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HISTÓRIA



89) Sobre as invasões dos "bárbaros" na Europa Ocidental, ocorridas entre os séculos III e IX, é correto afirmar que:
a) foi uma ocupação militar violenta que, causando destruição e barbárie, acarretou a ruína das instituições romanas.

b) se, por um lado, causaram destruição e morte, por outro contribuíram, decisivamente, para o nascimento de uma nova civilização, a da Europa Cristã.

c) apesar dos estragos causados, a Europa conseguiu, afinal, conter os bárbaros, derrotando-os militarmente e, sem solução de continuidade, absorveu e integrou os seus remanescentes.

d) se não fossem elas, o Império Romano não teria desaparecido, pois, superada a crise do século III, passou a dispor de uma estrutura sócio-econômica dinâmica e de uma constituição política centralizada.

e) os Godos foram os povos menos importantes, pois quase não deixaram marcas de sua presença.
90) "Na sociedade feudal, o vínculo humano característico foi o elo entre subordinado e o chefe mais próximo. De escalão em escalão os nós assim formados uniam, tal como se tratasse de cadeias infinitamente ramificadas, os mais pequenos aos maiores. A própria terra só parecia ser uma riqueza tão preciosa por permitir obter 'homens' remunerando-os."

(Marc Bloch, "A SOCIEDADE FEUDAL")


O texto descreve a
a) hierarquia eclesiástica da Igreja Católica.

b) relação de tipo comunitário dos camponeses.

c) relação de suserania e vassalagem.

d) hierarquia nas Corporações de Ofício.

e) organização política das cidades medievais.
91) A política econômica do Capitalismo Comercial denominada mercantilismo ficou conhecida pelo estímulo:
a) à exportação, em detrimento das importações, sob forte intervenção estatal na economia e exclusividade de comércio entre metrópole e colônia.

b) ao individualismo econômico baseado no governo da natureza, e tendo a agricultura como principal produtora de riqueza.

c) à plena liberdade de concorrência, regulamentando a produção com base na lei da oferta e da procura e nas atividades exclusivas de comércio entre metrópole e colônia.

d) à reorganização da sociedade com base nas importações, desregulamentação da economia e liberdade de comércio entre metrópole e colônia.

e) à balança comercial favorável através da produção agrícola e relações comerciais independentes entre colônia e metrópole.
92) Em O RENASCIMENTO, Nicolau Sevcenko afirma:
"O comércio sai da crise do século XIV fortalecido. O mesmo ocorre com a atividade manufatureira, sobretudo aquela ligada à produção bélica, à construção naval e à produção de roupas e tecidos, nas quais tanto a Itália quanto a Flandres se colocaram à frente das demais. As minas de metais nobres e comuns da Europa Central também são enormemente ativadas. Por tudo isso muitos historiadores costumam tratar o século XV como um período de Revolução Comercial."
A Revolução Comercial ocorreu graças
a) às repercussões econômicas das viagens ultramarinas de descobrimento.

b) ao crescimento populacional europeu, que tornava imperativa a descoberta de novas terras onde a população excedente pudesse ser instalada.

c) a uma mistura de idealismo religioso e espírito de aventura, em tudo semelhante àquela que levou à formação das cruzadas.

d) aos Atos de Navegação lançados por Oliver Cromwell.

e) à auto-suficiência econômica lusitana e à produção de excedentes para exportação.
93) Acerca do Renascimento:
I - As características do homem no Renascimento são: racionalismo, individualismo, naturalismo e antropocentrismo, em oposição aos valores medievais baseados no teocentrismo.

II - O Renascimento não foi um processo homogêneo. Seu desenvolvimento foi muito desigual e as manifestações mais expressivas se deram nos campos das artes e das ciências, sendo que no campo artístico, a literatura e as artes plásticas ocupavam lugar de destaque.

III - A arte renascentista tornou-se predominantemente religiosa, retratando a vida de santos, de clérigos e o cotidiano cristão da época.

IV - A Itália foi o centro do Renascimento porque era o centro do pré-capitalismo e do desenvolvimento comercial e urbano, que gerava os excedentes de capital mercantil para o investimento em obras de arte.

V - A ascensão do clero foi fundamental para que se desenvolvesse nos Estados italianos um poderoso mecenato, plenamente identificado com as concepções terrenas dominantes entre os eclesiásticos.
É correto apenas o afirmado em:

a) I, II, III.

b) I, II, IV.

c) I, II, V.

d) I, III, V.

e) II, IV, V.


94) As cidades medievais:
a) não diferiam das cidades greco-romanas, uma vez que ambas eram, em primeiro lugar, centros político-administrativos e local de residência das classes proprietárias rurais e, secundariamente, também centro de comércio e manufatura.

b) não diferiam das cidades da época moderna, uma vez que ambas, além de serem cercadas por grossas muralhas, eram, ao mesmo tempo, centros de comércio e manufatura e de poder, isto é, politicamente autônomas.

c) diferiam das cidades de todas as épocas e lugares, pois o que se definia era, precisamente, o fato de serem espaços fortificados, construídos para abrigarem a população rural durante as guerras feudais.

d) diferentemente de suas antecessoras greco-romanas eram principalmente centro de comércio e manufatura e, diferentemente de suas sucessoras modernas, eram independentes politicamente, dominando um entorno rural que lhes garantia o abastecimento.

e) eram separadas da economia feudal, pois sendo esta incapaz de gerar qualquer excedente de produção, obrigava-as a importar alimentos e a exportar manufaturas fora do mundo feudal, daí a importância estratégica do comércio na Idade Média.
95) "A conquista de Ceuta foi o primeiro passo na execução dum vasto plano, a um tempo religioso, político e econômico. A posição de Ceuta facilitava a repressão da pirataria mourisca nos mares vizinhos; e sua posse, seguida de outras áreas marroquinas, permitiria aos portugueses desafiar os ataques muçulmanos à cristandade da Península Ibérica."

(João Lúcio de Azevedo. Época de Portugal econômico: esboços históricos.)

De acordo com o texto, é correto interpretar que

a) a expansão marítima portuguesa teve como objetivo expulsar os muçulmanos da Península Ibérica.


b) a influência do poder econômico marroquino foi decisiva para o desenvolvimento das navegações portuguesas.

c) o domínio dos portugueses sobre Ceuta era parte de um vasto plano para expulsar os muçulmanos do comércio africano e indiano.

d) a expansão marítima ibérica visava cristianizar o mundo muçulmano para dominar as rotas comerciais africanas.
e) o domínio de territórios ao norte da África foi uma etapa fundamental para a expansão comercial e religiosa de Portugal.

96) “O espaço fechado e o calor do clima, a juntar ao número de pessoas que iam no barco, tão cheio que cada um de nós mal tinha espaço para se virar, quase nos sufocavam. Esta situação fazia-nos transpirar muito, e pouco depois o ar ficava impróprio para respirar, com uma série de cheiros repugnantes, e atingia os escravos como uma doença, da qual muitos morriam”. Relato do escravo Olaudah Equiano. Apud ILIFFE, J., Os africanos. História dum continente. Lisboa, Terramar, 1999, p. 179.
A respeito do tráfico negreiro, é correto afirmar:

a) Foi praticado exclusivamente pelos portugueses que obtiveram o direito de asiento, ou seja, direito ao fornecimento de escravos às plantações tropicais e às minas da América espanhola e anglo-saxã.

b) Tornou-se uma atividade extraordinariamente lucrativa e decisiva no processo de acumulação primitiva de capitais que levou ao surgimento da sociedade industrial.

c) Foi combatido pelos holandeses à época de sua instalação em Pernambuco, o que provocou a revolta da população luso-brasileira em meados do século XVII.

d) Tornou-se alvo de divergências entre dominicanos, que defendiam o tráfico e a escravidão dos africanos, e os jesuítas, contrários tanto ao tráfico quanto à escravidão.

e) O aperfeiçoamento do transporte registrado no século XIX visava diminuir a mortandade dos escravos durante a travessia do Atlântico, atenuava as críticas ao tráfico e ainda ampliava a margem de lucros.


97) Durante o período colonial, o Estado português deu suporte legal a guerras contra povos indígenas do Brasil, sob diversas alegações; derivou daí a guerra justa, que fundamentou:

a) o genocídio dos povos indígenas, que era, no fundo, a verdadeira intenção da lgreja, do Estado e dos colonizadores.


b) a criação dos aldeamentos pelos jesuítas em toda a colônia, protegendo os indígenas dos portugueses.
c) o extermínio dos povos indígenas do sertão quando, no século XVll, a lavoura açucareira aí penetrou depois de ter ocupado todas as áreas litorâneas.
d) a escravização dos índios, pois, desde a antigüidade, reconhecia-se o direito de matar o prisioneiro de guerra ou escravizá-lo.
e) uma espécie de "limpeza étnica", como se diz hoje em dia, para garantir o predomínio do homem branco na colônia.

98) "E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras".

(André João Antonil. Cultura e opulência do Brasil, 1711.)

No trecho transcrito, o autor denuncia

a) a corrupção dos proprietários de lavras no desvio de ouro em seu próprio benefício e na compra de escravos.


b) a transferência do ouro brasileiro para outros países em decorrência de acordos comerciais internacionais de Portugal.
c) o prejuízo para o desenvolvimento interno da colônia e da metrópole gerado pelo contrabando de ouro brasileiro.
d) o controle do ouro por funcionários reais preocupados em esbanjar dinheiro e dominar o poder local.
e) a ausência de controle fiscal português no Brasil e o desvio de ouro para o exterior pelos escravos e mineradores ingleses.

99) As afirmativas abaixo referem-se à organização político-administrativa do Brasil-Colônia:

I - A criação de um sistema de capitanias hereditárias, entre 1534 e 1536, tinha como objetivo possibilitar a ocupação de todo o litoral ao mesmo tempo, de modo a evitar novas incursões estrangeiras e garantir, conseqüentemente, o monopólio da Rota do Cabo, principal preocupação da Coroa portuguesa.

II - A instituição do governo-geral em 1548 tinha como finalidade principal dar favor e ajuda aos donatários das capitanias hereditárias, em especial no que dizia respeito à luta contra as tribos indígenas e às incursões estrangeiras.

III - De modo a possibilitar a ocupação do território, os donatários deveriam distribuir sesmarias a todos aqueles que fossem cristãos, possuíssem recursos para dar início à atividade agrícola e estivessem em condições de defender a terra.

IV - Auxiliados pelos vereadores das câmaras municipais, os prefeitos eram encarregados da administração municipal, destacando-se entre suas atribuições a limpeza e a iluminação de ruas e praças, o estabelecimento de cemitérios fora do recinto dos templos e o abastecimento do núcleo urbano.

Assinale a opção que contém as afirmativas corretas:

a) somente I e II.
b) somente I, II e III.
c) somente I, III e IV.
d) somente II e IV.
e) somente II, III e IV.
100) “À segunda-feira, depois de comer, saímos todos em terra a tomar água. Ali vieram então muitos, mas não tantos como as outras vezes. Já muito poucos traziam arcos. Estiveram assim um pouco afastados de nós; e depois pouco a pouco misturaram-se conosco. Abraçavam-nos e folgavam. E alguns deles se esquivavam logo. Ali davam alguns arcos por folhas de papel e por alguma carapucinha velha ou por qualquer coisa. Em tal maneira isto se passou que bem vinte ou trinta pessoas das nossas se foram com eles, onde outros muitos estavam com moças e mulheres. E trouxeram de lá muitos arcos e barretes de penas de aves, deles verdes e deles amarelos, dos quais, segundo creio, o capitão há de mandar amostra a Vossa Alteza.

E, segundo diziam esses que lá foram, folgavam com eles. Neste dia os vimos mais de perto e mais à nossa vontade, por andarmos quase todos misturados. Ali, alguns andavam daquelas tinturas quartejados; outros de metades; outros de tanta feição, como em panos de armar, e todos com os beiços furados, e muitos com os ossos neles, e outros sem ossos.

Alguns traziam uns ouriços verdes, de árvores, que, na cor, queriam parecer de castanheiros, embora mais pequenos. E eram cheios duns grãos vermelhos pequenos, que, esmagados entre os dedos, faziam tintura muito vermelha, de que eles andavam tintos. E quanto mais se molhavam, tanto mais vermelhos ficavam.

Todos andam rapados até cima das orelhas; e assim as sobrancelhas e pestanas.

Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta, da largura de dois dedos”.

(Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha – 01/05/1500)


O trecho acima descreve um momento de contato entre o europeu e as populações indígenas que residiam no território brasileiro antes do processo de descobrimento. Estes contatos entre europeus e indígenas eram:
a) relativamente amistosos, devido à natureza pacífica e dócil do indígena aliado ao interesse permanente de colonização e acumulação capitalista do europeu, que culminou, inicialmente, na exploração do pau-brasil através da modalidade do escambo.

b) totalmente violentos, dado que as estratégias militares do referido período se pautavam na aniquilação total do inimigo, não deixando margem à qualquer resistência indígena, apesar destes últimos conhecerem o território.

c) específicos, sendo alguns de natureza violenta, outros de natureza pacífica, variando de acordo com o grau de interesse de exploração por parte do colonizador e a cultura da sociedade indígena contatada.

d) absolutamente pacíficos, com pouca ou nenhuma resistência das tribos indígenas que viam no europeu a possibilidade de acumular experiências no processo de exploração de outras tribos indígenas e na conseqüente expansão de seus domínios.



e) relativamente violentos, pelo fato de todos os grupos indígenas possuírem a função social da guerra incrustado em suas culturas e o europeu desejar a exploração sumária do trabalho escravo do indígena com vistas a atender o desejo de acumulação de capitais, oriunda da doutrina mercantilista.


GABARITO




























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C




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C


Fonte:cursomedicina


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