionais e olhos (exoftalmia por invasão retrobulbar);



Exames Complementares

-Radiografia: projeções LL (verifica nasofaringe), VD, DV com boca aberta e tangencial (para verificar seios paranasais).



Exemplos: rinite não destrutiva com acúmulo de líquido causando um obscurecimento do padrão trabecular das coanas, sugestivo de rinite bacteriana. Rinite destrutiva, com destruição dos turbinados como na aspergilose por exemplo. Neoplasias, verifica-se presença de massas, destruição dos turbinados e lesão expansiva no carcinoma de células escamosas.

-Rinoscopia: utilizado para verificar presença de corpos estranhos, morfologia de mucosa, erosão de turbinados, lesões expansivas, placas fúngicas (coloração branca), parasitas e colheita de amostras (biopsia);

-Rinoscópio rígido: para visualização da porção rostral;

-Rinoscópio flexível: para visualização da porção caudal;



Enfermidades

01-Polipos Nasofaríngeos (Rinopatia Inflamatória)

-Definição: são formações benignas que ocorrem mais frequentemente em filhotes e gatos jovens. Possui origem desconhecida e podem se estender até canal externo do ouvido, ouvido médio, faringe e cavidade nasal.

-Sinais Clínicos:

-Dispnéia;

-Estertor;

-Secreção nasal mucopurulenta;

-Sinais clínicos de otite média e interna: cabeça inclinada, nistagmo ou síndrome de Horner (prolapso da membrana nictante, ptose palpebral e miose uni ou bilateral);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se massa na região da nasofaringe;

-Otoscopia;

-Tratamento:

-Cirúrgico: pela cavidade oral (por tração) ou pode-se fazer a osteotomia da bula timpânica.

-Grande chance de recidivas após a excisão do pólipo;

-Anderson e cols. (2000) relatou sucesso no tratamento apenas com tração, particularmente quando seguido por um curso de prednisolona em alguns gatos. A prednisolona foi administrada na dose de 1 a 2mg/kg SID por duas semanas, depois metade da dose original por uma semana e depois a cada dois dias por 7 a 10 dias adicionais.

02-Rinite Linfocítica Plasmocítica (Rinite Inflamatória)

-Definição: enfermidade caracterizada por infiltrados inflamatórios na mucosa nasal, pode-se ter infiltrados de linfócitos, plasmócitos e neutrófilos.

-Etiologia: alérgica, geralmente responsiva ao uso de glicocorticóides.

-Sinais Clínicos:

-Secreção nasal mucóide crônica ou mucopurulenta (bilateral);

-Epistaxe;

-Erosão dos turbinados;

-Inflamação das mucosas;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:



-Biopsia;

-Tratamento:


Prednisona: 1 a 2mg/kg BID : por 14 dias

*Regressão progressiva até menor dose eficaz;


-Glicocorticóides:

03Infecção do Trato Respiratório Superior dos Felinos (Rinite Infecciosa)

-Etiologia:




90%
-Herpesvírus felino (rinotraqueíte);

-Calicivírus felino;

-Bordetella bronchiseptica;

-Chlamydophila felis;

-Transmissão: aerossóis e contato direto com infectados (doentes ou portadores);

-Apresentação Clínica:

-Aguda (mais comum);

-Crônica intermitente;

-Crônica persistente;

-Sinais Clínicos:

-Febre;


-Espirros;

-Secreção Nasal;

-Conjuntivite;

-Anorexia;

-Desidratação;

-Hipersalivação;

*Herpesvírus Felino: animais apresentam úlcera de córnea, aborto e morte neonatal;

**Calicivírus Felino: animais apresentam úlcera oral, pneumonia branda e poliartrite (jovens);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Sorologia (Chlamydophila felis);

-Tratamento:

-Forma Aguda:

-Tratamento de suporte (hidricoeletrolítico e nutricional);

-Limpeza das narinas;

-Vaporização;


-Fenilefrina 0,25% ou Oximetazolina 0,025% - uma gota SID por 3 dias;
-Descongestionantes nasais:

-Antibióticos (para infecções secundárias):




-Amoxicilina: 22mg/kg BID/TID

-Para Bordetella, Chlamydophila e Mycoplasma:

-Doxiciclina: 10mg/kg SID;

-Cloranfenicol: 10 a 15mg/kg BID

-Azitromicina: 5 a 10mg/kg SID por 3 dias e depois a cada 72 horas



-Para Chlamydophila:

-3 semanas de antibióticos e associar pomada oftálmica de cloranfenicol ou tetraciclina TID a manter até 14 dias após a resolução clínica;





-Trifluridina;

-Idoxuridina;

-Adenina anabinofideo;


-Tratamento da úlcera de córnea (causada pelo Herpesvirus felino) com antivirais tópicos:

-Forma Crônica:

-Facilitar drenagem das secreções com uso de vaporização, descongestionantes, salina tópica e lavagem da cavidade nasal;

-Controlar infecções secundárias com uso prolongado de antibióticos (4 a 6 semanas);

-Tratar possível Herpesvirus felino:


-Lisina: 250mg/gato BID por 4 semanas

-Glicocorticóides




-Prednisolona: 0,5mg/kg BID e reduzir a dose em 7 dias em 0,25mg/kg a cada 2/3 dias (pode ser suficiente);


-Intervenção cirúrgica: turbinectomia e ablação do seio frontal.

-Prevenção:

-Vacinação;

-Cuidado de manejo (gatis e abrigos)

-Separação de indivíduos;

-Quarentena;

-Limpeza e desinfecção;

-Ambiente ventilado;

-Imunização geral e específica;



04-Rinite Bacteriana em Felinos (Rinite Infecciosa)

-Etiologia: rinite bacteriana primária é incomum, geralmente ocorre rinite bacteriana secundária a corpos estranhos, viroses ou neoplasias;

-Agente: Chlamydophila felis

*Cronicidade da enfermidade: deve-se considerar FIV e FeLV;

-Transmissão: contato direto com objetos ou animais infectados;

-Sinais Clínicos:

-Anorexia;

-Tosse;


-Dispnéia;

-Lacrimejamento (devido a conjuntivite);

-Secreção nasal;

-Espirros;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Cultura e antibiograma (swab nasal);

-Tratamento:

-Antibiótico de amplo espectro:


Amoxicilina: 22mg/kg BID ou TID;


-Descongestionantes Nasais:


-Fenilefrina 0,25% ou Oximetazolina 0,025% - uma gota SID por 3 dias;

-Suporte nutricional e hidroeletrolítico;

-Limpeza das narinas;

-Vaporizações;



05-Aspergilose (Rinite Micótica)

-Etiologia:

-Aspergillus fumigatus (raramente Penicillium);

-Raro em gatos;

-Patogenia:

-São fungos produtores de hemolisinas, proteases e micotoxinas. A capacidade de invasão do agente está ligada à virulência da espécie e à dose infectante (quantidade de conídios que foi inalada). A principal porta de entrada tanto na aspergilose nasal, quanto na disseminada é a via respiratória. Na forma não invasiva da aspergilose nasal, ocorre a formação de um aspergiloma (bola fúngica) que se organiza na cavidade nasal, mas não invade a mucosa, sendo esta forma considerada rara em cães, mas freqüente em humanos. A forma invasiva é a mais comum em cães e, embora, as lesões sejam limitadas à cavidade e aos seios paranasais, causam marcada destruição da mucosa e atingem os tecidos moles periorbitais e osso.

*Mecanismos de Defesa: limpeza mucociliar das vias respiratórias superiores, proteínas de defesa antifúngicas produzidas pelo epitélio respiratório, glicoproteínas que impedem a ligação do fungo ao epitélio, secreção de IgA, e fagocitose pelos polimorfonucleares e macrófago.

-Sinais Clínicos:

-Secreção nasal mucóide, mucopurulenta ou hemorrágica;

-Espirros;

-Sensibilidade a palpação da face (característico);

-Ulceração da parte externa das narinas;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Rinoscopia (pode-se usar otoscópio): verifica-se a presença de colônias (brancas, amarelas ou verde-claras) e também a destruição tecidual local.

-Exame histopatológico: pela biópsia de tecido;

-Cultivo e Identificação: fragmentos de tecidos podem ser cultivados em ágar Sabouraud dextrose acrescido de cloranfenicol;

-Radiografia: aumento da radiotransparência (destruição óssea);

-Tratamento:


-Cetoconazol (47% de eficácia) - VO;

-Fluconazol (60% de eficácia) – VO;

-Itraconazol: 5mg/kg BID 60 a 90 dias de tratamento (60 a 70% de eficácia) – VO;

*Pode-se fazer infusão de Clotrimazol na cavidade nasal (paciente sedado) – 90% de eficácia;


-Antifúngicos:

06-Criptococose (Rinite Micótica)

-Etiologia: Criptococcus neoformans

-Geralmente em gatos e raro em cães;

-Transmissão: inalação (leveduras presente em fezes de pássaros);

*O microorganismos não é transmitido entre animais ou pessoas, diferentemente de outras micoses.

-Patogenia:

Depois da entrada do agente no trato respiratório este pode colonizar somente o local ou disseminar-se via hematógena ou linfática. O estabelecimento e a propagação da infecção é dependente da imunidade do hospedeiro. Em gatos a infecção por FeLV ou FIV pode ser um fator predisponente para a criptococose.  Com a disseminação, o fungo pode se dirigir a locais como: o sistema nervoso central, olhos e pele. Os achados oftalmopáticos dizem respeito a coriorretinites granulomatosas, hemorragias retineanas, edema papilar e neurite óptica, midríase e cegueira. Por vezes, há uveíte anterior. Com o envolvimento tegumentar há lesões cutâneas elementares evidenciadas em 20% dos casos, geralmente na região da cabeça, são erosões e úlceras (nasais, linguais, palatinas, gengivais, labiais, podais e no leito ungueal). Por vezes, há formações tegumentares abscedantes com múltiplos trajetos fistulosos.

-Sinais Clínicos:

-Ulceração do plano nasal;

-Linfadenopatia;

-Febre;

-Sinais neurológicos, oftálmicos e respiratórios;



-Nódulos subcutâneos;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exames Físicos;

-Exames Complementares:

-Citologia: swab da região com lesão cutânea, aspiração do líquido cefalorraquidiano e de linfonodos;

-Histopatologia e cultura;

-Tratamento:




-Cetoconazol (34% de eficácia) - VO;

-Fluconazol (96% de eficácia): 50mg/gato SID/BID - VO

-Itraconazol: (57% de eficácia) – VO;
-Antifúngicos:

07-Neoplasias de Cavidade Nasal

-Principais Neoplasias:

-Cães: mais comum são as neoplasias intranasais (Ex.: carcinoma indiferenciado, adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas);

-Gatos: mais comum são neoplasias de plano nasal e vestíbulo (Ex.: carcinoma de células escamosas e linfoma);

-Outros: sarcomas e tumores benignos (Ex.: adenomas, fibromas e TVT);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se padrão destrutivo;

-Rinoscopia;

-Citologia e histopatologia: diagnóstico definitivo;

-Tratamento:

-Cirúrgico: eleição para neoplasias benignas;

-Radioterapia: eleição para maioria das neoplasias;

-Quimioterapia: eleição para linfoma e TVT

*Pode-se fazer a aplicação local de Carboplatina em carcinoma de células escamosas;

08-Paralisia de Laringe

-Definição: obstrução dinâmica do fluxo aéreo pela falha da abdução das cartilagens aritenóides (bilateral) e geralmente são idiopáticas (polineuropatias).

*Típico de cães idosos de grande porte (Ex.: Labrador);

-Causas:

-Idiopática;

-Lesão cervical ventral: trauma à nervos (trauma direto, inflamação ou fibrose)e neoplasias.

-Lesão torácica anterior: neoplasias e traumas (pós-operatório);

-Polineuropatia e Polimiopatia: idiopática, imunomediada, endocrinopatia (hipotireoidismo), entre outras;

-Miastenia grave;

-Sinais Clínicos:

-Estridor (crônico e tende a piorar);

-Mudança na voz (latido diferente – típico de doenças de laringe);

-Dispnéia inspiratória e piora com exercícios;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Laringoscopia: primeiramente deve-se anestesiar superficialmente o animal ou anestesia mais profunda com associação de Doxapram e então verificar os movimentos das cartilagens.

*O animal quando entubado, o estresse respiratório característico desaparece;

-Tratamento:

-Emergencial (em casos de angústia respiratória grave): aliviando a obstrução das vias aéreas.

-Tratamento da causa base (Ex.: hipotireiodismo);

-Cirúrgico: existem várias técnicas descritas como a lateralização da aritenoide (retroligadura), laringectomia parcial, laringoplastia encastelada e amputação cartilagem cuneiforme (Furneaux, 2010);

*Complicações pós-cirúrgicas: broncopneumonia aspirativa

09-Síndrome das Vias Aéreas dos Braquiocefálicos

-Definição: conjunto de anormalidades anatômicas causando restrição na entrada do ar e perda da capacidade de termorregulação.

-Anormalidades Anatômicas: estenose de narinas e vestíbulo nasal, corneto hiperplásico e displásico, corneto aberrante rostral e caudal, hipoplasia traqueal, broncomalácia, palato mole prolongado e espesso, colapso nasofaríngeo e laringomalácia.

-Sinais Clínicos:

-Ruídos respiratórios altos;

-Estertor;

-Aumento do esforço inspiratório;

-Cianose;

-Síncope;

-Sinais gastrointestinais: ptialismo, regurgitação e vômito;

*Os sinais clínicos ficam exacerbados em condições de exercícios físicos e altas temperaturas ambientais.

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Laringoscopia;

-Radiografia (avaliação traqueal);

-Tratamento:

-Cirúrgico: redução do volume do palato mole hipertrófico, alargamento das narinas estenóticas e vestibuloplastia para correção do vestíbulo nasal estenótico;

-Perda de peso;

-Manter boca aberta;

10-Condromalácia Traqueal (Colapso de Traquéia)

-Definição: doença da cartilagem do anel traqueal, levando a diminuição do lúmen durante o ciclo respiratório.

-Etiologia: desconhecida e provavelmente de origem hereditária.

-Epidemiologia: atinge geralmente raças de pequeno porte (Ex.: maltês, yorkshire, poodle) e geralmente os animais adultos são acometidos.

-Fisiopatologia:

Ocorre uma degeneração da cartilagem hialina (colágeno tipo II) da traquéia e dos proteoglicanos (sulfato de queratano de condroitina), esta degeneração pode estar fortemente ligada as alterações de pressões nas vias aéreas e tosse que contribuem para o estreitamento da traquéia, e a presença crônica de mediadores inflamatórios (colagenases e proteases) enfraquecem a estrutura traqueal. Os proteoglicanos somem e há substituição do tecido normal por tecido fibroso e também ocorre perda de água. Membrana traqueal dorsal se estica e o anel deformado perde a rigidez.

Na inspiração tem-se colapso da membrana dorsal da traquéia cervical enquanto na expiração tem-se colapso da traquéia torácica. Pode-se ter somente um destes eventos, geralmente ocorre o colapso da traquéia cervical.

-Sinais Clínicos:

-Tosse crônica (pode ser aguda também), que piora em exercício ou quando a região do pescoço é comprimida.

-Dispnéia (geralmente inspiratória);

-Estertor respiratório;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia (projeção LL): verifica-se tamanho do lúmen traqueal.

*Exame negativo não descarta enfermidade;

-Traqueoscopia;

-Tratamento:


Prednisona: 1mg/kg SID/BID : por 7 dias


-Glicocorticóides (para animais que apresentam tosse);

-Broncodilatadores


Aminofilina: 6 a 10mg/kg BID/TID

Codeína: 0,5 – 2mg/kg TID


-Antitussígeno

-Perda de peso (diminui a dificuldade respiratória);

-Cirúrgico: colocação de próteses endo e extra-luminais.

*Tem-se muitas complicações, como a paralisia de laringe por dano nervoso.

-Co-morbidades:

-Hiperadrenocorticismo: pela alta concentração sérica de cortisol não tem-se inflamação;

-Cardiopatias;

*Bronquite crônica, colapso de traquéia e degeneração de válvula mitral: são os maiores causadores de tosse em cães;



11-Traqueobronquite Infecciosa (Tosse dos canis)

-Definição: enfermidade aguda altamente contagiosa localizada nas vias aéreas.

-Etiologia: causada por um ou mais agentes infecciosos.

-Adenovírus canino II;


Principais agentes


-Vírus da parainfluenza;

-Coronavírus respiratório canino;

-Bordetella bronchiseptica;

-Transmissão: aerossóis e contato direto;

-Sinais Clínicos:

-Enfermidade autolimitante;

-Tosse produtiva ou não produtiva;

-Corrimento nasal;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica (histórico de transporte recente, hospitalização ou contato com cães com o mesmo quadro clínico);

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: pode verificar-se leve padrão broncointersticial;

-Laboratorial: parâmetros não alterados (normais);

-Lavado traqueal e análise do fluído (cultura e antibiograma);

-Tratamento:

-Enfermidade autolimitante, geralmente induzida por vírus, então deve-se fazer o acompanhamento do paciente;


Dexametazona: 0,1 – 0,2mg/kg IM


-Glicocorticóides


Amoxicilina + Clavulanato de Potássio: 25mg/kg BID : EV, IM ou VO

Cefalexina: 30mg/kg BID : EV, IM ou VO


-Antibióticos (caso necessário)


Butorfanol: 0,5mg/kg BID/TID : VO


-Antitussígenos:

12-Massas Traqueais Obstrutivas

-Massas:



-Intraluminais: tumores, pólipos, amiloidose, nódulos, granulomas e corpos estranhos;

-Extraluminais: enfermidades de tireóide e paratireóide compressivas;

-Sinais Clínicos:

-Aumento da resistência do fluxo;

-Hipoventilação (acidose respiratória);

-Dispnéia;

-Tosse;

-Ruídos;


-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verificar presença de massa causando protrusão do lúmen.

13-Trauma Traqueal (ruptura traqueal)

-Etiologia: geralmente por mordedura;

-Sinais Clínicos:

-Dispnéia;

-Taquipnéia;

-Enfisema subcutâneo;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: perda de continuidade do revestimento da traquéia e pneumomediastino;

-Traqueoscopia;

-Tratamento:

-Bandagem e aspiração (enfisema subcutâneo);

-Cirúrgico;

14-Bronquite Crônica Canina

-Definição: é uma síndrome definida como tosse que ocorre na maioria dos dias durante 2 ou mais meses consecutivos. Há uma inflamação crônica e incluem-se fibrose, hiperplasia epitelial, hipertrofia glandular e infiltrados inflamatório.

-Etiologia: obscura, mas presume-se que a bronquite crônica canina seja conseqüência de um processo inflamatório crônico iniciado por infecção, alergia, irritantes ou toxinas inaladas.

-Epidemiologia:

-Enfermidade que atinge geralmente cães de meia idade à idosos e de raças pequenas.

-Raças comumente afetadas: Terriers, Poodles e Cocker Spaniels.

-Sinais Clínicos:

-Tosse crônica;

-Criptações e sibilos;

-Insuficiência respiratória;

-Hipersecreção de muco;

-Intolerância a exercício;

*Caso tenha infecção bacteriana secundária: febre, hiperexia, exacerbação da tosse, padrão alveolar e leucocitose com desvio à esquerda;

-Complicações:

-Bronquiectasia (dilatação dos brônquios);

-Exacerbação bacteriana (infecção secundária);

-Hipertensão pulmonar (geralmente necessita intervenção): ecocardiografia mostra aumento da velocidade de refluxo entre o ventrículo e o átrio na sístole ventricular.

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia (não muito sensível): pode-ser verificar padrão bronquial (linhas ou círculos radiopacos);

-Broncoscopia;

-Tratamento:

-Semelhante ao tratamento do colapso de traquéia;

-Deve-se ajustar a dose e freqüência das administrações conforme o paciente;

-Glicocorticóide aerossol;

Aminofilina: 6 a 10mg/kg BID/TID

*Por 15 dias e depois uma nova avaliação;
-Broncodilatadores


Codeína: 0,5 a 2mg/kg TID


-Antitussígenos


Amoxicilina + Clavulanato de Potássio: 25mg/kg BID

Cefalexina: 30mg/kg BID

Meropenem: 8,5mg/kg BID : SC ou 24mg/kg BID : EV
-Antibióticos (em casos de infecção bacteriana secundária)

-Outras medidas:

-Vaporizações/Nebulizações;

-Manutenção da saúde oral (diminuição da carga bacteriana);

-Manejo ambiental (diminuição da exposição à alérgenos);

-Vacinação;

-Diminuição do peso (obesidade atrapalha condição respiratória);

15-Broncomalácia

-Definição: enfermidade pouco entendida e é caracterizada por flacidez bronquial.

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Broncoscopia;

-Tratamento (empírico)

-Glicocorticóides:


Prednisona: 1mg/kg BID com manutenção com pulsoterapia;

Aminofilina: 10mg/kg BID/TID
-Broncodilatadores:


Codeína: 0,5 a 2mg/kg TID


-Antitussígenos:

16-Pneumonia Bacteriana

-Etiologia: enfermidade desencadeada por uma ampla variedade de microorganismos. Geralmente acomete cães e é secundária a algum evento.

-Causas Primárias:

-Aspiração (Ex.: animais que convulsionam);

-Broncopatias (Ex.: bronquite, broncomalacia);

-Infecções virais (Ex.: cinomose);

-Imunossupressão sistêmica;

-Sinais Clínicos:

-Tosse;

-Secreção nasal;



-Intolerância à exercícios;

-Dispnéia expiratória;

-Taquipnéia;

-Sinais sistêmicos: anorexia, letargia, febre e leucocitose com desvio a esquerda por neutrofilia;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se padrão alveolar crânio-ventral (manchas radiopacas) e lobos consolidados;

-Hemograma: neutrofilia com desvio à esquerda e presença de neutrófilos tóxicos;

-Cultura e antibiograma com lavador broncopulmonar;

-Tratamento:

-Casos Brandos:

-Antibióticos:


Amoxicilina + Clavulanato de Potássio: 25mg/kg BID/TID – VO;

Cefalexina: 30mg/kg TID – VO;

Sulfametoxazol + Trimetoprim: 20mg/kg BID - VO

-Casos Moderados á Graves:




Ceftriaxona: 25 a 50mg/kg SID/BID - EV

Meropenen: 8mg/kg TID - EV

Outros: cefalotina + enrofloxacino/gentamicina ou clindamicina + enrofloxacino
-Internação e terapia antibiótica endovenosa:

-Duração do Tratamento Antimicrobiano:

-Não complicadas: entre 3 a 4 semanas;

-Complicadas: não inferior a 1 mês (entre 6 e 8 semanas);

-Outros:

-Nebulização com ou sem gentamicina;

-Reposição hidroeletrolítica;

-Broncodilatadores:


Aminofilina: 10mg/kg BID/TID

-Fisioterapia: tapotamento da caixa torácica;

-Terapia com oxigênio: manter oximetria acima de 90%;

17-Asma Felina

-Definição: enfermidade caracterizada pela inflamação das vias aéreas (brônquios) levando a contração da musculatura lisa, edema da parede brônquica e hipertrofia das glândulas mucosas causando obstrução do fluxo de ar (hiperinsuflação).

-Sinais Clínicos:

-Tosse (difícil);

-Angústia respiratória (dispnéia);

-Sibilos;

-Cianose;

-Respiração com a boca aberta;

-Fase expiratória longa;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se hiperinsuflação (deslocando o diafragma caudalmente e vasos pulmonares estão muito evidentes) e padrão bronquial evidente;

-Tratamento:

-Terapia com oxigênio;

-Broncodilatadores:


Terbutalina: 0,1mg/kg TID – VO e manutenção com teofilina;


-Glicocorticóides:


Dexametasona: 2,2 – 4,4mg/kg EV
-Emergência:

-Manutenção:


Prednisolona: 1mg/kg BID por 7 dias e regredir dose;

Metilprednisolona: 10 a 20mg a cada 2 semanas;


*Corticóides aerossóis são bem aceitados (bomba + máscara);


Doxiciclina: 3 a 5mg/kg BID – VO ou EV
-Antibióticos (geralmente não é necessário):

*Necessita de tratamento constante. E recomenda-se para que os proprietários tenham corticóide injetável em casa para possíveis emergências,



18-Neoplasias Pulmonares

-Tipos:



-Primárias: raras

-Metastáticas: são freqüentes.

Ex.: tumores mamários, próstata e carcinoma de tireóide;

-Sinais Clínicos:

-Sinais clínicos respiratórios causados por compressão e obstrução com anormalidades de ventilação e perfusão.

-Sinais clínicos não respiratórios: anorexia e letargia;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica presença de massas (acima de 0,3cm);

*Síndrome Paraneoplásica (Osteopatia Hipertrófica): as principais síndrome paraneoplásicas encontradas nos animais com câncer são: manifestações gastrointestinais (caquexia e ulceralão gastroduodenal), endocrinológicas (hipercalcemia e hipoglicemia), hematológicas (hipergamaglobulinemia, anemia, eritrocitose, leucocitose neutrofílica e trombocitopenia), cutâneas (alopecia, eritema e dermatofibrose nodular), neurológica (miastenia grave e neuropatia periférica), renais (glomerulonefropatias) e outras (osteopatia hipertrófica* – caracterizada por uma realçao periosteal e febre)

-Tratamento:

-Cirúrgico;

-Quimioterapia;

19-Doença Tromboembólica Pulmonar

-Definição: enfermidade caracterizada por obstrução de artérias e arteríolas pulmonares por êmbolos (bacterianos, corpos estranhos, ar, gordura, parasitas e trombos);

-Enfermidades Associadas:

-Ruptura Endotelial: sepse, dirofilariose, neoplasias, trauma, choque, aterosclerose e arteriosclerose;

-Fluxo Sanguíneo Anormal: obstrução vascular, cardiopatia, endocardite, choque, ICC, decúbito prolongado e outros;

-Maior Coagulabilidade: doença glomerular, hiperadrenocorticismo, anemia hemolítica imunomediada, pancreatite, neoplasias, CID e cardiopatia.

-Sinais Clínicos:

-Angústia respiratória (dispnéia);

-Dor torácica;

-Tosse;


-Pulso jugular positivo;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Hemogasometria: verifica-se hipóxia e hipercapnia;

-Angiografia contrastada: verificar interrupção de fluxo;

-Cintilografia de perfusão;

-Ecocardiografia: verificar hipertensão;

-Tratamento:

-Terapia com oxigênio;




Pouca utilização
-Terapia anticoagulante: heparina e ácido acetil-salicílico;

-Terapia de dissolução: estreptoquinase



20­-Hipertensão Pulmonar:

-Definição: aumento da pressão arterial pulmonar acima de 25mmHg;

-Tipos:

-Pré-Capilar: causada por doenças pulmonares;

-Pós-Capilar: causada por ICC esquerda;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Ecocardiografia: verifica-se dilatação atrial e ventricular direita, hipertrofia ventricular direita, dilatação da artéria pulmonar e hipertrofia do septo interventricular, além disso pode-se verificar dimensões do ventrículo esquerdo menores e a fração de encurtamento diminuída

-Cateterização cardíaca;

-Tratamento:

-Eliminar causa primária;

-Inibidores da Fosfodiesterase:


Sildenafil: 1mg/kg - VO


21-Hérnia Diafragmática

-Tipos:

-Pleuroperitoneal: invaginação para dentro da cavidade torácica;

-Pleuropericárdica: invaginação para dentro do saco pericárdico;

-Sinais Clínicos:

-Agudo: sinais de choque (taquicardia, taquisfigmia, aumento do TPC e mucosas pálidas), fraturas, pneumopatia restritiva (dispnéia);

-Crônico: sinais respiratórios e gastrointestinais (Ex.: vômito);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica (a hérnia não precisa ser formada necessariamente logo a pós o trauma);

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se perda do contorno normal do diafragma, presença de opacidades gasosas na caixa torácica (alças intestinais), obscurecimento da silhueta cardíaca e efusão pleural secundária (aumento da pressão hidrostática);

*Pode ser feita radiografia contrastada com sulfato de bário;

-Ultrassonografia: pode ser útil para verificação de estruturas abdominais no tórax;

-Tratamento:

-Cirúrgico;



22-Efusão Pleural:

Causas:

-Aumento da permeabilidade vascular (vasculite);

-Comprometimento da drenagem linfática;

-Aumento da pressão hidrostática;

-Diminuição da pressão oncótica;

-Sinais Clínicos:

-Dispnéia (pneumopatia restritiva);

-Taquipnéia;

-Tosse;


-Anorexia;

-Febre;


-Apatia;

-Mucosas pálidas;

-Desidratação;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se obscurecimento da silhueta cardíaca, opacidade homogênea (semelhante a tecido mole), visualização de fissuras interlobares, deslocamento de traquéia.

*Deve-se repetir a radiografia após drenagem.

-Ultrassonografia: geralmente para guia para toracocentese;

-Toracocentese: análise citológica e bioquímica (verificar tipos de exsudato) do líquido e cultura;

-Características dos Líquidos:



-Transudato Puro:

-Claro e transparente;

-Proteína abaixo de 2,5g/dL

-Presença de células mesoteliais e macrófagos;

-CCNT abaixo de 1.500/ml (Contagem de Células Nucleadas Totais);

-Doenças associadas: hipoalbuminemia (insuficiência renal, parasitoses, insuficiência hepática e doença intestinal inflamatória – enteropatia com perda protéica);

-Transudato Modificado:

-Enevoado a turvo ou serosanguinolento;

-Proteína entre 2,3 e 3,0g/dL;

-CCNT: entre 1.000 e 7.000/ml

-Presença de células mesoteliais, macrófagos, eosinófilos e linfócitos;

-Doenças associadas: aumento da pressão hidrostática (ICC direita, pericardiopatias, neoplasias – compressão da vasculatura e processo inflamatório);

*ICC esquerda: causa edema pulmonar;

**Com inflamação as células epiteliais ficam reativas e são semelhantes à células neoplásicas;

-Exsudato:

-Opaco;


-Proteína acima de 3,0g/dL;

-CCNT: acima de 5.000/ml

-Pode ser séptico ou asséptico;

-Doenças associadas: aumento da permeabilidade vascular (Ex. asséptico: PIF, neoplasias e torção de lobo pulmonar e sépticos: ferida penetrante, extensão de pneumonias e espontâneo)

-Quilo:

-Opaco;


-Proteína variável;

-CCNT: acima de 10.000/ml

-Triglicerídeos: acima da concentração sérica (característico);

-Doenças associadas: traumas, neoplasias (leucemia felina), cardiomiopatias, dirofilariose, ICC direita, hérnia diafragmática e idiopática;



-Hemotórax:

-Causas: trauma, distúrbios de coagulação, neoplasias, torção de lobo pulmonar e intoxicação (Ex.: dicumarínicos);

*Diferenciar de hemorragia pulmonar: hemorragia pulmonar tem-se padrão intersticial e alveolar na radiografia e hemotórax tem-se líquido entre as pleuras;

-Tratamento:




Geral
-Toracocentese: drenar os 2 hemitórax;

-Terapia com oxigênio;

-Tratamento do fator causal

­-Piotórax:


Amoxicilina + Clavulanato de Potássio: 25mg/kg TID - EV


-Antibióticos:

-Colocação de dreno torácico para aspiração e lavagem com solução de NaCl 0,9%;


Específico
-Tratamento de suporte: terapia com fluídos e nutrição;

-Quilotórax:

-Toracocentese intermitente (avaliar necessidade e freqüência);

-Dieta pobre em gordura;

-Vitamina:


Rutina (Vitamina P): 50 a 100mg/kg TID


-Cirúrgico (ligadura de ducto);



23-Pneumotórax

-Causas: geralmente por trauma;

-Tipos:

-Aberto: comunicação com parede torácica;

-Fechado: ruptura do parênquima pulmonar;

-Sinais Clínicos:

-Dispnéia aguda (padrão respiratório restritivo);

-Outras evidências de traumatismo;

-Cianose;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se pulmões colapsados, elevação do coração em relação ao esterno e borda pulmonares visíveis;

-Tratamento:

-Toracocentese;

-Terapia com oxigênio;

-Analgésicos:




Tramadol: 4 a 6mg/kg TID – VO, IM ou EV

Dipirona: 25mg/kg TID – VO, IM ou EV

Metadona: 0,5mg/kg TID/QID – VO, IM ou EV

Meloxican: 0,1mg/kg – VO, EV


-Antiinflamatório:

-Intervenção cirúrgica;



24-Doenças do Mediastino:

-Sinais Clínicos:

-Disfagia;

-Regurgitação;

-Dispnéia;

-Tosse;


-Síndrome de Horner;

-Síndrome da Veia Cava (compressão da veia cava cranial resultando em edema de cabeça);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia;

-Ultrassonografia;



24.1-Pneumomediastino:

-Definição: presença de ar no espaço mediastínico;

-Causas: ruptura de traquéia, brônquios e alvéolos;

-Sinais Clínicos:

-Enfisema subcutâneo;

-Tratamento:

-Tratamento da causa primária (ruptura);

24.2-Massas Mediastínicas:

-Neoplasias: linfoma mediastínico e timoma;

-Não Neoplasias: abscessos, granulomas e hematomas;

-Sinais Clínicos:

-Distrição respiratória;

-Tosse;


-Regurgitação (por compressão esofágica);

-Edema de fase (síndrome da veia cava);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:



-Radiografia: verifica-se deslocamento de estruturas, efusão pleural e opacidade de tecidos moles;

-Ultrassonografia;

-PAAS: para citologia;

-Tratamento:

-Linfoma: quimioterapia;

-Timoma: cirúrgico;

-Hematoma tímico: transfusão, cirurgia e vitamina K;

25-Edema Pulmonar:

-Causas:

-Hipoalbuminemia;

-Cardiogênico (ICC esquerda);

-Hiperhidratação;

-Aumento da permeabilidade vascular;

-Neurogênico;

-Sinais Clínicos:

-Taquipnéia;

-Dispnéia;

-Tosse;

-Crepitações;



-Espuma sanguinolenta na boca;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia: verifica-se padrão intersticial e alveolar;

-Tratamento:

-Terapia com oxigênio;

-Sedação:


Morfina: 0,1mg/kg

Furosemida: 4 a 8mg/kg EV
-Diurético:


Aminofilina: 10mg/kg TID


-Broncodilatadores:

Referências Bibliográficas

NELSON R.W., COUTO C.G. Medicina Interna de Pequenos Animais. 4ed. São Paulo: Elsevier, 2010.

BICHARD, S. J., SHERDING R.G. Clínica de Pequenos Animais. 1ed. São Paulo: Roca, 1998.

ETTINGER S. J. Tratado de Medicina Interna Veterinária. 3 ed. São Paulo: Manole, 1992.

MARK P. G. Manual Saunders: Terapêutico Veterinário. 2. Ed. São Paulo: Editora MedVet, 2009.



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