Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos



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DOMÍNIOS DIFERENCIADOS E REFLUXOS IDENTITÁRIOS: O PENSAMENTO CATÓLICO ANTIMODERNO NO BRASIL. Rodrigo Coppe Caldeira, Faustino Teixeira – Ciência da Religião – Programa de Pós-Graduação em Ciência da religião da UFJF.

O debate em torno do conceito de modernidade e de seus mais variados aspectos é objeto de diferenciadas formulações e tematizações sob várias perspectivas. Seja no viés de uma discussão filosófica, sociológica ou histórica, as perguntas sobre seus fundamentos e, como eles se demonstram na atualidade, estão sempre a nos lançar grandes desafios na empreitada de entende-la de forma mais clara e elucidativa.

Enquanto fenômeno histórico a compreensão da modernidade se torna imprescindível para um possível entendimento da cultura e das manifestações do homem contemporâneo. Mesmo porque a reivindicação hodierna de um “ultrapassar” da modernidade com a emergência de uma “pós-modernidade” só pode ser plenamente inteligível à luz da própria modernidade, ou melhor, das interpretações da modernidade.

A necessidade de se apreender a modernidade e, especificamente, a relação entre ela e a religião, vem do fato de que este processo histórico trouxe várias problemáticas para as construções identitárias, sejam elas as próprias identidades religiosas, identidades de gênero, de nações, de etnias etc. As problemáticas se ampliam na medida em que as questões são também colocadas à própria noção de identidade.

Bem, estas questões, entendidas como norteadoras de nossas reflexões, são importantes, visto que buscamos apreender neste artigo como o grupo que se forma em torno de Plínio Corrêa de Oliveira nos anos 1930 e que tem seu auge no início dos anos 1960 com a fundação da TFP (Tradição, Família e Propriedade), forma e pensa sua identidade. Conjeturando, a partir de então, sobre algumas possibilidades de pensarmos a questão através de algumas colaborações teóricas.

Este artigo não tem como premissa esgotar a discussão sobre a modernidade e suas variadas compreensões, juntamente da problemática colocada as “identidades”. O que o estudo propõe são apenas algumas digressões iniciais a respeito da modernidade enquanto fenômeno histórico e problematizador do conceito de “identidade” e das principais idéias utilizadas pelo grupo encabeçado por Plínio Corrêa a fim de combater a modernidade, que em sua concepção busca denegrir e infundar a religião católica romana.


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UM CLÁSSICO DESCONHECIDO: THOMAS LUCKMANN E A SOCIOLOGIA FENOMENOLÓGICA DA RELIGIAO. Sérgio da Mata

Thomas Luckmann vem desenvolvendo, desde meados dos anos 1960, uma abordagem radicalmente nova no estudo do fenômeno religioso. Desde seu "Das Problem der Religion in der modernen Gesellschaft" (1963), ele exerce enorme influência sobre o estudo das religiões na Alemanha. Todavia, essa notoriedade passou quase que desapercebida entre nós. Esta comunicação pretende discutir os aspectos mais originais da sua sociologia fenomenológica da religião. Dois pontos, em especial, serão enfocados: sua crítica ao conceito de "secularização" e sua fenomenologia da transcendência.


ABORDAGENS E PERSPECTIVAS DAS ENCÍCLICAS NA ANÁLISE DA IGREJA CATÓLICA. Alethéia Renata de Andrade, Sidinei Galli – História – Pós-graduação nível Mestrado, Religiões e Visões de Mundo – Departamento de História – UNESP – Assis/SP.

O historiador das religiões e religiosidades trabalha com uma diversidade de fontes, e com a qual o historiador irá trabalhar será aquela que lhe permitirá ascender à compreensão de determinado objeto. À medida que o historiador do século XXI se aproxima do presente, fica cada vez mais dependente de dois tipos de fontes: da imprensa diária ou periódica e de documentos publicados pelas instituições. Portanto, proponho a análise da possibilidade do historiador refletir sobre uma das muitas formas de publicações da Igreja Católica, as encíclicas. A Igreja Católica publica suas prédicas, e ao falarmos nelas, estamos nos referindo aos discursos redigidos pelos papas em nome da Igreja Católica, discursos estes de ordem doutrinal e social, as encíclicas. Há muito tempo, durante vários pontificados, a publicação de encíclicas se tornou uma prática habitual. Existem muitas maneiras de se trabalhar com a história das religiões e, uma delas é a análise de documentos oficiais de instituições, como constituições, decretos, conferências, encíclicas e outros. Documentos importantes para o historiador que visa realizar uma história eclesiástica, dedicada ao funcionamento, estrutura e organização do clero e da pregação religiosa, a disciplina clerical e a normatização do ritual. Cabe ao historiador analisar o discurso divulgado pelas encíclicas, pois estas apresentam diversas abordagens para discutir como a Igreja Católica trabalha com temas atuais como o aborto, a eutanásia e os métodos contraceptivos.


ENTRE O VERDADEIRO E O MODERNO: UMA ANÁLISE PRELIMINAR DO PROGRAMA DE AÇÃO DA CONFEDERAÇÃO CATÓLICA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO (DÉCADA DE 1930). Carlos Wellington Martins de Melo, Ivan Aparecido Manoel. Programa de Pós-Graduação em História Mestrado.

O presente trabalho tem como referência a experiência de mobilização e organização do professorado católico, na década de 1930, em torno da Confederação Católica Brasileira de Educação (CCBE). Na avaliação de tal experiência, busca-se centrar a análise na problemática relativa ao aperfeiçoamento do professorado católico, inscrita no programa de ação dessa instituição, tendo em vista os pressupostos que norteavam as articulações tanto entre ciência e fé quanto entre o exercício da cidadania e compromissos cristãos (articulações constitutivas do discurso recristianizador, de base romanizadora, posto a circular nos meios intelectuais católicos). A efetivação de tal análise preliminar apoiou-se,principalmente, na seguinte fonte: a Revista Brasileira de Pedagogia, órgão oficial da Confederação Católica Brasileira de Educação.


INQUISIÇÃO E HERESIA: A IDENTIFICAÇÃO ATRAVÉS DOS SÍMBOLOS. Wendell Pereira de Castro, Ruy de Oliveira Andrade filho - Departamento de história da UNESP de Assis.

Que relação se estabelece entre os símbolos e a heresia? Ao invés de um conflito de via única, na qual o cristianismo responde aos ataques heréticos, opta-se aqui por uma antítese que corresponde a tese, ambas interligadas e inseparáveis. A complexidade da Religião cristã se acentua à medida que a heresia se reafirma através de um verdadeiro mito das origens. Este mito confere força às contestações contra a religião cristã, pois está imbuído do espírito da verdade, do próximo a Deus, do antigo e do inicial. Deste modo na mentalidade do herege, o Catolicismo, seria a perversão do caminho iniciado pela Revelação, em tempos idos; Em contrapartida os hereges seriam os próprios seguidores do demônio que com a sua astúcia pervertem o cristianismo.

Este ensaio tem como objetivo levantar algumas questões acerca da heresia e do Tribunal da Inquisição, a partir da Nova História, transitamos entre a micro e a macro história. Utilizo para este fim o modelo de vita apostólica em oposição ad imitationem imperii, uma demonização do Catolicismo por parte dos cátaros e, mostramos que a Inquisição estava no auge do seu poder simbólico durante o período medieval. Este trabalho será revertido em publicação de ensaio no livro do núcleo de estudo de história antiga e medieval.

O símbolo cristão, portanto, somente teria sentido pleno e compreensível quando colocado frente a frente com sua contraparte herética, da qual extrai sua legitimidade. Inevitavelmente. Deduz-se daqui que a religião Católica inicia um movimento de sistematização do culto e burocratização de estruturas, da qual não pode mais se desvencilhar, onde temos a inquisição como prolongamento de seu poder e instrumento de reafirmação. Assim o é porque este movimento tornou-se irreversível, confundindo-se com a própria essência da Igreja como instituição.

Religião e Política
SOB A CONFIANÇA DIVINA: EXTRATÉGIA ELEITORAL DOS POLÍTICOS DA IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS E A CONCEPÇÃO DE VOTO DO CIDADÃO ASSEMBLEIANO. Claudirene Bandini, Paul C. Freston – Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais – UFSCar.

Como parte de uma pesquisa mais ampla, esta comunicação apresentará a interação político-religiosa da Igreja Assembléia de Deus (AD) nas eleições de 2002 no Estado de São Paulo e a concepção de voto de seu eleitorado.

Tendo em vista que a população geral caracteriza os deputados como os políticos mais distantes – pelo fato de realizarem o grosso das atividades no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas – acabam distanciando dos eleitores por passarem a maior parte do tempo fisicamente distantes deles. Por conta disso a Assembléia de Deus concentra suas estratégias políticas no sentido de manterem seus políticos próximos à base eleitoral que os elegeu.

O modo de democracia exercido no Brasil, no qual o político e não o partido seja o veículo de representação, contribui para que políticos pentecostais (ou não) consigam individualmente representar sua clientela reforçando o elemento corporativista do sistema. Entretanto, pode-se encontrar políticos pentecostais portadores de um discurso mais apurado em termos de participação política dos evangélicos e que se encontram mais envolvidos em movimentos sociais por apresentarem um discurso mais progressista voltado às transformações sociais.

Em relação ao eleitor assembleiano, como qualquer outro eleitor deverá ter seu voto conquistado. E com isso, a prática política exercida na denominação lhe permite desenvolver uma cultura de resistência e de protesto diante da estrutura social em que se encontra. Como religião anexada diretamente às condições sociais de seus membros, o pentecostalismo acaba se transformando, conseqüentemente no reflexo desta situação ao apontar e protestar – à sua maneira – o suposto laicato do Estado Moderno e seus atributos negativos.




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