Valorizando as Práticas Escolares Cotidianas no Interior Matogrossense: História Escolar também é Patrimônio Cultural (1990/2010) Resumo



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Valorizando as Práticas Escolares Cotidianas no Interior Matogrossense: História Escolar também é Patrimônio Cultural (1990/2010)

Resumo

Este trabalho busca analisar e problematizar a preservação do Patrimônio Cultural existente dentro de duas escolas da rede estadual no município de Primavera do Leste/MT, utilizando como fonte as práticas cotidianas, as narrativas de professores e de alunos que denunciam as representações que integram estas comunidades. A relevância dessa pesquisa reside em investigar a produção cultural no âmbito escolar que caracteriza numa herança, com seus elementos identitários. Tais aspectos são influenciados pela História Cultural, nesta perspectiva Michel de Certeau oferece um quadro teórico que possibilita esquadrinharmos as práticas cotidianas no intuito de reconhecer como os indivíduos recebem, consomem e manipulam suas experiências.

Edward Palmer Thompson também é um referencial importante para esta pesquisa, pois preconiza as especificidades locais dentro de um quadro de costumes escolares, ou melhor, valoriza as peculiaridades do contexto. Os hábitos e as relações sociais terão como fonte material o uso de laboratórios de informática, a sala de aula formal e informal, as bibliotecas, a uniformização, os arquivos das escolas, e na perspectiva de bem imaterial será analisada através das comemorações cívicas, das festividades, os passeios, entre outros elementos.

Os procedimentos metodológicos desse trabalho consistirão na análise das memórias da comunidade escolar que ajudarão na reflexão sobre a cultura escolar, na tentativa de reconhecer o espaço escolar como objeto histórico, que tem historicidade, materialidade e imaterialidade cultural. Além da discussão teórica será apresentado o cenário matogrossense, em específico destaca-se os movimentos migratórios na região e suas conseqüências na construção da identidade nas escolas do município de Primavera do Leste, o qual está composto por uma grande diversidade étnica advindas de grupos indígenas, sulistas, e nortistas que buscaram e buscam novas oportunidades de trabalho.

As representações sociais podem ser analisadas nos simbolismos distribuídos em toda cidade, no nome das ruas, dos estabelecimentos comerciais, nas festividades, nos hábitos corriqueiros, que permeiam o universo escolar. Por isso a História local imiscui-se a história dos personagens que transitam nos âmbitos escolares e a proposta de preservar iniciará com a reflexão de tal espaço, reconhecendo que nele encontramos uma multiplicidade de práticas culturais. Proponho que mediante essa conscientização seja possível realizarmos nas escolas, em análise, alguns projetos de preservação, como por exemplo: a construção de um arquivo histórico escolar, a constituição de museu-escola, website do migrante (com fotos e entrevistas), e museu virtual da imagem.

Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Práticas Cotidianas, História Cultural, Memória, Âmbito Escolar.

Migrações, Memórias e Identidades: entre idas e vindas

A presente pesquisa inicia-se no município de Primavera do Leste á 240 km de distância da capital Cuiabá no estado de Mato Grosso, mais especificamente na Escola Estadual João Ribeiro Vilela e Escola Estadual Getúlio Vargas Dornelles, as quais atendem alunos regulares e jovens e adultos, respectivamente. O contexto desse objeto de pesquisa nos leva a refletir sobre a História local, o intenso fluxo migratório que promovem uma diversidade étnica e cultural. Segundo o último censo do IBGE o Centro-Oeste e o Sudeste são as regiões que mais tem atraído pessoas, equiparando-se nos altos índices de migração.

O estado de Mato Grosso passou por movimentos de “neo-colonização” no início do século XX, mas a presença das tribos Bororo é antiga na localização leste do estado, o garimpo atraiu muitas pessoas para o município de Poxoréu, passaram por estes espaços geográficos sertanistas que buscavam o enriquecimento, entre eles João Ribeiro Vilela, patrono de uma das escolas em pesquisa, que se deslumbrou com a abundância de terras. Posteriormente marechal Candido Rondon demarcou este território, o mesmo pertencia a um movimento de integração e desenvolvimentista chamado “Marcha para o Oeste” no governo de Getúlio Vargas.

As iniciativas governamentais promoveram o loteamento e a ocupação nestas terras, deram fôlego ao desenvolvimento da agricultura, em especial da soja, que também impulsionaram a ocupação do município de Primavera do Leste na década de 80.

O viés desse trabalho não ignora as relações de poder que perpassam o espaço escolar através de normativas, no entanto o enfoque será valorização das práticas cotidianas na perspectiva de Certeau:

[...] a presença e a circulação de uma representação, ensinada como o código da promoção sócio-econômica (por pregadores, por educadores ou por vulgarizadores) não indica, de modo algum, o que ela é para seus usuários. É ainda necessário analisar a sua manipulação pelos praticantes que não a fabricaram. (CERTEAU, 1994, p. 41)


Em consonância, a valorização da experiência humana como propulsora de cultura E. P. Thompson diz:
(...) experimentam suas situações e relações produtivas determinadas como necessidades e interesses e como antagonismos, e em seguida “tratam” essa experiência em sua consciência e sua cultura (...) das mais complexas maneiras (...) e em seguida (...) agem, por sua vez, sobre a sua situação determinada. (THOMPSON, 1981, p. 182)
Essa breve apresentação, de alguns acontecimentos, sobre a história do estado de Mato Grosso e do município de Primavera do Leste ocorre por dois motivos principais. Primeiramente busca relacionar eventos atuais com outras temporalidades, em particular intenciona articular o tempo imediato ao passado, sair da superficialidade e mergulhar numa relativa profundidade histórica como indica o capítulo ‘A visão dos outros’ no livro Questões para o tempo presente:
[...] tentar hierarquizar os fatos, distinguir o incidente do fato significativo e importante, fazer do acontecimento aquilo que permitirá aos historiadores do passado reconhecê-lo como outro, mas também integrá-lo numa longa duração e numa problemática na qual todos os historiadores de ontem e de hoje, de outrora e do imediato, se reúnam. (LE GOFF, 1999, p. 101-102)
A segunda justificativa reside na tentativa de vincular o contexto especifico das escolas pesquisadas com a comunidade local, que posteriormente será contextualizada, a sociedade que produzem uma rede de relações sociais, considerando que tais reflexões estimulem a visibilidade de um processo histórico composto por pluralidades culturais por meio do conjunto étnico que se apresenta nesta pesquisa.
A “neo-colonização” no interior matogrossense
A cidade de Poxoréu cresceu com o garimpo na década de 20, na atualidade deixou de atrair pessoas, mas apresenta parte importante da história de Mato Grosso, tendo em vista que o seu desmembrando deu forma a seis novos municípios, entre eles o município de Primavera do Leste, há apenas 25 anos.

A “Revolução Verde” ou o plantio da soja trouxe novas perspectivas de ocupações e sobre o desenvolvimento econômico na região leste do estado. Entre os diversos grupos étnicos destacaremos em Primavera do Leste: os indígenas, nortistas, sulistas e uma colônia Russa. Ao analisar um conjunto de aspectos que compõem as especificidades desta cidade percebemos que a maioria faz referencias as práticas sulistas e silenciam as demais, como exemplo identificamos a predominância nos nomes das ruas, estabelecimentos comerciais, festividades e alimentos da cultura sulista, numa tentativa inconsciente de silenciar as demais expressões culturais tão recorrentes nas escolas da região.

O termo “o não lugar” enquanto um lugar de passagem ou de transitoriedade de Michael de Certeu ganha sentido aqui, pois além de ser uma cidade extremamente nova através de uma justaposição dos elementos étnicos promove o sentimento de não pertencimento em parte de seus habitantes que não são representados em outdoors, e suas manifestações são “incomodas”.

Segundo dados do IBGE quase 60% dos moradores não são naturais dos municípios de Mato Grosso, algo que reforça ainda hoje a idéia de neo-colonização no seu interior.



Lugares de memórias’: uma “colheita” de Histórias de vida

"Os lugares de memória nascem e vivem do sentimento que não há memória espontânea, que é preciso criar arquivos, organizar celebrações, manter aniversários, pronunciar elogios fúnebres, notariar atas, porque estas operações não são naturais[...] Museus, arquivos, cemitérios e coleções. Festa, aniversários, tratados, monumentos, santuários, associações, são marcos testemunhais de uma outra era, das ilusões da eternidade.” (NORA, 1993).

Na concepção de Nora os lugares de memória apresentam uma atmosfera de simbolismos, onde o cotidiano é o referente que produz uma diversidade cultural ampliada pelas relações sociais dos grupos que neste espaço atuam.

Estas representações, que valorizam um patrimônio imaterial por meio de fragmentos das lembranças, embora seja uma discussão acentuada na década de 80, passaram a ser reconhecidas oficialmente pelo IPHAN no decreto 3551, no ano de 2000 e sua expressão esta explícita no livro de registro de lugares.

(...)mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas", o decreto ainda observa a finalidade desta inscrição: "A inscrição num dos livros de registro terá sempre como referência a continuidade histórica do bem e sua relevância nacional para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira". (IPHAN, Decreto 3551, 2000)

Nesta perspectiva, ao analisar as escolas no seu cotidiano alimenta-se a memória por meio de referenciais produzidos na própria instituição, e as representações do espaço trazem uma concepção de bem imaterial. Por isso a abordagem com fontes orais podem promover conhecer por meio de narrativas o que é significativo e peculiar deste contexto. Os grupos desta pesquisa estarão divididos entre comunidade interna (alunos, professores, apoio técnico), externa (vizinhança) e mediadora (pais de alunos) no intuito de correlacionar diferentes segmentos sociais.



Esquadrinhando as escolas em análise

A história da instituição escolar começa também a ser considerada um produto histórico (...) através de seu cenário, salas de aula e ambientes produzidos para fins escolares, como também, por seus manuais, livros, materiais pedagógicos, uniformes escolares, entre outros, como afirma Michel Certeau em seu livro “A Invenção do Cotidiano” (1994).


Ampliando essa questão recorremos as reflexões de Dominique Julia (2001) que estabelece a co-relação da cultura escolar a outras culturas e formas culturais presentes em seu tempo, ou seja, a cultura política, religiosa, popular determinam formas de transmissão de ação educativa e os propósitos dessa mesma ação. Derivam daí o tipo de local em que se dá o universo de educar, seus objetos, tempo, forma e dessa maneira determinam quem é educado e como. (AMBROGI, 2011)

Nesta perspectiva alguns elementos do cotidiano escolar passaram a ser analisados como “patrimônio vivo”, como exemplo dessas práticas culturais estão: projetos e atas pedagógicas, arquivos escolares, laboratório de informática, bibliotecas, sala de aula e do professor, pátio, corredores, murais, representações dos espaços (recreios), o gestual (o corpo), a uniformização, narrativas e memórias produzidas pela comunidade escolar, calendário escolar, festividades, entre outros aspectos ganham novo significado ao serem percebidos como produção e herança histórica.

Sem dúvida, não devemos exagerar o silêncio dos arquivos escolares. O historiador sabe fazer flechas com qualquer madeira (...) os cadernos de notas tomadas pelos alunos (mesmo sendo grande o risco de se verem conservados apenas os mais bonitos deles) e os cadernos de preparações dos educadores, não são escassos e, na falta destes, pode-se tentar reconstituir, indiretamente, as práticas escolares a partir das normas ditadas nos programas oficiais ou nos artigos das revistas pedagógicas. Mas estamos menos equipados para perceber as diferenças – diversas segundo as classes sociais de origem – que separam as culturas familiares ou profissionais da cultura escolar.(JULIA, 1993)

Por conta de tantas mudanças as escolas que estão inseridas nesta realidade denunciam uma pluralidade cultural, onde a sua comunidade não é homogênea, nem passiva, é uma janela para o mundo, quando analisada pode produzir arquivos históricos, um patrimônio que ajuda a refletir sobre essa comunidade.

O historiador Ricardo Oriá assinala que atualmente se preserva um bem cultural não só pelo seu valor estético, arquitetônico ou histórico. Ele é preservado se tem significação para a comunidade em que está inserido e se essa preservação possibilita a melhora da qualidade de vida de seus moradores e contribui para a construção de sua identidade cultural e o exercício da cidadania. (PALILO, 2004)

A citação acima aponta para a importância de compreendermos na pesquisa o que é significativo em determinado contexto e o seu processo histórico. Ao estudarmos a História Local a partir do âmbito escolar, utilizando as memórias específicas desse espaço parece apropriado incluir “os lugares de memórias” no intuito de valorizar o cotidiano.

Embora uma problemática desse trabalho consista em estimular a noção de escola como objeto histórico, onde seus valores patrimoniais sejam utilizados como fonte e que a história possa ser narrada a partir dela. Verifico que essa análise deve preencher algumas lacunas, em especial dados que identifiquem os diferentes grupos sociais que pertencem a comunidade local (perfil sócio-econômico), a relação do patrono da escola com História de Mato Grosso, etc.

A Escola Estadual João Ribeiro Vilela foi fundada no dia 12 de fevereiro de 1990, criada pelo Decreto nº 2 501 de 09/04/1990, localizada à Rua Arlindo Cornelli nº 301, bairro Centro Leste. O nome de seu patrono, João Ribeiro Vilela, foi uma homenagem ao antigo sertanista da região, migrante do estado de Goiás que veio residir com a sua família na região leste do Mato Grosso, onde habitava índios Bororos.

Com o crescimento demográfico do município de Primavera do Leste a Escola Estadual João Ribeiro Vilela que começou com apenas três salas de aula ampliou sua estrutura para 15 salas de aula, uma de informática, biblioteca, sala de vídeo, quadra poli esportiva, atendendo cerca de 1500 alunos, somando os três períodos, oferta no matutino ensino fundamental e médio, no vespertino séries iniciais e no noturno voltava-se para Educação de Jovens e Adultos, este último foi extinto no ano de 2008. Outro ponto relevante sobre a escola é que ela está inserida numa localização periférica da cidade e seus alunos são advindos da vizinhança e de outros bairros distantes e de baixa renda, por conta deste fator sócio-econômico, muitos alunos trabalham desde muito cedo e tem dificuldade em frequentar a escola nos dias de chuva. O desempenho e abandono escolar estão relacionados a tais problemáticas, como mostra alguns gráficos retirados do projeto político pedagógico no ano de 2008:

1º nível: 85 alunos (4ª série), 2º nível: 66 alunos (8ª série)



Gráfico1

Fonte: Escola Estadual João Ribeiro Vilela, 2008.

Gráfico 2



Fonte: Escola Estadual João Ribeiro Vilela, 2008.

Gráfico 3



Fonte: Escola Estadual João Ribeiro Vilela, 2008.

Na outra escola, Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas criada em 1989, conforme o Decreto nº 987 de 06/09/89, reconhecida pela portaria nº 3277/92, em 10 de fevereiro de 2009 tornou-se Centro de Educação de Jovens e Adultos, no Município de Primavera do Leste/MT, na avenida São João, número 564, centro.



Figura 1



Fonte: Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas, 2011.

O patrono dessa escola, Getúlio Dornelles Vargas, político de destaque no cenário nacional teve importante participação no projeto de integração, ocupação e desenvolvimento da região Centro-Oeste, durante o seu segundo mandato (1951-54) exerceu políticas de incentivo na dinamização econômica na região.

A escola está organizada em prédios e salas com mobiliário, equipamentos e materiais didáticos pedagógicos adequados aos jovens e adultos na modalidade EJA, por área de conhecimento e disciplina, com funcionamento em dois turnos diurnos e um noturno, treze salas são utilizadas como sala de aulas e plantões, laboratórios e oficinas para 1347 alunos, totalizando 37 turmas:

1º Segmento: 1ª e 2ª Anos

2º Segmento: 1ª e 2ª Anos

Ensino Médio: 1ª e 2ª Anos

Assim como na primeira escola apresentada, a Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas apresenta alto índice de abandono e desistência, a maioria dos seus alunos também trabalham e moram em lugares distantes da instituição de ensino. Segue abaixo alguns gráficos de desempenho por área de conhecimento, segundo o projeto político pedagógico da escola (2011):
Gráfico 4



Fonte: Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas, 2011.

Gráfico 5



Fonte: Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas, 2011.

Gráfico 6



Fonte: Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas, 2011.

Considerações Finais

Este trabalho almeja investigar a materialidade escolar por meio de seus bens patrimoniais, relacionar as histórias de vidas da comunidade escolar a história local e à do estado do Mato Grosso. Segundo Menezes as mudanças sociais agem na composição da identidade e essa está em movimento, devemos considerar a coexistência de uma pluralidade cultural através da ampla gama étnica que dá forma a uma nova concepção de identidade:

Com efeito, não só a identidade é um processo incessante de construção/reconstrução, como também ganha sentido e expressão nos momentos de tensão e ruptura – precisamente quando se aguça a percepção da diferença e sua presença se faz mais necessária. Assim, não existe identidade em abstrato. A identidade só poder ser identificada “em situação”. (MENEZES, 1993)

Cabe neste estudo identificar a noção de Patrimônio no tempo presente e a sua relação com a escola. Investigar as (in) possibilidades que a concepção de Patrimônio evoca: um passado, vestígios, ruínas, uma percepção do presente. Analisar a escola enquanto um espaço de produção cultural através de exposições, coleções, acervos e memórias.

No plano da História Imediata, muitos exemplos de Cultura Material se encontram na própria sala de aula e nos corredores e arredores da escola: corpos humanos, roupas, móveis, equipamentos esportivos, alimentos (...) Esta amostragem ainda é restrita, considerando-se a infinidade de outras experiências que lhe são contemporâneas. O Conhecimento Histórico ganha muito quando incorpora o imediato em seu universo, mas perde mais se ficar restrito a este mundo, como presente contínuo. Um de seus objetivos pode ser sair deste círculo vicioso, permitindo a compreensão de experiências sociais em diferentes temporalidades. (...) E o Patrimônio Histórico – edificado ou disperso em diferentes fazeres e saberes – contém inestimáveis elementos para a discussão daquele universo. A História Imediata, por sua vez, oferece um torrencial de possibilidades temáticas e documentais, a partir de seu trabalho com os processos históricos em andamento. (SILVA, 2007)

Contudo tais elementos históricos, em abundancia, devem ser integrados a outras temporalidades, comparados a outros espaços, redimensionando em escalas de observação que possam contribuir no esclarecimento sobre a seguinte inquietação: como a herança patrimonial pode ajudar a entender a relação da escola com a comunidade/sociedade?



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